Quarta-feira, 21 Janeiro 09, 12:27 PM
Eu fico puto quando dizem que não posso cornetar meu time. Ficam repetindo que devo apoiar, apoiar e apoiar. Pra que? Já não tem um milhão de pessoas que apóiam no estádio? Eu torço, mas apoiar um bando de sacripanta que finge que corre atrás da bola? As pessoas torcem pro Brasil dar certo, mas não apóiam o Lula. Ele que faça seu trabalho. Aí quando alguém reclama é logo considerado um CORNETEIRO.
Uma pena não morar mais no Rio. Eu pagava ingresso pro Maraca e cornetava mesmo, com vontade. Afinal, não é o próprio clube que fala "no estádio você pode xingar à vontade"? Então, eu pago lá 20 contos, encaro polícia mais mau-humorada (ou mau humorada? odeio a reforma) do que a Gestapo, tomo suco de suor fedorento de torcedor descamisado na catraca, sou mais apalpado na revista do que atriz em gang-bang, o mate acaba, a coca vem quente, não tem lugar marcado pra sentar, o cachorro-quente só tem mostarda e catchup na salsicha fria, e eu ainda preciso gritar "VAMO LÁ, NILDOVAL!!"???? Ú cacete!
Ele que corra e resolva. Eu vou berrar e cornetar mesmo. A escalação não é a que eu quero, a camisa tá feia, o presidente é gagá, tem diretor montado na grana e o time ainda me toma sacode de 3x0 de equipe sem dinheiro pra pagar quentinha de jogador. Podem citar o torcedor do Boca que apóia o tempo todo. Legal, mas o Boca corre atrás e faz. Se meu time fosse assim, aí beleza, eu apoiaria mais.
Só acho uma graça torcedor cheio de não-me-toques reclamar quando tem alguém cornetando. E jogador de futebol é criança para ser paparicado? É bom saber que tem gente de fora olhando e xingando. Assim o fdp pelo menos 1) mostra que não tá afim e vai embora ou 2) se borra todo e começa a produzir algo.
A cornetagem é uma prática saudável. Não há quem o faça que fique mal depois. Você se alivia, coloca pra fora os problemas e as tensões. Basta não exagerar, aí fica parecendo um chato mesmo. Existem regras para uma boa cornetagem, que se forem quebradas, você corre o risco de não ser mais levado a sério.
1) Cornete todo jogador que seu time contratar, mas foque-se só nos que possuírem algum currículo. Mesmo que seja num campeonato quixeramobense, você deve cornetar. Diga que ele terá que provar que aguenta a pressão da camisa nova e que agora vai disputar campeonato sério. Jogador sem currículo você não corneta, deixa ver o que vai acontecer, mas fala do dirigente.
2) Enquanto sua boca é um extremo da corneta, o dirigente é a outra. Cai dentro mesmo, fala horrores do cara. Tenha sempre em mente que todas as ações dos cartolas visam primeiro o benefício próprio. Se o cara trouxe o Kaká, é porque tem visão política, quer ser senador ou deputado e ainda vai entregar a publicidade do jogador para empresas de amigos onde levará algum de comissão. Se trouxe o Kokô, é porque tem grana de empresário no meio e ele tá levando algum de comissão.
3) A torcida também deve ser alvo da corneta. Podem ser as novas músicas ou as divisões existentes na arquibancada. Já chegue falando que tá dividido, que cada um canta uma coisa e que é impossível apoiar assim. No momento que o estádio começar a cantar música para aperecer na Globo, você já reclama dizendo que isso não empolga jogador e tem que gritar o nome do time. Quando começarem, já sabe, né? Basta dizer que todo mundo já sabe o nome do time que há anos gritam isso sem levar a lugar algum. Mas lembre-se, não insista muito, pois começará a ser chamado de chato.
