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FutNordeste Memória: Os Pioneiros, V

Terça-feira, 17 Novembro 09, 04:06 PM

E voltamos com a série Os Pioneiros, que conta a origem do futebol nos 9 estados nordestinos. Já abordamos sobre o pioneirismo na Bahia, nas Alagoas, em Sergipe e no Maranhão.

Hoje, vou tratar sobre o estado do Rio Grande do Norte. Como de praxe, na maioria dos estados nordestinos, os primeiros difusores do esporte bretão, tiveram contato com o futebol em terras inglesas, fruto do intercãmbio educacional que suas idas promoviam. Lá, estes pioneiros estudavam e se formavam no ensino superior e na volta, traziam sempre objetos relacionados com a prática ludopédica.

Não foi diferente entre os potiguares. O futebol surgiu por intermédio dos irmãos Fabrício e Fernando Pedroza, no ano de 1903. Os dois, mais amigos de outras famílias abastadas de natal, juntaram-se e formaram o primeiro escrete. Após os jogos meramente amigáveis, ocorreu-lhes a idéia de formar uma agremiação. Assim, no ano seguinte, surgia o Sport Club Natalense.

A prática do futebol era feita nos tempos áureos em terrenos descampados onde atualmente, ficam praças e prédios públicos da capital norte-riograndense. Nos primeiros anos, vários clubes de vida curta apareceram, entre eles, o time do Partido Republicano Conservador.

Um fato engraçado diz que muitas equipes fecharam as portas por causa de um simples estouro de bolas. Como ficavam sem o instrumento principal e não tinham condições de comprá-las, os atletas acabavam mudando de equipes. Mas a estruturação do esporte, que até então era totalmente desorganizado, veio por conta de um estudante suíço e profundo conhecedor das regras. Seu nome era Alberto Roselli, que mais tarde, seria árbitro de futebol no estado. Roselli, deu vida ao futebol potiguar e o organizou de tal forma que logo, surgiu o campeonato do estado.

A fase amadora do futebol no Rio Grande do Norte, foi de 1903 a 1915. No ano de 1915, surgiram o trio de ferro do estado (ABC, América e Alecrim). Curiosidade: os três clubes nasceram numa sequência de meses. O alvinegro ABC, em junho; o alvirrubro América em julho e o alviverde Alecrim em agosto.

A fundação do ABC teve como madrinha, a senhora Maria José Farache (inclusive é dela o nome do estádio do clube). O nome deriva da assinatura de um tratado de cooperação entre Argentina, Brasil e Chile, ocorrida naquele ano. E um detalhe: quem torce para o "bêcê" é chamado de Canguleiros, por conta dos seus primeiros jogadores serem moradores do bairro da Ribeira

Já o Mequinha, que no seu início era azul e branco, chegou a ter um patrono: o senhor Aguinaldo Tinôco, zagueiro e um dos fundadores. Seus torcedores eram conhecidos como os Xarias, pois seus jogadores eram da Cidade Alta.

E o Alecrim, formado por um grupo de amigos que jogavam bola nos fins de semana em frente à Igreja de São Pedro, teve como seu primeiro goleiro, o ex-presidente da República Café Filho. De fato deveras curioso, está a divergência do ano de sua fundação. O clube alega que nascera em 1915, mas registros dos jornais da época e de estudiosos do futebol local, datam o Alecrim de 1917.

O sucesso da organização do esporte no estado foi tão grande, que logo se espalhou em direção ao interior. A primeira cidade fora de Natal a abraçar o futebol foi Mossoró. Lá dois clubes se rivalizam em gênero, número e grau. O Potiguar e o Baraúnas, sendo o segundo originário de um bloco carnavalesco da cidade interiorana e que migrou para a prática esportiva apenas na década de 60. O primeiro clube mossoroense, foi o Humaitá. 

A primeira partida oficial (sic), foi com o clássico América e ABC, com vitória do primeiro por 3 a 0, em 1919.  O primeiro estadual, ocorreu em 1918, mas teve que ser interrompido devido a um surto de gripe espanhola no RN. Assim, o primeiro campeão estadual, só viria em 1919, com o América.

O ABC, é o maior detentor de títulos norte-riograndenses e, o maior detentor de títulos estaduais no país à frente de clubes tradicionais na região Norte-Nordeste com o Remo-PA e o Bahia, respectivamente.

Logo, logo, voltaremos com mais um post da série sobre a origem do esporte mais popular do planeta em terras nordestinas. Aguardem!!! 

