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O Big Brother da bola

Sábado, 23 Fevereiro 08, 10:03 PM

 Big Brother e futebol

O primeiro a deixar “a casa mais vigiada do país” foi Barbosa. Moreno, alto, era o pegador da casa.

Mas foi só falhar um dia para o público não perdoar. Não teve imunidade e foi emparedado, sem dó.

Injustamente, Barbosa acabou esquecido. Morreu longe da fama.

Mais tarde, sairia Garrincha. Conseguira grandiosas conquistas dentro da casa, dentre elas o colar vitalício de anjo. Anjo das pernas tortas.

Jogador habilidoso que, no entanto, não soube driblar o vício. Bebia demais nas festinhas de sábado à noite. Era um fanfarrão.

Até mesmo seus brothers começaram a perder a paciência. E Garrincha saiu da casa sem um tostão no bolso.

Leal aos amigos, Garrincha imunizou Pelé. E este o fez por merecer. A coroa do líder encontrou um verdadeiro rei. Seu reinado dura até hoje, apesar de um forasteiro ter ameaçado sua liderança por muito tempo.

Era Maradona, vindo diretamente do “Gran Hermano”, o BBB argentino. Esse daí fazia rebuliço. Jogador cheio de artimanhas, que botava sempre o dedo – ou a mão – onde não era chamado.

Durante sua estadia na casa, deu show, criou polêmica e ficou marcado. Foi descoberto com substâncias proibidas pela produção do programa. Sumariamente eliminado, nem passou pelo paredão.

No confessionário, antes de sair, Don Diego assumiu o erro, mas, destilando veneno, sentenciou: yo soy mucho mejor que Pelé!

Ainda restam dois participantes. Um deles é Romário, baixinho que não é lá muito adepto das provas de resistência e das tarefas diárias. Porém, quando precisam dele, o brother carioca nunca falha.

Um milhão ele já ganhou faz tempo. Muitos dizem que ele já devia ter deixado a casa. Perseverante, o baixinho só se deu por satisfeito quando completou sua milésima estaleca.

O outro brother, na verdade, é uma sister: Marta, a única mulher da casa. Com discurso forte, ela promete revolucionar a história do programa. Diz não ver a hora das mulheres mostrarem seu valor e dominarem o BBB.

No Big Brother da bola, não há edição que manipule os fatos, nem vontade popular que prevaleça. Sorte e azar são fatores decisivos.

Enquanto esse jogo não tem um vencedor – ou um novo rei – ninguém resiste àquela espiadinha básica.

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Postado por rolablog | Comentários (5)