Sexta-feira, 06 Novembro 09, 02:26 PM
Cansaço. Eis a palavra que pode resumir a minha semana que, infelizmente para mim, não abrirá espaço para descanso. Após quatro dias de duplo estágio e noites na Bienal, ainda tenho mais Bienal, reuniões e o maldito Enade - aquela prova que não serve para nada - para ir.
Enfim,o post não é sobre mim, mas vale a justificativa por demorar a postar algumas coisas sobre o futebol feminino e o futebol masculino das primeira e segunda divisões, todos eles em momentos decisivos.
FEMININO A chance de eu ver a Marta jogando em Alagoas foi por água abaixo, ao menos neste ano. O time do Cesmac, que já havia perdido o primeiro jogo por 4 a 1, sofreu uma sonora goleada do São Francisco-BA: 10 a 0. E nem precisava dizer que está eliminado.
O Campeonato Alagoano teve o primeiro jogo das finais no sábado, na Pajuçara. O Esporte Clube Alagoas venceu o Universal, de virada, por 2 a 1. Amanhã, as equipes definem o clube campeão feminino de futebol do Estado na cidade de Porto Real do Colégio.
SEGUNDONA Após União e Santa Rita garantirem suas vagas para o Alagoano de 2009, o União venceu o clube de Boca da Mata por 1 a 0 no primeiro jogo e jogo por um empate no próximo domingo para ficar com o título.
POLÊMICA PRIMEIRA Como colocamos no nosso último texto por aqui, a desistência do Igaci abriu brecha para a volta do CSA, mesmo sem ter participado da Segundona. Pois bem, a Federação bateu o martelo na terça-feira e comunicou no Arbitral de quarta.
A decisão foi ficar no meio do muro. Sem colaboração da CBF, sem exemplos claros e com contradições no próprio regimento da entidade, o setor jurídico da FAF anunciou que ninguém ocupará a vaga. Como o Penedense, judicialmente, terá que voltar, manter-se-ão dez clubes na Primeira Divisão.
Tanto CSA quanto Sport Atalaia (3º da Segunda de 2009) entraram com pedidos no TJD local. O Azulão do Mutange já conseguiu assinaturas mais do que as necessárias para convocar uma assembleia dos clubes na tentativa de fazer comque o clube volte a um lugar que não deveria ter saído.
Porém, a maior parte dos torcedores com os quais converso no dia-a-dia preferia o time na disputa da Segunda Divisão, por (falta de) méritos próprios. O medo geral é que uma decisão contrária faça com que o time continue com problemas administrativos e acumulando dívidas.
Mais informações, inclusive com os últimos campeões do Estado, na semana que vem - se é que aguentarei até lá.
Anderson Santos
Quarta-feira, 04 Novembro 09, 12:59 PM
Para quem não acompanhou os três primeiros posts desta série, clique aqui, aqui e aqui.
Já para que vem acompanhando, eis mais um texto sobre aqueles que trouxeram este popular esporte para os quatro cantos do Nordeste. E no capítulo de hoje, vamos saber quem foi o pai da criança em Sergipe.
Mas antes... No início do século XX, a vinda do futebol para o país, logo foi associada como algo ligado a vândalos e vagabundos. Tanto que quem praticava o esporte, era tachado de arruaceiro e tinha que prestar contas para a polícia. Não foi diferente em Aracajú. Lá, o futebol sofreu deste preconceito. Porém, com a iniciativa do major Crispim Ferreira, do 26º Batalhão de Infantaria, as coisas iriam mudar.
Foi este nobre oficial que teve a ideia de implantar a primeira exibição no estado. Mas, quem de fato ampliou os horizontes para a popularização boleira, foi um jovem estudante de Lagarto, que após regressar de Salvador para Aracajú, resolveu criar o primeiro clube estritamente para a prática do futebol. De prioritário, o clube se chamaria Sport Clube Lux, mas os fundadores não gostaram da ideia e mudaram para Club de Football Sergipano.
A fundação do Sergipano, aconteceu em 1909, na casa de Carlos Baptista Bittencourt, juntamente com Mário Lins de Carvalho, aquele jovem do interior que citei linhas acima.
O Sergipano foi a porta de entrada para que outros adeptos criassem suas agremiações. Vieram o Cotinguiba e o Sergipe, os mais antigos clubes do estado ainda em atividade. Em 1917, apareceu o Industrial F. C., formado por empregados da Fábrica Sergipe Industrial. Ainda em 1917, foi criada a Liga Desportiva de Sergipe, que entre outras atribuições, ficou responsável em organizar o primeiro campeonato oficial de futebol. Este campeonato estadual, teve sua primeira edição em 1918, com a participação de quatro equipes: Sergipe, Cotinguiba, Industrial e o time do 41º Batalhão, sendo campeão o Cotinguiba, que tinha em seus quadros, atletas oriundos do S.C. Bahia, de Salvador.
