Terça-feira, 03 Março 09, 06:15 AM
20 clubes mais ricos do mundo:
Real Madrid (365,8 milhões de euros-R$ 1,07 bilhões)
Manchester United (324,8 milhões de euros)
Barcelona (308,8 milhões de euros)
Bayern de Munique (295,3 milhões de euros)
Chelsea (268,9 milhões de euros)
Arsenal (264,4 milhões de euros)
Liverpool (210,9 milhões de euros)
Milan (209,5 milhões de euros)
Roma (175,4 milhões de euros)
Internazionale (172, 9 milhões de euros)
Juventus (167,5 milhões de euros)
Lyon (155,7 milhões de euros)
Schalke 04 (148,4 milhões de euros)
Tottenham (145 milhões de euros)
Hamburgo (127,9 milhões de euros)
Olympique (126,8 milhões de euros)
Newcastle (125,6 milhões de euros)
Stuttgart (111,5 milhões de euros)
Fenerbahce (111,3 milhões de euros)
Manchester City (104 milhões de euros)
A lista, que foi publicada pela consultoria britânica Delloite, aponta pelo quarto ano consecutivo como sendo o clube de futebol mais rico do mundo o espanhol Real Madrid. Uma peculiaridade da lista é que ela não revela a crise econômica atualmente enfrentada pelo mundo todo, já que a crise estourou apenas em setembro passado e a lista é do ano fiscal 2007/2008. A lista divulga os balanços dos clubes no ano fiscal 07/08 e as fontes de receita são: bilheteria, televisão e mkt.
Sinal da crise é o segundo colocado na lista, o Manchester United. Patrocinado pela seguradora AIG, por conta da grave crise financeira a seguradora não renovará seu acordo, que se encerra ano que vem. Esse patrocínio rende aos cofres do clube de Manchester R$ 53,4 milhões (Bertozzi, 2008). Apenas para comparação, o São Paulo, que tem o maior patrocínio de camisa do futebol brasileiro fechou com a LG por R$ 18 milhões.
Mais uma vez, os clubes ingleses são os grandes vencedores do ranking. Nada mais do que sete clubes estão aqui representados, o que só ratifica a liga inglesa como a mais rica do mundo (volume de dinheiro). Por conta de quase metade dos clubes da Premier League estarem aqui representados, isso mostra o valor e o poder dessa liga, que apenas recentemente adquiriu esse status.
Ingleses: 7 clubes;
Italianos: 4 clubes;
Alemães: 4 clubes;
Franceses: 2 clubes;
Espanhóis: 2 clubes
Turco: 1 clube
Como todo ano, as ligas mais ricas do mundo estão representadas na lista da consultoria. O Brasil, que em termos de representatividade de ligas, tinha a sexta liga mais importante do mundo em 2005 (Gurgel 2006), mas em termos de riqueza, não tem grande importância no mercado global. Isso por causa da falta de estrelas nos gramados brasileiros, estádios e gramados em más condições, tudo isso faz com que a televisão pague menos pelo espetáculo por que o valor dele é menor, consequentemente, os patrocínios são menores e os ganhos dos clubes também são menores.
Bibliografia:
GURGEL, A. Futebol S/A: a economia em campo. 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. 248 p.
BERTOZZI, P. Pontos corridos. Revista Máquina do Esporte, São Paulo- Rio de Janeiro. Editora MB Press, 2008, edição 4, p. 36.
Quarta-feira, 17 Dezembro 08, 09:29 AM
Ronaldo fenômeno no Corinthians. O jogador, que estava sem clube treinando no Flamengo, volta ao Brasil para jogar num dos clubes de maior torcida no país. Parabéns a diretoria corintiana, que trouxe para o clube um fenômeno também de marketing. A camisa com seu nome e número já começou a ser vendida na loja oficial do clube e a Nike já providenciou a produção de milhões de camisas.
Centenas de jornalistas do mundo todo vieram a São Paulo para cobrir sua apresentação no Parque São Jorge. Sua contratação foi notícia em todos os meios de comunicação do país, foi noticiado no horário nobre da televisão brasileira, num mês em que o futebol está em recesso, o Corinthians teve uma grande exposição somente por causa da vinda do R9. Com isso, todos os parceiros corintianos ganham.
