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Home > FIFA > CONMEBOL > Brasil > Brasil Serie A > 2008 > Flamengo > TROCA DE CHUTEIRAS - A JIHAD RUBRO-NEGRA EM AÇÃO

Considerações de fim de temporada

Sexta-feira, 11 Dezembro 09, 03:27 PM

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Caros amigos, companheiros de JIHAD FLAMENGA



É chegada a hora de dar uma passada geral nos assuntos principais de nossa doutrina. Os senhores haverão de notar que eu nada escrevi sobre o descomunal Hexa Rubro-Negro. Tentarei corrigir esta falha com um pequeno conto descritivo logo abaixo. Mas fato é que não me recuperei até hoje das comemorações.

Antes de mais nada, é meu dever anunciar que em poucos dias já estará à venda nas melhores livrarias do ramo a obra-prima HEXAGERADO, do mestre Arthur Muhlemberg, que sabe traduzir como poucos o conceito de que QUEM MANDA NESSA PORRA É A TORCIDA DO URUBU.

HEXAGERADO é uma reunião de crônicas já publicadas com revisão minuciosa com muitas inéditas. É um livro para se ler e guardar – como devemos fazer, aliás, com a excelente revista do Flamengo sobre o incontestável título rubro-negro.

Ter HEXAGERADO na estante é algo que se torna tão imprescindível ao rubro-negro quanto o gesto de sacanear o torcedor arco-íris.

 



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E por falar em torcedor arco-íris, começo a me impressionar com a pequenez dessa república (?) de infelizes conhecidos como “torcida arco-íris”. A cada ano, eles mesmos ressuscitam uma polêmica totalmente inexistente: a de que o Flamengo não seria o campeão legítimo de 1987.

Sinceramente acho uma perda de tempo abordar o assunto. Para quem se prende na objetividade de documentos e registros, vale lembrar que muitos travestis conseguem mudar o documento de identidade para nome de mulher. E saem na fotografia “montados”. Por haver prova documental, estes senhores passariam a chamar travesti de mulher? Não creio.

É a mesma coisa com o caso de 1987.

A suposta vitória (depois de ninguém vencer o módulo amarelo, diga-se) do Sport é uma espécie de travesti documentado. Realmente, aparece como mulher (campeão), tem prerrogativa de mulher mas não é mulher.

Talvez fosse, se o Flamengo fosse um clube de TRAIDORES e descumprisse a palavra empenhada com o Clube dos 13 (TODOS, inclusive o São Paulo, se comprometeram a não jogar final com módulo amarelo).

Sim, se o Flamengo traísse sua palavra e fosse enfrentar o Sport, com aquele time, realmente os pernambucanos teriam virado mulher: Lucélia Santos, em Bonitinha mas Ordinária. Mas como o Flamengo é acima de tudo um clube decente, acabou deixando os pavorosos Sportistas com aquilo que Freud classificou como “a inveja do pênis”. No caso deles, “a inveja do pênis na bunda alheia”.


Chega desse assunto: Flamengo é HEXACAMPEÃO e ponto final. Não me venham com ramerames regulamentares. Enfrentem os principais clubes do Brasil como HOMENS em vez de embarcarem em rancores de Nabi Abi Chedid.


***


Sim, o Flamengo. Este Flamengo que se move com sofreguidão, dado seu tamanho descomunal. No domingo vimos os arranques súbitos e os movimentos deste leviatã, a onda humana-monstruosa que se formou por todo o universo, em preto e vermelho derramando-se em fogo, água, terra e ar. Flamengo, um quinto elemento.

E diante dessa grandeza, nos espantamos mesmo é com a insignificância de nossos adversários. Quase não existem. Desesperam-se. Tentam estragar nossa festa.

Só que a nossa festa nada tem a ver com eles. Nossa festa é particular e, eles ainda não entenderam, não depende de títulos. Os títulos, como este Hexa, funcionam como um sopro nas trombetas, como uma convocação divina – na qual se reúnem brancos, negros, índios, enfim, brasileiros. E Flamengos de outras nacionalidades.

O Flamengo é muito mais um momento do que toda uma eternidade. É a cabeçada do Rondinelli, é o gol do Nunes, é o rosto inchado do Lico, é a porrada do Anselmo. E eu diria: é o Pet dizendo Foda-se o pênalti, é o Angelim em lágrimas diante da família lá no Ceará, é o Adriano fugindo para a favela onde nasceu.

O Flamengo é o campeão brasileiro, e este é um fato que afeta toda a gente da Terra. Mas na substância, nada mudou. Porque o Ser Flamengo é algo que se reveste de glória a cada caminhar, a cada despertar.

O Flamengo, meus amigos, é o primeiro amor impossível que se tornou real e eterno.



Libertadores, aqui vamos nós.

