Quinta-feira, 11 Dezembro 08, 09:28 AM
Além do valor abusivo cobrado pelo ingresso para o jogo entre Goiás e SPFC válido pela última e decisiva rodada do Campeonato Brasileiro deste ano, o saldo ficou muito negativo para o torcedor.
Numa demonstração clara de descontrole e despreparo para lidar com situações de tumulto, a polícia de DF matou um torcedor.
Sim, matou!
Não adianta o advogado de defesa dizer que foi sem querer. Assim é MUITO FÁCIL!
Num dia de fúria no trânsito de Sampa, eu posso muito bem sair dando tiros pra limpar o meu caminho e depois pedir desculpas...né?
Fato é que a coronhada dada na cabeça do jovem Nilton César de Jesus de 26 anos, sem necessidade, diga-se de passagem, já que o torcedor está parado esperando a ação do policial, resultou em mais uma trágica perda para mais uma familia no mundo.
E tudo por causa do futebol.
Imaginem a imagem do Brasil "às vésperas" de uma Copa do Mundo?
Imagino que o governador do Distrito Federal esteja de fato muito preocupado com o assunto, já que a cidade quer se credenciar para sediar o Mundial de 2014 e com um histórico de agressão por parte da Polícia Militar local deste naipe, a coisa pode feder.
Claro, tudo em Brasilia FEDE! (Perdão ao Raulzito e a Fefe amigos queridos)
A construção do Bezerrão FEDE!
É lobby pra cá, lobby pra lá...
O preço dos ingressos cobrados para o jogo entre a selecinha e a lusinha foram astronomicamente ABSURDOS! O preço dos ingressos pra final do campeonato também.
Mas ALGUÉM TEM QUE PAGAR ESTE ELEFANTE BRANCO!
Neste episódio, além de gastar uma pequena fortuna (sim, para o pobre trabalhador que ganha um salário mínimo, 100 paus é grana para caraleo!) para ver o jogo do seu time de coração, ainda pagou com a vida pela INÉPCIA da Polícia Militar do Distrito Federal.
Mas e ai? Como vai ficar?
Quem vai pagar?
Ninguém.
Ninguém, porque nós, os idiotas brasileiros "sangue-bão", não vamos fazer nada. Vai passar batido. Será esquecido.
O polícia vai voltar pra rua. Vai continuar lamentando seu salário de merda, o risco de perder sua vida, a preocupação com a sua familia, o bico pra complementar a renda, o estresse nas alturas e um torcedor vai pagar. Seja ele de qual time for.
Lembre-se que pode ser você, seu filho, seu irmão, seu sobrinho, seu amigo.
E este é um preço alto demais a se pagar por uma partida de futebol.
Segunda-feira, 08 Dezembro 08, 06:48 PM
Desde o começo deste ano, quando a Federação Paulista de Futebol determinou o preço para os ingressos de arquibancada para o Campeonato Paulista, que pagar 30 reais para assistir a uma partida de futebol de qualidade técnica duvidosa é um acinte à inteligência do torcedor.
Torcedor também é consumidor e devia ser tratado como tal.
No terceiro artigo do Estatudo do Torcedor, que nada mais é que a Lei n° 10.671, de 15 de Maio de 2003, consta o seguinte texto:
"Art.3° - Para TODOS OS EFEITOS LEGAIS, equiparam-se a FORNECEDOR, nos termos da Lei n° 8.078, de 11 de Setembro de 1990, a entidade responsável pela organização da competição, bem como a entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo."
Para que fique bem entendido: A Federação organizadora e o clube de futebol que manda o jogo são os fornecedores do "produto" e você, caro torcedor que fica aqui se pegando defendendo seu clube, é o CONSUMIDOR, e, consequentemente, tem para sua defesa, além do Estatuto, o Código de Defesa do Consumidor, na Lei citada no artigo acima.
Pois bem, todo direito de reclamar, o que não significa quebrar as dependências do clube, ou atacar jogadores, técnico ou qualquer membro do clube.
Uma simples ação basta para que sejamos tratados de acordo: o BOICOTE!
Todo o final do campeonato brasileiro foi caracterizado por ações de desrespeito profundo ao torcedor brasileiro, quer seja no preço do ingresso para o jogo entre Goiás e São Paulo, como nas denúncias do suposto suborno ao árbitro Wagner Tardelli.
Até quando vamos nos expôr a tais ações?
Até quando vamos permitir que entidades que se dizem donas do futebol brasileiro, se comportem como o Vaticano do Futebol?
Para um melhor apanhado desta primeira parte do post, vai o Capítulo II do Estatuto do Torcedor. Se você não conhecia, conhece agora e é de bom tom que comece a adotar a postura de consumidor quando o assunto é futebol. Todos nós agradecemos. O futebol agradece. A honestidade e o combate à corrupção a à falta de respeito também.
