Segunda-feira, 24 Agosto 09, 01:16 PM
Chegada no Aeroporto Zumbi dos Palmares na madrugada da terça, com muitos torcedores acompanhando; carreata e Maceió até Arapiraca; desfile no caminhão do Corpo de Bombeiros às 5 da manhã com muita chuva e muita chuva acompanhando; encontro com representante do Governo estadual em Maceió às 10h30,...
Assim, o ASA não teve muito tempo de descansar do cansativo jogo em Rio Branco (AC) e de se preparar para a semifinal da Série C no domingo seguinte contra o Icasa (CE), com dois desfalques por expulsão no jogo anterior.
JOGO
Com arbitragem de Sálvio Spínola, de São Paulo, a partida marcou o reencontro dos dois clubes a competição. Na primeira fase, empate em zero a zero em Juazeiro do Norte e vitória do ASA pro dois a um em Arapiraca.
O time alagoano com Henrique na zaga e Júnior Viçosa no ataque, entrou com uma camisa com os seguintes dizeres nas costas: "Sou Série B". Para um Estádio Coaracy da Mata Fonseca lotado, o que mais se falou foi na possibilidade da conquista de um Brasileiro por um time alagoano, algo que nunca ocorreu.
Mas do outro lado havia um grande adversário, o time de melhor campanha da Série C até aqui. E o Icasa aproveitou-se do aparente cansaço dos jogadores arapiraquense para fazer um melhor primeiro tempo.
Logo aos três minutos, Felipe Almeida tocou para Pantico, que dentro da área colocou a bola no lado direito para grande defesa do goleiro Tuti, que teve que defender outro chute, só que de fora da área, cinco minutos depois.
Outra chance cearense aos 18. Filipe Almeida, dentro da área, chutou para fora.
Só aos 31 minutos, é que o ASA acordou para a partida. Didira mandou uma bomba que esbarrou na defesa de Aloísio.
Aos 37, outra oportunidade alagoana. Em escanteio cobrado por Ricardinho, a bola passa por Henrique e chega para Júnior Viçosa que, sem ângulo, chuta na rede, só que do lado de fora.
Final de primeiro tempo: ASA 0X0 Icasa
>> SEGUNDO TEMPO Apesar de ter duas chances antes, com Didira aos 15 e com Júnior Viçosa no minuto seguinte, foi o time da terra de Pe. Cícero que marcou.
Em cobrança de escanteio aos 25 minutos, um bate-rebate na área deixou a bola limpa para Felipe Almeida, que mandou de bate-pronto. Um golaço, que garante a vantagem cearense pro ser fora de casa.
Mas o ASA partiu para cima para tirar o prejuízo. E três minutos depois, o bate-rebate foi dentro da área do Icasa e a bola sobrou para Didira, que marcou o gol de empate alvinegro.
Só que a última chance do jogo foi do time do sertão cearense. Thiago cobrou bem uma falta que ia no ângulo, mas Tutti chegou a desviar na bola, que ainda tocou na trave e saiu.
Placar final: ASA 1X1 Icasa. Mesma situação das quartas-de-final para ambos. O Icasa joga pelo empate sem gols e qualquer vitória; já o ASA tem que vencer ou empatar por dois ou mais gols. 1 a 1 leva a partida aos pênaltis.
Na outra semifinal, o Guaratinguetá venceu o América-MG por 2 a 1.
Segunda-feira, 24 Agosto 09, 08:47 AM
Há alguns dias atrás, li aqui no OleOle um ótimo texto do Homero Baco sobre o fenômeno Zina "Ronaldo". Me chamou a atenção o último parágrafo, que transcrevo na íntegra aqui:
"Como muitos homens na terra, depois de muito sofrer, perdeu a fé em Deus: Nem sou católico nem crente, sou corinthiano". Lógico! O futebol é sentido na veia desse homem, assim com as marcas que a desigualdade deixou. Agora vocês dão risada! Amanhã seremos nós!".
Não consegui deixar de pensar neste sujeito do vídeo a seguir. Ele não tem a "fama" do Zina, nem sequer sua exposição, mas não deixa de ser um exemplo perfeito de como o futebol pode afetar a vida do cidadão comum. Mesmo num estado alcoólico de fazer a inveja a muito bebum por aí, a verdade e a sinceridade deste torcedor anônimo do combalido Santa Cruz emociona de verdade. E, dependendo do grau de sadismo do espectador, provoca boas risadas. E assusta também.
Segunda-feira, 17 Agosto 09, 04:34 PM
Devido ao pouco tempo nesses dias e ao fato da partida da Série C merecer um texto com maior emoção do que razão, o relato do jogo Rio Branco (AC) X ASA não terá tantos detalhes como os anteriores.
Antes de qualquer coisa, é preciso explicar que este foi o primeiro, e talvez o único, jogo que tivemos a oportunidade de assistir pela televisão na Série C. A TV Aldeia, estatal do Acre, transmitiu toda a campanha do clube na competição e a TV Educativa, estatal daqui, transmitiu este jogo através de uma parceria.
Só que as dificuldades começam para sintonizar a emissora aqui em Alagoas que, por deficiências econômico-financeiras, não pega bem no sinal aberta na maior parte do Estado, mesmo na capital.
Por algum motivo geográfico, lá em casa até que a emissora pega de forma razoável - dá para ver a bola perfeitamente. Mesmo assim, tive que abandonar o meu quartel-gernal, o meu quarto, para o dos meus pais, cuja televisão tinha a imagem mais limpa.
PRÉ-JOGO - Discordava da escalação do técnico do ASA, Vica, pois ele mantinha o time no 3-6-1 quando a equipe precisava vencer - o zero a zero era do Rio Branco -, e também porque o atacante Júnior Viçosa entrou bem no primeiro jogo, formando um 4-4-2.
