Terça-feira, 27 Outubro 09, 08:54 PM
Na continuação da série sobre os pioneiros do futebol nos 9 estados nordestinos, hoje vamos abordar como o futebol surgiu no estado de Alagoas. Para quem não acompanhou o primeiro post da série, clique aqui.
Quando os estudantes alagoanos queriam uma formação superior sólida e garantida, deixavam suas famílias no estado e seguiam para o Recife e para Salvador.
Um destes jovens, de nome Manoel de Melo Machado, que fazia Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, em suas férias, convocou alguns colegas de Direito e também de Medicina, para formar um time, o Alagoano Foot Ball Club. Como não havia outra equipe para jogar contra o Alagoano, Machado e seus amigos resolveram fazer o primeiro jogo entre eles. De um lado, o time do Floriano e do outro o Deodoro. Alguns meses mais tarde, surgiu o Republicano Futebol Clube, que muito rivalizou com a equipe de Machado.
Entre 1908 e 1926, os jogos de futebol nas Alagoas eram apenas amistosos. Em 1909, nasce o Penedense, o mais antigo clube do estado ainda em atividade. Na década de 10, mais precisamente nos anos de 1912 e 1913, surgem os dois maiores clubes da terra dos Caetés: o CRB e o CSA, respectivamente. Um detalhe chama a atenção em Maceió: mesmo tendo sido fundado primeiro, o CRB só começou a praticar o esporte de forma oficial, alguns anos mais tarde que o grande rival que desde o seu surgimento, já praticava o futebol.
Em 1927, por intermédio do CRB, nasce a CEA-Coligação Esportiva de Alagoas, que seria responsável pela estruturação do futebol no estado. A CEA é atualmente a Federação Alagoana de Futebol.
Ainda em 1927, acontece a disputa do primeiro Campeonato Estadual com a participação de 7 clubes. Além de CRB e CSA, estiveram presentes o Barroso, o Flamengo, o Tiradentes, o Vera Cruz e o Uruguai. Com os altos e baixos, a competição que era para ser em dois turnos, não teve nem o seu primeiro turno encerrado. Desta forma, o CRB foi proclamado o campeão daquele ano. Foi nesta edição que aconteceu o início da rivalidade entre azulinos e alvirrubros, com o triunfo dos regatianos por 2 a 0.
No ano seguinte uma confusão envolvendo arbitragem e o CRB, fez com que o resultado da decisão do campeonato fosse para o tapetão e com a CBD confirmamdo o título para o Vera Cruz, por conta do abandono do clube da capital.
Já em 1929, sem o CRB que havia desistido de participar, o CSA conquista seu primeiro título em mais um campeonato marcado pela falta de organização.
Este é mais um relato dos pioneiros do futebol no Nordeste. Aguarde a próxima edição que irá abordar mais um dos 9 estados nordestino e como o futebol surgiu por estas bandas do país. Até lá!
Fontes: História do Futebol Alagoano e Blog Soccerlogos
Terça-feira, 27 Outubro 09, 01:24 PM
Já falamos algumas vezes nesta coluna o quanto de incentivo ao futebol feminino falta por parte das autoridades esportivas brasileiras. Falamos mais ainda dos (muitos) problemas do futebol em Alagoas, maximizados na modalidade feminina. Pois bem, tivemos mais exemplos disso na semana que passou no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil de Futebol Feminino.
O Cesmac, representante alagoano, ficou ameaçado de não jogar porque o CRB não pagou as despesas com a arbitragem num jogo da Série B, em 2008, contra o ABC. A decisão do STJD saiu e o clube terá que pagar R$ 10 mil, uma quantia até pequena mesmo para os clubes "grandes" alagoanos.
Porém, se o clube regatiano já não teve dinheiro para pagar na época, com um grave problema judicial com um grupo de investidores - que ajudaram o clube na Série C - isso fica mais difícil. Sem campeonatos a disputar até o ano que vem, o time não tem renda.
Resultado: caso o clube não pague a sua conta, nenhum clube alagoano pode disputar competições oficiais da CBF.
O Cesmac só realizou a partida contra o baiano São Francisco porque conseguiu uma liminar que, como tal, pode ser derrubada a qualquer momento.