4) Não esqueça da imprensa. Ela é a maior corneteira, mas utiliza táticas sutíi. E contra ela é preciso estar preparado. Entenda logo a primeira premissa: NENHUM JORNALISTA TORCE PARA O SEU TIME. Mesmo os que dizem torcer, são olho-duplo e trabalham pro inimigo. Partindo desse princípio, escolha os nomes mais conhecidos e ataque qualquer linha que for escrita. Mesmo que o cara mostre com fotos, filmes, testemunhas, exames de laboratório, CPI ou te leve para ver que a sede do clube está destruída, sempre diga que ele faz isso para denegrir a imagem do time e que o dono do jornal possui interesses por trás. Assim, qualquer outra matéria, você já manda antes de ler que "sabe que será algo mentiroso e direcionado". Porém, a imprensa também pode ajudar. A mesma notícia pode ser usada para cornetar o clube. Mas use-as com parcimônia. Escolha bem as notícias e não confunda reclamando da mesma coisa pros dois lados.
5) E os blogueiros? Tanto quem escreve quanto quem comenta são alvos certos de sua corneta. Cara, na boa, ninguém sabe mais do que você. Todos seus argumentos estão corretos, ou você já viu alguém dizer "eu tenho certeza de que estou errado" numa discussão? Se te chamarem de corneteiro, diga que é realista e que tem pena do alienado com quem conversa.
Entenda esses pontos acima e feliz cornetagem. Você se sentirá muito melhor com o tempo e como seu time não ganhará nada mesmo, você sempre poderá dizer que tinha razão. Uma hora reconhecerão seu valor e você já poderá ir para o próximo nível: o cara da palavra final nas discussões que escreve mais de 20 linhas para dizer o que caberia em 3 e termina com "próximo assunto, por favor".
texto sem revisão, to sem saco, e quem cornetar vai pra pqp. você encontra esses e outros no meu blogui.
Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 01:24 PM
Vocês estão acompanhando essa onda de contratações dos paulistas para cima dos cariocas, certo? A cada jogador que pega a Dutra, ouvimos um lamento ou uma indireta de um dirigente do Rio magoado como marido traido. O que me intriga, é que nenhum cartola tenha capacidade para uma reflexão dos motivos que levaram o jogador a sair da praia para o cimento.
O Fluminense perdeu o Washington e o Junior Cesar, e ainda corre sério risco de dizer adeus pro Arouca. O presidente dos 2 neurônios ficou chateado com o atacante do coração, acusando-o de ser interesseiro e dizendo que quando ele estava mal, o Flu o ajudou. É uma mentira deslavada que a péssima imprensa carioca não se dignificou a desmontar. Washington simplesmente trocou o Flu pelo atual tricampeão brasileiro e favorito à Libertadores. Só isso. Mas para o tricolor do Rio, essa é uma atitude condenável como se o atacante tivesse a obrigação de disputar o carioquinha e a Copa do Brasil.
O Flamengo fez pior. Dada a consagrada incompetência administrativa, Kléber Leite veio com a pérola que o Botafogo estava proibindo jogadores de assinar com o Flamengo para justificar a perda do Renato Silva. Claro, como esse dirigente pensa que somos todos otários, ele ignora o fato de que o jogador colocou na balança "um clube que paga em dia, está na Libertadores, possui estrutura, já é favorito ao Brasileiro de 2009, pode ir pro Mundial, é sério" contra o que "não paga em dia, não está na Libertadores, ninguém sabe sequer com que time vai disputar o Estadual, quiçá o Brasileiro, ninguém sabe quem manda e o maior orgulho estrutural de 2008 é a aquisição de um ônibus com ar-condicionado".
E o Botafogo? Esse está desmontando meio-time. A outra metade já foi. Cansados de não ganharem nada - nem títulos, nem salário - partem para outros rumos onde podem chorar de alegria. Não ouvi muitas lamúrias dos dirigentes alvinegros, confesso, mas também vão dizer o que quando três símbolos (Lucio Flavio, Túlio e Diguinho) vazam quase que ao mesmo tempo? Ora, vão dizer que tem estádio - que não paga o aluguel - e segundo o VP do Flamengo, podem ir para qualquer lugar, menos pra Gávea. Felizes estão os torcedores.
