Segunda-feira, 30 Novembro 09, 05:25 AM
Abro espaço aqui no JIHAD para a colaboração certeira de Carlos Henrique Barrim, um rubro-negro de fé, legítimo, mas que por razões familiares tem um pouco co Colorado no sangue. Segue o post:
Pela primeira vez escrevo para este BLOG, em colaboração ao grande amigo rubro-negro racional, Gustavo de Almeida. Escrevo essas palavras profundamente emocionado pela beleza que se revelou este final de campeonato brasileiro. Eu sou rubro-negro, carioca, nascido e criado em Jacarepaguá. Porém tenho raízes muito profundas nas terras gaúchas, pois meu querido pai é de lá, além de ter passado parte de minha infância naquele estado. Minha família, por parte de Pai, é Colorada. O Sport Club Internacional, para mim, é a instituição mais próxima do que representa o Flamengo, para a nação. É um time que honra as boas tradições gauchas, como a hombridade, o respeito, a lealdade e outros que tais fora de moda. Meu Pai, como Colorado, ensinou-me que na vida, como no futebol, devemos ser ao mesmo tempo leais e implacáveis com nossos adversários. Assim como nesta Copa do Brasil, onde o Flamengo tentou a sorte de tentar decidir a sua vaga no Estádio Gigante da Beira-Rio.
Deu no que deu.
Porém, meu Pai, ligou-me imediatamente após o fim do jogo (ele estava no estádio) e disse-me que orgulhava-se de ter vencido o Flamengo, pois foi uma vitória valorizada e honrada e que
“aprendêssemos a lição e levássemos o Campeonato Brasileiro a serio”. Foi o que aconteceu. Foi depois daquela derrota fatídica que nós empreendemos a virada que nos trouxe até aqui.
Fico feliz por termos afastado o perigo bâmbi. Seria mais uma safra de crianças perdidas. Temos decidindo o campeonato dois times de missão civilizatória para a nação brasileira. Que diga o
Fluminense Football Club, que dirigido por Cuca, vindo de um estágio rubro-negro, como técnico fez o time estranho das Laranjeiras jogar como homens. Talvez se continuarem nesta linha por
algumas décadas conseguem tirar de si o ranço frouxo, misógino e “liberal”. O Internacional nunca ostentou em seu elenco animais como Ronaldinho Gaucho, tendo-lhe, inclusive, aplicado uma peia
na decisão do interclubes. Nunca desceu para a segunda divisão. Nunca cedeu a modismos portenhos no seu ato de torcer. Enfim, algo bem diferente do Grêmio (Gaymio) FBPA.
Enfim, estou de alma lavada. O espectro do Caneco deste ano já está na Gávea. A nós, basta materializa-lo. Suplico ao Gaymio FBPA que honre um pouco de suas tradições gauchas e traga o time
titular e jogue como homens, porque no nosso lado, não faltará nada.
Saudações Rubro-Negras.
CARLOS HENRIQUE BARRIM
Sábado, 28 Novembro 09, 04:01 PM
Caros amigos, companheiros de JIHAD:
Estamos a duas rodadas do fim de um campeonato brasileiro de sonho, ou, pelo menos, aquele em que mais sonhamos, talvez desde 1992. Nem mesmo nos campeonatos de mata-mata pós-1992 estivemos tão perto do título quanto naqueles 90 minutos contra o repugnante Goiás em que a bola se recusou a entrar. Não. Ali, uma vitória e a fatura estaria liquidada. Atropelaríamos os gambás em Campinas e esmagaríamos o Grêmio no Maraca diante de umas 90 mil almas rubro-negras no estádio e outras 34.910.000 mundo afora.
A bola não entrou, o Corinthians voltou a ser ameaça, assim como o Grêmio. Adriano queimou o pé, e de repente vimos que a coisa não ia ser fácil. Até porque o poderio financeiro Bambi está comprando o time do Goiás, levantando suspeitas antecipadas sobre o Match deste domingo. É, não vai ser fácil.
Grande descoberta.
Afinal, chegar ao segundo lugar como estamos já havia sido um perrengue desgraçado, que demandou vitórias épicas como a sobre o Palmeiras e protocolares como a sobre o pavoroso Galo em seu reduto ordinário. Não entendi muito o por quê do apavoramento. Na verdade, vejo motivo mais para irritação.
Na semana do jogo contra o Goiás, foi difícil conter o oba-oba, mas a diretoria atual não teve competência nem pra conter o Petkovic: o gringo foi à Bahia gravar um documentário sobre sua vida, algo que deveria ter sido adiado para depois do dia 6 de dezembro. O Adriano que esteve em campo não era definitivamente o mesmo que havia destroçado o Náutico uma semana antes. Ou seja, houve festinha. E em hora errada.
Agora, nosso artilheiro aparece com o pé queimado. E inventando historinha.
