Terça-feira, 10 Novembro 09, 01:50 PM
Por falta de tempo, a Vértebra não era sequer para existir esta semana, porém, alguns erros da Band me forneceram material para isso. Para não dizer que só falei de flores, o meu relato sobre Fluminense 1X0 Palmeiras:
Como tínhamos que ir assinar o nome no cartão do Enade, já havia negociado com o meu colega palmeirense de dar um jeito de assistir ao jogo do até então líder do Brasileirão no domingo, especialmente porque transmissão ao vivo deste jogo para Alagoas só através de TV fechada.
Em meio a andanças para achar lugar para comer, acabamos por sair muito tarde e havia a expectativa de perdermos o início da partida. Para nossa surpresa, além do colega Bruno - que já comentou por aqui -, um outro que não gosta de futebol resolveu nos acompanhar.
Para ele deve ter sido uma tremenda ducha fria, já que o jogo não foi dos melhores, mas até que se esforçou em fingir ser um torcedor - um imitador nato! Para sorte dele, o filho dos meus amigos servia de distração, além da própria mãe do rebento, também nossa colega de universidade.
Em resumo, no lance do gol do Obina os três palmeirenses pularam e mais uma vez assustamos o bebê. Quando sentei é que vi o Simon com o braço apontando falta ou qualquer outra coisa na face da Terra que só ele e o Neto viram naquele instante.
Depois, no segundo tempo, o de sempre. A maior posse de bola sem nenhuma chance real de gol e o medo de ser ofensivo tradicional de Muricy. Medo acrescido ao de não "poder" tirar Vagner Love de campo - autor de nossa outra comemoração, ao levar o terceiro amarelo.
O lance do gol deu raiva pois a jogada saiu de uma prova de atletismo, 100m rasos, de Maicon e a tirada da área de Marcão - ele sempre tem que participar do lance problemático!
Um dos meus colegas ficou irritado. Eu fiquei chateado e volto à situação de antes da partida do Goiás. Desta vez, o lado torcedor tenta acreditar numa possibilidade de título, mas não está forte. A razão matemática é que ainda dá alguma esperança. Mas nem o verde símbolo dela estamos usando...
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DEZ Em texto sobre a recontratação de Parreira como técnico da África do Sul, o Cada Minuto (04) fez uma retrospectiva da sua presença em Copas: "do Kuwait em 1992[sic] e da Arábia Saudita em 1998". Não ocorreu Copa em 1992, e sim em 1982.
POSSE A Band, durante Fluminense X Palmeiras (08), conseguiu algo inédito. Primeiro colocou o Palmeiras como detentor de 100% da posse de bola...
POSSE 2 ... Para se superar, logo em seguida veio um com 43% para o Flu e 570% (!!!!) para o Palmeiras. Depois desistiram desses dados até o final da partida.
INTER "[...] quase que a bola chega no Taison [sic]". Pensem na nossa estranheza ao ouvir algo parecido da voz de Luciano do Valle num jogo entre paulistas e cariocas. Na verdade, ele se referia a Maicon.
>> FRASE DA COLUNA
PAIXÃO "Sou feliz quando me dão a chance de fazer o que mais amo na vida: jogar futebol", Ronaldinho Gaúcho, meia do Milan. Frase publicada no Gazetaweb, no dia 06.
Segunda-feira, 09 Novembro 09, 04:39 PM
... no Brasileirão, as coisas parecem ficar cada dia mais complicadas, querem acabar com qualquer prognóstico. Mesmo assim, depois de um bom tempo sem falar "do jogo pelo jogo", resolvi fazer, e falar das minhas apostas.
Nestes úlitmos quatro anos eu tenho feito um bom negócio em apostas. Até o ano passado estava invicto. ganhei, por exemplo, uma camisa do Ajax de um amigo quando apostei quem seria o campeõa da Liga dos Camepões. Apostei no Mancester e me dei bem!
Uma outra aposta curiosa foi na copa de 2006. Um ano antes da aposta, meus amigos eram convicção pura de que o Brasil seria campeão. Numa dessas conversas sobre prognósticos, eu disse que Portugal seria um dos primeiros.
