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  <title>TROCA DE CHUTEIRAS - A JIHAD RUBRO-NEGRA EM AÇÃO</title>
  <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra</link>
  <description>Um blog sobre O ÚNICO CLUBE DO RIO QUE JAMAIS CAIU PARA A SEGUNDA DIVISÃO</description>
  <item>
    <title>Calma, Dona Geralda.</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/calma-dona-geralda</link>
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    <description>&lt;p&gt;
      &lt;img src=&quot;http://flaeterno.files.wordpress.com/2008/10/nunes1.jpg&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &amp;nbsp;&lt;img src=&quot;http://4.bp.blogspot.com/_8scIU4rDRTQ/SAkpKDIMJRI/AAAAAAAABPk/xJTOzlvvbJU/s400/pel%C3%A922.bmp&quot; width=&quot;297&quot; height=&quot;371&quot; /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Sinceramente, acho que &lt;a href=&quot;http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Atletico_MG/0,,MUL1371159-9859,00-DONA+GERALDA+SOFRE+NOVA+DECEPCAO+DIANTE+DO+FLAMENGO.html&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Dona Geralda deveria estar acostumada.&lt;/a&gt; Se ela é, como diz a matéria do GloboEsporte.com, funcionária do Mineirão há 28 anos, já tem no currículo no mínimo umas 10 decolagens do
      Galo das Alterosas rumo ao seu lugar preferido em qualquer competição: a casa do caralho.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Não tem nada que ficar triste ou decepcionada. Ou ela achava mesmo que aquela torcida insignificante faria alguma diferença? Ou Dona Geralda não usou toda a experiência dela para perceber que o
      Galo treme diante da camisa do Fuderosão (royalties para Arthur Muhlemberg, que cunhou a expressão)?
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Agora, é engraçado mesmo a reportagem mencionar que Dona Geralda estava lá em 1987. É no mínimo curioso: os torcedores mais antigos deste time pavoroso, em vez de se recordarem de triunfos
      históricos, vivem sua fase crepuscular lembrando das surras homéricas que sua agremiação pantagruélica não se cansa de levar – tal e qual mulher de malandro. É evidente que falo na Dona Geralda
      para tentar falar sobre outro assunto depois de mais essa surra do Mengão nas galinhas de Minas.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Para mim, é extremamente entediante ter que discorrer sobre o jogo deste domingo, haja visto que tudo saiu dentro do planejado e previsto. Nenhum analista em sã consciência poderia sequer
      sonhar em imaginar uma vitória do Atlético Mineiro na tarde de hoje. Correria o risco de ser internado ou de, ao vestir uma roupa de aldeão, se candidatar a Idiota do Vilarejo. Devemos
      reconhecer uma coisa: eles foram com a força máxima. Toda, absolutamente toda a torcida do Galo estava no Mineirão. Devia haver no máximo uns 20 de fora. Cinco indo para Governador Valadares
      (ou EUA), dois no trenzinho para Tiradentes, e uns pingados – aqueles que conhecem o próprio pai – visitando as famílias em Guarapari.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &amp;nbsp;&lt;img src=&quot;http://www.tinhorao.theblog.com.br/1977_2.jpg&quot; alt=&quot;Em 1977, foi a vez do São Paulo. Aqui, galináceo perdendo pênalti decisivo.&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;151&quot; /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Só que um Mineirão lotado é muito pouco diante de 200 ou 300 rubro-negros. Estes eram ouvidos o tempo todo, claro. Ainda ressoam os versos na minha cabeça: “Dança, dança, dança, dança da
      bundinha/Aqui no Mineirão/O Galo virou galinha”. Nada mais correto. Aquela gente toda tem, assim, mais um motivo para nos odiar. Surrar, tudo bem, mas na casa deles e com direito a olezinho no
      fim é sacanagem. Equivale a limpar o pau na cortina. Devo confessar que minha rotina pouco foi alterada pelo resultado. Não que eu não me empolgue com a situação no G4 – mesmo o título estando
      muito na mão do São Paulo, eu me empolgo sim.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Agora, o problema é que surrar o Galo é algo que já não me entusiasma mais. Acho desimportante, de tão obrigatório. Para mim, enfiar a vara nas galinhas é algo tão protocolar e obrigatório
      quanto trocar o platinado do motor do Fusca ou autenticar cópia de carteira de identidade em cartório. Não é algo que sequer mereça festa.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Ainda que Dona Geralda, 28 anos depois, ainda não esteja acostumada.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Hojedecidi torcer pelos dois cariocas lá embaixo. 2010 vai ser um campeonato muito mais maneiro, com mais jogos no Rio. Os quatro, se Deus quiser, vão estar na primeira divisão. O Fluminense
      tem jogado masculinamente e merece o resultado.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &amp;nbsp;E mais: o Vasco fez falta na elite. Com estes seis pontos o Flamengo estaria com a taça na mão.
