Quarta-feira, 21 Outubro 09, 07:00 PM
Um jovem pernambucano e um sonho: estudar nas melhores universidades européias. E quem não quer, né? Pois isso aconteceu, nos idos do início do século passado.
Um rapazote, de nome Guilherme, mais precisamente Guilherme de Aquino Fonseca, foi à Inglaterra estudar e se formar. Lá, teve contato com uma modalidade esportiva que ainda engatinhava mas, que já mostrava que veio para ficar. No retorno, o jovem mancebo nordestino, fascinado pelo conhecimento adquirido e pelo esporte recém-criado, resolve levar a idéia de montar um "club de football".
Então, em 13 de maio de 1905, Guilherme, juntamente com a Associação de Empregados do Comércio Recifense, elaboraram os estatutos e fundaram o Sport Club do Recife, ou simplesmente Sport, como é conhecido por estas plagas brasileiras.
Nascia um dos maiores times de futebol do Nordeste deste país, primeiro representante da região a ser campeão nacional da primeira divisão e primeira equipe do Norte-Nordeste, a conquistar a Copa do Brasil.
O Sport, ou Leão da Ilha, como é carinhosamente chamado por sua torcida, tem uma rica e maravilhosa história de conquistas e superações.
Na sua fundação, ocorrida durante um lauto festejo da sua inauguração, toda a elite da capital compareceu para prestigiar, tendo inclusive, uma amistosa partida entre o Sport e o English Eleven.
Fatos curiosos marcam a trajetória do Leão. Em 1919, nasce o escudo que até hoje, é o seu símbolo maior. Tudo aconteceu quando naquele ano, o clube disputou a Taça Leão do Norte, um troféu de bronze francês, muito belo por sinal, e que foi conquistado após embates contra o combinado dos dois principais clubes do Pará, Remo e Paysandu. Por causa da conquista merecida, a torcida paraense inconformada, tentou reaver o estimado troféu e quebrou a cauda do leão que enfeitava a taça. Ao retornarem ao Recife, a diretoria providenciou um remendo que até hoje se mantém. Nascia o Leão que adorna o interior do escudo, em dourado com o monograma SCR.
Em 1935, a sede é adquirida num excelente endereço da capital. Trata-se da Chácara da Ilha do Retiro, que por sinal, dá nome ao seu estádio, que custou 53 contos de réis.
Falando na Ilha, o estádio, que foi a única sede nordestina na Copa de 50, foi inaugurado em 1937, num disputado amistoso contra seu maior rival, o Santa Cruz. O placar da peleja foi 6 a 5, para os rubro-negros. A quem interessar possa, o nome da praça esportiva foi derivado do fato de ter sido contruído sobre um aterro no terreno da Chácara que abrigava a primeira sede. A designação oficial do local é Adelmar Costa Carvalho, que presidiu o time nos títulos de 1955 e 1956.
Para quem não sabe, o Sport também foi pioneiro em excursões pelo Sul maravilha, chegando a disputar amistosos contra os grandes do Sul, de Minas e do eixo Rio-São Paulo. Os jornalista achavam que era suícidio. O resultado desta louca e ambiciosa aventura fora dos dominios pernambucanos? Em 17 jogos, venceu 11, empatou 2 e perdeu somente 4.
Nas décadas de 60 e inicio de 70, o Sport ficou em branco nas conquistas do Campeonato Pernambucano. Porém em 1975, o longo jejum acabava com um triunfo diante do Nautico por 1 a 0. pelo feito, aquela equipe ficou conhecida como Super-Time da Ilha.
Em 1978, uma decisão em 158 minutos, fez Pernambuco parar. Após a vitória por 1 a 0 no tempo normal, o Nautico levava a partida para a prorrogação. Empate e nova prorrogação. Outro empate e outra prrogação até que na quarta prorrogação consecutiva, o Sport vence o Nautico e leva a taça pra casa.
Na década de 80, a supremacia do Leão era absoluta. Ganhou 6 em 10 campeonatos estaduais e participou da sua primeira Libertadores, além de ser capa dos principais jornais e revistas do país com o título nacional.
A situação não mudou muito na década seguinte apesar da queda para a segunda divisão brasileira. Mas embalados por uma camapanha irretocável, a equipe leonina volta à elite no fim do ano de 1990.