Em 1919, o Sergipão não foi realizado. Motivo: a LDS resolveu limitar o número de jogadores baianos o que gerou protestos do Industrial que tinha 90% de jogadores da Bahia. Com o impasse, o Industrial se desfiliou da Liga.
Outra crise estourou no ano de 1920. Mesmo com o perdão da Liga e a disputa da competição no moderno Estádio Adolpho Rolemberg, o que parecia que estava tudo às mil maravilhas, acabou por descampar numa celeuma sem fim. Tudo isso por que a Liga puniu um jogador do time B do Sergipe, que em represália, abandonou o campeonato ainda na primeira fase.
Nos anos de 21 e 22, o Sergipão foi disputado sem nenhum problema, mas, em 1923, nova crise estoura no cenário esportivo da capital. E desta vez, a coisa degringolou. O fato novo se deu por conta de uma penalidade marcada pelo árbitro baiano Oscar Coelho, que apitava a partida envolvendo a equipe do Industrial. Não aceitando a marcação, os jogadores do clube alvinegro partiram para as vias de fato contra o árbitro e a consequente retirada de campo. Como punição, no dia seguinte ao jogo, a Assembléia Geral da Fábrica Sergipe, por meio de seu patrono, resolveu extinguir o Industrial.
Esse fato, marcou o fracasso da competição de 1924 e durante alguns anos mais trade, o futebol não foi praticado em nenhum canto de Sergipe. Apenas em 1931, com o fim da LDS e a fundação da Federação Sergipana, é que o esporte voltou a ter apoio e incentivo. Neste ano, o Campeonato Estadual ganhou novos participantes. Filiaram-se à Federação o Vasco, Guarani, Paulistano, Palestra, Vitória, Siqueira Campos, 13 de Julho e ETEA, que se juntaram ao Sergipe, ao Cotinguiba, ao Brasil, ao Aracaju, ao Palmeiras e à Associação Atlética.
Entre 1918 e 1938, o Sergipe foi o maior detentor de títulos, com 32 campeonatos conquistados.
Fiquem na escuta, fiquem na ativa que logo, logo vem mais um post sobre a história do futebol no Nordeste e seus pioneiros.
Até lá!
Fonte: Blog do jornalista Nilo Dias.
Domingo, 01 Novembro 09, 01:52 PM
E em mais uma da série Os Pioneiros, que fala daqueles que trouxeram o futebol para os 9 estados nordestinos, hoje vou assuntar sobre a origem do esporte no estado do Maranhão.
Como na maioria dos casos em todo o país, os primórdios da prática do futebol, tiveram o início através de estudantes que foram à Inglaterra em busca de estudo e formação acadêmica. Não é diferente o caso dos maranhenses, onde em 1905, ao regressar de terras britânicas, Nhozinho Santos trouxe tudo que era relacionado à prática deste novo esporte. Em sua bagagem, veio bolas, camisas, chuteiras, apito, e, o livro de regras.
Ainda naquele ano de 1905, em sua residência, ele, acompanhado de mais alguns amigos e de seus irmãos, reuniram-se para criar uma foot ball association. Dentre os presentes, estiveram ingleses da Mala Real Britânica e da Booth Line & Co.
Dessa reunião, ficou decidido que a vasta área da fábrica têxtil Santa Izabel, teria alí construído o primeiro campo de futebol de todo o Maranhão. Com todas as decisões acertadas, nascia o Fabril Athletic Club.
Com a dificuldade inicial de qualquer time, o FAC, treinava com até 8 jogadores. Ao longo do tempo e ávidos pela curiosidade, os maranhenses, principalmente os nativos de São Luís, a capital do estado, foram se juntando e assim, o FAC começou a adquirir status de agremiação.
No ano de 1907, tiveram iniciadas as primeiras partidas de futebol, todas no campo do FAC. Nos jogos iniciais, tiveram os confrontos entre os Pretos ou "Black and White" e os Encarnados, ou "Red and White", que eram formados por funcionários da fábrica têxtil e de desportistas da própria FAC. O placar deste embate, terminou em empate por dois gols.
Já em janeiro de 1908, acontece o primeiro jogo oficial entre equipes diferentes. Um combinado do Pretos/Encarnados contra o Maranhense Foot Ball Club, uma equipe formada por empregados do comércio de São Luís.