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Sun, 8 Nov 2009 15:05:23 -0600</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>Este estranho sr. Nielson Nogueira Dias</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/este-estranho-sr-nielson-nogueira-dias</link>
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    <description>&lt;p&gt;
      &lt;img src=&quot;http://2.bp.blogspot.com/_cAb1L0T3xMo/Sr7NuRbQQfI/AAAAAAAAAQo/r6_lQNnU_Uw/s400/UESL3817.jpg&quot; /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Caros companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA. Tem sido comum entre nós – e com muita razão – o ato de relegar a um segundo ou terceiro plano as menções relacionadas às arbitragens safadas que vêm
      tentando a todo custo derrubar o Mengão nesse campeonato brasileiro. Formou-se um conluio de filhos das putas contumazes, reunindo árbitros, dirigentes de clubes suspeitos e jogadores sem
      caráter, desesperados com a súbita e inesperada ascensão D&#039;aquele que já está no alto, ou seja, o Flamengo. Nós mesmos, no entanto, evitamos entrar nesta seara, porque tememos que nos confundam
      historicamente com aquele clube que monta ceninhas de choro no vestiário. Vocês sabem a que clube me refiro.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Pois bem.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Creio que, no entanto, é hora de começarmos a chamar a atenção para alguns detalhes – e nem estou falando da arbitragem absolutamente vil do sr. Heber Roberto Lopes naquela triste noite em
      Barueri. Nada disso. É hora de buscar conhecer de perto o sr. Nielson Nogueira Dias, árbitro pernambucano, capitão da PM, integrante da tropa de elite. Veja bem: se este senhor for, por
      exemplo, torcedor do Sport Clube de Recife, ele JÁ TEM GENETICAMENTE UMA INCLINAÇÃO a querer derrubar o Flamengo.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Mas por enquanto estou no campo da suposição. Vamos falar da vida real: este senhor Nielson marcou dois pênaltis absolutamente inexistentes contra o Flamengo no Maracanã, diante do Santos. No
      primeiro, o jogador Aírton aparece supostamente puxando a camisa do jogador do Santos e este se joga na direção contrária a do suposto puxão. Lance bisonho, que só um sujeito muito sem caráter
      caracterizaria como pênalti. No segundo, ainda mais ridículo e inacreditável, o sr Nielson Dias ainda dá cartão amarelo para um incrédulo Álvaro. O lance foi absolutamente patético, com o
      jogador do Santos se atirando ao chão tal e qual um frango desossado.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Lembro ainda que o sr. Nielson Dias ainda por cima deu cartão para nosso Maldonado em um outro lance que SEQUER FOI FALTA. E ainda lembro aos senhores outra coisa: &lt;b&gt;AOS 44 MINUTOS DO SEGUNDO
      TEMPO ESTE SUJEITO AINDA INVENTOU UMA FALTA NA ENTRADA DA ÁREA QUE NÃO FOI FALTA NEM AQUI NEM NA CASA DO CARALHO.&lt;/b&gt; Isto tudo passaria incólume, se não fosse uma lembrança simples: o sr.
      Nielson foi o árbitro de FLAMENGO 3 X 3 VITÓRIA, aquele jogo em que Éverton levou uma porrada na cara e nada aconteceu (a não ser o sr. Luiz Roberto passar uns 30 minutos defendendo o agressor
      dizendo que foi sem querer, numa afronta às regras da neutralidade jornalística. Um comentarista de arbitragem também o fez, mas estes aí a gente deve evitar até escrever o nome, é tudo
      pilantra). Foi neste Flamengo x Vitória no Barradão que este canalha, sujo, imundo, marcou uma falta na entrada da área convertida em gol pelo Ramon – uma falta que, mais uma vez, NÃO
      aconteceu. E foi algo tão flagrante que a TV Globo e o sr. Luiz Roberto JAMAIS repetiram o lance. JAMAIS. Um roubo escandaloso. E mais: naquele jogo, também houve marcação de falta inexistente
      no fim do jogo, contra o Flamengo. Ele tentou, né? Por tudo isso, vejo com EXTREMA SUSPEITA este comportamento. O sr. Nielson Diasparece movido por interesses obscuros. De um tipo que talvez eu
      prefira nem saber quais são.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      ***********************
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Tive o azar de, neste fim de semana passado em hotel com minha senhora, ter apenas o JustinTV para ver o jogo do Mengão e sua vitória sobre a arbitragem, e, no pós-domingo de futebol ter apenas
      a TV aberta. Aí, acabei sem querer vendo a Bandeirantes, com o trio Milton Neves-Neto-Oscar Roberto de Godói. Eu preferia nem comentar nada sobre essa gente. Mas tiveram a cara de pau de citar
      o Bruno como “goleiro que sai na hora do pênalti”. Incrível. O sr. Rogério Ceni há uns 10 anos pega pênaltis andando três metros antes da cobrança. Contra o Flamengo, voltou a cobrança porque
      TINHA QUE VOLTAR MESMO. Um acinte. Algo inimaginável.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      As TVs, comentaristas, etc, ocupados em endeusar o goleiro, fingem que não estão vendo. Quando finalmente um goleiro começa a pegar pênaltis, passa a ser um “goleiro que sai”. A sorte é que era
      o sr Milton Neves, cujo caráter todos conhecem – é um vendido na profissão, um agressor de idosos, uma criatura sem absolutamente nenhum caráter e nada a ensinar. Sendo Milton Neves a pessoa a
      lançar tal ideia, é garantia de que não vai pegar. É fracasso garantido de público e de crítica. Ninguém assiste. Evidentemente que me poupo aqui (e aos leitores) de falar sobre Neto
      (sinceramente, não sei que função ocupa) e sobre Oscar Roberto de Godói. Sobre este último, deixemos as histórias de 1997 darem as explicações. E lembremos sempre que “absolvido por falta de
      provas” não é a mesma coisa que “boa reputação”.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Fariam estes senhores um pouco melhor se cumprissem o papel de fiscalizadores e questionassem o porquê do Barueri “punir” seus dois principais jogadores logo contra o São Paulo – e dois dias
      depois, encerrar a punição. Fariam melhor se perguntassem ao árbitro de São Paulo x Barueri pelo pênalti não marcado de Renato Silva em Otacílio, pênalti claríssimo.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Mas creio que quanto a isso eles devem preferir o silêncio.
