Terça-feira, 15 Julho 08, 06:46 PM
Na boa, é tão ruim assim aceitar que o Flamengo é o líder? Parece um crime isso. As recalcadas da vida não aceitam que o time possa ter sido, até o momento, melhor do que os demais. Sempre arrumam "poréns" e "senãos" ao invés de reconhecer que o time tem sido eficiente onde precisa ser, dentro de campo.
As matronas mais excitadas sempre repetem o discurso de "o clube está falido e há pouco tempo lutava para não cair". Ora bolas, qual clube brasileiro não está na beira do abismo? Alguns podem estar uns passos atrás, mas o cenário geral é de terra arrasada nos quatro cantos do país.
Se o Flamengo disputava para não cair, não pode ter melhorado? Na lógica pequeno-bairrista, o Palmeiras pode ter disputado a segunda divisão há menos de 10 anos, ter passado mais de 20 sem ganhar porra nenhuma, mas hoje tem o direito de ser líder e ter o melhor time, é isso? O "pavoroso Galo mineiro" (TINHORÃO, Oswaldo) é outro time que pode ser o líder e ter a campanha dos sonhos, mesmo que tenha também passado pelo inferno e sua maior glória se reduza a "campeão do gelo". E aí vão na toada Grêmio, Fluminense e Botafogo. Só o Flamengo não pode.
Tem gente apavorada com a possibilidade do Flamengo ser campeão brasileiro. Em sua cegueira raivosa, preferem se ater à esquemas esdrúxulos e criar teorias de manipulação da CBF. Pois é, a Casa
Bandida do Futebol, que não reconhece o título de 87, agora quer que o Flamengo seja campeão para entregar a taça de bolinhas que o São Paulo tanto deseja e falou mil vezes que receberia, mas
está até hoje esperando o tal jogo comemorativo. Está tudo esquematizado. E as escapadas da segunda-divisão também fizeram parte desse processo.
Ah, façam-me o favor. Aceitem o fato que o Flamengo pode ganhar um título sem ajuda de arbitragem, sem tabela a favor ou coisas semelhantes. O Vasco ganhou o estadual de 98 por desistência dos demais grandes (capitaneada pelo Kléber Leite), dada que a tabela era escandalosamente a favor do time do Eurico. E a favor ou contra, os times todos se enfrentam e só é campeão quem vence mais no final.
Ou isso ou estamos diante da confirmação de um fato que o Gustones aponta em sua Jihad: o Flamengo é maior e por isso tem a ajuda da CBF. Afinal, o Flamengo é essencial. O resto é sobra da feira.
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Ao que parece, todos erramos na hora de chutar o valor da venda do Renato Augusto. Na verdade, ele saiu por 150 bilhões de euros. Basta ver que Kléber Leite já anunciou, só com essa grana, a permanência do Íbson, 50% de Marcinho, aumento salarial de 30% e mais dois anos de contrato pro Caio Jr, além de falar que vai trazer dois meias de Seleção, um atacante, construir o CT, erguer um estádio para 200 mil pessoas, adquirir os imóveis ao redor da Lagoa para ampliar a sede, comprar o Google e montar uma estação espacial para treinar a equipe para o Campeonato Espacial de 2009. Afinal, como diz a diretoria, o Flamengo é cósmico. Tudo isso, segundo Kléber Leite, com a grana da venda do Renato Augusto. E ainda sobra troco.
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Frase de PVC:
"O Flamengo tem trabalhado para se transformar no melhor time do país há dois anos. Trabalho lento e em silêncio".
Oportunismo pouco é bobagem. O mesmo PVC escreveu no ano passado que o time era apenas bom, e há dois anos vaticinou que os jogadores era refugos de outros clubes, citando como exemplo Léo Moura e Juan. Não só ele, como muitos jornalistas que hoje aproveitam o momento para dizer que o Flamengo é favorito.
Não, o time não foi formado assim. Em 2005, o Flamengo havia acabado de fugir de mais um rebaixamento, aquele com o Joel e o Ramirez. Aquele que o Kléber Leite prometeu que ajudaria e depois cairia fora. Naquela ocasião, o clube era refém do Eduardo Uram (hoje ainda o é) e não tinha dinheiro para pagar a conta de água.
Precisavam de jogadores para 2006, arrumaram alguns e mantiveram outros. Em 2006 conquistaram a Copa do Brasil numa final contra o Vasco, mais falido ainda, onde o ataque era o gordo Obina e o obeso Luizão.
