Terça-feira, 18 Março 08, 02:15 PM
Zinedine Zidane visita o Brasil e fomenta por aqui uma discussão da qual participamos apenas perifericamente já há alguns meses. O craque francês havia opinado, humildemente tomando o lado oposto: quem fora o maior craque francês, Platini ou Zidane? Como toda celeuma sobre “o melhor”, essa é uma polêmica que apenas por vezes toma como base pontos objetivos. Fica sempre na impressão das pessoas, donde a difuculdade, já que muitos não viram jogar os craques do passado. Consta que Freidenreich foi o maior boleiro dos tempos pré-profissionalismo, mesmo um craque de bola. Pode ser, e eu humildemente também tendo, por razões absolutamente científicas, a acreditar nos relatos ponderados. Voltando à questão, lembro-me de assistir Platini fazer algo que nos meus 5, 6 anos de idade me impressionou muito, decisivamente até. Mas não tenho, obviamente, condições de julgar. Já Zidane sim. Vi, e de olhos muito abertos. Zizu encarnava o que chamei de “personalidade futebolística”, ou seja, era meu modelo de jogar futebol. Como já referi aqui, me agrada mais jogadores elegantes, que jogam, grosso modo, com o tronco reto, em comparação aos nossos serelepes moleques, envergados sobre a bola e cujas pernas reproduzem o movimento das batedeiras. Zidane postava-se sobriamente, fazia suas peripécias sem movimentos desnecessários, sem apêndices barrocos. De forma que tendo a favorecer Zizu em minha opinião sobre o maior francês. Mas, a despeito de minhas impressões, fundamento tudo num dado extremamente objetivo e cartesiano, sempre tendo em vista o contexto, indispensável: Zidane deu à França seu único, e improvável, título mundial.
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