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FutNordeste Memória: Os Pioneiros, IV

Quarta-feira, 04 Novembro 09, 12:59 PM

Para quem não acompanhou os três primeiros posts desta série, clique aqui, aqui e aqui.

Já para que vem acompanhando, eis mais um texto sobre aqueles que trouxeram este popular esporte para os quatro cantos do Nordeste. E no capítulo de hoje, vamos saber quem foi o pai da criança em Sergipe. 

Mas antes... No início do século XX, a vinda do futebol para o país, logo foi associada como algo ligado a vândalos e vagabundos. Tanto que quem praticava o esporte, era tachado de arruaceiro e tinha que prestar contas para a polícia. Não foi diferente em Aracajú. Lá, o futebol sofreu deste preconceito. Porém, com a iniciativa do major Crispim Ferreira, do 26º Batalhão de Infantaria, as coisas iriam mudar.

Foi este nobre oficial que teve a ideia de implantar a primeira exibição no estado. Mas, quem de fato ampliou os horizontes para a popularização boleira, foi um jovem estudante de Lagarto, que após regressar de Salvador para Aracajú, resolveu criar o primeiro clube estritamente para a prática do futebol. De prioritário, o clube se chamaria Sport Clube Lux, mas os fundadores não gostaram da ideia e mudaram para Club de Football Sergipano.

A fundação do Sergipano, aconteceu em 1909, na casa de Carlos Baptista Bittencourt, juntamente com Mário Lins de Carvalho, aquele jovem do interior que citei linhas acima.

O Sergipano foi a porta de entrada para que outros adeptos criassem suas agremiações. Vieram o Cotinguiba e o Sergipe, os mais antigos clubes do estado ainda em atividade. Em 1917, apareceu o Industrial F. C., formado por empregados da Fábrica Sergipe Industrial. Ainda em 1917, foi criada a Liga Desportiva de Sergipe, que entre outras atribuições, ficou responsável em organizar o primeiro campeonato oficial de futebol. Este campeonato estadual, teve sua primeira edição em 1918, com a participação de quatro equipes: Sergipe, Cotinguiba, Industrial e o time do 41º Batalhão, sendo campeão o Cotinguiba, que tinha em seus quadros, atletas oriundos do S.C. Bahia, de Salvador.

Em 1919, o Sergipão não foi realizado. Motivo: a LDS resolveu limitar o número de jogadores baianos o que gerou protestos do Industrial que tinha 90% de jogadores da Bahia. Com o impasse, o Industrial se desfiliou da Liga.

Outra crise estourou no ano de 1920. Mesmo com o perdão da Liga e a disputa da competição no moderno Estádio Adolpho Rolemberg, o que parecia que estava tudo às mil maravilhas, acabou por descampar numa celeuma sem fim. Tudo isso por que a Liga puniu um jogador do time B do Sergipe, que em represália, abandonou o campeonato ainda na primeira fase.

Nos anos de 21 e 22, o Sergipão foi disputado sem nenhum problema, mas, em 1923, nova crise estoura no cenário esportivo da capital. E desta vez, a coisa degringolou. O fato novo se deu por conta de uma penalidade marcada pelo árbitro baiano Oscar Coelho, que apitava a partida envolvendo a equipe do Industrial. Não aceitando a marcação, os jogadores do clube alvinegro partiram para as vias de fato contra o árbitro e a consequente retirada de campo. Como punição, no dia seguinte ao jogo, a Assembléia Geral da Fábrica Sergipe, por meio de seu patrono, resolveu extinguir o Industrial.

Esse fato, marcou o fracasso da competição de 1924 e durante alguns anos mais trade, o futebol não foi praticado em nenhum canto de Sergipe. Apenas em 1931, com o fim da LDS e a fundação da Federação Sergipana, é que o esporte voltou a ter apoio e incentivo. Neste ano, o Campeonato Estadual ganhou novos participantes. Filiaram-se à Federação o  Vasco, Guarani, Paulistano, Palestra, Vitória, Siqueira Campos, 13 de Julho e ETEA, que se juntaram ao Sergipe, ao Cotinguiba, ao Brasil, ao Aracaju, ao Palmeiras e à Associação Atlética.

Entre 1918 e 1938, o Sergipe foi o maior detentor de títulos, com 32 campeonatos conquistados.

Fiquem na escuta, fiquem na ativa que logo, logo vem mais um post sobre a história do futebol no Nordeste e seus pioneiros.

Até lá!

Fonte: Blog do jornalista Nilo Dias.