Um amigo riu, tirou onda, me chamou de maluco. Um outro dia, com o mesmo amigo e mais alguns companheiros, o asunto voltou. Eu, já puto, perguntei se ele não queria apostar comigo. Ele aceitou e na hora da aposta, coloquei mais a República Tcheca.
A aposta foi a seguinte: se uma das duas seleções ficasse entre as quatro melhores eu venceria. Vocês já devem imaginar a minha tensão naquele jogo com a Inglaterra.
Este ano as coisas mudaram, perdi minha primeira aposta e corro o risco de perder mais cinco. Duas são no mesmo sentido, ganha o time que ficar na frente, uma aposta com um palmeirense e uma com um flamenguista. O Prêmio? Uma grade de cerveja com cada um.
Outras duas são com um outro flamenguista doido, que figura! Uma delas também é saber quem vai ficar na frente (Eu São Paulo, ele Flamengo) e a outra é de que o São Paulo não vai para a Libertadores.
Falta uma, a que mais temo, já que posso perder tudo com ela. A aposta no início parecia loucura, dinheiro ganho. Um louco vascaino apostou comigo que o Flamengo seria campeão. Na hora, com o Flamengo a quilômetros dos líderes dei uma risada e pensei: "se lascou bestão!".
O pior é que parece, cada dia mais, que o bestão sou eu. O Flamengo vem jogando o futebol mais aplicado desta reta final, é o time que "quer ser campeão", como dizem alguns. Além de jogar um futebol consistente, o time vem gahando aqueles pontos que fazem a diferença, as duas vitórias contra Palmeiras e Atlético são exemplos claros.
O Cruzeiro jogando o fino, e afinando também, o Palmeiras sem fôlego, sem "cara de campeão", o São Paulo jogando pro gasto, e totalmente desfalcado, o Atlético perdendo em casa nas duas chances que teve de mostrar que não treme, a primeira foi contra o Cruzeiro. Obvio que tudo pode mudar depois de domingo, mas, por hora, meu favorito é o Flamengo. O futuro nos dirá, e por falar em futuro...
(continua em http://conversapertinente.blogspot.com/2009/11/minhas-apostas.html)
Domingo, 08 Novembro 09, 02:13 AM
Mesmo com concorrentes de peso como Panico na TV e Superpop, o programa Jogo Aberto superou todas as expectativas e liderou o Ranking de baixaria na TV. Foram quase noventa denúncias fundamentadas e analisadas pelos pareceristas da campanha, que coletaram reclamações de desrespeito às torcidas de futebol, incitação à violência e vocabulário impróprio para o horário.
A Coordenação Executiva da campanha "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania" divulgou no mês de agosto o 16º Ranking da Baixaria na TV, em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Foram quase 900 denúnicas feitas tanto pelo site www.eticanatv.org.br, quanto pelo telefone 0800 619 619.
Em entrevista concedida ao site da camara, Augustino Veit, integrante da Coordenação Executiva da campanha, afirma que "as emissoras de TV são concessões públicas e, portanto, têm obrigações constitucionais a respeitar. Quando uma pessoa se sente agredida ou ofendida por um programa, a quem ela pode recorrer? Exceto pela TV Brasil, as televisões não possuem ombudsman ou ouvidor que possa receber as críticas da população, que tem todo o direito de cobrar do poder público as providências para a prevenção e punição às violações de direitos cometidas nos programas. A campanha visa responder a uma demanda da cidadania ativa em relação aos meios de comunicação".
Parabéns Doutor Osmar, Renata Fan, "craque" Neto, Godoy e quem mais participa do programa mais corinthiano da TV, que desrespeita os outros times de São Paulo, para não falar da maneira preconceituosa como tratam os times de outros estados. Sorte do Bola na Rede, da Rede TV!, que pode aparecer qualquer dia desses! Que pena que não vai dar em nada, não haverá punição, nem mesmo exposição. Mesmo assim, fico feliz em saber que o povo não é tão bobo assim.
16º RANKING DA BAIXARIA NA TV
1º Lugar - "Jogo Aberto" (TV Bandeirantes): 88 denúncias fundamentadas sobre desrespeito às torcidas de futebol, incitação à violência, vocabulário impróprio para o horário.
