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Alvi Negro, e com Libertadores - Diego Viñas

Sábado, 05 Dezembro 09, 10:05 AM

Pessoal, este é o primeiro texto do II Desafio OleOle de textos. O autor é Diego Viñas. Não deixe de mandar o seu!

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Miguel assistia pela segunda vez seu Corinthians do coração vencendo mais um Campeonato Paulista naquele ano de 1979. Após a maior parte da infância como alvo de piadas dos amiguinhos, aquele gol de Basílio dois anos antes traria a esperança de volta àquele pequeno alvinegro.

 
Só que por mais felicidade que o futebol levasse a Miguelito - como era conhecido - nada fazia mudar a difícil situação do casamento de seus pais. Brigas porque o pai, argentino, queria ouvir seu novo disco de bolero que tanto pastou em procurar no centro da cidade, enquanto que a mãe, paulistana nata, não podia perder o capítulo de Malu Mulher. E fazia sentido, porque nada mais próximo naquele clima do que acompanhar a trama de tapas e beijos de Malu e Pedro Henrique nas brihantes e 'choráveis' atuações de Regina Duarte e Dênis Carvalho.

Para o menino, nada podia ser melhor que o Corinthians campeão. Mas nada podia ser pior que ver seus pais brigando feio, quase avançando um no outro. Em tempos difíceis, a separação não era uma decisão tão comum. Mas foi inevitável. Mesmo assim, o descontrole afetivo dava lugar à sensatez familiar: o pai voltaria para a Argentina e levaria Miguel. Seria um tempo para ambos acertarem suas vidas e darem continuidade nas burocracias da separação. Longe de seu país, longe de seus amigos, longe do Corinthians e longe de sua mãe. Era o fim do mundo para Miguel.

 
O pai, coitado, fazia de tudo pra fazer com que tudo aquilo parecesse apenas um capítulo de uma história que terminaria feliz para sempre. Mas ali, a vida não era tão bela como foi para Roberto Benini, lembra? Miguel não tinha 4 ou 5 anos e sabia bem o que estava acontecendo. Só que a melhor ideia surgiria depois do anúncio na rádio local da final da Libertadores daquele ano entre Olimpia e Boca Juniors. Era só o que se falava pelas ruas de Buenos Aires. Foi batata! Miguel e seu pai sentados em frente à Tv. Boca Juniors Miguel já conhecia. Aliás, ele só via gente com aquela camisa azul e amarela - embora na TV fosse cinza e branco. E de repente o outro time, preto e branco, faz um, dois gols. Miguel não consegue entender. Imaginação de criança você sabe né? Enquanto o país chorava pela derrota, Miguel se deu ao trabalho de imaginar que cores de uniforme afinal tinha aquele time preto e branco. A pergunta foi tantas vezes feita a seu pai que não teve o que pensar. Uma semana depois, estavam os dois no La Bombonera assistindo a tudo ao vivo, ali, in loco!
 
Miguel e outras 65 mil pessoas lotaram o caldeirão argentino que cantavam como certa a virada do Boca. Mas a cada toque, chute na bola, defesa do goleiro, Miguel se apaixonava por aquele outro time que, de fato, era preto e branco, as mesmas cores do Corinthians. De onde veio mesmo? Paraguai? Eu nem sabia que paraguaio jogava bola! E que bolão jogam esses aí! Só pode ser a camisa! Claro! É o Corinthians paraguaio.
 
Foi assim que nasceu o amor de Miguel pelo Olimpia. Tão pé quente que o time seria campeão intercontinental no mesmo ano. Mas Miguel já estava de volta. Nem ficou sabendo na hora. Claro que corinthiano uma vez, sempre corinthiano, só que aqueles amigos que antes zoavam porque seu time não ganhava nada, agora nem podiam reclamar que não tinha Libertadores e mundial. Afinal, é Olimpia também, né não?!