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FutNordeste Memória: Os Pioneiros, II

Terça-feira, 27 Outubro 09, 08:54 PM

Na continuação da série sobre os pioneiros do futebol nos 9 estados nordestinos, hoje vamos abordar como o futebol surgiu no estado de Alagoas. Para quem não acompanhou o primeiro post da série, clique aqui.

Quando os estudantes alagoanos queriam uma formação superior sólida e garantida, deixavam suas famílias no estado e seguiam para o Recife e para Salvador.

Um destes jovens, de nome Manoel de Melo Machado, que fazia Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, em suas férias, convocou alguns colegas de Direito e também de Medicina, para formar um time, o Alagoano Foot Ball Club. Como não havia outra equipe para jogar contra o Alagoano, Machado e seus amigos resolveram fazer o primeiro jogo entre eles. De um lado, o time do Floriano e do outro o Deodoro. Alguns meses mais tarde, surgiu o Republicano Futebol Clube, que muito rivalizou com a equipe de Machado.

Entre 1908 e 1926, os jogos de futebol nas Alagoas eram apenas amistosos. Em 1909, nasce o Penedense, o mais antigo clube do estado ainda em atividade. Na década de 10, mais precisamente nos anos de 1912 e 1913, surgem os dois maiores clubes da terra dos Caetés: o CRB e o CSA, respectivamente. Um detalhe chama a atenção em Maceió: mesmo tendo sido fundado primeiro, o CRB só começou a praticar o esporte de forma oficial, alguns anos mais tarde que o grande rival que desde o seu surgimento, já praticava o futebol.

Em 1927, por intermédio do CRB, nasce a CEA-Coligação Esportiva de Alagoas, que seria responsável pela estruturação do futebol no estado. A CEA é atualmente a Federação Alagoana de Futebol.

Ainda em 1927, acontece a disputa do primeiro Campeonato Estadual com a participação de 7 clubes. Além de CRB e CSA, estiveram presentes o Barroso, o Flamengo, o Tiradentes, o Vera Cruz e o Uruguai. Com os altos e baixos, a competição que era para ser em dois turnos, não teve nem o seu primeiro turno encerrado. Desta forma, o CRB foi proclamado o campeão daquele ano. Foi nesta edição que aconteceu o início da rivalidade entre azulinos e alvirrubros, com o triunfo dos regatianos por 2 a 0.

No ano seguinte uma confusão envolvendo arbitragem e o CRB, fez com que o resultado da decisão do campeonato fosse para o tapetão e com a CBD confirmamdo o título para o Vera Cruz, por conta do abandono do clube da capital.

Já em 1929, sem o CRB que havia desistido de participar, o CSA conquista seu primeiro título em mais um campeonato marcado pela falta de organização.

Este é mais um relato dos pioneiros do futebol no Nordeste. Aguarde a próxima edição que irá abordar mais um dos 9 estados nordestino e como o futebol surgiu por estas bandas do país. Até lá!

Fontes: História do Futebol Alagoano e Blog Soccerlogos

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Postado por nildorequiao | Comentários (1)

Gigantes do Nordeste: Sport Recife

Quarta-feira, 21 Outubro 09, 07:00 PM

Um jovem pernambucano e um sonho: estudar nas melhores universidades européias. E quem não quer, né? Pois isso aconteceu, nos idos do início do século passado.

Primeiro escudo do Sport               Escudo do Leão

Um rapazote, de nome Guilherme, mais precisamente Guilherme de Aquino Fonseca, foi à Inglaterra estudar e se formar. Lá, teve contato com uma modalidade esportiva que ainda engatinhava mas, que já mostrava que veio para ficar. No retorno, o jovem mancebo nordestino, fascinado pelo conhecimento adquirido e pelo esporte recém-criado, resolve levar a idéia de montar um "club de football".

Então, em 13 de maio de 1905, Guilherme, juntamente com a Associação de Empregados do Comércio Recifense, elaboraram os estatutos e fundaram o Sport Club do Recife, ou simplesmente Sport, como é conhecido por estas plagas brasileiras.

Nascia um dos maiores times de futebol do Nordeste deste país, primeiro representante da região a ser campeão nacional da primeira divisão e primeira equipe do Norte-Nordeste, a conquistar a Copa do Brasil.

O Sport, ou Leão da Ilha, como é carinhosamente chamado por sua torcida, tem uma rica e maravilhosa história de conquistas e superações.

Na sua fundação, ocorrida durante um lauto festejo da sua inauguração, toda a elite da capital compareceu para prestigiar, tendo inclusive, uma amistosa partida entre o Sport e o English Eleven.