2º Lugar - "Pânico na TV" (Rede TV!): 69 denúncias fundamentadas sobre exposição de pessoas ao ridículo, apelo sexual, palavras de baixo calão.
3º Lugar - "SuperPop" (Rede TV!): 33 denúncias fundamentadas sobre excesso de nudez e exposição de pessoas ao ridículo.
Fonte: http://www.geledes.org.br/comunicacao/campanha-divulga-16o-ranking-da-baixaria-na-tv.html
Domingo, 08 Novembro 09, 01:31 AM
Eduardo da Silva marca um golaço. Logo depois, levanta a camisa, por baixo, uma outra camisa branca com os dizeres :"PAZ NA VILLA KENNEDY RJ". Ai, me pergunto: será que era essa paz que ele estava falando:
"Pelo menos 40 homens do 14 BPM (Bangu) com auxílio de dois carros blidnados participam neste momento de uma operação em Vila Kennedy. Segundo informações do comando do batalhão, os PMs tentam localizar bandidos que participaram dos confrontos na madrugada de domingo quando traficantes de Vila Aliança tentaram invadir o local. Nos confrontos, pelo menos três pessoas foram feridas por balas perdidas"
(Fonte:http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/02/pm-realiza-operacao-em-vila-kennedy-914572109.asp)
Essa notícia é da semana passada, mas Eduardo sabe que poderia ser de ontem. Ex-morador da comunidade, já deve ter visto muitos "suspeitos" serem mortos por "balas perdidas". Algum amigo já deve ter recebido o nome de traficante, quem sabe até ele próprio.
Mas a pergunta é: o que faz um jogador, no momento de maior alegria dentro do jogo, levantar a camisa e pedir paz no lugar de onde veio? Duvido que a ocupação da comunidade pela polícia seja paz que pede Eduardo. Voltando a pergunta, a única resposta que encontro é a mesma de Adriano, dita nas palavras de Mano Brown: "você sai da periferia, mas a periferia nunca sai de você".
A preocupação com os amigos e familiares, inocentes neste fogo cruzado que é a única resposta do poder público para o tráfico, resposta que deve de intensificar durante os próximos anos, já que RJ será o centro do mundo nos próximos anos. Só lembrando, só nesta década, quase 10 MIL PESSOAS FORAM MORTAS nas favelas de RJ. A limpeza social continua andando e Eduardo não se calou, disse "paz" onde poderia dizer "não matem meus amigos".
Aguardo saber se ele será punido pela federação inglesa. Não há como negar que foi uma manifestação política, um posicionamento, ou, no mínimo, um pedido para que o Estado pare de tratar pobres como vermes e os jornais de chamar todos de bandidos, que a paz de Eduardo seja a paz do Rappa, que lemba "paz sem voz é medo".
Pois é Eduardo, Kanouté já avisou: somos todos palestinos!
Quarta-feira, 04 Novembro 09, 12:30 PM
Nem sei se pode, mas aqui vai o anúncio dos lançamentos da terceira edição da Revista .bula e do blog com textos inéditos (http://bulamais.blogspot.com).
A .bula é uma produção de um grupo de estudantes de Comunicação Social, Jornalismo, da Universidade Federal de Alagoas e consegue após vários obstáculos chegar à sua terceira edição, que será lançada hoje, a partir das 19h na IV Bienal Internacional do Livro de Alagoas.
Entre tantas outras coisas, a revista - que pode ser baixada no blog - traz na editoria de esportes o polêmico texto publicado aqui no Olé!Olé! "Eu não gosto de futebol", uma matéria sobre MMA (Artes Marciais Misturadas, antigo Vale Tudo) e um artigo sobre a inversão geográfica no futebol alagoano.
Além disso, há crônicas, matérias de sociedade e comportamento, cultura, política e fotos.
Como estamos saindo da universidade, a ideia é manter a publicação semestral sem o apoio da instituição de ensino. Queremos mostrar a Alagoas que se pode fazer um material jornalístico legal e duradouro.
