Sexta-feira, 29 Junho 07, 08:05 PM
Corinthians e Palmeiras fizeram um clássico emocionante na primeira edição do Campeonato Brasileiro, em 1971. De um lado do campo, Leão, Ademir, Leivinha, Dudu e César Maluco. No outro, Rivelino, Ado, Adãozinho e Mirandinha.
O jogo terminou 4 a 3, com uma virada impressionante do time alvinegro. Não quero bancar o saudosista nesse post, até porque ainda não havia nem nascido. A idéia é apenas relembrar um pouco dessa época de ouro do futebol brasileiro, que havia terminado de conquistar o tri no México.
Com certeza, havia mais de 100 mil pessoas no Morumbi nesse clássico entre corintianos e palmeirenses. Gente que tinha a honra de ver de perto nossos maiores craques (repare na cobrança de falta do Rivelino, ou no chute do Leivinha). E os dois gols em saídas de bola no meio-campo? Impressionante. A narração é de Luiz Noriega, pai do competente e gente boa Maurício Noriega, jornalista na SporTV.
Neste sábado, Corinthians e Palmeiras se enfrentam em mais um Brasileirão, depois de quatro conquistas no torneio para cada lado. Infelizmente, agora brigam para ver quem é o menos ruim em campo e são apontados como candidatos à Segundona. Vão jogar no Morumbi novamente, mas desta vez para 30 mil pessoas, num jogo que tem tudo para ficar num 0 a 0.
Sexta-feira, 29 Junho 07, 07:30 PM
Denílson conseguiu a proeza de ser vendido por US$ 26 milhões (alguns dizem que foi mais, outros que foi por
menos) ao futebol espanhol. Acho que ainda hoje é o recorde numa transação envolvendo um clube brasileiro. Jogou duas Copas do Mundo, foi pentacampeão em 2002 e perambulou pelo mundo, ganhando
justificada fama de firuleiro. E olha que é firuleiro dos bons.
Aos 29 anos, acaba de retornar da Arábia. Treina no Palmeiras para recuperar a forma, perdida após 40 dias de inatividade. Nem bem chegou, e ele começou a fazer juras de amor ao time de Caio Júnior, numa clara intenção de permanecer no CT da Barra Funda.
Denílson só faz isso porque está por baixo. E não digo isso para provocar nenhum colega verde, não. Em entrevista à SporTV, ele foi claro sobre seus planos para o futuro: "Agora eu preciso me recuperar psicologicamente para ganhar confiança. Ficar um ano no Brasil seria bom. Depois, eu voltaria para a Europa, onde ainda tenho mercado e ganho o que mereço".
Se eu fosse diretor palmeirense, mandava esse cara embora do meu campo de treinamento o mais rápido possível. Isso porque enquanto está na pior, ele quer encontrar um time aqui para jogar, diz que aceita até a ganhar menos. Depois de recuperado, e olha que ele ainda está longe disso, quer partir. Uma temporada, segundo seus próprios cálculos, já será suficiente.
Denílson é o retrato do jogador de futebol brasileiro moderno. Cada vez mais mercenário, egoísta e presunçoso. E sem qualquer preocupação com o torcedor.
Sábado, 21 Abril 07, 06:07 PM
O Azulão deu um show no "supertime" do São Paulo. O Estádio Estadual do Jardim Leonor ficou calado após o quarto gol da equipe da ABC, que agora segue forte para a finalíssima contra o Santos.
Gostaria de entender o porquê de o badalado Tricolor ter levado esse nabo dentro de casa. Não acho que o único motivo para o chocolate tenha sido o clima de "já ganhou" da torcida, que com certeza contagiou os jogadores.
O problema do São Paulo é achar que seu time é um esquadrão, quando na verdade não passa de uma equipe bem armada, entrosada e com muita sorte. Só. Ah, e o marketing forte também, com direito a Piu-Piu e tudo.
Aloísio Chulapa, Miranda (botinudo, hein?), Bichardysson, Sousa, Leandro Gianechini e Jorge Arghhhh Vágner não têm culhão para levar o time tão longe como o torcedor sonhava no início do ano. Menos mal que Dagoberto está aí...mas o Paulistão já era!! a invencibilidade, idem.
No final das contas, o São Paulo encerra o primeiro campeonato do ano da mesma maneira que Palmeiras e Corinthians. Sem nada na mão. E com imensas dúvidas em torno do que pode ocorrer em um futuro próximo.
On Betão Eterno