Mesmo assim, o time arapiraquense tinha a volta de três jogadores, dois titulares (Jota e Ivo), que estavam suspensos pelo STJD. Para mudar mais ainda o meio-campo, o ex-jogador do Fluminense-RJ resolveu escalar Rodriguinho, que também havia entrado bem no primeiro jogo.
Como era de se esperar a longínqua Arena da Floresta, há dez a doze horas de vôo para Maceió, estava com lotação máxima: 13 mil ingressos vendidas. No lado direito do campo, uma faixa: "Vencer é obrigação!".
O time acreano apresentava a volta do meia-atacante Testinha que, segundo os comentaristas acreanos, era um jogador de muita habilidade e havia ficado fora das duas partidas anteriores.
Antes de falar propriamente da partida, um acréscimo importantíssimo. A arbitragem seria de Wagner Tardelli Azevedo, carioca que atualmente apita por Santa Catarina e que eu nunca gostei em jogos de Série A, imagina em decisivo da C!
ANIMADO Enquanto o Icasa exterminava com o outro time do Norte na competição, em partida que começou trinta minutos antes desta, o ASA tentava enterrar o outro. O nervosismo do começo era bem pequeno, mas os acontecimentos da partida quase fizeram o meu coração explodir.
Em 13 minutos, a situação da partida muda completamente. O ASA sai na frente em cruzamento de Didira - que finalmente jogou sob pressão - pela esquerda para cabeceada do zagueiro Édson Veneno aos 10 minutos. O gol tira a vantagem do Rio Branco, que tem a "obrigação" da vitória para se classificar.
E na primeira chance real de gol do alvirrubro, Juliano César acerta a trave e, no rebote, Ivo empurra Rogério Tarauacá. Ley bate no canto oposto de Tutti e inflama a torcida na Arena. O resultado leva a partida para os pênaltis e o meu coração começa a gradativamente bater mais forte.
Após os gols, os dois times criam jogadas, mas com poucas chances reais de gol. Até que aos 30, o artilheiro da Série C Nena completa cruzamento após escanteio na direita e marca seu oitavo gol na competição - igual a Marciano, do Icasa.
Festa dos 50 torcedores do ASA que gastaram mais de R$ 3.000 para assistir à partida no estádio. E festa minha, que neste momento, era um legítimo torcedor do ASA de Arapiraca.
O primeiro tempo acabou após chances de gols desperdiçadas pelos dois lados. O ASA cria mais chances no contra-ataque pois a defesa do Rio Branco deixa espaços, especialmente nas bolas aéreas pela falta de um zagueiro que tem 1,94m e estava suspenso.
PRESSÃO (DA TORCIDA E DO APITADOR) Os dois times voltam com alterações, um para segurar o placar e evitar uma expulsão, e o outro para virar o jogo.
Logo no início, aos 3 minutos, incrível a chance desperdiçada pelo time acreano. Testinha sobe sozinho para cabecear a bola que bate na trave e volta para Juliano César, que mesmo errando o chute encaminha para o gol. Tutti tira em cima da linha!!!!
Aos 16, foi a vez do ASA chegar mais uma vez através da bola parada. Após batida de falta, uma confusão na área, o goleiro Douglas sai mal, mas a zaga afasta. Ainda dá tempo para Nena ser pisado maldosamente pelo zagueiro Régis. O juiz para o lance e nada marca.
Assim que entrou em campo, Hendrich (ex-CRB) deixou o seu. Numa falta cometida por Paulão, o zagueiro do time alagoano é expulso, e o time sofre o gol de empate. Ley cobra a falta na cabeça de Hendrich, que ganha de Nena no cabeceio e faz a Arena da Floresta tremer. Como é a mesma regra da Libertadores e da Copa do Brasil, o ASA leva a vaga por mais gols fora de casa.
Mas ainda havia muito tempo para segurar a partida com menos um jogador. A torcida tenta empurrar o time que fica com a maior parte da posse de bola. Para segurar o jogo e o resultado, Vica muda o time e reclama bastante da arbitragem, até ser expulso.
Aos 46, Foiani reclama de Tardelli por uma flata não marcada e o árbitro expulso o volante do ASA, que havia entrado no intervalo da partida. Seriam mais cinco minutos com dois a menos.
Meu coração está para sair até que a zaga do alvinegro faz uma falta na entrada da área. Muita confusão antes da batida da bola. Último lance do jogo. Fico em dúvida se olho para a cobrança, mas termino por olhar. A bola vai para fora.
Tutti bate o tiro-de-meta e o juiz apita o final de jogo. Alagoas volta após um ano para a Série B do Campeonato Brasileiro!!!!!
Ah, o Tardelli ainda expulsou Edson Veneno após o jogo por "ele comemorar de forma demasiada o resultado".
Após o jogo, muita comemoração em Arapiraca, com direito a carreata e tudo. Eu demorei muitos minutos para deixar o coração na normalidade.
TORÇO SIM Por mais que não tenha sido o CSA, o qual sou torcedor assumido. Antes de tudo sou alagoano. E por ter morado muitos anos em outro Estado, peguei o gosto por torcer pelos times locais, mesmo que fosse o CRB na Série B - é claro que com a vantagem da gozação quando eles fossem mal.
Além disso, Alagoas aparece na mídia nacional como o lugal em que Judas perdeu as unhas, porque as botas e as meias ele perdeu em Brasília. Uma alegriazinha para nós é sempre bem-vinda para provar que não somos apenas a terra de Collors ou Renans da vida.
