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Liga dos Campeões - Capítulo 2 - Real Madrid - Temporada 56/57

Quinta-feira, 06 Março 08, 10:12 PM


Real Madrid Campeão da Copa dos Campeões de 1956-57

Fase Qualificatória

AGF (Aarhus)             Den  OGC Nice                 Fra   1-1  1-5  2-6 - Primeira Partida em Copenhagen
FC Porto                 Por  Athletic Bilbao          Esp   1-2  2-3  3-5
RSC Anderlecht           Bel  Manchester United        Eng   0-2  0-10 0-12
Borussia Dortmund        FRG  CA Spora Luxembourg      Lux   4-3  1-2  5-5  [7-0]y
Dinamo Bucharest         Rom  Galatasaray              Tur   3-1  1-2  4-3
Slovan Bratislava        Tch  CWKS Warsaw              Pol   4-0  0-2  4-2 - playoff em Dortmund


Cabeças de Chave: Real Madrid, SK Rapid Vienna, Rangers, Honved, Rapid JC Heerlen, Red Star Belgrade),
CDNA (Sofia), Grasshopper-Club Zurich, AC Fiorentina, IFK Norrkoping

Primeira Rodada
Real Madrid              Esp  SK Rapid Vienna          Aut   4-2  1-3  5-5  [2-0] - Playoff em Madrid
Rangers                  Sco  OGC Nice                 Fra   2-1  1-2  3-3  [1-3] - Playoff em Paris
Athletic Bilbao          Esp  Honved                   Hun   3-2  3-3  6-5 - 2ª partida em Bruxelas
Manchester United        Eng  Borussia Dortmund        FRG   3-2  0-0  3-2
Rapid JC Heerlen         Ned  Red Star (Belgrade)      Yug   3-4  0-2  3-6 - 1ª partida em Kerkrade
CDNA (Sofia)             Bul  Dinamo Bucharest         Rom   8-1  2-3 10-4
Slovan Bratislava        Tch  Grasshopper-Club Zurich  Sui   1-0  0-2  1-2 - 2ª partida em Munique
AC Fiorentina            Ita  IFK Norrkoping           Swe   1-1  1-0  2-1 - 2ª partida em Roma


Quartas de Final

Real Madrid              Esp  OGC Nice                 Fra   3-0  3-2  6-2
Athletic Bilbao          Esp  Manchester United        Eng   5-3  0-3  5-6
Red Star (Belgrade)      Yug  CDNA (Sofia)             Bul   3-1  1-2  4-3
AC Fiorentina            Ita  Grasshopper-Club Zurich  Sui   3-1  2-2  5-3

Semi Finais

Real Madrid              Esp  Manchester United        Eng   3-1  2-2  5-3
Red Star (Belgrade)      Yug  AC Fiorentina            Ita   0-1  0-0  0-1


Final, Santiago Bernabeu, Madrid, 30 de maio de 1957, público 124000

Real Madrid              (0) 2  AC Fiorentina            (0) 0
70' 1-0  RM: Di Stéfano (pen)
76' 2-0  RM: Gento

Real Madrid (treinador José Villalonga)
    Alonso; Torres, Marquitos, Lesmes; Muñóz, Zárraga;
    Kopa, Mateos, Di Stéfano, Rial, Gento
AC Fiorentina (treinador Fulvio Bernardini)
    Sarti; Magnini, Orzan, Cervato; Scaramucci, Segato;
    Julinho, Gratton, Virgili, Montuori, Bizzarri
Arbitro: Horn (Holanda)

Fonte: RSSSF - www.rsssf.com

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Liga dos Campões - Capítulo 1 - Real Madrid: Temporada 55/56

