Domingo, 11 Outubro 09, 12:38 PM
Caros amigos, companheiros de JIHAD:
Terça-feira, 09 Dezembro 08, 05:25 AM
Passada a ressaca do vexame dado pelo bando de Caio Júnior, voltamos a raciocinar com clareza e com um olhar no futuro. A opção por um coordenador de nome e peso como Parreira não é de todo ruim, desde que venha um técnico, claro. Agora é juntar os cacos e preparar o terreno para o ano que vem. Temos um grande perigo: a Copa do Brasil. Avançando nesta competição "atalho" para a Libertadores, corremos o seríssimo risco de mandar para o caralho o Brasileiro-2009 - competição esta já sob risco depois da bravata de nosso presidente, dizendo que "o Flamengo não perderia para o Atlético Mineiro se tivesse um time formado na base".
Me arrisco a dizer que o Flamengo perderia de oito ou nove se estivesse apenas com os jogadores formados em casa de que dispõe hoje.
Mas o assunto que me traz ao JIHAD hoje é outro. Nas ruas e nos comentários de blogs venho notando que muitos estão confusos quanto aos conceitos. Principalmente os não-rubro-negros. E, como sempre, mestre Arthur Mulamba vem aqui no JIHAD ser didático e dar esclarecimentos para este curioso grupo étnico. Vejamos o comentário deixado aqui:
Como sempre, fodão o texto. O do teu pai também, show de bola.E foda-se 1000 vezes a arcoíris, será que esses filhas da puta não tem um blog pra falar merda, têm que vir defecar nos blog do Mengão?
Faço aqui o mea-culpa de não ter ido sequer uma vez ao Urublog nas cinco rodadas finais, mais por falta de tempo do que por desleixo. É infração de lesa-pátria, não passível de prisão, mas pelo menos de multa, já que o Urublog é leitura obrigatória de quem ostenta no lado esquerdo do peito o escudo do Monumental.
Mas me chamou a atenção como mestre Mulamba, com palavras sutis e educadas, define o comportamento do grupo étnico gabiru "Não-Flamengo": "têm que vir defecar nos blogs do Mengão"?
De fato, é curioso isto: mesmo com a queda do Vasco (sobre a qual voltaremos a falar), não joguei no google "blog do Vasco" para ficar tripudiando nos comments nem uma vez sequer. Nem pensei em tal hipótese. A bem da verdade, não sacaneei ou tripudiei de NENHUM vascaíno. Pelo menos até agora.
Desnecessário dizer que, fosse o Flamengo a cair para a segunda divisão, a cidade estaria repleta de casais tricolores e alvinegros (do mesmo sexo) ou outdoors pagos por armazéns e padarias, festejando a queda.
E aí o comentário do Mulamba me esclareceu, de certa forma, o comportamento deste estranho grupo étnico: eles na verdade se comportam como a Colônia diante da Metrópole. O oprimido diante do opressor. O indivíduo sem raízes diante do Leviatã.
É difícil explicar a esta etnia que a grandeza absoluta do FLAMENGO pouco ou nada tem a ver com seus títulos conquistados. Talvez fosse um preço muito alto a ser pago, mas às vezes eu gostaria que um déspota aparecesse e, com um ato institucional único, tornasse nulas absolutamente todas as conquistas rubro-negras. Neste momento, aí sim, a etnia entendesse em um segundo o que é o FLAMENGO, quando cada rubro-negro dissesse, a baba bovina (royalties para Nelson Rodrigues) escorrendo do canto da boca: "E daí? Ainda somos os maiores".
As incursões do Grupo Arco-Íris (falo da etnia dos não-Flamengo, não do grupo de ativistas políticas, embora haja muitos integrantes que frequentam os dois grupos) pelos blogs rubro-negros em busca de polêmica são, portanto, tentativas inúteis, uma espécie de senso de oportunidade bisonho, no qual o pequeno vê no rápido momento de hesitação do grande uma chance de vencer. Em outras palavras, confundem a indignação da Nação Rubro-Negra diante das pixotadas do Jaílton e do Caio Júnior com um suposto "auto-reconhecimento" de que "não somos mais nada" ou "não somos mais os maiores".
Esta etnia não entende que, quando reclamamos do Jailton e do Caio Júnior, estamos apenas agindo como anticorpos diante do corpo estranho: Jailton e Caio Junior (entre outros) nada têm a ver com o Flamengo, e, portanto, alguém tem que levar um baita esporro por isto: aí sobra, sim, para os dirigentes.
