Sexta-feira, 02 Outubro 09, 07:40 PM
Segunda-feira, 17 Agosto 09, 09:06 PM
O Brasileirão teve sua última rodada do primeiro turno disputada no final de semana. Turno que nem campeão tem. Porque cinco times têm jogos a menos. Coisas do calendário brasileiro. Então sobra tempo para achar, especular, falar baboseira sem medo de ser feliz.
Contudo, já dá para fazer um prognóstico para o restante do campeonato. Com muito mais palpites do que certezas, obviamente. Mas futebol é assim mesmo. E se melhorar estraga.
Em tempos de Usain Bolt e seus nove segundos e pouco, não é todo mundo que repara na grande festa armada no mais importante campeonato de futebol nacional. Está tudo tão indefinido, que até mesmo o Cruzeiro, que está lá embaixo, pode ser convidado a subir mais na tabela. Mas, por favor, não se esqueçam de chamar o Mengão de Andrade para, quem sabe, uma Libertadores, porque os flamenguistas – e somente eles – acreditam que podem.
E times cariocas são diferenciados mesmo. Enquanto o Flamengo não sabe para que lado ir, o Botafogo e o Fluminense já sabem muito bem que vão brigar para não disputarem, novamente, a Série B. Aliás, já estão até falando que o Fluminense vai voltar para participar da festa de subida, já que não houve subida nenhuma, somente a festa do favorecimento promovida pela CBF.
Paremos de falar bobagens e vamos tratar de realidades. Ora, não existe maior realidade no momento do que a surrealidade dos jogos do São Paulo. Até os são-paulinos admitem que o impossível do ano passado possa virar reprise nesse ano. Além do Tricolor Paulista, Palmeiras, Atlético Mineiro e o Goiás estão na festa lá de cima da tabela. Mesmo com o Galo insistindo em sair pelas portas do fundo e descer vários degraus.
Agora, quem já está entrando pela porta da frente, com sua roupa de gala e querendo festejar, é o Inter. O Colorado andava triste, caído pelos cantos, após o vice-campeonato da Copa do Brasil, mas resolveu aparecer de surpresa. Resolveu, quem sabe, honrar o status de favorito. Isso tudo graças ao caos que é o nosso calendário. O Internacional está na festa, somente porque tem jogos a menos, com isso todos especulam. Talvez com duas derrotas o Inter caia. Ou então, com duas vitórias o time conquiste o simbólico título do primeiro turno. Tudo muito no condicional.
O que se pode prever, se é que pode falar em previsão, é que o Internacional vem. E vem pra conseguir alguma coisa. Mesmo que seja entrar pela porta da frente para, pouco depois, sair pela porta do fundo.
Terça-feira, 11 Agosto 09, 09:35 AM
Sábado, 08 Agosto 09, 09:17 AM
Saiu Gallo e entrou Comelli. Saiu Comelli e entrou Guedes. Mas não há jeito de Alexandres, Paulos e Sérgios mudarem nada. Principalmente no meio de uma competição tão importante, como é a Segundona. O que Sérgio Guedes pode fazer que Alexandre Gallo e Paulo Comelli já não tentaram? Como fazer um atacante que se apresenta acima do peso entrar em forma e render o suficiente para não ser dispensado? Joãozinho já foi. Nadson parece seguir o mesmo caminho. Antes deles já havia acontecido isso com Fábio Júnior e Marcelo Ramos. No Bahia, a história se repete com nomes diferentes e a mudança fica só na imaginação do sofrido torcedor tricolor.
Com tudo isso que ocorre no clube, não se pode esquecer, de nenhuma maneira, da diretoria. É um contrata e dispensa que assusta até times de terceira ou, até mesmo, quarta divisão. E o que falar de chamar um cara que mandou durante anos no seu maior rival para mandar no seu time? No mínimo estranho. E estranheza é o que não falta em Paulo Carneiro.
O pior de tudo é pensar que o Bahia não melhora com quedas. Não se assusta com tropeços. E o pensamento permanece, enquanto o time comemora a falta de títulos ano após ano. Se não acontecer mudanças que se comportem como tais, o Bahia pode não acabar, mas vai diminuir cada vez mais. Coisa que nem os torcedores do Vitória querem. Nem os torcedores do futebol brasileiro querem.
Afinal, todos querem saber mesmo é pra onde o Baêa vai. Porque ficar onde está cansa.
Segunda-feira, 03 Agosto 09, 06:15 PM
Domingo, 02 Agosto 09, 09:22 AM
Segunda-feira, 27 Julho 09, 06:20 PM
Domingo, 26 Julho 09, 09:13 AM
Segunda-feira, 16 Março 09, 07:18 PM
No futebol ainda romântico, o pioneiro foi o craque Pelé, que, após ter anunciado sua aposentadoria, viu uma oportunidade única de ganhar dinheiro e ainda deixar o seu nome mais forte. Com isso, Pelé foi em 1975 para o New York Cosmos, ou simplesmente, Cosmos. Uma tentativa de popularizar o “soccer” americano. Talvez tenha sido nesse exato momento que o futebol confundiu ou uniu lucro com esporte.
Os clubes de futebol brasileiros estão se profissionalizando cada vez mais, seguindo a linha dos grandes times europeus. Até os empresários estão se profissionalizando mais e fundando times que visam somente o lucro. Vender atletas ao exterior é a principal fonte de renda desses clubes. Claramente, um caso de exportação de produtos.
Há pouco tempo, os times mais populares do Brasil enxergaram uma forma de tentar lucrar utilizando suas marcas. Foi a criação da FlaTV e TimãoTV, que tinham projetos ambiciosos de arrecadação de dinheiro através da assinatura de torcedores. Há ainda o, bem sucedido, plano de sócio-torcedores do Internacional. A grandiosidade do futebol brasileiro, enfim, foi descoberta. Clubes passaram a utilizar outros meios para ganhar dinheiro.
