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Domingo, 02 Janeiro 11, 02:04 PM · Comentários (0)
Pela terceira vez em cinco anos o maior campeão do futebol alagoano disputaria a divisão inferior. Para piorar, o CSA só tinha este torneio para disputar no ano todo e o mesmo só começaria em agosto. A responsabilidade da nova diretoria era apenas uma: colocar o time de volta para o lugar que nunca deveria ter saído.
Mesmo assim, o começo dos trabalhos foi em fevereiro, com os atletas pertencentes ao clube mais os que disputaram a Copa São Paulo sub-18. Eles realizaram amistosos caça-níqueis no interior do Estado enquanto não chegava o dia da estreia.
Para a nossa surpresa, resolveram voltar com o Campeonato do Nordeste em plena Copa do Mundo. Excelente como preparação e melhor ainda em termos financeiros. Antes dela, porém, inventaram um "Desafio das Multidões" com o maior estádio de Alagoas ainda fechado. O CRB se preparava para o Nordestão e a Série C.
Dois empates, com a torcida de cada só podendo ir a um jogo e, claro, a nossa sendo a maior que a deles. No final, decisão de pênatis e... Vitória azulina em pleno Estádio da Pajuçara. Bons sinais para a temporada...
A diretoria resolveu contratar a base do campeão alagoano da primeira divisão: Sinval e Nado (zagueiros), Paulinho (lateral-esquerdo), Serginho (volante), Everlan (meia) e Peixinho (atacante). Além deles, alguams contratações, jogadore que estavam no grupo e duas estrelas dos melhores tempos passados: Catanha e Wilson.
No Nordestão, três vitórias seguidas, com direito a estreia vencendo o Bahia, de virada, em pleno Pituaçu - por mais que fosse o time reserva ou júnior deles. A invencibilidade só fora quebrada numa acachapante goleada posta pelo Santa Cruz, por 6 a 1, quando se colocou o time reserva a fim de popuar os titulares do clássico contra o CRB na reestreia do Estádio Rei Pelé.
No clássico, eu não pude ir porque inventaram de dividir as "grandes arquibancadas", um local historicamente dedicado à torcida azulina. Risco alto. Mas como moro perto do Rei Pelé, deu paraouvir a torcida do CSA, mais do lado de cá. Cochilei no final do primeiro tempo e quando acordei no início do segundo estava um a zero para eles. Viramos o jogo e deu arrepio de ouvir a fantástica torcida gritando de novo. Depois, sofremos o empate no final numa jogada de sorte deles.
Seguimos sempre entre os quatro no Nordestão, que parou com a volta do Brasileiro.
Tempo de começar a Série D. Isso, a Série D. Se ano passado fomos convidados graçar à negativa de todos os outros clubes, mesmo sendo rebaixados, este ano o problema foi maior. O Murici, campeão estadual, não pode participar porque o seu estádio era usado como base para helicópteros que ajudavam as cidades atingidas pelas chuvas de junho - o trofeu do título só veio a ser achado meses depois. Como era o único time montado, o CSA foi convidado.
E veio uma campanha digna, a melhor entre todos os quarenta que disputavam o torneio. Vencemos, de cara, o Santa Cruz lá em Recife. Depois, fui ao meu primeiro jogo do ano, ver a vitória contra o querido Confiança-SE por três a um. No jogo seguinte, vencemos o Potiguar no Rio GRande do Norte.
Na volta, aqui, até um empate poderia garantir a classificação antecipada para a segunda fase. Num jogo nervoso, vimos o CSA abrir um
a zero no início e, para não sair da nossa sina, sofrer. Só aos 40 do segundo tempo é que conseguimos aumentar o placar e conseguir, inclusive, garantir o primeiro lugar do grupo. Nunca vi uma
torcida tão animada quanto após o segundo gol. Sensacional! Além disso, o time passou a tocar uma, duas vezes e chegar no gol. Inesquecível!
Mais uma vitória contra o Confiança em Aracaju e uma grande desconfiança com a derrota contra o Santa Cruz em casa, com o maior público do ano, mais de doze mil pessoas. Na segunda fase, o Sampaio Correia. Como tinha disparada a melhor campanha, e devido ao regulamento "esquisito" da Série D, bastava passar pelos maranhenses que pularíamos mais duas fases.