Mas querer achar que estes momentos são indicadores de um "enfraquecimento" da Nação Rubro-Negra é de um primarismo tolo, ridículo. É praticamente o mesmo que pensar que os Estados Unidos deixaram de ser imperialistas porque o Partido Republicano perdeu as eleições. Ora, é exatamente em sua atípica democracia que os americanos mais se fortalecem! E é exatamente no imperialismo que eles são mais americanos!
É exatamente no Imperialismo que nós somos mais rubro-negros: se jogarmos em Roraima na Copa do Brasil contra algum time com nome indígena tipo Ji-Paraná, a torcida Arco-Íris vai se deleitar com frases como "É, pensaram que iam jogar contra o Jorge Wilsterman da Bolívia, estão lá jogando em Roraima". Como se houvesse diferença.
Na verdade, estaremos lotando um estádio em Roraima e dando a mais e mais crianças roraimenses a oportunidade de terem uma fé na vida. São mais e mais rubro-negros surgindo.
Mas isto é apenas um exemplo, que nem de longe consegue explicar o Todo. Fato é que a própria etnia Arco-Íris, que se apega a estatísticas e numeralhas tal e qual pesquisador analfabeto do IBGE, só consegue achar graça em seus critérios de avaliação depois que o FLAMENGO começa a participar da coisa. Exemplo: a torcida do São Paulo comemorou muito mais, se envolveu muito mais, nos títulos de 2007e 2008 porque indiscutivelmente havia o Flamengo a ser ultrapassado. E ultrapassaram.
Sim, se tornaram o clube no país que tem "o melhor CT, a melhor estrutura, as melhores banheiras de água quente". Ora, mas estamos falando do quê? De um congresso de corretores imobiliários?
Mas que a torcida são-paulina tenha estas sensações de grandeza ainda vá lá. Mas me espanta, por exemplo, a forma como gremistas ou atleticanos (sejam paranaenses ou mineiros) volta e meia se dão ao direito de quererem RIVALIZAR com o FLAMENGO no quesito GRANDEZA. Me sobressalta o fato de, em tese, ser necessário o FLAMENGO mostrar a GRANDEZA. Mas não acho que valha o esforço.
Para estes, creio, não vale nem a pena abrir a braguilha.
Domingo, 07 Dezembro 08, 05:45 PM
Meus amigos da JIHAD RUBRO-NEGRA, finalmente chegamos ao fim de um ano que tem tudo para ser apagado da nossa memória. Dirão os carreiristas chapas-brancas alinhados com a mentalidade pequena dos que mandam no Flamengo que “fomos bicampeões estaduais”, é certo. Dirão isto mesmo sabendo que é lamentável falar em Estadual em um ano no qual apanhamos de 3 a 0 para América do México, Atlético Mineiro e Goiás (para mim foi equivalente a 3 a 0) em pleno Maracanã. Nada disso está a altura do Flamengo, que, como está cansado de saber quem lê a JIHAD, é a maior força que a Natureza pôde gerar.
Nosso trainee de técnico mais uma vez deu seu show de incompetência escalando no último e decisivo jogo um bando que jamais tinha atuado junto. Ainda apelou no meio do desastre (mais uma previsível SURRA do Atlético Paranaense na Arena da Baixada) para substituições inacreditáveis, colocando em campo Maxi e Fernandão.
Chego a ter pesadelos em imaginar um Flamengo “prata da casa” com este cidadão como técnico. É segunda divisão DO ESTADUAL na certa.
O Flamengo tinha elenco para ser campeão e sai do campeonato sem nada nas mãos. Nosso trainee de técnico, convencido da “eficiência” da dupla Jailton-Toró, talvez até hoje, em sua arrogância, não tenha percebido que o Flamengo levou ONZE GOLS EM TRÊS JOGOS no fim do campeonato. Marca de time pequeno, marca de time que deveria ser rebaixado. Em resumo: uma marca de TIME DE MERDA. E nosso treinador nem imagina o porquê dos 11 gols. Isto é que é o mais grave.
Fechamos o ano amargurados. O único título que conquistamos é o de “ÚNICO CLUBE DO RIO A JAMAIS TER CAÍDO PARA A SEGUNDA DIVISÃO”. Mesmo assim, os assaltos de arbitragem ocorridos neste campeonato em favor dos clubes de São Paulo me levam a ter dúvidas sobre a queda do Bacalhau para a segunda divisão.
No ano que vem, serão seis paulistas e três cariocas, apenas. Com quatro paulistas e quatro cariocas, já estava ruim – vide os roubos pró-clubes de São Paulo. O gol de Borges contra o Goiás, veio bem a calhar, aliás, representou muito bem o título do clube do Morumbi.