BLOG
O blog (http://bulamais.blogspot.com) traz textos que não foram para a publicação impressa, como uma coluna sobre a visão de uma portuguesa/baiana - e torcedora do Benfica - que estuda em Maceió, além de clipes musicais interessantes, vídeos produzidos como suporte para as reportagens e dicas culturais no Bula Aqui.
BULA
No Nordeste, a palavra "bula", geralmente ligada aquele guia que vem com os remédios, transformou-se em verbo. Tornou-se algo com o sentido de mexer. É muito comum ouvir: "pare de bulir nisso menino!".
Então, "bulam" à vontade.
Anderson Santos
Terça-feira, 03 Novembro 09, 12:30 PM
* Veja o outro lado da moeda em http://terrainteressados.blogspot.com
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ATACANTE Tudo bem que a convocação de Hulk, do Porto, pegou muitos de surpresa, mas não precisa a chegar a tal ponto, né Alex Escobar: "Além do Hulk, que é um zagueiro [sic] forte, que marca muitos gols". Globo Esporte do dia 27.
CARACTER Como todo mundo sabia, uma vitória do São Paulo na quarta-feira (28) contra o Internacional colocaria o tricolor na liderança provisória. Quer dizer, não todo mundo, já que o pessoal da Globo colocou na legenda que o clube se manteria na quarta posição.
INUSITADO Como se não bastasse a queda do árbitro após o primeiro gol do Barueri contra o Flamengo (28), as câmeras da Globo ainda conseguiram mostrar torcedor dando dedo e um com o polegar no nariz. Não adiantou tirá-lo do quadro.
PERDEU No "Placar da Rodada" (28), Luiz Ernesto Lacombe voltou a e atrapalhar com a moderna televisão: "Deixa ver se acho a tabela", enquanto procurava o quadro com a informação.
CONCORDÂNCIA O Jornal (28) misturou tudo e acabou no erro: "O zagueiro ficou na bronca porque viu outros jogadores [...] recebem [sic] em dia".
INVERSO A situação anda mesmo ruim para o Náutico, leiam o que o goleiro Gledson falou: "Perdemos uma guerra e não a batalha". Reproduzida no Globoesporte.com do dia 28.
NBB No Globo Esporte do Dia de Finados (02), Alex Escobar ficou no vácuo: "Vamos aos resultados do NBB... Vamos lá... Atenção... Agora vai..." Até que ele desistiu, quando os resultados finalmente apareceram.
>> FRASES DA COLUNA
MALA "Vamos ao Morumbi esperando a ligação de alguns clubes para uma força maior", René, goleiro do Barueri. Frase reproduzida no Tudo na Hora, dia 29.
MALA 2 "É a mesma coisa de dizer que no Brasil não há corrupção, como você vai provar?", Muricy Ramalho, técnico do Palmeiras, sobre a possível mala branca ao Barueri. "Jogo Aberto" do dia 02.
Sexta-feira, 30 Outubro 09, 01:35 PM
"Perdi a paciência!" Foi essa a minha resposta quando um amigo palmeirense me "tentava" a escutar o jogo do Palmeiras contra o Goiás ontem. Sinceramente, se o jogo contra o Santo André tivesse sido no domingo iria tentar não assistir - algo que não faria, com certeza.
Ontem era mais fácil, tinha a desculpa da aula, que iria pois na semana que vem a professora lançará um livro e não teremos. Qualquer justificativa não era plausível para alguém que cada vez mais fica conhecido também como um palmeirense - apesar de não fazer mais por onde.
Mas o meu limite de paciência tinha acabado após três derrotas e nenhum futebol apresentado. Muita posse de bola e pouquíssimas chances criadas. Para mim só se salvava o Marcos, que evitou goleadas nos últimos jogos. Vágner Love e Edmilson deveriam ir ao banco!
Porém, este colega - que já comentei sobre por aqui - tentava me convencer e afirmava que não iria à universidade, era nesta hora que os torcedores tinham que acompanhar mesmo e todas essas coisas que a emoção futebolística nos permite fazer e falar. Só que geralmente a minha razão prevalece sobre a emoção. E já tinha deciddo não escutar.
Até o serviço de SMS a cada gol em jogos do time eu tinha tirado depois da partida contra o Avaí, mais por causa do aumento em mais de 200% no valor por mensagem que pelo time.