Na década de 2000, novas conquistas estaduais e um novo rebaixamento nacional. Teve também, um vice campeonato regional, ao ser derrotado pelo Bahia por 3 a 1, em 2001. Mas a grande alegria dos primeiros anos da década, além do retorno ao primeiro escalão do futebol, foi a conquista de tirar o fôlego em 2006. Num sensacional embate com seu arquirrival Santa Cruz, que no tempo normal vencia por 1 a 0, o que provocou a decisão por penalidades. Nas cobranças de penaltis, tudo igual, após as defesas de Gustavo. 3 a 3 era o placar e durante as alternadas, Gilmar e Marco Antônio converteram. Neto, do Santa, perdeu a sua cobraça, muito bem defendida por Gustavo e Hamilton selou com o gol, o título rubro-negro.
SPORT CLUB DO RECIFE
DATA DE FUNDAÇÃO: 13/05/1905
CORES: vermelho, preto e dourado
TÍTULOS IMPORTANTES: 1 Campeonato Brasileiro Série A, em 1987;1 Campeonato Brasileiro Série B, em 1990; 1 Copa do Brasil, em 2008; 4 Copas do Nordeste, em 1968, 1970, 1994 e 2000; 38 Campeonatos Estaduais, em 1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2009.
ESTÁDIO/CAPACIDADE: Estádio Adelmar da Costa carvalho, Ilha do Retiro/35.000 pessoas
CURIOSIDADES: O Sport foi a primeira equipe do país a vencer o Colo-Colo/CHI, na Libertadores. outras façanhas do Leão:
Mais informações no site oficial do clube. Clique aqui.
Sábado, 24 Janeiro 09, 09:52 AM
Dois gigantes acordam na Capital Baiana. Como esperado "ambos os dois" despertam em conjunto, agregrado, lembrando a figura dos gêmeos siameses. O Esporte Clube Bahia após uma temporada longe da sua imensa torcida, retorna em grande estilo no estádio mais moderno do Estado, quiçá do Nordeste.
O Estádio Metropolitano de Pituaçu será reinaugurado amanhã no jogo entre Bahia x Ipitanga. Dito aos quatro cantos de Salvador o novo campo já tem dono e mandante pelo menos durante três anos. O Esquadrão de Aço mandará e fará a festa durante esse período. A irmandade entre a instiuição e o renovado palco fica evidente no codinome criado carinhosamente pela maioria da população, PituAÇO. Com a capacidade reduzida por volta de 14,000 lugares, certamente faltará ingresso para o reencontro da equipe com a maior torcida do Nordestão. Este fato porém, não ofusca o brilho e a expectativa para a partida de estréia.
Os irmãos estão em polvorosa. A possibilidade de vitória do Tricolor de Aço é de 100% e juntos a comemoração será geral. As imediações de PituAÇO assistirão a uma invasão ao âmago dos idênticos. E, enquanto a mãe Fonte Nova descansa para um dia voltar a ser a mais sua mais bela forma, os gêmeos PituAÇO se divertem logo alí ao lado da Ucsal.
Algumas imagens:
Fonte: Imagens; ibahia.com , esporteclubebahia.com.br, imagens AGECOM
Sexta-feira, 26 Dezembro 08, 06:21 PM
Quem não já viu um beija-flor de perto? Um pássaro de beleza exótica e uma habilidade de vôo bastante interessante, sendo o único da espécie a parar no ar. E quem não viu a trajetória de um outro beija-flor? Mas ao contrário das flores, esse desfilava sua habilidade pelos gramados. Ah, quem é o beija-flor desta estória? O folclórico e genial Dadá Maravilha.
Dario José dos Santos, natural do Rio de Janeiro, nascido em 4 de março de 1946, é até hoje, o terceiro maior artilheiro do futebol brasileiro com 926 gols, perdendo apenas para Pelé e Romário, com 1284 e 1002 gols respectivamente. O moleque suburbano de Marechal Hermes, teve início no mundo do fut, através do Campo Grande, onde foi efetivado à equipe principal em 1967.