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O sangue rubro-negro e rubro

Segunda-feira, 30 Novembro 09, 05:25 AM

 Abro espaço aqui no JIHAD para a colaboração certeira de Carlos Henrique Barrim, um rubro-negro de fé, legítimo, mas que por razões familiares tem um pouco co Colorado no sangue. Segue o post:

Pela primeira vez escrevo para este BLOG, em colaboração ao grande amigo rubro-negro racional, Gustavo de Almeida. Escrevo essas palavras profundamente emocionado pela beleza que se revelou este final de campeonato brasileiro. Eu sou rubro-negro, carioca, nascido e criado em Jacarepaguá. Porém tenho raízes muito profundas nas terras gaúchas, pois meu querido pai é de lá, além de ter passado parte de minha infância naquele estado. Minha família, por parte de Pai, é Colorada. O Sport Club Internacional, para mim, é a instituição mais próxima do que representa o Flamengo, para a nação. É um time que honra as boas tradições gauchas, como a hombridade, o respeito, a lealdade e outros que tais fora de moda. Meu Pai, como Colorado, ensinou-me que na vida, como no futebol, devemos ser ao mesmo tempo leais e implacáveis com nossos adversários. Assim como nesta Copa do Brasil, onde o Flamengo tentou a sorte de tentar decidir a sua vaga no Estádio Gigante da Beira-Rio.

Deu no que deu.

Porém, meu Pai, ligou-me imediatamente após o fim do jogo (ele estava no estádio) e disse-me que orgulhava-se de ter vencido o Flamengo, pois foi uma vitória valorizada e honrada e que “aprendêssemos a lição e levássemos o Campeonato Brasileiro a serio”. Foi o que aconteceu. Foi depois daquela derrota fatídica que nós empreendemos a virada que nos trouxe até aqui.


Fico feliz por termos afastado o perigo bâmbi. Seria mais uma safra de crianças perdidas. Temos decidindo o campeonato dois times de missão civilizatória para a nação brasileira. Que diga o Fluminense Football Club, que dirigido por Cuca, vindo de um estágio rubro-negro, como técnico fez o time estranho das Laranjeiras jogar como homens. Talvez se continuarem nesta linha por algumas décadas conseguem tirar de si o ranço frouxo, misógino e “liberal”. O Internacional nunca ostentou em seu elenco animais como Ronaldinho Gaucho, tendo-lhe, inclusive, aplicado uma peia na decisão do interclubes. Nunca desceu para a segunda divisão. Nunca cedeu a modismos portenhos no seu ato de torcer. Enfim, algo bem diferente do Grêmio (Gaymio) FBPA.


Enfim, estou de alma lavada. O espectro do Caneco deste ano já está na Gávea. A nós, basta materializa-lo. Suplico ao Gaymio FBPA que honre um pouco de suas tradições gauchas e traga o time titular e jogue como homens, porque no nosso lado, não faltará nada.


Saudações Rubro-Negras.

CARLOS HENRIQUE BARRIM

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O Flamengo, colossal

Domingo, 29 Novembro 09, 06:21 PM

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Mortos, cessem o sono aviltante de quem espera em vão. Vivos, suspendam a respiração de quem pretende a eternidade. Nada mais existe, nem eu, nem você, nem a multidão. O que existe é o Flamengo, e nós jamais compreenderemos tal acontecimento. Há 41 anos eu tento entender o que é este acontecimento chamado Flamengo, mas sei que meu patético esforço é em vão. Sei que não cabe explicação para aquilo que não tem fim ou sentido. O Flamengo, sim, o Flamengo, porra, é líder do campeonato brasileiro a uma rodada do fim.

Tal acontecimento é de tamanha magnitude, é tão descomunal, que nos impede de pensar e respirar. O Flamengo não tolera a vida e a morte, em sua eternidade avassaladora. O passado, o presente e o futuro se confundem. Nos inebriam. Tudo está cercado de grandeza. O Flamengo pode ser, em um mero instante, o atravessar das duas pistas da Lagoa rumo à sede náutica. Mas o Flamengo não seria nunca só isso. Porque há uma incapacidade enorme de o Flamengo ser apenas uma coisa ou sentimento.

Mexam-se mortos: o Flamengo está vivo. Adormeçam, vivos: a luz que emana dessa força é por demais cegante. São muitos santos em um só oratório: Leônidas, Pirilo, Domingos da Guia, Dida, Biguá, Bria, Jaime, Evaristo, Chamorro, Tomires, Henrique, Marçal, Jordan, Doval, o espírito louco de Reyes, Paulo Cesar Caju, Zico, Merica, um toque de Luisinho Tombo, a cabeçada do Rondinelli, a vida que sangra, os mortos que choramos, e durante toda a vida, todo o Flamengo em volta de nossas almas.

Eu deveria citar Leandro, Adílio, Andrade, Nunes João Danado, Júnior e Mozer. Mas eles sabem que se eu falo a palavra Flamengo, eles estão dentro dessa palavra.

O Flamengo é o que nos resta, é minha vida, é a sua vida, é o ar que respiramos porque respiramos graças ao Flamengo.

