Quinta-feira, 14 Junho 07, 12:11 AM
Prezado Dunga,
Venho através de carta, meio mais eficiente de faze-lo, pedir o meu desligamento da seleção brasileira na Copa América. Não irei alegar cansaço, como fizeram Ronaldinho e Kaká, serei o mais sincero possível. Não poderia me apresentar na data estipulada, pois tenho um título internacional a disputar, portanto prefiro nem ir. Acho que a minha apresentação, depois dos demais convocados, seria interpretado como um privilégio, diante de toda polêmica criada.
Não posso negar que esteja um pouco estafado depois dessa temporada. Além disso, sem me dar conta da data da competição, acabei marcando alguns compromissos inadiáveis. Pretendo acompanhar de perto a seleção de hóquei sobre a grama no Pan-Americano do Rio de Janeiro e também fui convidado pelo Ronaldinho para um pagode em Barcelona, espero que como homem o treinador entenda, que vai pintar uma mulherada nessa festa. Isso sim é imperdível. Assim como o final da novela global das sete horas, a trama está emocionante e por isso não posso perder o capítulo final.
Não estou desdenhando a seleção, nem a minha pátria. Visto a camisa verde e amarela com muito orgulho. Mas do jeito que estão as coisas na Venezuela prefiro me resguardar. Porque assim como meu companheiro Zé Roberto, também temo por seqüestros, afinal já passei por isso com a minha mãe. Esse ponto, o professor talvez não compreenda, e espero que nunca chegue a compreender. Mas saiba que estarei me preparando para a Copa do Mundo de 2010, falo isso com a certeza que você será nosso comandante em busca do hexa. Por fim espero que não haja ressentimentos. Só peço para que você não faça cara feia. Porque cara feia para mim é fome. Espero também que essa seja uma correspondência privada, divulgá-la seria muito embaraçoso. Para o senhor, é claro.
Boa sorte na Copa das Américas, estarei torcendo por vocês. E se você não tiver nenhuma idéia sobre quem convocar para a minha posição, ligue para o meu empresário, o Wagner, ele terá uns nomes bons para indicar. Mande um abraço para o Jorginho.
Atenciosamente,
Robinho
Quarta-feira, 13 Junho 07, 11:23 PM
Foi um verdadeiro tcheca-tcheca na La Bombonera, 3 a 0, e sem a devida proteção lubrificada. E por falar em tcheca, o meia Tcheco do Grêmio, literalmente, deu as costas para o Boca Juniors. Há tempos um jogador não se acovardava tanto diante da nação bicolor argentina. Já a camisa 10, pelo lado dos hermanitos, foi espetacular. Riquelme dessa vez não amarelou. Mas o Grêmio...
Vibração para toda torcida colorada. O comentarista e ex-jogador do Internacional, Falcão, foi um gato preto para o Grêmio. Mas verdade seja dita, cada torcida tem o time que merece. Os gremistas tanto fizeram para que fossem inevitáveis as comparações ao futebol argentino, que acabaram caindo, sentados, diante (ou de costas) dos seus maiores ídolos. Não há muito para falar do jogo pelo lado do tricolor gaúcho. A não ser algumas investidas de Carlos Eduardo e Lúcio pela esquerda, mas nada que possa figurar nos melhores momentos da partida. Festa mesmo ficou para o lado dos visitantes. Muito, muito mesmo, papel picado e papel higiênico voando das arquibancadas antes do inicio da partida. Na platéia, além de Maradona, o diretor americano Francis Ford Coppola, que acabou vendo uma atuação à la Vito Corleone dos argentinos.
Mas será um alento para torcida gremista perder o título para o Boca. Aliás nada mais natural do que o professor vencer o pupilo. Eles ainda terão a honra de receber Maradona nas tribunas do Olímpico. O jogador argentino, segundo uma faixa exposta pela torcida gaúcha, é gremista e ainda por cima foi melhor que Pelé. Portanto, ao Grêmio o que é do Grêmio. Não haverá tristeza em Porto Alegre. Se o Boca Juniors vencer a Libertadores, será como se o próprio Grêmio estivesse levantando a taça. Sobrarão aplausos e reverências aos hermanitos, que foram tão gentis, carinhosos e ligaram no dia seguinte para os tricolores.