(FALTA DE) POLICIAMENTO
E os problemas de organização local não pararam por aí. Por se tratar de uma competição profissional, e não amadora (como o Alagoano feminino), é obrigatória a presença do efetivo policial na partida.
Porém, a falta de policiais (e de segurança) também é um problema de Alagoas. Se no fim de semana anterior os jogadores de Santa Rita e Sport Atalaia entraram em conflito dentro de campo - com direito a mais um "show" do técnico Celso Teixeira -, na quinta-feira não existia policiais nas dependências do Estádio Nelson Peixoto Feijó, assim como ocorrera na final do Alagoano sub-20.
Foram necessários mais de 25 minutos de espera até que os primeiros oficiais aparecessem em campo. Mais uma vez a FAF tirou a sua responsabilidade ao afirmar, por meio do seu assessor de imprensa, que envia o pedido com antecedência ao comando do policiamento.
O presidente do time da cidade de São Francisco do Conde-BA reclamou, pois o time vinha de uma viagem de 600 km e ainda teve que esperar num sol forte o início da partida.
BOLA ROLANDO...
Com a pelota no relvado, o Cesmac partiu para cima do time baiano e, após algumas chances dispersadas, abriu o marcador aos 8 minutos. Valquíria acertou um bom cruzamento na esquerda para Karina encobrir a goleira dentro da área. Cesmac 1X0.
Porém, o atual octacampeão do futebol feminino baiano é bastante forte, com quatro atletas nas categorias de base da Seleção, e honrou seu currículo.
Com gols aos 12 minutos, através de Jussara; aos 15, com a cobertura aplicada por Ninha; e aos 17, de novo com Jussara, só que de pênalti, o São Francisco terminou o primeiro tempo vencendo por 3 a 1.
No segundo tempo o ritmo caiu. Mesmo com a expulsão de Viola, logo aos 2 minutos da etapa final, o Cesmac não conseguiu diminuir o marcador. E o pior veio aos 38 minutos. França chutou na entrada da área, a bola desviou na zagueira e encobriu a goleira Renaide.
Com o marcador em 4 a 1, o time baiano só sairia da competição com uma derrota por 4 a 0 em casa.
DIFERENÇAS
Jogadora mais experiente do Estado, Dorinha (mais de 40 anos) reclamou que jogar futebol feminino aqui é muito difícil, o que fica evidenciado quando o clube enfrenta um bom time de fora. Segundo ela, as jogadoras adversárias elogiam o time local e perguntam qual o ritmo de treinamento.
Além de as atletas terem outras funções (trabalhos e universidade), o time alagoano participa de três campeonatos simultaneamente: Copa do Brasil, Campeonato Alagoano e Campeonato Alagoano de Futsal. A equipe chega a jogar no sábado à tarde no campo e no domingo de manhã nas quadras.
A solução poderia ser a realização do Alagoano de futebol de campo ainda no primeiro semestre, quiçá como abertura das partidas do futebol masculino.
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E no final de semana o Cesmac perdeu o segundo jogo da semifinal do Alagoano feminino e também ficou de fora desta competição. O ECA venceu por 1 a 0 e enfrentará o Universal, de Porto Real do Colégio - divisa com Sergipe. O Universal goleou o Sóesportes por 4 a 1.
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CRB com problemas para acabar com um contrato com investidores, ASA com atraso nas reformas no Estádio Coaracy da Mata Fonseca - que pode até não ficar pronto sequer para o início da Série B - e CSA com perspectiva de substituir um desistente do Campeonato Alagoano da Primeira Divisão e se livrar da volta à Segundona...
Em breve mais informações.
Domingo, 25 Outubro 09, 06:34 PM
O FutNordeste apresenta sua nova série. Desta vez vamos procurar retratar aqueles que deram o pontapé inicial à prática do futebol nos 9 estados da região.
E para começar, vou trazer a história de Zuza Ferreira, o pioneiro do futebol baiano.
Mas para entendermos como a redondinha chegou a nós baianos, vamos fazer um resumo sobre a chegada do esporte no Brasil.