Mas vejam bem, meus amigos: diretoria incompetente e sufoco para ganhar nunca foram novidades no Mengão. Como diz mestre Arthur Muhlemberg no Urublog, torcer pelo Mengão é um perrengue dos diabos. Ninguém jamais disse que era fácil, molezinha, tarefa para ser exercida no ar-condicionado durante jogo de Tetris. Nada disso: torcer pelo Flamengo é um troço de maluco, é para quem tem culhões de aço (ou ovários de platina).
Lembro dos perrengues que já passamos: em 1978, Rondinelli fez o gol aos 41 do segundo tempo depois que sofremos o pão que o diabo amassou diante do gol do mau-caráter Leão. No ano seguinte, cagamos sangue num 0 a 0 diante do Bostafogo para gritarmos Tricampeão. Em 1980, o João Danado Nunes precisou marcar o maior gol da história do Maracanã diante do hediondo Galo, aos 36 do segundo tempo, depois de 170 minutos de choro, ranger de dentes e mandíbulas destroçadas.
E o que dizer da conquista da Libertadores, com direito a porrada de carabineros da Ditadura Pinochet e ameaças de morte? E a conquista do Brasileiro em cima do Grêmio? E anos mais tarde, quando foi necessário ganhar do Vasco na bola e na porrada e ainda precisar do resultado do Bacalhau contra o São Paulo para sermos campeões com o vovô garoto em 1992?
E não pensem que eu esqueci 2001: até os 43 do segundo tempo nosso tricampeonato tinha ido para a casa do caralho, quando em um único lance o sérvio Dejan mandou o Vasco de primeira classe para o mesmo lugar.
Por tudo isso, caros amigos, é que solicito aos senhores o cumprimento dos respectivos juramentos: vamos todos para a frente da TV neste domingo e, quem conseguiu comprar ingresso, vai, sim, para o Maraca. Foda-se a bolha. Foda-se o pênalti. Para quem já passou por tudo isso e ainda torceu por Lê em 1999 na Copa Mercosul, ter que torcer pelo Bruno Mezenga é moleza. Mengão é perrengue mesmo, é ralação pura, e este sangue derramado a cada contenda é que faz de nós o que somos.
Não posso tolerar nhenhenhem por causa de bolha no pé do Imperador e nem mimimi com o 0 a 0 diante do Goiás. Horas antes do jogo, aliás, eu vaticinava diante de minha senhora que esbanjava otimismo: “Vai devagar. O Goiás levou grana e a única coisa que aqueles mortos de fome têm para fazer este ano é encher o saco do Flamengo. É um clube de sexta divisão e que desponta a cada dia para o anonimato. O jogador mais famoso deles andaria com calma do Leme ao Leblon sem parar para dar autógrafo. Os caras vão dar a vida – algo que nem vale muito, é verdade”. Saímos tristes, é verdade. Mas bastou um chope na Praça Vanhagen, ali no Bochicho, que logo todos faziam planos para o jogo contra o Grêmio.
Como dizem nas missas: este é o mistério da fé. Pra cima deles, porra!
Sexta-feira, 23 Outubro 09, 06:16 PM
Meus companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA
Sou obrigado a sair do meu descanso sabático a que me obriguei recentemente para mais uma vez manifestar o meu espanto diante da pequenez. Desnecessário dizer que estou me referindo àquela agremiação que se orgulha de ser de uma rua onde só tem uma padaria e três oficinas mecânicas (ruins): o Botafogo. As últimas demonstrações de inferioridade dadas pelo lamentável Alvinegro colocam em risco a integridade de milhares de pessoas, e ainda podem manchar a imagem do Rio de Janeiro diante da comunidade internacional.
É verdadeiramente inacreditável que essa gente queira dividir meio-a-meio com a torcida do Flamengo um estádio onde não cabem nem mesmo 50 mil pessoas. Reavalio o que eu disse: é inacreditável porque é realmente mentira: o que querem é garantir espaços vazios no lado alvinegro. Melhor um lance inteiro de arquibancadas vazio do que um lance inteiro de arquibancadas ocupado pela torcida do Flamengo. Falta ao time de General Severiano a humildade dos fortes. Tivesse um pingo de noção de realidade e o Botafogo aproveitaria a chance de ganhar um pouco mais de dinheiro. Acostumado como está a ganhar apenas dinheiro em porcentagens de hamburgueres e sushis vendidos em seu shopping, o Botafogo não segurou a onda diante da possibilidade de, às custas da Magnética, faturar uma grana violenta.
E o que fez o Botafogo desistir do dinheiro?
Ora, a sua própria fraqueza. Precisam de alguma “vantagem técnica”, passam a noite rezando para terem, que seja, uma colher-de-chá. São como pidões em cantina de colégio querendo “as vinte” do refrigerante alheio. Se antes o Botafogo era caracterizado como uma torcida que vive de ídolos do passado, hoje, com o Alzheimer destruindo o andar de cima e o hospício abrigando o andar de baixo, pode-se dizer que o famigerado alvinegro deve viver de migalhas.