Somos a terra do ASA de Arapiraca. Do time da música de Chico, do time que ganhou do Palmiras (argh!) e do campeão alagoano que representará o Estado na Segunda Divisão Nacional a partir do ano que vem.
É Arapiraca ensinando a Maceió como se faz e joga futebol.
Anderson Santos.
Segunda-feira, 10 Agosto 09, 02:30 PM
Domingo de última rodada da 1ª fase da Série D. Pelo Grupo 4 da competição, todos ainda poderiam se classificar. De um lado o confronto dos dois primeiros, em Aracaju, Sergipe enfrentaria o Central; do outro, o confronto dos dois últimos, Santa Cruz e CSA.
A semana que antecedeu o jogo do Mundão do Arruda foi mais de preocupação com o resultado do outro jogo do grupo do que do time tricolor contra o CSA. Diretores do Santa oferecem R$ 100 mil para a vitória do Central na casa do adversário, único resultado que manteria o conterrâneo vivo da competição. A sua vitória já era dada como certa.
Enquanto isso, em Maceió, o Azulão do Mutange se preparava para enfrentar vários desafios também fora de campo. Assim que se soube que o árbitro da partida era o carioca Gutemberg de Paula Fonseca, tanto a diretoria do clube quanto o presidente da FAF encaminharam ofício à CBF em protesto. Segundo eles, o aspirante à Fifa vinha errando na marcação de pênaltis em seus jogos e havia prejudicado o CRB contra o Corinthians, na primeira rodada da Série B do ano passado.
Quanto aos times, poucas alterações. O jogo marcou a estreia do atacante Paulo Rangel, ex-Salgueiro, pelo time pernambucano e a estreia como titular de Emílio, no CSA, no lugar de Harley.
JOGOS
As partidas do grupo começaram praticamente no mesmo instante. Em Recife, o Santa Cruz, como era de se esperar, partiu para cima.
Aos seis minutos, o primeiro lance polêmico do jogo. Dois jogadores do CSA foram juntos cabecear uma bola dentro da área, atrapalharam-se e a bola tocou a mão do zagueiro Thiago Messias. O árbitro deu pênalti.
Com nada a ver com a "interpretação" do juiz, o lateral-esquerdo Marquinhos bateu no canto esquerdo alto do goleiro Heverton, que caiu para o outro lado. Festa dos mais de 29 mil torcedores presentes.
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> Mesmo com a vitória parcial, o Santa pula para a terceira colocação, com sete pontos, e não consegue a classificação, já que o Sergipe, com o empate, está indo para oito.
Só depois do gol levado é que o CSA começou a articular as jogadas. Marco Antõnio, numa falta batida para fora e Emílio, que recebeu bola dentro da área e bateu para defesa de Gilberto, deram uma esperança para a torcida azulina, que levou mais de 500 pessoas a Recife.
Enquanto isso, em Aracaju saía o resultado que o Tricolor do Arruda precisava. Clodoaldo marcou para o Central.
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> Sergipe e Santa empatam com sete pontos ganhos e duas vitórias cada, porém o time pernambucano tem neste momento saldo de 1 gol enquanto o clube sergipano tem saldo negativo de 2.
Aos 21, outra chance para o CSA, e mais uma de bola parada de Marco Antônio. Ele cobrou direto escanteio para a defesa de Gustavo, que jogou para a linha de fundo.
Mas a situação mudou de novo e um gol calou a torcida da Cobra Coral, só que não foi do CSA. Hugo Henrique, de volta ao alvirrubro após passagem pelo Confiança, marcou o gol de empate do Sergipe, aos 24 minutos.
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> O Sergipe volta ao segundo lugar com oito pontos ganhos.
Aos 26, uma da poucas chances do Santa Cruz após o gol. Alexandre toca para Lobato, que na meia-lua isola a bola.
Após tantos escanteios para o Azulão, a situação do grupo volta a mudar. Aos 29 minutos, escanteio cobrado na cabeça de Thiago Messias, o mesmo do pênalti, que mete a bola na rede para empatar para o CSA.
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> O CSA é quem se aproxima do Sergipe, com sete pontos. Um gol azulino dá a classificação para os alagoanos.
O Tricolor acorda no jogo, apesar da torcida, sôfrega após três rebaixamentos brasileiros seguidos, estar calada. Aos 32, Marcos Tamandaré exige boa defesa de Heverton. No rebote, Alexandre chuta para fora.
Aos 40, o técnico Celso Teixeira é obrigado a mudar o esquema do CSA. Anderson, volante, saiu machucado para a entrada do zagueiro Sinval. O time marujo passa a jogar no 3-5-2.
Após bate-rebate na área, Marco Antônio recebe uma bola limpa, pronta para ser chutada para o gol, porém manda para fora.
E como no futebol, geralmente quem não faz toma, três minutos depois o sistema defensivo se mostrou falho. Após cruzamento, Leandro Gobato só precisa dar um leve toque na bola para marcar e acordar o Mundão do Arruda. E assim termina o primeiro tempo:
SANTA CRUZ 2X1 CSA/ SERGIPE 1X1 CENTRAL
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> Continua com o Santa eliminado, já que o Sergipe permanece empatando.
>>
No início do segundo tempo, lance perigoso para o Tricolor pernambucano. Aos 5 minutos, Juninho mandou uma bola na trave. Lance que teve resposta do outro lado. Piá tentou duas vezes, em falta e em cobrança de escanteio, mas não conseguiu superar o goleiro Gustavo.
Celso resolve colocar outro atacante na partida, Brawn, que é oriundo dos campeonatos de futebol amador disputados em terras de barro na beira da Lagoa Mundaú e só agora teve uma chance na Série D. E ele não fez feio. Aos 12, ele deixou Emílio em tão excelentes condições para marcar, que o jogador escondeu a cara na camisa após perder mais este gol.