Ficarei aguardando a “câmera especial de outro ângulo” da ESPN mostrando o gol do Borges.
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Vida que segue
Agora, é levantar a cabeça, arrumar outro treinador (competente), tentar salvar 2009. Temos dois TRICAMPEONATOS para conquistar: o Estadual e o da Copa do Brasil. Mas é de capital importância investir no Campeonato Brasileiro. Está mais do que claro, depois de seis anos de pontos corridos, que é o Brasileiro que define quem é grande e quem não é, em termos de mercado financeiro. E ao que parece a forma com que se deve disputar tal certame também está bastante claro: todos os jogos são decisivos. É urgente construir um Flamengo novo, que respeite aquela que é a grande tradição rubro-negra, resumida na frase “DEIXOU CHEGAR, FUDEU”. Sempre foi assim.Menos com o Flamengo de 2008.
Sempre que o jogo era decisivo, este time amarelava. Tremia. Se cagava. A impressão nítida que se tem é que entravam em campo derrotados. Isto, de Flamengo, tem muito pouco.
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O time de merda
A frase "Time de Merda" foi tema de muitas discussões on-line, e existe uma postura dentro da torcida do Flamengo meio "ame-o ou deixe-o". Em outras palavras, não pode vaiar, não pode falar mal, não pode isso, não pode aquilo.
A exemplo do que acontece com os governos, creio que toda oposição deve gritar, principalmente quando se percebe que está dando errado, que a coisa vai naufragar. Silenciar em relação aos absurdos perpretados pelo Harry Potter (que ainda jogou a culpa na diretoria em sua última - espero - coletiva) é APROVAR o que ele faz.
Torcer contra, jamais. Mas quando o mais impossível acontece - que é a cachorrada vencer o Palmeiras fora de casa - e nós ficamos fora da Libertadores porque NÃO FIZEMOS A NOSSA PARTE, é impossível silenciar.
O Flamengo hoje teve uma atuação vergonhosa, foi um bando em campo, com mais de 30 passes errados. 5 a 3 foi muito barato. Um milagre temos feito três. Outro milagre não termos levado oito.
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Cabañas
Será que se o Eurico tivesse mesmo contratado o Cabañas o Vasco teria se salvado da queda?
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Pão na chapa
Caíram Vasco e Portuguesa, os dois times das colônias lusitanas. Convém evitar as padarias por estes dias.
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Consolo
Para o Vasco, vale o consolo: na Segundona você pode subir de volta até sendo vice.
Segunda-feira, 01 Dezembro 08, 09:00 AM
Sábado, 29 Novembro 08, 08:05 AM
Caros companheiros de guerra santa (Jihad) rubro-negra, creio que mais uma vez devo-lhes um pedido de desculpas pela minha ausência nestes dias que se seguiram ao destino tortuoso já previsto aqui neste blog há algumas semanas. Mas acima de tudo, há uma forte justificativa: sendo um escritor independente e que não tem fonte de renda a não ser aquela proveniente de sua labuta diária, não poderia eu arcar com processos judiciais movidos pelo sr. Carlos Eugenio Simon. E se eu fosse escrever algo na JIHAD sobre o jogo entre Flamengo e Cruzeiro, inevitavelmente teria de tecer comentários relativos ao sr. Simon. Teria provavelmente lhe atribuído atos ligados à pederastia ou mesmo insinuado que dentre seus antepassados há mulheres que viviam do lenocínio.
Sem contar a minha opinião sincera, a de que não houve apenas um erro. Não. O sr. Simon já demonstrou inúmeras vezes sua fraqueza de caráter e seu cinismo. Aquilo não foi um simples erro, e sim algo feito com plena consciência.
Chega a ser ridículo, deplorável até, que o sr. Simon apelasse para um VT onde a câmera está “em um ângulo diferente e inusitado” (provavelmente enfiada no cu do cameraman) e que mostra que “Tardelli já estava caindo”. Sinceramente, é o mesmo que o sr. Simon dizer que tem visão onisciente e que percebeu com seus próprios olhos aquilo que uma câmera retal supostamente captou. Ora, mesmo o mais imbecil integrante da torcida arco-íris precisa ter bom senso e pensar (é só jogar fora o chiclete): se é preciso uma câmera de um ângulo não alcançável pela visão humana, é sinal de que o árbitro optou mesmo por não dar um pênalti visível e depois se refugiou nestes “ângulos inusitados” (expressão que provavelmente vem carimbada nos vídeos alugados pelo sr. Simon nas horas de lazer, vídeos onde a palavra “boys” também aparece).
