Terça-feira, 03 Março 09, 10:40 AM
Um Feliz Natal (hoje) e um Ano Novo (que começou ontem) de muito sucesso a todos os leitores da JIHAD RUBRO-NEGRA e à Nação Flamenga em geral.

Segunda-feira, 02 Março 09, 12:47 PM
Sexta-feira, 30 Janeiro 09, 07:19 AM
Amigos, companheiros de guerra santa rubro-negra: volto aos comentários no JIHAD mas sem prometer muita assiduidade, haja vista que acompanho o atual certame ainda um pouco distante, sem ter comparecido aos estádios por causa de compromissos profissionais. Mas espero mudar tal conduta. E escrever melhor – sou partidário da tese de que se pode torcer pelo Mengão sem jamais ter pisado em um estádio de futebol, mas escrever sobre Flamengo sem sentir a vibe de sua torcida, bom, é diferente. Missão difícil, possível, mas completamente sem coerência e honestidade.
É claro que, vendo pelas imagens da TV e dos vídeos da Internet, me parece que a Magnética (royalties para Jorge Ben) está como sempre esteve: feliz, radiante, apaixonada, exultante e dando mais beleza ao mundo do que um campo repleto de girassóis. Ainda que parte da imprensa cruzmaltina (só os cruzmaltinos pensam que ela não existe) tente criar falsas polêmicas na Gávea – como a saída de Marcelinho Paraíba, a chegada de Diguinho e os chiliques do Imperador Adriano – o fato é que o Mengão começou o ano, curiosamente, de bem com a vida.
Futebol? É verdade, ainda não apareceu por lá. Certamente é culpa dos salários atrasados. Não culparia jogador nenhum por isto – ninguém curte o trabalho gratuito, a não ser que você seja selecionador de atrizes pornô do gênero teen ou provador oficial de vinhos e pizzas do melhor restaurante da região.
Por tudo isso vejo a Magnética muito bem, muito tranqüila e em paz. Ainda mais depois de adquirir a nova marca, que é a de ÚNICO TIME DO RIO A JAMAIS TER JOGADO EM DIVISÕES INFERIORES. Se for feito um exame minucioso no couro cabeludo dos outros torcedores cariocas, abrindo espaço entre os cabelos o cidadão de bem (rubro-negro) poderá constatar, com horror, perto da tatuagem com o número 666, a inscrição “Série B”.
Em nós não tem essa marca.
Mas, finalizando este gigantesco preâmbulo (maior até do que o texto em si), a única coisa que tem me chamado a atenção não é no Mengão, e sim no restante da mídia e torcedores, dando pitis monumentais por causa de erros de arbitragem a favor do rubro-negro. E mais: no caso do jogo desta quinta-feira contra o Bangu, erros que aconteceram PARA OS DOIS LADOS. Mas não! O frágil torcedor arco-íris logo gira o corpo apoiado nos calcanhares e sai em passos largos e nos dando as costas, quando falamos no Estadual.
Ora, que espécie de potência é o Friburguense para garantir 100% que venceria o jogo caso o gol não tivesse sido anulado? E o que há de mais se o nosso Maxi Bianchucchi na verdade estava executando sua jogada mais freqüente (a “fura-e-cai”) quando dentro da área do Bangu? Ora, minutos antes o mesmo soprador de apito não viu um pênalti clamoroso em Ibson, por que os arco-íris não citam isto?
Preferem agir como profetas do Apocalipse e, de forma meio patética, cantarem aos quatro ventos que “sempre falaram” nos favorecimentos ao Rubro-Negro Maior. Ora, é curioso que cá no Rio tenhamos um time que jogou na terceira, subiu para a segunda mas passou para a primeira sem conquistar nada na segunda divisão. Que tenha um time que foi campeão brasileiro em 1995 com um dos mais clamorosos erros de arbitragem da história. Que tenha um time, bom, enfim, um clube que é conhecido pelas influências e manipulações fora de campo através de um gordíssimo ex-dirigente.
Viraram todos vestais da moralidade!
Ou será que na verdade a Torcida Arco-Íris estará nos brindando com uma grande inovação, ou seja, o CHORO ANTECIPADO DE PERDEDOR?
Pobres Friburguense e Bangu: a história destes dois clubes não merecia “novos-torcedores” tão medíocres.
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Aproveito para registrar, com orgulho, a minha humilde participação no Imortal URUBLOG, o Blog mais Fodástico do Flamenguismo Universal: http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2009/01/28/salaam-aleikum-mengao/ .