Fatos curiosos marcam a trajetória do Leão. Em 1919, nasce o escudo que até hoje, é o seu símbolo maior. Tudo aconteceu quando naquele ano, o clube disputou a Taça Leão do Norte, um troféu de bronze francês, muito belo por sinal, e que foi conquistado após embates contra o combinado dos dois principais clubes do Pará, Remo e Paysandu. Por causa da conquista merecida, a torcida paraense inconformada, tentou reaver o estimado troféu e quebrou a cauda do leão que enfeitava a taça. Ao retornarem ao Recife, a diretoria providenciou um remendo que até hoje se mantém. Nascia o Leão que adorna o interior do escudo, em dourado com o monograma SCR.

Em 1935, a sede é adquirida num excelente endereço da capital. Trata-se da Chácara da Ilha do Retiro, que por sinal, dá nome ao seu estádio, que custou 53 contos de réis.

Falando na Ilha, o estádio, que foi a única sede nordestina na Copa de 50, foi inaugurado em 1937, num disputado amistoso contra seu maior rival, o Santa Cruz. O placar da peleja foi 6 a 5, para os rubro-negros. A quem interessar possa, o nome da praça esportiva foi derivado do fato de ter sido contruído sobre um aterro no terreno da Chácara que abrigava a primeira sede. A designação oficial do local é Adelmar Costa Carvalho, que presidiu o time nos títulos de 1955 e 1956.

Para quem não sabe, o Sport também foi pioneiro em excursões pelo Sul maravilha, chegando a disputar amistosos contra os grandes do Sul, de Minas e do eixo Rio-São Paulo. Os jornalista achavam que era suícidio. O resultado desta louca e ambiciosa aventura fora dos dominios pernambucanos? Em 17 jogos, venceu 11, empatou 2 e perdeu somente 4.

Nas décadas de 60 e inicio de 70, o Sport ficou em branco nas conquistas do Campeonato Pernambucano. Porém em 1975, o longo jejum acabava com um triunfo diante do Nautico por 1 a 0. pelo feito, aquela equipe ficou conhecida como Super-Time da Ilha.

Em 1978, uma decisão em 158 minutos, fez Pernambuco parar. Após a vitória por 1 a 0 no tempo normal, o Nautico levava a partida para a prorrogação. Empate e nova prorrogação. Outro empate e outra prrogação até que na quarta prorrogação consecutiva, o Sport vence o Nautico e leva a taça pra casa.

Na década de 80, a supremacia do Leão era absoluta. Ganhou 6 em 10 campeonatos estaduais e participou da sua primeira Libertadores, além de ser capa dos principais jornais e revistas do país com o título nacional.

A situação não mudou muito na década seguinte apesar da queda para a segunda divisão brasileira. Mas embalados por uma camapanha irretocável, a equipe leonina volta à elite no fim do ano de 1990.

Na década de 2000, novas conquistas estaduais e um novo rebaixamento nacional. Teve também, um vice campeonato regional, ao ser derrotado pelo Bahia por 3 a 1, em 2001. Mas a grande alegria dos primeiros anos da década, além do retorno ao primeiro escalão do futebol, foi a conquista de tirar o fôlego em 2006. Num sensacional embate com seu arquirrival Santa Cruz, que no tempo normal vencia por 1 a 0, o que provocou a decisão por penalidades. Nas cobranças de penaltis, tudo igual, após as defesas de Gustavo. 3 a 3 era o placar e durante as alternadas, Gilmar e Marco Antônio converteram. Neto, do Santa, perdeu a sua cobraça, muito bem defendida por Gustavo e Hamilton selou com o gol, o título rubro-negro.

SPORT CLUB DO RECIFE

DATA DE FUNDAÇÃO: 13/05/1905

CORES: vermelho, preto e dourado

TÍTULOS IMPORTANTES: 1 Campeonato Brasileiro Série A, em 1987;1 Campeonato Brasileiro Série B, em 1990; 1 Copa do Brasil, em 2008; 4 Copas do Nordeste, em 1968, 1970, 1994 e 2000; 38 Campeonatos Estaduais, em 1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2009.

ESTÁDIO/CAPACIDADE: Estádio Adelmar da Costa carvalho, Ilha do Retiro/35.000 pessoas

CURIOSIDADES: O Sport foi a primeira equipe do país a vencer o Colo-Colo/CHI, na Libertadores.  outras façanhas do Leão:

  1. 1º clube do Nordeste a figurar na lista do IFFHS;
  2. 1º clube especificamente de futebol de Pernambuco;
  3. 1º clube da região a ter estádio próprio;
  4. 1º clube do estado a ter entre seus atletas, jogadores estrangeiros;
  5. 1º clube do estado a ser treinado por um estrangeiro;
  6. Apesar de ter o futebol como carro-chefe, o primeiro esporte a ter um um local construído pelo clube para abrigar partidas oficias, foi o basquete, e
  7. O primeiro estádio do clube ficava na Av. Malaquias, no bairro das Graças. Tinha uma arquibancada de ferro adquirida junto ao Fluminense, e que cabia 2 mil espectadores. 

