« Post Anterior Próximo post »

[Meu 2010] Palmeirenses vivendo do passado

Quinta-feira, 30 Dezembro 10, 06:26 PM · Comentários (2)

 


Tudo bem! Não esperava um 2010 bom. Sabia que como o time sequer havia se classificado para a Libertadores deste ano, imaginava qeu seria um ano de vacas magérimas. Mas sabe como é torcedor, né? Sempre acreditando que o inevitável futebolístico ocorra. Ainda assim, a minha prioridade em termos nacionais não era torcer para o Palmeiras, mas torcer contra o Corinthians na Libertadores - mesmo que tenha que ter vibrado com a classificação do Flamengo (argh!).

O Campeonato Paulista nos deu o sinal de alerta, 11º lugar num estadual cujo ano seria pior que os anteriores para os times de São Paulo.  A única alegria veio com a vitória contra o futuro campeão Santos, em plena Vila Belmiro, com direito à virada e ao "armeration" como resposta à arrogância santista. Neste jogo eu torcia para o empate, como uma forma de silenciar um colega de trabalho santista para lá de feliz com os "novos meninos da Vila". Imaginem o quanto vibrou com a virada e, depois, com o quarto gol.

Enfim, em clássicos só vencemos o Santos, quer dizer, só tivemos a capacidade de vencer o mais forte dos três grandes adversários. Vai entender...

Na Copa do Brasil, Marcos relembrou seus velhos e bons tempos ao defender três pênaltis; em compensação os seus companheiros perderam quatro e a vaga para as semifinais da Copa do Brasil, num caminho que o levaria a mais um confronto contra o Santos, que venceu mais este título.

Para o Campeonato Brasileiro as perspectivas eram as piores possíveis: brigar para fugir do rebaixamento. Eu, que acreditava qeu Muricy sairia ainda em 2009, o vi sendo trocado por Antônio Carlos nos primeiros meses do ano. Este, depois, também seria mandado embora após uma briga com Robert - Diego Souza também saiu depois. Foi a hora de olhar para o passado.

Primeiro a confirmação da volta do Gladiador Kléber, depois o retorno do técnico com maior ligação com a torcida e com o time na história recente, Luiz Felipe Scolari. Não importava qeu só voltasse após a Copa do Mundo. Por fim, El Mago Valdívia.

Perfeito? Não. Nomes não ganham jogo, muito menos quando não se tem sequer um time titular razoável, imagina um elenco. A diretoria da era Beluzzo continuou com a estratégia de contratar grandes nomes, mas pecar na formação de um time - para mim, em certos momentos, ele não deu sorte de o time encaixar, mas sai como a grande decepção dos últimso anos em termos de presidentes de clubes.

A meta era 2011 e, ainda, a vaga na Libertadores via Sul-Americana. Ainda na primeira fase da competição, a lembrança dos bons e velhos tempos, derrota de 2 a 0 fora e vitória de 3 a 0 em casa. Depois, passamos por mais dois adversários até o fatídico jogo contra o Goiás, em casa, após uma vitória por um a zero fora. No primeiro tempo, o gol sofrido no finalzinho após abrir o placar calou a torcida e acendeu o já rebaixado no Brasileiro.

Kleber fizera uma partida terrível, demonstrado pelos gols perdidos quando o jogo estava empatado. E aos 37 minutos, o gol que calou o Pacaembu. Rafael Moura jogou quase sozinho e ninguém conseguia marcá-lo. Eu costumava dizer que o time de 2010 tinha uma jogada: Marcos Assunçã. Esse não era o seu dia e não foi o nosso dia. Decepção de número incalculável na recente história, sem títulos, do Palmeiras.

Ah, no Brasileirão perdemos mais algusn clássicos, empatamos outros, ganhamos aqui e acolá, empatamos um bom bocado e desistimos do torneio muitas rodadas antes do fim, estacionando eternamente na décima posição.

Coisa boa?

O passado. A CBF reconheceu como títulos brasileiros quatro conquistas da década de 1960 e joga o time para o topo na lista de maiores vencedores nacionais, juntos com o Santos. E conseguimos a façanha de ser bicampeão brasileiro num mesmo ano, 1967. Vai entender...

Perspectiva para 2011?

Eleições para presidência do clube só em 2011, fevereiro, mês em que o Paulista já teve algumas rodadas e a Copa do Brasil está em seu início. Burrice de não mudar a data das eleições. Reviravoltas sempre podem acontecer e o ano começar mais tarde que para os outros e terminar antes que para os outros.

Três candidatos. Um novato, que não conheço e não quero tecer comentários. Palaia, que assumiu com o afastamento por doença de Beluzzo, demitiu toda a diretoria e escalou uma que adora se achar superior a ídolos, brigando com Kleber e Valdívia - alguém explica a ele que não temos bons jogadores e nem dinheiro para contratar! O último, apoiado por Mustafá Contursi... Enfim, perspectivas de não mudar muito.

Quanto ao futebol, não sei o que esperar. Só resta torcer para que o grande Marcos possa encerrar sua carreira com algo que possa fechar com chave de ouro a carreira do maior jogador, e um dos mais populares do país, que já passaram pelo Palmeiras. Que torcedor pela S.E.P. seja mais que olhar para o passado, mas viver um bom presente com grandes perspectivas para o futuro.

 

Anderson Santos

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious
Postado por Alagoanos | Comentários (2)

2 Comentários · Adicionar o seu

VICTORSIMOESDAVID
1. VICTORSIMOESDAVID Escrito: 14.11BRST | Jan 2, 2011

O Palmeiras está vivendo uma crise sem fim e, para desespero de sua torcida, o futuro parece ainda mais assustador. Será que um novo rebaixamento é necessário para limpar a sujeira dos bastidores do clube?
Parcerias que contratam um time inteiro, gastar mais do que pode, essa é a receita do insucesso e é isso que o Palmeiras vem repetindo todos os anos.

Alagoanos
2. Alagoanos Escrito: 19.53BRST | Jan 2, 2011

Responder para VICTORSIMOESDAVID:

O Palmeiras está vivendo uma crise sem fim e, para desespero de sua torcida, o futuro parece ainda mais assustador. Será que um novo rebaixamento é necessário para limpar a sujeira dos bastidores do clube?
Parcerias que contratam um time inteiro, gastar mais do que pode, essa é a receita do...

Victor, um grande problema do Palmeiras, pós Era-Parmalat, é essa necessidade de manter parcerias. O time desaprendeu a montar times sozinho - apesar de hioje os empresários influenciarem em muitos grandes brasileiros.
Além disso, o time só veio olhar para a base em 2003 após a tráqgica goleada contra o Vitória em casa, quando foram chamados para o incêndio Vágner Love, Diego Souza, entre outros. A base, além de formar goleiros, nunca foi o nosso forte.

Deixe um comentário




(Quer livrar-se deste código da próxima vez? Abra uma conta. É rápido e fácil.)