Quarta-feira, 10 Dezembro 08, 07:08 PM
Na verdade, o caso de Ronaldo Fenômeno é uma contravenção. Fez o que os estudantes de direito fazem todos os anos no dia 11 de agosto: usar e sair sem pagar. Não é crime, repito, porque não se trata de apropriação indébita, e sim de utilização de serviços. Ronaldo não é mais criminoso (e nem melhor pessoa) do que um apontador de jogo do bicho, flanelinha ou vendedor de graxa sem alvará.
Vi apenas dois posts de conteúdo e realmente inteligentes no deserto de idéias que surgiu depois do ocorrido: o de Lucas Dantas aqui e no Blog da Flamengo Net, e o do Mestre Mulamba, a quem devo propor em breve dividir a autoria do ALCORÃO RUBRO-NEGRO. Estes textos disseram tudo o que há para ser dito, tornando o trabalho deste JIHAD até mesmo inócuo. Tento assim acrescentar alguns pensamentos sobre o que aconteceu.
Ronaldo usou o Flamengo a seu bel-prazer. Claro, o Flamengo fez sua parte, ou melhor, a diretoria fez. Foram quatro longos meses sem nem pensar o que fazer com o atacante dentro de suas instalações – interessante mesmo seria apurar quem foi o gênio que liberou as instalações do clube “na faixa” para o Ronaldo. Só porque ele “é Flamengo”? Posso dizer que sou até mais Flamengo do que ele (pelo menos neste momento), logo, peço licença para usar a piscina sem pagar mensalidade e sem fazer exame de urina. Ah, e quero mijar lá dentro sem mancha azul-escura. Ora essa.
Depois de tudo isto, Ronaldo saiu sem pagar. Deve estar acostumado. É a educação do dinheiro. É a ânsia por ficar milionário (coisa que ele já é), É o contrato com a Nike, que brigou com o Flamengo. É a incompetência da diretoria e do VP de Marketing, estes que deixaram o Império Rubro-Negro sofrer mais uma grave humilhação, que é um sujeito preferir jogar em um clube que no momento está na SEGUNDA DIVISÃO (só estará jogando na primeira no ano que vem). C’os diabos: quem fez a escolha foi Ronaldo. Ele é que é o especialista em escolhas. Ele é que tem dinheiro para ter a mulher que quiser e escolheu aquelas com três pernas. Para o Flamengo, não ficou estrago nenhum a não ser o de mercado, como eu já disse e reitero: o estrago é mercadológico, ou seja, menos camisas vendidas, menos espaço em TV e mídia, menos merchandising.
Mas, até onde eu sei, o Flamengo não é a W/Brasil ou coisa que o valha. Nosso produto não é marketing e tampouco futebol. O produto principal do Flamengo é a FÉ E GRANDEZA, juntas, que não podem ser vendidas separadamente. É claro que dependemos destas coisas para sustentar o futebol, mas o episódio serviu até para percebermos que a gestão atual é uma verdadeira zona em termos de marketing, e está fadada a ações ridículas e inócuas. Até mesmo os produtos da cesta dos Supermercados Leão Camarada tiveram marketing melhor – sabão Neutral pastoso e suco de maracujá Pindorama. Vou mais longe: os produtos anunciados pelo Alborghetti tinham um retorno de marketing muito melhor, e um recall fantástico. Querem ver? Alimentos ZAELI, Kurten Madeiras, Frigorífico ALVORADA, Chá Mate REAL.
Mas não concordo com choradeira só porque o nosso terror-dos-rodízios resolveu ir embora antes de vestir o Manto. O negócio agora é abstrair. O jeito é esperar a próxima eleição, ir dando porrada na gestão atual até eles acertarem, enfim, seguir adiante, sem imitar Ronaldo em nada – nem no ato tresloucado de sair com travestis e nem no gesto triste de se tornar menos Flamengo.
Um rubro-negro que fica menos Flamengo é quase um travesti.
Terça-feira, 09 Dezembro 08, 05:25 AM
Passada a ressaca do vexame dado pelo bando de Caio Júnior, voltamos a raciocinar com clareza e com um olhar no futuro. A opção por um coordenador de nome e peso como Parreira não é de todo ruim, desde que venha um técnico, claro. Agora é juntar os cacos e preparar o terreno para o ano que vem. Temos um grande perigo: a Copa do Brasil. Avançando nesta competição "atalho" para a Libertadores, corremos o seríssimo risco de mandar para o caralho o Brasileiro-2009 - competição esta já sob risco depois da bravata de nosso presidente, dizendo que "o Flamengo não perderia para o Atlético Mineiro se tivesse um time formado na base".