Uma das migalhas, aliás, é poder, de vez em quando – de oito em oito anos – ganhar do Flamengo em momentos cruciais, o que deve servir para alertar os guerreiros rubro-negros.
Começo assim a acreditar em um Darwinismo tupiniquim para explicar a atual hegemonia rubro-negra no cenário regional. Não temos mais vizinhança, e o que um dia foi rivalidade hoje não passa de uma relação de gato e rato. Sendo que o rato está mais acuado do que nunca. Vejamos: somos o clube com o maior número de estaduais; JAMAIS caímos para a segunda divisão (todos os outros caíram), temos o maior número de brasileiros, somos o único clube campeão do mundo no Estado, e ainda somos os melhores na era dos pontos corridos.
Claro que tudo isso é continha boba e desnecessária da minha parte. A grandeza do Flamengo não se traduz em números, de forma alguma. FLAMENGO é um valor absoluto, que se basta. É uma medida única de grandeza, como hectolitros ou léguas. Mas a impressão que eu tenho é que os outros clubes, diante desses pontos no currículo, estão se apequenando.
Tal e qual soldados que avançam de uma trincheira em direção ao inimigo, estamos sendo “filtrados”, e os fracos vão tombando ou mesmo desistindo, com medo, pelo caminho. É Darwin isso: apenas os mais fortes sobreviverão. Ou seja, o Flamengo. Vamos, enfim, ao Engenhão domingo. É o jeito. Vamos tentar ignorar as recomendações esdrúxulas e absolutamente inconstitucionais do comandante do policiamento em estádios (inacreditável que em um governo democrático um sujeito diga que vá prender quem entrar num setor com a camisa do Flamengo).
Vamos sem o Manto, com paciência e coração aberto para torcer. Só os mais fortes compreendem isso tudo – e sobrevivem.
Domingo, 11 Outubro 09, 12:38 PM
Caros amigos, companheiros de JIHAD:
Terça-feira, 28 Abril 09, 01:50 PM
Senhores, pra variar venho de longa ausência e provocado mais pela necessidade da JIHAD discorrer sobre determinados assuntos do que por algum motivo futebolístico – para quem não é Flamengo, possivelmente as finais do Estadual seriam tema para textos e mais textos da JIHAD. No entanto, urge deixar claro que comemorarei espartanamente – talvez um cinema com minha senhora – o pentatricampeonato rubro-negro, uma vez que vejo tratar-se de MERA OBRIGAÇÃO a vitória contra este lacrimejante e deprimente time do Botafogo.
Já disse a interlocutores que, se Estadual realmente valesse alguma coisa, teríamos cagado e andado para a terrível tragédia rubro-negra que se abateu na Libertadores do ano passado – a derrota para o América do México aconteceu três dias depois de um título destes contra o Botafogo. Que um time já experiente em segunda divisão como o Botafogo ache grandes merdas conquistar o Estadual (principalmente contra o Flamengo) é mais do que natural.
Agora, não podemos sequer comparar a importância até financeira de estar na Libertadores com o marasmo dos Cabofrienses e Tigres da vida. Querer comparar uma Libertadores com estes torneios é como dar importância a um ranking de Sovaco mais Musical da rua.
Não que eu vá torcer contra ou torcer menos – nada disto. A importância de ficar com 31 títulos, acima do clube da Lê Boy, é capital. Mas finda esta missão, reitero, é papel de cada rubro-negro recolher-se a uma espartana comemoração, moderada como convém o feito do próximo domingo. Ganhar do Botafogo deveria até nos causar certo constrangimento – igual ao que sente um pai depois de sentar a porrada no filho de oito anos após tê-lo pego fazendo meinha com um amiguinho.
Mas depois desta longa elocubração, quero abordar o assunto principal do texto da JIHAD: a pagada geral do lateral Juan ao babaquara Maicossuel. Devo dizer, senhores, que imediatamente após o lance, companheiros rubro-negros de boa cepa condenaram a atitude antidesportiva do lateral. No entanto, tive de me limitar a fazer silencio. Ainda não tinha uma leitura suficiente do episódio para analisar.
No entanto, ao presenciar o início de um gigantesco chororó no Canil (escrevo canil com C maiúsculo por respeito ao clube), seguido da clássica e habitual condenação de colunistas éticos e bem-comportados, fiquei realmente abismado. Sem contar a quantidade de gente chamando o irregular lateralzinho rubro-negro de “canalha”. Seguem-se também os cansativos discursos de “Juan não gosta do futebol-arte” como se ele próprio jamais tivesse dado dribles do mesmo jeito que Maicossuel.
Faltou na imprensa globulizada mencionar, por exemplo, o biltre Leonardo Gaciba, que em 2002 puniu o jogador Jabá, então no Coritiba, com o cartão amarelo por este ter feito firulas diante do adversário. Este, sim, é o fator contra o tal futebol-arte que preconizam estes defensores da moralidade.