O leitor pode estar percebendo uma contradição do blogueiro, tendo em vista posts anteriores. Pois bem, justo eu, que tanto fiz para que as comparações entre o Grêmio e o futebol argentino se resumissem a avalanche nas arquibancadas, tive que engolir minhas palavras junto com a faixa, desrespeitosa desmemoriada, da torcida gremista. Afinal o que é pior do que um argentino que ache que Maradona foi o melhor? Um brasileiro que ache isso. Se há realmente identificação com o futebol e com tudo que a Argentina tem para oferecer, sou a favor de que seja reaberta a discussão sobre o movimento “O Sul é meu país”, se algumas alterações na divisão fossem refeitas. Por exemplo, mudar o título do movimento para “O Rio Grande do Sul é meu país”. Afinal Santa Catarina e Paraná não tem nada a ver com isso. Dividir as fronteiras e entregar o território ao governo argentino, com a condição de que as louras e os churrasqueiros permaneçam em território brasileiro.
Defendi o Grêmio em respeito ao futebol brasileiro, acabei sendo apunhalado, mas de frente. Ao escrever sobre futebol, devemos tomar alguns cuidados como nos campos de batalha. Nunca confiar em ninguém e não dar as costas ao inimigo. Essa última lição vale também para o time gremista, a não ser, é claro, que eles gostem.
Quarta-feira, 13 Junho 07, 09:59 PM
A Era Dunga na seleção brasileira é um pesadelo para a maioria dos torcedores. Felizmente, todo esse temor é compensado por boas risadas. Não há como conter o riso diante das inúmeras situações cômicas que a comissão técnica criou nestes últimos meses. É inevitável que se faça piada dessa seleção, o próprio treinador já tem nome de personagem de desenho animado. Um prato cheio para trocadilhos.
Não há como culpar os humoristas de plantão. Quando o Brasil perdeu para Portugal, pouco se falou sobre a derrota, feio mesmo foi a camisa estilo Augustinho que o Dunga vestia sob um inverno gélido. Durante dias o técnico teve que explicar mais sobre sua opção fashion do que a respeito do resultado adverso. O técnico Dunga acabou virando notícia na imprensa especializada em moda e ganhou as passarelas. Mas para o torcedor adepto do bermudão e camiseta de futebol, avesso a alta costura e outras frescuras, aquilo mais parecia um nariz vermelho de palhaço. Foi realmente hilário. A camisa, não o jogo.
Quando todos já haviam esquecido do modelito “by Dunguinha”, vieram os pedidos de dispensa de Kaká e Ronaldinho. Para mostrar punho firme e comando a todos, o técnico resolveu expor publicamente a justificativa dos jogadores. Dunga veio a público condenar a deserção, prometeu punição e clamou que na seleção dele só jogaria quem quisesse realmente jogar. A vingança não tardou e os dois acabaram sendo convocados para os amistosos diante de Inglaterra e Turquia. E ainda por cima foram titulares no primeiro jogo. No final das contas, o castigo aos dois jogadores foi na verdade um prêmio. Jogaram na reinauguração do estádio de Wembley, em Londres, e foram poupados de visitar a Venezuela de Hugo Chávez.
Logo em seguida, Dunga resolveu convocar Zé Roberto para Copa América. O ex-jogador do Santos prontamente recusou o convite. O que não foi de se espantar, afinal, para quem tem medo de morar na cidade de Santos, Caracas não é um lugar muito convidativo. Sobraram criticas do treinador a mais um desertor. O técnico quis até entrar no mérito da segurança pública no Brasil. Mas dessa vez a piada foi de mau gosto. Ninguém riu.