Me arrisco a dizer que o Flamengo perderia de oito ou nove se estivesse apenas com os jogadores formados em casa de que dispõe hoje.
Mas o assunto que me traz ao JIHAD hoje é outro. Nas ruas e nos comentários de blogs venho notando que muitos estão confusos quanto aos conceitos. Principalmente os não-rubro-negros. E, como sempre, mestre Arthur Mulamba vem aqui no JIHAD ser didático e dar esclarecimentos para este curioso grupo étnico. Vejamos o comentário deixado aqui:
Como sempre, fodão o texto. O do teu pai também, show de bola.E foda-se 1000 vezes a arcoíris, será que esses filhas da puta não tem um blog pra falar merda, têm que vir defecar nos blog do Mengão?
Faço aqui o mea-culpa de não ter ido sequer uma vez ao Urublog nas cinco rodadas finais, mais por falta de tempo do que por desleixo. É infração de lesa-pátria, não passível de prisão, mas pelo menos de multa, já que o Urublog é leitura obrigatória de quem ostenta no lado esquerdo do peito o escudo do Monumental.
Mas me chamou a atenção como mestre Mulamba, com palavras sutis e educadas, define o comportamento do grupo étnico gabiru "Não-Flamengo": "têm que vir defecar nos blogs do Mengão"?
De fato, é curioso isto: mesmo com a queda do Vasco (sobre a qual voltaremos a falar), não joguei no google "blog do Vasco" para ficar tripudiando nos comments nem uma vez sequer. Nem pensei em tal hipótese. A bem da verdade, não sacaneei ou tripudiei de NENHUM vascaíno. Pelo menos até agora.
Desnecessário dizer que, fosse o Flamengo a cair para a segunda divisão, a cidade estaria repleta de casais tricolores e alvinegros (do mesmo sexo) ou outdoors pagos por armazéns e padarias, festejando a queda.
E aí o comentário do Mulamba me esclareceu, de certa forma, o comportamento deste estranho grupo étnico: eles na verdade se comportam como a Colônia diante da Metrópole. O oprimido diante do opressor. O indivíduo sem raízes diante do Leviatã.
É difícil explicar a esta etnia que a grandeza absoluta do FLAMENGO pouco ou nada tem a ver com seus títulos conquistados. Talvez fosse um preço muito alto a ser pago, mas às vezes eu gostaria que um déspota aparecesse e, com um ato institucional único, tornasse nulas absolutamente todas as conquistas rubro-negras. Neste momento, aí sim, a etnia entendesse em um segundo o que é o FLAMENGO, quando cada rubro-negro dissesse, a baba bovina (royalties para Nelson Rodrigues) escorrendo do canto da boca: "E daí? Ainda somos os maiores".
As incursões do Grupo Arco-Íris (falo da etnia dos não-Flamengo, não do grupo de ativistas políticas, embora haja muitos integrantes que frequentam os dois grupos) pelos blogs rubro-negros em busca de polêmica são, portanto, tentativas inúteis, uma espécie de senso de oportunidade bisonho, no qual o pequeno vê no rápido momento de hesitação do grande uma chance de vencer. Em outras palavras, confundem a indignação da Nação Rubro-Negra diante das pixotadas do Jaílton e do Caio Júnior com um suposto "auto-reconhecimento" de que "não somos mais nada" ou "não somos mais os maiores".
Esta etnia não entende que, quando reclamamos do Jailton e do Caio Júnior, estamos apenas agindo como anticorpos diante do corpo estranho: Jailton e Caio Junior (entre outros) nada têm a ver com o Flamengo, e, portanto, alguém tem que levar um baita esporro por isto: aí sobra, sim, para os dirigentes.
Mas querer achar que estes momentos são indicadores de um "enfraquecimento" da Nação Rubro-Negra é de um primarismo tolo, ridículo. É praticamente o mesmo que pensar que os Estados Unidos deixaram de ser imperialistas porque o Partido Republicano perdeu as eleições. Ora, é exatamente em sua atípica democracia que os americanos mais se fortalecem! E é exatamente no imperialismo que eles são mais americanos!