Amigos de JIHAD: é um alívio saber que o Flamengo jamais morre, ou pára, ou hesita, porque meu coração está todo Flamengo, vertendo o rubro-negrismo pelas aortas abertas, abraçando o nada, contendo o choro tão justo de uma espera.

E nisso tudo, percebo de súbito, de forma terrível, a grandeza do Flamengo. Vejo meu velho parado na porta, esperando eu terminar de escrever. Na verdade, não vejo, mas imagino. Ele está a me dizer, com o ar soturno, me condenando com carinho e amor. “Você jamais deveria ter duvidado, até parece que você não sabe o que é Flamengo. Você vai sofrer muito mais ainda. Mas a glória é algo tão inseparável do Flamengo quanto o verde da fotossíntese”, me diz, em tom ponderado, o meu velho, cuja saudade se espalha em forma de sangue nas arquibancadas do Mário Filho. Eu peço desculpas a ele por ter duvidado, e peço para ele ler o texto anterior do JIHAD. Ele me diz que lá, no Além, ele não acessa a Internet, e sim o coração dos homens. “Você pode ter escrito que acreditava. Fez muito bem. Fez certo. Mas vi seu coração titubear. Se fosse outro, seria imperdoável. Mas tu és meu filho, e tens a minha bênção. Já te basta que estás irremediavelmente condenado ao Flamengo. Te prepara, filho, para dar a boa nova. Ela vai chegar, a boa notícia, a toda a gente da Terra, mas nunca será uma novidade, pois como já diz o poeta Nelson Rodrigues que está aqui perto, até os paralelepípedos do Lins sabem que o Flamengo é gigantesco”, diz o velho. Eu não sinto medo, apenas o amor.

E de repente eu entendo que quem guardou esse amor, por todo este longo tempo, foi, sim, o Flamengo, meu Deus, esta força tão colossal, a nos acariciar a alma, a nos negar à morte, um triunfo que transcende o tempo e os mortos.

O Flamengo, imenso, quase insuportável. Contra tudo e contra todos. Jamais poderia ser diferente. Flamengo é o nosso sangue, derramado.

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Mengão é sufoco puro

Sábado, 28 Novembro 09, 04:01 PM

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Caros amigos, companheiros de JIHAD:


Estamos a duas rodadas do fim de um campeonato brasileiro de sonho, ou, pelo menos, aquele em que mais sonhamos, talvez desde 1992. Nem mesmo nos campeonatos de mata-mata pós-1992 estivemos tão perto do título quanto naqueles 90 minutos contra o repugnante Goiás em que a bola se recusou a entrar. Não. Ali, uma vitória e a fatura estaria liquidada. Atropelaríamos os gambás em Campinas e esmagaríamos o Grêmio no Maraca diante de umas 90 mil almas rubro-negras no estádio e outras 34.910.000 mundo afora.

 

A bola não entrou, o Corinthians voltou a ser ameaça, assim como o Grêmio. Adriano queimou o pé, e de repente vimos que a coisa não ia ser fácil. Até porque o poderio financeiro Bambi está comprando o time do Goiás, levantando suspeitas antecipadas sobre o Match deste domingo. É, não vai ser fácil.

 

Grande descoberta.

 

Afinal, chegar ao segundo lugar como estamos já havia sido um perrengue desgraçado, que demandou vitórias épicas como a sobre o Palmeiras e protocolares como a sobre o pavoroso Galo em seu reduto ordinário. Não entendi muito o por quê do apavoramento. Na verdade, vejo motivo mais para irritação.

 

Na semana do jogo contra o Goiás, foi difícil conter o oba-oba, mas a diretoria atual não teve competência nem pra conter o Petkovic: o gringo foi à Bahia gravar um documentário sobre sua vida, algo que deveria ter sido adiado para depois do dia 6 de dezembro. O Adriano que esteve em campo não era definitivamente o mesmo que havia destroçado o Náutico uma semana antes. Ou seja, houve festinha. E em hora errada.

 

Agora, nosso artilheiro aparece com o pé queimado. E inventando historinha.

 

Mas vejam bem, meus amigos: diretoria incompetente e sufoco para ganhar nunca foram novidades no Mengão. Como diz mestre Arthur Muhlemberg no Urublog, torcer pelo Mengão é um perrengue dos diabos. Ninguém jamais disse que era fácil, molezinha, tarefa para ser exercida no ar-condicionado durante jogo de Tetris. Nada disso: torcer pelo Flamengo é um troço de maluco, é para quem tem culhões de aço (ou ovários de platina).

 

Lembro dos perrengues que já passamos: em 1978, Rondinelli fez o gol aos 41 do segundo tempo depois que sofremos o pão que o diabo amassou diante do gol do mau-caráter Leão. No ano seguinte, cagamos sangue num 0 a 0 diante do Bostafogo para gritarmos Tricampeão. Em 1980, o João Danado Nunes precisou marcar o maior gol da história do Maracanã diante do hediondo Galo, aos 36 do segundo tempo, depois de 170 minutos de choro, ranger de dentes e mandíbulas destroçadas.