O esporte crescia em participantes e em procura, tanto que quando o FAC anunciava na imprensa local das festividades onde sempre tinha uma partida, a busca por convites era bastante grande. O ponto alto dos festejos do clube, eram as matinês dominicais, onde toda a sociedade acompanhava derbis pomposos e emocionantes.
Em 1909, registrou-se a primeira partida infantil no Maranhão, entre os dois quadros do FAC (Pretos x Encarnados). Ainda naquele ano, o futebol avançava para o interior e foi na cidade de Alcântara, que deu-se início à prática fora da capital.
Entre 1910 e 1914, houve a primeira crise do esporte. Os clubes sociais, embriões dos primeiros clubes de futebol, foram se dissolvendo. Os atletas destes clubes, foram criando suas próprias agremiações, no intuito de manter a prática do futebol.
Quem reabilitou o esporte no estado, foram os estudantes, com o apoio de um cônsul inglês. Deu certo e novamente, toda a sociedade maranhense voltou seus olhares para os matches. Em 1915, iniciou-se o primeiro Campeonato Maranhense. Já em 1917, aconteceram os primeiros jogos entre clubes interestaduais, envolvendo equipes de São Luís, do Piauí e o Club do Remo e o Paysandu, de Belém.
Porém apenas em 1918, com a melhor estruturação dos clubes e do esporte em si, é que de fato, aconteceu a realização do campeonato estadual, com o triunfo do Sport Club Luso Brasileiro, sendo seu primeiro campeão.
Falando em campeonato estadual, apenas em três edições o campeonato ou não foi realizado, ou não foi concluído.
Na próxima edição, traremos mais um estado nordestino que terá descrito como surgiu o futebol em suas terras. Até lá!
Fonte: Site Campeões do Futebol
Quarta-feira, 28 Outubro 09, 12:46 PM
A nova diretoria do Centro Sportivo Alagoano logo na primeira reunião recebeu a visita de um oficial de justiça notificando uma dívida de R$ 75 mil reais por uma causa trabalhista.
Dias depois, chega a informação que o Estádio Gustavo Paiva, de propriedade do clube, poderia ser penhorado - apesar de, pelo que sei, isso não poder ocorrer porque o mesmo é uma doação da Brasken.
Mais alguns dias e mais duas notificações a somar em uma semana R$ 300 mil. E a confirmação de Aurélio Lages, antigo vice-presidente jurídico, de que são mais de duzentas causas trabalhistas em tramitação. A dívida do clube pode estar em torno de R$ 5 milhões!
Mas nos bastidores o clube trabalhava. Cobrança pública dos balanços financeiros das últimas gestões, que não foram entregues; reunião marcada com o Vitória, vulgo "rival da Canabrava", para saber como lá eles conseguiram sanar as dívidas do rubronegro baiano.
Só que o principal vem a seguir, e adiantamos ontem: o CSA pode voltar à Primeira Divisão do Alagoano mesmo tendo caído este ano. E pode não ser virada de mesa.
EXPLICO...
A imprensa comentava a declaração do presidente (dono) do Corinthians-AL, João Feijó, que o clube poderia fechar as portas por falta de dinheiro, inclusive com a participação vinculada a uma receita de R$ 18 mil (!) por mês com jogadores sub-21, contando com a comissão técnica. Logo veio a possibilidade de o CSA não cair.
Aí o presidente Jorge VI (assim mesmo, o pai é Jorge I e tem irmãos Jorge II, III, ...) afirmou que sabia de outro clube, só que do interior, que poderia desistir do campeonato.
Ontem a informação oficial veio: o Igaci mandou ofício para a FAF comunicando a desistência do Campeonato do ano que vem. As justificativas não foram aceitas por ninguém. Simplesmente disseram que não haveria condições financeiras para adequar o Estádio Zequinha Barbosa. Detalhe: com a reforma do estádio de Arapiraca até o início da série B, o ASA deve usar o estádio da cidade de Igaci.
A dúvida paira sobre a sede da Federação Alagoana já que, como disse o seu presidente, não há na regra nada sobre desistência de um clube; quem assumirá. Há três candidatos: o CSA, que pelo regimento da entidade passaria para oitavo no campeonato deste ano e logo não estaria rebaixado; o Penedense, que judicialmente tem que estar no campeonato do ano que vem; e o Sport Atalaia, terceiro colocado na Segundona deste ano.
Semana que vem haverá o Arbitral do Campeonato Alagoano de 2010 e espera-se que a última vaga seja decidida lá. Gustavo Feijó, pres. da FAF, afirmou que já fez solicitação para a CBF ajudar no caso.
O fato é que o CSA sempre tem a melhor (ou segunda melhor, em casos raros) renda do Estadual, já que possui a maior e mais apaixonada torcida de Alagoas - contando com senadores, deputados federais, governador e o presidente do clube, que é secretário adjunto de esportes daqui.
