Domingo, 08 Novembro 09, 03:05 PM
Sinceramente, acho que Dona Geralda deveria estar acostumada. Se ela é, como diz a matéria do GloboEsporte.com, funcionária do Mineirão há 28 anos, já tem no currículo no mínimo umas 10 decolagens do Galo das Alterosas rumo ao seu lugar preferido em qualquer competição: a casa do caralho.
Não tem nada que ficar triste ou decepcionada. Ou ela achava mesmo que aquela torcida insignificante faria alguma diferença? Ou Dona Geralda não usou toda a experiência dela para perceber que o Galo treme diante da camisa do Fuderosão (royalties para Arthur Muhlemberg, que cunhou a expressão)?
Agora, é engraçado mesmo a reportagem mencionar que Dona Geralda estava lá em 1987. É no mínimo curioso: os torcedores mais antigos deste time pavoroso, em vez de se recordarem de triunfos históricos, vivem sua fase crepuscular lembrando das surras homéricas que sua agremiação pantagruélica não se cansa de levar – tal e qual mulher de malandro. É evidente que falo na Dona Geralda para tentar falar sobre outro assunto depois de mais essa surra do Mengão nas galinhas de Minas.
Para mim, é extremamente entediante ter que discorrer sobre o jogo deste domingo, haja visto que tudo saiu dentro do planejado e previsto. Nenhum analista em sã consciência poderia sequer sonhar em imaginar uma vitória do Atlético Mineiro na tarde de hoje. Correria o risco de ser internado ou de, ao vestir uma roupa de aldeão, se candidatar a Idiota do Vilarejo. Devemos reconhecer uma coisa: eles foram com a força máxima. Toda, absolutamente toda a torcida do Galo estava no Mineirão. Devia haver no máximo uns 20 de fora. Cinco indo para Governador Valadares (ou EUA), dois no trenzinho para Tiradentes, e uns pingados – aqueles que conhecem o próprio pai – visitando as famílias em Guarapari.
Só que um Mineirão lotado é muito pouco diante de 200 ou 300 rubro-negros. Estes eram ouvidos o tempo todo, claro. Ainda ressoam os versos na minha cabeça: “Dança, dança, dança, dança da bundinha/Aqui no Mineirão/O Galo virou galinha”. Nada mais correto. Aquela gente toda tem, assim, mais um motivo para nos odiar. Surrar, tudo bem, mas na casa deles e com direito a olezinho no fim é sacanagem. Equivale a limpar o pau na cortina. Devo confessar que minha rotina pouco foi alterada pelo resultado. Não que eu não me empolgue com a situação no G4 – mesmo o título estando muito na mão do São Paulo, eu me empolgo sim.
Agora, o problema é que surrar o Galo é algo que já não me entusiasma mais. Acho desimportante, de tão obrigatório. Para mim, enfiar a vara nas galinhas é algo tão protocolar e obrigatório quanto trocar o platinado do motor do Fusca ou autenticar cópia de carteira de identidade em cartório. Não é algo que sequer mereça festa.
Ainda que Dona Geralda, 28 anos depois, ainda não esteja acostumada.
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Hojedecidi torcer pelos dois cariocas lá embaixo. 2010 vai ser um campeonato muito mais maneiro, com mais jogos no Rio. Os quatro, se Deus quiser, vão estar na primeira divisão. O Fluminense tem jogado masculinamente e merece o resultado.
E mais: o Vasco fez falta na elite. Com estes seis pontos o Flamengo estaria com a taça na mão.
Segunda-feira, 02 Novembro 09, 08:14 PM
Caros companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA. Tem sido comum entre nós – e com muita razão – o ato de relegar a um segundo ou terceiro plano as menções relacionadas às arbitragens safadas que vêm tentando a todo custo derrubar o Mengão nesse campeonato brasileiro. Formou-se um conluio de filhos das putas contumazes, reunindo árbitros, dirigentes de clubes suspeitos e jogadores sem caráter, desesperados com a súbita e inesperada ascensão D'aquele que já está no alto, ou seja, o Flamengo. Nós mesmos, no entanto, evitamos entrar nesta seara, porque tememos que nos confundam historicamente com aquele clube que monta ceninhas de choro no vestiário. Vocês sabem a que clube me refiro.
Pois bem.