Mais do que isso, a fim de combater os empresários, que investem dinheiro pesado no futebol apenas para terem lucro, os times passaram a valorizar mais seus atletas. Jovens jogadores que nem estrearam no futebol profissional têm salários exorbitantes e multas recisórias altas. Tudo isso para que o clube formador do atleta tenha lucro com sua venda.
Recentemente, o dinheiro pago pelas TVs que transmitem os jogos de futebol dos clubes brasileiros foi contestado e, seguidamente, reajustado. Os times de futebol, principalmente os mais populares, viram que dão muita audiência e que o valor pago anteriormente pelas TVs era ridículo. O futebol exigia e exige mais dinheiro, porque, de fato, gera muito mais dinheiro.
Seguindo ainda essa linha de marketing, o Corinthians fechou com o atleta Ronaldo, que não atuava há mais de um ano. Após o anúncio da contratação, a marca Corinthians apareceu em todo o mundo. Já era um sucesso. Se não bastasse isso, o Corinthians, ainda sem patrocinador, por estar visando um negócio com proporções gigantescas no nível do futebol brasileiro, fechou com três patrocinadores para somente um jogo, o clássico contra o Palmeiras. Por sorte ou não, Ronaldo fez o gol de empate do Corinthians nos acréscimos e, com isso, as três marcas que estamparam os uniformes do clube alvinegro foram veiculadas por todo o mundo. Um grande sucesso, principalmente para a empresa Visa, que lançou uma nova campanha publicitária após o jogo.
O futebol brasileiro está conhecendo a força que tem. As grandes empresas estão enxergando o futebol como grande investimento. E os valores, mesmo em época de crise, tendem a ficar mais altos. No entanto, muita gente vai na carona desse “novo” modo de pensar do futebol e irá se aproveitar disso. Talvez os clubes fortes fiquem mais fortes e os pequenos não consigam sobreviver. Tudo muito ambicioso.
Já foi o tempo que o futebol era campo, bola e pessoas que amavam aquilo tudo.
Domingo, 17 Agosto 08, 08:05 PM
Após o sufoco de sábado, o futebol masculino segue firme em busca de seu objetivo principal: o ouro olímpico. Mas o que o time de Dunga não contava era ter uma final antecipada com a Argentina. Nesta terça-feira, o duelo entre brasileiros e argentinos promete sacudir a capital chinesa.
A trajetória da Seleção Brasileira nas Olimpíadas começou antes mesmo do início dos Jogos Olímpicos. Alguns jogadores tidos como certos foram impedidos de disputar o torneio olímpico. Kaká e Robinho foram os principais jogadores a ficar de fora da disputa. O planejamento, se é que realmente houve algum, foi fraquíssimo. A seleção olímpica mal jogou. Os jogadores convocados se juntaram às pressas e disputaram dois amistosos contra adversários inexpressivos.
A CBF se mostra desinteressada com as Olimpíadas, o único torneio que o futebol nacional não conquistou. O principal interesse da Confederação Brasileira de Futebol é ressuscitar o futebol de Ronaldinho Gaúcho. Mas se engana quem pensa que esse interesse é puramente “futebolístico”. A Nike patrocina tanto a seleção brasileira quanto o craque brasileiro. Com isso, têm-se a impressão de que a convocação de Ronaldinho para a seleção olímpica foi exigência da marca de materiais esportivos.
Apesar da incompetência da CBF ser visível, o Brasil já está nas semifinais e tem grande chance de conquistar o ouro inédito. Evidentemente que o caminho do futebol masculino nas Olimpíadas foi fácil. Até mesmo a seleção de Camarões, que prometia dificultar as coisas, foi batida com uma relativa facilidade pelo futebol brasileiro.
O jogo contra a Argentina provavelmente será a final antecipada do torneio olímpico de futebol masculino. E se o Brasil ganhar estará muito perto da sua primeira medalha de ouro no futebol. Mas, depois de ver tanta incompetência e desinteresse pelo futebol de fato, vale a pena ganhar o ouro olímpico?
Não, eu não estou torcendo contra. Nunca torci contra o Brasil, principalmente num jogo contra a Argentina. Mas quem gosta de esporte tem que saber o que se passa na entidade que manda no futebol brasileiro. Tem que estar atento às manobras que a CBF utiliza para se manter forte.
“No futebol, o único apaixonado é o torcedor”. Essa frase retrata bem o momento do futebol, principalmente no Brasil. Quem disse isso foi o jornalista José Trajano, se eu não me engano. E ele está certo, infelizmente.
Rápidas e Certeiras
E deu Dragão: A Série C voltou a ser disputada para o futebol baiano. Após um longo período sem jogos, o Vitória da Conquista recebeu o Itabuna, que havia acabado de ser confirmado pelo STJD como o último integrante do grupo 20 da competição. O jogo entre os dois representantes baianos teve a surpreendente vitória do Itabuna por 3x2. Com a vitória, o Itabuna lidera o grupo juntamente com o ASA-AL, enquanto Vitória da Conquista e Confiança-SE são os últimos.
Ouro? Só a natação: Os Jogos Olímpicos teve dois importantes personagens para o esporte. Michael Phelps fez história na natação, quebrando todos os recordes possíveis para um atleta. E o brasileiro César Cielo fez bonito ao conquistar a única medalha de ouro do país nas Olimpíadas e a primeira medalha de ouro olímpica da natação brasileira.
On Rio 2016: Até que ponto isso é bom?