CASOS
Lembro da minha infância sergipana que o Itabaiana, campeão estadual sobre o Confiança em 1997, foi rebaixado em 1998. Resultado: o Vasco de Propriá, terceiro colocado, desistiu da disputa do ano seguinte em prol de um dos grandes do Estado.
Há informações de radialistas daqui que ocorreu algo parecido na Paraíba e o escolhido foi o terceiro colocado da Segundona.
Ou seja, se nem o presidente da Federação sabe quem sobe, não sou eu que sei. A partir do momento em que tenhamos a informação oficial, repassamos no FutNordeste.
Enquanto torcedor azulino, é lógico que queria/quero que o time não caia; enquanto projeto de jornalista, fica a preocupação de o clube permancer uma empresa falida, sem administração adequada, e utilizado para fins políticos.
Anderson Santos
Terça-feira, 27 Outubro 09, 08:54 PM
Na continuação da série sobre os pioneiros do futebol nos 9 estados nordestinos, hoje vamos abordar como o futebol surgiu no estado de Alagoas. Para quem não acompanhou o primeiro post da série, clique aqui.
Quando os estudantes alagoanos queriam uma formação superior sólida e garantida, deixavam suas famílias no estado e seguiam para o Recife e para Salvador.
Um destes jovens, de nome Manoel de Melo Machado, que fazia Medicina na Faculdade de Medicina da Bahia, em suas férias, convocou alguns colegas de Direito e também de Medicina, para formar um time, o Alagoano Foot Ball Club. Como não havia outra equipe para jogar contra o Alagoano, Machado e seus amigos resolveram fazer o primeiro jogo entre eles. De um lado, o time do Floriano e do outro o Deodoro. Alguns meses mais tarde, surgiu o Republicano Futebol Clube, que muito rivalizou com a equipe de Machado.
Entre 1908 e 1926, os jogos de futebol nas Alagoas eram apenas amistosos. Em 1909, nasce o Penedense, o mais antigo clube do estado ainda em atividade. Na década de 10, mais precisamente nos anos de 1912 e 1913, surgem os dois maiores clubes da terra dos Caetés: o CRB e o CSA, respectivamente. Um detalhe chama a atenção em Maceió: mesmo tendo sido fundado primeiro, o CRB só começou a praticar o esporte de forma oficial, alguns anos mais tarde que o grande rival que desde o seu surgimento, já praticava o futebol.
Em 1927, por intermédio do CRB, nasce a CEA-Coligação Esportiva de Alagoas, que seria responsável pela estruturação do futebol no estado. A CEA é atualmente a Federação Alagoana de Futebol.
Ainda em 1927, acontece a disputa do primeiro Campeonato Estadual com a participação de 7 clubes. Além de CRB e CSA, estiveram presentes o Barroso, o Flamengo, o Tiradentes, o Vera Cruz e o Uruguai. Com os altos e baixos, a competição que era para ser em dois turnos, não teve nem o seu primeiro turno encerrado. Desta forma, o CRB foi proclamado o campeão daquele ano. Foi nesta edição que aconteceu o início da rivalidade entre azulinos e alvirrubros, com o triunfo dos regatianos por 2 a 0.
No ano seguinte uma confusão envolvendo arbitragem e o CRB, fez com que o resultado da decisão do campeonato fosse para o tapetão e com a CBD confirmamdo o título para o Vera Cruz, por conta do abandono do clube da capital.
Já em 1929, sem o CRB que havia desistido de participar, o CSA conquista seu primeiro título em mais um campeonato marcado pela falta de organização.
Este é mais um relato dos pioneiros do futebol no Nordeste. Aguarde a próxima edição que irá abordar mais um dos 9 estados nordestino e como o futebol surgiu por estas bandas do país. Até lá!
Fontes: História do Futebol Alagoano e Blog Soccerlogos
Terça-feira, 27 Outubro 09, 01:24 PM
Já falamos algumas vezes nesta coluna o quanto de incentivo ao futebol feminino falta por parte das autoridades esportivas brasileiras. Falamos mais ainda dos (muitos) problemas do futebol em Alagoas, maximizados na modalidade feminina. Pois bem, tivemos mais exemplos disso na semana que passou no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil de Futebol Feminino.
O Cesmac, representante alagoano, ficou ameaçado de não jogar porque o CRB não pagou as despesas com a arbitragem num jogo da Série B, em 2008, contra o ABC. A decisão do STJD saiu e o clube terá que pagar R$ 10 mil, uma quantia até pequena mesmo para os clubes "grandes" alagoanos.