Deste os tempos imemoriais que zagueiro fala no ouvido de atacante. Cabe ao atacante AMARELAR ou não. O ato de dar um esporro ou ameaçar cobrir de porrada jamais deve ser encarado como uma “maldade com o pobrezinho do atacante” e sim como parte integrante de um esporte heterossexual masculino. Havia atacantes que optavam por NÃO AMARELAR, como é o caso do João Danado Nunes, o Artilheiro das Decisões. Foi Nunes que, em 1981, ao ver o ladrilheiro Roberto Passos sendo fustigado por jogadores do Vasco, chamou todos para a porrada tendo este convite sido recusado com tremores nos joelhos dos bacalhaus. Foi Nunes que em 1980 em pleno Mineirão saiu dando porrada em jogadores do Galo das Alterosas quando o hediondo Éder tirou nosso Rondinelli de campo na base de chutes nas mandíbulas.
Por que será que Nunes nunca reclamou com a imprensa de “estarem tolhindo seu futebol-arte” com ameaças? E mais: as porradas dadas por jogadores como Juninho e Alessandro – ambos absolvidos pelo STJD – talvez preocupassem o João Danado. Mas certamente este não iria amarelar. Faria a opção de partir para dentro.
Aos que insistem em ver arte no futebol de Maicossuel, peço que revejam o que aconteceu DEPOIS da ameaça feita por Juan. Ele se recolheu. Fez a outra opção. Não devemos condená-lo por isto, apenas aceitar que ele tem o direito de amarelar.
Agora, imaginem se nas décadas de 70 ou 80 a imprensa esportiva desse pitis de mãozinha na cintura a cada vez que o parrudo Moisés dissesse a um atacante que iria cobri-lo de porrada fora do estádio se ele viesse de gracinha. E o que dizer de Junior Baiano preventivamente sentando a mão nos cornos do ignóbil Edmundo naquele Flamengo x Vasco de 1992 que ganhamos NA BOLA E NA PORRADA?
Por tudo isto, senhores, é que estranho o escandalozinho, os pruridos bichescos de grande parte da mídia tupiniquim diante de uma cena que a meu ver é tão parte do futebol quanto a bola ou as traves: a intimidação do atacante adversário – ou sua tentativa, pelo menos. A continuar esta onda de frescura a se abater sobre o país e em breve teremos zagueirinhos-kaká atuando na zaga da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, e não um sujeito capaz de dar uma cabeçada no nariz do colega de time para ver se ele toma jeito de homem.
Até o Brasileirão.
Sexta-feira, 30 Janeiro 09, 07:19 AM
Amigos, companheiros de guerra santa rubro-negra: volto aos comentários no JIHAD mas sem prometer muita assiduidade, haja vista que acompanho o atual certame ainda um pouco distante, sem ter comparecido aos estádios por causa de compromissos profissionais. Mas espero mudar tal conduta. E escrever melhor – sou partidário da tese de que se pode torcer pelo Mengão sem jamais ter pisado em um estádio de futebol, mas escrever sobre Flamengo sem sentir a vibe de sua torcida, bom, é diferente. Missão difícil, possível, mas completamente sem coerência e honestidade.
É claro que, vendo pelas imagens da TV e dos vídeos da Internet, me parece que a Magnética (royalties para Jorge Ben) está como sempre esteve: feliz, radiante, apaixonada, exultante e dando mais beleza ao mundo do que um campo repleto de girassóis. Ainda que parte da imprensa cruzmaltina (só os cruzmaltinos pensam que ela não existe) tente criar falsas polêmicas na Gávea – como a saída de Marcelinho Paraíba, a chegada de Diguinho e os chiliques do Imperador Adriano – o fato é que o Mengão começou o ano, curiosamente, de bem com a vida.
Futebol? É verdade, ainda não apareceu por lá. Certamente é culpa dos salários atrasados. Não culparia jogador nenhum por isto – ninguém curte o trabalho gratuito, a não ser que você seja selecionador de atrizes pornô do gênero teen ou provador oficial de vinhos e pizzas do melhor restaurante da região.
Por tudo isso vejo a Magnética muito bem, muito tranqüila e em paz. Ainda mais depois de adquirir a nova marca, que é a de ÚNICO TIME DO RIO A JAMAIS TER JOGADO EM DIVISÕES INFERIORES. Se for feito um exame minucioso no couro cabeludo dos outros torcedores cariocas, abrindo espaço entre os cabelos o cidadão de bem (rubro-negro) poderá constatar, com horror, perto da tatuagem com o número 666, a inscrição “Série B”.
Em nós não tem essa marca.