É exatamente no Imperialismo que nós somos mais rubro-negros: se jogarmos em Roraima na Copa do Brasil contra algum time com nome indígena tipo Ji-Paraná, a torcida Arco-Íris vai se deleitar com frases como "É, pensaram que iam jogar contra o Jorge Wilsterman da Bolívia, estão lá jogando em Roraima". Como se houvesse diferença.
Na verdade, estaremos lotando um estádio em Roraima e dando a mais e mais crianças roraimenses a oportunidade de terem uma fé na vida. São mais e mais rubro-negros surgindo.
Mas isto é apenas um exemplo, que nem de longe consegue explicar o Todo. Fato é que a própria etnia Arco-Íris, que se apega a estatísticas e numeralhas tal e qual pesquisador analfabeto do IBGE, só consegue achar graça em seus critérios de avaliação depois que o FLAMENGO começa a participar da coisa. Exemplo: a torcida do São Paulo comemorou muito mais, se envolveu muito mais, nos títulos de 2007e 2008 porque indiscutivelmente havia o Flamengo a ser ultrapassado. E ultrapassaram.
Sim, se tornaram o clube no país que tem "o melhor CT, a melhor estrutura, as melhores banheiras de água quente". Ora, mas estamos falando do quê? De um congresso de corretores imobiliários?
Mas que a torcida são-paulina tenha estas sensações de grandeza ainda vá lá. Mas me espanta, por exemplo, a forma como gremistas ou atleticanos (sejam paranaenses ou mineiros) volta e meia se dão ao direito de quererem RIVALIZAR com o FLAMENGO no quesito GRANDEZA. Me sobressalta o fato de, em tese, ser necessário o FLAMENGO mostrar a GRANDEZA. Mas não acho que valha o esforço.
Para estes, creio, não vale nem a pena abrir a braguilha.
Domingo, 07 Dezembro 08, 05:45 PM
Meus amigos da JIHAD RUBRO-NEGRA, finalmente chegamos ao fim de um ano que tem tudo para ser apagado da nossa memória. Dirão os carreiristas chapas-brancas alinhados com a mentalidade pequena dos que mandam no Flamengo que “fomos bicampeões estaduais”, é certo. Dirão isto mesmo sabendo que é lamentável falar em Estadual em um ano no qual apanhamos de 3 a 0 para América do México, Atlético Mineiro e Goiás (para mim foi equivalente a 3 a 0) em pleno Maracanã. Nada disso está a altura do Flamengo, que, como está cansado de saber quem lê a JIHAD, é a maior força que a Natureza pôde gerar.
Nosso trainee de técnico mais uma vez deu seu show de incompetência escalando no último e decisivo jogo um bando que jamais tinha atuado junto. Ainda apelou no meio do desastre (mais uma previsível SURRA do Atlético Paranaense na Arena da Baixada) para substituições inacreditáveis, colocando em campo Maxi e Fernandão.
Chego a ter pesadelos em imaginar um Flamengo “prata da casa” com este cidadão como técnico. É segunda divisão DO ESTADUAL na certa.
O Flamengo tinha elenco para ser campeão e sai do campeonato sem nada nas mãos. Nosso trainee de técnico, convencido da “eficiência” da dupla Jailton-Toró, talvez até hoje, em sua arrogância, não tenha percebido que o Flamengo levou ONZE GOLS EM TRÊS JOGOS no fim do campeonato. Marca de time pequeno, marca de time que deveria ser rebaixado. Em resumo: uma marca de TIME DE MERDA. E nosso treinador nem imagina o porquê dos 11 gols. Isto é que é o mais grave.
Fechamos o ano amargurados. O único título que conquistamos é o de “ÚNICO CLUBE DO RIO A JAMAIS TER CAÍDO PARA A SEGUNDA DIVISÃO”. Mesmo assim, os assaltos de arbitragem ocorridos neste campeonato em favor dos clubes de São Paulo me levam a ter dúvidas sobre a queda do Bacalhau para a segunda divisão.
No ano que vem, serão seis paulistas e três cariocas, apenas. Com quatro paulistas e quatro cariocas, já estava ruim – vide os roubos pró-clubes de São Paulo. O gol de Borges contra o Goiás, veio bem a calhar, aliás, representou muito bem o título do clube do Morumbi.
Ficarei aguardando a “câmera especial de outro ângulo” da ESPN mostrando o gol do Borges.