Encerrado este assunto cansativo e ao meu ver botafoguense, vamos logo à realidade dos fatos: possivelmente o Ibson perderia o pênalti. Jogou muito contra o Palmeiras? Jogou, meus parabéns. Mas lembremos: ele perdeu DOIS PÊNALTIS contra a Portuguesa no primeiro turno que, se convertido um deles, tornaria esta derrota muito menos desastrosa. É neste ponto que quero chegar: o Flamengo não perdeu o campeonato por causa do sr. Simon (embora esta fosse a missão dele desde o início), e sim por obra e graça de seus jogadores, técnico e dirigentes. Um campeonato facílimo, tanto que até a antepenúltima rodada havia cinco times com chance de título.
Quando nosso trainee de técnico diz que “os reforços não compensaram” as saídas de Renato “JogaUmaPáraDuas” Augusto, Souza “PerdeGol” e Marcinho “Maria da Penha”, me dá vontade de gargalhar. Um time que perde um campeonato por causa da saída destas três figuras nem deveria entrar em um campeonato. Caio Júnior anunciar que está indo embora é talvez a única notícia boa deste fim de ano – resta saber se o destino nos trará um Marcos Paquetá ou um Espinosa, exemplos de enroladores, ou se virá mesmo um técnico decente.
Da minha parte, temo seriamente por esta vaga na Libertadores. E fico sensibilizado com a postura de nossos irmãos de sangue rubro-negro que não vêem problemas na derrota e preferem acreditar que os jogos contra Goiás e Atlético Paranaense (lá onde jamais ganhamos) já fazem parte da Libertadores. São otimistas incuráveis. O que é, por sinal, característica do rubro-negro clássico.
Mas à luz da razão, não há motivo para acreditar na vaga. Nesta rodada, podemos muito bem perder ponto para o Goiás no Maracanã – jogamos sem Leonardo Moura e sem ânimo – e não vejo como Palmeiras e Cruzeiro deixarem de vencer um Vitória sem pretensões e um Internacional que só pensa na Sul-Americana.
Na última rodada, encaramos o Atlético Paranaense na Arena, onde jamais ganhamos, enquanto o Palmeiras recebe o risível Botafogo em casa (que certamente vai entregar o jogo a mando de seus dirigentes, para não darem ‘alegria à torcida do Flamengo’) e o Cruzeiro recebe a já rebaixada Portuguesa no Mineirão, em jogo no qual é impossível sequer empatar.
Jogaremos, portanto, a Copa do Brasil, o que não é de todo mau, já que um tricampeonato nesta competição cairia muito bem em 2009. O problema é o discurso ufanista do nosso presidente, que voltou a dizer que “quer um time formado na base”, algo que há pelo menos 20 anos já deixou de ser realidade no Flamengo. Nossas divisões de base formam atacantes que não sabem chutar (Jean), goleiro de braço curto (Diego), zagueiros que não sabem se posicionar (Anderson Luís) e lateral que não sabe cruzar (Luisinho). É dura a vida. O nosso presidente, com este discurso xenófobo, possivelmente está querendo dizer que vai faltar comida na mesa e que vamos ter de comer improvisando restos da geladeira.
Nossa base consegue formar um ou outro jogador bom, mas não para o esqueleto, para a espinha dorsal de um time. É suicídio. Para piorar, Márcio Braga ainda faz pouco dos jogadores vindos de fora, ao dizer que “o time não perderia de 3 a 0 para o Atlético Mineiro no Maracanã se fosse todo formado na base”. Ora, presidente: o time perdeu de 3 a 0 por obra e graça do seu técnico-estagiário, que tirou Kléberson (não formado em casa) e colocou Erik Flores (FORMADO EM CASA), desmontando o meio-campo por completo.
Queira Zico (Deus) que eu esteja errado e que o Flamengo ganhe as duas restantes, conquiste a vaga para a Libertadores e obtenha investimentos para reforçar o time. Senão, jogaremos fora essa evolução dos últimos anos, quando desde o ano passado deixamos de brigar por rebaixamento e passamos a brigar na parte de cima da tabela. Pense nisto, presidente. Esta mudança não foi feita pela base, e sim pela mescla.
Que 2009 nos seja leve.Domingo, 16 Novembro 08, 05:54 PM
Amigos do JIHAD, esta tarde de domingo foi inesquecível. Sim, tenho plena consciência de que ainda podemos ficar em quinto, o sonho pode desabar e nem a Libertadores podermos alcançar. Sei disso tudo. Mas nada, nem uma parte desse pensamento consciente é capaz de tirar a felicidade de uma tarde em que o Foda Flamengo violentou um Palmeiras que mais parecia uma fêmea ardorosa no cio. Sério: o que vimos no Maracanã nesta tarde parecia um filme pornô daqueles em que o Ron Jeremy ficava solto numa praia repleta de lindas ninfetas, cada qual mais puta do que a outra. Na minha modesta opinião, espetáculos como o desta tarde deveriam ser proibidos para menores de 18 anos.