Daí em diante, o único reforço da conquista até 2007 foi Juninho Paulista, que saiu banido do clube após o fiasco na Libertadores 2007 e ainda perderam Renato, principal referência da equipe. Lembro também que Ney Franco havia escalado uma cacetada de jogadores da república do pão-de-queijo, que hoje não tem nenhum na Gávea. Ou seja, mudou bastante em 2007.
No meio do ano o time mudou, mas não para a temporada e sim para fugir do rebaixamento. Trouxe Roger, Íbson, Jonatas e Fábio Luciano. Os três primeiros com contrato curto e o último nas últimas da carreira. Jonatas sequer tem jogado.
Era um time na zona de rebaixamento e ninguém, repito, ninguém, acreditava que chegaria na Libertadores. Chegou. Sim. Reforçou? Não. E já mudou de treinador de novo.
Íbson, refugo do Porto. Roger (que já foi) e Bruno, do Curintia. Jonatas, do Espanyol. Fábio Luciano encerrando a carreira. Léo Moura sem clube e Juan abandonado pelo Flu. Kléberson sem jogar há um ano. Chegamos à conclusão que todos os clubes são burros e só o Kléber Leite é fodão e viu nesse pessoal a garantia do nosso futuro. Merece até filme em Hollywood. Montaram um time de refugos que comprou a filosofia do Joel e funcionou.
Não me venham com essa de time montado criteriosamente. Como sempre, esse Flamengo foi montado aos trancos e barrancos. Nunca teve dinheiro e sempre foi pensado para durar seis meses, no máximo um ano. Acontece que os JOGADORES (e a comissão técnica, claro) estão afim. Eles querem ganhar e finalmente entenderam que não tem ninguém muito melhor por aí. Mas planejamento? Time montado criteriosamente? Pra cima de mim, não.
Esse texto, e muitos outros, você lê no meu blog http://lucasdantas.com. Passa lá. É 0800.
Sexta-feira, 27 Junho 08, 03:27 PM
Quinta-feira, 26 Junho 08, 09:24 PM
Tem gente que ainda não acredita que eu tenha arrumado outras coisas para fazer enquanto o Flamengo joga o Brasileirão. Mas é verdade. Não vi uma partida sequer do time e pretendo me manter assim. Por que? Protesto. Saí de férias de Flamengo e quando eu saio de férias, saio mesmo, não é da boca para fora.
Meu protesto não é contra o time, caguei pros jogadores, mas contra os caras que comandam esse time. É impressionante que o Flamengo não consiga dar uma boa notícia em sua administração. Por anos eu venho dizendo que a diferença entre Flamengo e Vasco está (além da óbvia galeria de troféus rubro-negra contra a estante da Casas Bahia vascaína) apenas na ausência de ditadura na Gávea. Ambos clubes são administrados de forma arcaica e saudosista, achando que o amadorismo e a camisa resolvem tudo. Não à toa, o Flamengo só ganha estadual e o Vasco nem isso, porque existe o Flamengo. Mas tudo está prestes a mudar.
Confirmando a eleição de Roberto Dinamite, o Vasco sairá da lama pois os investimentos entrarão como as caravelas em nossas águas lá em 1500. O Botafogo já entrou noutra mentalidade e se tivesse torcida para consumir seus produtos poderia conseguir bem mais. O Flor, bem, o Flor está na final da Libertadores e por mais que alguns acreditem que dá para secar equatoriano, eu acho que elas serão campeãs. Graças a uma parceria que se manteve por anos ao invés de acabar na primeira derrota, como é praxe lá pelas bandas da Gávea.
Com isso, o Flamengo será o único medieval entre os cariocas. É o único clube que rasga contrato de patrocínio com a Nike para assinar com outros de forma arbitrária e acha que vai ficar por isso mesmo. Enquanto o tempo passa, vai jogando com uma camisa ??? que não rende nada ao clube. Mais uma atitude de marketing muito bem pensada como o Luizão com a camisa 111 representando seu peso real na ocasião. É o único que ainda pensa que torcida resolve tudo e que a camisa joga sozinha. Duvidam? Aguardem. Não vai demorar muito.
Eu já estava me acostumando com a idéia de nem sequer falar de Flamengo, mas aí eu vejo essa imagem aí embaixo.
Observem que a camisa utilizada é a branca. Mostrei para três leigas aqui no trabalho e NENHUMA identificou com sendo a do Flamengo. A homenagem é pro Papa, mas o nome PETROBRAS aparece com muito mais destaque do que qualquer coisa. O pateta do Marcio Braga nem sequer para levar um modelo rubro-negro. E ainda leva a camisa feita por quem? Pela Nike, claro.