***
Vida que segue
Agora, é levantar a cabeça, arrumar outro treinador (competente), tentar salvar 2009. Temos dois TRICAMPEONATOS para conquistar: o Estadual e o da Copa do Brasil. Mas é de capital importância investir no Campeonato Brasileiro. Está mais do que claro, depois de seis anos de pontos corridos, que é o Brasileiro que define quem é grande e quem não é, em termos de mercado financeiro. E ao que parece a forma com que se deve disputar tal certame também está bastante claro: todos os jogos são decisivos. É urgente construir um Flamengo novo, que respeite aquela que é a grande tradição rubro-negra, resumida na frase “DEIXOU CHEGAR, FUDEU”. Sempre foi assim.Menos com o Flamengo de 2008.
Sempre que o jogo era decisivo, este time amarelava. Tremia. Se cagava. A impressão nítida que se tem é que entravam em campo derrotados. Isto, de Flamengo, tem muito pouco.
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O time de merda
A frase "Time de Merda" foi tema de muitas discussões on-line, e existe uma postura dentro da torcida do Flamengo meio "ame-o ou deixe-o". Em outras palavras, não pode vaiar, não pode falar mal, não pode isso, não pode aquilo.
A exemplo do que acontece com os governos, creio que toda oposição deve gritar, principalmente quando se percebe que está dando errado, que a coisa vai naufragar. Silenciar em relação aos absurdos perpretados pelo Harry Potter (que ainda jogou a culpa na diretoria em sua última - espero - coletiva) é APROVAR o que ele faz.
Torcer contra, jamais. Mas quando o mais impossível acontece - que é a cachorrada vencer o Palmeiras fora de casa - e nós ficamos fora da Libertadores porque NÃO FIZEMOS A NOSSA PARTE, é impossível silenciar.
O Flamengo hoje teve uma atuação vergonhosa, foi um bando em campo, com mais de 30 passes errados. 5 a 3 foi muito barato. Um milagre temos feito três. Outro milagre não termos levado oito.
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Cabañas
Será que se o Eurico tivesse mesmo contratado o Cabañas o Vasco teria se salvado da queda?
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Pão na chapa
Caíram Vasco e Portuguesa, os dois times das colônias lusitanas. Convém evitar as padarias por estes dias.
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Consolo
Para o Vasco, vale o consolo: na Segundona você pode subir de volta até sendo vice.
Quarta-feira, 03 Dezembro 08, 08:44 AM
Dia 3 de dezembro, não tem jeito. Para mim, é dia de lembrar do Velho. Chamavam-no, alguns, de Zé Marinheiro, não só por causa de sua passagem pela Marinha, mas talvez por seu caráter meio
nômade, de sair da Bahia jovem e ficar flanando pelo interior de Minas Gerais.
Sorte minha. No interior, encontrou uma jovem com quem se casaria. Não fosse assim, e eu não teria nascido.
Datas, datas.
Nem o 20 de maio, quando ele veio ao mundo, nem o 22 de janeiro, quando deste mundo ele se foi, me trazem mais a lembrança do Velho do que este 3 de dezembro. Não uma lembrança para choro, vela
ou saudade. Mas sim uma....lembrança. Com a intensidade de uma lembrança repentina, daquelas que fazem seu coração acelerar, como quem lembra de repente que esqueceu a carteira em casa ou que
perdeu o telefone celular. Uma lembrança quase física.
E é meio física. Na casa de minha mãe, onde já não moro mais, sou capaz de apontar o pedaço de chão que o velho pisou quando veio me dar a notícia – notícia esta que eu já ouvia dos pulmões de
Waldir Amaral, pela caixinha nas mãos do Zé Marinheiro.
Eu disse que não era uma lembrança para choro? Perdão, eu estava mentindo.
Porque fica difícil me conter quando lembro do som daquela vinheta da Rádio Globo, ao fundo, esclarecendo nossa dúvida repentina. "Fla-men-go-go".
Me vem uma sensação de vertigem porque me lembro como se tivesse acontecido ontem. A luz da memória varia entre o sépia e o fim-de-tarde.
O som é que é estranho. Porque, curiosamente, eu confundo o inconfundível: na minha cabeça, o gol de Rondinelli aos 41 minutos do segundo tempo da decisão do Carioca de 1978 contra o Vasco foi
narrado por Jorge Cúri, a voz potente, empostada, num gooooooooooooooooooooooooooooool profundo, gigantesco, monumental. Mas a verdade já dita (me foi dita inclusive pelo próprio Rondinelli) é
que o gol foi narrado pelo não menos gigante Waldir Amaral (quando criança, eu não gostava dele, e sim do Curi).