Art. 5o - São asseguradas ao torcedor a publicidade e transparência na organização das competições administradas pelas entidades de administração do desporto, bem como pelas ligas de que trata o art. 20 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998.
Parágrafo único. As entidades de que trata o caput farão publicar na internet, em sítio dedicado exclusivamente à competição, bem como afixar ostensivamente em local visível, em caracteres
facilmente legíveis, do lado externo de todas as entradas do local onde se realiza o evento esportivo:
I - a íntegra do regulamento da competição;
II - as tabelas da competição, contendo as partidas que serão realizadas, com especificação de sua data, local e horário;
III - o nome e as formas de contato do Ouvidor da Competição de que trata o art. 6o;
IV - os borderôs completos das partidas;
V - a escalação dos árbitros imediatamente após sua definição; e
VI – a relação dos nomes dos torcedores impedidos de comparecer ao local do evento desportivo.
Art. 6o A entidade responsável pela organização da competição, previamente ao seu início, designará o Ouvidor da Competição, fornecendo-lhe os meios de comunicação necessários ao amplo acesso
dos torcedores.
§ 1o São deveres do Ouvidor da Competição recolher as sugestões, propostas e reclamações que receber dos torcedores, examiná-las e propor à respectiva entidade medidas necessárias ao
aperfeiçoamento da competição e ao benefício do torcedor.
§ 2o É assegurado ao torcedor:
I - o amplo acesso ao Ouvidor da Competição, mediante comunicação postal ou mensagem eletrônica; e
II - o direito de receber do Ouvidor da Competição as respostas às sugestões, propostas e reclamações, que encaminhou, no prazo de trinta dias.
§ 3o Na hipótese de que trata o inciso II do § 2o, o Ouvidor da Competição utilizará, prioritariamente, o mesmo meio de comunicação utilizado pelo torcedor para o encaminhamento de
sua mensagem.
§ 4o O sítio da internet em que forem publicadas as informações de que trata o parágrafo único do art. 5o conterá, também, as manifestações e propostas do Ouvidor da Competição.
§ 5o A função de Ouvidor da Competição poderá ser remunerada pelas entidades de prática desportiva participantes da competição.
Art. 7o É direito do torcedor a divulgação, durante a realização da partida, da renda obtida pelo pagamento de ingressos e do número de espectadores pagantes e não-pagantes, por intermédio dos
serviços de som e imagem instalados no estádio em que se realiza a partida, pela entidade responsável pela organização da competição.
Art. 8o As competições de atletas profissionais de que participem entidades integrantes da organização desportiva do País deverão ser promovidas de acordo com calendário anual de eventos
oficiais que:
I - garanta às entidades de prática desportiva participação em competições durante pelo menos dez meses do ano;
II - adote, em pelo menos uma competição de âmbito nacional, sistema de disputa em que as equipes participantes conheçam, previamente ao seu início, a quantidade de partidas que disputarão, bem
como seus adversários.
Quarta-feira, 05 Novembro 08, 07:28 AM
Transcrição do site argentino. Convém que prestemos atenção no que ainda acontece por ai.
Ayer a la mañana un grupo de barrabravas se acercó al entrenamiento de Argentino de Merlo y ‘apretaron’ a los jugadores. Les pegaron a Sebastián Ojeda, Diego Katip
y algunos juveniles. Una situación muy complicada se vive en Merlo Norte. Esos jugadores no quieren volver más. Los corrieron hasta la calle. Hoy el equipo entrena con dos patrulleros de
custodia. Gravísimo.
Martín Brieva expresó que “radicamos la denuncia en la primera de Merlo. Si tengo que ir a buscar todos los días a la casa a los jugadores, lo haremos. No queremos que se vayan. Habrá un
patrullero toda la semana. Los jugadores tendrán todas las garantías, expresó enfáticamente.
El ‘Polaco’ Ojeda dijo “No vuelvo nunca más al club, tenían armas de fuego. Yo tengo familia y tengo miedo por mi vida, me corrieron hasta la calle, si me pegan un tiro de que me
disfrazo?”
Diego Katip: "sabemos que hoy en día es moneda corriente. esto es un trabajo y hay gente que lo toma de otra manera. Esto fue una violación a nuestra tarea. Ví que hubo una insinuación a sacar
un arma. A mi me corrieron hasta la calle y no me quedaba otra. Yo no tengo ganas de volver más. No es que se nos antoja irnos pero ya se pasó algo de la raya. Eran unos cuantos. Y si me
pegaban un tiro?". Habló sobre la apretada en Arg. de Merlo.