Porém, se o clube regatiano já não teve dinheiro para pagar na época, com um grave problema judicial com um grupo de investidores - que ajudaram o clube na Série C - isso fica mais difícil. Sem campeonatos a disputar até o ano que vem, o time não tem renda.
Resultado: caso o clube não pague a sua conta, nenhum clube alagoano pode disputar competições oficiais da CBF.
O Cesmac só realizou a partida contra o baiano São Francisco porque conseguiu uma liminar que, como tal, pode ser derrubada a qualquer momento.
(FALTA DE) POLICIAMENTO
E os problemas de organização local não pararam por aí. Por se tratar de uma competição profissional, e não amadora (como o Alagoano feminino), é obrigatória a presença do efetivo policial na partida.
Porém, a falta de policiais (e de segurança) também é um problema de Alagoas. Se no fim de semana anterior os jogadores de Santa Rita e Sport Atalaia entraram em conflito dentro de campo - com direito a mais um "show" do técnico Celso Teixeira -, na quinta-feira não existia policiais nas dependências do Estádio Nelson Peixoto Feijó, assim como ocorrera na final do Alagoano sub-20.
Foram necessários mais de 25 minutos de espera até que os primeiros oficiais aparecessem em campo. Mais uma vez a FAF tirou a sua responsabilidade ao afirmar, por meio do seu assessor de imprensa, que envia o pedido com antecedência ao comando do policiamento.
O presidente do time da cidade de São Francisco do Conde-BA reclamou, pois o time vinha de uma viagem de 600 km e ainda teve que esperar num sol forte o início da partida.
BOLA ROLANDO...
Com a pelota no relvado, o Cesmac partiu para cima do time baiano e, após algumas chances dispersadas, abriu o marcador aos 8 minutos. Valquíria acertou um bom cruzamento na esquerda para Karina encobrir a goleira dentro da área. Cesmac 1X0.
Porém, o atual octacampeão do futebol feminino baiano é bastante forte, com quatro atletas nas categorias de base da Seleção, e honrou seu currículo.
Com gols aos 12 minutos, através de Jussara; aos 15, com a cobertura aplicada por Ninha; e aos 17, de novo com Jussara, só que de pênalti, o São Francisco terminou o primeiro tempo vencendo por 3 a 1.
No segundo tempo o ritmo caiu. Mesmo com a expulsão de Viola, logo aos 2 minutos da etapa final, o Cesmac não conseguiu diminuir o marcador. E o pior veio aos 38 minutos. França chutou na entrada da área, a bola desviou na zagueira e encobriu a goleira Renaide.
Com o marcador em 4 a 1, o time baiano só sairia da competição com uma derrota por 4 a 0 em casa.
DIFERENÇAS
Jogadora mais experiente do Estado, Dorinha (mais de 40 anos) reclamou que jogar futebol feminino aqui é muito difícil, o que fica evidenciado quando o clube enfrenta um bom time de fora. Segundo ela, as jogadoras adversárias elogiam o time local e perguntam qual o ritmo de treinamento.
Além de as atletas terem outras funções (trabalhos e universidade), o time alagoano participa de três campeonatos simultaneamente: Copa do Brasil, Campeonato Alagoano e Campeonato Alagoano de Futsal. A equipe chega a jogar no sábado à tarde no campo e no domingo de manhã nas quadras.
A solução poderia ser a realização do Alagoano de futebol de campo ainda no primeiro semestre, quiçá como abertura das partidas do futebol masculino.
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E no final de semana o Cesmac perdeu o segundo jogo da semifinal do Alagoano feminino e também ficou de fora desta competição. O ECA venceu por 1 a 0 e enfrentará o Universal, de Porto Real do Colégio - divisa com Sergipe. O Universal goleou o Sóesportes por 4 a 1.
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CRB com problemas para acabar com um contrato com investidores, ASA com atraso nas reformas no Estádio Coaracy da Mata Fonseca - que pode até não ficar pronto sequer para o início da Série B - e CSA com perspectiva de substituir um desistente do Campeonato Alagoano da Primeira Divisão e se livrar da volta à Segundona...
Em breve mais informações.
Domingo, 25 Outubro 09, 06:34 PM
O FutNordeste apresenta sua nova série. Desta vez vamos procurar retratar aqueles que deram o pontapé inicial à prática do futebol nos 9 estados da região.
E para começar, vou trazer a história de Zuza Ferreira, o pioneiro do futebol baiano.
Mas para entendermos como a redondinha chegou a nós baianos, vamos fazer um resumo sobre a chegada do esporte no Brasil.
