Segunda-feira, 06 Outubro 08, 08:31 AM
Os poucos leitores do JIHAD haverão me desculpar por duas coisas: primeiro, pela minha falta de assiduidade nos posts. Depois, porque volto a este espaço ainda com o mesmo pensamento negativo, ou seja, o de que o Flamengo não vai ser campeão brasileiro. E listarei os motivos que me levam a acreditar nisto:
1- Arbitragem 1: ROUBOS - Atuações como a do sr. Salvio Spinola (quem lê o JIHAD sabe o que eu penso deste sacripanta) no sábado mostram que o Flamengo ainda vai sofrer muito dentro de campo com os estelionatários do apito. A atuação do sr. Salvio Spinola contra o time de carniceiros sem talento algum do Náutico (clube que deveria estar na terceira divisão, nunca na primeira) foi abaixo da crítica. Tolerou antijogo, simulações de faltas e pênaltis, catimba, e toda a sorte de recursos desleais daquela gente. Por que o sr. Salvio continua apitando jogos do Flamengo se desde a ocasião em que impediu Oscar (do Basquete) de dar um pontapé inicial é visível seu ódio pelo Maior do Mundo?
2- Arbitragem 2: DESLEALDADE - É muito raro ver times como Palmeiras, Grêmio e São Paulo ocuparem simultaneamente as primeiras posições de um campeonato. Só mesmo em um campeonato indecente como este. Os times do pusilânime Luxemburgo, do escroque Celso Roth e do mau-caráter Muricy são verdadeiras máquinas de bater, usam e abusam da deslealdade. E na frente de árbitros que NADA fazem.
3- PADRÃO DE JOGO - O segundo tempo contra o Náutico e contra o Sport mostram que ao Flamengo ainda falta muito padrão de jogo. O time se mostra ainda desorganizado e muitas vezes a defesa parece um bando. Correria para todo lado. Há momentos em que contamos com Bruno e com a sorte. No gol do Sport, feito de escanteio, não tivemos nem um nem outro.
4- TABELA - Nosso último jogo é contra o Atlético Paranaense na Arena da Baixada. Nossa chance é eles estarem rebaixados até lá (espero que Deus nos dê este presente). Na Arena não ganhamos, é fato. Até porque é o jogo da vida deles, a única oportunidade que têm no ano inteiro para se acharem um time grande.
O Flamengo é, para o Atlético Paranaense, uma espécie de "Flight Simulator" para quem tem medo de pilotar avião de verdade.
Se esses quatro fatores perderem a força que têm no momento, o Flamengo até pode sonhar com o título. Mas desde que vença os três jogos que tem pela frente no Maracanã. Vencer, vencer, vencer. É o que nos resta.
E, claro: TODOS AO MARACANÃ, PORRA!
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Será uma lástima para o futebol carioca se caírem Vasco e Fluminense juntos. Teremos só dois clubes na primeira divisão, e além disto teremos apenas um clube no Rio de Janeiro sem passagem pelas divisões inferiores.
Sabem que clube é este, né?
Bom, se caírem os dois clubes será ruim para o futebol carioca. Vou torcer para que pelo menos um deles não caia. Qual? Vou escolher entre torcedores de Vasco e Fluminense aqueles que
a) Não festejaram a derrota para o América do México e nem ficaram anunciando "Cabañas"
b) Nunca torceram contra o Flamengo nos anos em que estivemos perto de sermos rebaixados.
Alguém se enquadra?
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CADÊ O CABAÑAS, EURICO??????
Quarta-feira, 17 Setembro 08, 07:57 AM
Admito: volta e meia abandono o JIHAD RUBRO-NEGRA de uma forma tão indecente que mereceria a eliminação deste blog. Este último período inclusive me valeu um esporro via MSN de Mestre Mulamba, justamente indignado com a preguiça deste que vos escreve. Esporro dado com justiça reconhecida em cartório.
Mas, senhores, fato é que tem faltado motivação para a escrita, depois da constatação de que o Hexacampeonato brasileiro foi adiado para 2009. O Flamengo hoje luta por uma vaga na Libertadores que na minha opinião estava 100% garantida, e isto causa um enfado e irritação que não tem equivalentes na vida mundana. Nem mesmo velocípede na contramão ou plástico de caixa de CD conseguem irritar mais do que a capacidade do Flamengo de entregar jogo e campeonato.
No domingo tivemos mais uma demonstração da total incompetência que grassa no clube da Gávea, deste o técnico até o ponta-esquerda recuado para o meio-campo, passando por massagista, porteiro do clube, presidente e vendedor de produtos pirata do clube no camelódromo da Uruguaiana.
A derrota para o São Paulo, incontestável sob todos os sentidos - com mais uma atuação inacreditável de Ibson, que decidiu de vez que vai errar todos os passes pelo resto da vida - me fez refletir sobre a condição do Flamengo, que até então eu tinha "apenas" como cavalo paraguaio.
Lêdo engano.
O fato de o Flamengo ter ganho de sumidades do futebol como Figueirense, Ipatinga e Vasco deveria ser encarado como natural. Mas na Gávea não: ganhar do Figueirense "na casa do Figueirense", ainda que em um estádio onde a MAIORIA era de torcedores do Flamengo, foi visto como um feito comparável à vitória húngara em Wembley sobre a Inglaterra (em 1951, confere?). Propagou-se uma "arrancada para o título", foram feitos planos para o "pós-vitória sobre o São Paulo", o técnico teve 11 dias de graça para colocar o time em forma e dar um padrão de jogo e...