Logo em seguida uma das torres do Estádio apagou e o jogo teve que ser parado por dez minutos. Há quem fale que para esperar o resultado do jogo de Aracaju.
Após a chegada da iluminação, e também da chuva, Brawn fintou zagueiro e mais uma vez tocou para Emílio. O atacante chutou, a bola desviou na defesa e o goleiro deu rebote. O lateral Júnior Caiçara completou para o gol, aos 26 minutos do segundo tempo.
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> Agora, o CSA é quem precisa de um gol para se classificar e tirar o Sergipe.
Aos 32, o atacante Paulo Rangel tentou colocar o Santa na frente do placar mais uma vez. Mas Heverton fez defesa em dois tempos para manter o placar.
Cinco minutos depois, de novo Paulo Rangel. Desta vez ele recebeu cruzamento na cabeça, e sem marcação mandou a bola para fora.
No apagar das luzes, em Aracaju, o Central garante aos 45 minutos os R$ 100 mil prometidos pela torcida do seu conterrâneo. Kego marca o gol da vitória do time pernambucano sobre o Sergipe.
<< SITUAÇÃO DO CAMPEONATO >> Quem fizer o gol da vitória no Arruda garante a classificação. Sergipe e CSA tem a mesma quantidade de pontos, sete, mas o clube alvirrubro venceu duas partidas, contra uma vitória do Azulão. Fortes emoções para o final da partida!!!
A torcida simplesmente vai à loucura e tenta empurrar o time - mesmo com a invasão de um torcedor no campo. O árbitro parece sentir a pressão e passa a "peitar" jogadores do CSA na tentativa de expulsar algum atleta. Devido à iluminação, a partida vai aos 56 minutos.
Pressão total no final do jogo feita pelo time do Santa Cruz. Aos 46, Camilo joga de cabeça para fora. Dois minutos depois, Heverton manda a bola para escanteio numa linda defesa de falta cobrada na entrada da área.
O goleiro parece acreditar que o resultado dá a classificação para o CSA e começa a cair após cada lance de perigo tricolor. O árbitro continua a distribuir broncas, só para os azulinos, e a acrescentar tempo ao jogo.
Aos 54 minutos, outra cabeçada horrível de jogadores do Santa. Reinado manda para fora.
Três minutos depois, última chance da partida. Marcos Tamandaré chuta forte da fora da área para mais uma excelente defesa de Heverton, que manda para escanteio, que a defesa afasta.
Aos 58, o árbitro apita o final de jogo. Apesar da comemoração dos atletas azulinos com a torcida, Santa Cruz e CSA morrem abraçados na Série D. Pior para o Tricolor do Arruda, que já é garante a maior zebra das quatro divisões nacionais.
Ufa, a classificação do grupo 4 da quarta divisão ficou assim:
1º Central-PE 12pts/3v/3e; 2º Sergipe-SE 7pts/2v/1e/3d; 3º CSA 7pts/1v/4e/1d; 4º Santa Cruz 5pts/1v/2e/3d.
Segunda-feira, 10 Agosto 09, 12:16 PM
Com o novo regulamento da Série C, diminuída para 20 clubes, basta a um time que passou da primeira fase passar o adversário das quartas-de-final para alcançar a Série B. ASA, de Alagoas, e Rio Branco, do Acre, têm a chance de recolocar os seus estados na segunda vitrine do futebol nacional mais uma vez.
Do lado do time da terra do fumo, três desfalques no meio-campo. Suspensos, Jota, Ivo e Paulo Foiane desfalcam a equipe. Do outro lado, o Rio Branco enfrenta dois pequenos tabus na competição, não ganhou nenhum ponto sequer jogando fora de casa e enfrenta uma equipe que, como ele, venceu todas as partidas em casa.
O time arapiraquense começa o jogo no mesmo ritmo das últimas três partidas, jogando mal, sem a participação de dois importantes articuladores de jogadas: Didira e Fábio Lopes. Mesmo assim, a primeira chance do jogo é alvinegra, Gueba cruza para Didira, que dentro da área manda a bola para fora.
Apesar de pouco chegar ao ataque, o Rio Branco consegue boas chances. Aos 22, Roldão chutou para defesa em dois lances de Tuti.
Porém, aos 33 minutos, Tuti não segurou. Em mais uma falha da defesa do ASA, que deixou a bola cruzar toda a extensão da área, Rogério aproveitou para colocar para dentro. Numa disputa no mesmo estilo da Copa do Brasil, com gol fora valendo como critério de desempate, o Rio Branco consegue um importante gol.
Como ultimamente está difícil de não falar mal da arbitragem, o atacante Nena do ASA teve que ser atendido fora de campo, após a segunda agressão sofrida na área. Desta vez ele levou um chute de Ley, que já tinha levado cartão amarelo aos 3 minutos, e havia feito uma falta parecida a esta aos 14. O técnico do time alvirrubro substituiu o jogador para ele não ser expulso.
E o primeiro tempo acabou com algo que poucas vezes Viça ouviu nesses 13 meses como treinador do ASA: muita vaia.
>>
Para o segundo tempo, o ex-jogador do Fluminense resolve mudar o meio-campo da equipe, ao tirar o zagueiro Édson Veneno e colocar o atacante Júnior Viçosa e tirar o fraco Didira e colocar outro meia em seu lugar, Rodriguinho.
Didira que é um caso a parte no clube desde o ano passado. Promissor jogador arapiraquense, quando o time mais precisa dele ele desaparece. Já foi assim no Alagoano e na Série C do ano passado e parece se repetir na disputa deste ano.