Mas, finalizando este gigantesco preâmbulo (maior até do que o texto em si), a única coisa que tem me chamado a atenção não é no Mengão, e sim no restante da mídia e torcedores, dando pitis monumentais por causa de erros de arbitragem a favor do rubro-negro. E mais: no caso do jogo desta quinta-feira contra o Bangu, erros que aconteceram PARA OS DOIS LADOS. Mas não! O frágil torcedor arco-íris logo gira o corpo apoiado nos calcanhares e sai em passos largos e nos dando as costas, quando falamos no Estadual.
Ora, que espécie de potência é o Friburguense para garantir 100% que venceria o jogo caso o gol não tivesse sido anulado? E o que há de mais se o nosso Maxi Bianchucchi na verdade estava executando sua jogada mais freqüente (a “fura-e-cai”) quando dentro da área do Bangu? Ora, minutos antes o mesmo soprador de apito não viu um pênalti clamoroso em Ibson, por que os arco-íris não citam isto?
Preferem agir como profetas do Apocalipse e, de forma meio patética, cantarem aos quatro ventos que “sempre falaram” nos favorecimentos ao Rubro-Negro Maior. Ora, é curioso que cá no Rio tenhamos um time que jogou na terceira, subiu para a segunda mas passou para a primeira sem conquistar nada na segunda divisão. Que tenha um time que foi campeão brasileiro em 1995 com um dos mais clamorosos erros de arbitragem da história. Que tenha um time, bom, enfim, um clube que é conhecido pelas influências e manipulações fora de campo através de um gordíssimo ex-dirigente.
Viraram todos vestais da moralidade!
Ou será que na verdade a Torcida Arco-Íris estará nos brindando com uma grande inovação, ou seja, o CHORO ANTECIPADO DE PERDEDOR?
Pobres Friburguense e Bangu: a história destes dois clubes não merecia “novos-torcedores” tão medíocres.
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Aproveito para registrar, com orgulho, a minha humilde participação no Imortal URUBLOG, o Blog mais Fodástico do Flamenguismo Universal: http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2009/01/28/salaam-aleikum-mengao/ .
Terça-feira, 09 Dezembro 08, 05:25 AM
Passada a ressaca do vexame dado pelo bando de Caio Júnior, voltamos a raciocinar com clareza e com um olhar no futuro. A opção por um coordenador de nome e peso como Parreira não é de todo ruim, desde que venha um técnico, claro. Agora é juntar os cacos e preparar o terreno para o ano que vem. Temos um grande perigo: a Copa do Brasil. Avançando nesta competição "atalho" para a Libertadores, corremos o seríssimo risco de mandar para o caralho o Brasileiro-2009 - competição esta já sob risco depois da bravata de nosso presidente, dizendo que "o Flamengo não perderia para o Atlético Mineiro se tivesse um time formado na base".
Me arrisco a dizer que o Flamengo perderia de oito ou nove se estivesse apenas com os jogadores formados em casa de que dispõe hoje.
Mas o assunto que me traz ao JIHAD hoje é outro. Nas ruas e nos comentários de blogs venho notando que muitos estão confusos quanto aos conceitos. Principalmente os não-rubro-negros. E, como sempre, mestre Arthur Mulamba vem aqui no JIHAD ser didático e dar esclarecimentos para este curioso grupo étnico. Vejamos o comentário deixado aqui:
Como sempre, fodão o texto. O do teu pai também, show de bola.E foda-se 1000 vezes a arcoíris, será que esses filhas da puta não tem um blog pra falar merda, têm que vir defecar nos blog do Mengão?
Faço aqui o mea-culpa de não ter ido sequer uma vez ao Urublog nas cinco rodadas finais, mais por falta de tempo do que por desleixo. É infração de lesa-pátria, não passível de prisão, mas pelo menos de multa, já que o Urublog é leitura obrigatória de quem ostenta no lado esquerdo do peito o escudo do Monumental.
Mas me chamou a atenção como mestre Mulamba, com palavras sutis e educadas, define o comportamento do grupo étnico gabiru "Não-Flamengo": "têm que vir defecar nos blogs do Mengão"?
De fato, é curioso isto: mesmo com a queda do Vasco (sobre a qual voltaremos a falar), não joguei no google "blog do Vasco" para ficar tripudiando nos comments nem uma vez sequer. Nem pensei em tal hipótese. A bem da verdade, não sacaneei ou tripudiei de NENHUM vascaíno. Pelo menos até agora.
Desnecessário dizer que, fosse o Flamengo a cair para a segunda divisão, a cidade estaria repleta de casais tricolores e alvinegros (do mesmo sexo) ou outdoors pagos por armazéns e padarias, festejando a queda.
E aí o comentário do Mulamba me esclareceu, de certa forma, o comportamento deste estranho grupo étnico: eles na verdade se comportam como a Colônia diante da Metrópole. O oprimido diante do opressor. O indivíduo sem raízes diante do Leviatã.