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Mon, 2 Nov 2009 20:14:50 -0600</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>SÓ OS FORTES SOBREVIVEM</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/so-os-fortes-sobrevivem</link>
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    <description>&lt;div&gt;
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      &lt;/object&gt;
    &lt;/div&gt;
    &lt;p&gt;
      Meus companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Sou obrigado a sair do meu descanso sabático a que me obriguei recentemente para mais uma vez manifestar o meu espanto diante da pequenez. Desnecessário dizer que estou me referindo àquela
      agremiação que se orgulha de ser de uma rua onde só tem uma padaria e três oficinas mecânicas (ruins): o Botafogo. As últimas demonstrações de inferioridade dadas pelo lamentável Alvinegro
      colocam em risco a integridade de milhares de pessoas, e ainda podem manchar a imagem do Rio de Janeiro diante da comunidade internacional.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;img src=&quot;http://www.brotherlylovetour.com/pb/wp_091b4d05/images/img53634484b9681368c.jpg&quot; alt=&quot;billy paul&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;624&quot; /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      É verdadeiramente inacreditável que essa gente queira dividir meio-a-meio com a torcida do Flamengo um estádio onde não cabem nem mesmo 50 mil pessoas. Reavalio o que eu disse: é inacreditável
      porque é realmente mentira: o que querem é garantir espaços vazios no lado alvinegro. Melhor um lance inteiro de arquibancadas vazio do que um lance inteiro de arquibancadas ocupado pela
      torcida do Flamengo. Falta ao time de General Severiano a humildade dos fortes. Tivesse um pingo de noção de realidade e o Botafogo aproveitaria a chance de ganhar um pouco mais de dinheiro.
      Acostumado como está a ganhar apenas dinheiro em porcentagens de hamburgueres e sushis vendidos em seu shopping, o Botafogo não segurou a onda diante da possibilidade de, às custas da
      Magnética, faturar uma grana violenta.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      E o que fez o Botafogo desistir do dinheiro?
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Ora, a sua própria fraqueza. Precisam de alguma “vantagem técnica”, passam a noite rezando para terem, que seja, uma colher-de-chá. São como pidões em cantina de colégio querendo “as vinte” do
      refrigerante alheio. Se antes o Botafogo era caracterizado como uma torcida que vive de ídolos do passado, hoje, com o Alzheimer destruindo o andar de cima e o hospício abrigando o andar de
      baixo, pode-se dizer que o famigerado alvinegro deve viver de migalhas.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Uma das migalhas, aliás, é poder, de vez em quando – de oito em oito anos – ganhar do Flamengo em momentos cruciais, o que deve servir para alertar os guerreiros rubro-negros.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Começo assim a acreditar em um Darwinismo tupiniquim para explicar a atual hegemonia rubro-negra no cenário regional. Não temos mais vizinhança, e o que um dia foi rivalidade hoje não passa de
      uma relação de gato e rato. Sendo que o rato está mais acuado do que nunca. Vejamos: somos o clube com o maior número de estaduais; JAMAIS caímos para a segunda divisão (todos os outros
      caíram), temos o maior número de brasileiros, somos o único clube campeão do mundo no Estado, e ainda somos os melhores na era dos pontos corridos.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Claro que tudo isso é continha boba e desnecessária da minha parte. A grandeza do Flamengo não se traduz em números, de forma alguma. FLAMENGO é um valor absoluto, que se basta. É uma medida
      única de grandeza, como hectolitros ou léguas. Mas a impressão que eu tenho é que os outros clubes, diante desses pontos no currículo, estão se apequenando.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Tal e qual soldados que avançam de uma trincheira em direção ao inimigo, estamos sendo “filtrados”, e os fracos vão tombando ou mesmo desistindo, com medo, pelo caminho. É Darwin isso: apenas
      os mais fortes sobreviverão. Ou seja, o Flamengo. Vamos, enfim, ao Engenhão domingo. É o jeito. Vamos tentar ignorar as recomendações esdrúxulas e absolutamente inconstitucionais do comandante
      do policiamento em estádios (inacreditável que em um governo democrático um sujeito diga que vá prender quem entrar num setor com a camisa do Flamengo).
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Vamos sem o Manto, com paciência e coração aberto para torcer. Só os mais fortes compreendem isso tudo – e sobrevivem.
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Fri, 23 Oct 2009 18:16:27 -0500</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>Os mistérios da nossa Fé</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/os-misterios-da-nossa-fe</link>
    <guid>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/os-misterios-da-nossa-fe</guid>
    <description>&lt;p&gt;
      Caros amigos, companheiros de JIHAD:&lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;&lt;img src=&quot;http://esporte.ig.com.br/images/53/53/53/1922390.ze_roberto_flamengo_224_299.jpg&quot; width=&quot;299&quot; height=&quot;224&quot; /&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Há muitos meses não venho escrever neste espaço, muito em função da falta de tempo, um pouco devido à fase meio irregular por que passava o Maior do Mundo, nos causando certa irritação. Empatar
      com Barueri e Botafogo e perder para Avaí não são resultados que a gente possa aceitar de forma alguma, e isso vinha me aborrecendo. Contive meus impulsos de escrever aqui até porque esperava a
      reação do nosso velho e bom Andrade – e efetivamente ela aconteceu, tanto que estamos há oito jogos invictos.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Temos pela frente a prova de fogo, que é pegar o líder do campeonato em seu covil, com as arbitragens tal como vimos ontem, contra o São Paulo, ou seja, juízes totalmente a favor da terra dos
      Bandeirantes. Ontem me alojei nas cadeiras especiais do Maraca, devido a um compromisso profissional. E o que presenciei, senhores, tem muito pouco – ou tudo – a ver com futebol. Difícil
      concluir. Com toda certeza, na minha frente, nas cadeiras inferiores, estava a maior torcida estrangeira que eu já vi no Maracanã (considerando que eu nem de longe cogitei colocar meus pés no
      Maraca na ocasião daquela semifinal de 1976 entre Fluminense x Corinthians). Sem muito medo de errar, poderia dizer até que o São Paulo ontem tinha mais torcedores no Maracanã do que o Botafogo