Sinal de que trazer Ronaldo foi uma aposta que deu certo. Ele vai render ao time patrocínios mais rentáveis, exposição da marca Corinthians em países que o campeonato brasileiro não é exibido, exposição maciça da patrocinadora da camisa, que está de saída do clube e que não esperava por essa exposição neste momento.
Mas não é apenas o clube da capital paulista que ganha com a sua vinda. Ganha o futebol brasileiro, que está carente de ídolos e que precisa valorizar mais seus campeonatos. Ídolos valorizam qualquer esporte. Chamam torcida, novos torcedores, novos praticantes, atraem investimentos. O futebol precisa de ídolos e de brilho, que sem dúvida o Fenômeno trará aos jogos que disputar. Quanto mais Ronaldos, quanto mais São Paulos tivermos em nosso país, melhor para o nosso futebol.Sexta-feira, 14 Novembro 08, 07:20 AM
Apesar das últimas semanas terem sido bastante tumultuadas pelos lados do Palestra Itália, vi uma notícia que me chamou a atenção. O Palmeiras criou o seu camp, inspirado pelo Milan. O camp palestrino é uma experiência que a criança tem de ter uma rotina parecida com a dos jogadores de futebol. Ela paga uma certa quantia, passa algum tempo no centro de treinamento aprimorando suas habilidades futebolísticas e ainda tem a chance de conhecer seus ídolos. Para as crianças, trata-se de uma forma de ficar mais perto de seus ídolos, de prestigiar sua equipe de coração e se ela tiver talento, pode jogar no time.
Já para os clubes de futebol, é uma boa estratégia de aproximar o clube de seus torcedores mirins, que vão formar a futura geração de consumidores. Essa estratégia é adotada na Europa com grande sucesso por alguns clubes, como Milan, Chelsea, Machester United e Roma, que realizou um camp em Petrópolis no meio do ano e já levou um garoto de 9 anos para treinar no clube. Nesse caso, é possível divulgar a marca em diferentes partes, onde o número de torcedores não é grande ou consolidar uma posição de destaque entre os torcedores de determinada região, fortalecendo a marca nesses lugares.
Uma pessoa começa a torcer para um clube de futebol por diversas razões. Seja por razões familiares, por influência de amigos ou da mídia, por causa de um ídolo, ou por outras razões, as pessoas se ligam aos clubes de uma maneira afetiva. E nessa era em que o futebol virou negócio, esses mesmos times possuem marcas próprias. Marcas que em alguns casos, são conhecidas mundialmente, como as dos grandes clubes da Europa e que possuem grande valor. Devido a isso, é possível transformar a marca em fonte de renda. Camps, Licenciamento, franquias de escolhinhas são alguns exemplos de como transformar a paixão do torcedor em fonte de receita para as agremiações.
Quarta-feira, 14 Maio 08, 08:53 AM
O Internacional de Porto Alegre chegou nessa semana a 76.000 sócios, o que o leva a posição de número 9 no ranking mundial em número de associados. Com esse número, o colorado bater seu próprio recorde nesse quesito e no domingo, na estréia do campeonato brasileiro, fez uma homenagem ao sócio de número 70.000. O clube do Sul pretende chegar a 100.000 sócios em 2009, ano de seu centenário. Só para efeito de comparação, o primeiro colocado da lista, o Benfica de Portugal possui mais de 170.000 sócios.
O clube pretende ter sócios contribuintes ao redor do mundo. Segundo o site Máquina do Esporte (13/05), a agremiação possui sócios nos EUA, Espanha e Alemanha e quer ampliar esse quadro. Para isso, o clube pretende fortalecer sua marca ao redor do mundo, tarefa que pode ser atingida com excursões pelo exterior. Com o clube sendo campeão mundial em 2006 e com a excursão para Dubai, além da melhor comercialização do campeonato brasileiro em outros paises, a tarefa pode ser facilitada.
Tendo torcedores como sócios, o clube arrecada cerca de R$ 2.000.000 mensais, o que permite uma diversificação em suas receitas mensais. Isso faz com que o clube sulista tenha mais uma fonte de receita e se aproxime de seu torcedor. Ficando sócio do clube, o torcedor tem uma série de vantagens, como desconto na compra de ingressos. O futebol brasileiro parece que acorda para diversificar suas receitas. O São Paulo, com a recente parceria com a Warner para licenciamento de produtos e outras iniciativas, como a incursão do Corinthians e do Flamengo na Superliga sinaliza um mercado promissor para ações de marketing no futebol brasileiro.