É difícil explicar a esta etnia que a grandeza absoluta do FLAMENGO pouco ou nada tem a ver com seus títulos conquistados. Talvez fosse um preço muito alto a ser pago, mas às vezes eu gostaria que um déspota aparecesse e, com um ato institucional único, tornasse nulas absolutamente todas as conquistas rubro-negras. Neste momento, aí sim, a etnia entendesse em um segundo o que é o FLAMENGO, quando cada rubro-negro dissesse, a baba bovina (royalties para Nelson Rodrigues) escorrendo do canto da boca: "E daí? Ainda somos os maiores".
As incursões do Grupo Arco-Íris (falo da etnia dos não-Flamengo, não do grupo de ativistas políticas, embora haja muitos integrantes que frequentam os dois grupos) pelos blogs rubro-negros em busca de polêmica são, portanto, tentativas inúteis, uma espécie de senso de oportunidade bisonho, no qual o pequeno vê no rápido momento de hesitação do grande uma chance de vencer. Em outras palavras, confundem a indignação da Nação Rubro-Negra diante das pixotadas do Jaílton e do Caio Júnior com um suposto "auto-reconhecimento" de que "não somos mais nada" ou "não somos mais os maiores".
Esta etnia não entende que, quando reclamamos do Jailton e do Caio Júnior, estamos apenas agindo como anticorpos diante do corpo estranho: Jailton e Caio Junior (entre outros) nada têm a ver com o Flamengo, e, portanto, alguém tem que levar um baita esporro por isto: aí sobra, sim, para os dirigentes.
Mas querer achar que estes momentos são indicadores de um "enfraquecimento" da Nação Rubro-Negra é de um primarismo tolo, ridículo. É praticamente o mesmo que pensar que os Estados Unidos deixaram de ser imperialistas porque o Partido Republicano perdeu as eleições. Ora, é exatamente em sua atípica democracia que os americanos mais se fortalecem! E é exatamente no imperialismo que eles são mais americanos!
É exatamente no Imperialismo que nós somos mais rubro-negros: se jogarmos em Roraima na Copa do Brasil contra algum time com nome indígena tipo Ji-Paraná, a torcida Arco-Íris vai se deleitar com frases como "É, pensaram que iam jogar contra o Jorge Wilsterman da Bolívia, estão lá jogando em Roraima". Como se houvesse diferença.
Na verdade, estaremos lotando um estádio em Roraima e dando a mais e mais crianças roraimenses a oportunidade de terem uma fé na vida. São mais e mais rubro-negros surgindo.
Mas isto é apenas um exemplo, que nem de longe consegue explicar o Todo. Fato é que a própria etnia Arco-Íris, que se apega a estatísticas e numeralhas tal e qual pesquisador analfabeto do IBGE, só consegue achar graça em seus critérios de avaliação depois que o FLAMENGO começa a participar da coisa. Exemplo: a torcida do São Paulo comemorou muito mais, se envolveu muito mais, nos títulos de 2007e 2008 porque indiscutivelmente havia o Flamengo a ser ultrapassado. E ultrapassaram.
Sim, se tornaram o clube no país que tem "o melhor CT, a melhor estrutura, as melhores banheiras de água quente". Ora, mas estamos falando do quê? De um congresso de corretores imobiliários?
Mas que a torcida são-paulina tenha estas sensações de grandeza ainda vá lá. Mas me espanta, por exemplo, a forma como gremistas ou atleticanos (sejam paranaenses ou mineiros) volta e meia se dão ao direito de quererem RIVALIZAR com o FLAMENGO no quesito GRANDEZA. Me sobressalta o fato de, em tese, ser necessário o FLAMENGO mostrar a GRANDEZA. Mas não acho que valha o esforço.
Para estes, creio, não vale nem a pena abrir a braguilha.
Segunda-feira, 01 Dezembro 08, 09:00 AM
Sábado, 29 Novembro 08, 08:05 AM
Caros companheiros de guerra santa (Jihad) rubro-negra, creio que mais uma vez devo-lhes um pedido de desculpas pela minha ausência nestes dias que se seguiram ao destino tortuoso já previsto aqui neste blog há algumas semanas. Mas acima de tudo, há uma forte justificativa: sendo um escritor independente e que não tem fonte de renda a não ser aquela proveniente de sua labuta diária, não poderia eu arcar com processos judiciais movidos pelo sr. Carlos Eugenio Simon. E se eu fosse escrever algo na JIHAD sobre o jogo entre Flamengo e Cruzeiro, inevitavelmente teria de tecer comentários relativos ao sr. Simon. Teria provavelmente lhe atribuído atos ligados à pederastia ou mesmo insinuado que dentre seus antepassados há mulheres que viviam do lenocínio.
Sem contar a minha opinião sincera, a de que não houve apenas um erro. Não. O sr. Simon já demonstrou inúmeras vezes sua fraqueza de caráter e seu cinismo. Aquilo não foi um simples erro, e sim algo feito com plena consciência.