Mas quando Dunga parecia estar perdendo a platéia, eis que surge mais uma “grande” polêmica. Robinho não se apresentou na data programada porque vai disputar a última rodada do campeonato espanhol, valendo o título, pelo Real Madrid. É hora da CBF entrar no assunto. Protestos, cartas e ameaças para Robinho e para Fifa. Mas quando a opinião pública, com exceção dos catalães, entendeu o motivo do atraso, prontamente o técnico Dunga retirou suas idéias malignas de punição ao jogador, e deixou a briga para CBF e Real Madrid.Todo mundo sabe já sabe quem vai ganhar essa “picuinha” criada pelos dirigentes brasileiros. “Mas Stanislaw, o quê há de engraçado nisso?”. É impagável a expressão do técnico Dunga a cada desmando dos seus comandados. Ninguém mais respeita ele. A cada revés que toma nos bastidores, o treinador tenta manter a postura de como quando era jogador, capitão, valente e brigador. Mas mal ele se levanta e já toma outra rasteira. E acaba que não consegue manter a pose. O problema é que ninguém ri com ele. Ri dele.
Chega de desviar a atenção dos torcedores com números humorísticos, futebol que é bom, até agora nada. Reitero meu pedido por um técnico experiente, não uma atração de picadeiro. Parece que vai ser inevitável, e até um pouco infame, mas um jornal ou site por aí vai estampar uma manchete antes do final da Copa América: “Eu vou, eu vou, para casa agora eu vou...”.
Domingo, 10 Junho 07, 10:02 PM
O Atlético/PR perdeu o segundo jogo seguido em casa, desta vez para o Goiás, e foi de goleada. O time esmeraldino fez e aconteceu dentro da Arena da Baixada, chegou todas as vezes com facilidade ao ataque. O sistema defensivo do Furacão só assistiu o Goiás jogar. Mais uma vez o técnico Vadão posicionou mal seus defensores. E o inexperiente goleiro Guilherme, mais uma vez tentou dar uma de Fábio Costa “Grace” – goleiro e praticante de jiu-jtsu. No lance do segundo gol dos goianos, o arqueiro saiu atrasado e, como não achou a bola, acertou as pernas do atacante Welliton. Sorte de Guilherme que o centroavante estava mais preocupado em fazer o gol do que em causar a sua expulsão, afinal o goleiro era o último homem.
Se a defesa esteve péssima, o ataque nada produziu. No melhor lance de gol, em toda partida, para o Atlético/PR, Evandro pegou um rebote dentro da pequena área e conseguiu a façanha de acertar o travessão. Fora isso, Denis Marques caía pelas laterais, mas não conseguia achar jogo, ou melhor, não procurava. Alex Mineiro ficou estático no ataque e perdeu todas as bolas que recebeu. Pior que a derrota, foi o fiasco do time dentro de campo. E motivos de sobra para a torcida vaiar Vadão e seus comandados.
Para o Goiás, o jogo foi pra lá de fácil. Os três gols que a equipe marcou, saíram barato, em comparação as chances criadas pelo ataque. O técnico Paulo Bonamigo já está acostumado a enfrentar o Atlético/PR, afinal foi treinador do rival, Coritiba, em outras oportunidades. Mas parece que é o técnico rubro-negro, que não está acostumado a dirigir seu time, mesmo depois de tanto tempo. Só porque do outro lado o time era verde e treinado pelo Bonamigo, não significava que ia ser fácil...
Já faz algum tempo que a torcida pede a demissão do treinador. O futuro de Vadão no Atlético está mais para indesejado do que incerto.
Domingo, 10 Junho 07, 08:59 PM
Antes de começar o Brasileirão, inúmeras listas apontavam os favoritos ao título, a vaga na Libertadores e possíveis rebaixados. Mas depois de cinco rodadas, tudo está do avesso. É claro que o campeonato só está começando e em apenas uma rodada tudo pode mudar. Mas alguns resultados não deixam de ser surpreendentes nesses primeiros jogos.
A hegemonia são-paulina, como favorito ao bicampeonato, está indo cada vez mais para o ralo, o time não tem conseguido nem vencer em casa. Alguns apostavam no Flamengo, mas o time está, no momento, na porta da zona de rebaixamento. Isso sem falar do Santos de Luxemburgo, tudo bem que eles estavam na Libertadores, mas agora são águas passadas e a situação do time na tabela pode piorar. Alguns, pasmem, acreditavam que o Sport ia batalhar pelas primeiras posições, mas até agora, ele só surge mesmo é como candidato a mais uma temporada na divisão de acesso.
