Terça-feira, 20 Maio 08, 02:09 PM
Domingão me permito acordar depois das dez da manhã.
Me permito pegar um café, voltar para a cama e esperar Laurinha trazer o pastel da feira.
Fiquei zapeando a tv em busca de futebol tosqueira, mas a imagem estava horrível e resolvi jogar freecel no notebook.
De repente surge minha irmã salvadora do domingo e do resto da semana.
Explico: Eis em minhas mãos três cd´s recheados do mais fino e roots reggae.
Imediatamente coloco pra tocar e logo me levanto para, enquanto dou um trato na casa, dançar uma regueira para desopilar e carregar a alma com boas vibes. Uhu!
Desencano do jogo do meu amado Tricolor contra o suspiro lá na meiarena da baixada, afinal, é só o começo do Brasileirão e as quartas de final de Libertadores em andamento é MUITO mais importante.
Diante disto, vou em companhia do senhorito e de Laurinha assistir “Homem de Ferro”.
Saindo do cinema ligo pro mano: “E ai? Quanto terminou o jogo?”
“Empatamos em 1 a 1. Um penal não dado. Duas bolas na trave. O SPFC jogou muito mais no segundo tempo, molecada foi bem.”
Segunda-feira de trabalho. Saco dos cd´s e coloco pra tocar na minha máquina. Regueira comendo solta na orelha e na alma, pra encarar a área de impostos que me aporrinha há 14 anos.
Indo para casa sonho com a volta de Lugano enquanto leio o macunaímico “Estrela Solitária – Um brasileiro chamado Garrincha” do fabuloso Ruy Castro.
Entre sonhos, realidade e perturbação, a Roots Reggae Therapy é utilizada para amansar este coração tricolor.
A quarta-feira se aproxima e é necessário não morrer, afinal será a classificação ou a eliminação.
E vai Tribo de Jah pra dentro da mente.
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