Creio que, no entanto, é hora de começarmos a chamar a atenção para alguns detalhes – e nem estou falando da arbitragem absolutamente vil do sr. Heber Roberto Lopes naquela triste noite em Barueri. Nada disso. É hora de buscar conhecer de perto o sr. Nielson Nogueira Dias, árbitro pernambucano, capitão da PM, integrante da tropa de elite. Veja bem: se este senhor for, por exemplo, torcedor do Sport Clube de Recife, ele JÁ TEM GENETICAMENTE UMA INCLINAÇÃO a querer derrubar o Flamengo.
Mas por enquanto estou no campo da suposição. Vamos falar da vida real: este senhor Nielson marcou dois pênaltis absolutamente inexistentes contra o Flamengo no Maracanã, diante do Santos. No primeiro, o jogador Aírton aparece supostamente puxando a camisa do jogador do Santos e este se joga na direção contrária a do suposto puxão. Lance bisonho, que só um sujeito muito sem caráter caracterizaria como pênalti. No segundo, ainda mais ridículo e inacreditável, o sr Nielson Dias ainda dá cartão amarelo para um incrédulo Álvaro. O lance foi absolutamente patético, com o jogador do Santos se atirando ao chão tal e qual um frango desossado.
Lembro ainda que o sr. Nielson Dias ainda por cima deu cartão para nosso Maldonado em um outro lance que SEQUER FOI FALTA. E ainda lembro aos senhores outra coisa: AOS 44 MINUTOS DO SEGUNDO TEMPO ESTE SUJEITO AINDA INVENTOU UMA FALTA NA ENTRADA DA ÁREA QUE NÃO FOI FALTA NEM AQUI NEM NA CASA DO CARALHO. Isto tudo passaria incólume, se não fosse uma lembrança simples: o sr. Nielson foi o árbitro de FLAMENGO 3 X 3 VITÓRIA, aquele jogo em que Éverton levou uma porrada na cara e nada aconteceu (a não ser o sr. Luiz Roberto passar uns 30 minutos defendendo o agressor dizendo que foi sem querer, numa afronta às regras da neutralidade jornalística. Um comentarista de arbitragem também o fez, mas estes aí a gente deve evitar até escrever o nome, é tudo pilantra). Foi neste Flamengo x Vitória no Barradão que este canalha, sujo, imundo, marcou uma falta na entrada da área convertida em gol pelo Ramon – uma falta que, mais uma vez, NÃO aconteceu. E foi algo tão flagrante que a TV Globo e o sr. Luiz Roberto JAMAIS repetiram o lance. JAMAIS. Um roubo escandaloso. E mais: naquele jogo, também houve marcação de falta inexistente no fim do jogo, contra o Flamengo. Ele tentou, né? Por tudo isso, vejo com EXTREMA SUSPEITA este comportamento. O sr. Nielson Diasparece movido por interesses obscuros. De um tipo que talvez eu prefira nem saber quais são.
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Tive o azar de, neste fim de semana passado em hotel com minha senhora, ter apenas o JustinTV para ver o jogo do Mengão e sua vitória sobre a arbitragem, e, no pós-domingo de futebol ter apenas a TV aberta. Aí, acabei sem querer vendo a Bandeirantes, com o trio Milton Neves-Neto-Oscar Roberto de Godói. Eu preferia nem comentar nada sobre essa gente. Mas tiveram a cara de pau de citar o Bruno como “goleiro que sai na hora do pênalti”. Incrível. O sr. Rogério Ceni há uns 10 anos pega pênaltis andando três metros antes da cobrança. Contra o Flamengo, voltou a cobrança porque TINHA QUE VOLTAR MESMO. Um acinte. Algo inimaginável.
As TVs, comentaristas, etc, ocupados em endeusar o goleiro, fingem que não estão vendo. Quando finalmente um goleiro começa a pegar pênaltis, passa a ser um “goleiro que sai”. A sorte é que era o sr Milton Neves, cujo caráter todos conhecem – é um vendido na profissão, um agressor de idosos, uma criatura sem absolutamente nenhum caráter e nada a ensinar. Sendo Milton Neves a pessoa a lançar tal ideia, é garantia de que não vai pegar. É fracasso garantido de público e de crítica. Ninguém assiste. Evidentemente que me poupo aqui (e aos leitores) de falar sobre Neto (sinceramente, não sei que função ocupa) e sobre Oscar Roberto de Godói. Sobre este último, deixemos as histórias de 1997 darem as explicações. E lembremos sempre que “absolvido por falta de provas” não é a mesma coisa que “boa reputação”.