...e o que se viu em campo no Morumbi era capaz de dar vergonha em gaveta de adolescente, tal a desarrumação do time. Ora, o que se fez nestes 11 dias? Jogaram Playstation?
O interessante é que igualmente contra Cruzeiro, Coritiba e Palmeiras, os outros times que disputam a sério o campeonato, o Flamengo também não fez absolutamente nada de decente. Daí a conclusão a que eu cheguei: o Flamengo não é "cavalo paraguaio" e sim "matungo de segunda-feira".
Explico: na gíria turfista, "matungo" é o que nós, pessoas comuns, chamamos de "pangaré". Cavalo que é de uma turma inferior. No turfe, como vocês devem saber, "turma" é o grau, o nível de um cavalo. Cavalo que corre "grande prêmio" (como o GP Brasil e o GP São Paulo) não se mistura com matungo que corre na noite de segunda-feira. Para esta noite se reserva o bagaço da laranja, os cavalinhos que não rendem muito para seus proprietários a não ser perdendo corridas em que são favoritos.
Na noite de segunda-feira não corre cavalo de GP.
O Flamengo é, portanto, um cavalo de segunda-feira, um matungo. Corre em turma de Figueirense, Ipatinga, Vasco, Sport, Paysandu, Fluminense, Criciúma, Paraná Clube, Botafogo, CRB. Não é definitivamente para correr nas turmas de GP, pelo menos neste campeonato.
Enquanto se insistir com a tese de que Ibson é jogador de futebol, enquanto não se colocar para treinar a versão mulata do Iranildo (Éverton), enquanto não se colocar o Frambueza como titular, não dá para levar a sério o time, o clube e o técnico.
O Flamengo precisa ter vergonha na cara. E deixar de ser matungo de segunda-feira. Seu papel histórico não é esse.
Mas como esperar que o time tenha vergonha na cara se seus dirigentes jamais tiveram?
Sexta-feira, 22 Agosto 08, 09:50 AM
Os amigos desta JIHAD devem ter estranhado a prolongada ausência, e os inimigos vão apontar em tom de galhofa para o fato de que retornei ao blog exatamente um dia depois de uma vitória acachapante do Maior do Mundo sobre o estranho time do Grêmio, que lidera o campeonato mesmo tendo Celso Roth como técnico. Mas tem acontecido fatos curiosos no esporte aos quais esta JIHAD RUBRO-NEGRA não pode se furtar. Vamos começar por alguns fatos em Pequim para finalizar com a vitória flamenga no Maracanã, deste Flamengo que ainda me transmite certa insegurança.
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Ganhar e perder
Mais uma vez a Globo "descobriu" que o Dunga é o pior técnico do mundo e que extirpá-lo (como deve acontecer, aliás) é a solução para todos os males do futebol. Não que o gaúcho seja isento de culpa. Tem grande culpa, sim: convoca realmente muito mal (apesar de visivelmente não ter muitas opções para seleção) e ainda se prende a símbolos – prova disto é acreditar que Ronaldinho Gaúcho ainda continua exercendo a profissão de jogador de futebol. A convocação de Ronaldinho para estes Jogos Olímpicos me soou tão absurda quanto se fosse chamado o Sousa para o ataque ou o Fernando (aquele que “reforçou” o Vasco) para a quarta zaga e como capitão. Há um bom tempo que Ronaldinho não joga porra nenhuma e sua performance na Copa de 2006 deveria ter servido para conscientizar quaisquer técnicos de que futebol é uma coisa e filmes da Nike são outra completamente diferente. Em filme da Nike, até Obina é rei.
Mas antes de tudo, me veio à cabeça uma analogia entre Brasil x Argentina no masculino (?) e Brasil x EUA no feminino. Me causou certo desconforto perceber que o vencedor de um jogo atuou como tentou atuar o perdedor do outro. A Argentina que estuprou a seleção masculina (3 a 0 foi de fato um resultado modesto, pelo segundo tempo) jogou exatamente como o Brasil feminino que perdeu dramaticamente para as americanas.
As americanas venceram a ofensiva seleção feminina atuando da mesma forma com que atuou o time de Dunga: cozinhando o galo, fechando na marcação, esperando, esperando...
Mas não vejo ninguém da Globo apontar esta estranha contradição futebolística. Em termos táticos, não se pode decretar nada em futebol. O que faz diferença é o craque, o jogador bom. E o time brasileiro realmente era inacreditável. A ruindade de alguns deles, individualmente, chega a tal ponto que dá até para pensar que Dunga chamou só perebas a fim de dividir a responsabilidade no caso de desastre. Mas sei que não foi este o motivo. Qual teria sido? Ora, não tenho um por cento da clarividência para entender onde está o cérebro de um ser humano quando pensa que Rafael Sóbis é jogador de futebol ou que Rafinha pode exercer outro papel a não ser o de personagem dodói de novela das sete.
