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sem mosquito em boca fechada

Sexta-feira, 05 Setembro 08, 06:17 PM

Não leio jornal impresso desde o tempo em que tinha que fazer clipping diário como estagiária. Mas entendo como os diários esportivos conseguem sobreviver à Internet com muita “criatividade” e preço simbólico.   São práticos porque dá para se ler no trem, na privada, no trabalho, na fila do banco, e ainda servem de trono improvisado para seu animal de estimação.  

Salvas exceções como alguns cadernos especiais dos grandes jornais – I mean, jornais de grande circulação- não há nada que preste para ser lido hoje em dia, que não consiga ser achado em versão atualizada, nos googles da vida.

 Mas um dia desses uma dessas edições caiu em minhas mãos até mesmo porque não há animal de estimação em casa. E não sou politicamente correta o bastante para reciclar. Pois é. Sem contar que esse é um grande veículo para se continuar a espalhar o achismo sem precisar pagar muito caro por isso. E isso vende, vai por mim. Os tablóides ingleses que nos digam.   

Uma simples passada de olhos nas notícias foi suficiente para entender o valor do preço da mercadoria.  Entre outras “boas matérias”, a edição trazia a “opinião” de um ex-jogador gremista, Diego Souza, hoje defendendo um clube paulista ( novidade, huh?) sobre as próximas rodadas do campeonato brasileiro. Coisas do tipo “temos que secar o Grêmio para ser campeão”. Até aí nenhuma novidade, se a bola não rola pra ele, talvez o santo dele o ajude.  Força aí, queridão.

Sei que não há muita diferença no quesito publicação futebolística online ou impressa. E faz parte da história do futebol, alimentar a rivalidade através do “achismo” desenfreado.  É por isso que estamos aqui, aliás.  Dependendo da velocidade do seu PC as coisas tomam proporções gigantescas. Faz parte.  

 Não estou reclamando e sim comentando.

     

Afinal de contas, como acho e defendi em meu trabalho sobre crítica de rock no Brasil, a  Internet é a grande prova que a contracultura sobreviveu,  firme e forte e é aqui que ela se renova a cada dia. Fato. Liberdade de pensamento e depois a gente avalia as conseqüências. O negócio é falar. 

A grande diferença entre o impresso e o online então é que na rede você pode rebater o achismo em tempo real. No impresso você apenas lê, assimila  e depois decide o destino do papel.   Outro fato é que essa semana outra manifestação do gênero me chamou atenção porque se tratava de um achismo sobre o achismo. Um achismo ao quadrado.com. digamos assim.  

O técnico do atual time de Diego Souza- que já vi discursando aqui na Vila Belmiro em palestra sobre Motivação há alguns anos atrás e posso dizer que lábia ele tem- deu uma verdadeira aula de como, às vezes, o achismo pode fugir do controle e partir para outra categoria jornalística muito apreciada hoje em dia: o achismo discursivo.   

Perdeu uma grande chance de ficar calado. Mesmo que a gente entenda que ele gosta de discursar e que com o Palmeiras na cola do Grêmio, esse seria o momento perfeito para mostrar que o time dele só se preocupa em jogar bola e não em polemizar. Deixando a entender que bobos são aqueles que preocupam muito com o que acham ou deixam de achar por aí.   

Nem estamos, Luxa. Nossa preocupação é não tropeçar em campo. E quem anda tropeçando na língua, não só em campo, deveria levar a sério a máxima que dá titulo ao post.   E como a imprensa “virtual” é cruel, muito cruel- como diria o extraordinário Januário de Oliveira- está no ciberespaço um excelente prova, não achismo, at all do que foi dito por aqui.  

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Postado por moluska | Comentários (9)

medo!

Quinta-feira, 19 Junho 08, 11:05 AM

1- o meninote correndo atrás de uma fotinho com o craque argentino messi. até eu...se eles têm o messi e nós, o  messy team.  