Fariam estes senhores um pouco melhor se cumprissem o papel de fiscalizadores e questionassem o porquê do Barueri “punir” seus dois principais jogadores logo contra o São Paulo – e dois dias depois, encerrar a punição. Fariam melhor se perguntassem ao árbitro de São Paulo x Barueri pelo pênalti não marcado de Renato Silva em Otacílio, pênalti claríssimo.
Mas creio que quanto a isso eles devem preferir o silêncio.
Sexta-feira, 23 Outubro 09, 06:16 PM
Meus companheiros de JIHAD RUBRO-NEGRA
Sou obrigado a sair do meu descanso sabático a que me obriguei recentemente para mais uma vez manifestar o meu espanto diante da pequenez. Desnecessário dizer que estou me referindo àquela agremiação que se orgulha de ser de uma rua onde só tem uma padaria e três oficinas mecânicas (ruins): o Botafogo. As últimas demonstrações de inferioridade dadas pelo lamentável Alvinegro colocam em risco a integridade de milhares de pessoas, e ainda podem manchar a imagem do Rio de Janeiro diante da comunidade internacional.
É verdadeiramente inacreditável que essa gente queira dividir meio-a-meio com a torcida do Flamengo um estádio onde não cabem nem mesmo 50 mil pessoas. Reavalio o que eu disse: é inacreditável porque é realmente mentira: o que querem é garantir espaços vazios no lado alvinegro. Melhor um lance inteiro de arquibancadas vazio do que um lance inteiro de arquibancadas ocupado pela torcida do Flamengo. Falta ao time de General Severiano a humildade dos fortes. Tivesse um pingo de noção de realidade e o Botafogo aproveitaria a chance de ganhar um pouco mais de dinheiro. Acostumado como está a ganhar apenas dinheiro em porcentagens de hamburgueres e sushis vendidos em seu shopping, o Botafogo não segurou a onda diante da possibilidade de, às custas da Magnética, faturar uma grana violenta.
E o que fez o Botafogo desistir do dinheiro?
Ora, a sua própria fraqueza. Precisam de alguma “vantagem técnica”, passam a noite rezando para terem, que seja, uma colher-de-chá. São como pidões em cantina de colégio querendo “as vinte” do refrigerante alheio. Se antes o Botafogo era caracterizado como uma torcida que vive de ídolos do passado, hoje, com o Alzheimer destruindo o andar de cima e o hospício abrigando o andar de baixo, pode-se dizer que o famigerado alvinegro deve viver de migalhas.
Uma das migalhas, aliás, é poder, de vez em quando – de oito em oito anos – ganhar do Flamengo em momentos cruciais, o que deve servir para alertar os guerreiros rubro-negros.
Começo assim a acreditar em um Darwinismo tupiniquim para explicar a atual hegemonia rubro-negra no cenário regional. Não temos mais vizinhança, e o que um dia foi rivalidade hoje não passa de uma relação de gato e rato. Sendo que o rato está mais acuado do que nunca. Vejamos: somos o clube com o maior número de estaduais; JAMAIS caímos para a segunda divisão (todos os outros caíram), temos o maior número de brasileiros, somos o único clube campeão do mundo no Estado, e ainda somos os melhores na era dos pontos corridos.
Claro que tudo isso é continha boba e desnecessária da minha parte. A grandeza do Flamengo não se traduz em números, de forma alguma. FLAMENGO é um valor absoluto, que se basta. É uma medida única de grandeza, como hectolitros ou léguas. Mas a impressão que eu tenho é que os outros clubes, diante desses pontos no currículo, estão se apequenando.
Tal e qual soldados que avançam de uma trincheira em direção ao inimigo, estamos sendo “filtrados”, e os fracos vão tombando ou mesmo desistindo, com medo, pelo caminho. É Darwin isso: apenas os mais fortes sobreviverão. Ou seja, o Flamengo. Vamos, enfim, ao Engenhão domingo. É o jeito. Vamos tentar ignorar as recomendações esdrúxulas e absolutamente inconstitucionais do comandante do policiamento em estádios (inacreditável que em um governo democrático um sujeito diga que vá prender quem entrar num setor com a camisa do Flamengo).