E as substituições dão certo. Antes da primeira volta do relógio, Júnior Viçosa se livra do marcador e manda a bola para fora.
Aos 13 minutos, o mesmo Júnior Viçosa corta um zagueiro e é derrubado por Wendel na área. E falta dentro da área é pênalti. Nena coloca a bola no canto esquerdo, que nem o leve toque do goleiro Douglas consegue tirar do caminho do gol. É o sétimo do atacante na competição.
A partir daí, a pressão só aumentou. Aos 26, Rodriguinho realiza um grande lance, mas na hora de finalizar joga a bola para fora. Dois minutos depois, foi a vez de Júnior Viçosa receber cruzamento de Nena e mandar também para fora.
A chuva começa a cair mais forte no Coaracy da Mata Fonseca e aos 43 minutos é a vez de Renatinho ter a sua oportunidade. Ele chuta para defesa de Douglas, que dá rebote, mas a bola é afastada pela defesa acreana.
E a última chance da partida é do... Rio Branco! Em rápido contra-ataque aos 47 minutos do segundo tempo, Ismael chuta a bola para fora.
Com o resultado, o Rio Branco inicia o jogo da semana que vem classificado. Para o ASA, resta vencer o clube acreano na Arena da Floresta ou empatar por dois ou mais gols par anão morrer na praia.
>> Na outra partida envolvendo time nordestino, o Icasa foi até Belém para enfrentar o Paysandu e arrancou um excelente empate por 1 a 1, gols de Luciano para o Paysandu (1º tempo) e de Marciano para o Icasa (2º tempo).
Daqui a pouco, um texto com todas as emoções da última rodada do Grupo 4 da Série D!
Sexta-feira, 07 Agosto 09, 12:03 AM
E a história se repete na série A do campeonato brasileiro. O Lixória, de virtual lutador por uma vaga na Libertadores ou até mesmo um título nacional (nunca serão) - segundo a imprensa baiana - para uma posição insatisfatória na competição. Ao final da rodada o clube pode cair para a 11º colocação e já está a 8 pontos da zona da degola.
Time ruim? Setor defensivo deficiente? Ataque que não funciona? Lateral direita não presta? Meio de campo sem criação? A zombaria não era essa no início do campeonato. Os jornais estampavam em suas capas - "Leão Rumo ao título" ou " Rumo a Libertadores" - caindo na euforia dos torcedores mais fanáticos. Sem conseguir enxergar uma equipe com sérias carências em todas as posições. A torcida confiar em um jogador "maluco" como Apodi, este pensamento poderia ser apenas nas bandas do aterro sanitário. As "pancadinhas" sofridas seguidas vezes esmorece o jornalismo ilusório da cidade do Salvador e coloca "Uvice" onde merece.
Termino com a seguinte frase: Bora BahÊa minha Porra, 2x0 no Vila. Gols de Reinaldo "Fabuloso" Alagoano e Marcos "Alves".
Segunda-feira, 03 Agosto 09, 11:41 AM
Três pontos em quatro jogos, com apenas um gol marcado e nenhuma vitória. Com a pior campanha no Grupo 4 da Série D a diretoria do CSA partiu para a solução tradicional dos times alagoanos, depois da demissão do técnico: demitiu cinco jogadores e contratou outros três mais rodados.
Além disso, baixou o preço do ingresso para R$ 10,00 e ainda o torcedor ganhava outro, na promoção "casadinha". Tudo isso para ver se o time conseguia vencer no sábado seu primeiro jogo na competição. Jogo este justamente contra o líder do grupo, o surpreendente Sergipe, que vinha de duas vitórias sobre o favorito do torneio, o Santa Cruz.
O jogo começou com o CSA tendo maior posse de bola, mas permitindo os contragolpes do time sergipano. Enquanto isso a torcidas organizadas, rivais pelos clubes serem das cores de seus respectivos arqui-rivais, davam trabalho à polícia nas arquibancadas.
Aos 21 minutos, o árbitro baiano Lúcio José atendeu à indicação do assistente e de maneira correta anulou um gol de Serginho, para o CSA. O atacante, apesar de jogar desde a segunda rodada como titular, é o símbolo do ataque do clube por perder muitos gols. Desta vez, quando fez, não valeu.
Lance polêmico aos 26 minutos. Pênalti claro não-marcado a favor do Sergipe. Júnior Caiçara derrubou o veterano Ramón - com passagens pelo CSA - dentro da área e o árbitro mandou seguir.
No minuto seguinte, duas grandes defesas do goleiro do time sergipano. Érico defendeu dois chutes do atacante Harley, um dos novos contratados. No rebote do primeiro lance, Serginho chutou errado e a defesa afastou.
Depois disso, Harley teve outra chance aos 30 minutos. Recebeu um bom passe dentro da área, mas demorou a chutar e deu tempo para a recuperação da defesa.
Até aí o meio-campo Piá, aquele que jogou na Ponte Preta, pouco tinha aparecido no jogo. Tentando calar os críticos locais, devido a uma péssima passagem há um ano pelo Corinthians-AL, saiu limpando a marcação até chutar na frente da área. A bola foi no canto, indefensável para Érico. CSA 1X0 Sergipe. E o primeiro tempo terminou assim.
Ainda no início da etapa final, Harley foi substituído pelo meia-atacante Emílio, o único dos contratados a não começar o jogo. Mas ele não quis perder tempo e já aos 11 minutos cruzou rasteiro na área, mas Serginho passou pela bola, que caminhou até a linha de fundo.
Aos 14, Emílio chutou a bola de longe, mas Érico fez mais uma grande defesa na partida.