 Mais informações no site oficial do clube. Clique aqui.

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Postado por nildorequiao | Comentários (3)

Estamos sucumbindo

Segunda-feira, 05 Outubro 09, 02:45 PM

Já foi o tempo em que o futebol nordestino tinha representantes à altura no cenário nacional. De uns tempos para cá, fruto da falta de investimentos dos nossos clubes e de certa irresponsabilidade, o que temos visto é uma ou outra equipe fazendo figuração no Brasileiro.

Normalmente, os clubes nordestinos se encontram em sua maior totalidade, nas séries inferiores. Os heróis da resistência na elite são poucos. Nestes dois últimos anos, fomos representados por Vitória, Sport e Náutico.

Na Série B, Bahia, ABC, América-RN, Ceará (clube da região que mais tempo passou na divisão de acesso), Fortaleza e o lanterna Campinense, buscam a qualquer custo ou não ir pro purgatório da C, ou voltar a ver a luz e a mídia da primeirona.

Na C, tivemos pelo menos um filho ilustre que bem nos orgulhou, o ASA de Alagoas irá debutar na Segundona em 2010. Já no inferno onde filho chora, mãe não vê e pai pouco se importa, temos clubes que um dia já foram iluminados pelos holofotes das câmeras de tv. Santa Cruz, Fluminense-BA, CSA, Confiança, Sergipe, Sampaio Correa, Maranhão, entre outros.

O reflexo de tudo isso, é o enfraquecimento do futebol deste quinhão do país. Já não temos lá campeonatos estaduais fortes como antigamente, e o rebaixamento ou manutenção destas equipes, tradicionais por aqui, enfraquece até clubes menores para que invistam em equipes de peso para brigar por algum título expressivo.

Aqui na Bahia por exemplo, de que adianta o Bahia na Série B ou na C? Não adianta em nada. Só serve para enfraquecer o já combalido Baianão e tirar o estímulo das agremiações menores, que com isso perdem interesse e público. E mais, a rivalidade com o rubro-negro também é prejudicada, pois perde-se o equilibrio de forças locais.

Há muito somos tachados de escória do Brasil e nosso futebol nem é e nunca foi assunto para a grande mídia televisiva e radiofônica. Nossa imprensa por não ter muito a falar, tem que noticiar o que vem dos grandes centros. Falta aos clubes daqui, coragem para investir, para quebrar o monopólio do eixo RIO-SP.

E imaginar que a nossa tábua de salvação era o organizadíssimo Campeonato do Nordeste, que fez ciumeira na Vênus Platinada e seu Torneio Rio São Paulo, sem interesse, sem audiência e sem público. 

Se o futuro a Deus pertence, no nosso caso, ainda nossa geração poderá não ver a luz no fim do túnel. 

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Gigantes do Nordeste- Íbis

Terça-feira, 29 Setembro 09, 12:22 PM

Nem só de craques, ídolos e grandes equipes vive o futebol. Este esporte tão popular e instigante, tem também personagens e clubes folclóricos. E um clube reúne estes dois quesitos. O Gigantes do Nordeste apresenta o pior time do mundo.

Foi com este epíteto da década de 70, que o Íbis Sport Club, ganhou o planeta e serviu de inspiração para o Tabajara Futebol Clube e seus tipos engraçados na tv.

O rubro-negro de Paulista, cidade distante 17 quilômetros de Recife e que faz parte da Região Metropolitana da capital, tem um histórico muito bonito apesar da fama que o persegue.

Sua fundação é de 15/11/1938, pela Tecelagem de Seda e Algodão de Pernambuco. Era uma equipe amadora, como outras da época e fazia parte do lazer dos funcionários. Porém, com o falecimento do proprietário da fábrica, o Sr. João Pessoa de Queiróz, os herdeiros decidiram acabar com a diversão dos intervalos do trabalho dos operários. Foi aí que surgiu a imponente figura de Onildo Ramos, gerente da empresa que resolveu tomar a frente da equipe de futebol.

Ele estruturou o time que ainda mantinha a postura amadora. Em meados da década seguinte, o clube ingressou na Federação Pernambucana e assim, pode participar das competiçoes oficiais, como equipe profissional.