Vamos sem o Manto, com paciência e coração aberto para torcer. Só os mais fortes compreendem isso tudo – e sobrevivem.
Domingo, 11 Outubro 09, 12:38 PM
Caros amigos, companheiros de JIHAD:
Domingo, 03 Maio 09, 08:34 PM
Senhores, conforme prometido, estou chegando agora de um jantar frugal no Outback do Leblon, onde ao lado de minha esposa Madame M, e de uma amiga querida, fiz minha discretíssima comemoração deste pentatricampeonato estadual, onde mais uma vez o Flamengo apenas mostrou o que todo mundo já sabe há séculos: quem manda nessa porra é a torcida do Urubu. O título rubro-negro, mais do que uma conquista em competição esportiva, significa bem-estar social e econômico. O país produz mais porque as pessoas em geral estão mais felizes. Como também consigo enxergar energia motivacional no ressentimento e na dor-de-cotovelo, devemos reconhecer que a minoria somada de tricolores, vascaínos e botafoguenses também dão seu quinhão ao PIB quando, neste momento, o MENGÃO PORRADEIRO E FODA chega aos 31 títulos estaduais suplantando os florminensistas.
As comemorações foram espartanas: nem pedi sorvete no Outback. Na saída, ainda comprei revistas para minha senhora, incluindo a Galileu, de ciências. Chegamos em casa e vim escrever para a Jihad. Sequer toca o hino do MENGÃO DO CARAIO nos nossos aparelhos de som porque me sinto constrangido em ganhar do Botafogo. Sério. Hoje o que mais senti foi PENA. Minha consciência me alerta, no entanto, que eu não devo exagerar neste sentimento de piedade. Devo esperar o chororô começar. Será que vão dizer o que?
O que diriam se fosse marcado um pênalti contra o Botafogo em que o atacante chuta no zagueiro que pula, e a bola bate no COTOVELO? Já respondo: “É o esquema da arbitragem rubro-negra”. Mas quando tal pênalti foi marcado, eu e meus amigos e confrades nos limitamos a xingar o árbitro e aguardar pelo que sabíamos ser inevitável: a defesa do Bruno.
Talvez aí resida a grande diferença entre rubro-negros e alvinegros: nossa resignação é a dos grandes guerreiros. Já a resignação alvinegra é algo próximo da dor de corno. E é por isso que o destino alvinegro é sempre apanhar. Porque uma vitória alvinegra significaria uma cidade morta, vazia, uma noite de domingo de pouquíssimo movimento, e sabe-se lá que produto seria mais vendido numa noite em que o Botafogo é campeão. Já disse o filósofo que torcer para o Botafogo não é bem um “torcer”, e sim uma “mania” ou até um “hobby”, de qualquer maneira tão exótico quanto colecionar cascas de cigarra ou contas d'água do mundo inteiro. Nem venham com essa lengalenga de “minoria inteligente”. Pelo contrário: é preciso ser um verdadeiro quadrúpede para acreditar que há condições de atropelar o Mengão FODA.
Bom, mas vendo por este lado, pela quantidade de gente que (não) foi ao lado alvinegro do Maracanã, a torcida do Bostafogo até que está mais inteligente hoje em dia.
Até o Brasileirão. E chega de comemorar chute em cachorrada morta.
Terça-feira, 28 Abril 09, 01:50 PM
Senhores, pra variar venho de longa ausência e provocado mais pela necessidade da JIHAD discorrer sobre determinados assuntos do que por algum motivo futebolístico – para quem não é Flamengo, possivelmente as finais do Estadual seriam tema para textos e mais textos da JIHAD. No entanto, urge deixar claro que comemorarei espartanamente – talvez um cinema com minha senhora – o pentatricampeonato rubro-negro, uma vez que vejo tratar-se de MERA OBRIGAÇÃO a vitória contra este lacrimejante e deprimente time do Botafogo.
Já disse a interlocutores que, se Estadual realmente valesse alguma coisa, teríamos cagado e andado para a terrível tragédia rubro-negra que se abateu na Libertadores do ano passado – a derrota para o América do México aconteceu três dias depois de um título destes contra o Botafogo. Que um time já experiente em segunda divisão como o Botafogo ache grandes merdas conquistar o Estadual (principalmente contra o Flamengo) é mais do que natural.