O Waldir Amaral do "calibra o centro, executa, entra Zico de cabeça é goool".
Ambos, já desaparecidos, Waldir e Jorge Curi. Gigantescos. Inesquecíveis. E naquele momento, realmente, minhas memórias acertam quando erram: possivelmente os dois narraram na eternidade o gol
de Rondinelli, depois do cruzamento no escanteio cobrado por Zico.
Isto aconteceu há 30 anos e me assusta dizer isto. Eu vivi trinta anos desde então e não parece que foi tanto. Será culpa do Rondinelli?
A imagem é clara, do Zé Marinheiro. O rádio – 'click' - sendo desligado com raiva, conformados, pai e filho. Os minutos intermináveis de silêncio por causa da presunção de que o título estava
perdido - o do segundo turno, e isto nos levaria a uma finalíssima com o mesmo Vasco. Naquele tempo, ficar indo para final era desagradável. Bom era vencer os dois turnos. Hoje em dia, ninguém
ganha os dois turnos. Acho que fica todo mundo – todos os clubes – de olho na grana dos dois joguinhos decisivos, grana da TV e das arquibancadas. Para quê desperdiçar, né?
Naquele tempo, a coisa amadora. E eu e o Zé Marinheiro lá, ouvindo pelo radinho. O filho mais velho dele tinha feito aniversário dois dias antes e estava no Maracanã. Esse aí deu a
sorte de, em 1998, fazer aniversário no dia em que o Real Madrid derrubou o Vasco. Aqui no blog também tem o Juan nascido em data magna, no dia do Mundial Interclubes. É o Juan o único
rubro-negro nascido neste dia tão importante, pelo menos que eu conheça. De fato, ele não podia ser menos rubro-negro do que é.
Mas a memória volta ao Zé Marinheiro, nesta manhã de 3 de dezembro. Lá pelas sete da noite vou até tentar me lembrar da cena. Ele voltando pelo corredor em direção à porta que dava para a sala.
Como eu já disse, Waldir Amaral gritava gol.
E a gente imaginava como tinha sido: Rondinelli banhando em sangue, o bigode desalinhado no rosto, os dentes cerrados, os punhos crispados, braços esticados tal e qual numa cruz, Rondinelli
voando, o encontro com a bola, os dois – Rondi e a bola – sabendo que já eram História. O impacto fulminante, a explosão de milhões de corações. Lágrimas, abraços, suor, mais sangue.
A gente imaginava em silêncio, enquanto nos abraçávamos. Meses depois, em um Flamengo x América (podem conferir), César, do América, fez um gol aos 10 minutos, e nós dois na arquibancada,
sofrendo. O jogo inteiro. Aí, Zico cobra uma falta para dentro da área, Rondinelli dá um peixinho, vestido naquela camisa reserva parecida com a do São Paulo, e é gol. Gol de empate. Mas que
lindo. O Zé Marinheiro pulava e me levantava para ver o replay. No Maracanã tem replay? Não, nada, nem ele sabia porque me levantava. Ou no fundo sabia porquê.
Pelo mesmo motivo que ele religou o rádio naquele 3 de dezembro anterior: para que seu filho pudesse ver o Flamengo. Porque é o Flamengo, este ato nosso, de desligar o rádio impacientes, não
agüentar, e religar no meio do gooooooooooooooooooooooooool.. E é o Flamengo, este guerreiro incansável, esta mistura de São Jorge com Apolo e Hércules que vira Rondinelli no momento de subir
ao céu e nos santificar.
E eu, criança, tive esta visão. Aos 10 anos, eu vi o Flamengo. Não sei descrevê-lo bem até hoje – a visão de criança nos trai, nossas crenças vão mudando à medida que vamos ficando adultos, uns
viram ateus, outros evangélicos, eu permaneci católico. Mas sempre acreditando que eu vi mesmo o Flamengo. Uma entidade com os olhos de fogo, o coração do lado de fora do corpo, pulsante,
forte, imortal, as mãos abertas para abraçar o mundo, um Manto Rubro-Negro a envolver tudo, um céu em torno e ao mesmo tempo contido.