Mesmo que tentasse ficar com um fone de ouvido do MP3 durante a aula, a questão era que a paciência se esvaíra. Mesmo que visse quatro pessoas com camisas do Palmeiras, as mais diversas piratas, durante o caminho para a universidade.
SMS
Até que descobri durante a noite que ganhei um serviço de informações diretas. Vou explicar abaixo.
Primeiro, este colega me ligou para avisar que Ele (Marcão) jogaria. "Fazer o quê? O Muricy gosta dele. O jeito é pagar para ver". A aula tinha poucos alunos - é que inventaram uma festa de Halloween que não vi até a hora que saí da aula.
A aula até que acabou rápido e até que foi boa, levando em consideração de ser "Administração e Marketing em Comunicação", algo que me dá calafrios só de pensar. Discutimos a relação entre a comunicação e a mobilização social - além de outros temas como democracia, direitos humanos e todas as minhas críticas a tais conceitos.
No ônibus começo a receber mensagens, que reproduzo abaixo:
"web: Victor - Jogo equilibrado. Edmilson se machucou, entra sandro. quase que o goiás fez de voleio. em breve mais informações"
"web: victor - Diego Souza mandou na trave, de falta. fluminense 1X0 atletico-mg"
"web: Victor - Fluminense 2X1 Atletico-MG. Palmeiras est? bem!"
"web: Victor - penalti para o palmeiras"
"web: Victor - P*** que pariu! 4 x 0. Tres de obina e assistencia dele no outro!"
Quando cheguei em casa o jogo tinha terminado a poucos minutos. Meu pai com o rádio ligado ainda me avisava que Obina tinha dado um passe de calcanhar. Logo o Obina, sobre quem fiz o seguinte comentário no post anterior a este:
"É que os caras brigavam pela segunda vaga, Obina era titular "absoluto". Aí vem um atacante de nome e muda tudo. Esperemos hoje, é a grande chance de Obina mostrar que pode ser decisivo - apesar de continuar achando que um time não pode depender de um Obina".
Ele queimou a minha língua. O time acabou com o meu protesto. E já penso em fazer como a Lucastro no ano passado, que não assistiu aos jogos do São Paulo e o time foi campeão.
Nãããããããããão. Domingo tem clássico e vale o tradicional refrigerante com o meu pai. É o clássico dos clássicos, lá em casa. Apesar de provavelmente ir para a casa do palmeirense supracitado para assistir o jogo lá.
E é a ele que dedico este post.
Anderson Santos
Quarta-feira, 28 Outubro 09, 04:13 PM
Com as três derrotas incontestáveis nos últimos jogos sem nenhum gol palmeirense logo me veio à cabeça, além das críticas a Vagner Love, como o time fazia gols no início do ano. Acredito que a peça que viria para trazer o título não conseguiu se adaptar ao futebol brasileiro, por mais incrível que pareça, já que geralmente é o contrário.
Love na maioria das vezes demora muito para fintar ou tocar a bola, virando uma presa fácil para a marcação. Tudo bem que a cada jogo parece que ele está entrando no nosso ritmo, mas se era tão simples e lento jogar na Rússia, acho que bem que eu poderia preparar meu passaporte e jogar por lá.
Já que o assunto é crítica, e ataque, nada melhor do que lembrar de Keirrison, o jogador com a contratação mais complicada deste ano. O K9 veio para ser artilheiro do time, um dos melhores atacantes do Brasil, mas saiu como alguém que não suporta a pressão, nem a de seus empresários.
Com um início de ano muito bom, Keirrison saiu do Palmeiras com 24 gols, com uma média no geral muito boa - mas que foi excepcional nos primeiros meses. Porém, quando a partida era "para valer", ele não mostrou serviço e a torcida começou a chiar. Afinal, o que valeria um jogador marcar vinte gols antes e na hora que o time mais precisa ele se esconder em campo?
A prova de que a passagem dele conseguiu ser negativa é que mesmo com a crise no ataque ninguém lembra que ele passou por aqui, nem mesmo a imprensa esportiva. Até a diretoria disse que não venderia ninguém na janela europeia quando já havia vendido o artilheiro do time no ano.