 

E o que dizer da conquista da Libertadores, com direito a porrada de carabineros da Ditadura Pinochet e ameaças de morte? E a conquista do Brasileiro em cima do Grêmio? E anos mais tarde, quando foi necessário ganhar do Vasco na bola e na porrada e ainda precisar do resultado do Bacalhau contra o São Paulo para sermos campeões com o vovô garoto em 1992?

 

E não pensem que eu esqueci 2001: até os 43 do segundo tempo nosso tricampeonato tinha ido para a casa do caralho, quando em um único lance o sérvio Dejan mandou o Vasco de primeira classe para o mesmo lugar.

 

Por tudo isso, caros amigos, é que solicito aos senhores o cumprimento dos respectivos juramentos: vamos todos para a frente da TV neste domingo e, quem conseguiu comprar ingresso, vai, sim, para o Maraca. Foda-se a bolha. Foda-se o pênalti. Para quem já passou por tudo isso e ainda torceu por Lê em 1999 na Copa Mercosul, ter que torcer pelo Bruno Mezenga é moleza. Mengão é perrengue mesmo, é ralação pura, e este sangue derramado a cada contenda é que faz de nós o que somos.

 

Não posso tolerar nhenhenhem por causa de bolha no pé do Imperador e nem mimimi com o 0 a 0 diante do Goiás. Horas antes do jogo, aliás, eu vaticinava diante de minha senhora que esbanjava otimismo: “Vai devagar. O Goiás levou grana e a única coisa que aqueles mortos de fome têm para fazer este ano é encher o saco do Flamengo. É um clube de sexta divisão e que desponta a cada dia para o anonimato. O jogador mais famoso deles andaria com calma do Leme ao Leblon sem parar para dar autógrafo. Os caras vão dar a vida – algo que nem vale muito, é verdade”. Saímos tristes, é verdade. Mas bastou um chope na Praça Vanhagen, ali no Bochicho, que logo todos faziam planos para o jogo contra o Grêmio.

 

Como dizem nas missas: este é o mistério da fé. Pra cima deles, porra!

 

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Calma, Dona Geralda.

Domingo, 08 Novembro 09, 03:05 PM

 

Sinceramente, acho que Dona Geralda deveria estar acostumada. Se ela é, como diz a matéria do GloboEsporte.com, funcionária do Mineirão há 28 anos, já tem no currículo no mínimo umas 10 decolagens do Galo das Alterosas rumo ao seu lugar preferido em qualquer competição: a casa do caralho.

Não tem nada que ficar triste ou decepcionada. Ou ela achava mesmo que aquela torcida insignificante faria alguma diferença? Ou Dona Geralda não usou toda a experiência dela para perceber que o Galo treme diante da camisa do Fuderosão (royalties para Arthur Muhlemberg, que cunhou a expressão)?

Agora, é engraçado mesmo a reportagem mencionar que Dona Geralda estava lá em 1987. É no mínimo curioso: os torcedores mais antigos deste time pavoroso, em vez de se recordarem de triunfos históricos, vivem sua fase crepuscular lembrando das surras homéricas que sua agremiação pantagruélica não se cansa de levar – tal e qual mulher de malandro. É evidente que falo na Dona Geralda para tentar falar sobre outro assunto depois de mais essa surra do Mengão nas galinhas de Minas.

Para mim, é extremamente entediante ter que discorrer sobre o jogo deste domingo, haja visto que tudo saiu dentro do planejado e previsto. Nenhum analista em sã consciência poderia sequer sonhar em imaginar uma vitória do Atlético Mineiro na tarde de hoje. Correria o risco de ser internado ou de, ao vestir uma roupa de aldeão, se candidatar a Idiota do Vilarejo. Devemos reconhecer uma coisa: eles foram com a força máxima. Toda, absolutamente toda a torcida do Galo estava no Mineirão. Devia haver no máximo uns 20 de fora. Cinco indo para Governador Valadares (ou EUA), dois no trenzinho para Tiradentes, e uns pingados – aqueles que conhecem o próprio pai – visitando as famílias em Guarapari.

 Em 1977, foi a vez do São Paulo. Aqui, galináceo perdendo pênalti decisivo.

Só que um Mineirão lotado é muito pouco diante de 200 ou 300 rubro-negros. Estes eram ouvidos o tempo todo, claro. Ainda ressoam os versos na minha cabeça: “Dança, dança, dança, dança da bundinha/Aqui no Mineirão/O Galo virou galinha”. Nada mais correto. Aquela gente toda tem, assim, mais um motivo para nos odiar. Surrar, tudo bem, mas na casa deles e com direito a olezinho no fim é sacanagem. Equivale a limpar o pau na cortina. Devo confessar que minha rotina pouco foi alterada pelo resultado. Não que eu não me empolgue com a situação no G4 – mesmo o título estando muito na mão do São Paulo, eu me empolgo sim.