Agora, não podemos sequer comparar a importância até financeira de estar na Libertadores com o marasmo dos Cabofrienses e Tigres da vida. Querer comparar uma Libertadores com estes torneios é como dar importância a um ranking de Sovaco mais Musical da rua.
Não que eu vá torcer contra ou torcer menos – nada disto. A importância de ficar com 31 títulos, acima do clube da Lê Boy, é capital. Mas finda esta missão, reitero, é papel de cada rubro-negro recolher-se a uma espartana comemoração, moderada como convém o feito do próximo domingo. Ganhar do Botafogo deveria até nos causar certo constrangimento – igual ao que sente um pai depois de sentar a porrada no filho de oito anos após tê-lo pego fazendo meinha com um amiguinho.
Mas depois desta longa elocubração, quero abordar o assunto principal do texto da JIHAD: a pagada geral do lateral Juan ao babaquara Maicossuel. Devo dizer, senhores, que imediatamente após o lance, companheiros rubro-negros de boa cepa condenaram a atitude antidesportiva do lateral. No entanto, tive de me limitar a fazer silencio. Ainda não tinha uma leitura suficiente do episódio para analisar.
No entanto, ao presenciar o início de um gigantesco chororó no Canil (escrevo canil com C maiúsculo por respeito ao clube), seguido da clássica e habitual condenação de colunistas éticos e bem-comportados, fiquei realmente abismado. Sem contar a quantidade de gente chamando o irregular lateralzinho rubro-negro de “canalha”. Seguem-se também os cansativos discursos de “Juan não gosta do futebol-arte” como se ele próprio jamais tivesse dado dribles do mesmo jeito que Maicossuel.
Faltou na imprensa globulizada mencionar, por exemplo, o biltre Leonardo Gaciba, que em 2002 puniu o jogador Jabá, então no Coritiba, com o cartão amarelo por este ter feito firulas diante do adversário. Este, sim, é o fator contra o tal futebol-arte que preconizam estes defensores da moralidade.
Deste os tempos imemoriais que zagueiro fala no ouvido de atacante. Cabe ao atacante AMARELAR ou não. O ato de dar um esporro ou ameaçar cobrir de porrada jamais deve ser encarado como uma “maldade com o pobrezinho do atacante” e sim como parte integrante de um esporte heterossexual masculino. Havia atacantes que optavam por NÃO AMARELAR, como é o caso do João Danado Nunes, o Artilheiro das Decisões. Foi Nunes que, em 1981, ao ver o ladrilheiro Roberto Passos sendo fustigado por jogadores do Vasco, chamou todos para a porrada tendo este convite sido recusado com tremores nos joelhos dos bacalhaus. Foi Nunes que em 1980 em pleno Mineirão saiu dando porrada em jogadores do Galo das Alterosas quando o hediondo Éder tirou nosso Rondinelli de campo na base de chutes nas mandíbulas.
Por que será que Nunes nunca reclamou com a imprensa de “estarem tolhindo seu futebol-arte” com ameaças? E mais: as porradas dadas por jogadores como Juninho e Alessandro – ambos absolvidos pelo STJD – talvez preocupassem o João Danado. Mas certamente este não iria amarelar. Faria a opção de partir para dentro.
Aos que insistem em ver arte no futebol de Maicossuel, peço que revejam o que aconteceu DEPOIS da ameaça feita por Juan. Ele se recolheu. Fez a outra opção. Não devemos condená-lo por isto, apenas aceitar que ele tem o direito de amarelar.
Agora, imaginem se nas décadas de 70 ou 80 a imprensa esportiva desse pitis de mãozinha na cintura a cada vez que o parrudo Moisés dissesse a um atacante que iria cobri-lo de porrada fora do estádio se ele viesse de gracinha. E o que dizer de Junior Baiano preventivamente sentando a mão nos cornos do ignóbil Edmundo naquele Flamengo x Vasco de 1992 que ganhamos NA BOLA E NA PORRADA?
Por tudo isto, senhores, é que estranho o escandalozinho, os pruridos bichescos de grande parte da mídia tupiniquim diante de uma cena que a meu ver é tão parte do futebol quanto a bola ou as traves: a intimidação do atacante adversário – ou sua tentativa, pelo menos. A continuar esta onda de frescura a se abater sobre o país e em breve teremos zagueirinhos-kaká atuando na zaga da Seleção Brasileira em Copas do Mundo, e não um sujeito capaz de dar uma cabeçada no nariz do colega de time para ver se ele toma jeito de homem.