Enquanto isso, os salários na Gávea estão atrasados para jogadores e funcionários. Isso porque esse mesmo Marcio Braga dizia, em 2004, que com as cotas da Petrobras em dia o Flamengo não teria mais problemas de salários. Também porque dizia que com a Timemamata o clube sairia do buraco. Além de várias outras asneiras que não vale mencionar. E nem vou lembrar o fator pessoal que me atingiu no final do ano passado. Tem gente que não entende, mas isso me machucou pra caralho.
É uma administração arcaica, retrógrada e pequena que não condiz com a história do Flamengo. Apenas ganhou uma Copa do Brasil porque a final foi contra o Vasco, eterno freguês e um clube que consegue ser pior administrado.
Esse é o meu protesto. Eu não compro ingresso de cambista, não importa o jogo, porque não concordo com essa palhaçada e o tratamento dado aos torcedores. Não compro a camisa da Nike porque não consigo ver o Manto sendo tratado como macacão de fórmula-1 e o clube recebendo tão pouco por isso. E não vejo o time jogando porque tenho certeza que em caso de sucesso, virá a reboque toda essa diretoria dizendo que foi fruto de planejamento, de um trabalho sério e profissionalismo. E a imprensa compra para fazer a alegria da torcida.
Torço pelo sucesso do time, mas não consigo ver essas pessoas lá. Se estou certo ou não, o futuro dirá. Se minha atitude é correta ou coisa de criança, sei lá, mas é a única forma de protestar que tenho agora. Existem outras maneiras, mas para garantir seu sucesso no futuro eu não posso mencionar agora. Eu tentei separar as coisas, mas não consegui. Sempre aparece alguém dessa cambada para atrapalhar.
Este e outros textos você encontra também no lucasdantas.com. Passa lá. É rapidim, não machuca e ainda sai de graça.
Quinta-feira, 05 Junho 08, 07:53 PM
Tabelinha boa, essa que fizeram pro Flamengo, não? Achava que era apenas um fato isolado. Aí eu vejo isso aqui. http://www.cbfcamp.com.br/
Procurem uma logo conhecida ali embaixo. Começa com "K". É, isso mesmo. A empresa do vice-dono do Flamengo.
E a CBF, que diz que o tal Sport é o campeão de 87, até agora não deu um pio sobre a Taça de Pompoarismo e aquele campeonato. E foi quem criou essa tabela.
É coincidência? São apenas negócios? Ou nada além de uma neura minha?
Vocês me digam. E entendam porque prefiro ficar longe desse Flamengo aí.
Domingo, 25 Maio 08, 09:05 PM
O Gustavo já discorreu com bastante propriedade sobre o assunto e eu nem precisava me delongar. Vê se eu vou perder meu tempo participando de torcida escrota para torcer pelo fracasso alheio. Quero mais que o Flu se dane e também o Boca, o São Paulo, o Ganha-nada e o pessoal da pocilga.
E, atualmente, o Flamengo.
Não vi nenhum dos 3 jogos até agora. Em todos eu arrumei o que fazer, o que foi bem melhor. Não que eu tenha me esforçado em procurar outras atividades, elas simplesmente apareceram. estavam sempre ali, mas eu nunca havia percebido. E vocês não têm noção de como me sinto bem com isso. Deixa eu ilustrar a situação.
Em 2003, o Metallica estava programado para tocar no Rio. Minha banda preferida num show que seria em lugar fechado e próximo ao público. Provavelmente seria o melhor de todos que teria visto. A duas semanas da apresentação os caras cancelaram alegando cansaço, só que, menos de 10 dias depois, estavam tocando todos serelepes no Japão.
Ali nasceu um bloqueio em mim. Por um ano, sem brincadeira, eu não consegui mais ver, ouvir ou ler qualquer coisa sobre o grupo. A simples menção do nome me dava enjôo e ganhei uma raiva fenomenal dos caras. Nesse período, eu fui alternando momentos de ódio e desprezo pelo Metallica, mas fui acalmando com o tempo. Precisei de um ano para ver o documentário Some Kind of Monster e finalmente ouvir alguma coisa deles. Naquele momento eu descobri que havia limpado minha cabeça e a alma a respeito de Metallica e estava pronto para gostar da banda novamente, só que de um jeito diferente. Ouvia as músicas quando estivessem tocando, lia as notícias quando surgissem na frente e minha vida seguia. Não era mais fã e não sou mais. Apenas gosto.