      nas finais deste ano.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Em volta deles, claro, ocupando todo o estádio, estava a Magnética. Tal e qual na arrancada de 2007, me lembrei das palavras do filme “O Campo dos Sonhos” (Phil Alden Robinson, 1989), os
      fantasmas no ouvido de Ray Kinsella (vivido por Kevin Costner): “Se você construir, eles virão”. Não estou com isso querendo dizer que a torcida Magnética é de DNA tricolor, ou seja, que só
      comparece quando o time está em boa fase. Negativo.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Ora, não esqueçamos que, em longinquas épocas, quando estivemos ameaçados brevemente de rebaixamento (ameaça debelada, já que somos o único clube do Rio eternamente de primeira), a Nação se
      levantou e a tudo cobriu com sua sombra de glória, destemor e terror geral. O leviatã rubro-negro é um ser que não depende de coisas mundanas como resultados, tacinhas, títulos ou “quantidade
      de bundas que passam pela roleta da sauna” (Muhlemberg, Arthur, in “Urublog – Globoesportes.com, 2009). A massa flamenga é feliz sem nem entender o porquê. É uma verdade que se basta, absoluta.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      E essa diferença apareceu de forma assustadora ontem, na arquiba do Maraca. Ao ver a torcida do São Paulo e sua sem-gracice juvenil, me lembrei daquelas moças casadas com homens ricos e mais
      velhos, que são forradas de jóias, luxos, idas a restaurantes finos, mas estão sempre tomando Prozac por acharem que falta alguma coisa. Não, não que os torcedores sejam o objeto que quero
      comparar a essas moças. Estou falando dos títulos do São Paulo. Me ocorreu que essas taças, faixas e condecorações padecem da mesma pasmaceira, do mesmo gosto de chuchu que me transmitiu aquele
      aglomerado de bambis. É como se as taças e títulos fossem casadas com homens impotentes, que ainda por cima tivessem queimado os dedos e a língua com café quente.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      A conclusão é a de que não adianta porra nenhuma um clube ter o decacampeonato mundial e o hepta do Sistema Solar se a combinação entre time, torcida e conquista é algo que não gera
      espermatozóides sequer para manchar um lenço de papel. Não hã testosterona. Não há paixão. Perto da Magnética, a torcida são-paulina parece uma pasta da Hello Kitty ao lado da Capela Sistina de
      Michelangelo. A comparação é injusta, até. Em vez de usar os títulos que tem para a educação dos filhos, para a manutenção da Histórias, das Raízes e da Tradição, os mauricinhos usam as taças
      para gravarem documentários marrentinhos dirigidos pela Conspiração ou pela O2, camisetinhas com trocadilhos bobocas e agasalhos de moleton próprios para croquetes. Em verdade eu vos digo,
      companheiros de Jihad: um gol do Rondinelli em final de estadual contra o Vasco nos faz mais feliz do que todos os gols de gente como Raí, Muller, Cerezo e Serginho Chulapa em jogos
      internacionais ou interplanetários.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Por quê? Realmente não sei explicar. Reside aí o Mistério da Fé.
    &lt;/div&gt;</description>
    <pubDate>Sun, 11 Oct 2009 12:38:29 -0500</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>Discretas comemorações, como convém</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/discretas-comemoracoes-como-convem</link>
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    <description>/*     
    /*]]&amp;gt;*/
    
  
  
    &lt;p&gt;
      Senhores, conforme prometido, estou chegando agora de um jantar frugal no Outback do Leblon, onde ao lado de minha esposa Madame M, e de uma amiga querida, fiz minha discretíssima comemoração
      deste pentatricampeonato estadual, onde mais uma vez o Flamengo apenas mostrou o que todo mundo já sabe há séculos: quem manda nessa porra é a torcida do Urubu. O título rubro-negro, mais do
      que uma conquista em competição esportiva, significa bem-estar social e econômico. O país produz mais porque as pessoas em geral estão mais felizes. Como também consigo enxergar energia
      motivacional no ressentimento e na dor-de-cotovelo, devemos reconhecer que a minoria somada de tricolores, vascaínos e botafoguenses também dão seu quinhão ao PIB quando, neste momento, o
      MENGÃO PORRADEIRO E FODA chega aos 31 títulos estaduais suplantando os florminensistas.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      As comemorações foram espartanas: nem pedi sorvete no Outback. Na saída, ainda comprei revistas para minha senhora, incluindo a Galileu, de ciências. Chegamos em casa e vim escrever para a
      Jihad. Sequer toca o hino do MENGÃO DO CARAIO nos nossos aparelhos de som porque me sinto constrangido em ganhar do Botafogo. Sério. Hoje o que mais senti foi PENA. Minha consciência me alerta,
      no entanto, que eu não devo exagerar neste sentimento de piedade. Devo esperar o chororô começar. Será que vão dizer o que?
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      O que diriam se fosse marcado um pênalti contra o Botafogo em que o atacante chuta no zagueiro que pula, e a bola bate no COTOVELO? Já respondo: “É o esquema da arbitragem rubro-negra”. Mas
      quando tal pênalti foi marcado, eu e meus amigos e confrades nos limitamos a xingar o árbitro e aguardar pelo que sabíamos ser inevitável: a defesa do Bruno.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Talvez aí resida a grande diferença entre rubro-negros e alvinegros: nossa resignação é a dos grandes guerreiros. Já a resignação alvinegra é algo próximo da dor de corno. E é por isso que o
      destino alvinegro é sempre apanhar. Porque uma vitória alvinegra significaria uma cidade morta, vazia, uma noite de domingo de pouquíssimo movimento, e sabe-se lá que produto seria mais vendido
      numa noite em que o Botafogo é campeão. Já disse o filósofo que torcer para o Botafogo não é bem um “torcer”, e sim uma “mania” ou até um “hobby”, de qualquer maneira tão exótico quanto
      colecionar cascas de cigarra ou contas d&#039;água do mundo inteiro. Nem venham com essa lengalenga de “minoria inteligente”. Pelo contrário: é preciso ser um verdadeiro quadrúpede para acreditar
      que há condições de atropelar o Mengão FODA.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Bom, mas vendo por este lado, pela quantidade de gente que (não) foi ao lado alvinegro do Maracanã, a torcida do Bostafogo até que está mais inteligente hoje em dia.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;br /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      Até o Brasileirão. E chega de comemorar chute em cachorrada morta.