Depois disso, o Sergipe passou a arriscar mais, especialmente com chutes de longa distância. Num desses, aos 27 minutos, Juninho bateu com a perna direita no alto. O goleiro azulino Everton só viu a bola passar rente ao travessão.
E justamente no pior momento do jogo, o CSA conseguiu ampliar. Mica roubou a bola no meio-de-campo e puxou o contra-ataque, tocou para Serginho dentro da área, que driblou o goleiro e tocou a bola para trás, para a chegada de Emílio, que não desperdiçou. CSA 2X0 Sergipe.
O segundo gol deu tranqüilidade ao Azulão do Mutange, que perdeu a chance de recuperar o saldo de gols e aplicar uma goleada no clube sergipano devido aos já tradicionais erros de finalização.
O lance mais curioso veio numa falta na entrada da área, aos 30 minutos. O goleiro Everton deu uma de Rogério Ceni e partiu para a cobrança. A bola passou muito perto da trave direita do Sergipe. E o jogo terminou mesmo no 2 a 0, a primeira vitória do CSA na competição, que não só se mantém na briga por uma vaga, como segura o Sergipe.
>>
Na outra partida do grupo, realizada no domingo, o Central assumiu a liderança do grupo ao vencer o Santa Cruz por um a zero, gol de Vagner Rosa no segundo tempo. O público de 11.562 pessoas do Lacerdão viu, com esse resultado, as chances do Santa se classificar se tornar quase impossível.
CLASSIFICAÇÃO: 1º Central 9/+2; 2º Sergipe 7/-1; 3º CSA 6/-2; 4º Santa Cruz 4/0.
ÚLTIMA RODADA: Santa Cruz X CSA; Sergipe X Central.
Neste domingo houve a última rodada da primeira fase da Série C. Pelo Grupo B, com o ASA praticamente classificado, ficava a dúvida sobre quem se classificaria com o alvinegro arapiraquense e em qual posição. Além disso, quem seria o rebaixado para a Série D, CRB ou Confiança.
O CRB entrou em campo com algumas alterações devido às três expulsões do jogo anterior. A de maior destaque foi a volta de Jonnatann ao meio-campo, o jogador havia jogado as duas primeiras rodadas e foi repassado ao Bahia, que não o aproveitou.
Com um Estádio Rei Pelé cheio e com a torcida apoiando, o CRB terminou o primeiro tempo com um modesto empate com o Salgueiro por 0 a 0. Enquanto isso, o Icasa fazia a sua parte para garantir a classificação e rebaixar o Confiança. Com um jogador a mais, terminou a etapa inicial com 3 a 0, com Ricardo fazendo aos 41 minutos o terceiro. Ou seja, bastava um gol para o Regatas evitar a dupla queda consecutiva.
>> CLASSIFICAÇÃO PARCIAL: 1º Icasa 17/ 2º ASA 16/ 3º Icasa 14/ 4º Confiança 6/ 5º CRB 4.
>>
As luzes dos refletores que haviam sido ligadas no intervalo de jogo apagaram aos 3 minutos do segundo tempo, devido à falta de energia na região em que fica o estádio. Mesmo assim, ainda com luz natural, o jogo prosseguiu com a pressão do CRB.
Como moramos a cerca de 1,5km do Trapichão, pudemos ouvir a volta dos gritos da torcida após os seis minutos do segundo tempo, quando o time conseguiu um escanteio. E foi depois deste escanteio, aos sete, que o grito de gol apareceu. Lúcio Bala, com categoria, ganhou disputa na grande área, escolheu o canto e marcou o gol de alívio para os alvirrubros.
Depois do gol, o Salgueiro teve que sair ao ataque, mesmo sabendo que com a vitória do Icasa, só uma vitória por oito gols de diferença o classificaria para a segunda fase. Deu tempo de a energia voltar aos 19 minutos e no minuto seguinte Caio, do Salgueiro, perder grande chance ao chutar em cima o goleiro André, que realizou a defesa.
Porém, aos 24, o CRB teve outra chance com Lúcio. O veterano jogador tocou a bola para Da Silva, que deslocou o goleiro Marcelo para marcar o segundo gol do Galo no jogo. Na comemoração, Da Silva levou cartão amarelo por levantar a camisa para mostrar outra da torcida organizada do clube.
Enquanto o Confiança tinha outro jogador expulso em Juazeiro, Luciano Bebê arriscou do meio da rua e colocou a bola no ângulo superior direito do gol do Salgueiro. Um golaço que sacramentou a permanência do CRB na Série C. 3X0.
A partir daí só festa. A torcida gritava o nome do técnico (sempre interino) Joãozinho Paulista, o "João do Gol", maior artilheiro da história do clube e que assumiu a bomba para tirar o time do rebaixamento. Em Juazeiro ainda sobrou tempo para o quarto gol do Icasa, através de cobrança de pênalti de Marciano, aos 31.
Em Alagoas, já aos 47, o Salgueiro descontou num chutaço da meia-esquerda de Rafael. Mas não foi o suficiente para acabar com o alívio e a alegria, nessa ordem, os torcedores regatianos.
Na fase seguinte, o Icasa enfrentará o Paysandu e o ASA enfrentará o Rio Branco-AC pela vaga na Série B do ano que vem.
CLASSIFICAÇÃO FINAL:
1º Icasa-CE 17pts/ 2º ASA-AL 16pts/ 3º Salgueiro-PE 13pts/ 4º CRB-AL 6pts;-4/ 5º Confiança-SE 6pts;-9.