A Argentina tem craque. Mas craque mesmo, de verdade. Riquelme é talvez o melhor meio-campo em atividade hoje no mundo. Joga demais. Messi é um monstro, joga para a frente, abusa, parte para cima. Somente com estes dois já era possível atropelar o bando brasileiro.
Diego: o amarelão com a amarelinha
Agora, por que as nossas craques como Marta e Cristiane não fizeram o mesmo com as americanas? Marta teria vaga certa no meio-campo da seleção masculina. Sem querer ofender a feminilidade da atleta (de forma alguma), posso dizer que, mesmo sendo mulher, Marta é muito mais homem do que Diego (jogador que teve diarréia antes da final do Brasileiro em 2002 e amarelou horrivelmente no pré-Olímpico que nos eliminou de Atenas).
A vitória americana se deveu à aplicação tática e ao jogo coletivo – levado às últimas conseqüências. O time dos EUA parecia um time de totó. Nada parecia afetar a disposição daquelas mulheres em campo, a maneira com que foram arrumadas. Jogaram da mesma forma os 120 minutos: com paciência, torrando o saco do próprio torcedor, sem arroubos juvenis (Cruz, Mario e Dantas, Lucas Loureiro in Fla-Bujica 2006) e sem explosões momentâneas.
Atuaram do mesmo jeito que o Brasil queria (e não conseguiu) atuar. Posso dizer sem medo de errar: Dunga poderia ter treinado a seleção americana. Aquele modelo vencedor é o mesmo de Dunga. Como jogou a seleção de 1994? Cozinhando todos os galos e espetando na hora certa com Bebeto e Romário, quiçá a maior dupla de ataque da seleção desde 1970. Sabemos jogar desta forma? Os dois jogos que perdemos mostraram que não sabemos. E isto em nível individual. Não adianta copiar o modelo europeu se o que temos internamente é um jogador dionisíaco, afeito à embriaguez e às emoções. O Brasil é muito mais Marta e Cristiane do que Hernanes e Ronaldinho Gaúcho. O Brasil é dois atacantes, não um Rafael Sóbis (que não é nem mesmo “um” atacante). Podemos, sim, ganhar uma Copa com o modelo apolíneo-europeu. Mas nem para isso prescindimos do craque – vide Romário e Bebeto em 1994.
No caso da seleção de Dunga, não tivemos nem o craque e nem o jogador capaz de cumprir as determinações táticas. Culpa do técnico, claro – que não soube encontrar, em uma safra difícil e complicada, os jogadores ideais. Outros saberão? Espero que sim. Mas precisarão quebrar paradigmas – esquecer Ronaldinho Gaúcho, Diego, esses craques de comercial, e montar um time de verdade.
Talvez Dunga até conseguisse isto – só não sei se a Globo vai deixar.
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Pergunta
Quem é mais atleta? Maureen Maggi, que passou cinco anos tentando se livrar da pecha do doping para enfim alcançar um magistral, histórico e inédito ouro olímpico, ou Ronaldinho Gaúcho, que torrou nosso saco em 2006, que torra os culhões de todo torcedor brasileiro com “vou-não vou jogar”, que ganha milhões de dólares ao ano, e que protagoniza um vexame em Pequim?
Quem é mais atleta? Maureen Maggi, semi-esquecida pela mídia, moça simples do interior, lutadora, de classe média, trabalhadora, ou Ronaldinho Gaúcho, jogador da Nike, protagonista de comerciais fanfarrões, usuário de relógios e colares dourados, dono de carros possantes e freqüentador das melhores festas?
Obrigado, Maureen Maggi.
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Análise do que realmente importa
Findos estes assuntos entediantes, voltemos a falar do assunto que realmente importa, o Mengão Rasgador-Geral. Observei o time na vitória sobre o Grêmio e constatei alguns pontos. Vou elencá-los a fim de obter sobre cada um deles a opinião dos amigos rubro-negros desta JIHAD.
1- Ainda dá para sonhar com o título? Dá. Mas é SONHO. Vejam bem. A distância está bem complicada, precisaríamos torcer para muitas derrotas de um time retranqueiro o suficiente para só perder de forma fortuita. Ainda temos que torcer contra o Cruzeiro e o Palmeiras, missões menos complicadas, já que jogam mais abertos. Contra o Botafogo não precisamos torcer, já que têm o Ney Franco – prevejo que em mais duas ou três rodadas a cachorrada começa a cair.
2- Marcelinho Paraíba foi bom reforço. Não é o jogador de área que precisamos, não é o finalizador, mas é um jogador que pelo menos trata a bola como “você”, e não tem dificuldades psicomotoras como o Obina. Sabe fazer um passe (Obina também sabe, reconheçamos), chuta forte e tem visão de jogo. Pode melhorar muito nossa situação.
3- Kleberson. O Pentacampeão voltou contra o Grêmio e mostrou no primeiro tempo que vai nos ajudar muito. É combativo e tem passada larga. Vai evoluir novamente e não sairá do time.
4- Ibson. Depois do jogo contra o Santos, em que ele errou uns 300 passes, acreditei que o ideal seria vendê-lo para algum time no Laos ou nas Ilhas Faroe. Mas contra o Grêmio, surpreendentemente Ibson cresceu em campo e voltou a jogar como homem (ou seja, como Flamengo). Se mantiver a performance, temos condições de subir mais na tabela.