No fim da década de 40, o Pássaro Preto, mascote do clube e idealizado pelo próprio Onildo, que era amante dos assuntos ligados ao Antigo Egito, participou do Torneio Início e o conquistou.

Sempre foi uma pedra no sapato dos grande da capital. Novamente, em 1950, conquista o Torneio Início. Sua estreia no Campeonato Pernambucano, aconteceu em 1946.

Participou da elite do estado em 44 edições. Ficou de fora, rebaixado para a Série A2, a segundona local em outras 17 ocasiões. Em 1999, conquistou o segundo lugar da Segunda Divisão.

Os anos passavam e o Íbis continuava sua sina de ser a pedra dos times de todo Pernambuco. Mas na década de 70, viveu um período que foi o divisor de águas em sua história. Ficou 3 anos e 11 meses sem vencer uma partida sequer. Isso fez a alegria dos torcedores adversários que lhe instituíram o carinhoso elogio de O Pior Time do Mundo, mas aquilo que era para ser uma gozação, acabou sendo incorporado pela diretoria do clube e pela própria torcida.

Nos anos 70, figurava um personagem que muito ajudou a engrossar a mística de time ruim. Era Mauro Shampoo, um atacante com mais marketing pessoal do que futebol, mas que virou ídolo do rubro-negro. Falando em ídolos, esses com uma imagem pessoal muito melhor, estão Bodinho, Vavá e Rildo. Estes dois últimos, foram campeões mundias de futebol, em 58 e 62.

Segundo o site oficial do Pássaro Preto, já foram cadastrados como sócios e "torcedores ilustres", personalidades do gabarito de Miguel Arraes, Marco Maciel (que aliás, dizem as más línguas, é torcedor do Santa), o ex-ministro Gustavo Krause e até o ex-presidente americano Bill Clinton.

Brincadeiras à parte, o Íbis, em sua nova direção, quer resgatar as glórias do passado e fez um projeto ousado para voltar à elite estadual e quem sabe em 2014, disputar a Primeira Divisão nacional. Trata-se do Projeto Século XXI.

O projeto inclui também, uma repaginada no simbolo do clube, o escudo ganhou um ar mais moderno e futurista, ficou realmente mais bonito em relação ao emblema clássico de outrora.

Antigo escudo do Íbis...      ... e o atual emblema.

ÍBIS SPORT CLUB

Data de Fundação: 15/11/1938

Cores: Vermelho e Preto

Títulos Importantes: Torneio Início de Pernambuco em 1948 e 1950 e Campeonato de Juniores em 1948 e 1995.

Mascote: Pássaro Preto, ou Íbis, uma ave sagrada do Egito Antigo

Estádio/Capacidade: Municipal de Paulista/ 15.000 pessoas (Obs: devido a problemas no estádio de Paulista, a equipe ficou de fora da Série A2 deste ano, já que não conseguiu em tempo outro local para mandar suas partidas.)

Você pode conhecer um pouco mais do clube e do Projeto Século XXI, no site oficial. Clique aqui.

P.S. Para terminar, este aí é Mauro Shampoo, o maior ídolo vivo do rubro-negro.

Mauro Shampoo.

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Gigantes do Nordeste- Treze

Segunda-feira, 21 Setembro 09, 10:40 AM

Ele voltou!!! A série que destaca a história dos clubes nordestinos reaparece depois de um breve hiato de tempo.

E neste retorno dos Gigantes, destaco um clube que tem raça até no símbolo, o Treze de Campina Grande-PB.

O Galo da Borborema, como é conhecido, teve seu início nos idos de 1925. Aliás o nome não é mera coincidência. Foi fundado por treze pessoas, numa simples casa, onde hoje funciona um colégio importante da cidade. Entre os treze fundadores, estava a figura de Antônio Fernandes Bióca, o introdutor do futebol na Paraíba.

O primeiro escudo do clube alvinegro, lembra e muito, o símbolo do Cordão da Bola Preta, tradicional clube carnavalesco carioca. Era formado por um círculo preto inserido do número 13 (vide imagem abaixo). O seu primeiro jogo no estado, aconteceu no antigo campo dos Currais, hoje Mercado Municipal, em março de 1926. A partida era contra o Palmeiras de João Pessoa, capital do estado.

Primeiro escudo do Treze-PB

Mas a grande estreia no Campeonato estadual, aconteceu em 1939, no jogo contra a equipe do Auto Esporte. Derrota por 3 a 2. Porém,na segunda partida, os trezeanos enfrentaram o Botafogo local e sapecaram 8 a 1. Isso foi considerado uma zebra, já que não era fácil bater a principal equipe paraibana e de goleada por cima.