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Sun, 3 May 2009 20:34:44 -0500</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>Deus salve o heterossexualismo rubro-negro</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/deus-salve-o-heterossexualismo-rubro-negro</link>
    <guid>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/deus-salve-o-heterossexualismo-rubro-negro</guid>
    <description>&lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;&lt;img width=&quot;480&quot; src=&quot;http://h2.vibeflog.com/2007/08/05/20/19839652.jpg&quot; height=&quot;333&quot; /&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Senhores, pra variar venho de longa ausência e provocado mais pela necessidade da JIHAD discorrer sobre determinados assuntos do que por algum motivo
      futebolístico – para quem não é Flamengo, possivelmente as finais do Estadual seriam tema para textos e mais textos da JIHAD. No entanto, urge deixar claro que comemorarei espartanamente –
      talvez um cinema com minha senhora – o pentatricampeonato rubro-negro, uma vez que vejo tratar-se de MERA OBRIGAÇÃO a vitória contra este lacrimejante e deprimente time do Botafogo.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Já disse a interlocutores que, se Estadual realmente valesse alguma coisa, teríamos cagado e andado para a terrível tragédia rubro-negra que se abateu na
      Libertadores do ano passado – a derrota para o América do México aconteceu três dias depois de um título destes contra o Botafogo. Que um time já experiente em segunda divisão como o Botafogo
      ache grandes merdas conquistar o Estadual (principalmente contra o Flamengo) é mais do que natural.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Agora, não podemos sequer comparar a importância até financeira de estar na Libertadores com o marasmo dos Cabofrienses e Tigres da vida. Querer comparar
      uma Libertadores com estes torneios é como dar importância a um ranking de Sovaco mais Musical da rua.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Não que eu vá torcer contra ou torcer menos – nada disto. A importância de ficar com 31 títulos, acima do clube da Lê Boy, é capital. Mas finda esta
      missão, reitero, é papel de cada rubro-negro recolher-se a uma espartana comemoração, moderada como convém o feito do próximo domingo. Ganhar do Botafogo deveria até nos causar certo
      constrangimento – igual ao que sente um pai depois de sentar a porrada no filho de oito anos após tê-lo pego fazendo meinha com um amiguinho.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Mas depois desta longa elocubração, quero abordar o assunto principal do texto da JIHAD: a pagada geral do lateral Juan ao babaquara Maicossuel. Devo
      dizer, senhores, que imediatamente após o lance, companheiros rubro-negros de boa cepa condenaram a atitude antidesportiva do lateral. No entanto, tive de me limitar a fazer silencio. Ainda não
      tinha uma leitura suficiente do episódio para analisar.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;No entanto, ao presenciar o início de um gigantesco chororó no Canil (escrevo canil com C maiúsculo por respeito ao clube), seguido da clássica e habitual
      condenação de colunistas éticos e bem-comportados, fiquei realmente abismado. Sem contar a quantidade de gente chamando o irregular lateralzinho rubro-negro de “canalha”. Seguem-se também os
      cansativos discursos de “Juan não gosta do futebol-arte” como se ele próprio jamais tivesse dado dribles do mesmo jeito que Maicossuel.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Faltou na imprensa globulizada mencionar, por exemplo, o biltre Leonardo Gaciba, que em 2002 puniu o jogador Jabá, então no Coritiba, com o cartão amarelo
      por este ter feito firulas diante do adversário. Este, sim, é o fator contra o tal futebol-arte que preconizam estes defensores da moralidade.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Deste os tempos imemoriais que zagueiro fala no ouvido de atacante. Cabe ao atacante AMARELAR ou não. O ato de dar um esporro ou ameaçar cobrir de porrada
      jamais deve ser encarado como uma “maldade com o pobrezinho do atacante” e sim como parte integrante de um esporte heterossexual masculino. Havia atacantes que optavam por NÃO AMARELAR, como é
      o caso do João Danado Nunes, o Artilheiro das Decisões. Foi Nunes que, em 1981, ao ver o ladrilheiro Roberto Passos sendo fustigado por jogadores do Vasco, chamou todos para a porrada tendo
      este convite sido recusado com tremores nos joelhos dos bacalhaus. Foi Nunes que em 1980 em pleno Mineirão saiu dando porrada em jogadores do Galo das Alterosas quando o hediondo Éder tirou
      nosso Rondinelli de campo na base de chutes nas mandíbulas.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Por que será que Nunes nunca reclamou com a imprensa de “estarem tolhindo seu futebol-arte” com ameaças? E mais: as porradas dadas por jogadores como
      Juninho e Alessandro – ambos absolvidos pelo STJD – talvez preocupassem o João Danado. Mas certamente este não iria amarelar. Faria a opção de partir para dentro.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Aos que insistem em ver arte no futebol de Maicossuel, peço que revejam o que aconteceu DEPOIS da ameaça feita por Juan. Ele se recolheu. Fez a outra
      opção. Não devemos condená-lo por isto, apenas aceitar que ele tem o direito de amarelar.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Agora, imaginem se nas décadas de 70 ou 80 a imprensa esportiva desse pitis de mãozinha na cintura a cada vez que o parrudo Moisés dissesse a um atacante
      que iria cobri-lo de porrada fora do estádio se ele viesse de gracinha. E o que dizer de Junior Baiano preventivamente sentando a mão nos cornos do ignóbil Edmundo naquele Flamengo x Vasco de