5- Incógnita. O time ainda é meio incógnita. É capaz de nos surpreender com uma vitória sobre o líder do campeonato mas ao mesmo tempo conseguiu perder para o Vitória em casa. Precisamos de vitórias simbólicas, daquelas de lotar o Maracanã no jogo seguinte. E é por isso que estas duas próximas rodadas decidem o que quer o Flamengo do campeonato. Se vencermos o Inter fora de casa, embalamos para jogar contra um time em visível ascensão, que é o Fluminense. Se perdermos lá no Beira-Rio da forma tradicional (ou seja, com o juiz assaltando, o Arnaldo César Coelho dando razão e o Luis Roberto se esgoelando ao narrar os gols do Inter), acho que a coisa desanda e passaremos apenas a pensar em vaga na Libertadores – algo que deve ser sempre o nosso foco, eternamente.
Afinal, obrigação do Mengão mesmo é estar SEMPRE na Libertadores.
Até a semana que vem.
Terça-feira, 12 Agosto 08, 08:18 AM
Ao que parece, existe mesmo uma Lei de Lavoisier no futebol, mas de postulados diversos e aplicáveis de forma diferente. Para alguns times, tudo se perde, tudo se transforma. Para outros, nada se transforma, tal e qual na Natureza. Vamos aos exemplos na prática.
Há um time que, há três meses, era o maior do mundo. Seu artilheiro, Dodô (hoje chutado a pontapés como sempre mereceu), deveria estar na seleção e seu gol de voleio contra o expressivo Arsenal da Argentina (que deve ter o mesmo peso que o Juventus da praia de Copacabana) estava desde já consagrado como o mais bonito da história do Maracanã. Que se danassem o gol de Nunes contra o Atlético Mineiro em 1980, não importa o gol de Petkovic contra o Vasco em 2001, e, vá lá, o gol de Roberto Dinamite, pelo Vasco, em 1976, em que dá um lençol no zagueiro Osmar Guarnelli antes de marcar.
Não, nada disso: o gol mais bonito era o de Dodô e ponto final.
A torcida deste mesmo time comemorou com alegria desmedida a eliminação do Supremo diante do América do México. Quando, semanas depois, compraram uma passagem só de ida para a casa do caralho (de onde jamais deveriam ter saído), acabaram gerando uma onda moralista de jornalistas d'O Globo, todos achando "muito feio e bobo" os torcedores de outros times teram torcido contra.
Os colunistas, de mãozinha na cintura e indicador balançando em riste, diziam que era "a esse ponto que o futebol havia chegado".
Paciência.
Hoje, o técnico que esculhambou o Boca Juniors (clube com pelo menos sete Libertadores nas costas, não sei o número certo, admito) está procurando emprego, bem como Dodô, em busca de outra torcida para enganar por um tempo. Seu sangue de barata necessita se lambuzar com esses devaneios, ainda que sejam temporários.
Como a vida se transforma, é incrível.
Outro time, em General Severiano, quanto mais perde, mais se transforma.
São bi-vice campeões cariocas, vice-campeões da Copa do Brasil, e vice-campeões da SEGUNDA DIVISÃO. Mas já se sentem o Melhor do Rio, já fazem planos de alcançar o Grêmio, isto depois da vitória sobre o Carrossel Catarinense, ou melhor, sobre o Figueirense. Digo Carrossel porque nenhum jogador daquele time tem mais mobilidade do que o cavalo de um carrossel.
Ponderam os alvinegros que "ganharam do Figueirense com um a menos". Puxa. E eu que me sinto envergonhado porque meu time venceu o Figueirense só por 5 a 0 mas usou os 11 jogadores!
Usar mais de sete jogadores hoje contra o Figueirense é até deslealdade equivalente a carrinho por trás.
E, temos, finalmente, o time da Colina, aquele que iria ganhar finalmente a "modernidade", depois que o deputado estadual do moderníssimo PMDB carioca, integrante da idônea assembléia legislativa do Rio (aquela que absolve o Álvaro Lins), assumiu a presidência. Sim, que beleza.
Sobre este time, vale a pena falar alguma coisa?
Para eles, tudo se perde, tudo se transforma.
Já para o Supremo, o Flamengo Universal do Reino de Dida e Zico, tudo se perde, nada se transforma. O Flamengo continua, a despeito de seus sete jogos sem vitória, a ser uma entidade superior a reger a vida de todos os seres humanos. O Flamengo já nasceu com brevê, esta é a diferença.
Botafogo, Vasco e Fluminense ficam perseguindo títulos ou medalhas com a ânsia de pobre comprando diploma ou mesmo pagando despachante para ter um passaporte e ir a Disney World (sem saber que os americanos vão lhe negar o visto por falta de vínculo com o Brasil). São esforços patéticos para ser tão grande e descomunal quanto o veiudo Mengão da Gávea. Cheiram a estripulia e estelionato. A ânsia do tricolor por uma Libertadores beirava a infantilidade, algo como o moleque mais pobre da rua que finalmente vai ter uma bicicleta que o outro mais rico tem.
Até que um dia este menino percebe que as coisas não acontecem porque o outro é mais rico. Acontecem porque o outro nasceu pedalando melhor e merecendo a bicicleta.