Mas a fama de folclórico e genial, tomou forma quando defendeu as cores de outro alvinegro, o Atlético-MG, isso no ano de 1968. Foi um caso de amor com juras eternas, que perdura até os dias atuais. Dario ou Dadá Maravilha, encantou os mineiros e os brasileiros em geral. Foi campeão com a camisa do Galo, três anos após sua chegada a Belo Horizonte, e a conquista foi nacional. Ao lado de João Leite, Reinaldo e sob o comando do mestre Telê Santana, Dadá foi um dos destaques da histórica e inédita campanha do clube, no título brasileiro de 1971, quando o Atlético-MG, venceu o Botafogo por 1 a 0, em pleno Maracanã, no dia 9 de dezembro daquele ano. O autor do gol? Ele próprio, o beija-flor em uma de suas jogadas mortais: a cabeçada com paradinha no ar.
No distante ano de 1976, mudava de camisa e de ares. Deixou Belô e foi para POA, trocou o preto e branco pelo colorado dos pampas. Com outro timaço, agora tendo como companheiros Manga, Figueiroa, Falcão e Carpeggiani, Dadá tornou-se bicampeão nacional pelo Inter e novamente, marcando o seu golzinho.
Dario atuou por outros 16 clubes em vários estados brasileiros. E foi ídolo em todos. No Nordeste, vestiu as camisas de Santa Cruz e Bahia, sem contar a do Sport. Mas é nos dois tricolores que ele viveria uma situação até um tanto engraçada.
Em 1981, defendendo as cores da cobra coral pernambucana, Dario, após uma vitória do Santa Cruz por 4 a 0 sobre o Bahia, no Torneio da Morte daquele ano, disse uma das frases que também o tornara famoso " Para o Bahia fazer cinco, só acertando a Quina." Na semana seguinte, na Fonte Nova, o Bahia deu o troco, venceu por 5 a 0 e de quebra, ajudou a rebaixar o Santa Cruz, para o módulo de acesso. Mas o seu jeito de jogar e suas tiradas, encantaram os tricolores e a diretoria do clube da Boa Terra que no mesmo ano o contrataram. Com o Bahia, Dadá, fez parte da campanha de um dos títulos do hepta baiano. Outra na região, foi o recorde de 10 gols, marcados com a camisa do Sport, no triunfo de 14 a 0 sobre o Santo Amaro, em 1976. O maior número de gols marcados por um só jogador em todos os campeonatos oficiais do país.
Tentou a carreira de técnico dirigindo clubes em São Paulo (Ponte Preta) e em Brasília, mas só conseguiu títulos com o Ypiranga Clube, do Amapá.
COPA DO MUNDO
Dadá participou do tri, no México, em 1970. Foi o único convocado por imposição do governo militar que por causa do seu futebol, de quem o presidente Emílio Garrastazu Médici era fã, fez estremecer a relação que culminou com a demissão do então técnico João Saldanha e sua substituição por Zagallo.
FRASES DE EFEITO
Genial em campo, fora dele Dario criou frases de efeito que até hoje, são sua marca registrada.
FRUSTRAÇÃO
Arrependimento ele nunca teve até por que, Dadá Maravilha sempre foi um atleta íntegro e bastante correto. Mas ele tem uma grande frustração na vida: nunca ter defendido as cores do Corinthians.
Por essas e outras, Dadá Maravilha será sempre lembrado como o beija-flor que colhia o melhor néctar que o futebol pode oferecer: a alegria.
Fonte de pesquisa: WIKIPÉDIA
Sábado, 15 Novembro 08, 07:01 PM
O Cruzeiro visivelmente superior tecnicamente do que o clube dos Aflitos sucumbiu diante da raça dos jogadores e da barulhenta torcida do Timbu. Deixou de brigar pelo título e de quebra ainda pode ficar sem a vaga na Libertadores após a goleada. A equipe mineira estava atabalhoada no setor defensivo. O velocissímo "Gilmaker" ( ex- Vitória ) driblava os zagueiros com tamanha facilidade que lembrou o "pega" no último GP do Brasil, entre Hamilton e Glock. Com Ramires e Guilherme pouco inspirados não havia como vencer a partida.