E acho que é isso que está acontecendo com o Flamengo. Eu acho que já fiz demais pelo clube, mas aquela vergonha recente me deu uma luz, um baque, um tapa na cara que me acordou. Aí eu pergunto: pra quê? Vale a pena tudo isso? Por favor, não entendam que eu quero dizer para vocês "abandonem seus times", isso é um sentimento meu e só.
Eu preciso limpar a alma e a mente a respeito disso. Não corro mais para ver as notícias, estou pouco me lixando pras escalações, quem vai jogar ou não, pros jogos. E vou dizer que é difícil escrever isso, mas estou me sentindo aliviado até. Preciso desse tempo de Flamengo, de Kléber Leite, de mentiras da diretoria, das sequenciais besteiras que o pessoal lá de dentro faz e sempre citam os outros para limpar a merda da própria bunda. Na boa, cansei. Mas cansei mesmo. Não é da boca para fora.
Não minto para mim ou para qualquer pessoa dizendo que não verei nunca mais. Claro que voltarei a torcer. Mas preciso de um tempo para desopilar. Talvez fazer como meu pai que abandonou o futebol-apaixonado em 1982 quando viu aquela seleção perder e adotou o sistema do futebol diversão dali em diante. Ele é Flamengo, mas se o time perde ou ganha ele encara com a mesma importância de uma reunião para síndico. Faz lá um comentário singelo e acabou. Prefere lembrar do passado que lhe dava alegrias.
Talvez seja essa a solução. Talvez eu deva aprender a torcer como os antigos romanos. Não importa quem o leão vai comer, eu quero ver sangue. Sei que o futebol traz felicidade e tristeza, mas eu posso escolher. Entre ficar na boa, sair com meus cachorros, tocar com minha banda e passear com minha mulher ou ficar em casa xingando a televisão e depois discutindo coias que nenhuma das pessoas naquele clube irá ter a mínima consideração por se considerarem tão superiores, eu prefiro a primeira opção. E vou me dar esse tempo do Flamengo até que eu ache que o tempo passou e que a decepção morreu. Aí eu paro e vejo um jogo ou abro um jornal.
Tchau aí, vou-me. E esse blog vai junto. Já avisei pra tatuagem no meu braço "abre o olho".
Segunda-feira, 19 Maio 08, 02:57 PM
Quinta-feira, 15 Maio 08, 08:14 PM
Querido diário,...não! Querido não porque querido é coisa de tricolor.
Prezado diário,
Começo hoje a escrever aqui minhas impressões enquanto estudo para ser treinador de Quadribol na escola de Flagwarts. Estou substituindo um aluno experiente e as pessoas me acham "o escolhido". Não sei para quê. Será que fui escolhido para aguentar o rojão desse time que todo mundo gosta mas vive de história? Será que me escolheram porque eu não sei fazer mágicas especiais de controle de jogadores e aqui eles não queriam nenhum ditador? Não sei. O que sei é que acabou a era da prancheta e começou a da varinha mágica.
Já passei alguns dias aqui e já tivemos até nosso primeiro jogo, mas ninguém foi ver, snif. Sinto falta dos meus pais e amigos lá em casa, mas esse período de aprendizado é importante para minha carreira de treinador. O que já me passaram é que a escola de Griflanória deverá sempre terminar na frente das rivais Florvinal, Ganha-Nada e Vicerina. Devo repetir o mesmo resultado ou conseguir conquistar a Taça de Ouro pela sexta vez para a escola. O problema é que até agora eu só vi bolas, mas nenhum pomo-de-ouro. Marcius Dumbragadore deve estar guardando para o momento propício.
O pessoal me recebeu bem. Severo Leite foi quem pediu minha contratação, mas tenho sempre a impressão que estou sendo observado por ele como se fosse um intruso. Já me disseram para ficar sempre atento pois ele tem a fama de proteger e depois dispensar alunos com se preocupar com nada, nem mesmo com pagamentos.Mas eu tenho certeza que serei bem-sucedido. E já comecei bem.
Numa equipe de quadribol temos que ter à disposição um monte de jogadores. Por isso que ontem eu coloquei só os reservas para treinar. Mas tenho que ficar esperto. Alguns jogadores podem possuir dons especiais como o Ronaldo Angelim que desvendou meu truque e percebeu que um time tinha um jogador a mais. Eu tenho que fazer essa mágica durar pelos 90 minutos.
Mas já consegui soltar alguns encantamentos por aí. Lancei uma tendius bichadus no Souza e me livrei de ter que barrar o atacante-que-não-marca. Engraçado que ninguém suspeitou de nada e acham que foi uma dor mesmo.