Este processo do Botafogo, por exemplo, eu já conheço: três vitórias seguidas com um técnico novo, com os jogadores cai-cai de sempre (como Jorge Henrique) e voilá, a imprensa especializada começa a soltar fogos. Isto tem uma explicação, e será a mesma por mais uns seis ou sete anos:m os jornalistas que comandam editorias ou redações, por serem mais velhos, são alvinegros. E com três vitórias começam a acreditar em título.
Daqui a seis ou sete anos essa mania da imprensa acaba - eles se aposentam. Daqui a seis ou sete rodadas, a festa do Botafogo acaba - quatro derrotas e dois empates, e pimba, lá estão eles na parte de baixo da tabela.
Se o Flamengo estará lá? É possível. Mas reparem, caso isto aconteça, no conforto que nós proporcionamos a eles - nos olharão, olhos baços, como a dizer, "bom, se eles também estão aqui, é porque nós não somos tão ruins, né?".
Não tem jeito: pobre acha sempre que diploma é tudo igual.
Domingo, 03 Agosto 08, 04:00 PM
A total incapacidade do Flamengo em campeonatos brasileiros desde 1992 realmente é mais forte do que qualquer trabalho feito em elenco ou diretoria. Com mais uma estúpida derrota dentro de casa (três pontos irrecuperáveis, já que essa porra desse time jamais vence o Cruzeiro no Mineirão), o Flamengo disse adeus definitivo ao tal sonho do Hexa, uma bizarrice alimentada pela boa estréia de cavalo paraguaio.
Com a venda do único atacante (Marcinho) a ter média de meio gol por jogo (muito acima dos 0,00001 gol por jogo do Souza e dos 0,00000000213 gol por jogo do Obina) na nossa história recente, com a despedida de Renato Augusto, o time parece ter ido para a puta que pariu de vez, seguindo a trilha do Fluminense, do Vasco e do Botafogo.
Não posso dizer que a saída de Souza mudou alguma coisa. Só se for para melhor. É possível que as coisas melhorem com o afastamento de Diego Tardelli, de braço quebrado. E pode melhorar se algum clube alucinado contratar o Obina.
Mas a infeliz saída de Marcinho - infeliz, porém, realmente necessária, já que estava fazendo merda demais - acabou com as perspectivas. Basta ver que a última vitória rubro-negra (e lá se vai mais de um mês) teve a presença dele em campo.
Fato é: acabou hoje, 3 de agosto, o campeonato brasileiro para o Flamengo. Resta agora ficar ali, nas posições intermediárias, fechar com uma vaga em um desses torneios internacionais, e olhe lá. Libertadores seria o melhor dos mundos, mas acho difícil.
São SEIS jogos sem ganhar porra nenhuma. SEIS jogos. Em campeonato de pontos corridos, ficar SEIS jogos sem vitória é praticamente desistir de ser campeão.
Agora, fato é que temos uma merda de diretoria que não tem capacidade para enquadrar um jogador como Marcinho, colocá-lo na linha, evitando a necessidade de vender. Mas na verdade, quem pensa em não vender?
Senhores, escrevo bastante aborrecido nesta tarde de domingo. Perdemos pontos irrecuperáveis em casa, contra Vitória e Cruzeiro. Empatamos um clássico de forma idiota contra o Botafogo. Empatamos com Portuguesa (time de merda) e Atlético Mineiro (me recuso a comentar) e perdemos para Palmeiras, adversário direto numa suposta luta pelo título.
Vamos encarar agora um Goiás que deu de 4 a 0 na Portuguesa, time no qual mal conseguimos empatar. Depois, o problemático Atlético-PR no Maracanã, local que, está provado, não tem significado porra nenhuma. E para fechar, vamos à Vila Belmiro perder do Santos - já que está mais do que certo que jamais vamos ganhar na Vila Belmiro até o fim da humanidade.
Em resumo: temos de rezar muito para não estarmos, daqui a cinco rodadas, pedindo pro Joel voltar. Será sinal de que o Flamengo terá voltado a jogar aquele campeonatozinho da parte de baixo da tabela.
Peço aos amigos que me poupem de comentários ufanistas debilóides do tipo "você não é Flamengo" ou "nós vamos atropelar". Se seis jogos sem vitória não fizessem um sujeito dedicado como eu cair na real, seria péssimo sinal - o sinal de que perder é normal.
E no fim, éramos paraguaios mesmo. Acabou. O Flamengo NÃO VAI ser campeão.
Segunda-feira, 28 Julho 08, 11:43 PM
Domingo, 20 Julho 08, 06:07 PM
Depois da terceira e inacreditável derrota (sendo que a segunda no Maracanã) rubro-negra no campeonato, não faltarão os arco-íris babando e vomitando a satisfação de confirmar a procedência paraguaia do cavalo rubro-negro, este sempre pujante e de comportamento garanhão, não importa o campeonato ou o esporte. O clima entre os infelizes que não nasceram com a bênção de serem Flamengo na sexta-feira, depois da derrota para o Coritiba, era quase de conquista de campeonato. Pudera: o horror de ver um Mengão Hexa é tal que para evitar um mal desses chegam até a torcer para agremiações menos consideráveis como Coritiba e Vitória (este último, time do nada saudoso Paulo Carneiro, um dirigente de conexões das mais suspeitas).