Chega a ser ridículo, deplorável até, que o sr. Simon apelasse para um VT onde a câmera está “em um ângulo diferente e inusitado” (provavelmente enfiada no cu do cameraman) e que mostra que “Tardelli já estava caindo”. Sinceramente, é o mesmo que o sr. Simon dizer que tem visão onisciente e que percebeu com seus próprios olhos aquilo que uma câmera retal supostamente captou. Ora, mesmo o mais imbecil integrante da torcida arco-íris precisa ter bom senso e pensar (é só jogar fora o chiclete): se é preciso uma câmera de um ângulo não alcançável pela visão humana, é sinal de que o árbitro optou mesmo por não dar um pênalti visível e depois se refugiou nestes “ângulos inusitados” (expressão que provavelmente vem carimbada nos vídeos alugados pelo sr. Simon nas horas de lazer, vídeos onde a palavra “boys” também aparece).
Encerrado este assunto cansativo e ao meu ver botafoguense, vamos logo à realidade dos fatos: possivelmente o Ibson perderia o pênalti. Jogou muito contra o Palmeiras? Jogou, meus parabéns. Mas lembremos: ele perdeu DOIS PÊNALTIS contra a Portuguesa no primeiro turno que, se convertido um deles, tornaria esta derrota muito menos desastrosa. É neste ponto que quero chegar: o Flamengo não perdeu o campeonato por causa do sr. Simon (embora esta fosse a missão dele desde o início), e sim por obra e graça de seus jogadores, técnico e dirigentes. Um campeonato facílimo, tanto que até a antepenúltima rodada havia cinco times com chance de título.
Quando nosso trainee de técnico diz que “os reforços não compensaram” as saídas de Renato “JogaUmaPáraDuas” Augusto, Souza “PerdeGol” e Marcinho “Maria da Penha”, me dá vontade de gargalhar. Um time que perde um campeonato por causa da saída destas três figuras nem deveria entrar em um campeonato. Caio Júnior anunciar que está indo embora é talvez a única notícia boa deste fim de ano – resta saber se o destino nos trará um Marcos Paquetá ou um Espinosa, exemplos de enroladores, ou se virá mesmo um técnico decente.
Da minha parte, temo seriamente por esta vaga na Libertadores. E fico sensibilizado com a postura de nossos irmãos de sangue rubro-negro que não vêem problemas na derrota e preferem acreditar que os jogos contra Goiás e Atlético Paranaense (lá onde jamais ganhamos) já fazem parte da Libertadores. São otimistas incuráveis. O que é, por sinal, característica do rubro-negro clássico.
Mas à luz da razão, não há motivo para acreditar na vaga. Nesta rodada, podemos muito bem perder ponto para o Goiás no Maracanã – jogamos sem Leonardo Moura e sem ânimo – e não vejo como Palmeiras e Cruzeiro deixarem de vencer um Vitória sem pretensões e um Internacional que só pensa na Sul-Americana.
Na última rodada, encaramos o Atlético Paranaense na Arena, onde jamais ganhamos, enquanto o Palmeiras recebe o risível Botafogo em casa (que certamente vai entregar o jogo a mando de seus dirigentes, para não darem ‘alegria à torcida do Flamengo’) e o Cruzeiro recebe a já rebaixada Portuguesa no Mineirão, em jogo no qual é impossível sequer empatar.
Jogaremos, portanto, a Copa do Brasil, o que não é de todo mau, já que um tricampeonato nesta competição cairia muito bem em 2009. O problema é o discurso ufanista do nosso presidente, que voltou a dizer que “quer um time formado na base”, algo que há pelo menos 20 anos já deixou de ser realidade no Flamengo. Nossas divisões de base formam atacantes que não sabem chutar (Jean), goleiro de braço curto (Diego), zagueiros que não sabem se posicionar (Anderson Luís) e lateral que não sabe cruzar (Luisinho). É dura a vida. O nosso presidente, com este discurso xenófobo, possivelmente está querendo dizer que vai faltar comida na mesa e que vamos ter de comer improvisando restos da geladeira.
Nossa base consegue formar um ou outro jogador bom, mas não para o esqueleto, para a espinha dorsal de um time. É suicídio. Para piorar, Márcio Braga ainda faz pouco dos jogadores vindos de fora, ao dizer que “o time não perderia de 3 a 0 para o Atlético Mineiro no Maracanã se fosse todo formado na base”. Ora, presidente: o time perdeu de 3 a 0 por obra e graça do seu técnico-estagiário, que tirou Kléberson (não formado em casa) e colocou Erik Flores (FORMADO EM CASA), desmontando o meio-campo por completo.
Queira Zico (Deus) que eu esteja errado e que o Flamengo ganhe as duas restantes, conquiste a vaga para a Libertadores e obtenha investimentos para reforçar o time. Senão, jogaremos fora essa evolução dos últimos anos, quando desde o ano passado deixamos de brigar por rebaixamento e passamos a brigar na parte de cima da tabela. Pense nisto, presidente. Esta mudança não foi feita pela base, e sim pela mescla.
