Domingo, 06 Maio 07, 12:10 PM
Roger era o último dos "craques" comprados com os US$ 50 milhões que a parceria Corinthians-MSI jogou no lixo. É mais um que está deixando o clube pela porta dos fundos, como tem sido praxe na administração Alberto Dualib.
Dizem que Roger não tinha mais clima no elenco e não fazia o menor esforço para se entrosar com a molecada das categorias de base. Acredito nisso. Também pesou contra ele o velho e bom chinelinho, que agora ele deve voltar a calçar em algum time do Rio, com todas as mordomias a que acha ter direito.
Não se pode ignorar que o racha entre novatos e "galácticos" começou no Corinthians em 2005. A saída de Roger deve marcar uma nova fase, o que não significa que muita coisa possa melhorar lá pros lados da Fazendinha.
O principal temor do corintiano é com o técnico Carpegiani. O sujeito ficou cinco anos longe do futebol e voltou falando grosso, mexendo errado no time e colecionando a classificação na Copa do Brasi. Começou bem, né?
Pior: está trazendo a molecada da categoria de base e quer implantar esquemas táticos revolucionários que só ele conhece após sua brilhante experiência como técnico da seleção do Paraguai.
Se houvesse o mínimo de planejamento, a diretoria do Corinthians teria mandado Roger embora, sim. Mas jamais deixaria na mão de Carpegiani um time de meninos. Porque a possibilidade de ele queimar essas promessas é enorme - vide Eduardo Ratinho, que pode estar de saída.
Se a coisa fosse séria, o interino José Augusto deveria ter sido mantido como auxiliar do Carpegiani. José Augusto conhece e tem o respeito da maioria dos garotos da base corintiana.
Isso faria sentido. Mas aí já seria pedir demais, não?
Terça-feira, 10 Abril 07, 07:28 PM
Roger ganhou fama de jogador "chinelinho" na época do Fluminense.
Até hoje, quando menos se espera, ele coloca a mão na perna esquerda, começa a mancar, chama médico e faz cera em campo. Mãozinha na cintura, dá carrinhos para ganhar aplauso da torcida...enfim, o típico chinelinho mesmo.
Mas o camisa 7 do Timão não pode ser culpado por todos os males da equipe na temporada. Sempre que esteve em campo, Roger ficou acima da média se comparado aos cabeças de bagre que hoje vestem a camisa alvinegra. É habilidoso, tem boa visão de jogo e mostrou-se solidários aos companheiros desde que chegou ao Parque São Jorge.
Ocorre que Roger caiu em desgraça com a torcida corintiana. Aquela mesma que fica atrás do gol no estádio, briga na saída dos jogos e se orgulha de participar de reuniões com a diretoria para decidir sobre a expulsão jogadores do clube.
Digo isso porque outro dia um integrante dessas facções me disse, todo contente, que Tevez saiu porque mostrou o dedo médio para essa torcida. Parabéns, então, a esse sujeito aos seus coleguinhas. Mandaram o argentino e ficaram com o valente Wilson no ataque.
Os caras também têm passe livre para entrar em treinos e encher o saco de jogador, uma baita palhaçada. Coisa de quem não tem o que fazer. Se estivessem realmente interessados em melhorar alguma coisa, pressionariam a diretoria para mostrar onde o dinheiro da MSI foi parar.
Isso não interessa aos torcedores profissionais. Meses atrás, eles gritavam o nome do Kia a cada nova contratação. Agora, querem mandar o Roger embora.
Volto a repetir: o camisa 7 não é nenhum fenômeno, mas não pode ser crucificado. Se a moda pega, o que fazer com Marcelo, Rosinei, Betão, Marinho, Wellington, Marcelo Mattos, Magrão, Tamandaré, Gustavo, Daniel, Amoroso e Wilson?
Sugestões de torcedores não-profissionais são bem-vindas.
On Betão Eterno