Em 1966, o Treze se tornou campeão paraibano de forma invicta. A campanha foi marcada por resultados expressivos, como as duas vitórias em cima do seu maior rival, o Campinense. Esta conquista é representada no escudo, com uma estrela.

Hoje, o Treze se encontra na quarta divisão nacional. O clube é o melhor ranqueado da CBF, entre os times da Paraíba. Já disputou a primeira divisão nacional e a Copa do Brasil. Nesta última competição, fez sua melhor campanha, no ano de 2005, onde obteve o 5º lugar no geral.

 

Atual escudo do Treze TREZE FUTEBOL CLUBE

 

Data de Fundação: 07/ 09/1925

Títulos importantes: Brasileiro da Série B em 1986; Campeonato Paraibano: 13 vezes — 1940, 1941, 1950, 1966, 1975, 1981, 1982, 1983, 1989, 2000, 2001, 2005, 2006;Torneio Início: 5 vezes — 1965, 1974, 1976, 1982 e 1985; Taça Brasil Nordeste em 1967.

Estádio: Presidente Vargas (próprio), capacidade 10 mil pessoas.

Mascote: Galo

Apelido: Galo da Borborema

Maior ídolo do clube: Plácido Veras, o Guiné, na década de 20. Atuava como atacante (sic).

Cores: Preto e branco.

Site Oficial: www.trezefc.com.br


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Um retorno há muito esperado

Segunda-feira, 27 Julho 09, 05:35 PM

23 anos separam a última participação do Bahia de Feira de Santana, na primeira divisão do estado.

O Tremendão, apelido carinhosamente posto pela torcida, fez seu jogo derradeiro no Estadual de 1986. De lá para cá, a equipe chegou a ser vice em outras duas edições da segundona local e foi até vice da Taça Estado. Mas as dívidas fizeram com que o clube pedisse licença da FBF.

Em 2008, o empresário do ramo educacional, Jodilton Souza, anunciou a aquisição dos 75% restantes das ações do clube feirense que se encontravam nas mãos de grupos de Salvador e de Feira.

Sanou as principais dívidas e montou uma modesta porém, competitva equipe para o campeonato de acesso. Junto com nomes já consagrados do cenário baiano como Edinei, campeão baiano com o Colo-Colo em 2006 e ex-atacante do Bahia e o meia Dudu, atleta emprestado pelo tricolor da capital e que disputou o Baianão pelo eterno rival Flu, foram contratados jogadores oriundos das seleções amadoras do interior e de equipes de várzea.

O resultado foi a conquista da Segundona e consequentemente, o retorno à elite do futebol da Bahia, o que aconteceu na última sexta-feira em casa.

O Tremendão é uma equipe de futebol bastante popular da cidade. Perde apenas em número de torcedores para o rival Fluminense.

Antigo escudo do Bahia de Feira   Escudo atual do Bahia de Feira

A Associação Desportiva Bahia de Feira, foi fundada em 2 de julho de 1937, sendo a equipe mais antiga da Princesa do Sertão. Originalmente o clube era apenas chamado de Associação Desportiva Bahia. A denominação "Feira", só foi adicionada ao nome oficial anos mais tarde, em 1967. Seu primeiro apelido foi Bicho-Papão pela forma como surpreendia até mesmo a clubes de grandes centros nacionais.

O clube tricolor, possui as mesmas cores do Bahia da capital e o desenho do escudo lembra em muito outro tricolor, o São Paulo.

Já conquistou a segundona baiana em outras duas ocasiões: 1982 e 1986.

E um curioso detalhe. Em 2010, a cidade do sertão baiano terá três equipes no estadual. Além do Tremendão, estarão representando a Princesa, Fluminense e Feirense. Ganha com isso o público que verá após anos, o velho duelo entre as duas equipes mais tradicionais da cidade. 

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Super resumo do Baianão

Segunda-feira, 09 Março 09, 10:13 PM

Logo do Baianão

Depois de ficar me dedicando um pouco mais ao Blog do Baheea, por conta do especial de 20 anos do título brasileiro de 1989, volto as atenções à minha participação aqui no FUTNORDESTE, agora com um resumão do Baianão 2009.

Até o momento, já foram disputadas 12 rodadas, tendo o Vitória líder novamente, após os dois triunfos diantes do Itabuna, sendo um de goleada e aproveitando um tropeço, melhor, uma derrota do Bahia, diante do Colo-Colo, em Ilhéus.