MARTÍN BRIEVA Vice Presidente de Arg. de Merlo: "Estoy con vergüenza, están identificados y ya hicimos la denuncia. A mi me pasó algo parecido en algún tiempo, esto fue una agresión lisa y
llanamente. Los jugadores están mal pero no debe volver a ocurrir. Entrenarán con custodia, por estos delincuentes".
Fuente: www.aquiascenso.com.ar
"Los jugadores están con mucho miedo, la persona que se comunico con nosotros no dió autorización para publicar su nombre, ni quiso relatar más detalles de
los hechos por miedo a represalias. Desde Salvemos al Futbol seguiremos interiorizándonos sobre la cuestión" Mónica Nizzardo
www.salvemosalfutbol.org
Por un fútbol sin violencia ni corrupción
Sexta-feira, 08 Agosto 08, 01:38 PM
Parece trocadilho bobo, mas é a mais dura e cruel realidade.
Roberto Dinamite, ídolo maior do Vasco, está com uma bomba enorme nas suas mãos. Tem que administrar o legado do porco Eurico Miranda, o câncer do futebol brasileiro que deixou o clube de São Januário em situação muito ruim.
Pior é ver torcedor JÁ reclamando do novo presidente.
Toda e qualquer iniciativa e vitória sobre a corrupção é digna de crédito e comemoração e é certo que Dinamite terá muito trabalho para limpar a imundície que deixou o presidente anterior, mas não será de uma hora para outra que conseguirá levantar o time.
Dívidas e mais dívidas, elenco limitado e nada de conquistas: cenário para bravos.
Cenário ideal para Roberto Dinamite provar o seu valor e fazer do Vasco um clube, um time e não o quintal da casa de Euricos.
Quarta-feira, 04 Junho 08, 04:14 PM
As vezes me sinto falando sozinha, mas sei que alguém está "ouvindo" o que estou dizendo sobre atitudes racistas e preconceituosas no futebol que terminam em violência na maioria dos casos.
Vamos aos fatos: Hoje teremos o primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Corinthians (SP) x Sport (PE) se encontram a partir das 21H50 no estádio do Morumbi para definir quem fica com a taça da competição e uma vaga para disputar a Libertadores da América de 2009.
Tudo muito lindo e maravilhoso não fossem os extremistas. Os insanos. E eles saem de lugares geralmente habitados por seres rancorosos e com sentimento de inferioridade. Precisam, necessitam de violência. Precisam impôr a sua condição de "inferior" frente aos demais. Coitados. Eu lamento que ainda existam pessoas que se enxergam assim. E o pior, eu lamento que se utilizem da internet para propagar atos e idéias racistas. E pior ainda! Há os que comungam com tal mentalidade.
Digo isso porque hoje tomei conhecimento de uma carta escrita por um cara que se diz trabalhador da imprensa - quando digo que a imprensa é uma das maiores responsáveis pela violência tem gente que duvida - postada no site Meu Sport e que rapidamente tomou conta dos "futeboleiros" de plantão, como eu.
Refuto o modo como o dito trabalhador da imprensa convoca à luta seus conterrâneos. Entendo que há preconceito e o refuto veementemente. O que não podemos deixar acontecer, é gente desiquilibrada ter um canal para emitir opiniões que vão diretamente de encontro ao que a nossa Constituição (ainda que não premie e tampouco agracie a maioria) prevê: o respeito pelo próximo. Feito isto, não nos preocuparemos mais com a violência.
E que o espetáculo seja o futebol, a festa da torcida e não a violência incitada pelos irresponsáveis.
Mais um episódio lamentável. Leia o "desabafo" aqui. E tire suas conclusões.
Quinta-feira, 15 Maio 08, 01:41 PM
Final da Copa da Uefa: Zenit versus Rangers.
O duelo entre a vodka e o whisky terminou com uma ressaca que supúnhamos ter acabado nos confrontos futebolísticos do velho mundo.
A Europa toma medidas extremas para combater o hooliganismo, mas tais medidas não foram eficientes para evitar o que se passou ontem ao final do jogo que definiu o Zenit como campeão da Copa Uefa.
Ouvi muito por cima na terça-feira, a declaração do técnico do Zenit sobre não contratar negros para o time, já que a torcida ficaria extremamente enfurecida se houvesse, entre seus “brancos puros", algum exemplar da raça negra.
Os negros: o berço e o túmulo da civilização.
Condeno veementemente o racismo e o preconceito.
A intolerância e a violência. O desrespeito às diferenças.
Não me apraz o Zenit como campeão da Copa da Uefa.
Não pelo time em si, mas pela sua torcida.
Por mim, passariam anos, até a eternidade se possível, sem conquistar um título sequer.
É o tipo de torcida que merece a não conquista de nada que seja feito para coroar.
A única coroa que torcidas assim merecem, é a da ridicularidade.