E onde há perdedores, há sempre vencedores. As surpresas não deixam de ser menos espantosas. O Paraná Clube está lá na frente, de novo, e vem jogando muito bem no ataque, o problema do time é a sua defesa. O futebol carioca, com exceção do Flamengo, vai muito bem, obrigado. Mas o que ninguém esperava, nem o mais fiel dos corintianos, era o Corinthians invicto nas primeiras cinco rodadas. O Timão foi as compras no interior de São Paulo, todo mundo duvidou dos nomes que o time apresentava. Ressuscitou o técnico Carpegiani, para desespero da fiel torcida. Agora tem corintiano rindo à toa. O elenco pode não ser tão estelar quanto o de 2005, mas há muito tempo o Corinthians não tinha um time tão corintiano como este.
Não precisa pensar muito para chegar a conclusão de que o Brasil tem o melhor campeonato nacional do mundo. Se falta dinheiro, planejamento e transparência, sobra talento. Não é por acaso que somos o maior mercado tipo exportação do mundo. A competição nacional, como conhecemos hoje, é disputada a apenas 35 anos, mas já temos 17 campeões – contando o título do Sport Recife em 1987. No campeonato inglês, por exemplo, mais antigo do mundo com 116 disputas, apenas 23 clubes levantaram a taça.
É um tiro no escuro fazer previsões do futebol brasileiro. Em um campeonato de pontos corridos, onde 20 times disputam o título, há muita tradição na camisa destes clubes. O líder de hoje, pode ser o rebaixado no final e vice-versa. Dificilmente as posições na tabela se manterão daqui a cinco rodadas. Mas será que, agora, alguém arrisca um palpite?
Domingo, 10 Junho 07, 01:00 AM
Ganhar um título é bom demais. Ao ver seu time levantar o troféu, seja ele qual for, o torcedor tem mesmo que gritar a plenos pulmões: “É, campeão!”. A Recopa Sulamericana foi o que restou ao Internacional este ano. Muito pouco diante das pretensões do atual campeão mundial. E como desgraça pouca é bobagem, os Colorados tiveram que ver o rival, Grêmio, comemorar o título gaúcho. E ainda por cima, o tricolor está na final da Libertadores.
A vida dos Colorados não está sendo fácil. Eles foram do céu ao inferno em apenas três meses. O Internacional não chegou, sequer, na semifinal do estadual e ainda foi eliminado na primeira fase da Libertadores. Pior que isso,é ver seu maior rival, e principal alvo de chacotas, triunfar nas duas competições. O título da Recopa não é suficiente para mascarar os fracassos do time. Até agora o Inter só ganhou uma partida, das quatro disputadas, no Campeonato Brasileiro. Os jogadores que saíram no ano passado, não foram substituídos a altura. A diretoria especula demais, mas não apresenta nenhum reforço que sirva de alento para os torcedores. Perdeu o técnico Abel Braga e para o seu lugar trouxe Gallo. E até agora ele não mostrou à que veio.
De todos os títulos que o Internacional disputou este ano, a Recopa foi o menos expressivo, e o único que o time conseguiu levar. O torcedor tem mais que comemorar. Mas se o Grêmio vencer a Libertadores, esse troféu não vai servir nem de argumento. E pior, eles podem ganhar a mesma taça no ano que vem. Portanto, é bom ir vestindo o azul e amarelo do Boca Juniors para torcer por Riquelme e seus hermanitos. Além de ir ensaiando o coro que irá soar na Bombonera: “Tcheco hijo del puta! Macaquitos del Brasil!”
Sábado, 09 Junho 07, 11:46 PM
Os campeonatos nacionais europeus são disputados por três, no máximo, quatro times. A diferença do campeão para o quinto colocado costuma superar os quinze pontos na tabela de classificação. Na Espanha não é diferente. Barcelona, Real Madrid e Valencia são os virtuais campeões já no começo da temporada, e todo ano tem um “bicão”, mas que não costuma levar a taça. Esse ano o intruso é o Sevilla.