Quinta-feira, 30 Julho 09, 12:45 PM
Como esperado, a noite desta quarta-feira teve o Estádio Coaracy da Mata Fonseca, o "Fumeirão", com lotação máxima. E não era para ser diferente, afinal era o jogo de alguém que pretendia continuar vivo na competição e passar para a fase seguinte, contra outro que pretendia não morrer na Série C e alcançar o segundo rebaixamento consecutivo.
E o árbitro alagoano Charles Herbert - o mesmo do "clássico do spray" do Alagoano - teve muito trabalho para segurar os ânimos dos jogadores. A partida em si foi até interessante com modificações de situações ainda no primeiro tempo. Vamos ao jogo:
Já no minuto inicial o ASA tentou montar uma blitz contra o CRB. No lance de saída de bola, falha da defesa regatiana, numa bola cruzada o zagueiro tirou a bola das mãos do goleiro André, que só teve que torcer para que ninguém alcançasse a bola, que foi para fora. No escanteio, a defesa afastou.
Após esse início na pressão, a marcação do CRB foi quase perfeita, especialmente nos jogadores adversários de criação Fábio Lopes e Didira. Assim, o ASA só chegava com cruzamentos para a área, enquanto o Regatas passava a controlar o jogo.
Como resultado dessa melhor postura em campo, aos 24 minutos o lateral Éder realiza uma grande jogada, cruza na área e Marcinho manda na trave. No rebote, Luciano Bebê abaixa-se para cabecear a bola que, sem goleiro, vai para o fundo da rede. ASA 0X1 CRB.
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SITUAÇÃO DO CAMPEONATO: CRB saindo da zona do rebaixamento e com uma simples vitória no último jogo afasta qualquer possibilidade de queda. O ASA passa a torcer para que o CRB vença o Salgueiro, independentemente do placar.
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Mas a situação ruim dentro de campo acabou estressando um maqueiro do estádio que, irritado porque os jogadores alvirrubros não queriam sair logo de campo, desferiu um soco num deles. Charles Herbert mandou substituí-lo, o maqueiro foi o primeiro expulso!
E a defesa do CRB falhou de novo... Justamente quando o alvinegro arapiraquense pouco jogava, numa bola fácil para a defesa, Neguetti e André se atrapalharam. Após bate e rebate na área Fábio Lopes aproveitou para empatar a partida, aos 31 minutos.
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SITUAÇÃO DO CAMPEONATO: O ASA se classificaria com um empate entre CRB e Salgueiro. Já o CRB tem que vencer o Salgueiro e torcer para que, ao menos, o Icasa empate com o Confiança.
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Sem grandes jogadas dos homens de armação, foi o volante Paulo Foiane que criou a jogada decisiva para o jogo. Aos 33, ele entrou na área e recebeu uma rasteira de Emerson. Pênalti. Após algumas reclamações, dois minutos depois o próprio Foiane bateu e marcou o segundo gol alvinegro.
Após isso ainda houve um lance em que Lúcio caiu na área, segundo o árbitro os repórteres de rádio locais, não foi pênalti. Mesmo assim, isso foi suficiente para que toda uma comitiva de dirigentes e jogadores pressionassem o juiz no final no primeiro tempo, que terminou com a vitória do ASA por 2 a 1. Uma virada em quatro minutos!
No segundo tempo outra confusão com elementos externos. Aos 20 minutos um dos gandulas queria brigar com o técnico Joãozinho Paulista e com o preparador físico do CRB. Mais um expulso.
Para se juntar a esta lista, o zagueiro Neguetti fez bobagem. Aos 21, quando um jogador do ASA estava caído, ele arremessou a maca para fora do campo. Charles Herbert não teve dúvida, expulsou o jogador regatiano. Foi preciso a entrada da polícia para evitar um confronto maior dos demais jogadores do CRB no árbitro.
Como geralmente ocorre no futebol, o time com um jogador a mais não sabe se posicionar em campo - por mais absurdo que possa parecer. E o CRB partiu para cima de um ASA acuado na defesa, quando apareceu o goleiro Jorge Miguel, que substituiu o titular Tuti, que se machucara no dia anterior.
Aos 28, num grande chute de Lúcio, uma defesa de Miguel. E aos 30 foi a vez de Marcinho matar a bola no peito e muito próximo do gol ver seu chute de esquerda parando nas mãos de Jorge Miguel.
Ainda sobrou tempo para mais duas expulsões de jogadores. Num lance esquisito, Paulo Foiane (ASA) e Éder (CRB) caíram e se "engancharam" tentando um chutar o outro. Os dos foram expulsos.
E ficou nisso, o ASA está quase classificado - para que isso não ocorra o Salgueiro tem que vencer o CRB por uma diferença de oito gols -, enquanto o Galo precisa vencer o Salgueiro e torcer para uma vitória do Icasa contra o Confiança.
Ah, o zagueiro Alex Lima, do CRB, ainda foi expulso após o jogo por reclamar acintosamente do árbitro, que fez um bom trabalho e parte para apitar o jogo da Portuguesa na Série B.
CLASSIFICAÇÃO: 1ºASA 16pts; 2º Icasa 14 pts; 3º Salgueiro 13 pts; 4º Confiança 6pts; 5º CRB 3 pts.
Segunda-feira, 27 Julho 09, 05:35 PM
23 anos separam a última participação do Bahia de Feira de Santana, na primeira divisão do estado.
O Tremendão, apelido carinhosamente posto pela torcida, fez seu jogo derradeiro no Estadual de 1986. De lá para cá, a equipe chegou a ser vice em outras duas edições da segundona local e foi até vice da Taça Estado. Mas as dívidas fizeram com que o clube pedisse licença da FBF.
