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canal 55,5

Quinta-feira, 27 Novembro 08, 08:44 AM

foto: blogrêmio

eu nunca fui (e não tenho a pretensão de ser) "torcedor canal 100" por vários motivos. começando pela escrita NADA refinada, e talvez, por torcer por um time longe de ser habilidoso por natureza,  desde os tempos de Lara.

 mas o Grêmio me basta como time. e é com ele que vou [ desde 1994] até o fim não interessa se é feio, bobo e muito ruim. 

nao há o que reclamar, desde que voltamos da segunda divisão, estamos sempre entre os primeiros. o que mostra que ser feio, bobo e muito ruim não é problema , sometimes.

não que eu queira defender uma diretoria que, às vezes, contrata jogadores bizarros e/ou técnicos que parecem nunca terem saído da puberdade.

 é, porque acredito que o celso roth esteja na fase da ejaculação precoce . ele não consegue controlar a coisa toda. nem aos 10, 20 ou 45 minutos. quem dirá aos 90...

 mas essa é uma das explicações para a coisa toda.

e yes, we can. só não sabemos bem o quê e quando.

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Postado por moluska | Comentários (7)

sem mosquito em boca fechada

Sexta-feira, 05 Setembro 08, 06:17 PM

Não leio jornal impresso desde o tempo em que tinha que fazer clipping diário como estagiária. Mas entendo como os diários esportivos conseguem sobreviver à Internet com muita “criatividade” e preço simbólico.   São práticos porque dá para se ler no trem, na privada, no trabalho, na fila do banco, e ainda servem de trono improvisado para seu animal de estimação.  

Salvas exceções como alguns cadernos especiais dos grandes jornais – I mean, jornais de grande circulação- não há nada que preste para ser lido hoje em dia, que não consiga ser achado em versão atualizada, nos googles da vida.

 Mas um dia desses uma dessas edições caiu em minhas mãos até mesmo porque não há animal de estimação em casa. E não sou politicamente correta o bastante para reciclar. Pois é. Sem contar que esse é um grande veículo para se continuar a espalhar o achismo sem precisar pagar muito caro por isso. E isso vende, vai por mim. Os tablóides ingleses que nos digam.   

Uma simples passada de olhos nas notícias foi suficiente para entender o valor do preço da mercadoria.  Entre outras “boas matérias”, a edição trazia a “opinião” de um ex-jogador gremista, Diego Souza, hoje defendendo um clube paulista ( novidade, huh?) sobre as próximas rodadas do campeonato brasileiro. Coisas do tipo “temos que secar o Grêmio para ser campeão”. Até aí nenhuma novidade, se a bola não rola pra ele, talvez o santo dele o ajude.  Força aí, queridão.

Sei que não há muita diferença no quesito publicação futebolística online ou impressa. E faz parte da história do futebol, alimentar a rivalidade através do “achismo” desenfreado.  É por isso que estamos aqui, aliás.  Dependendo da velocidade do seu PC as coisas tomam proporções gigantescas. Faz parte.  

 Não estou reclamando e sim comentando.

     

Afinal de contas, como acho e defendi em meu trabalho sobre crítica de rock no Brasil, a  Internet é a grande prova que a contracultura sobreviveu,  firme e forte e é aqui que ela se renova a cada dia. Fato. Liberdade de pensamento e depois a gente avalia as conseqüências. O negócio é falar. 

A grande diferença entre o impresso e o online então é que na rede você pode rebater o achismo em tempo real. No impresso você apenas lê, assimila  e depois decide o destino do papel.   Outro fato é que essa semana outra manifestação do gênero me chamou atenção porque se tratava de um achismo sobre o achismo. Um achismo ao quadrado.com. digamos assim.  

O técnico do atual time de Diego Souza- que já vi discursando aqui na Vila Belmiro em palestra sobre Motivação há alguns anos atrás e posso dizer que lábia ele tem- deu uma verdadeira aula de como, às vezes, o achismo pode fugir do controle e partir para outra categoria jornalística muito apreciada hoje em dia: o achismo discursivo.   

Perdeu uma grande chance de ficar calado. Mesmo que a gente entenda que ele gosta de discursar e que com o Palmeiras na cola do Grêmio, esse seria o momento perfeito para mostrar que o time dele só se preocupa em jogar bola e não em polemizar. Deixando a entender que bobos são aqueles que preocupam muito com o que acham ou deixam de achar por aí.   

Nem estamos, Luxa. Nossa preocupação é não tropeçar em campo. E quem anda tropeçando na língua, não só em campo, deveria levar a sério a máxima que dá titulo ao post.   E como a imprensa “virtual” é cruel, muito cruel- como diria o extraordinário Januário de Oliveira- está no ciberespaço um excelente prova, não achismo, at all do que foi dito por aqui.  

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Postado por moluska | Comentários (9)