O ano era 1894, faltavam apenas quatro anos para a promulgação da República, pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que acabava com a monarquia no país. No porto de Santos, desembarcava um jovem filho de ingleses, vindo da Inglaterra onde foi para estudar e se formar. Junto com este jovem, estavam dentro de sua bagagem, bolas, camisas, calções, meias, chuteiras, uma bomba de enchimento e um livro de regras.
Nascia naquele ano o futebol no Brasil e seu introdutor era Charles Miller. Charles Miller, ao retornar da Europa, trabalhou na Companhia Paulista de Trens, a São Paulo Railways Company. Detalhe: foi também Charles Miller que introduziu o rúgbi por aqui, e que voltará às Olimpíadas em 2016.
Um ano após seu retorno, organizou a primeira partida oficial entre clubes. De um lado, o time da São Paulo Railways, do outro, a equipe da Companhia de Gás. O primeiro jogo de futebol do país, aconteceu na Rua da Várzea do Carmo, na capital paulista. Depois da empreitada de Miller, os outros estados do país tiveram seus pioneiros. Na Bahia, o esporte foi trazido por um jovem soteropolitano, que trabalhava no British Bank. Seu nome era José Ferreira Júnior, ou Zuza Ferreira.
Zuza retornou da Inglaterra, de onde, assim como Miller, foi estudar e se formar, para na volta, trabalhar num cargo importante na filial do Bank of London. Em 1901, Zuza e alguns amigos, deram o pontapé inicial ao primeiro registro de um jogo de futebol no estado. A partida aconteceu no antigo Campo dos Mártires, hoje Largo do Campo da Pólvora, em Salvador.
Após esta partida, logo o futebol ganhou corpo na capital baiana e surgiram então os primeiros clubes. Todos ligados à aristrocacia de Salvador. Os primeiros clubes da cidade a praticarem o novo esporte foram o Bahiano de Tênis, o Internacional de Crícket, o São salvador, o Esporte Clube Vitória, o Santos Dumont, o Ypiranga, a Associação Atlética e o Sport Club Bahia, antecessor do Tricolor de Aço.
Com estas equipes, juntamente com o Botafogo Futebol Clube, nascia o segundo campeonato estadual mais antigo do Brasil, depois do paulista, disputado em 1905. Foi o primeiro campeão baiano, o Club Internacional de Crícket. Mas o time da colônia inglesa havia se tornado o primeiro a conquistar o troféu jogando contra apenas três desafiantes: o Vitória e o Bahiano de Tênis.
Como citado antes, o futebol nos primórdios de sua disputa na Bahia, era praticado por desportistas da classe elitista da cidade. Quem quebrou as regras e trouxe a comunidade operária e excluída ao esporte, foi o Ypiranga, que acabou se tornando o principal clube do estado nos primeiros anos do Baianão. Isso, até o início da década de 30, quando surgiu o Esporte Clube Bahia, hoje, o maior detentor de títulos do nosso futebol.
Graças ao pioneirismo de jovens entusiastas como Miller e Zuza, hoje o futebol se confunde com o modo de vida do brasileiro e trouxe um pouco de alegria a este sofrido mas, batalhador povo. O futebol, é sem dúvida, o ópio do povo.
Na próxima edição da série, vamos abordar mais um pioneiro do futebol no Nordeste. Até lá!
Quarta-feira, 21 Outubro 09, 07:00 PM
Um jovem pernambucano e um sonho: estudar nas melhores universidades européias. E quem não quer, né? Pois isso aconteceu, nos idos do início do século passado.
Um rapazote, de nome Guilherme, mais precisamente Guilherme de Aquino Fonseca, foi à Inglaterra estudar e se formar. Lá, teve contato com uma modalidade esportiva que ainda engatinhava mas, que já mostrava que veio para ficar. No retorno, o jovem mancebo nordestino, fascinado pelo conhecimento adquirido e pelo esporte recém-criado, resolve levar a idéia de montar um "club de football".
Então, em 13 de maio de 1905, Guilherme, juntamente com a Associação de Empregados do Comércio Recifense, elaboraram os estatutos e fundaram o Sport Club do Recife, ou simplesmente Sport, como é conhecido por estas plagas brasileiras.