Em 2008, o empresário do ramo educacional, Jodilton Souza, anunciou a aquisição dos 75% restantes das ações do clube feirense que se encontravam nas mãos de grupos de Salvador e de Feira.
Sanou as principais dívidas e montou uma modesta porém, competitva equipe para o campeonato de acesso. Junto com nomes já consagrados do cenário baiano como Edinei, campeão baiano com o Colo-Colo em 2006 e ex-atacante do Bahia e o meia Dudu, atleta emprestado pelo tricolor da capital e que disputou o Baianão pelo eterno rival Flu, foram contratados jogadores oriundos das seleções amadoras do interior e de equipes de várzea.
O resultado foi a conquista da Segundona e consequentemente, o retorno à elite do futebol da Bahia, o que aconteceu na última sexta-feira em casa.
O Tremendão é uma equipe de futebol bastante popular da cidade. Perde apenas em número de torcedores para o rival Fluminense.
A Associação Desportiva Bahia de Feira, foi fundada em 2 de julho de 1937, sendo a equipe mais antiga da Princesa do Sertão. Originalmente o clube era apenas chamado de Associação Desportiva Bahia. A denominação "Feira", só foi adicionada ao nome oficial anos mais tarde, em 1967. Seu primeiro apelido foi Bicho-Papão pela forma como surpreendia até mesmo a clubes de grandes centros nacionais.
O clube tricolor, possui as mesmas cores do Bahia da capital e o desenho do escudo lembra em muito outro tricolor, o São Paulo.
Já conquistou a segundona baiana em outras duas ocasiões: 1982 e 1986.
E um curioso detalhe. Em 2010, a cidade do sertão baiano terá três equipes no estadual. Além do Tremendão, estarão representando a Princesa, Fluminense e Feirense. Ganha com isso o público que verá após anos, o velho duelo entre as duas equipes mais tradicionais da cidade.
Segunda-feira, 27 Julho 09, 12:25 PM
O Grupo 4 da Série D dá sinais de trazer uma das maiores zebras do futebol brasileiro no ano. O time mais estruturado da competição pode ficar de fora já na primeira fase. É que o Sergipe visitou no sábado o Arruda e venceu o Santa Cruz por 2 a 1, mesmo com um público pagante de 40.020 torcedores. O técnico do Santa, Sérgio China, foi demitido. A diretoria recontratou Márcio Bittencourt, que passou pelo clube no Pernambucano.
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Na outra partida do grupo, o CSA buscava a primeira vitória para embolar ainda mais o grupo, enquanto o Central veio para Maceió com a proposta de conseguir o empate. Num jogo que parecia ser empolgante, poucas foram as emoções, com destaque para erros da arbitragem.
Logo aos oito minutos, boa triangulação pela lateral-esquerda do CSA. Etinho passa para Marco Antônio que toca para o atacante Serginho, ele gira em torno da marcação e marca um golaço, o primeiro do clube do Mutange na competição.
Porém, a alegria durou pouco, já que aos 15 minutos o atacante Laércio foi derrubado na área por Selmo Lima. Pênalti bem cobrado pelo próprio Laércio, bola para um lado, goleiro para o outro.
Aos 18, um lance preocupante. Numa disputa de bola, o volante azulino Anderson se choca com jogador do Central e cai "apagado" no gramado. Imediatamente duas das três ambulâncias entraram no campo e o jogador teve que respirar com a ajuda de um balão de oxigênio. Anderson foi substituído por Serginho Murici e levado para o Hospital Geral do Estado, a poucos metros do Rei Pelé, já consciente.
A partir daí, o CSA pouco criava e o Central percebeu que poderia atacar e dominar o jogo. Entretanto, a única boa chance após os gols foi do CSA, e só veio aos 46, com um chute de Serginho para boa defesa do goleiro Elias, formado nas categorias de base do time alagoano.
Para o segundo tempo, mais do mesmo. O CSA com maior posse de bola, mas sem poder de criação. Além disso, o clube foi prejudicado em dois lances, segundo os radialistas. Primeiro, aos 4, após passar a bola para outro jogador, o atacante Etinho recebe empurrão duplo dentro da área. Nada marcado.
Aos 16, o mesmo Etinho é calçado por trás dentro da área. O árbitro paraibano mais uma vez não marca nada.
Depois disso só sobrou tempo para o zagueiro do Central Fernando Belém, com passagens por ASA e CRB, ser expulso já no final do jogo, aos 47.
O resultado é péssimo para o CSA, que já contou com um público menor que o esperado. Justificado tanto pela desconfiança no time, quanto pelo horário do jogo, às 15h. Já o Central permanece em segundo lugar, só que agora todos os clubes terão um jogo em casa.
CLASSIFICAÇÃO: 1º Sergipe 7pts; 2º Central 6pts; 3º Santa Cruz 5pts; 4º CSA 3pts.
No único jogo do Grupo B da Série C no final de semana, o Salgueiro e o Icasa se enfrentaram num jogo importantíssimo para a definição dos classificados. O resultado final foi de 1 a 1, muito bom para o Icasa, que com uma simples vitória na última rodada contra o Confiança garante a classificação.
O resultado também foi positivo para o ASA, que se mantém na segunda posição e como tem um saldo de gols muito melhor que o do Salgueiro pode até se classificar independente de vitória. Basta o clube pernambucano perder para o CRB em Maceió na última rodada.
Caso vença o CRB em Arapiraca nesta quarta-feira, a classificação fica praticamente confirmada.
CLASSIFICAÇÃO: 1º Icasa 14/ 7j; 2º ASA 13/ 7j/ +5; 3º Salgueiro 13/ 7j/ -2; 4º Confiança 6; 5º CRB 3.
On FutNordeste Memória: Os Pioneiros, VI