Ora, o que tem a dizer esta JIHAD é que em nenhum momento nos comportamos com a confiança que o rubro-negrismo nos permitira ter, ou seja, temos sido racionais no trato deste campeonato. Sabemos que o Brasileirão é longo e o cérebro da diretoria do Flamengo é curto.
Perdemos nosso único atacante com média de meio gol por jogo nos últimos cinco anos, o Marcinho, e tal perda foi encarada por dirigentes e por muitos torcedores como "Ah, temos coisas muito melhor" ou "Marcinho não é Pelé".
Ora, aqui na JIHAD não posso deixar de concordar: Marcinho não era Pelé. E no mais, seus problemas extra-campo, pelo jeito, iriam conduzí-lo rapidamente a uma gaveta no cemitério São João Batista, pelas informações que andaram circulando. Isto posto, me parece justo perder Marcinho em nome de um suposto bem-estar do restante do elenco.
Mas é fato que a diretoria, ao não cogitar nenhum nome para o ataque (e ainda brincar com a minha cara querendo um vascaíno escroto como o Felipe), está realmente achando que nossos problemas em acertar o gol estão resolvidos. Não estão. Ao ver Obina, nesta derrota lamentável contra o Vitória, chutar grama na hora de empatar o jogo, vi que a coisa vai muito mal.
Que não podemos escalar o Souza como atacante, creio que é fato. Sugiro que ele mude de posição. Vire volante. Ora, o tal do Anderson, ex-Grêmio, não fez isto?
Afinal, é nítido que Souza tem uma extraordinária dificuldade de entender que a bola precisa passar entre aquelas três madeiras e, se possível, balançar a rede. O mesmo não acontece com Obina, que ainda está num estágio anterior: tentando descobrir o que é, exatamente, a bola.
Continuando pelo elenco temos o rapaz chamado Eric Flores que só tem dois caminhos pela frente: ou será mais um dos juniores que serão "promessa de novo Adílio" ou "promessa de novo Zico" para acabar na reserva do Goiás ou vai ser mesmo um novo Adílio e estará na reserva do Sevilla no mês que vem.
Sendo assim, melhor nem cogitar o Eric Flores.
Temos então Maxi Biancucchi que entra naquela categoria de "Não sei se estou muito a fim de jogar" e o tal Eder, que entrou contra o Vitória e me deu razoável impressão: chutou a bola, forte e quase na direção do gol. Chutar, forte, e quase no gol é algo que Obina e Souza conseguem fazer após umas 110 tentativas.
É importante ressaltar: sem bom atacante NENHUM TIME vai longe em campeonato de pontos corridos. Não adianta todo o elenco funcionar e, na hora H, a bola não entrar. Não adianta perder todas de 1 a 0.
Sendo assim, se não vier logo um atacante decente, serei forçado a ouvir e concordar com os repugnantes arco-íris: era paraguaio, sim.
Terça-feira, 15 Julho 08, 08:33 AM
Senhores, retorno aos debates nesta JIHAD RUBRO-NEGRA com o coração leve graças à liderança mais absoluta da história dos pontos corridos mas com o pé atrás e ligeiramente emputecido com uma série de assuntos. Creio que faço por bem em dividir a JIHAD em tópicos não sem antes me desculpar com os poucos mas dedicados leitores que, com toda razão, reclamarão da longa ausência. Vamos aos assuntos.
O pecado original
Eis que, de repente, a Maior Torcida do Mundo foi escolhida como o Mal Supremo. Articulistas de O Globo decidiram que a torcida do Flamengo é um bando de FDPs porque ninguém torceu tresloucadamente (e dando gritinhos) pela porra do Fluminense na final contra a LDU, vencida por esta última. Uma página de domingo foi ocupada por três articulistas, nenhum deles rubro-negro, para atacar a “falta de educação”, “grosseria”, “incitação à violência”, “ódio” ou outras bobajadas mais. O colunista Fernando Calazans deu uma espécie de piti ou puxão de orelhas por ninguém ter torcido pelo futebol “do Rio” e praticamente nos acusou de sermos os únicos responsáveis pela violência no futebol.
Definitivamente, estes senhores não andam na rua há muito tempo. Será que alguém percebeu os berros em cada quarteirão (um por quarteirão, claro) nos gols do América do México quando da nossa desclassificação?
Fui contra a criação de uma Liga dos Urubus não por moralismo, e sim por achar que um time dirigido pelo sr. Renato Portaluppi não tem a dimensão necessária para demandar um movimento da torcida do Flamengo.
Mas, ora, qual o problema agora em festejar a ida dos tricolores para a casa do caralho? É impressionante a nossa imprensa esportiva. Ninguém lembra das brincadeirinhas com Cabañas, ninguém lembra das brincadeirinhas com o México, apenas a torcida do Mengão é que secou a torcida do Fluminense, “diante de lágrimas de crianças” no Maracanã.
São realmente uns hipócritas.
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Renato Augusto
Houve histeria de alguns torcedores com a venda do canela-de-vidro Renato Augusto para o time mais adequado a ele, ou seja, o time da Bayer, empresa de analgésicos. Ora, apesar de realmente ser uma possibilidade de talento, o nosso RA jogava uma partida e parava seis, sempre às voltas com algum problema que já nem era mais discriminado. Era tanta dor muscular que volta e meia tínhamos a impressão de que RA na verdade era jogador de bocha na Boca Maldita, tal a estrutura geriátrica de seu esqueleto.