A torcida do Flamengo mais uma vez mostrou que é a única coisa que faz um campeonato brasileiro valer a pena. Foi um momento único, aquele em que, jogo já decidido e chocolate de 5 já devidamente aplicado, toda a torcida começou a pedir em coro para o goleiro Marcos ir a frente tentar uma cobrança de falta. E que momento sublime mandarmos todos a Mancha ir embora para casa – apesar de que, os pobres torcedores da Mancha eram obrigados pelo Grupamento de Policiamento em Estádios a ficar lá contemplando a tragédia de que eram protagonistas.
Kleberson acabou com o jogo, é fato. Ibson, há quantos jogos não víamos uma atuação assim? E Fábio Luciano, e Obina, e Leonardo Moura. Foi um Flamengo absolutamente vibrante. O Flamengo que todos nós queremos – sim, jogaram na defesa, no contra-ataque. Mas tiveram raça e vontade de vencer. E é isto o que faz a torcida ir ao estádio.
Caso tenhamos potencial para vencer o Cruzeiro no próximo fim de semana, que o clube se prepare para ter o maior público da história recente do Brasileirão no jogo contra o Goiás. Basta vencer o Cruzeiro ou mesmo empatar. Basta construir. Eles irão.
Eles, a maior torcida do mundo.
Vamos, Flamengo!
Domingo, 09 Novembro 08, 07:06 PM
Os leitores aqui do JIHAD já se acostumaram com a velha mania presente neste blog de associar preferências clubísticas a estilos de vida. A generalização é sempre burra, por isso que faço questão de ressaltar que os estereótipos correspondentes a cada clube não correspondem, evidentemente, à totalidade de seus torcedores. Muito longe disso. Mas estamos falando daquilo que melhor representa cada estilo de vida.
Ninguém há de negar que um gordo estilo Pavarotti com um babador sujo de molho de tomate é um biotipo que melhor personifica a Itália, assim como um pianista que puxa o piano em vez de ajeitar o banco para se sentar é o que melhor encarna nossos irmãos lusitanos.
Como definimos aquele que é Flamengo? Em primeiro lugar, tenho preferência por chamar meus irmãos de JIHAD de "flamengos" ou "rubro-negros". Nunca "flamenguistas", que considero meio pejorativo; o ato de ser Flamengo demanda apenas em qualidades, o que não combina com o tom pejorativo do sufixo "istas".
É inegável que aquele que é Flamengo é facilmente identificável, com raras exceções que sempre confirmam a regra. O Flamengo é um sujeito heterossexual em plena atividade reprodutora, feliz, de bem com a vida, repleto de talentos e que esbanja caráter. De outra forma não poderia ser.
O vascaíno se notabiliza por ser o sujeito que há uns 10 anos atribui os fracassos inacreditáveis do time de São Januário às ações nefandas de um eixo formado por TV Globo-Flamengo-Renato Prado ou coisa assim. A gente já sabe: o Vasco tomou no cu, a culpa é sempre da Globo. O vascaíno é o ufólogo do futebol, sempre a acreditar em conspirações e em alguma Área 51 do futebol, onde só entra quem gosta da Globo.
Evidentemente que o vascaíno abstrai a cena ocorrida em determinada reunião do Clube dos 13 em 2006. na qual o então presidente Eurico Miranda foi contra o contrato com a TV Record, defendendo a Globo com unhas e dentes.
Já o Fluminense é um perfil que já foi muito bem definido por mestre Olavo Pascucci em seu blog: cavanhaque, mora sozinho, tem muitos “sobrinhos”, pratica spinning e ouve Cole Porter.
O tempo, no entanto, passou demais e nós perdemos a noção de quem seria, afinal, o torcedor-típico do Botafogo. E pasmem, senhores: ficaremos sem saber. Porque há evidentemente uma grande diferença entre a torcida do Botafogo e o que se pratica dentro daquele clube que resolveu colocar uma berinjela dentro da sunga para fingir que tem pau grande (ou seja, alugar um estádio municipal para fingir que tem o seu próprio).
Hoje, o Botafogo seria bem representado pelo Babaca essencial. Os chiliques que antes se resumiam às patacoadas de seus dirigentes, refletidos dentro de campo pela inacreditável atitude do zagueiro André Luiz, mostram que o Botafogo hoje está mais perto do Babaca essencial, do perdedor nato que ameaça “contar tudo pra tia” no intervalo do colégio, do que de um sujeito comedor, gente-boa e safo.