Nascia um dos maiores times de futebol do Nordeste deste país, primeiro representante da região a ser campeão nacional da primeira divisão e primeira equipe do Norte-Nordeste, a conquistar a Copa do Brasil.
O Sport, ou Leão da Ilha, como é carinhosamente chamado por sua torcida, tem uma rica e maravilhosa história de conquistas e superações.
Na sua fundação, ocorrida durante um lauto festejo da sua inauguração, toda a elite da capital compareceu para prestigiar, tendo inclusive, uma amistosa partida entre o Sport e o English Eleven.
Fatos curiosos marcam a trajetória do Leão. Em 1919, nasce o escudo que até hoje, é o seu símbolo maior. Tudo aconteceu quando naquele ano, o clube disputou a Taça Leão do Norte, um troféu de bronze francês, muito belo por sinal, e que foi conquistado após embates contra o combinado dos dois principais clubes do Pará, Remo e Paysandu. Por causa da conquista merecida, a torcida paraense inconformada, tentou reaver o estimado troféu e quebrou a cauda do leão que enfeitava a taça. Ao retornarem ao Recife, a diretoria providenciou um remendo que até hoje se mantém. Nascia o Leão que adorna o interior do escudo, em dourado com o monograma SCR.
Em 1935, a sede é adquirida num excelente endereço da capital. Trata-se da Chácara da Ilha do Retiro, que por sinal, dá nome ao seu estádio, que custou 53 contos de réis.
Falando na Ilha, o estádio, que foi a única sede nordestina na Copa de 50, foi inaugurado em 1937, num disputado amistoso contra seu maior rival, o Santa Cruz. O placar da peleja foi 6 a 5, para os rubro-negros. A quem interessar possa, o nome da praça esportiva foi derivado do fato de ter sido contruído sobre um aterro no terreno da Chácara que abrigava a primeira sede. A designação oficial do local é Adelmar Costa Carvalho, que presidiu o time nos títulos de 1955 e 1956.
Para quem não sabe, o Sport também foi pioneiro em excursões pelo Sul maravilha, chegando a disputar amistosos contra os grandes do Sul, de Minas e do eixo Rio-São Paulo. Os jornalista achavam que era suícidio. O resultado desta louca e ambiciosa aventura fora dos dominios pernambucanos? Em 17 jogos, venceu 11, empatou 2 e perdeu somente 4.
Nas décadas de 60 e inicio de 70, o Sport ficou em branco nas conquistas do Campeonato Pernambucano. Porém em 1975, o longo jejum acabava com um triunfo diante do Nautico por 1 a 0. pelo feito, aquela equipe ficou conhecida como Super-Time da Ilha.
Em 1978, uma decisão em 158 minutos, fez Pernambuco parar. Após a vitória por 1 a 0 no tempo normal, o Nautico levava a partida para a prorrogação. Empate e nova prorrogação. Outro empate e outra prrogação até que na quarta prorrogação consecutiva, o Sport vence o Nautico e leva a taça pra casa.
Na década de 80, a supremacia do Leão era absoluta. Ganhou 6 em 10 campeonatos estaduais e participou da sua primeira Libertadores, além de ser capa dos principais jornais e revistas do país com o título nacional.
A situação não mudou muito na década seguinte apesar da queda para a segunda divisão brasileira. Mas embalados por uma camapanha irretocável, a equipe leonina volta à elite no fim do ano de 1990.
Na década de 2000, novas conquistas estaduais e um novo rebaixamento nacional. Teve também, um vice campeonato regional, ao ser derrotado pelo Bahia por 3 a 1, em 2001. Mas a grande alegria dos primeiros anos da década, além do retorno ao primeiro escalão do futebol, foi a conquista de tirar o fôlego em 2006. Num sensacional embate com seu arquirrival Santa Cruz, que no tempo normal vencia por 1 a 0, o que provocou a decisão por penalidades. Nas cobranças de penaltis, tudo igual, após as defesas de Gustavo. 3 a 3 era o placar e durante as alternadas, Gilmar e Marco Antônio converteram. Neto, do Santa, perdeu a sua cobraça, muito bem defendida por Gustavo e Hamilton selou com o gol, o título rubro-negro.