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Postado por Lucastro | Comentários (1)

Presente de Natal - Mais um desafio no OleOle

Quarta-feira, 02 Dezembro 09, 08:52 PM

É issae povo! To atacada hoje! E como já tem um tempinho que lancei o desafio que foi vencido pelo Diogo Sorin, resolvi lançar mais um. Gostaria muito de ver mais gente participando. Então, bora mandar aquele puta texto sobre fut? Só que desta vez o tema não é livre. 
Procurando por camisas retrô legais na net da vida, encontrei a camisa do Olimpia de 1979. É o modelo usado pela equipe campeã da Libertadores daquele ano.
Coincidentemente, ou não, fui buscar um assunto para ser o tema deste desafio e fui no livro "As datas de futebol"  e consultei o dia 3 de dezembro.
E não é que no dia 3 de dezembro de 2002, o Olimpia perdia o Mundial Interclubes pro Real Madrid?
E como eu não gosto do Real Madrid, a escolha da camisa antes de ter esta informação, só ratificou minha escolha. Portanto, quem mandar o texto mais a pampa sobre a conquista da Libertadores de 79 pelo Olimpia, leva esta camisa aqui ó
 
Olimpia 1979

 
Lembrando que MauTargino, Mautex e Lucas Dantas não podem participar. Pra concorrer, tem que mandar o texto pra mim até o dia 13 de dezembro, via email e ser cadastrado no OleOle, claro!
Meu email: luciane.castro@gmail.com
 
 

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Postado por Lucastro | Comentários (16)

Missão dada é missão cumprida!

Domingo, 29 Março 09, 09:53 PM

Demorou mas consegui, depois de muito cobrar, fazer com que o vencedor do primeiro desafio do OleOle mandasse uma foto com o premio recebido.

Eis Diogo Sorin com a bela camisa do Yashin.

 

Valeu Diogo! Parabéns!

Diogo e o premio do desafioDiogo número 1
 
 

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Postado por Lucastro | Comentários (4)

E a retrô do Yashin vai para...

Terça-feira, 10 Fevereiro 09, 08:32 PM

para.....

para....

deixa eu conferir direito, só um instante....

 

 

Camisa Retrô - Clube Retrô

Bonita camisa não?

Diogo Sorin!

Aeeee Diogo!

Aguardo em meu email seu endereço e tamanho da camisa.

Parabéns!

Abraços e obrigada àqueles que participaram mandando o seu texto.

Confesso que esperava mais adesão, mas fica para a próxima.

Aproveitando: Acabou a vadiagem! Não serei mais tão frequente no OleOle. Não por falta de vontade, mas sim por falta de tempo.

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Postado por Lucastro | Comentários (9)

Um lance de cinema por Anderson do Alagoanos

Quarta-feira, 04 Fevereiro 09, 11:20 AM

Sábado à noite, temperatura agradável. Refletores jogando suas luzes em corpos já cansados. Já haviam passado vários minutos.

O time adversário vai inteiro para o ataque. Uma jogada bem trabalhada pode garantir o gol da vitória. Porém, qualquer passe errado pode gerar um contra-ataque fulminante.

Consigo roubar a bola. Olho para frente e vejo a alguns metros um jogador do meu time sozinho para receber a bola. Dou o passe em diagonal, do lado esquerdo da defesa para o meio, na direção do gol.

Este colega de time é jornalista cultural, escreve sobre cinema.

Neste momento, como espectadores de uma grande cena que viria a acontecer, todos param e só observam. Até mesmo porque ninguém aguentaria acompanhar a jogada.

Como Forrest Gump, ele correu, e correu, e correu. Todos surpresos pelo pique que ele dava. A terra subia, afinal de gramado só existiam algumas míseras gramas, a maior parte era terrão mesmo.

Faltando poucos metros para terminar o campo, todos passaram a acreditar que ele chegaria. Faria o gol que ninguém ali, nem mesmo se tivesse fôlego, faria.

A bola passa na frente dele. É o momento de colocar o pé. Só um mísero toque seria o suficiente para a pelota entrar. Parece que o mundo inteiro pára naqueles milésimos de segundo. O ápice do espetáculo aconteceria. E, no caso do futebol, o momento que vale um Oscar é o gol.

A dois metros de distância do gol, algo mais inusitado ainda acontece.

A bola passa. Ele não consegue tocá-la.

Além disso, devido à velocidade que vinha o corpo desequilibra e ele cai. Sua cabeça, sem querer, vai à direção da bola que passa raspando a trave, quer dizer, um dos cones que a representavam.

Com certeza seria o gol mais estranho que já vi de perto. Será que a bola ainda assim entraria?

Ela mais uma vez passa perto, segue um caminho entre sua cabeça e o cone. A bola não entrou.

Do que poderia ser o gol mais bonito do dia, e mais surpreendente também, só sobraram os comentários no “intervalo” e um grande arranhão no joelho do colega jornalista.

Agora podemos trocar a película, este filme não teve final feliz.