      1992 que ganhamos NA BOLA E NA PORRADA?&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Por tudo isto, senhores, é que estranho o escandalozinho, os pruridos bichescos de grande parte da mídia tupiniquim diante de uma cena que a meu ver é tão
      parte do futebol quanto a bola ou as traves: a intimidação do atacante adversário – ou sua tentativa, pelo menos. A continuar esta onda de frescura a se abater sobre o país e em breve teremos
      zagueirinhos-kaká atuando na zaga da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, e não um sujeito capaz de dar uma cabeçada no nariz do colega de time para ver se ele toma jeito de homem.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;&lt;/p&gt;
    &lt;p&gt;
      &lt;font size=&quot;3&quot; face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Até o Brasileirão.&lt;/font&gt;
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Tue, 28 Apr 2009 13:50:42 -0500</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>3 de Março</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/3-de-marco</link>
    <guid>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/3-de-marco</guid>
    <description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Um Feliz Natal (hoje) e um Ano Novo (que começou ontem) de muito sucesso a todos os leitores da JIHAD RUBRO-NEGRA e à Nação Flamenga em geral.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &lt;img src=&quot;http://br.oleole.com/media/main/images/member_photos/group1/subgrp103/impossivel-nao-conco_47311.jpg&quot; alt=&quot;Imposs</description>
    <pubDate>Tue, 3 Mar 2009 10:40:50 -0600</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>Considerações sobre vexames rubro-negros</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/consideracoes-sobre-vexames-rubro-negros</link>
    <guid>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/consideracoes-sobre-vexames-rubro-negros</guid>
    <description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Ando meio desligado do futebol, reconheço. Quer dizer, corrijindo: ando desligado é do Flamengo. Do futebol eu sempre fui desligado. Claro que acompanho qualquer pelada que apareça na TV, seja
      de campeonato italiano, seja segunda divisão do campeonato paulista (o máximo que alguém pode se permitir de ostracismo). Mas é fato que pouco me importam os resultados e mesmo se o jogo vai
      acabar bem ou em grossa pancadaria. A única coisa que me importa mesmo no futebol é o Flamengo. Não existisse o Flamengo e futebol teria, para mim, o mesmo encanto que mesas redondas sobre
      educação coordenadas pelo Arnaldo Niskier ou palestras do doutor Lair Ribeiro sobre Motivação. Sem o Flamengo, digamos a verdade, &lt;strong&gt;o futebol não existe&lt;/strong&gt;. Em lugar nenhum do
      universo.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Mas o ano começou muito ruim e eu me desliguei. Claro que as cobranças já apareceram, e desde que o horroroso time atual rubro-negro perdeu para o não menos pavoroso Resende, são diários os
      encontros&amp;nbsp;com leitores da JIHAD RUBRO-NEGRO reclamando do meu sumiço. Cá estou, pronto para discorrer sobre alguns tópicos. Vamos a eles:
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      1- O time do Resende - Há muitos anos não vejo nada tão horroroso em campo quanto o time do Resende que apanhou para a cachorrada por 3 a 0. O resultado incrível obtido pelos resendeanos no
      Maracanã mostra que o jogo anterior acabou em vitória deles muito mais por obra e graça do juizinho (que inventou um pênalti e expulsou dois) e do próprio time do Flamengo, que não teve
      vergonha na cara.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Mesmo se o juiz não expulsasse dois jogadores do Flamengo, creio que o resultado seria o mesmo. Ou talvez até mais dilatado, haja visto que o tal Bruno Meneghel perdeu dois gols quando o
      rubro-negro tinha 11 jogadores.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Agora, um time conseguir apanhar de 3 a 0 do Bostafogo e sem esboçar a menor reação ou hombridade, sinceramente, é de se estarrecer. Por uma semana vimos a imprensa exaltando o técnico Roy como
      o novo Rinus Michels. Creio que neste momento o técnico Roy está abaixo do Lula Pereira no ranking de &quot;Treinadores de Times Merdas&quot;.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      2- A Taça Guanabara - Eu havia perdido a noção do quanto importante era a Taça Guanabara. A Globo dedica horas de sua programação à cobertura dos &quot;heróis do título&quot;. O locutor Luiz Roberto só
      falta tocar uma cunheta (revisão, não corrijam) quando a ridícula letra do canto de torcida aparece na tela da Globo. O fato de haver 70 mil torcedores (público que o Mengão coloca em partida
      de totó) no Maracanã fez com que Luiz Roberto quase cantasse o hino nacional. Os jogadores do Botafogo comemoraram se jogando ao chão como a seleção de vôlei medalhista olímpica. Os atacantes
      vêm sendo badalados. E até o Cuca, pasmem, é sacaneado pela cachorrada, que passou quase 90 minutos falando em Flamengo - no que compreendo perfeitamente. Vão falar em quê mais?
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Tudo isto, repito, tudo isto por causa da conquista da Taça Guanabara. O que aconteceria se o Bosta ganhasse, por exemplo, uma &lt;strong&gt;Copa do Brasil&lt;/strong&gt; (aquela que o Mengão já faturou
      duas vezes)? Ou uma &lt;strong&gt;Libertadores&lt;/strong&gt; (tem lá na Gávea)?
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      3- Soluções para o Flamengo - Deveria ter acontecido nesta segunda-feira, e de forma simples: o presidente e todos seus vices entregando o cargo para a entidade máxima do futebol mundial, que é
      a torcida do Flamengo. Com eles, todos os jogadores que estiveram em campo contra o Resende. E debaixo de porrada os jogadores que tiveram a cara de pau de reclamar do calor.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Por quê?