SPORT CLUB DO RECIFE
DATA DE FUNDAÇÃO: 13/05/1905
CORES: vermelho, preto e dourado
TÍTULOS IMPORTANTES: 1 Campeonato Brasileiro Série A, em 1987;1 Campeonato Brasileiro Série B, em 1990; 1 Copa do Brasil, em 2008; 4 Copas do Nordeste, em 1968, 1970, 1994 e 2000; 38 Campeonatos Estaduais, em 1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2009.
ESTÁDIO/CAPACIDADE: Estádio Adelmar da Costa carvalho, Ilha do Retiro/35.000 pessoas
CURIOSIDADES: O Sport foi a primeira equipe do país a vencer o Colo-Colo/CHI, na Libertadores. outras façanhas do Leão:
Mais informações no site oficial do clube. Clique aqui.
Segunda-feira, 19 Outubro 09, 04:52 PM
Sete vitórias em sete jogos, com todas as partidas marcando três ou mais gols e sofrendo apenas dois em toda a competição. O Santos foi campeão da primeira edição da Copa Libertadores Feminina, com direito à artilharia de Cristiane, autora de 15 gols e que não jogou a final.
O torneio, que teve em Marta a principal passadora para gols, viu mais de 14 mil presentes em sua final, um público superior ao clássico Santos X Palmeiras, jogado pelo Campeonato Brasileiro. Além do que, o horário da partida foi de 11h.
O Santos Futebol Clube consegue um feito que ninguém mais alcançará: ser o primeiro campeão da Taça Libertadores nos dois gêneros. Na década de 1960 o masculino com Pelé, em 2009 o feminino de Marta.
Como não há muito que falar sobre a qualidade dessas meninas, principalmente quando comparadas em conjunto com qualquer outro time do torneio, fica a frase final de Marta. A melhor jogadora do mundo, escolhida por três anos seguidos pela Fifa, não para de relembrar a todos a importância de (um bem) maior apoio à modalidade no Brasil:
"A gente sabe jogar isso aqui [bola]. Futebol é coisa de mulher também".
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Em Maceió, tivemos no sábado a primeira partida das semifinais do Campeonato Alagoano de Futebol Feminino.
Cesmac e ECA se reencontram após a semifinal da Seletiva para a Copa do Brasil e empataram por dois a dois. Destaque para Marciana, do Eca, autora dos dois gols do seu time. Como o Cesmac se classificou em primeiro tem a vantagem do empate no sábado que vem.
Do outro lado, o Sóesporte venceu o Universal por 2 a 1 e está a um empate da final do Alagoano de Futebol Feminino. A equipe vencedora garante vaga para a Copa do Brasil da modalidade no ano que vem.
Anderson Santos
Terça-feira, 13 Outubro 09, 12:17 PM
A grande atração do jogo do Santos contra o Caracas não foi mais uma goleada santista, desta vez por onze a um, os cinco gols de Cristiane, a presença de uma jovem de quatorze anos no time venezuelano e outra de dezesseis no time brasileiro, ou o bom público de oito mil pessoas.
O foco da imprensa esteve boa parte do tempo no camarote ao lado do campo da Vila Belmiro. Era lá que estava Dona Tereza, a mãe de Marta, que pela primeira vez assistia num estádio a melhor jogadora do mundo. Oriunda do Sertão alagoano, Dona Tereza mostrou simplicidade na hora das entrevistas e o orgulho que tem da filha.
O Santos continua voando com a grande diferença em relação aos outros times, especialmente na estrutura oferecida. Enquanto isso os times do outro grupo joga num péssimo gramado no Guarujá.
Além da partida, outras coisas me chamaram a atenção em relação ao futebol feminino ao longo da última semana.
Primeiro, a imensa diferença entre os salários da primeira e da terceira melhor do mundo. Enquanto Mata receberá R$ 150 mil por mês, com direito a um carro neste período, Cristiane recebe míseros R$ 5mil mais o aluguel de um apartamento. Tudo bem que o salário para uma jogadora do nível da Marta é pequeno, mas o da Cristiane é "vergonhoso"; ela é melhor que a maioria dos centroavantes que conheço.
Outra descoberta foi a alteração do nome do campeonato europeu de futebol feminino, que passou a se chamar este ano também "Champions League", uma forma de mostrar que o interesse pela modalidade feminina pelo esporte pode estar crescendo no mundo.