Depois de uma temporada em que alternaram na liderança Barcelona e Sevilla, ela chega a sua última rodada com o Real Madrid a uma vitória do título espanhol. É claro que o Barça quer levantar o tricampeonato e que o Sevilla quer ganhar um nacional depois de 51 anos. Assim como o Real quer acabar com um jejum de três temporadas. Mas parece que ninguém quer vencer este campeonato.
Ao longo de toda a temporada, sempre que algum time tinha a chance de disparar na frente da tabela classificação, acabava tropeçando. O que acabou deixando a disputa pra lá de emocionante, mas irritante para os torcedores. Neste sábado (8), o único que dependia de suas próprias forças era o Real Madrid, mas o time merengue apenas empatou com o Zaragoza, fora de casa. Seria a perda do título, não fosse o conformismo do Barcelona diante do Espanyol, e a “síndrome de anão” do time do Sevilla, no confronto contra o Mallorca.
Justiça não é a palavra que mais se encaixe no futebolês, mas a penúltima rodada do espanhol coroou o único time, entre os três que disputam o título, que jogou com postura de campeão. Enquanto o Real Madrid literalmente correu atrás do placar, sempre adverso, contra o Zaragoza, Barça e Sevilla cadenciaram as partidas que podem definir o trabalho de toda a temporada. O time catalão se lamuriava pela eliminação na Copa dos Campeões e o Sevilla se preocupava com o título da Copa da UEFA. Foi quando o técnico do Real Madrid, Fábio Capello, finalmente saiu da lista de demissões da imprensa para fazer o que sabe de melhor, montar uma equipe campeã. Capello é um caso típico de treinador que precisa de tempo para trabalhar, no caso dele esse tempo não é muito longo. Mas o Real Madrid não chega a um passo do título apenas por méritos próprios. O descaso do Barcelona, principalmente, em partidas decisivas, ajudou seu maior rival nesse revés a poucas rodadas do fim. O time de Ronaldinho Gaúcho e cia, neste ano, nunca combinou tanto com a cor do seu segundo uniforme, AMARELO.
Caso a justiça resolva agir mais uma vez nos campos espanhóis, o Real Madrid levanta mais um nacional na semana que vem. O Sevilla, se serve de consolo, ganhou um título europeu este ano e está na final da Copa do Rey. E para o Barcelona restou apenas a possibilidade de vender Ronaldinho por cifras astronômicas e encher o cofrinho para a próxima temporada.
Sábado, 09 Junho 07, 09:40 PM
Já faz algum tempo que o técnico do Palmeiras, Caio Júnior, dá a mesma entrevista após as partidas. O treinador sempre diz que seu time jogou melhor, teve mais oportunidades, mas que infelizmente o time não venceu. Será mesmo culpa do azar? A solução seria dar um banho de sal grosso em todo elenco palmeirense? Está na hora de jogadores, comissão técnica e dirigentes fazerem seu trabalho e deixarem o gato preto em paz.
Desde a saída de Vágner Love, em 2004, o Palmeiras não teve mais um grande goleador no elenco. Todas as experiências no ataque alviverde foram um fracasso. E desde o começo deste ano a diretoria promete um grande nome, um verdadeiro artilheiro, para jogar ao lado de Edmundo. Até agora, nada. Mas o problema do alviverde paulista não está apenas no ataque, o time é carente de bons jogadores em quase todos os setores do campo. Ou melhor, o time só está bem servido de goleiros, com Diego e Marcos. A zaga, desde o começo da temporada, foi um dos setores mais reforçados, mas até agora não mostrou nenhuma segurança. Dininho desaprendeu a jogar, Edmílson está sempre mal posicionado, assim como o garoto David, que irá desfalcar o time para disputa do Mundial sub-20. Desfalcar é modo de dizer, suas falhas, nas duas últimas partidas, comprometeram seu status de revelação do time.