Até o Brasileirão.
Terça-feira, 03 Março 09, 10:40 AM
Um Feliz Natal (hoje) e um Ano Novo (que começou ontem) de muito sucesso a todos os leitores da JIHAD RUBRO-NEGRA e à Nação Flamenga em geral.

Segunda-feira, 02 Março 09, 12:47 PM
Sexta-feira, 30 Janeiro 09, 07:19 AM
Amigos, companheiros de guerra santa rubro-negra: volto aos comentários no JIHAD mas sem prometer muita assiduidade, haja vista que acompanho o atual certame ainda um pouco distante, sem ter comparecido aos estádios por causa de compromissos profissionais. Mas espero mudar tal conduta. E escrever melhor – sou partidário da tese de que se pode torcer pelo Mengão sem jamais ter pisado em um estádio de futebol, mas escrever sobre Flamengo sem sentir a vibe de sua torcida, bom, é diferente. Missão difícil, possível, mas completamente sem coerência e honestidade.
É claro que, vendo pelas imagens da TV e dos vídeos da Internet, me parece que a Magnética (royalties para Jorge Ben) está como sempre esteve: feliz, radiante, apaixonada, exultante e dando mais beleza ao mundo do que um campo repleto de girassóis. Ainda que parte da imprensa cruzmaltina (só os cruzmaltinos pensam que ela não existe) tente criar falsas polêmicas na Gávea – como a saída de Marcelinho Paraíba, a chegada de Diguinho e os chiliques do Imperador Adriano – o fato é que o Mengão começou o ano, curiosamente, de bem com a vida.
Futebol? É verdade, ainda não apareceu por lá. Certamente é culpa dos salários atrasados. Não culparia jogador nenhum por isto – ninguém curte o trabalho gratuito, a não ser que você seja selecionador de atrizes pornô do gênero teen ou provador oficial de vinhos e pizzas do melhor restaurante da região.
Por tudo isso vejo a Magnética muito bem, muito tranqüila e em paz. Ainda mais depois de adquirir a nova marca, que é a de ÚNICO TIME DO RIO A JAMAIS TER JOGADO EM DIVISÕES INFERIORES. Se for feito um exame minucioso no couro cabeludo dos outros torcedores cariocas, abrindo espaço entre os cabelos o cidadão de bem (rubro-negro) poderá constatar, com horror, perto da tatuagem com o número 666, a inscrição “Série B”.
Em nós não tem essa marca.
Mas, finalizando este gigantesco preâmbulo (maior até do que o texto em si), a única coisa que tem me chamado a atenção não é no Mengão, e sim no restante da mídia e torcedores, dando pitis monumentais por causa de erros de arbitragem a favor do rubro-negro. E mais: no caso do jogo desta quinta-feira contra o Bangu, erros que aconteceram PARA OS DOIS LADOS. Mas não! O frágil torcedor arco-íris logo gira o corpo apoiado nos calcanhares e sai em passos largos e nos dando as costas, quando falamos no Estadual.
Ora, que espécie de potência é o Friburguense para garantir 100% que venceria o jogo caso o gol não tivesse sido anulado? E o que há de mais se o nosso Maxi Bianchucchi na verdade estava executando sua jogada mais freqüente (a “fura-e-cai”) quando dentro da área do Bangu? Ora, minutos antes o mesmo soprador de apito não viu um pênalti clamoroso em Ibson, por que os arco-íris não citam isto?
Preferem agir como profetas do Apocalipse e, de forma meio patética, cantarem aos quatro ventos que “sempre falaram” nos favorecimentos ao Rubro-Negro Maior. Ora, é curioso que cá no Rio tenhamos um time que jogou na terceira, subiu para a segunda mas passou para a primeira sem conquistar nada na segunda divisão. Que tenha um time que foi campeão brasileiro em 1995 com um dos mais clamorosos erros de arbitragem da história. Que tenha um time, bom, enfim, um clube que é conhecido pelas influências e manipulações fora de campo através de um gordíssimo ex-dirigente.
Viraram todos vestais da moralidade!
Ou será que na verdade a Torcida Arco-Íris estará nos brindando com uma grande inovação, ou seja, o CHORO ANTECIPADO DE PERDEDOR?