Por Anderson Santos

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Postado por Lucastro | Comentários (1)

Os Estaduais - Por Stebozza

Segunda-feira, 26 Janeiro 09, 06:27 AM

Ah, campeonatos estaduais. Os campeonatos mais divertidos do ano, e que alguns times precisam para sobreviver. Existem os amantes, os quais eu em incluo. Entretanto existem os torcedores que acham estaduais uma perda de tempo, que atrapalha a temporada. Esses são torcedores egoístas de times grandes.

 Pode ser que, para um Corinthians ou um Flamengo, seja mais um torneio qualquer, e esse sentimento pode afetar seus torcedores. Entretanto, e para um Mirassol?Para um Potiguar de currais Novos (RN)?

 E o que representam esses estaduais? São torneios que sustentam grandes clubes. Torneios de grande rivalidade. Que clube não quer ser soberano em seu Estado? Indispensáveis. Inesquecíveis. Fantásticos. Como definir os estaduais?

Ocorre que, gostem ou não, a grande graça dos estaduais são os clássicos. Então não há como criticar o regulamente dos últimos anos do Gaúchão, que não teve nenhum Gre-Nal.

 E também por isso que, apesar de aparentar ridículo, a fórmula do Carioca é fantástica. Além dos clássicos certos, várias fases decisivas (o único "porém" são três taças para um título...).

 Uma coisa ridícula em estaduais é o sistema de pontos corridos. Estadual não é para premiar o melhor, é para disputar, rivalizar. Ter mata-matas. Deixe a premiação para o melhor pro Brasileirão. O Paulistão vencido pelo Santos em pontos corridos foi muito chato, sem emoção. Por isso que até o campeonato brasiliense parou com pontos corridos e incluiu mata-matas.

 Mas o campeão de regulamente ridículo é do Roraimense de 2006. Oito clubes, jogam todos contra todos em turno e returno e ... OS OITO PASSAM PARA O AMTA-MATA. Um monte de jogo para porra nenhuma!

 -No Mineiro, 12 times jogam contra si em turno. Os dois piores caem, sobram 10. Dos dez oito passam para a segunda fase. Moleza para passar. Um Roraimense 2006 melhorado.

 -No Goiano,10 times divididos em dois grupos. Jogam dentro do grupo em dois turno e contra outro grupo em um terceiro. Depois de mil jogam, semis e final. (três turnos. Por que não dois?).

 -No Maranhense. 10 times divididos em dois grupos, e a merda começa aí: grupo da "capital" (A) e grupo do "interior" (B). Os três primeiros passam a uma semifinal, um gruão de sias times. O primeiro vai para a final do turno contra o vencedor entre segundo e terceiro. Os dois últimos ainda da primeira fase jogam entre si. Os dois primeiros vão para o returno e os dois últimos são rebaixados. No returno, oito clubes em turno e returno. Campeão do turno x campeão do returno é a final. Que confusão hein?

  -No Sul Mato-Grossense, 18 times jogam mil e cinco jogos. Passam 10 para a segunda fase, que se dividem em dois grupos. Os 4 primeiros (detalhe: independente do grupo) vão para um outro grupo. Dois primeiros na final.

  Agora questiono: por que que, ao invés de criarem regulamentos tão estranhos e confusos, os dirigentes do Brasil não se preocupam em fazer, partindo desse ano na série D, séries E, F e G? O Brasil tem muitos times com problemas financeiros justamente porque, depois dos estaduais, quem não está na série C (atual D) fecha as portas por um ano, só gastando e pagando, sem receitas.

 Na Inglaterra tem umas seis divisões. Por que não podemos ter mais aqui? Será melhor para todos: dirigentes, clubes e jogadores.

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Era - Diogo Sorin

Sábado, 24 Janeiro 09, 08:35 AM

Felizmente,

Sou de um tempo onde impedimento era não fazer gol.

Sou de um tempo onde a única regra era colocar a gorduchinha entre as traves.

Sou de um tempo onde padrões nem camisas eram utilizados para definir as equipes.

Sou de um tempo onde os pés descalços calejados acordavam a coruja com um côco

Sou de um tempo onde bicicletas pairavam sobre os gramados.

Sou de um tempo onde jogadores davam e viravam chocolates.

Sou de um tempo onde um negro imperou numa sociedade branca.

Sou de um tempo onde a Rua Javarí precisava apenas das pessoas para idealizar a sua mais bela obra de arte.

Sou de um tempo o qual presenciei um "ANJO" nos gramados.