Se o dinheiro do RA possibilitou manter Ibson e Caio Júnior, já valeu a pena. Tal procedimento – vender jogadores revelados em casa – é praxe na maioria dos clubes campeões brasileiros nos últimos anos. Vide o São Paulo que se livrou do Kaká. E por muito menos do que RA – ainda que o craque virgem do Morumbi seja mais talentoso do que nosso bravo Queixada.
Que RA vá em paz e cresça o bastante para nos encher de orgulho na Copa de 2010. Mas neste momento precisávamos mesmo é do Ibson e do Caio Junior – por mais que o primeiro ainda esteja começando a recuperar seu futebol.
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Liderança
Pelas ruas, a massa rubro-negra começa a manifestar seu habitual otimismo acompanhado da indefectível marra que deve sempre acompanhar a atitude Flamenga. Nada mais compreensível, e é por isso que eu peço sempre aos mais contidos que não se importem. Faz parte do nosso ethos gritar “É campeão” depois de vencer na primeira rodada do Brasileirão por 1 a 0 algum time recém-promovido à primeira divisão. Nada de mais nisso – e se assim não fosse, não seríamos o Flamengo, não seríamos o Maior do Mundo, não teríamos a Maior e Melhor Torcida do Mundo, que humilha completamente todas as outras.
Digo a vocês que compartilho deste otimismo principalmente porque nunca tivemos tantas peças de reposição como agora. Com exceção do goleirão Bruno, que ainda não tem um reserva à altura (talvez o bom Marcelo Lomba), e dos dois laterais, nas outras oito posições temos jogadores que, se não mantém o nível, pelo menos não deixam cair muito.
Até para a vaga do nosso xerife o zagueiro Dininho não comprometeu, no jogo contra o Náutico. Mas no meio-campo a coisa anda muito bem: Jailton, Toró, Cristian, Ibson, Kleberson, Aírton, Rômulo, são todos jogadores que têm garra na medida certa para envergar o Manto Sagrado. Na frente, a mesma coisa: todo mundo é ruim do mesmo jeito. Se Obina tem sempre dificuldades para dominar a bola (para ele, apenas um acessório do esporte bretão), Souza encontra barreiras invisíveis intransponíveis entre ele e o gol vazio. Se Maxi Biancucchi não consegue correr sem cair, Marcinho, o nosso maior artilheiro em 2008, tem grandes dificuldades em vencer um jogo sem enfiar a porrada em uma piranha nas horas que seguem o triunfo. E ainda tem o Tardelli, nosso concorrente ao Oscar – por sua genial entrevista quando disse “Tenho mulher e filha e na hora em que vi as putas fui embora da festa”.
A homogeneidade do nosso grupo, é, portanto, fator que deixa otimista esta JIHAD RUBRO-NEGRA. Mas é preciso criar formas de manter a pegada. Este campeonato é muito chato por causa disso. Fosse a outra fórmula, estaríamos praticamente classificados entre os oito e poderíamos dar férias ao grupo e jogar com os juvenis até a fase do mata-mata.
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Novas contratações
Acordo e leio nos jornais on-line que o Flamengo cogita trazer Felipe de volta. Sou totalmente contra. Chega do vascainismo que nos trouxe dois vices da Copa do Brasil. Chega de jogador com espírito desagregador – nem adianta dizer que seria o caso do Marcinho, já que mostrou ser um cara com espírito de grupo ao chamar mais gente para a bacanal que armou em Belo Horizonte. Felipe é criador de problemas. E no mar de almirante, no céu de brigadeiro que vive a Gávea, não precisamos de dor-de-cabeça.
É assim que pensa esta JIHAD.
Quinta-feira, 03 Julho 08, 09:28 AM
Senhores, infelizmente retorno a este tema já batido e superado (a ida do Tricolor das Laranjeiras para a PQP) por crer que, nas duas intervenções anteriores, me faltou discorrer um pouco mais sobre a estranha personalidade do sr. Renato Portaluppi, dublê de empresário do setor de supermercados e técnico de futebol (ao que parece, tem nesta última atividade um folguedo para as horas em que não está administrando nabos, pepinos, bananas e outros hortifrutigranjeiros cilíndricos).
Me causou estranheza a tirada de onda do sr. Renato quando, após uma verdadeira batalha campal em que o ânus verde-grená ficou a toda hora exposto a estocadas do Riquelme, foi dita a seguinte frase injustificadamente marrenta:
- Boca? Muito prazer, eu sou o Fluminense.
Não vejo no sr. Renato Portaluppi currículo para disparar estas frases na forma irresponsável com que foram disparadas. "Vamos fazer tantos gols forem necessários" foi uma demonstração de falta de respeito inacreditável, que a imprensa esportiva do oba-oba preferiu, bisonhamente, registrar como "demonstração de confiança que o técnico passou aos jogadores".
Sim, vi jornalistas (?) esportivos dizendo que "o Renato está no papel dele". Curioso que são os mesmos jornalistas que condenaram as cerimônias de despedida para o sr. Natalino, naquela noite trágica da qual já falamos anteriormente.