Entretanto, sejamos sinceros, quem precisar de Obina, um jogador limitado, para vencer partidas não sentirá falta de um atacante que marcou 22 gols no Brasileiro anterior?
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TROCA Perceba quem Fernando Fernandes anunciou no aquecimento no Palmeiras para substituir Cleiton Xavier contra o Santo André (21): "Marquinhos e Célio Silva [sic]... Sandro Silva, no aquecimento". A situação está ruim mesmo...
ESPORTES No Globo Esporte do dia 20, Glenda Koslovski anunciou a ginástica de trampolim como um dos esportes com inédita participação do Brasil em Olimpíadas quando surgiu o lugar desta matéria: "Vem aí o Novo Basquete Brasil".
CONFIRMAÇÃO O Esporte Interativo (21) queria mesmo afirmar a vitória do Manchester: "United espanta zebra russa e mantém invencibilidade do United na Liga".
SOPA O Gazetaweb (21) conseguiu criar uma sopa de letrinhas ao mexer com a palavra "semifinais": "e os classificados já estão nas semifianias [sic] da Copa Sul-Americana".
FLUMINENSE Era clássico Sansão (25), mas Cléber Machado falou o nome do goleiro do Fluminense: "Desviou o Rafael [sic] e mandou para a linha de fundo".
CONFIRMANDO... Fernando Fernandes foi e voltou numa substituição santista (25), após anunciar a saída de Felipe Menezes: "Confirmando, entrou Róbson no lugar de André". "O André está em campo" - Neto. "Desculpa, foi o Felipe mesmo". Fez errar até a legenda.
LETRAS Neto (25) não passou no teste do "tigre": "Eu não tiraria o Ti, Tigrinho não. Triguinho".
DISCORDÂNCIA Cléber Machado até que tentou concordar com Simon na expulsão de Rogério Ceni (25), mas o companheiro de trabalho Arnaldo César Coelho não: "A chance era clara e manifesta". "Não era, não", discordou Arnaldo.
>> FRASE DA COLUNA
FRACASSO "É o Campeonato Brasileiro dos fracassos. Quem fracassar menos será o campeão", Fernando Calazans, em sua coluna do dia 21 publicada por alguns jornais do país, incluindo a Gazeta de Alagoas.
(Como o Olé!Olé! coloca a última postagem no setor de blogs, sugiro darem uma passada no FutNordeste para conferir a possibilidade do CSA não ser rebaixado).
Segunda-feira, 26 Outubro 09, 06:38 PM
Há alguns anos larguei essa coisa de planejar a vida: "Fazer x coisa até o final do ano, y no mês seguinte, ....". Simplesmente porque se não der certo você vai se achar culpado ou culpará a droga de vida que leva - mesmo que ela seja realmente uma droga.
Portanto, espero continuar por aqui por um bom tempo e continuar o diálogo com as pessoas que conhecemos neste ano. Gente do sul, sudeste, norte, nordeste, que more no Japão ou na Inglaterra. E que se juntem mais pessoas, principalmente mais alagoanos, para rivalizarem com os torcedores do ASA e do CSA.
Ah, não esquecer aquilo que motivou a nossa existência virtual no Olé!Olé!, que é tentar mostrar o futebol de uma maneira diferente, buscando as raízes de seus problemas de forma a não desvinculá-lo à sociedade circundante. Se o futebol é um elemento alienante, e se nós gostamos muito dele, que não fechemos olhos e ouvidos para as coisas erradas que vemos nele.
O primeiro parágrafo parece até meu rapaz! O que esperar do Olé!Olé! depois de um ano de tantas experiências interessantes? O que planejar para o próximo ano? Já que meu companheiro escolheu o caminho do “deixa a vida me levar”, farei o inverso, irei traçar planos!
Uma coisa é inaugurar uma coluna, ou série, não sei ainda. O nome será futebol-society, uma brincadeira com o estilo jogado nos tapetes e a real intenção de discutir futebol e sociedade. Eu já sei que não devo esperar muitos comentários, assim como também não sei a periodicidade. Só posso adiantar que quando virem futebol-society por aqui, podem pular, é conversa chata sobre futebol e capitalismo.