Pobres Friburguense e Bangu: a história destes dois clubes não merecia “novos-torcedores” tão medíocres.
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Aproveito para registrar, com orgulho, a minha humilde participação no Imortal URUBLOG, o Blog mais Fodástico do Flamenguismo Universal: http://colunas.globoesporte.com/arthurmuhlenberg/2009/01/28/salaam-aleikum-mengao/ .
Quarta-feira, 10 Dezembro 08, 07:08 PM
Na verdade, o caso de Ronaldo Fenômeno é uma contravenção. Fez o que os estudantes de direito fazem todos os anos no dia 11 de agosto: usar e sair sem pagar. Não é crime, repito, porque não se trata de apropriação indébita, e sim de utilização de serviços. Ronaldo não é mais criminoso (e nem melhor pessoa) do que um apontador de jogo do bicho, flanelinha ou vendedor de graxa sem alvará.
Vi apenas dois posts de conteúdo e realmente inteligentes no deserto de idéias que surgiu depois do ocorrido: o de Lucas Dantas aqui e no Blog da Flamengo Net, e o do Mestre Mulamba, a quem devo propor em breve dividir a autoria do ALCORÃO RUBRO-NEGRO. Estes textos disseram tudo o que há para ser dito, tornando o trabalho deste JIHAD até mesmo inócuo. Tento assim acrescentar alguns pensamentos sobre o que aconteceu.
Ronaldo usou o Flamengo a seu bel-prazer. Claro, o Flamengo fez sua parte, ou melhor, a diretoria fez. Foram quatro longos meses sem nem pensar o que fazer com o atacante dentro de suas instalações – interessante mesmo seria apurar quem foi o gênio que liberou as instalações do clube “na faixa” para o Ronaldo. Só porque ele “é Flamengo”? Posso dizer que sou até mais Flamengo do que ele (pelo menos neste momento), logo, peço licença para usar a piscina sem pagar mensalidade e sem fazer exame de urina. Ah, e quero mijar lá dentro sem mancha azul-escura. Ora essa.
Depois de tudo isto, Ronaldo saiu sem pagar. Deve estar acostumado. É a educação do dinheiro. É a ânsia por ficar milionário (coisa que ele já é), É o contrato com a Nike, que brigou com o Flamengo. É a incompetência da diretoria e do VP de Marketing, estes que deixaram o Império Rubro-Negro sofrer mais uma grave humilhação, que é um sujeito preferir jogar em um clube que no momento está na SEGUNDA DIVISÃO (só estará jogando na primeira no ano que vem). C’os diabos: quem fez a escolha foi Ronaldo. Ele é que é o especialista em escolhas. Ele é que tem dinheiro para ter a mulher que quiser e escolheu aquelas com três pernas. Para o Flamengo, não ficou estrago nenhum a não ser o de mercado, como eu já disse e reitero: o estrago é mercadológico, ou seja, menos camisas vendidas, menos espaço em TV e mídia, menos merchandising.
Mas, até onde eu sei, o Flamengo não é a W/Brasil ou coisa que o valha. Nosso produto não é marketing e tampouco futebol. O produto principal do Flamengo é a FÉ E GRANDEZA, juntas, que não podem ser vendidas separadamente. É claro que dependemos destas coisas para sustentar o futebol, mas o episódio serviu até para percebermos que a gestão atual é uma verdadeira zona em termos de marketing, e está fadada a ações ridículas e inócuas. Até mesmo os produtos da cesta dos Supermercados Leão Camarada tiveram marketing melhor – sabão Neutral pastoso e suco de maracujá Pindorama. Vou mais longe: os produtos anunciados pelo Alborghetti tinham um retorno de marketing muito melhor, e um recall fantástico. Querem ver? Alimentos ZAELI, Kurten Madeiras, Frigorífico ALVORADA, Chá Mate REAL.
Mas não concordo com choradeira só porque o nosso terror-dos-rodízios resolveu ir embora antes de vestir o Manto. O negócio agora é abstrair. O jeito é esperar a próxima eleição, ir dando porrada na gestão atual até eles acertarem, enfim, seguir adiante, sem imitar Ronaldo em nada – nem no ato tresloucado de sair com travestis e nem no gesto triste de se tornar menos Flamengo.
Um rubro-negro que fica menos Flamengo é quase um travesti.
On Calma, Dona Geralda.