Segunda-feira, 04 Maio 09, 11:17 PM
Eu vi o Corinthians campeão invicto.
Vi Ronaldo brilhar em momentos decisivos e dar uma lição nos "desorganizadores" do Paulistão.
Vi comentarista falando as groselhas de sempre na telinha, em canais de TV aberta e fechada.
Vi os gols do Keirrison, a garra do Elias, a persistência do Washington e a grata surpresa Madson.
Vi Marcos voar em todas as bolas e acompanhei a má fase do Hernanes.
Vi tudo isso do sofá de casa, nos jogos do PPV ou nos melhores momentos dos telejornais.
Mas não vi Neymar deitar e rolar em campo, o que justificaria sua escolha como revelação do campeonato.
Vi, sim, um jovem mais badalado pelo que se imaginava pudesse fazer do que propriamente por aquilo que apresentou com a camisa do Peixe.
Domingo, 07 Dezembro 08, 07:34 PM
E o São Paulo conseguiu seu sexto título nacional. Além disso, obteve o sonhado primeiro tricampeonato puro-sangue da história do clube - títulos em três anos seguidos.
Mas...
Quero ver se daqui a 20 anos haverá um único são-paulino capaz de se lembrar o nome do grande maestro, o craque do time, a figura representativa do inédito tricampeonato conquistado neste domingo. Hugo, Jorge Vágner, André Dias, Richarlyson??
(Ah, tá, tem o Rogério Ceni. Mas este aí fica a maior parte do tempo embaixo da trave. Não vale.)
Quero ver também se alguém vai se lembrar que o Brasileirão de 2008 foi decidido com erros inesquecíveis dos homens de preto a favor da equipe do Morumbi.
O primeiro ocorreu em um jogo contra o Botafogo, no Engenhão. O juizão anulou o gol de empate do Fogão, no final da partida - realmente, há coisas que só acontecem ao Botafogo. Seriam dois pontos a menos na tabela para o São Paulo.
E, no último jogo, lá estava o apito amigo em cena. Mais uma vez. Borges fez o gol do título um metro e meio - repito: um metro e meio! - na frente do último homem da zaga goiana.
Ah, se isso acontecesse com o Corinthians, o Palmeiras, ou qualquer outro clube carioca...
Terça-feira, 02 Dezembro 08, 12:05 PM
Falei ontem
do livro do Menon. Hoje é dia de destacar o trabalho de outro velho companheiro da época em que trabalhava no Lance!, o fotógrafo Daniel Augusto Jr.
Daniel é o autor de "Eu Voltei ", que reúne fotos do traumático, e no final festejado, ano da queda corintiana. Imagens que ele registrou como fotógrafo da Agência Corinthians. Ou seja, teve o privilégio de acompanhar o time durante todo o campeonato e, com certeza, captar ângulos inéditos da caminhada alvinegra.
Importante: Daniel é um corintiano doente, fanático, devoto de São Jorge. Se precisar, ou for provocado, é capaz até de brigar pelo time de coração.
O livro foi editado pelo Departamento de Marketing do Corinthians, Agência Corinthians e Autêntica Editora Ltda/Gutenberg de Belo Horizonte. Já está à venda na loja virtual do Corinthians, no endereço http://www.shoptimao.com.br/sistema/ListaProdutos.asp?IDLoja=8804&IDProduto=1745932.
Também tem uma comunidade no Orkut, onde você pode trocar idéias com o autor: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=76203081.
Terça-feira, 22 Maio 07, 04:55 PM
A Agência Lusa (calma, não é piada. Ela existe, sim!) informa que os jogadores brasileiros marcaram quase um terço dos gols da última edição do Campeonato Português.
Os brazucas balançaram as redes 181 vezes no torneio, que registrou um total de 554 gols (340 de estrangeiros) em 240 jogos – média de 2,3 por jogo.
Os portugueses fizeram 194 gols, somente 13 a mais que os brasileiros. Argentinos, cabo-verdianos e poloneses anotaram 17 gols cada. Os uruguaios, 12.
O ex-corintiano Liédson foi o artilheiro do campeonato pelo segundo ano consecutivo. Marcou 15 gols contra 25 do ano passado, uma marca que só não é pior do que os 14 gols marcados por Soeiro, do Sporting, na temporada 1934/1935.
Detalhe: Liédson é o primeiro jogador a repetir a façanha de ser artilheiro em duas temporadas seguidas depois de Jardel, outro brasileiro.
Quero ver agora os portugas amigos do Rubão aparecerem aqui para falar que brasileiro não joga nada na Europa, que falta disciplina tática, e essas baboseiras de sempre.
Domingo, 13 Maio 07, 08:44 PM
Quando a gente fala que europeu não entende nada de futebol, os caras ficam putos de vida.
Mas veja só a capa do diário catalão "El Mundo Deportivo" de hoje sobre a maneira como o Barcelona deveria encarar o jogo contra o Betis. Alguém pode dizer que isso se justifica pelo voluntarismo e pela raça do zagueiro espanhol. Desculpe, mas só isso não ganha jogo.
Um time que tem Ronaldinho, Eto e Messi não pode sonhar com 11 "puyoles" para conquistar um Campeonato Espanhol. O pior (pra eles, barcelonistas) é que o time azul-grená empatou com o Betis neste domingo por 1 a 1 e perdeu a liderança para o rival Real Madrid.
Pelo jeito, havia "puyoles" demais em campo...
On Betão Eterno