Agora, o problema é que surrar o Galo é algo que já não me entusiasma mais. Acho desimportante, de tão obrigatório. Para mim, enfiar a vara nas galinhas é algo tão protocolar e obrigatório quanto trocar o platinado do motor do Fusca ou autenticar cópia de carteira de identidade em cartório. Não é algo que sequer mereça festa.

Ainda que Dona Geralda, 28 anos depois, ainda não esteja acostumada.

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Hojedecidi torcer pelos dois cariocas lá embaixo. 2010 vai ser um campeonato muito mais maneiro, com mais jogos no Rio. Os quatro, se Deus quiser, vão estar na primeira divisão. O Fluminense tem jogado masculinamente e merece o resultado.

 E mais: o Vasco fez falta na elite. Com estes seis pontos o Flamengo estaria com a taça na mão.

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Este estranho sr. Nielson Nogueira Dias

Segunda-feira, 02 Novembro 09, 08:14 PM

Caros companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA. Tem sido comum entre nós – e com muita razão – o ato de relegar a um segundo ou terceiro plano as menções relacionadas às arbitragens safadas que vêm tentando a todo custo derrubar o Mengão nesse campeonato brasileiro. Formou-se um conluio de filhos das putas contumazes, reunindo árbitros, dirigentes de clubes suspeitos e jogadores sem caráter, desesperados com a súbita e inesperada ascensão D'aquele que já está no alto, ou seja, o Flamengo. Nós mesmos, no entanto, evitamos entrar nesta seara, porque tememos que nos confundam historicamente com aquele clube que monta ceninhas de choro no vestiário. Vocês sabem a que clube me refiro.

Pois bem.

Creio que, no entanto, é hora de começarmos a chamar a atenção para alguns detalhes – e nem estou falando da arbitragem absolutamente vil do sr. Heber Roberto Lopes naquela triste noite em Barueri. Nada disso. É hora de buscar conhecer de perto o sr. Nielson Nogueira Dias, árbitro pernambucano, capitão da PM, integrante da tropa de elite. Veja bem: se este senhor for, por exemplo, torcedor do Sport Clube de Recife, ele JÁ TEM GENETICAMENTE UMA INCLINAÇÃO a querer derrubar o Flamengo.

Mas por enquanto estou no campo da suposição. Vamos falar da vida real: este senhor Nielson marcou dois pênaltis absolutamente inexistentes contra o Flamengo no Maracanã, diante do Santos. No primeiro, o jogador Aírton aparece supostamente puxando a camisa do jogador do Santos e este se joga na direção contrária a do suposto puxão. Lance bisonho, que só um sujeito muito sem caráter caracterizaria como pênalti. No segundo, ainda mais ridículo e inacreditável, o sr Nielson Dias ainda dá cartão amarelo para um incrédulo Álvaro. O lance foi absolutamente patético, com o jogador do Santos se atirando ao chão tal e qual um frango desossado.

Lembro ainda que o sr. Nielson Dias ainda por cima deu cartão para nosso Maldonado em um outro lance que SEQUER FOI FALTA. E ainda lembro aos senhores outra coisa: AOS 44 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO ESTE SUJEITO AINDA INVENTOU UMA FALTA NA ENTRADA DA ÁREA QUE NÃO FOI FALTA NEM AQUI NEM NA CASA DO CARALHO. Isto tudo passaria incólume, se não fosse uma lembrança simples: o sr. Nielson foi o árbitro de FLAMENGO 3 X 3 VITÓRIA, aquele jogo em que Éverton levou uma porrada na cara e nada aconteceu (a não ser o sr. Luiz Roberto passar uns 30 minutos defendendo o agressor dizendo que foi sem querer, numa afronta às regras da neutralidade jornalística. Um comentarista de arbitragem também o fez, mas estes aí a gente deve evitar até escrever o nome, é tudo pilantra). Foi neste Flamengo x Vitória no Barradão que este canalha, sujo, imundo, marcou uma falta na entrada da área convertida em gol pelo Ramon – uma falta que, mais uma vez, NÃO aconteceu. E foi algo tão flagrante que a TV Globo e o sr. Luiz Roberto JAMAIS repetiram o lance. JAMAIS. Um roubo escandaloso. E mais: naquele jogo, também houve marcação de falta inexistente no fim do jogo, contra o Flamengo. Ele tentou, né? Por tudo isso, vejo com EXTREMA SUSPEITA este comportamento. O sr. Nielson Diasparece movido por interesses obscuros. De um tipo que talvez eu prefira nem saber quais são.