Depois daquele gol, foram cinco anos dos mais felizes: vibramos na arquibancada e em frente à TV, com estaduais, Brasileiros, Libertadores, Mundial. Só paramos quando Zico foi embora para a
Udinese. O Zé Marinheiro, talvez inconscientemente achando que o Zico não voltaria, pegou um barco para a eternidade, num domingo de manhã. Mas acho que ele partiu feliz, com a missão cumprida.
Cuidou de sua família, dos filhos, comemorou títulos rubro-negros.
E ele sabia que eu tinha visto o Flamengo.
Anos mais tarde, tive vontade de contar tudo isto para o Rondinelli, quando, como jornalista, o entrevistei. Não sei se ele iria entender, ou possivelmente não teria tempo para ouvir tudo,
afinal, deve ouvir histórias parecidas de milhões de rubro-negros. Ou talvez escutasse com paciência, já que os ídolos do passado são pessoas de outro nível, não os playboys marrentos que temos
hoje.
Em 2005, quando, às vésperas do meu casamento, me perguntaram quem entraria na Igreja com a mãe de minha mulher, eu não tive dúvidas em responder:
- Eu queria que fosse o Rondinelli.
É claro que todos em volta acharam que era uma brincadeira minha, e se alguém achou que não era, não quis me levar a sério ou nem cogitou que isso acontecesse. Mas o fato é que nestes anos
todos, desde os 16, até os 40 de hoje, nunca deixei de ver no Rondinelli a imagem do Zé Marinheiro.
Vindo do quarto, pelo corredor, em direção à sala, com o rádio ligado de onde Waldir Amaral gritava.
**********
Aproveito para reiterar com os companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA:
Segunda-feira, 01 Dezembro 08, 09:09 AM
Apesar da diretoria de doidos varridos, apesar do time de merda, apesar da eliminação da Libertadores (duas no mesmo ano, né?), apesar de tudo, o Flamengo sobrevive e ainda é o magistral, maior que tudo, força máxima da Natureza e criação divina que nos torna seres humanos melhores e mais felizes.
Se um dia Juca Kfouri disse que "o futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes", eu diria que o Flamengo é a coisa mais importante. E só.
Nesta quarta-feira, 3 de dezembro, os cineastas Pedro Asbeg e Felipe Nepomuceno exibem mais uma vez o documentario "O Deus da Raça", sobre o grande Rondinelli.
Todo rubro-negro tem de ir nesta sessão, que comemora os 30 anos do golaço contra o Vasco e da conquista que abriu o caminho para os melhores anos de nossas vidas.
Vamos lá.
Segunda-feira, 01 Dezembro 08, 09:00 AM
Sábado, 29 Novembro 08, 08:05 AM
Caros companheiros de guerra santa (Jihad) rubro-negra, creio que mais uma vez devo-lhes um pedido de desculpas pela minha ausência nestes dias que se seguiram ao destino tortuoso já previsto aqui neste blog há algumas semanas. Mas acima de tudo, há uma forte justificativa: sendo um escritor independente e que não tem fonte de renda a não ser aquela proveniente de sua labuta diária, não poderia eu arcar com processos judiciais movidos pelo sr. Carlos Eugenio Simon. E se eu fosse escrever algo na JIHAD sobre o jogo entre Flamengo e Cruzeiro, inevitavelmente teria de tecer comentários relativos ao sr. Simon. Teria provavelmente lhe atribuído atos ligados à pederastia ou mesmo insinuado que dentre seus antepassados há mulheres que viviam do lenocínio.
Sem contar a minha opinião sincera, a de que não houve apenas um erro. Não. O sr. Simon já demonstrou inúmeras vezes sua fraqueza de caráter e seu cinismo. Aquilo não foi um simples erro, e sim algo feito com plena consciência.
Chega a ser ridículo, deplorável até, que o sr. Simon apelasse para um VT onde a câmera está “em um ângulo diferente e inusitado” (provavelmente enfiada no cu do cameraman) e que mostra que “Tardelli já estava caindo”. Sinceramente, é o mesmo que o sr. Simon dizer que tem visão onisciente e que percebeu com seus próprios olhos aquilo que uma câmera retal supostamente captou. Ora, mesmo o mais imbecil integrante da torcida arco-íris precisa ter bom senso e pensar (é só jogar fora o chiclete): se é preciso uma câmera de um ângulo não alcançável pela visão humana, é sinal de que o árbitro optou mesmo por não dar um pênalti visível e depois se refugiou nestes “ângulos inusitados” (expressão que provavelmente vem carimbada nos vídeos alugados pelo sr. Simon nas horas de lazer, vídeos onde a palavra “boys” também aparece).
