Segunda-feira, 14 Julho 08, 02:57 PM
Seis minutos de jogo e ouço gritos na casa dos meus pais.
Queimo minha língua, afinal é André Dias quem marca o gol. Sou obrigada a dar os parabéns ao beque, que estava muito bem colocado e sem marcação na pequena área palmeirense.
É, meu Tricolor abre o placar no Morumbi. Lembro que durante a semana encontrei o são paulino "guardador" de carros na minha rua. A cara dele após a derrota para o Náutico era de desalento e eu desconfiava de que o jogo era para o São Paulo, mas preferi me conter, afinal, não queria ser o Carlos Magno da vez.
Não, eu não tenho sangue de barata. Enquanto o Choque Rei rolava, eu lustrava os móveis da sala, ouvia o bom e velho rock'n'roll e arriscava uma olhadela na tv: São Paulo no ataque? Vamos ver a finalização. É o Palmeiras quem ataca? Zapeia! Zapeia!
Aumento o som para poder controlar os nervos, mas a ansiedade junto com a certeza de que é necessário acompanhar o jogo são mais fortes e, como boa doente, troco de som. Vamos ao rádio!
Parece doideira, mas ouvir jogo pelo rádio me fez bem e minha convicção da vitória era tão grande, que tomei como obrigação acompanhar o jogo. A certeza de que os três pontos seriam nossos era tão infalível, que mal me desesperei. Mas saliento: aquele instante - o ligar o rádio - me fez ter a certeza.
Agora vendo o vt, posso afirmar que a impressão que o rádio me passou, é exatamente o que eu imaginava estar acontecendo no estádio: só dava São Paulo. E como perdeu gol também! Finalizações sofríveis e as tentativas de chutes a gol de longe não passavam de chutes descordenados e desesperados.
Em compensação a marcação estava impecável e com dificuldade o time do Palmeiras conseguia alguma aproximação, que felizmente parava nos pés da defesa tricolor ou parou nas mãos de Rogério Ceni.
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Paradinha para ver o filme do Fluminense - vice da Libertadores 2008 e a festa da serpentina tricolor sobre a LDU.
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No segundo tempo o Palmeiras voltou melhor, mas não o suficiente para igualar o placar.
Não há o que se comentar sobre a posição de Kleber (WTF???).
O pênalti em cima de Quasegolberto é questionável.
E o São Paulo seguiu perdendo gols seja com a "velocidade" de Hugo, seja com a maledeta falta de pontaria tricolor.
Para minha tristeza, Borges sai com o cotovelo luxado e é desfalque por pelo menos três semanas. Logo ele! Por que não o Richarlysson? Por que tinha que ser o menino de ouro do ataque tricolor?
Luxisburguer tira Léo Lima e põe Lenny na tentativa de meter correria pra cima do São Paulo, o que não é boa idéia, afinal Martinez começou a sentir a coxa e não havia mais substituições a fazer.
A idéia então seria: JOGUEM EM CIMA DO MARTINEZ!
Mas não, não jogaram em cima do Martinez machucado.
Ansiosa por mais um gol para poder respirar aliviada, só pude me tranqüilizar quando Éder Luis (é, já falei mal dele, mas quem não falou?) substituiu Caigoberto e acertou um belo chute. A bola displicente ajeitada de pé esquerdo por Jorge Wagner não poderia ser melhor. Caso o grande Jorge tivesse dado o passe com o pé direito, a bola não teria quicado de leve e, quando quicou, sobrou no jeito para pegar o efeito necessário e ainda desviou no beque palmeirense que matou Marcos.
Nos acréscimos da etapa complementar, Rogério Ceni falha grotescamente e Jéci (que porra de nome é esse?) cabeceia para dentro da rede são paulina diminuindo a diferença no placar, mas aí já era tarde.
Na bola, meu Tricolor vence o Choque Rei.
Meu dia mundial do rock termina e eu vou dormir feliz.
Carlitos, adaptei o recadinho do AC/DC pra você: If you want gol, you've got it!
2 Comentários
Eu falei na dificuldade e não na impossibilidade da vitória. Mas tá certo, o SP fez por merecer os três, e eu queimei a lingua. Mas nada de mágoas comigo, viu?
Responder para carlosmagnofilho:
Imagine! Que mágoas?! É tiração de sarro mesmo Carlitos!
Relaxa!
=)
Mas que é DA HORA ver alguém queimando a língua é!
hauahauhauhauhauha
Bjo pra ti!