O Náutico foi guerreiro do início ao fim. Brigou, lutou, contra as suas pernas, contra o juiz e contra o visitante. Mas, o estádio do Aflitos era um caldeirão borbulhante que empurrava o alvi- rubro para frente. A cada bola que os cruzeirens dominavam ouvia-se ensurdecedores apitos e vaias da torcida mais zuadenta do Brasil. Tal como o campeão mundial de fórmula 1, o Náutico acelerou e não parou. Dois gols no primeiro tempo e mais três no segundo decretaram a derrocada do Cruzeiro rumo ao título. Além de enfiar uma sacola de gols, a equipe pernambucana colocou a taça na entrada do Morumbi.
Uma agremiação que leva 5 x 2 na reta final de um campeonato disputado como o desse ano não merece ficar com o título. Já quem faz um placar tão elástico nos jogos finais demonstra a sede de permanecer na série A. Portanto, ao jogar nos Aflitos, cuidado, porque o Fumo pode entrar.
Quarta-feira, 15 Outubro 08, 05:32 PM
É ruim admitir que um rubro negro( mas como não é o lixória, tudo bem.) ocupa um dos locais mais altos na escala de importância do Nordeste. No outro posto, igualmente líder está um tricolor. Os clubes Sport e Bahia ostentam os primeiros lugares da região com méritos e glórias de uma bela história.
O clube da Ilha do Retiro já completou 100 anos de existência. Neste período colecionou diversas conquistas estaduais, regionais e nacionais. Estes feitos não seriam tão grandiosos não fosse por uma equipe desacreditada nas competições das quais participam. Foi assim no título brasileiro de 1987 e da Copa do Brasil de 2008, conquistas de maior expressão da agremiação. Em 2009 participará pela segunda vez da taça Libertadores, feito inédito para uma equipe nordestina. Apesar da torcida não ser uma das maiores do Brasil faz-se presente em todos os jogos e lotam o caldeirão com o gramado ruim, (deveria deixar desse jeito para Libertadores) utilizando-o como o seu 12º jogador.
O BahÊa é o clube mais tradicional do estado da Bahia. Ainda um pouco longe do seu centenário não deixa de possuir diversos campeonatos estaduais, copas do Nordeste, Brasileiro e uma taça Brasil. Os dois ultimos sendo os mais importantes de sua história. A taça Brasil foi conquistada com uma vitória sob o Santos de Pelé. O tricolor de aço também participou de uma edição da taça Libertadores. A torcida é vista como uma das maiores do país em presença no estádio. Em 2007 superou as expectativas e liderou o ranking das três séries do campeonato brasileiro mesmo jogando a série C da competição Nacional. A antiga Fonte Nova era um verdadeiro alçapão para os adversários. O esquadrão de aço começou o brasileiro de 1988 desacreditado. Roubou a cena com uma equipe veloz no ataque e criativa no meio de campo, levando para casa o Brasileirão daquela temporada.
Com essas histórias e diversas conquistas, credito ao Bahêa e ao Sport o título de Salvadores de uma pátria chamada Nordeste.
PS: O Sport poderia não ser Rubro Negro.
Terça-feira, 07 Outubro 08, 06:44 AM
Aceitei o convite do grande tricolor baiano nildo para colaborar com o Blog FUTNORDESTE! E no meu primeiro post peço a nossos dirigentes país a fora que acertem a volta do Campeonato(Copa) do Nordeste, torneio que durante os anos que foi bem organizado fortaleceu o futebol nordestino, colocando suas principais forças em confronto e ajudando a preparar melhor as equipes para os campeonatos nacionais, os patrocínios e a visibilidade dos jogadores era excelente.
Nos menosprezam, tentam nos enfraquecer, mas somos FORTES, cabras-da-peste que não fogem da luta e continuaremos passando por cima de todas as dificuldades a buscar nosso espaço e dar alegria ao nosso povo.
Futebol que revelou grandes talentos ao futebol Brasileiro como: Rivaldo, Juninho Pernambucano, Ricardo Rocha, Edilson, Dida, Hernanes, etc, etc, etc.
Viva o futebol nordestino! Repleto de torcidas fiéis e apaixonadas! Que enfrentam todas as dificuldades e em qualquer divisão estão sempre ao lado de seus times!
On Carta Renúncia da Diretoria do ASA