Encerrado este assunto cansativo e ao meu ver botafoguense, vamos logo à realidade dos fatos: possivelmente o Ibson perderia o pênalti. Jogou muito contra o Palmeiras? Jogou, meus parabéns. Mas lembremos: ele perdeu DOIS PÊNALTIS contra a Portuguesa no primeiro turno que, se convertido um deles, tornaria esta derrota muito menos desastrosa. É neste ponto que quero chegar: o Flamengo não perdeu o campeonato por causa do sr. Simon (embora esta fosse a missão dele desde o início), e sim por obra e graça de seus jogadores, técnico e dirigentes. Um campeonato facílimo, tanto que até a antepenúltima rodada havia cinco times com chance de título.
Quando nosso trainee de técnico diz que “os reforços não compensaram” as saídas de Renato “JogaUmaPáraDuas” Augusto, Souza “PerdeGol” e Marcinho “Maria da Penha”, me dá vontade de gargalhar. Um time que perde um campeonato por causa da saída destas três figuras nem deveria entrar em um campeonato. Caio Júnior anunciar que está indo embora é talvez a única notícia boa deste fim de ano – resta saber se o destino nos trará um Marcos Paquetá ou um Espinosa, exemplos de enroladores, ou se virá mesmo um técnico decente.
Da minha parte, temo seriamente por esta vaga na Libertadores. E fico sensibilizado com a postura de nossos irmãos de sangue rubro-negro que não vêem problemas na derrota e preferem acreditar que os jogos contra Goiás e Atlético Paranaense (lá onde jamais ganhamos) já fazem parte da Libertadores. São otimistas incuráveis. O que é, por sinal, característica do rubro-negro clássico.
Mas à luz da razão, não há motivo para acreditar na vaga. Nesta rodada, podemos muito bem perder ponto para o Goiás no Maracanã – jogamos sem Leonardo Moura e sem ânimo – e não vejo como Palmeiras e Cruzeiro deixarem de vencer um Vitória sem pretensões e um Internacional que só pensa na Sul-Americana.
Na última rodada, encaramos o Atlético Paranaense na Arena, onde jamais ganhamos, enquanto o Palmeiras recebe o risível Botafogo em casa (que certamente vai entregar o jogo a mando de seus dirigentes, para não darem ‘alegria à torcida do Flamengo’) e o Cruzeiro recebe a já rebaixada Portuguesa no Mineirão, em jogo no qual é impossível sequer empatar.
Jogaremos, portanto, a Copa do Brasil, o que não é de todo mau, já que um tricampeonato nesta competição cairia muito bem em 2009. O problema é o discurso ufanista do nosso presidente, que voltou a dizer que “quer um time formado na base”, algo que há pelo menos 20 anos já deixou de ser realidade no Flamengo. Nossas divisões de base formam atacantes que não sabem chutar (Jean), goleiro de braço curto (Diego), zagueiros que não sabem se posicionar (Anderson Luís) e lateral que não sabe cruzar (Luisinho). É dura a vida. O nosso presidente, com este discurso xenófobo, possivelmente está querendo dizer que vai faltar comida na mesa e que vamos ter de comer improvisando restos da geladeira.
Nossa base consegue formar um ou outro jogador bom, mas não para o esqueleto, para a espinha dorsal de um time. É suicídio. Para piorar, Márcio Braga ainda faz pouco dos jogadores vindos de fora, ao dizer que “o time não perderia de 3 a 0 para o Atlético Mineiro no Maracanã se fosse todo formado na base”. Ora, presidente: o time perdeu de 3 a 0 por obra e graça do seu técnico-estagiário, que tirou Kléberson (não formado em casa) e colocou Erik Flores (FORMADO EM CASA), desmontando o meio-campo por completo.
Queira Zico (Deus) que eu esteja errado e que o Flamengo ganhe as duas restantes, conquiste a vaga para a Libertadores e obtenha investimentos para reforçar o time. Senão, jogaremos fora essa evolução dos últimos anos, quando desde o ano passado deixamos de brigar por rebaixamento e passamos a brigar na parte de cima da tabela. Pense nisto, presidente. Esta mudança não foi feita pela base, e sim pela mescla.
Que 2009 nos seja leve.
On Considerações de fim de temporada