A carreira do sr. Renato começou de fato, para o conhecimento público, no Clube de Regatas do Flamengo, quando marcou o histórico gol sobre o Atlético Mineiro em 1987, abrindo o caminho para a conquista do tetracampeonato mais adiante, depois de dificílima decisão contra o Inter de Porto Alegre (um time e um clube que merecem respeito).
Até então, Renato tinha sido campeão mundial pelo Grêmio. No entanto, tal título, apesar de ter "mundial" no nome, até hoje tem um caráter um tanto regionalista, uma vez que o peso dele não consegue ultrapassar muito a fronteira de Santana do Livramento.
Não são muitos torcedores que se lembram da final Grêmio x Hamburgo. Eu, por exemplo, não lembro nem quanto foi.
Mas é fato histórico tão nítido quanto a queda do Muro de Berlim que o Maior do Mundo foi campeão em 1981 após banho de bola por 3 a 0 sobre o poderoso Liverpool da Inglaterra.
Logo, consideremos que, por ter nascido para o futebol envergando o Manto Sagrado, seria até natural que o sr. Renato Portaluppi fosse um profissional marrento.
Só que a marra do sr. Renato não é rubro-negra, e sim uma espécie de pirracinha de quem leva cascudo na escola. "Vou chamar meu irmão" ou "Vou contar pra tia" seriam frases perfeitamente encaixáveis no lugar de pérolas como "Se o Fluminense for rebaixado, vou ficar pelado" ou "O Caio Júnior gostaria de trocar de lugar comigo".
Quanto a esta última frase, creio que o Caio Júnior não trocaria. Talvez comesse e saísse correndo na hora de dar - mas como na Gávea não se cultiva a pederastia, acredito que nem mesmo o troca-troca sugerido seria aceito pelo técnico rubro-negro.
Reparem, meu amigos, no videotape do jogo ou nas cenas dos programas esportivos, nas cores dos papeizinhos que caem no pódio na hora em que a LDU recebe o troféu.
São papeizinhos verdes e grená. Não que eu saiba o que vem a ser grená - mestre Olavo Pascucci já discorreu sobre este tema no texto Associações entre a pederastia e o Fluminense Football Club; lembremos também que já havia sido reservado até o Museu de Arte Moderna para uma festa do título e, convenhamos, não será surpreendente se até mesmo a churrascaria para a qual o sr. Renato faz merchandising tiver preparado milhares de lingüiças para a festa fluminense.
Este tipo de marra é verdadeiramente estranha. Digo, para o Fluminense - quem tem bagagem para bancar esta marra-de-cão geralmente é o Rubro-Negro Foderoso da Gávea.
Quando Renato disse que está a cinco metros do paraíso e os outros estão a 500 quilômetros, que espécie de metáfora estava fazendo? Ele teria percebido que cinco metros atrás, na tabela do campeonato brasileiro, está a SEGUNDA DIVISÃO?
Toda esta marra, esta presepada, e este show de desrespeito ao adversário foram ignorados pela imprensa sedada pelo pó-de-arroz. Fosse o Flamengo o protagonista destas tirações de onda, garanto que já haveria colunistas amestrados sacramentando que o mal do Rubro-Negro é a empáfia e a arrogância. Ou não lembram do escândalo iniciado pelo sr. Vitor Birman (ou Birner, não lembro) diante da camiseta "bicampeão estadual" este ano? Naquele episódio, o citado jornalista só faltou nos xingar de FDPs.
Agora, o empresário Renato Portaluppi está realmente a cinco metros do MUNDIAL, como mostra a foto abaixo:
Boas compras para vocês.
Quinta-feira, 03 Julho 08, 12:07 AM
Antes que eu desligasse o computador depois de escrever o texto abaixo, já havia amigos me enviando emails questionando: "Mas como? Você não quer que zoem com o Fluminense? E a festa que eles fizeram com o Cabañas?".
São meus amigos, mas devo dizer que também eles não entenderam o que eu quis dizer: a festa dos tricolores com a vitória do América do México era apenas um alívio por não encontrar pela frente a torcida do Flamengo.
Ora, foi APENAS por não termos seguido adiante na Libertadores que foi possível aos tricolores fazer tumulto em filas, causar brigas, levar gás de pimenta da PM e todas essas coisas pelas quais eles jamais haviam passado.
Estivesse a torcida do Maior do Mundo, Fodaralhaço Mengão, disputando ingressos, e é claro que a partilha num eventual Fla-Flu pela Libertadores seria a de sempre: 70 mil ingressos para a Magnética Rubro-negra, dois mil ingressos para a do Fluminense.
Por tudo isto, não farei palhaçadinhas como fazer foto chorando, vestido com camisa do meu clube para colocar no Orkut. Já disse e repito: toda esta onda dos tricolores com nossa eliminação e suas milagrosas classificações às fases seguintes causaram neles o que batizei de Síndrome de Pobre em Piscina. Não está acostumado, então acaba se mijando.
Espero, sinceramente, que nós, torcedores do Gigantesco Flamengo possamos voltar a nos ocupar de assuntos sérios e mundanos como, por exemplo, a busca terrível por um ingresso para o jogo contra o Náutico. Isto sim, vai ser difícil de conseguir.
Estaremos no Maraca, sábado. Espero que lavem aqueles cosméticos todos da arquibancada.
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