A torcida do Palmeiras já nem lembra mais a última conquista do clube na primeira divisão. Não lembra, sequer, do time estar em uma final, ou mesmo disputando a primeira colocação em algum torneio. Uma seqüência de erros, mandos e desmandos, e apostas frustradas, acabaram desgastando a imagem do clube mais vitorioso da década passada. Nenhum desses erros tem a ver com azar. É retrato da má gestão do futebol, desde o fim do contrato com a Parmalat. Não adianta fazer figa, pendurar ferradura atrás da porta ou chamar o Pai Robério de Ogum. Futebol, nos dias de hoje, é planejamento. Os resultados aparecem dentro de campo, não na encruzilhada do Palestra Itália. Futebol é gol, não uma galinha preta com cachaça.
Quanto a partida de sábado (8), o jogo foi típico das últimas performances palmeirenses. Domínio da posse de bola, sem nenhuma objetividade. Valdivia mais deitado do que em pé. Os “artilheiros” perdendo aqueles gols que até a vovó faria. E a zaga falhando em bolas aéreas. E, é claro, o treinador Caio Júnior achando que está tudo uma maravilha, o resultado, um empate em 1 x 1 contra o Botafogo, foi apenas uma questão de falta de sorte. Ou seja, tudo bem rotineiro para o torcedor palmeirense. Não precisa nem jogar os búzios para prever este tipo de atuação.
Terça-feira, 05 Junho 07, 10:43 PM
Depois da diretoria do Coritiba confirmar por várias vezes a permanência do técnico Guilherme Macuglia, ele acabou sendo demitido do cargo. A voz da torcida foi ouvida nos bastidores do Alto da Glória. Desde a permanência do Coxa na série B, e de Giovani Gionédis na presidência do clube, a torcida vive desconfiada e insatisfeita com toda e qualquer medida tomada pela diretoria.
O clima que impera nas arquibancadas do Couto Pereira é tão pesado, a ponto da série invicta de mais de 15 jogos no comando do Coritiba, não terem representado nada para o ex-técnico Guilherme Macuglia. Desde sua chegada o treinador foi coberto de desconfianças e insatisfações por parte da torcida. Mesmo depois da eliminação no paranaense e na Copa do Brasil, a diretoria se manteve irredutível quanto a sua demissão. Mas depois de duas derrotas, em quatro rodadas do Brasileirão, a situação ficou no mínimo insustentável. A trégua da desorganizada do clube dada a Gionédis, que envolveu cargos e altos salários ao presidente da “Império” (...), acabou no último sábado, diante da derrota para o São Caetano. Ou seja, o presidente do Coritiba tinha que dar a torcida algo que ela queria, e a minoria das arquibancadas teve que fazer coro com toda geral do estádio no grito “Fora, Gionédis”. Em todo esse jogo de interesses e maus planejamentos, quem sai perdendo é só o Coritiba, que agora vai ter que começar um novo trabalho, com a principal competição do ano, para o clube, em andamento.
Noticiou-se que o novo técnico do Coritiba será René Simões que, até onde se sabe, estava treinando a seleção olímpica do Irã. Nessas alturas do campeonato, tamanha a impaciência alviverde, não importa quem virá, os resultados terão que começar a aparecer. Se o Coxa não começar a vencer, e convencer, nem o Felipão seria poupado. Ou o time começa a vencer, ou Gionédis terá que distribuir mais alguns cargos, para outros lideres de torcidas desorganizadas.
Terça-feira, 05 Junho 07, 09:50 PM
Atendendo aos apelos da imprensa paulista, do técnico Luxemburgo e dos jogadores, a torcida do Santos, finalmente, irá comparecer em massa na Vila Belmiro. Depois do time sagrar-se bicampeão paulista, e chegar a semifinal da Libertadores, os peixinhos da cidade Santos resolveram se unir para apoiar o time rumo a final da América. Agora só depende dos jogadores e do técnico Vanderlei Luxemburgo, para que o Santos esteja nas finais da competição. Se o Grêmio sair da Vila classificado, o mar de peixes vai estar mais para uma lagoa de patos.
Depois de atuações pífias da torcida santista, dentro de seus domínios, eu questiono se por acaso o Santos tivesse empatado, ou mesmo vencido o Grêmio, no primeiro confronto, será que a torcida do Peixe iria comparecer em peso nesta partida? Será que não é um pouco tarde demais?
On Não Chores Por Mim, Argentina