Por último, que o time colombiano "Forma Íntimas" recebe este nome devido ao seu patrocinador, uma fábrica de roupas íntimas. Boa ideia para as empresas fabricantes de perfume e roupas femininas brasileiras.
No (amador) Campeonato alagoano de Futebol Feminino, Cesmac, ECA, Sóesporte e Universal se classificaram para o quadrangular final.
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Curiosidade também no futebol masculino alagoano. O Corinthians Alagoano conseguiu um fato que, ao menos para mim, é inédito: foi vice-campeão de todas as categorias.
Após ser vice do Alagoano profissional - cujo título ficou com o ASA -, perder as decisões do sub-15 e do sub-18 para o CSA, o clube-empresa perdeu a duas partidas na final do Alagoano sub-20, a última realizada no último domingo, quando perdeu para o CRB por dois a zero.
O destaque negativo da partida ficou para o atraso de mais de uma hora do jogo por falta de policiamento.
Anderson Santos
Quinta-feira, 08 Outubro 09, 01:16 PM
Se alguém aqui também assistiu à edição do Globo Esporte de hoje já imagina de que tratarei. Cesmac e Sóesporte se enfrentaram ontem num dos jogos atrasados por causa da participação do primeiro na Copa do Brasil da categoria.
Duas das principais equipes femininas de Alagoas, a rivalidade subiu a um nível bastante exagerado. O motivo? Uma péssima arbitragem que deixou carrinhos e voadoras impunes em campo.
O Sóesporte abriu o placar ainda no primeiro tempo após falha da defesa azul e branca. Aline completou totalmente isolada um cruzamento vindo da esquerda. Mas Karine empatou ainda na etapa inicial, num lance confuso dentro da área.
Os carrinhos e jogadas duras começaram a aparecer, mas o árbitro Anderson Fernandes não dava nem cartão amarelo. A única expulsão da partida ficou por conta de Karine, que fez falta dura na defesa. Mesmo com uma a menos, o Cesmac se manteve na lideranaç do campeonato com Tami.
Assim que o juiz apitou o final do jogo, as jogadoras começaram a se digladiarem. Pernas, socos, chutes e ponta-pés para tudo e todos que se metessem no meio. Enquanto um dos bandeirinhas tentavam separar as duas únicas meninas que se puxavam os cabelos, o juiz só olhava.
A jogadora Witla do Sóesporte chegou a ficar desacordada. Ainda assim, pouco tempo depois as jogadoras voltaram a brigar na saída do Estádio Cleto Marques Luz, no bairro do Tabuleiro do Martins.
O fato é que açlém de jogarem num péssimo gramado, não há policiamento nas partidas do Alagoano de futebol feminino, nem ambulância. A federação local diz que isso não é necessário porque a modalidade é amadora e sequer pode cobrar ingresso para a entrada.
Veja a pancadaria: http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1334354-9825,00-VIDEO+JOGO+DO+CAMPEONATO+ALAGOANO+DE+FUTEBOL+FEMININO+TERMINA+EM+PANCADARIA.html)
Cenas do jogo http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=5392
Anderson Santos
Terça-feira, 06 Outubro 09, 12:49 PM
Na quinta-feira (01), as meninas do Cesmac, que divide a liderança do Campeonato Alagoano com o Sóesportes, foram até o Rio Grande do Norte para a segunda partida da primeira fase da Copa do Brasil de Futebol Feminino.
Como a primeira partida foi com vitória do time alagoano por 3 a 1, o Cesmac resolveu jogar no contra-ataque contra o Potiguar. Com a presença de duas atletas cedidas por outros times locais (Adriana, Sóesportes, e Valquíria, ECA), devido ao adiamento da rodada do Alagoano, o time conseguiu um grande resultado.
Com gols de Manuela, Quinha, Karol e Lidiane, o time alagoano garantiu a classificação para a segunda fase com uma goleada por 4 a 1. O próximo adversário será o baiano São Francisco, que eliminou o Atlético Gloriense-SE já no primeiro jogo por 6 a 0. O primeiro jogo deverá ser em Maceió no dia 22.