Que 2009 nos seja leve.Domingo, 09 Novembro 08, 07:06 PM
Os leitores aqui do JIHAD já se acostumaram com a velha mania presente neste blog de associar preferências clubísticas a estilos de vida. A generalização é sempre burra, por isso que faço questão de ressaltar que os estereótipos correspondentes a cada clube não correspondem, evidentemente, à totalidade de seus torcedores. Muito longe disso. Mas estamos falando daquilo que melhor representa cada estilo de vida.
Ninguém há de negar que um gordo estilo Pavarotti com um babador sujo de molho de tomate é um biotipo que melhor personifica a Itália, assim como um pianista que puxa o piano em vez de ajeitar o banco para se sentar é o que melhor encarna nossos irmãos lusitanos.
Como definimos aquele que é Flamengo? Em primeiro lugar, tenho preferência por chamar meus irmãos de JIHAD de "flamengos" ou "rubro-negros". Nunca "flamenguistas", que considero meio pejorativo; o ato de ser Flamengo demanda apenas em qualidades, o que não combina com o tom pejorativo do sufixo "istas".
É inegável que aquele que é Flamengo é facilmente identificável, com raras exceções que sempre confirmam a regra. O Flamengo é um sujeito heterossexual em plena atividade reprodutora, feliz, de bem com a vida, repleto de talentos e que esbanja caráter. De outra forma não poderia ser.
O vascaíno se notabiliza por ser o sujeito que há uns 10 anos atribui os fracassos inacreditáveis do time de São Januário às ações nefandas de um eixo formado por TV Globo-Flamengo-Renato Prado ou coisa assim. A gente já sabe: o Vasco tomou no cu, a culpa é sempre da Globo. O vascaíno é o ufólogo do futebol, sempre a acreditar em conspirações e em alguma Área 51 do futebol, onde só entra quem gosta da Globo.
Evidentemente que o vascaíno abstrai a cena ocorrida em determinada reunião do Clube dos 13 em 2006. na qual o então presidente Eurico Miranda foi contra o contrato com a TV Record, defendendo a Globo com unhas e dentes.
Já o Fluminense é um perfil que já foi muito bem definido por mestre Olavo Pascucci em seu blog: cavanhaque, mora sozinho, tem muitos “sobrinhos”, pratica spinning e ouve Cole Porter.
O tempo, no entanto, passou demais e nós perdemos a noção de quem seria, afinal, o torcedor-típico do Botafogo. E pasmem, senhores: ficaremos sem saber. Porque há evidentemente uma grande diferença entre a torcida do Botafogo e o que se pratica dentro daquele clube que resolveu colocar uma berinjela dentro da sunga para fingir que tem pau grande (ou seja, alugar um estádio municipal para fingir que tem o seu próprio).
Hoje, o Botafogo seria bem representado pelo Babaca essencial. Os chiliques que antes se resumiam às patacoadas de seus dirigentes, refletidos dentro de campo pela inacreditável atitude do zagueiro André Luiz, mostram que o Botafogo hoje está mais perto do Babaca essencial, do perdedor nato que ameaça “contar tudo pra tia” no intervalo do colégio, do que de um sujeito comedor, gente-boa e safo.
A torcida gostou do que fez André Luiz. Os dirigentes gostaram. Os colegas gostaram. incrível. E depois ainda se perguntam porque estão há dois anos sem ganhar nada e tomando na tarraqueta tal e qual a Zara Whites no fim de "Os Exercícios de Buttman".
Neste domingo, uma decisão acertadíssima da PM do Rio impediu que a torcida rubro-negra tivesse que colocar abaixo aquele estádio no Engenho de Dentro. Uma partida com torcidas grandes naquele estádio (onde jamais entra torcidas grandes) seria uma hecatombe, haja vista que há poucas saídas e quando há, é apertado e tumultuado.
E o que fez o Babaca Essencial, de pirracinha? Proibiu que as crianças-mascotes do “time visitante”, no caso, ironicamente o Flamengo, entrassem no gramado na abertura do jogo. Pirracinha típica de quem leva a bola embora ou desliga o videogame por estar perdendo.
É evidente que as crianças rubro-negras riram diante de uma babaquice dessas e deixaram para entrar no gramado no próximo jogo, contra o Palmeiras (no qual começaremos a decidir nossa vaga à Libertadores). E de que adiantou para o Babaca? Ganhou o jogo? Não. E ainda vimos o técnico Ney Franco dizer que “o juiz foi caseiro”. Ora, quem era o mandante?
Talvez Ney Franco tenha olhado para as arquibancadas e achado estranho: pela primeira vez, o “visitante” tem 90% de torcida no estádio dos “donos da casa”.
Qual será a pirracinha na qual a diretoria do Botafogo pensou? Apagar a luz e sair correndo? Atirar papel molhado no teto?
On O sangue rubro-negro e rubro