A torcida gostou do que fez André Luiz. Os dirigentes gostaram. Os colegas gostaram. incrível. E depois ainda se perguntam porque estão há dois anos sem ganhar nada e tomando na tarraqueta tal e qual a Zara Whites no fim de "Os Exercícios de Buttman".
Neste domingo, uma decisão acertadíssima da PM do Rio impediu que a torcida rubro-negra tivesse que colocar abaixo aquele estádio no Engenho de Dentro. Uma partida com torcidas grandes naquele estádio (onde jamais entra torcidas grandes) seria uma hecatombe, haja vista que há poucas saídas e quando há, é apertado e tumultuado.
E o que fez o Babaca Essencial, de pirracinha? Proibiu que as crianças-mascotes do “time visitante”, no caso, ironicamente o Flamengo, entrassem no gramado na abertura do jogo. Pirracinha típica de quem leva a bola embora ou desliga o videogame por estar perdendo.
É evidente que as crianças rubro-negras riram diante de uma babaquice dessas e deixaram para entrar no gramado no próximo jogo, contra o Palmeiras (no qual começaremos a decidir nossa vaga à Libertadores). E de que adiantou para o Babaca? Ganhou o jogo? Não. E ainda vimos o técnico Ney Franco dizer que “o juiz foi caseiro”. Ora, quem era o mandante?
Talvez Ney Franco tenha olhado para as arquibancadas e achado estranho: pela primeira vez, o “visitante” tem 90% de torcida no estádio dos “donos da casa”.
Qual será a pirracinha na qual a diretoria do Botafogo pensou? Apagar a luz e sair correndo? Atirar papel molhado no teto?
Sexta-feira, 24 Outubro 08, 06:57 AM
Os poucos amigos que acompanham este espaço devem ter estranhado que eu não comentei o resultado do embate contra a agremiação de São Cristóvão, e vão achar que venho aqui hoje para me regozijar com o justíssimo placar de 5 a 0 imposto pelo Rompedor Mengão sobre o Coritiba. Em primeiro lugar, reconheço a ausência. Uma vitória sobre o Bacalhau deveria ser sempre acompanhado da protocolar tripudiação sobre os infelizes. No entanto, dois fatores me levam hoje em dia a encarar uma vitória sobre o Vasco como algo tão obrigatório e enfadonho como enviar a declaração de Imposto de Renda até o fim de abril ou autenticar cópia de carteira de identidade para alugar apartamento.
O primeiro fator já é histórico: perde-se no tempo a última vez que sofremos uma derrota significativa para aquela gente. Uns vão me lembrar uma goleada sofrida num domingo de Páscoa, enquanto eu me lembro mesmo é das duas vitórias segudas que nos garantiram o que interessa: O TÍTULO. Destarte, para quem torce pelo Mengão Atropelador, uma vitória sobre o Bacalhau já deve ser encarada com o mesmo espanto ou deslumbre com que uma criança diante de uma bela roupa dada como presente de Natal: a carinha e o sorriso de agradecimento para não desapontar a tia, mas por dentro a decepção de quem esperava algo mais. No caso da vitória passada, só por 1 a 0, e mesmo assim gol contra, a decepção é quase de derrota.
O segundo fator é que volta e meia tem aparecido um sentimento que naturalmente estou combatendo com todas minhas forças: tenho sentido PENA do Vasco. Sair da administração Eurico Miranda (uma lástima, como o JIHAD já lamentou aqui) pode ter sido um avanço para alguns dos jornalistas completamente alienados que cobrem só esporte e acham que tudo o que acontece fora desta esfera pode ser resumido pela frase, "Ah, aqueles caras lá". Acreditar que o clube evoluiria ao ser entregue a um deputado estadual do PMDB é o mesmo que se deitar numa cama de bruços ao lado do Long Dong Silver e aceitar placidamente a sugestão do tripético negão para dormir pelado por causa do calor.
Muito longe de discutir a masculinidade do Long Dong, vale sempre colocar que "o seguro morreu de velho" e "cu é como cartão vermelho: feito só para expulsar".
Ou seja, quando os jornalistas-alienados comemoraram a "vitória da ética" e dos "bons costumes", eu celebrava quieto o fato do Vasco ter comprado bilhete só de ida - e em classe econômica - para a casa do caralho.