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Ora, o time que quase aplicou uma goleada no Flamengo uma semana antes foi inapelavelmente trucidado pelo Botafogo sem dó nem piedade; isto basta. Se um administrador, gestor ou trabalhador tem
      &lt;strong&gt;VERGONHA&amp;nbsp;NA CARA&lt;/strong&gt;, ele não precisa nem receber salário para se sentir mal diante de humilhações e vexames. Não receber salário é parte do problema, mas não explica e nem
      justifica perder para um time que apanha do Botafogo.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Falharam, portanto, todos: os dirigentes, que simplesmente NÃO CONSEGUEM encontrar um atacante decente e nem formar um time de homens; o técnico e os jogadores.&amp;nbsp;
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Qualquer sujeito com vergonha na cara iria tirar o Manto Sagrado, devolver a quem de direito (torcida do Flamengo) e recolher-se às auas ocupações anteriores.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Mas no Flamengo há vergonha?
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      É um time sem vergonha de jogar mal para caralho e de perder para um time de merda como o Resende.
    &lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Resta saber, meus amigos, se cometeremos o vexame máximo de sermos vice da cachorrada. Aí realmente é caso para demissão coletiva.
    &lt;/div&gt;</description>
    <pubDate>Mon, 2 Mar 2009 12:47:13 -0600</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>Choro antecipado - a marca dos vencidos</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/choro-antecipado---a-marca-dos-vencidos</link>
    <guid>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/choro-antecipado---a-marca-dos-vencidos</guid>
    <description>&lt;br /&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &lt;img src=&quot;http://blueroof.files.wordpress.com/2008/01/mls-cry-babies.png?w=317&amp;amp;h=198&quot; width=&quot;317&quot; height=&quot;330&quot; /&gt;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Amigos, companheiros de guerra santa rubro-negra: volto aos comentários no JIHAD mas sem prometer muita assiduidade, haja vista que acompanho o atual certame ainda um pouco distante, sem ter
      comparecido aos estádios por causa de compromissos profissionais. Mas espero mudar tal conduta. E escrever melhor – sou partidário da tese de que se pode torcer pelo Mengão sem jamais ter
      pisado em um estádio de futebol, mas escrever sobre Flamengo sem sentir a vibe de sua torcida, bom, é diferente. Missão difícil, possível, mas completamente sem coerência e honestidade.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      É claro que, vendo pelas imagens da TV e dos vídeos da Internet, me parece que a Magnética (royalties para Jorge Ben) está como sempre esteve: feliz, radiante, apaixonada, exultante e dando
      mais beleza ao mundo do que um campo repleto de girassóis. Ainda que parte da imprensa cruzmaltina (só os cruzmaltinos pensam que ela não existe) tente criar falsas polêmicas na Gávea – como a
      saída de Marcelinho Paraíba, a chegada de Diguinho e os chiliques do Imperador Adriano – o fato é que o Mengão começou o ano, curiosamente, de bem com a vida.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Futebol? É verdade, ainda não apareceu por lá. Certamente é culpa dos salários atrasados. Não culparia jogador nenhum por isto – ninguém curte o trabalho gratuito, a não ser que você seja
      selecionador de atrizes pornô do gênero teen ou provador oficial de vinhos e pizzas do melhor restaurante da região.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Por tudo isso vejo a Magnética muito bem, muito tranqüila e em paz. Ainda mais depois de adquirir a nova marca, que é a de ÚNICO TIME DO RIO A JAMAIS TER JOGADO EM DIVISÕES INFERIORES. Se for
      feito um exame minucioso no couro cabeludo dos outros torcedores cariocas, abrindo espaço entre os cabelos o cidadão de bem (rubro-negro) poderá constatar, com horror, perto da tatuagem com o
      número 666, a inscrição “Série B”.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Em nós não tem essa marca.
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Mas, finalizando este gigantesco preâmbulo (maior até do que o texto em si), a única coisa que tem me chamado a atenção não é no Mengão, e sim no restante da mídia e torcedores, dando pitis
      monumentais por causa de erros de arbitragem a favor do rubro-negro. E mais: no caso do jogo desta quinta-feira contra o Bangu, erros que aconteceram PARA OS DOIS LADOS. Mas não! O frágil
      torcedor arco-íris logo gira o corpo apoiado nos calcanhares e sai em passos largos e nos dando as costas, quando falamos no Estadual.
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Ora, que espécie de potência é o Friburguense para garantir 100% que venceria o jogo caso o gol não tivesse sido anulado? E o que há de mais se o nosso Maxi Bianchucchi na verdade estava
      executando sua jogada mais freqüente (a “fura-e-cai”) quando dentro da área do Bangu? Ora, minutos antes o mesmo soprador de apito não viu um pênalti clamoroso em Ibson, por que os arco-íris
      não citam isto?
    &lt;/p&gt;
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      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Preferem agir como profetas do Apocalipse e, de forma meio patética, cantarem aos quatro ventos que “sempre falaram” nos favorecimentos ao Rubro-Negro Maior. Ora, é curioso que cá no Rio
      tenhamos um time que jogou na terceira, subiu para a segunda mas passou para a primeira sem conquistar nada na segunda divisão. Que tenha um time que foi campeão brasileiro em 1995 com um dos
      mais clamorosos erros de arbitragem da história. Que tenha um time, bom, enfim, um clube que é conhecido pelas influências e manipulações fora de campo através de um gordíssimo ex-dirigente.
    &lt;/p&gt;
    &lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;/div&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Viraram todos vestais da moralidade!
    &lt;/p&gt;
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      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Ou será que na verdade a Torcida Arco-Íris estará nos brindando com uma grande inovação, ou seja, o CHORO ANTECIPADO DE PERDEDOR?
    &lt;/p&gt;
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      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
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    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Pobres Friburguense e Bangu: a história destes dois clubes não merecia “novos-torcedores” tão medíocres.