O ano era 1894, faltavam apenas quatro anos para a promulgação da República, pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que acabava com a monarquia no país. No porto de Santos, desembarcava um jovem filho de ingleses, vindo da Inglaterra onde foi para estudar e se formar. Junto com este jovem, estavam dentro de sua bagagem, bolas, camisas, calções, meias, chuteiras, uma bomba de enchimento e um livro de regras.
Nascia naquele ano o futebol no Brasil e seu introdutor era Charles Miller. Charles Miller, ao retornar da Europa, trabalhou na Companhia Paulista de Trens, a São Paulo Railways Company. Detalhe: foi também Charles Miller que introduziu o rúgbi por aqui, e que voltará às Olimpíadas em 2016.
Um ano após seu retorno, organizou a primeira partida oficial entre clubes. De um lado, o time da São Paulo Railways, do outro, a equipe da Companhia de Gás. O primeiro jogo de futebol do país, aconteceu na Rua da Várzea do Carmo, na capital paulista. Depois da empreitada de Miller, os outros estados do país tiveram seus pioneiros. Na Bahia, o esporte foi trazido por um jovem soteropolitano, que trabalhava no British Bank. Seu nome era José Ferreira Júnior, ou Zuza Ferreira.
Zuza retornou da Inglaterra, de onde, assim como Miller, foi estudar e se formar, para na volta, trabalhar num cargo importante na filial do Bank of London. Em 1901, Zuza e alguns amigos, deram o pontapé inicial ao primeiro registro de um jogo de futebol no estado. A partida aconteceu no antigo Campo dos Mártires, hoje Largo do Campo da Pólvora, em Salvador.
Após esta partida, logo o futebol ganhou corpo na capital baiana e surgiram então os primeiros clubes. Todos ligados à aristrocacia de Salvador. Os primeiros clubes da cidade a praticarem o novo esporte foram o Bahiano de Tênis, o Internacional de Crícket, o São salvador, o Esporte Clube Vitória, o Santos Dumont, o Ypiranga, a Associação Atlética e o Sport Club Bahia, antecessor do Tricolor de Aço.
Com estas equipes, juntamente com o Botafogo Futebol Clube, nascia o segundo campeonato estadual mais antigo do Brasil, depois do paulista, disputado em 1905. Foi o primeiro campeão baiano, o Club Internacional de Crícket. Mas o time da colônia inglesa havia se tornado o primeiro a conquistar o troféu jogando contra apenas três desafiantes: o Vitória e o Bahiano de Tênis.
Como citado antes, o futebol nos primórdios de sua disputa na Bahia, era praticado por desportistas da classe elitista da cidade. Quem quebrou as regras e trouxe a comunidade operária e excluída ao esporte, foi o Ypiranga, que acabou se tornando o principal clube do estado nos primeiros anos do Baianão. Isso, até o início da década de 30, quando surgiu o Esporte Clube Bahia, hoje, o maior detentor de títulos do nosso futebol.
Graças ao pioneirismo de jovens entusiastas como Miller e Zuza, hoje o futebol se confunde com o modo de vida do brasileiro e trouxe um pouco de alegria a este sofrido mas, batalhador povo. O futebol, é sem dúvida, o ópio do povo.
Na próxima edição da série, vamos abordar mais um pioneiro do futebol no Nordeste. Até lá!
Quarta-feira, 21 Outubro 09, 07:00 PM
Um jovem pernambucano e um sonho: estudar nas melhores universidades européias. E quem não quer, né? Pois isso aconteceu, nos idos do início do século passado.
Um rapazote, de nome Guilherme, mais precisamente Guilherme de Aquino Fonseca, foi à Inglaterra estudar e se formar. Lá, teve contato com uma modalidade esportiva que ainda engatinhava mas, que já mostrava que veio para ficar. No retorno, o jovem mancebo nordestino, fascinado pelo conhecimento adquirido e pelo esporte recém-criado, resolve levar a idéia de montar um "club de football".
Então, em 13 de maio de 1905, Guilherme, juntamente com a Associação de Empregados do Comércio Recifense, elaboraram os estatutos e fundaram o Sport Club do Recife, ou simplesmente Sport, como é conhecido por estas plagas brasileiras.
Nascia um dos maiores times de futebol do Nordeste deste país, primeiro representante da região a ser campeão nacional da primeira divisão e primeira equipe do Norte-Nordeste, a conquistar a Copa do Brasil.
O Sport, ou Leão da Ilha, como é carinhosamente chamado por sua torcida, tem uma rica e maravilhosa história de conquistas e superações.
Na sua fundação, ocorrida durante um lauto festejo da sua inauguração, toda a elite da capital compareceu para prestigiar, tendo inclusive, uma amistosa partida entre o Sport e o English Eleven.