Servem como ponto de referência: “Ta vendo aquele cara ridículo ali? Nunca seja como ele!”.
E tivemos então o maior exemplo de como não se comportar num jogo de futebol. De como não se comportar no mundo.
Uma violenta briga que começou do lado de fora – já que milhares de torcedores do Rangers não conseguiram entrar – do estádio do Manchester City terminou com um torcedor do Zenit esfaqueado!
Vejo as cenas da briga pela tv e aquilo me faz mal.
Se a mim faz mal de longe, imagino que mal não foi feito às pessoas que estavam por perto. Às pessoas que tiveram alguém ferido, ou quem se feriu sem ter envolvimento algum com o comportamento de seres que se dizem humanos.
“A raça superior” mostra mais uma vez que o nível de sua superioridade está aquém do nível de inferioridade do ser humano mais baixo e vil que possa estar com os pés plantados neste planeta.
Quando vamos aprender?
Olho ao redor e vejo escrotice de comportamento por todos os lados.
Alguém aprisiona a própria filha por 24 anos num porão, a engravida várias vezes e sai de casa como se fosse a melhor pessoa do mundo.
Alguém deve grana pros parentes, mas como não tem dinheiro para pagar e morre de vergonha disso, resolve matar todos a machadadas.
Sinto como se, os esforços concentrados das pessoas que pensam em mudar um pouco – que seja – a consciência de outras pessoas acerca da violência ou o que a faz surgir, fossem completamente inócuos.
Não há manifestação.
Não há vontade de mudar.
“Ah! Isso aconteceu tão longe! Isso não me afeta. Não conheço nenhuma das pessoas envolvidas, então que se dane!”.
É...um dia eu ou você poderemos estar numa linda final de campeonato, feliz com a vitória ou triste com a derrota e não sair vivo dali. Ou pior, perder um filho, um amigo.
Será que é mesmo necessário que sintamos na nossa carne, o corte da faca mais afiada para nos importarmos com o outro que sofreu em função da violência no futebol?
Terça-feira, 13 Maio 08, 07:20 AM
Há uns meses atrás tive contato com o site Salvemos al fútbol através do site do documentário "Puerta 12" do argentino Pablo Tesorieri que mostra a tragédia no estádio Monumental de Nuñez em 1968. Nesta ocasião, 71 pessoas morreram.
Em setembro do ano passado, a TV Cultura exibiu o documentário "Argentina y su Fábrica de Fútbol", do diretor Sérgio Iglesias que nos mostra, entre outras coisas, a paixão do argentino pelo futebol e sua garra.
Como sempre fui atenta ao que me diz meu pai, Seo Osmar, parei para observar de modo menos tendencioso e com certa isenção de rivalidade, o futebol da nossa vizinha Argentina; e assim aprendi a apreciá-lo.
De certo modo nos assemelhamos aos irmãos argentinos no que se refere ao fanatismo e à violência que a paixão pelo esporte gera, com uma única diferença: os argentinos lutam efetivamente pelos seus direitos, enquanto nós, brasileiros, apenas reclamamos.
Cansados de tanta violência e auxiliando parentes de vítimas que morreram em decorrência do futebol, Mónica Nizzardo e Mariano Bergés se uniram numa Associação Civil sem fins lucrativos para disseminar a semente da luta por um futebol sem violência e corrupção, chamada "Salvemos al fútbol".
Tentei angariar opiniões sobre possíveis ações, de modo que o Estatuto do Torcedor seja de fato cumprido, ou de que modo poderíamos combater a violência e a corrupção no futebol mas...apenas um amigo retornou o meu pedido.
O blogueiro Marco MV em post recente, reclamou da falta de respeito com a torcida durante a venda de ingresso para o jogo da final do Paulistão de 2008. Mas o que fazemos para que isso não aconteça mais?
Invariavelmente nos acotovelamos para conseguir os ingressos, enquanto cambistas circulam normalmente entre torcedores ávidos por futebol e policiais que colocam o cabresto nos olhos. Ainda assim, compramos o ingresso das mãos dos cambistas por preços absurdos, sem garantia e tudo isso por causa do nosso clube de coração.
Esta é apenas uma das inúmeras coisas erradas que envolve o futebol brasileiro e enquanto NÓS TORCEDORES não nos mobilizarmos, não chamarmos a responsabilidade para nossas pessoas para acabar com coisas assim, continuaremos com a cabeça encostada no Muro das Lamentações Futebolísticas/Políticas/Sociais esperando cair do céu a solução.
E as propostas de solução devem partir, não da boa vontade de quem está se beneficiando com a violência e com a corrupção, mas sim de quem se vê efetivamente lesado por elas.
A janela está aberta.
Basta você olhar.
On Preconceito, racismo, discriminação - Somos efetivos na luta para banir tais atitudes do futebol?