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Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 03:53 AM · Comentários (0)
Em meio às retrospectivas do final de ano, eu e meu parceiro de blog percebemos que os semestres para os times de cada um haviam sido diferentes. Além disso, o curioso foi que os times os quais eu torço foram bem no primeiro semestre e mal no segundo; já os dele, foram no mínimo regulares no primeiro e muito bem no segundo.
Como forma de fazer a nossa retrospectiva enquanto torcedores, aos poucos soltaremos textos dedicados a CSA, ASA, São Paulo e Palmeiras.
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Semestres opostos – CSA (parte 1)
Vou começar com o meu time local, o Centro Sportivo Alagoano.Poderia dizer que sou torcedor azulino desde o berço. Porém, na verdade, não é bem assim. Por alguns motivos que não vêm ao caso eu saí de Maceió muito cedo, com apenas dois anos de idade, para morar em Aracaju. Assim, a minha única referência para saber qual time torceria era o meu pai que, aliás, vem de uma família de torcedores do Azulão.
Além disso, no período em que morava por lá, especialmente na fase em que entendia razoavelmente de futebol, do meio para o final da década de 90, foi o de conquistas em série pelo CSA. Se não me engano, foram quatro títulos seguidos, de 1996 a 1999. E, ainda por cima, a final da Copa Conmebol no final de 1999!
Pois bem, retornamos em 2000 para Maceió. E não é que o CSA passou a um jejum de títulos? Em 2000 e 2001 foram dois vice-campeonatos para o ASA de Arapiraca. Em 2002, outro vice-campeonato para o arqui-rival CRB. E, o pior, o rebaixamento para a Segunda Divisão do Alagoano em 2003. E o pior ainda veio no ano seguinte, quando o time não conseguiu voltar para a Primeira Divisão, algo que só ocorreu em 2005!
Confesso que, depois de 2004, onde o time conseguiu o feito de ser eliminado porque os dirigentes assinaram um regulamento sem ler. Pois o time acabou por fazer a melhor campanha da 1ª fase, mas não tinha vantagem nas semifinais. O resultado foi que o Penedense se classificou ao empatar com gols em pleno Estádio Rei Pelé, 1X1, depois dos 30 minutos do segundo tempo. Era a partida da vaga.
Pensei em desistir de torcer pelo time. Mas não teve jeito, na primeira partida do ano seguinte estava eu lá no estádio.
Depois disso foi mais um vice-campeonato, desta vez nos pênaltis, para o Coruripe, em 2006. Mais uma campanha pífia em 2007, onde ficou na penúltima posição e se salvou com um empate por 1X1 em casa contra o CSE, de Palmeira dos Índios.
No final do ano passado, como ninguém queria ser presidente do clube, acabaram empurrando a mesma pessoa que dirigia o clube em 2004. O pior, ou melhor, era que ele era meu professor na universidade. Na aula seguinte à nomeação ele disse a mim e a outros colegas azulinos: “Estou assumindo uma barca furada, só não sei o porquê”.
Eu perguntei, de brincadeira, se ele garantiria o título do Alagoano e ele disse que iriam tentar. Para vocês terem noção da falta de empolgação que rondava o clube.
Anderson Santos
On Estava em Sergipe?