Direto de: http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/impressa/esportes/conteudo.phtml?tl=1&id=714550&tit=Coxa-ignora-norma-de-seguranca
Coritiba vendeu 2.930 ingressos a mais do que é permitido pelo Corpo de Bombeiros no jogo de sexta-feira, contra o Marília, no Couto Pereira. De acordo com o laudo de vistoria mais recente
realizado pela corporação (no dia 8 de agosto), o Alto da Glória está apto a receber 35.759 torcedores – o público pagante anunciado foi de 38.689, número que consta em inquérito interno aberto
ontem pela Polícia Militar.
Segundo o clube, a explicação da diferença está na abertura total do setor visitante para os coxas-brancas, já que nenhum fã do MAC esteve na partida. Os locais que estariam vazios no caso de uma
divisão de torcidas foram totalmente destinados aos anfitriões.
“A PM autorizou a retirada das paredes cegas”, alegou o presidente Giovani Gionédis. “Vendemos o que é possível sem a torcida adversária. Exatamente a capacidade do estádio, 37.400 pessoas”,
acrescentou o dirigente. Porém, só os pagantes passaram de 38 mil e a lotação informada no site oficial do clube (www.coritiba.com.br) é de 37.192 lugares.
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Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
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Placar eletrônico mostra o número de torcedores presentes ao Couto Pereira: possível excesso.
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A Polícia Militar nega a versão dada pela cúpula alviverde. Segundo o major Douglas Dabul, chefe do planejamento da PM, não houve nenhuma autorização para o “crescimento” do Couto antes do
duelo com o Marília.
“O que é feito no dia do jogo é uma vistoria por questão de limpeza e segurança. Nada com o aumento de capacidade que é responsabilidade única do Corpo de Bombeiros”, afirmou.
A posição da PM é reforçada pelo capitão Vladimir Donati, supervisor de vistorias dos bombeiros. “Não tenho conhecimento de nenhuma vistoria desde agosto. O Coritiba tem um estádio totalmente seguro
para receber 35.759 pessoas. Se quiser aumentar a capacidade precisa fazer uma revisão de projeto”, advertiu.
O público total na derrota coxa-branca por 3 a 2 para o Marília foi de 43.649 pessoas. Apesar de exceder em 7.890 pessoas ao número permitido pelas autoridades, há um atenuante. “Há uma tolerância
para pessoas que estão trabalhando”, revelou o capitão Donati. “Em um jogo grande como aquele há um grande número de profissionais da imprensa, policiais e vendedores”, disse Gionédis, sobre a
diferença de 4.960 pessoas entre o público pagante e o público total divulgados.
Vender mais ingressos do que a capacidade do estádio fere o artigo 23 do Estatuto do Torcedor.
No caso de uma denúncia, o clube pode ser penalizado com no mínimo seis meses de portões
fechados.
2 Comentários · Adicionar o seu
e eu não entendo uma coisa: público não pagante não conta pra lotação do estádio? ficou muito estranho isso.
é verdade. esse papinho pra boi dormir que "tem atenuante pras pessoas que estão trabalhando" não me desce. Ainda mais quando se trata de quase 5 mil pessoas. abs