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No sábado teve início a Copa Libertadores de Futebol Feminino, torneio que reúne dez clubes da América do Sul e traz como grande favorito o Santos, com sete atletas que jogam pela Seleção Brasileira.
Com Marta e Cristiane, autora de dois gols, mostrando um bom entrosamento, o time santista venceu o peruano White Star por 3 a 1, Marta fez o segundo do clube brasileiro. O público para esta partida foi razoável para um sábado às 22h.
Só que os meus destaques não são para elas. Do lado do time peruano houve uma jogadora que beijou o gramado da Vila Belmiro por ser o local em que o Rei do futebol jogou. Além dela, merece destaque a goleira Fioreles, que defendeu muito no segundo tempo apesar de sua baixa estatura - um problema desta modalidade.
Do lado do Santos, destaque para os patrocinadores que são totalmente diferentes do time masculino, o que pode mostrar que a modalidade pode ter seus próprios rendimentos financeiros. Além disso, a camisa também é diferente, mais feminina.
O destaque no campo fica com a jovem Ketlen, que jogou o Mundial sub-17 no ano passado. Ao entrar no segundo tempo, ela chamou o jogo para si e criou inúmeras oportunidades.
O próximo jogo será hoje à tarde contra o boliviano Enforma.
Segunda-feira, 05 Outubro 09, 02:45 PM
Já foi o tempo em que o futebol nordestino tinha representantes à altura no cenário nacional. De uns tempos para cá, fruto da falta de investimentos dos nossos clubes e de certa irresponsabilidade, o que temos visto é uma ou outra equipe fazendo figuração no Brasileiro.
Normalmente, os clubes nordestinos se encontram em sua maior totalidade, nas séries inferiores. Os heróis da resistência na elite são poucos. Nestes dois últimos anos, fomos representados por Vitória, Sport e Náutico.
Na Série B, Bahia, ABC, América-RN, Ceará (clube da região que mais tempo passou na divisão de acesso), Fortaleza e o lanterna Campinense, buscam a qualquer custo ou não ir pro purgatório da C, ou voltar a ver a luz e a mídia da primeirona.
Na C, tivemos pelo menos um filho ilustre que bem nos orgulhou, o ASA de Alagoas irá debutar na Segundona em 2010. Já no inferno onde filho chora, mãe não vê e pai pouco se importa, temos clubes que um dia já foram iluminados pelos holofotes das câmeras de tv. Santa Cruz, Fluminense-BA, CSA, Confiança, Sergipe, Sampaio Correa, Maranhão, entre outros.
O reflexo de tudo isso, é o enfraquecimento do futebol deste quinhão do país. Já não temos lá campeonatos estaduais fortes como antigamente, e o rebaixamento ou manutenção destas equipes, tradicionais por aqui, enfraquece até clubes menores para que invistam em equipes de peso para brigar por algum título expressivo.
Aqui na Bahia por exemplo, de que adianta o Bahia na Série B ou na C? Não adianta em nada. Só serve para enfraquecer o já combalido Baianão e tirar o estímulo das agremiações menores, que com isso perdem interesse e público. E mais, a rivalidade com o rubro-negro também é prejudicada, pois perde-se o equilibrio de forças locais.
Há muito somos tachados de escória do Brasil e nosso futebol nem é e nunca foi assunto para a grande mídia televisiva e radiofônica. Nossa imprensa por não ter muito a falar, tem que noticiar o que vem dos grandes centros. Falta aos clubes daqui, coragem para investir, para quebrar o monopólio do eixo RIO-SP.
E imaginar que a nossa tábua de salvação era o organizadíssimo Campeonato do Nordeste, que fez ciumeira na Vênus Platinada e seu Torneio Rio São Paulo, sem interesse, sem audiência e sem público.
Se o futuro a Deus pertence, no nosso caso, ainda nossa geração poderá não ver a luz no fim do túnel.
Terça-feira, 29 Setembro 09, 12:22 PM
Nem só de craques, ídolos e grandes equipes vive o futebol. Este esporte tão popular e instigante, tem também personagens e clubes folclóricos. E um clube reúne estes dois quesitos. O Gigantes do Nordeste apresenta o pior time do mundo.