Sou de um tempo o qual esse "ANJO" descia suas bênçãos nos adversários

Sou de um tempo o qual existia  um "ANJO DE PERNAS TORTAS".

Sou de um tempo onde o alvorecer entoado pela garganta de um galo encantava o mundo.

Sou de um tempo onde um mesmo beija-flor viajava pelo Brasil acariciando a mais bela flor encontrada.

Sou de um tempo onde fenômenos baixinhos faziam mais de 1500 gols.

Infelizmente,

Sou de um tempo onde o dinheiro e a ganância imperam.

Sou de um tempo onde o suor na camisa é preterido por lágrimas de crocodilo.

Sou de um tempo onde pedaladas magistrais mínguam para velotrol de criança.

Sou de um tempo onde filho do presidente na verdade é apelido de menino.

Sou de um tempo onde craques confundem-se com cracks

Sou de um tempo onde o chocolate GALAK faliu e abriu espaço pra concorrência.

Sou de um tempo onde Ulsain Bolt pode ser indicado à melhor do mundo pela FIFA.

Sou de um tempo onde os "sabiás daqui gorjeiam lá" e deixaram de cantar por aqui.

Sou de um tempo onde o PIB brasileiro cresceu, cresceu e a exportação nos deixou órfãos.

Sou de um tempo onde a urina e a negligência desabam estádios.

Sou de um tempo onde a seleção foi preterida pela Europa.

Sou de um tempo onde os únicos recordes atingíveis não são pela melhoria do futebol.

Ass: Charles Miller

PS: Hoje aprendi  com os brasileiros algo que eles chamam de neologismo. Estou em um lugar privilegiado e recebi uma notícia dos meus superiores da qual não contive o êxtase. PORRA! Os melhores tempos voltarão.

Postado por Diogo Sorin

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Postado por Lucastro | Comentários (8)

O imponderável e as ondas do Maracanã - Por Marcelo S. Teodoro

Sexta-feira, 16 Janeiro 09, 05:00 AM

Abrindo o Desafio, texto do blogueiro do OleOle marcelost.

(Crônica sobre a eliminação do São Paulo na Libertadores 2008 - apesar do hexa, a lástima tricolor do ano passado) 

No último 21 de maio, caminhando pelas alamedas do parque Ibirapuera onde o sol estourava tudo de verde ao meu lado, eu fixava o olhar mais a frente exatamente dentro do nada absoluto... ainda escutava bem nítido, atordoado, o som das ondas do Maracanã.

O imponderável no futebol é um sorriso safado de menina que nos faz andar por léguas sem sentir as bolhas nas solas dos pés. Ele pede a nossa calma e, sem pensar, a concedemos em sacrifício. Mais tarde perdemos o chão, a paciência com a esposa, com os filhos, com o cão, as plantas. E enfim somos dele, como títeres. Pois o imponderável vestiu-se, na noite anterior ao dia da ascensão de Cristo, de Fluminense x São Paulo.

Não sei e nunca saberei quem foi que evocou as ressacas de toda a costa do Rio de Janeiro para as arquibancadas do Maracanã, naquela noite enorme; se o “fio de esperança” Telê-jogador ou mesmo o desesperançado Nelson Rodrigues (que, pensando bem, talvez tivesse assistido ao jogo como sempre viu o mundo – pelo buraco da fechadura). Não sei. Mas quando as ondas avançaram no último minuto de jogo orquestradas num coro tétrico por algum maestro do imponderável, fechei os olhos, bem fechados.

 

E só voltei a abri-los enquanto caminhava perdido pelas alamedas do Ibirapuera, tentando terminar o jogo de outra forma, dentro de mim, olhando sempre fixamente para o nada a minha frente.

Por Marcelo Saldanha Teodoro

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Postado por Lucastro | Comentários (1)

Desafio: não deixem para última hora

Segunda-feira, 12 Janeiro 09, 06:06 PM

To blogando direto do Dedobol para lembrar aos amigos blogueiros do site que a pressa é inimiga da perfeição, portanto, MANDEM LOGO SEUS TEXTOS!

Assim não fica ruim pra ninguém!

Lembrando que os textos devem ficar expostos pra apreciação do público também.

O email para receber os textos: luciane.castro@gmail.com

Por favor, coloquem suas identificações de membros OleOle, afinal, eu não conheço o email de todo mundo.

E pra atiçar, a camisa está aqui, esperando!

Camisa Retrô - Clube Retrô

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Postado por Lucastro | Comentários (0)