Fatos curiosos marcam a trajetória do Leão. Em 1919, nasce o escudo que até hoje, é o seu símbolo maior. Tudo aconteceu quando naquele ano, o clube disputou a Taça Leão do Norte, um troféu de bronze francês, muito belo por sinal, e que foi conquistado após embates contra o combinado dos dois principais clubes do Pará, Remo e Paysandu. Por causa da conquista merecida, a torcida paraense inconformada, tentou reaver o estimado troféu e quebrou a cauda do leão que enfeitava a taça. Ao retornarem ao Recife, a diretoria providenciou um remendo que até hoje se mantém. Nascia o Leão que adorna o interior do escudo, em dourado com o monograma SCR.
Em 1935, a sede é adquirida num excelente endereço da capital. Trata-se da Chácara da Ilha do Retiro, que por sinal, dá nome ao seu estádio, que custou 53 contos de réis.
Falando na Ilha, o estádio, que foi a única sede nordestina na Copa de 50, foi inaugurado em 1937, num disputado amistoso contra seu maior rival, o Santa Cruz. O placar da peleja foi 6 a 5, para os rubro-negros. A quem interessar possa, o nome da praça esportiva foi derivado do fato de ter sido contruído sobre um aterro no terreno da Chácara que abrigava a primeira sede. A designação oficial do local é Adelmar Costa Carvalho, que presidiu o time nos títulos de 1955 e 1956.
Para quem não sabe, o Sport também foi pioneiro em excursões pelo Sul maravilha, chegando a disputar amistosos contra os grandes do Sul, de Minas e do eixo Rio-São Paulo. Os jornalista achavam que era suícidio. O resultado desta louca e ambiciosa aventura fora dos dominios pernambucanos? Em 17 jogos, venceu 11, empatou 2 e perdeu somente 4.
Nas décadas de 60 e inicio de 70, o Sport ficou em branco nas conquistas do Campeonato Pernambucano. Porém em 1975, o longo jejum acabava com um triunfo diante do Nautico por 1 a 0. pelo feito, aquela equipe ficou conhecida como Super-Time da Ilha.
Em 1978, uma decisão em 158 minutos, fez Pernambuco parar. Após a vitória por 1 a 0 no tempo normal, o Nautico levava a partida para a prorrogação. Empate e nova prorrogação. Outro empate e outra prrogação até que na quarta prorrogação consecutiva, o Sport vence o Nautico e leva a taça pra casa.
Na década de 80, a supremacia do Leão era absoluta. Ganhou 6 em 10 campeonatos estaduais e participou da sua primeira Libertadores, além de ser capa dos principais jornais e revistas do país com o título nacional.
A situação não mudou muito na década seguinte apesar da queda para a segunda divisão brasileira. Mas embalados por uma camapanha irretocável, a equipe leonina volta à elite no fim do ano de 1990.
Na década de 2000, novas conquistas estaduais e um novo rebaixamento nacional. Teve também, um vice campeonato regional, ao ser derrotado pelo Bahia por 3 a 1, em 2001. Mas a grande alegria dos primeiros anos da década, além do retorno ao primeiro escalão do futebol, foi a conquista de tirar o fôlego em 2006. Num sensacional embate com seu arquirrival Santa Cruz, que no tempo normal vencia por 1 a 0, o que provocou a decisão por penalidades. Nas cobranças de penaltis, tudo igual, após as defesas de Gustavo. 3 a 3 era o placar e durante as alternadas, Gilmar e Marco Antônio converteram. Neto, do Santa, perdeu a sua cobraça, muito bem defendida por Gustavo e Hamilton selou com o gol, o título rubro-negro.
SPORT CLUB DO RECIFE
DATA DE FUNDAÇÃO: 13/05/1905
CORES: vermelho, preto e dourado
TÍTULOS IMPORTANTES: 1 Campeonato Brasileiro Série A, em 1987;1 Campeonato Brasileiro Série B, em 1990; 1 Copa do Brasil, em 2008; 4 Copas do Nordeste, em 1968, 1970, 1994 e 2000; 38 Campeonatos Estaduais, em 1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1925, 1928, 1938, 1941, 1942, 1943, 1948, 1949, 1953, 1955, 1956, 1958, 1961, 1962, 1975, 1977, 1980, 1981, 1982, 1988, 1991, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 1999, 2000, 2003, 2006, 2007, 2008 e 2009.
ESTÁDIO/CAPACIDADE: Estádio Adelmar da Costa carvalho, Ilha do Retiro/35.000 pessoas
CURIOSIDADES: O Sport foi a primeira equipe do país a vencer o Colo-Colo/CHI, na Libertadores. outras façanhas do Leão:
Mais informações no site oficial do clube. Clique aqui.