Outro plano eu já adiantei no outro post: acompanhar mais e melhor o ASA: como anda a reforma no estádio, a campanha no alagoano, na copa do Brasil e na série B, no futnordeste pretendo brincar mais com os textos, já aqui tentarei ser mais rigoroso.
Promessas que, como bem conhece meu companheiro de blog, não garanto se ou até quando serão cumpridas, pois para este rapaz que vos escreve, este espaço é antes de tudo diversão, não obrigação. É, realmente, aquele primeiro parágrafo parece meu!
No fim, não tem fim na verdade, pretendemos continuar por essas bandas por muito tempo. E este blog, que representa bem nossas personalidades (eu disperso, o Anderson
disciplinado), continuará sendo nosso refúgio. Seja para essas frescuras experimentações de bulir em layouts, ou simplesmente pelo prazer de escrever, minha terapia predileta.
Homero Baco e Anderson Santos
Domingo, 25 Outubro 09, 05:46 PM
Foi o Homero quem me convidou para criar um blog em que os dois publicassem, mas acabou sendo eu o pai da criatura durante este ano. Criei e recriei layouts, imagens, colunas, séries, publiquei comentários e muitos textos. Com o Homero tratando de assuntos que lhe inspiravam em determinados momentos e a maioria que chamava a atenção, seja por curiosidades contadas ou por assuntos políticos em que o futebol de vez em muito se envolve.
Quando o Por Trás do Gol foi criado, estava no sexto período do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, ou 3º ano, quando há um histórico de que surja nos estudantes a "crise do 3º ano". O motivo é simples: o discente percebe que o curso está acabando, que não aprendeu tanto o que pensava que iria aprender - principalmente por causa da Ufal - e que o mercado é restrito.
No meu caso, confesso que já entrei esperando isso tudo, mas nem por isso fiquei parado e busquei coisas paralelas. Este blog surgiu no meio disso tudo e posso dizer que me ajudou bastante na formação, porque foi/é aqui que posso testar formatos de texto novos ou verificar como está a minha prática com formatos tradicionais do mundo esportivo que foram sendo esquecidos, como a crônica.
Além disso, com sugestões, calorosos debates e reclamações, pude pensar e repensar certos posicionamentos e aprender a conviver com algo que é um problema para o jornalista: receber críticas. Lógico que os elogios são bem melhores de ser aceitos, mas quando as críticas são de pessoas as quais você sabe que são inteligentes, não por picuinhas clubísticas.
E esse é um ponto importante, há pessoas que dialogo mais do que colegas da universidade - até mesmo por causa da falta de tempo -, através dos posts. Torcedores que são tão apaixonados quanto nós e a maioria tão críticos quanto nós para meter o dedo na ferida, mesmo que essa seja do clube do coração.
É por isso que para mim esse um ano até que passou devagar, parece que já escrevo por aqui há tempo e conheço todos pessoalmente.
Já para a minha pessoa, o blog surgiu como um refúgio. É verdade que o Anderson é pai, mãe e tudo deste blog. Com a disciplina de um monge budista ele não falha uma semana, e como escreve o rapaz!
Voltando ao refúgio, o mês de outubro do ano passado foi o pior da minha vida. Eu sei, eu sei, você não nada com isso, mas é importante para garantir a contextualização. Nos primeiros meses eu produzi freneticamente, comentei em tudo que foi blog, cheguei ao absurdo de igualar o meu compa em publicações.
O tempo passou, o ano acabou, um novo veio e com ele novos planos, feridas já cicatrizadas e o blog acabou perdendo espaço na minha vida. Mesmo assim, hora ou outra, ainda coloquei alguma coisa. Ah! Ainda mantenho, semanalmente, minha leitura no blogsport.
Mais ou menos do meio do ano pra cá, eu decidi voltar para a idéia inicial do blog, tenho publicado menos, mas com alguma preocupação com a discussão de mídia e sociedade.
A experiência no Futnordeste também foi fantástica, agradeço a possibilidade de falar de futebol alagoano, em especial do ASA, algo que pretendo acompanhar com maior proximidade no próximo ano.
Anderson Santos e Homero Baco
On Vértebra futebolística - Fluminense 1X0 Palmeiras