    &lt;/p&gt;
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      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      ******
    &lt;/p&gt;
    &lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;
      Aproveito para registrar, com orgulho, a minha humilde participação no Imortal URUBLOG, o Blog mais Fodástico do Flamenguismo Universal: &lt;a href=&quot;http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2009/01/28/salaam-aleikum-mengao/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;JIHAD NO URUBLOG&quot;&gt;http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2009/01/28/salaam-aleikum-mengao/&lt;/a&gt; .
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Fri, 30 Jan 2009 07:19:30 -0600</pubDate>
  </item>
  <item>
    <title>A verdade não está lá fora</title>
    <link>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/a-verdade-nao-esta-la-fora</link>
    <guid>http://br.oleole.com/blogs/jihad-rubro-negra/posts/a-verdade-nao-esta-la-fora</guid>
    <description>&lt;div align=&quot;justify&quot;&gt;
      Eu sinceramente planejava entrar em férias de futebol e do Flamengo depois do último post escrito aqui na JIHAD RUBRO-NEGRA, mas o alarido inconseqüente da plebe ignara, ávida por restos de
      nossas grandeza nos momentos difíceis, não me deixa sossegar em paz. Já tinha comprado até a quarta temporada de Arquivo-X para rever as aventuras do soturno Mulder e da intrigante Scully,
      quando veio a (?) polêmica falsa e arranjada da ida de um jogador para o Corinthians.
    &lt;/div&gt;
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      &amp;nbsp;
    &lt;/p&gt;
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      Na verdade, o caso de Ronaldo Fenômeno é uma contravenção. Fez o que os estudantes de direito fazem todos os anos no dia 11 de agosto: usar e sair sem pagar. Não é crime, repito, porque não se
      trata de apropriação indébita, e sim de utilização de serviços. Ronaldo não é mais criminoso (e nem melhor pessoa) do que um apontador de jogo do bicho, flanelinha ou vendedor de graxa sem
      alvará.
    &lt;/p&gt;
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    &lt;/p&gt;
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      Vi apenas dois posts de conteúdo e realmente inteligentes no deserto de idéias que surgiu depois do ocorrido: o de Lucas Dantas aqui e no Blog da Flamengo Net, e o do Mestre Mulamba, a quem
      devo propor em breve dividir a autoria do ALCORÃO RUBRO-NEGRO. Estes textos disseram tudo o que há para ser dito, tornando o trabalho deste JIHAD até mesmo inócuo. Tento assim acrescentar
      alguns pensamentos sobre o que aconteceu.
    &lt;/p&gt;
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    &lt;/p&gt;
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      Ronaldo usou o Flamengo a seu bel-prazer. Claro, o Flamengo fez sua parte, ou melhor, a diretoria fez. Foram quatro longos meses sem nem pensar o que fazer com o atacante dentro de suas
      instalações – interessante mesmo seria apurar quem foi o gênio que liberou as instalações do clube “na faixa” para o Ronaldo. Só porque ele “é Flamengo”? Posso dizer que sou até mais Flamengo
      do que ele (pelo menos neste momento), logo, peço licença para usar a piscina sem pagar mensalidade e sem fazer exame de urina. Ah, e quero mijar lá dentro sem mancha azul-escura. Ora essa.
    &lt;/p&gt;
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    &lt;/p&gt;
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      Depois de tudo isto, Ronaldo saiu sem pagar. Deve estar acostumado. É a educação do dinheiro. É a ânsia por ficar milionário (coisa que ele já é), É o contrato com a Nike, que brigou com o
      Flamengo. É a incompetência da diretoria e do VP de Marketing, estes que deixaram o Império Rubro-Negro sofrer mais uma grave humilhação, que é um sujeito preferir jogar em um clube que no
      momento está na SEGUNDA DIVISÃO (só estará jogando na primeira no ano que vem). &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;C’os diabos: quem fez a escolha foi Ronaldo. Ele é que é o especialista em escolhas. Ele é que
      tem dinheiro para ter a mulher que quiser e escolheu aquelas com três pernas. Para o Flamengo, não ficou estrago nenhum a não ser o de mercado, como eu já disse e reitero: o estrago é
      mercadológico, ou seja, menos camisas vendidas, menos espaço em TV e mídia, menos merchandising.
    &lt;/p&gt;
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    &lt;/p&gt;
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      Mas, até onde eu sei, o Flamengo não é a W/Brasil ou coisa que o valha. Nosso produto não é marketing e tampouco futebol. O produto principal do Flamengo é a FÉ E GRANDEZA, juntas, que não
      podem ser vendidas separadamente. É claro que dependemos destas coisas para sustentar o futebol, mas o episódio serviu até para percebermos que a gestão atual é uma verdadeira zona em termos de
      marketing, e está fadada a ações ridículas e inócuas. Até mesmo os produtos da cesta dos Supermercados Leão Camarada tiveram marketing melhor – sabão Neutral pastoso e suco de maracujá
      Pindorama. Vou mais longe: os produtos anunciados pelo Alborghetti tinham um retorno de marketing muito melhor, e um recall fantástico. Querem ver? Alimentos ZAELI, Kurten Madeiras, Frigorífico
      ALVORADA, Chá Mate REAL.
    &lt;/p&gt;
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    &lt;/p&gt;
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      Mas não concordo com choradeira só porque o nosso terror-dos-rodízios resolveu ir embora antes de vestir o Manto. O negócio agora é abstrair. O jeito é esperar a próxima eleição, ir dando
      porrada na gestão atual até eles acertarem, enfim, seguir adiante, sem imitar Ronaldo em nada – nem no ato tresloucado de sair com travestis e nem no gesto triste de se tornar menos Flamengo.
    &lt;/p&gt;
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    &lt;/p&gt;
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      Um rubro-negro que fica menos Flamengo é quase um travesti.
    &lt;/p&gt;</description>
    <pubDate>Wed, 10 Dec 2008 19:08:19 -0600</pubDate>
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