Mas ninguém, ninguém mesmo, esperava o que aconteceu em São Luiz: 5 a 0. Parecia que o Sampaio Correia jogava uma partida da Copa enquanto o CSA não tinha entrado em campo. Fomos ao jogo da volta esperando, ao menos, uma boa atuação. Gol adversário aos oito minutos e os "gênios" da organizada xingando o time - inadmissível! Para piorar, e esvaziar o estádio, pênalti perdido por Catanha e o segundo gol adversário aos 37. Mais da metade foi embora e as organizadas também.
Como não sou torcedor de só em bons momentos - afinal sou torcedor de CSA e Palmeiras - fiquei e vi um segundo tempo bem diferente. Em dez minutos, com Wilson em campo, dois gols. Porém, minutos depois o nosso craque do segundo tempo foi expulso e dificultou um pouco as coisas. Além disso, o goleiro adversário fez uma partida memorável e evitou o que seria realmente memorável, a nossa classificação após sofrer uma goleada e, ainda, após estar perdendo na partida seguinte. Foram, além do pênalti, cinco grandes defesas.
Enfim, voltamos à nossa realidade, o Estadual da Segunda Divisão. Fui ao primeiro, jogo, difícil, em casa, contra o São Luiz. O primeiro tempo terminou com um a zero para eles, mas no segundo, viramos o jogo. A partida seguinte foi após a goleada no Maranhão e perdemos nosso único jogo, contra o Sport, em Atalaia.
Depois disso, o time acordou e distribiu algumas vitórias, fui ver a de 3 a 0 contra o São Domingos. Nas semfinais, voltamos a enfrentar o São Domingos, e vencemos por 3 a 0. Na volta, vi o placar eletrônico endoidar por não conseguir coloar 10, isso, 10 a 1. Era engraçado voltar para casa e ver que as pessoas não acreditavam quando eu e meu pai dizíamos que tinha sido 10 a 1. Como eram duas vagas para a "elite". VOLTAMOS!!!!
Nas finais, o algoz Sport Atalaia. Empate em zero a zero lá. Como estava em viagem, pedi para o meu pai comprar os ingressos só se o primeiro jogo fosse empate ou vitória azulina. Fomos e vimos a vitória por 3 a 0 e o alívio: campeões de um torneio que jamais queríamos ter voltado.
Ainda havia o Nordestão. Bastava uma vitória em casa contra o time reserva do ABC para garantir o primeiro lugar e suas vantagens. Tentamos comprar os ingressos, mas na manhã do dia do jogo já haviam retirado dos pontos de venda. Perdemos de virada por 4 a 2, num banho de água fria na torcida. Para piorar, por causa do saldo de gols, caímos para o quarto lugar.
Enquanto o ABC ganhava do Treze em Natal, o Vitória brincou no primeiro tempo e quase é surpreendido no segundo tempo pelo que sobrou do CSA - Paulinho Macaíba e Toninho não podiam participar porque já haviam atuado por outros times, além disso, três jogadores estavam machucados, inclusive o talismã Wilson. 2 a 1 e final de ano para nós.
E 2011?
O compromisso de 2010 foi cumprido: voltamos. Além disso, tivemos muitos bons momentos, que nos fizeram lembrar o quanto é bom torcer para o CSA - para logo em seguida lembrarmos o quanto sofremos por isso.Surpreendentemente, a diretoria montada pelo presidente Jorge VI foi bem, o marketing foi como nunca se viu antes, e os salários pagos quase sempre em dia.
Por enquanto, o time montado para a disputa do Estadual deste ano é pior que o que jogou a Segundona no ano passado. Os atletas do Murici voltaram ao seu time de origem, Catanha não renovou por causa de salários e falta uma fonte de recursos. Cautela sempre deve ser a palavra de ordem no CSA, mas com tantos times com quase o mesmo nível, podemos terminar o Estadual tanto entre os quatro melhores quanto entre os quatro piores. Resta torcer.
Anderson Santos
On Estava em Sergipe?