Fontes: site máquina do esporte e site oficial do Sport Club Internacional.
Quinta-feira, 14 Fevereiro 08, 12:30 PM
Nessa quinta-feira, a Deloitte, empresa de consultoria britânica divulgou a lista dos 20 clubes de futebol mais ricos do mundo. A lista, que é publicada anualmente e tem o Real Madrid como líder pelo terceiro ano consecutivo com R$ 895 milhões de arrecadação, tem o Manchester United na segunda colocação (R$ 800 milhões), o Barcelona em terceiro (R$ 740 milhões), o Chelsea em quarto e o Arsenal em quinto. O estudo leva em conta o volume de negócios dos clubes de futebol, como venda de direitos televisivos, venda de produtos licenciados e bilheteria.
O último item chama a atenção. Manchester United e Arsenal ganharam posições em comparação com o estudo de 2007 pela ampliação que fizeram em seus estádios. No clube do Emirates Stadium, somente a bilheteria responde por mais que a metade do valor arrecadado. Já o Barcelona, que apesar da má fase em campo e de cair da segunda para a terceira colocação, arrecadou quase R$ 10 milhões a mais que no ano passado.
Pela lista, é possível notar como os clubes europeus diversificam suas receitas, ao contrário dos clubes brasileiros, que dependem quase que exclusivamente da tv e da venda de jogadores. Claro que venda de carnês, estádios bem planejados e com boa manutenção e outras atrações para além do futebol contribuem para uma melhora na arrecadação do dinheiro e no valor dos clubes. A cada ano que passa, as equipes do velho continente arrecadam cada vez mais e é possivel imaginar daqui a alguns anos uma equipe bilionária.
Quinta-feira, 25 Outubro 07, 01:37 PM
A Nike oficializou essa semana a compra da Umbro por cerca de R$ 1 bilhão. Com a compra da multinacional britânica, dá o troco na sua rival alemã, a Adidas, que comprou a também britânica Reebok ano passado e apimenta mais a guerra pelo mercado do futebol das duas maiores marcas esportivas.
A Nike, que é lider mundial em artigos esportivos, com a compra do Umbro, tenta aumentar seu mercado no segmento futebol, que é liderado pela Adidas. O mercado inglês para os norte americanos, que possuem em seu cast Arsenal e Manchester United, é estratégico. Com a aquisição, o número de campeões mundiais aumenta para 2, já que o Brasil é patrocinado desde 1997.
Lembrando que os norte-americanos já tinham apresentado uma proposta de patrocínio a seleção alemã de futebol, mas que não vingou, visto que a duradoura parceria entre Adida-Alemanha foi renovada.
Segunda-feira, 22 Outubro 07, 06:50 PM
O Boca Juniors é o princípal time da América do Sul já faz algum tempo. Desde que Maurício Macri assumiu a presidência, o time conquistou nada mais, nada menos do que 16 títulos, entre nacionais e internacionais. Só para se ter uma idéia do amplo domínio xaneize em termos continentais, em 2000 e 2001, bicampeão da américa. Em 2003, nova conquista da libertadores. Em 2005 e 2006, bicampeão da Copa Sul-Americana e esse ano novamente campeão da Libertadores, sem contar os doís títulos conquistados no Japão, em 2000 e 2003.
Claro que isso não se constói da noite para o dia. O futuro prefeito de Buenos Aires assumiu o time em 1995, e encontrou um cenário nada favorável, com falta de dinheiro e descrédito por parte de seus torcedores. Injetou dinheiro e soube trazer seus milhões de fanáticos torcedores aos estádios e com isso, faturou titulos importantes.
La Bombobera como ponto turistico da cidade, ôniibus e táxis com a marca do Boca, licenciamento de produtos, uma possivel chegada ao mercado norte americano, além da parceria com a unicef, que rende ao fundo US$ 1,00 para cada camisa vendida, são ações que colaboram para o crescimento e fortalecimento da marca. Com a visão e o profissionalismo de seu mandatário aliado ao fanatismo de sua torcida, o Boca se transformou numa potência e num modelo para seus concorrentes.
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