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Tive o azar de, neste fim de semana passado em hotel com minha senhora, ter apenas o JustinTV para ver o jogo do Mengão e sua vitória sobre a arbitragem, e, no pós-domingo de futebol ter apenas a TV aberta. Aí, acabei sem querer vendo a Bandeirantes, com o trio Milton Neves-Neto-Oscar Roberto de Godói. Eu preferia nem comentar nada sobre essa gente. Mas tiveram a cara de pau de citar o Bruno como “goleiro que sai na hora do pênalti”. Incrível. O sr. Rogério Ceni há uns 10 anos pega pênaltis andando três metros antes da cobrança. Contra o Flamengo, voltou a cobrança porque TINHA QUE VOLTAR MESMO. Um acinte. Algo inimaginável.

As TVs, comentaristas, etc, ocupados em endeusar o goleiro, fingem que não estão vendo. Quando finalmente um goleiro começa a pegar pênaltis, passa a ser um “goleiro que sai”. A sorte é que era o sr Milton Neves, cujo caráter todos conhecem – é um vendido na profissão, um agressor de idosos, uma criatura sem absolutamente nenhum caráter e nada a ensinar. Sendo Milton Neves a pessoa a lançar tal ideia, é garantia de que não vai pegar. É fracasso garantido de público e de crítica. Ninguém assiste. Evidentemente que me poupo aqui (e aos leitores) de falar sobre Neto (sinceramente, não sei que função ocupa) e sobre Oscar Roberto de Godói. Sobre este último, deixemos as histórias de 1997 darem as explicações. E lembremos sempre que “absolvido por falta de provas” não é a mesma coisa que “boa reputação”.

Fariam estes senhores um pouco melhor se cumprissem o papel de fiscalizadores e questionassem o porquê do Barueri “punir” seus dois principais jogadores logo contra o São Paulo – e dois dias depois, encerrar a punição. Fariam melhor se perguntassem ao árbitro de São Paulo x Barueri pelo pênalti não marcado de Renato Silva em Otacílio, pênalti claríssimo.

Mas creio que quanto a isso eles devem preferir o silêncio.

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SÓ OS FORTES SOBREVIVEM

Sexta-feira, 23 Outubro 09, 06:16 PM

Meus companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA

Sou obrigado a sair do meu descanso sabático a que me obriguei recentemente para mais uma vez manifestar o meu espanto diante da pequenez. Desnecessário dizer que estou me referindo àquela agremiação que se orgulha de ser de uma rua onde só tem uma padaria e três oficinas mecânicas (ruins): o Botafogo. As últimas demonstrações de inferioridade dadas pelo lamentável Alvinegro colocam em risco a integridade de milhares de pessoas, e ainda podem manchar a imagem do Rio de Janeiro diante da comunidade internacional.

billy paul

É verdadeiramente inacreditável que essa gente queira dividir meio-a-meio com a torcida do Flamengo um estádio onde não cabem nem mesmo 50 mil pessoas. Reavalio o que eu disse: é inacreditável porque é realmente mentira: o que querem é garantir espaços vazios no lado alvinegro. Melhor um lance inteiro de arquibancadas vazio do que um lance inteiro de arquibancadas ocupado pela torcida do Flamengo. Falta ao time de General Severiano a humildade dos fortes. Tivesse um pingo de noção de realidade e o Botafogo aproveitaria a chance de ganhar um pouco mais de dinheiro. Acostumado como está a ganhar apenas dinheiro em porcentagens de hamburgueres e sushis vendidos em seu shopping, o Botafogo não segurou a onda diante da possibilidade de, às custas da Magnética, faturar uma grana violenta.

E o que fez o Botafogo desistir do dinheiro?

Ora, a sua própria fraqueza. Precisam de alguma “vantagem técnica”, passam a noite rezando para terem, que seja, uma colher-de-chá. São como pidões em cantina de colégio querendo “as vinte” do refrigerante alheio. Se antes o Botafogo era caracterizado como uma torcida que vive de ídolos do passado, hoje, com o Alzheimer destruindo o andar de cima e o hospício abrigando o andar de baixo, pode-se dizer que o famigerado alvinegro deve viver de migalhas.

Uma das migalhas, aliás, é poder, de vez em quando – de oito em oito anos – ganhar do Flamengo em momentos cruciais, o que deve servir para alertar os guerreiros rubro-negros.

Começo assim a acreditar em um Darwinismo tupiniquim para explicar a atual hegemonia rubro-negra no cenário regional. Não temos mais vizinhança, e o que um dia foi rivalidade hoje não passa de uma relação de gato e rato. Sendo que o rato está mais acuado do que nunca. Vejamos: somos o clube com o maior número de estaduais; JAMAIS caímos para a segunda divisão (todos os outros caíram), temos o maior número de brasileiros, somos o único clube campeão do mundo no Estado, e ainda somos os melhores na era dos pontos corridos.

Claro que tudo isso é continha boba e desnecessária da minha parte. A grandeza do Flamengo não se traduz em números, de forma alguma. FLAMENGO é um valor absoluto, que se basta. É uma medida única de grandeza, como hectolitros ou léguas. Mas a impressão que eu tenho é que os outros clubes, diante desses pontos no currículo, estão se apequenando.