Mesmo assim, volta e meia me vem por segundos um sentimento de PENA. Mas é um sentimento tão efêmero quanto a euforia do gol anulado - para usar a imortal expressão do vascaíno Aldir Blanc. Logo me vêm à cabeça imagens de como toda esta gente sempre se comportou quando esteve nesta mesma situação o Mengão Triturador Compre Agora e Receba Também um Moedor de Carne.
Os sorrisos, a felicidade, as piadinhas, as ironias, os trocadilhos com "Amanhã é segundona" (feitos pelo colunista do LANCE, Cesar Seabra, que, ironicamente, viu seu time, o Botafogo, ir para a Segunda Divisão), essas coisas todas me lembram que não se deve ter PENA ou solidariedade. Na beira do abismo, o negócio é empurrar e pisar nos dedinhos que ainda estejam segurando.
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Sobre a vitória de 5 a 0 sobre o Coritiba, não há muito o que dizer. Obina teve uma daquelas noites raras, Ibson chegou bem perto de se redimir, e o tal do Fierro mostrou que pode ser uma opção. E vimos que não há como abrir mão de Kleberson.
Vencer os Coxas era obrigação, e os 5 a 0 no entanto apenas devolveram uma goleada que eles mesmos nos impuseram, numa daquelas infelizes tardes com Luis Roberto nos tempos em que o Flamengo apanhava tal e qual cadete novo em academia militar. Foi em 2003, com direito a comemoração de um tal Edu Salles (hoje, despontando para o anonimato) segurando a bandeirinha de córner, no maior dia de sua vida de morto de fome.
Ainda está difícil acreditar, porque a tabela do Mengão é realmente foda. Não tem mais jogo fácil. Contra o Coritiba pode ter sido o último, e explico porquê. O Coritiba era o único dos próximos adversários que, por ter feito boa campanha ma non troppo, não quer mais porra nenhuma neste longo campeonato de pontos corridos (que precisou ter o Mengão disputando para enfim ter alguma emoção). Contra o Vitória será difícil naturalmente por ser na casa deles. Depois teremos Portuguesa em casa, lutando contra o rebaixamento. A cachorrada, no Engenhão, o que por si só já é uma dificuldade, haja visto que nossos jogadores não são ungulados ou artiodáctilos para conseguirem se deslocar em chiqueiros ou áreas pantanosas.
Em seguida, duas decisões mesmo, decisões foda, uma fora de casa contra o Cruzeiro (MUITO difícil) e outra em casa contra o Palmeiras de Vanderlei Luxemburgo. Estes dois jogos selam a sorte do Mengão. E não podemos nem sonhar em ficar sem o xerife Fábio Luciano e o motor Kleberson em nenhum deles. Finalmente, teremos o Goiás em casa (espero, já sem estresse de rebaixamento ou sul-americana) e no último jogo o Atlético Paranaense. Espero que já rebaixado, para que não nos criem problemas.
Ou seja, ainda não há motivos para otimismo, e MUITO MENOS para festas ou declarações estapafúrdias de nosso presidente. Vencer o Bacalhau e o Coritiba foi apenas obrigação. Vamos continuar a corrente e tentar subir mais. E, claro, secar muito os outros.
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A diretoria do Flamengo não aprende. Querer contratar um jogador como Diguinho só pode ser falta de respeito ao clube. Não viram que o jogador estava na BARONETTI às vésperas do clássico contra o próprio Flamengo no primeiro turno? Não viram que o jogador esteve envolvido no episódio da morte do jovem Daniel Duque na porta da boate? Quem vão contratar agora? O PM que deu o tiro?
Sábado, 11 Outubro 08, 07:47 PM
A campanha é urgente e tem que começar agora - que nos despedimos de vez do Campeonato Brasileiro. Por um motivo: precisamos vencer o Estadual do ano que vem para ultrapassarmos o Fluminense em número de títulos. E com este time que está aí, com este trainee de técnico fazendo experiênciazinhas químicas idiotas, com este presidente fanfarrão cantando vitória - muito - antes do tempo, sinceramente, nem o campeonato estadual da casa do Stevie Wonder o Flamengo tem condições de ganhar.
Mais uma vez, como tem acontecido nos últimos anos, a torcida compareceu, lotou, deu espetáculo. E mais uma vez o time do Flamengo amarelou, fazendo uma apresentação abaixo do ridículo. O que o time jogou na frente de quase 90 mil torcedores hoje não dá para a terceira divisão. E este técnico é o grande responsável há muitas rodadas por um time completamente desorganizado. Uma hora esta defesa ia tomar três ou mais gols. Há muitos jogos que Bruno e a sorte vinha salvando - isso quando o goleirão não entregava.
Só que este dia chegou, e foi no Maracanã lotado. Sempre que a torcida lota, tem havido decepção. E esta foi realmente lamentável.