Bom, vou ficando por aqui. Alguns amigos meus me chamaram para estudar umas poções e pretendo aprender coisas novas para o próximo jogo. Meu primeiro ano aqui em Flagwarts promete.
Quinta-feira, 15 Maio 08, 02:42 AM
Um bruxinho aprontando mil e uma confusões com uma turminha da pesada.
Em breve, num blog perto de você.
Terça-feira, 13 Maio 08, 05:23 PM
Segunda-feira, 12 Maio 08, 03:28 PM
Levanta, sacode a poeira... Já dizia o outro. A tragédia aconteceu e o Flamengo se humilhou, mas agora é seguir em frente. Passei a última semana realmente irritado com o ocorrido, mas consegui chegar àquele estágio que muitos esperam alcançar, o da indiferença.
Não escrevo isso porque estou de bode, tampouco porque mandei algumas pessoas praquele lugar ao longo dos últimos dias, mas porque finalmente entendi qual a minha relação nessa história. Eu, como todos os torcedores, sou a mulher de malandro. Apanha, apanha, apanha e lá estamos para venerar o macho novamente. Só que uma hora cansa. E eu cansei. Não é da boca pra fora. O que eu falo e escrevo, eu cumpro. Não sou do tipo que fala "não quero mais saber, não quero mais ver" e na primeira vitória já cresce pra cima dos outros esquecendo o que disse.
Mas cansei porque não tenho culpa do que aconteceu, mas sou quem paga a conta. Eu não escalei o time, não montei a equipe, não organizei a festa e não atrasei pagamentos. No papel de torcedor eu fui comprado e vivi a mentira. Depois de tantas porradas, chega. Não vi o jogo ontem com a atenção que merecia, não sei se verei domingo que vem e não fico procurando as notícias. Tá, tudo bem que um dia pode mudar, mas a sensação é essa. Na boa, caguei pro Flamengo. Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas hoje a minha sensação é essa. Lembrem disso se daqui alguns meses resolverem me encher o saco dizendo que mudei de opinião.
Ganhou ontem? De um time reserva e juvenil? É mesmo? Que bom. Que siga seu caminho na competição e consiga um bom resultado no final. É a obrigação da equipe, do clube. Mas aí eu recebo por msn uma mensagem dando conta que o Bruno disse que a vitória apagava o vexame. Ou o Marcinho que falou "o passado é passado e temos que pensar no futuro". É por isso que não vence o futuro. Não se esquece o passado. Ele aconteceu, você não pode mudar, mas pode aprender. Tentando esquecer, está apenas fugindo da responsabilidade.
O Flamengo conquistou 3 pontos. Bom pra ele. E jogaram sem torcida, como deveria ser até o fim do ano. Mas já tem gente dizendo que o time se recuperou, que tudo é história e que o time agora é outro. Não muda o disco.
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O Fluminense do humilde Renato Gaúcho empatou com o pavoroso Galo mineiro. Um bando de moleque de Xerém conseguiu um 0x0 no Mineirão e hoje volta pro Rio com pontinho na mala. Engraçada essa coisa de poupar jogadores. O time viajará para São Paulo, logo ali (ou aqui) e desde que o mundo é mundo que o futebol é disputado às quartas e domingos. Mas o Renato gosta disso. Pra ele, o time titular joga apenas uma vez por semana, seja disputando Libertadores, vaga para Sul Americana ou Estadual. Depois reclama. Claro, ele nunca está errado.
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O Vasco também pegou um time mesclado. E apanhou. O Inter nem precisava misturar a equipe para vencer o fraco Vasco. Mas Abel, outro entusiasta da priorização, achou que o Sport é merecedor de todos os cuidados. Antes que venham aqui rugir que o "Léão do Nordeste" vai calar minha boca, eu só pergunto: Se o jogo de quarta fosse de Brasileiro, o Abel teria poupado ontem? Precisa mesmo segurar meio-time prum confronto que ocorre todos os anos? E o Vasco tomou. Mas sem drama. Recupera na frente.
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Não vi o Botafogo. Tenho asco do Botafogo. Quero que o Botafogo exploda. E que os bebês chorões fiquem comemorando os méritos dos outros. Vão fundo nessa filosofia. Time de merda, torcida de merda.
"Fomos roubados. Se fosse o Botafogo, o Cuca estaria aqui chorando".
Romerito matou a pau.
On Com cara de bunda (ou o Brasil não sabe perder)