Tal e qual soldados que avançam de uma trincheira em direção ao inimigo, estamos sendo “filtrados”, e os fracos vão tombando ou mesmo desistindo, com medo, pelo caminho. É Darwin isso: apenas os mais fortes sobreviverão. Ou seja, o Flamengo. Vamos, enfim, ao Engenhão domingo. É o jeito. Vamos tentar ignorar as recomendações esdrúxulas e absolutamente inconstitucionais do comandante do policiamento em estádios (inacreditável que em um governo democrático um sujeito diga que vá prender quem entrar num setor com a camisa do Flamengo).

Vamos sem o Manto, com paciência e coração aberto para torcer. Só os mais fortes compreendem isso tudo – e sobrevivem.

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Postado por gustones | Comentários (2)

Discretas comemorações, como convém

Domingo, 03 Maio 09, 08:34 PM

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Senhores, conforme prometido, estou chegando agora de um jantar frugal no Outback do Leblon, onde ao lado de minha esposa Madame M, e de uma amiga querida, fiz minha discretíssima comemoração deste pentatricampeonato estadual, onde mais uma vez o Flamengo apenas mostrou o que todo mundo já sabe há séculos: quem manda nessa porra é a torcida do Urubu. O título rubro-negro, mais do que uma conquista em competição esportiva, significa bem-estar social e econômico. O país produz mais porque as pessoas em geral estão mais felizes. Como também consigo enxergar energia motivacional no ressentimento e na dor-de-cotovelo, devemos reconhecer que a minoria somada de tricolores, vascaínos e botafoguenses também dão seu quinhão ao PIB quando, neste momento, o MENGÃO PORRADEIRO E FODA chega aos 31 títulos estaduais suplantando os florminensistas.


As comemorações foram espartanas: nem pedi sorvete no Outback. Na saída, ainda comprei revistas para minha senhora, incluindo a Galileu, de ciências. Chegamos em casa e vim escrever para a Jihad. Sequer toca o hino do MENGÃO DO CARAIO nos nossos aparelhos de som porque me sinto constrangido em ganhar do Botafogo. Sério. Hoje o que mais senti foi PENA. Minha consciência me alerta, no entanto, que eu não devo exagerar neste sentimento de piedade. Devo esperar o chororô começar. Será que vão dizer o que?


O que diriam se fosse marcado um pênalti contra o Botafogo em que o atacante chuta no zagueiro que pula, e a bola bate no COTOVELO? Já respondo: “É o esquema da arbitragem rubro-negra”. Mas quando tal pênalti foi marcado, eu e meus amigos e confrades nos limitamos a xingar o árbitro e aguardar pelo que sabíamos ser inevitável: a defesa do Bruno.


Talvez aí resida a grande diferença entre rubro-negros e alvinegros: nossa resignação é a dos grandes guerreiros. Já a resignação alvinegra é algo próximo da dor de corno. E é por isso que o destino alvinegro é sempre apanhar. Porque uma vitória alvinegra significaria uma cidade morta, vazia, uma noite de domingo de pouquíssimo movimento, e sabe-se lá que produto seria mais vendido numa noite em que o Botafogo é campeão. Já disse o filósofo que torcer para o Botafogo não é bem um “torcer”, e sim uma “mania” ou até um “hobby”, de qualquer maneira tão exótico quanto colecionar cascas de cigarra ou contas d'água do mundo inteiro. Nem venham com essa lengalenga de “minoria inteligente”. Pelo contrário: é preciso ser um verdadeiro quadrúpede para acreditar que há condições de atropelar o Mengão FODA.


Bom, mas vendo por este lado, pela quantidade de gente que (não) foi ao lado alvinegro do Maracanã, a torcida do Bostafogo até que está mais inteligente hoje em dia.



Até o Brasileirão. E chega de comemorar chute em cachorrada morta.

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Postado por gustones | Comentários (13)

Deus salve o heterossexualismo rubro-negro

Terça-feira, 28 Abril 09, 01:50 PM

 

Senhores, pra variar venho de longa ausência e provocado mais pela necessidade da JIHAD discorrer sobre determinados assuntos do que por algum motivo futebolístico – para quem não é Flamengo, possivelmente as finais do Estadual seriam tema para textos e mais textos da JIHAD. No entanto, urge deixar claro que comemorarei espartanamente – talvez um cinema com minha senhora – o pentatricampeonato rubro-negro, uma vez que vejo tratar-se de MERA OBRIGAÇÃO a vitória contra este lacrimejante e deprimente time do Botafogo.

Já disse a interlocutores que, se Estadual realmente valesse alguma coisa, teríamos cagado e andado para a terrível tragédia rubro-negra que se abateu na Libertadores do ano passado – a derrota para o América do México aconteceu três dias depois de um título destes contra o Botafogo. Que um time já experiente em segunda divisão como o Botafogo ache grandes merdas conquistar o Estadual (principalmente contra o Flamengo) é mais do que natural.