2- aí o torcedor argentino (hmmmm, gostei) tira biiito com nossa cara pedindo pro anão ficar. até piada porteña temos que aturar agora.

3- de gente que ainda acha argumento para tentar explicar  essa "era dunga" que se inicia. aliás, pior que o jogo de ontem só mesmo as declarações do técnico dizendo que o time "satisfazeu" suas expectativas.

na boa queridão, nem o time e nem você "satisfazeu" ou "satisfaz" o torcedor brasileiro! 

medo...muito medo disso tudo!

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Postado por moluska | Comentários (2)

Made in Paraguay

Domingo, 15 Junho 08, 03:54 PM

Isso que dá ter um técnico falsificado.

 

Dá vergonha! É sério! Pra quem vive de campeonato regional não há de ser nada, pra quem ainda está traumatizado com as façanhas do camiseta diez deles (hahaha), até entendo. O que não entendo é o Dunga permanecer tanto tempo na Seleção. Que pása? CSI ponte da Amizade nele!

Não vale mais respostas do tipo “deixa o cara trabalhar” porque até Cabañas com as banhas e tudo está trabalhando mais que ele. Já virou sacanagem, né? Bota o Caio Jr de técnico e o Cuca de assistente e essa seleção ganha até da Holanda! Com Dunga, não dá!  Não dá!

uma ponte da amizade chamada dunga: todo mundo passa

  Mas sei lá, qual foi a última vez que me empolguei com uma vitória do Brasil mesmo? Ah sim, Setembro  de 2006. Contra a Argentina lá em Londres. Pois é, segundo jogo do ainda técnico da seleção. Hoje entendo.

Parte da seleção era feita de meninos em busca de uma oportunidade nas zooropa, essas coisas. Tem uma explicação! Do outro lado a Argentina se assustando com o time Brasileiro, aliás, eles parecem ser os únicos que tremem, ainda, diante dessa coisa comandada pelo Sr. Anão.  

Aí entra aquela teoria de que se eles jogassem com a camisa do Boca talvez não ficassem com tanto medo do Brasil. Se bem que aí o Dunga vai querer convocar todos os jogadores do Fluminense contra os porteños. Ai já viu, bagunça. O que ele faz melhor, diga-se de passagem!

Mas não é assim que funciona a mente do “professor Dunga”? Sério.

  

Teve também a Copa América. Aquela em que até foi legal fazer piadas com os porteños, mas só isso. A verdade é que há certo desânimo típico de domingo chuvoso (e frio) em São Paulo diante desse jogo contra o Paraguai. Dá até para pensar que há certo boicote dos jogadores brasileiros que estão em campo (ou não) hoje.

Talvez uma tentativa desesperada de se livrar logo dessa mala sem alça que agora deu para ser  prepotente o bastante e dizer que não precisa de Kaká e/ou Ronaldinho.

 Sim, ele não precisaria se ele soubesse fazer o Anderson jogar na posição dele; o Robinho voltar a fazer gols, e o tiem todo jogar. Tudo isso sem que precisássemos ficar com cara de domingo chuvoso toda vez que o Brasil (esse Brasil) entra em campo.

 E os 44% que (ainda? ) aprovam Dunga no comando dessa seleção sem pé nem cabeça devem estar concordando que o cara não está com azar, ele não sabe mesmo é treinar uma seleção. E nem acabei de escrever isso aqui e o Brasil tomou um gol de quem? Advinha! Pois é.

Se ele não pedir para sair hoje, começo a acreditar que esse cara é mesmo um anão saído dos livros infantis. Melhor pedir as contas antes de enfrentar a Argentina novamente. Sério!

Vamos fazer assim, os 56% que não acreditam e nunca irão acreditar em Dunga convoca àqueles que acreditam em milagres paraguaios a deixar esse treinador "trabalhar" em seus times para que assim,  ele ganhe um pouco mais de experiência na função.

 Aí não, né? Vocês não acreditam tanto em conto de fadas, acreditam?

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Postado por moluska | Comentários (2)