Segunda-feira, 19 Outubro 09, 04:52 PM
Sete vitórias em sete jogos, com todas as partidas marcando três ou mais gols e sofrendo apenas dois em toda a competição. O Santos foi campeão da primeira edição da Copa Libertadores Feminina, com direito à artilharia de Cristiane, autora de 15 gols e que não jogou a final.
O torneio, que teve em Marta a principal passadora para gols, viu mais de 14 mil presentes em sua final, um público superior ao clássico Santos X Palmeiras, jogado pelo Campeonato Brasileiro. Além do que, o horário da partida foi de 11h.
O Santos Futebol Clube consegue um feito que ninguém mais alcançará: ser o primeiro campeão da Taça Libertadores nos dois gêneros. Na década de 1960 o masculino com Pelé, em 2009 o feminino de Marta.
Como não há muito que falar sobre a qualidade dessas meninas, principalmente quando comparadas em conjunto com qualquer outro time do torneio, fica a frase final de Marta. A melhor jogadora do mundo, escolhida por três anos seguidos pela Fifa, não para de relembrar a todos a importância de (um bem) maior apoio à modalidade no Brasil:
"A gente sabe jogar isso aqui [bola]. Futebol é coisa de mulher também".
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Em Maceió, tivemos no sábado a primeira partida das semifinais do Campeonato Alagoano de Futebol Feminino.
Cesmac e ECA se reencontram após a semifinal da Seletiva para a Copa do Brasil e empataram por dois a dois. Destaque para Marciana, do Eca, autora dos dois gols do seu time. Como o Cesmac se classificou em primeiro tem a vantagem do empate no sábado que vem.
Do outro lado, o Sóesporte venceu o Universal por 2 a 1 e está a um empate da final do Alagoano de Futebol Feminino. A equipe vencedora garante vaga para a Copa do Brasil da modalidade no ano que vem.
Anderson Santos
Terça-feira, 13 Outubro 09, 12:17 PM
A grande atração do jogo do Santos contra o Caracas não foi mais uma goleada santista, desta vez por onze a um, os cinco gols de Cristiane, a presença de uma jovem de quatorze anos no time venezuelano e outra de dezesseis no time brasileiro, ou o bom público de oito mil pessoas.
O foco da imprensa esteve boa parte do tempo no camarote ao lado do campo da Vila Belmiro. Era lá que estava Dona Tereza, a mãe de Marta, que pela primeira vez assistia num estádio a melhor jogadora do mundo. Oriunda do Sertão alagoano, Dona Tereza mostrou simplicidade na hora das entrevistas e o orgulho que tem da filha.
O Santos continua voando com a grande diferença em relação aos outros times, especialmente na estrutura oferecida. Enquanto isso os times do outro grupo joga num péssimo gramado no Guarujá.
Além da partida, outras coisas me chamaram a atenção em relação ao futebol feminino ao longo da última semana.
Primeiro, a imensa diferença entre os salários da primeira e da terceira melhor do mundo. Enquanto Mata receberá R$ 150 mil por mês, com direito a um carro neste período, Cristiane recebe míseros R$ 5mil mais o aluguel de um apartamento. Tudo bem que o salário para uma jogadora do nível da Marta é pequeno, mas o da Cristiane é "vergonhoso"; ela é melhor que a maioria dos centroavantes que conheço.
Outra descoberta foi a alteração do nome do campeonato europeu de futebol feminino, que passou a se chamar este ano também "Champions League", uma forma de mostrar que o interesse pela modalidade feminina pelo esporte pode estar crescendo no mundo.
Por último, que o time colombiano "Forma Íntimas" recebe este nome devido ao seu patrocinador, uma fábrica de roupas íntimas. Boa ideia para as empresas fabricantes de perfume e roupas femininas brasileiras.
No (amador) Campeonato alagoano de Futebol Feminino, Cesmac, ECA, Sóesporte e Universal se classificaram para o quadrangular final.
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Curiosidade também no futebol masculino alagoano. O Corinthians Alagoano conseguiu um fato que, ao menos para mim, é inédito: foi vice-campeão de todas as categorias.
Após ser vice do Alagoano profissional - cujo título ficou com o ASA -, perder as decisões do sub-15 e do sub-18 para o CSA, o clube-empresa perdeu a duas partidas na final do Alagoano sub-20, a última realizada no último domingo, quando perdeu para o CRB por dois a zero.
O destaque negativo da partida ficou para o atraso de mais de uma hora do jogo por falta de policiamento.
Anderson Santos
On Na Terra da rainha - Em tempo...