Agora, não podemos sequer comparar a importância até financeira de estar na Libertadores com o marasmo dos Cabofrienses e Tigres da vida. Querer comparar uma Libertadores com estes torneios é como dar importância a um ranking de Sovaco mais Musical da rua.

Não que eu vá torcer contra ou torcer menos – nada disto. A importância de ficar com 31 títulos, acima do clube da Lê Boy, é capital. Mas finda esta missão, reitero, é papel de cada rubro-negro recolher-se a uma espartana comemoração, moderada como convém o feito do próximo domingo. Ganhar do Botafogo deveria até nos causar certo constrangimento – igual ao que sente um pai depois de sentar a porrada no filho de oito anos após tê-lo pego fazendo meinha com um amiguinho.

Mas depois desta longa elocubração, quero abordar o assunto principal do texto da JIHAD: a pagada geral do lateral Juan ao babaquara Maicossuel. Devo dizer, senhores, que imediatamente após o lance, companheiros rubro-negros de boa cepa condenaram a atitude antidesportiva do lateral. No entanto, tive de me limitar a fazer silencio. Ainda não tinha uma leitura suficiente do episódio para analisar.

No entanto, ao presenciar o início de um gigantesco chororó no Canil (escrevo canil com C maiúsculo por respeito ao clube), seguido da clássica e habitual condenação de colunistas éticos e bem-comportados, fiquei realmente abismado. Sem contar a quantidade de gente chamando o irregular lateralzinho rubro-negro de “canalha”. Seguem-se também os cansativos discursos de “Juan não gosta do futebol-arte” como se ele próprio jamais tivesse dado dribles do mesmo jeito que Maicossuel.

Faltou na imprensa globulizada mencionar, por exemplo, o biltre Leonardo Gaciba, que em 2002 puniu o jogador Jabá, então no Coritiba, com o cartão amarelo por este ter feito firulas diante do adversário. Este, sim, é o fator contra o tal futebol-arte que preconizam estes defensores da moralidade.

Deste os tempos imemoriais que zagueiro fala no ouvido de atacante. Cabe ao atacante AMARELAR ou não. O ato de dar um esporro ou ameaçar cobrir de porrada jamais deve ser encarado como uma “maldade com o pobrezinho do atacante” e sim como parte integrante de um esporte heterossexual masculino. Havia atacantes que optavam por NÃO AMARELAR, como é o caso do João Danado Nunes, o Artilheiro das Decisões. Foi Nunes que, em 1981, ao ver o ladrilheiro Roberto Passos sendo fustigado por jogadores do Vasco, chamou todos para a porrada tendo este convite sido recusado com tremores nos joelhos dos bacalhaus. Foi Nunes que em 1980 em pleno Mineirão saiu dando porrada em jogadores do Galo das Alterosas quando o hediondo Éder tirou nosso Rondinelli de campo na base de chutes nas mandíbulas.

Por que será que Nunes nunca reclamou com a imprensa de “estarem tolhindo seu futebol-arte” com ameaças? E mais: as porradas dadas por jogadores como Juninho e Alessandro – ambos absolvidos pelo STJD – talvez preocupassem o João Danado. Mas certamente este não iria amarelar. Faria a opção de partir para dentro.

Aos que insistem em ver arte no futebol de Maicossuel, peço que revejam o que aconteceu DEPOIS da ameaça feita por Juan. Ele se recolheu. Fez a outra opção. Não devemos condená-lo por isto, apenas aceitar que ele tem o direito de amarelar.

Agora, imaginem se nas décadas de 70 ou 80 a imprensa esportiva desse pitis de mãozinha na cintura a cada vez que o parrudo Moisés dissesse a um atacante que iria cobri-lo de porrada fora do estádio se ele viesse de gracinha. E o que dizer de Junior Baiano preventivamente sentando a mão nos cornos do ignóbil Edmundo naquele Flamengo x Vasco de 1992 que ganhamos NA BOLA E NA PORRADA?

Por tudo isto, senhores, é que estranho o escandalozinho, os pruridos bichescos de grande parte da mídia tupiniquim diante de uma cena que a meu ver é tão parte do futebol quanto a bola ou as traves: a intimidação do atacante adversário – ou sua tentativa, pelo menos. A continuar esta onda de frescura a se abater sobre o país e em breve teremos zagueirinhos-kaká atuando na zaga da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, e não um sujeito capaz de dar uma cabeçada no nariz do colega de time para ver se ele toma jeito de homem.

Até o Brasileirão.

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Postado por gustones | Comentários (10)

3 de Março

Terça-feira, 03 Março 09, 10:40 AM

 

Um Feliz Natal (hoje) e um Ano Novo (que começou ontem) de muito sucesso a todos os leitores da JIHAD RUBRO-NEGRA e à Nação Flamenga em geral.

 

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Postado por gustones | Comentários (4)