Quinta-feira, 06 Março 08, 10:07 PM

Real Madrid Campeão da Copa dos Campeões de 1955-56

O primeiro jogo da história da Copa dos Campeões foi realizado na tarde de 4 de setembro de 1955, em Lisboa, quando o Sporting de Lisboa empatou em 3 x 3 com o Partizan Belgrado e o primeiro gol foi marcado por João Batista Martins do Sporting aos 14 minutos do primeiro tempo. Milus Milutinovic empataria no fim do primeiro tempo e viraria aos 5 do segundo. Quim Almeida empataria novamente aos 28 e João Martins, o pioneiro fecharia o placar do jogo aos 33 do segundo tempo. O melhor jogo da primeira fase ainda estaria por vir. Em Genebra, Miguel Muñoz, capitão do Real fez aos 29 do segundo tempo naquele que seria o início do domínio do time merengue pelas próximas 5 temporadas. O dinheiro e a visão do presidente do Real, Santiago Bernabeu deu ao clube madrilenho não só um estádio mas também a inveja da Europa e colocou sobre o mesmo teto um time que dominaria os primórdios da Copa dos Campeões. Com o ataque magnifico que o clube possuía, e sob a batuta de Jose Villalonga, eles eram capazes de camuflar alguns possíveis problemas defensivos que a equipe pudesse ter. Nenhuma defesa por si só seria capaz de estragar a magia de Alfredo di Stefano, Hector Rial e Francisco ‘Paco’ Gento, se eles estivessem em plena forma. Os suíços do Servertte ainda perderiam por 5-0 na partida de volta da primeira fase. Na esteira viria uma vitória de 4 x 0 sobre o Partizan Belgrado, seguida por uma assustadora vitória de 3 x 0 do Partizan Belgrado, onde os zagueiros Artienza, Marquitos e Lesmes teriam que se esforçar para tirar todas as bolas possíveis e garantir a classificação. Se contra os iugoslavos a classificação foi dura, o pior teste ainda estava por vir. Vinha da Lombardia na Itália e atendia pelo nome de Associazione Calcio Milan, ou simplesmente AC Milan. No outro lado da chave, os franceses do Stade de Reims, também chegaram chegaram nas semi-finais. Reims era o principal clube francês no começo da Copa dos Campeões e confiaram sua campanha ao talento local. Guiado pelo técnico Alberto Batteux, Reims era o campeão francês e da Copa Latina de 53, antes de voltar a vencer o campeonato em 55. A fonte de inspiração do time era ninguém menos que Raymond Kopa, um atacante sensacional cujo toque e visão catapultaram o Reims pelas 2 primeiras fases. Vencendo os dinamarqueses do Aahrus por 4-2 e fazendo 8-6 nos húngaros do Voros, os franceses chegaram às semi-finais para enfrentar o Hibernian. Apesar, de serem campeões escoceses de 50 e 53, eles não eram os atuais campeões. Foram convidados pois eram o único clube que tinha refletores para jogar uma competição disputada nas noites de meio de semana. O primeiro time britânico a participar da Copa dos Campões não teve problemas para vencer o Rot Weiss Essen por 5-1 no agregado e depois pelo Djurgårdens IF por 4-1. Mas Raymond Kopa e o time do Reims mostrariam ao Hibs que as coisas não eram assim tão fáceis. As partidas de ida mostraram 2 times decididos a passarem para a grande final. Reims derrotava o Hibernian por 1-0 com gol de Leblond até o final quando Biliard deu números finais ao placar de 2-0. Em Madrid o Real venceu por 4-2 naquilo que seria um resultado irreversível na segunda partida. O Reims venceria a segunda partida com gol de Glovacki, o sexto em seis jogos. Já o Real passaria a final mesmo com uma derrota de 2-1 no San Siro. Os 2 times que se enfrentaram na Copa Latina 1 ano antes no mesmo Parque dos Príncipes, estariam juntos novamente. E o Real esperava que o resultado de 2-0 se repetisse a seu favor. No dia 13 de junho de 1956, 38 mil espectadores, com uma renda de 20 mil libras, iriam ao Parque dos Principes para verem serem coroados os primeiros campeões europeus. Depois de 10 minutos, eles não tinham nenhuma dúvida que o time coroado seria o da preferência da maioria, o Reims. Depois de 6 minutos, Kopa cruzou para Labond que cabeceou e encobriu Alonso. O gol foi validado mesmo com a reclamação dos jogadores do Real de que a bola não teria ultrapassado a linha. E Templin aos 10 minutos amplia a liderança para 2-0. Di Stefano, em velocidade, colocaria o Real Madrid de novo no jogo. E antes de acabar o primeiro tempo, aos 30 minutos, Rial deixaria o jogo empatado em 2-2. Michel Hidalgo colocaria os franceses novamente na frente aos 17 e Marquitos empataria aos 22. Faltando 11 minutos para acabar o jogo, Rial faria 4-3 e poria o Real na frente pela primeira vez. Os franceses ainda colocariam uma bola na trave com Templin, mas no final a vitória foi mesmo do Real Madrid por 4-3. Durante a final, o Real Madrid conseguiu mostrar aos fãs de futebol sua força e a estrela de um mago como Di Stefano. A atuação do Real levou Raymond Kopa a proferir o seguinte comentário: “Depois do que eu vi eles fazerem nesse jogo, eu não sei por que eles precisam de mim. Eles são completos”. O troféu foi entregue a Miguel Muñoz, capitão do Real Madrid, pelo presidente da UEFA Ebbe Schwartz. A taça de campeão europeu estava nas mãos do Real Madrid e não sairia delas por um bom tempo. 

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A "Era do Créu"

Sexta-feira, 29 Fevereiro 08, 07:31 PM

Minha crônica de estréia no blog vai ser mais uma crônica antropológica e sociológica do que propriamente esportiva. Vimos desde o início do futebol no Brasil clubes e jogadores que marcaram a história da nossa sociedade tanto quanto marcaram a história do futebol. O Expresso da Vitória no Vasco da Gama. O Santos de Pelé. A Academia do Palmeiras. O Black Power de Paulo Cesar Caju. A Barba de Afonsinho. O Inter de Falcão & Figueroa. A Democracia Corintiana lutando pelas diretas já. O Flamengo de Zico dentre tantos outros. Times que marcaram nossas memórias não só pelas grandes jogadas, mas por que foram símbolos de uma era. Hoje o futebol brasileiro tem sido palco da discussão da nossa era. A "Era do Créu". A era de uma sociedade falida e com uma cultura de massa sem contra-cultura. Sem rebeldia. Sem crítica social. Onde cada um faz o que quer e ninguém tem nada com isso. Uma sociedade que cada vez mais joga o contrato social às favas em nome do benefício individual em detrimento do benefício coletivo. E isso se reflete no futebol. Discussões vazias em cima de quem é o detentor oficial dos direitos de execução de uma dança ridicula e que representa o que tem de mais grotesco já veiculado no nosso sempre combalido mainstream. As vezes saudades de de uma época que tinha jogadores com opinião e com personalidade. Hoje eles são raros. Rogério Ceni e Fernandão, não por acaso líderes dos times mais bem estruturados do país, são bons exemplos disso. Tenho dado ultimamente graças a Deus que moro nos Pampas, bem perto da milonga e do candomblé. E bem longe do Créu.  

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Postado por viniciusamsantos | Comentários (1)