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Sexta-feira, 26 Junho 09, 10:45 PM · Comentários(3)
Adulta, vivo um vida corrida. Trabalho de dia, trabalho de noite, filhos, pais, marido, amigos, eventos, grupo de estudo. É tanto compromisso que as lembranças acabam perdendo a importância, ou melhor, perdendo espaço para serem lembradas.
Mas a morte de Michael me resgatou do mundo adulto. Me tirou desse centro vicioso e entediante da rotina, me levou de volta ao início dos anos 80 quando vivi por uns anos em São José dos Campos. Minha infância/adolescência marcou um período de desinibição no que se referia a dança e encontrei na grande amiga Angela Christini de Campos (gostaria muito de reencontrá-la por isto destaco seu nome completo) a grande parceira das intermináveis horas em que passávamos "ensaiando" nossos passos ao som de Michael Jackson na sala de sua casa enquanto a galerinha assistia. Fazíamos sucesso nos "bailinhos" dos bairros próximos ou no matinê de domingo no Clube Vista Verde. Isso quando "abríamos uma exceção" e dançávamos no intervalo das aulas. Quanta saudade do "compromisso" com a dança e a perfeição que nos impunhamos na execução dos passinhos!
Quanta saudade das tarde nas vielas jogando bolinha de gude com a molecada e que geralmente saía briga por conta dos frequentes roubos de bolinhas. Quanta saudade dos domingos no campinho que já destaquei aqui. Quanta saudade das ruas, do jogo de taco, da queimada, do esconde-esconde, da piscina na casa da amiga "burga". Tudo sempre acompanhado de Thriller, Beat it, Billie Jean, P.Y.T...
O portador da trilha sonora dos meus dias nos anos 80, se foi. Inesperadamente, lamentavelmente. Felizmente por ter me acordado um pouco, por me colocar nos trilhos nestes dias que tem sido consideravelmente estorvantes. Vejo minha filha Laura acompanhando todas as notícias sobre a vida e a morte de Michael. Do seu rostinho e sorriso perfeito de menino negro e talentoso, portador de uma doce voz e de um swing contagiante até sua bizarra trasformação. Laura fica impressionada e comenta comigo: "Mas olha como ele era lindo quando era negro, mãe!". E dança ao som de "Don't Stop 'Till You Get Enough".
Estou gripada. Fortemente gripada. Não consigo sair da cama. É a rotina da vida adulta que me cansa deveras, que me põe doente, que me põe estressada e é a morte de um dos meus ídolos que me bota de pé. Tenho que me manter de pé e por que não, ao som swingadíssimo que Laurinha curtiu?
3 Comentários · Adicionar o seu
Até agora não acredito que Michael Jackson morreu. Nem curtia muito o som dele, mas mesmo assim sentirei falta, afinal, ele era rei no que fazia, atraia e emocionava milhões de admiradores espalhados pelo mundo. Essa morte de Michael Jackson é mais uma prova de que não somos nada. Ele morreu muito jovem e de repente. Quando a pessoa já está internada é muito mais esperado que o pior venha acontecer, mas ele morreu em casa.
Eu tomei um puta susto quando soube de boatos. Estava escutando a JP (êta velocidade IMBATÍVEL do rádio). Na hora caí pra trás. Não vou ser hipócrita de dizer que era uma grande fã, que amava suas músicas, pois não era. Até gostava bastante de algumas músicas. Estava falando com meu pai ontem, e as músicas boas do Michael foram as iniciais, depois nunca mais foi o mesmo.
Aliás, ele é um caso que comprova aquela máxima chata que todo mundo já ouviu: "dinheiro não trás felicidade". Ele morreu com uma porrada de dívidias, mas ganhou muita grana antes disso,a ponto de fazer um clipe de 5 minutos por 6 ou 7 milhões. Porém isso não lhe garantiu felicidade. Ele não teve infância. Tenho certa pena dele nesse aspecto.
Mas ele tinha um problema, acho até que de personalidade. Era capaz de acompanhar um menino atropelado sem que tivesse culpa ou jogar seu filho da janela...
O que não dá pra discutir é a grandeza do cara. Ele conseguiu travar o Google!!! Nem Obama conseguiu isso.
Uma pena, se foi um gênio da música.
Agora, foda não é ele morrer. Foda é o brasileiro. Ontem mesmo já recebi e-mail com piada do Michael. Que sacanagem, não respeitamos nem morto porra! E foda é a besta do Hugo Chávez, que declarou pesares, mas reclamou do tempo dado pro cara.
Porém nunca vi alguém ganhar tanto tempo na mídia. E merecido. Foi gênio...
Fikei assim quando soube da morte dele :
Tipo,minha mãe SEMPRE curtiu ele e isso me influenciou muito,assim como sua filha,sempre achei ele lindo como negro ,mas também achava ele lindo quando branco !
bjs;*