Duas pessoas podem e devem ser crucificadas de imediato: Caio Júnior e Ibson. Depois que o clube cagou sangue e a torcida se desdobrou para manter este arremedo de jogador, ele NUNCA MAIS jogou absolutamente porra nenhuma. Caio Junior fez a inacreditável substituição de Kleberson por Erik Flores, superando toda e qualquer mudança idiota já feita num time desde que Zico deu lugar a Luvanor.
O pavoroso Galo mineiro poderia ter feito mais gols. Muito mais, o pior é isso. Tocavam a bola com liberdade e facilidade. Enquanto do outro lado o Flamengo não conseguia DOIS passes seguidos.
Agora, é esquecer de uma vez este campeonato e mandar o sr. Márcio Braga beber sozinho na festa do hexa.
Flamengo é Flamengo. Isso de preparar festa antes é coisa de Eurico Miranda. Quer ser igual ao Eurico, vai para a PQP. Ou pro Vasco. Sei lá, dá no mesmo.
FORA CAIO JUNIOR!
Segunda-feira, 06 Outubro 08, 08:31 AM
Os poucos leitores do JIHAD haverão me desculpar por duas coisas: primeiro, pela minha falta de assiduidade nos posts. Depois, porque volto a este espaço ainda com o mesmo pensamento negativo, ou seja, o de que o Flamengo não vai ser campeão brasileiro. E listarei os motivos que me levam a acreditar nisto:
1- Arbitragem 1: ROUBOS - Atuações como a do sr. Salvio Spinola (quem lê o JIHAD sabe o que eu penso deste sacripanta) no sábado mostram que o Flamengo ainda vai sofrer muito dentro de campo com os estelionatários do apito. A atuação do sr. Salvio Spinola contra o time de carniceiros sem talento algum do Náutico (clube que deveria estar na terceira divisão, nunca na primeira) foi abaixo da crítica. Tolerou antijogo, simulações de faltas e pênaltis, catimba, e toda a sorte de recursos desleais daquela gente. Por que o sr. Salvio continua apitando jogos do Flamengo se desde a ocasião em que impediu Oscar (do Basquete) de dar um pontapé inicial é visível seu ódio pelo Maior do Mundo?
2- Arbitragem 2: DESLEALDADE - É muito raro ver times como Palmeiras, Grêmio e São Paulo ocuparem simultaneamente as primeiras posições de um campeonato. Só mesmo em um campeonato indecente como este. Os times do pusilânime Luxemburgo, do escroque Celso Roth e do mau-caráter Muricy são verdadeiras máquinas de bater, usam e abusam da deslealdade. E na frente de árbitros que NADA fazem.
3- PADRÃO DE JOGO - O segundo tempo contra o Náutico e contra o Sport mostram que ao Flamengo ainda falta muito padrão de jogo. O time se mostra ainda desorganizado e muitas vezes a defesa parece um bando. Correria para todo lado. Há momentos em que contamos com Bruno e com a sorte. No gol do Sport, feito de escanteio, não tivemos nem um nem outro.
4- TABELA - Nosso último jogo é contra o Atlético Paranaense na Arena da Baixada. Nossa chance é eles estarem rebaixados até lá (espero que Deus nos dê este presente). Na Arena não ganhamos, é fato. Até porque é o jogo da vida deles, a única oportunidade que têm no ano inteiro para se acharem um time grande.
O Flamengo é, para o Atlético Paranaense, uma espécie de "Flight Simulator" para quem tem medo de pilotar avião de verdade.
Se esses quatro fatores perderem a força que têm no momento, o Flamengo até pode sonhar com o título. Mas desde que vença os três jogos que tem pela frente no Maracanã. Vencer, vencer, vencer. É o que nos resta.
E, claro: TODOS AO MARACANÃ, PORRA!
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Será uma lástima para o futebol carioca se caírem Vasco e Fluminense juntos. Teremos só dois clubes na primeira divisão, e além disto teremos apenas um clube no Rio de Janeiro sem passagem pelas divisões inferiores.
Sabem que clube é este, né?
Bom, se caírem os dois clubes será ruim para o futebol carioca. Vou torcer para que pelo menos um deles não caia. Qual? Vou escolher entre torcedores de Vasco e Fluminense aqueles que
a) Não festejaram a derrota para o América do México e nem ficaram anunciando "Cabañas"
b) Nunca torceram contra o Flamengo nos anos em que estivemos perto de sermos rebaixados.
Alguém se enquadra?
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CADÊ O CABAÑAS, EURICO??????
On Calma, Dona Geralda.