Foi com este epíteto da década de 70, que o Íbis Sport Club, ganhou o planeta e serviu de inspiração para o Tabajara Futebol Clube e seus tipos engraçados na tv.
O rubro-negro de Paulista, cidade distante 17 quilômetros de Recife e que faz parte da Região Metropolitana da capital, tem um histórico muito bonito apesar da fama que o persegue.
Sua fundação é de 15/11/1938, pela Tecelagem de Seda e Algodão de Pernambuco. Era uma equipe amadora, como outras da época e fazia parte do lazer dos funcionários. Porém, com o falecimento do proprietário da fábrica, o Sr. João Pessoa de Queiróz, os herdeiros decidiram acabar com a diversão dos intervalos do trabalho dos operários. Foi aí que surgiu a imponente figura de Onildo Ramos, gerente da empresa que resolveu tomar a frente da equipe de futebol.
Ele estruturou o time que ainda mantinha a postura amadora. Em meados da década seguinte, o clube ingressou na Federação Pernambucana e assim, pode participar das competiçoes oficiais, como equipe profissional.
No fim da década de 40, o Pássaro Preto, mascote do clube e idealizado pelo próprio Onildo, que era amante dos assuntos ligados ao Antigo Egito, participou do Torneio Início e o conquistou.
Sempre foi uma pedra no sapato dos grande da capital. Novamente, em 1950, conquista o Torneio Início. Sua estreia no Campeonato Pernambucano, aconteceu em 1946.
Participou da elite do estado em 44 edições. Ficou de fora, rebaixado para a Série A2, a segundona local em outras 17 ocasiões. Em 1999, conquistou o segundo lugar da Segunda Divisão.
Os anos passavam e o Íbis continuava sua sina de ser a pedra dos times de todo Pernambuco. Mas na década de 70, viveu um período que foi o divisor de águas em sua história. Ficou 3 anos e 11 meses sem vencer uma partida sequer. Isso fez a alegria dos torcedores adversários que lhe instituíram o carinhoso elogio de O Pior Time do Mundo, mas aquilo que era para ser uma gozação, acabou sendo incorporado pela diretoria do clube e pela própria torcida.
Nos anos 70, figurava um personagem que muito ajudou a engrossar a mística de time ruim. Era Mauro Shampoo, um atacante com mais marketing pessoal do que futebol, mas que virou ídolo do rubro-negro. Falando em ídolos, esses com uma imagem pessoal muito melhor, estão Bodinho, Vavá e Rildo. Estes dois últimos, foram campeões mundias de futebol, em 58 e 62.
Segundo o site oficial do Pássaro Preto, já foram cadastrados como sócios e "torcedores ilustres", personalidades do gabarito de Miguel Arraes, Marco Maciel (que aliás, dizem as más línguas, é torcedor do Santa), o ex-ministro Gustavo Krause e até o ex-presidente americano Bill Clinton.
Brincadeiras à parte, o Íbis, em sua nova direção, quer resgatar as glórias do passado e fez um projeto ousado para voltar à elite estadual e quem sabe em 2014, disputar a Primeira Divisão nacional. Trata-se do Projeto Século XXI.
O projeto inclui também, uma repaginada no simbolo do clube, o escudo ganhou um ar mais moderno e futurista, ficou realmente mais bonito em relação ao emblema clássico de outrora.
ÍBIS SPORT CLUB
Data de Fundação: 15/11/1938
Cores: Vermelho e Preto
Títulos Importantes: Torneio Início de Pernambuco em 1948 e 1950 e Campeonato de Juniores em 1948 e 1995.
Mascote: Pássaro Preto, ou Íbis, uma ave sagrada do Egito Antigo
Estádio/Capacidade: Municipal de Paulista/ 15.000 pessoas (Obs: devido a problemas no estádio de Paulista, a equipe ficou de fora da Série A2 deste ano, já que não conseguiu em tempo outro local para mandar suas partidas.)
Você pode conhecer um pouco mais do clube e do Projeto Século XXI, no site oficial. Clique aqui.
P.S. Para terminar, este aí é Mauro Shampoo, o maior ídolo vivo do rubro-negro.
On CSA na Segunda e ASA com direção