De destaque positivo dentre as outras equipes estão o Primeiro Passo, que está no grupo de classificação à segunda fase e a recuperação do Atlético de Alagoinhas, que após o triunfo sobre o Madre de Deus, no último fim de semana, também entrou no G4. Já pelo lado negativo, aparece o caçula Madre de Deus, que vem caindo de produção vertiginosamente. Outro que destoa de suas campanhas anteriores é o Camaçari, que atualmente, é o lanterna da competição.

Sem esquecermos do outrora campeão estadual, Colo-Colo, que hoje ocupa apenas a 9ª posição, cedendo, por conta da punição de seis pontos perdidos por escalar jogador irregular, a vaga para o Madre de Deus de vice-lanterna.

No que se refere ao número de tentos e à média de gols, sem sombra de dúvida, a 11ª rodada, marcou o maior índice dos dois aspectos. Foram 23 gols, em 6 partidas, o que dá uma média de 3,8 gols/jogo.

A artilharia que no início era dominada por Neto Berola (ITA), à época com 7 gols, hoje está dividida entre Neto Baiano (VIT), seguido por Diogo (PPA) com 9 gols e Nádson (VIT), com 8 gols.

Mas um fator que vem positivamente chamando a atenção está no quesito renda e público. E aí, a força do Bahia é posta em prática. O tricolor, segundo estatísticas da Federação Baiana de Futebol, lidera todos os números destes critérios.

O Esquadrão de Aço, tem a melhor média de público, principalmente jogando no Metropolitano de Pituaçú, com 16.989 pessoas, perfazendo um total de mais de cem mil pessoas em todas as partidas realizadas no reformado estádio. 

O Vitória, não chega a ameaçar, já que colocou somente, 11.354 pessoas.

E finalizando, o principal, quanto em arrecadação, cada um dos doze clubes vem conquistando, ao longo do Baianão-09.

Nos jogos em que o Bahia fez no Metropolitano de Pituaçú, o tricolor já arrecadou o dobro do que o rubro-negro conseguiu, jogando no estádio do Barradão. Foram até o presente momento, mais de R$ 360,000 de média de renda e R$ 2.187.490 de total de renda, contra R$ 150.121 de média de renda e R$ 901.327 de total de renda das partidas do Vitória, neste estadual, jogando em sua casa.

A próxima rodada, acontece na quarta com as seguintes partidas:

  • Em Salvador (partida que será realizada no Pituaçú, às 21 horas), tem Vitória x Madre de Deus;
  • Em Feira, Feirense x Bahia;
  • Em Conquista, Primeiro Passo x Colo-Colo;
  • Em Itabuna, Itabuna x Camaçari;
  • Em Jequié, Poções x Fluminense;
  • E em Senhor do Bonfim, Ipitanga x Atlético.

 

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8ª rodada do Baianão mantém o Tricolor na liderança

Sexta-feira, 13 Fevereiro 09, 10:24 AM

Em mais um triunfo do Bahia no certame, a sexta seguida, o Baianão registra a liderança isolada e invicta do time da capital baiana. Além disso, o campeonato teve a segunda melhor média de gols, com pouco mais de 3 tentos por partida.

Em Senhor do Bonfim, o Vitória recuperou o rumo das vitórias, no Estadual, ao vencer o nômade Ipitanga e de quebra, ajudar na queda do treinador-solução Alcyr Silva. O placar na cidade interiorana foi de 2 x 0, com um primeiro tempo de fazer qualquer rubro-negro esquecer.

Já em Ilhéus, o Fluminense vem mostrando por que ainda é um sério candidato a estragar a dupla Ba-Vi, ao vencer o Colo-Colo por 2 a 1.

Houve também empates nas partidas entre Feirense x Atlético (3 a 3) e Camaçari x Madre de Deus (2 a 2).

Em Conquista, o time da casa venceu o Itabuna por 2 a 1. Já em Pituaçú sem muito convencer, mas jogando para o gasto, o Bahia bateu o Poções por 2 a 0.

A próxima rodada, que acontece no domingo à tarde, terá como confrontos

  • Em Pituaçú. Bahia x Feirense, às 17 horas;
  • Em Madre de Deus, Madre de Deus x Vitória, 16 horas;
  • Em Camaçari, Camaçari x Itabuna, 16 horas;
  • Em Feira, Fluminense x Poções, 16 horas;
  • Em Ilhéus, Colo-Colo x Conquista, 16 horas;
  • Em Alagoinhas, Atlético x Ipitanga, 16 horas.

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Postado por nildorequiao | Comentários (0)