Já o primo B da turma nem pode reclamar tanto. O rebaixado Vasco terá que conviver com sobras mesmo. Todo mundo irá para a ceia enquanto os portugueses ficarão ali no canto esperando alguma coisa cair da mesa. Mádson falou que ama o Vasco, mas caiu fora. Leandro chorou o rebaixamento, mas deverá partir. O goleiro Tiago também. Por mais que a torcida goste desses jogadores, o lado profissional deles fala mais alto. O clube não dá condições, é uma bagunça administrativa, salários são surpresa, o presidente está perdido entre um monte de oportunistas e é melhor mesmo para o atleta procurar um lugar mais sadio.
Resumindo, o Rio reclama sem razão. Seus quatro times gostam de historinhas e bravatas, mas os jogadores finalmente perceberam que o sucesso e as vitórias estão fora dos limites da Baía de Guanabara. Com um Campeonato Brasileiro tendo seis paulistas e três cariocas, o futuro em 2009 pode ser bastante perigoso para o pessoal da praia. A mentalidade atrasada ainda reina por aquelas bandas, mas quem sabe um milagre de Natal não muda alguma coisa?
Domingo, 07 Dezembro 08, 07:51 AM
Vou escrever rapidinho o que sei e o que me passaram ontem sobre o caso. Preciso pegar a estrada para um show em Mogi.
1 - Segundo o SPORTV, o tal envelope continha dinheiro, mas ninguém sabe o valor e como a CBF interceptou.
2 - Segundo a BAND, eram ingressos para o show da Madonna e o nome do Tardelli apareceu da seguinte forma. A secretária de Juvenal Juvêncio ligou para a correpondente no cargo de Marco Polo Del Nero (que nome é esse? No que os pais tavam pensando???). Ela possuía uma lista de nomes que receberiam ingressos para o show e apenas precisou confirmar com a colega os convidados da federação. Por algum motivo sabe-se lá qual, ela citou o Tardelli e o árbitro entrou na lista de VIPs, ou já estava e não se sabe porque, já que o SPFC não gosta do mesmo.
3 - Dinheiro ou ingressos, ainda não se sabe. Mas se for por causa de ingressos e se essa m... se deu através de secretárias, pelamordedeus pra quem acredita.
4 - O envelope possuía um remetente. Me digam que remetente seria imbecil o bastante para assinar de onde veio o suborno e ainda o mandaria com possibilidades da CBF inteceptar?
5 - As informações de parte da imprensa dão conta que a CBF interceptou esse envelope. Essa mesma imprensa não se decide se foi dinheiro ou ingresso. A CBF ainda não falou para a imprensa. A imprensa tira suas conclusões e o povo vai atrás. É muito fáicl dizer "apurei com uma raposa felpuda, um homem-morcego e um passarinho verde" e depois colocar o rabinho entre as pernas quando dá barriga.
6 - A CBF resolve retirar o árbitro cujo nome foi envolvido e realizar novo sorteio. São Paulinos dão escândalo, mas estão trocando o árbitro que eles mesmos não queriam. Parece aquele cara "sensível" que pinta a sala da casa de begue para depois decidir que queria laranja.
7 - A CBF anuncia que só se pronunciará após as investigações. A CBF não é imprensa e não sai falando tudo antes de saber o que houve exatamente. Todos estamos ávidos por informações, mas é melhor apurar antes de sair falando besteira.
8 - Grêmio pede adiamento da rodada. Cale a boca, Grêmio. Eu tenho certeza que essa história surgiria após o jogo, dependendo do resultado. Grêmio, você ainda não está envolvido. Nem vou comentar o absurdo físico da sugestão. Pessoas viajaram para ver o SPFC e um jogo quarta à noite seria uma forma perfeita de esvaziar o Bezerrão.
9 - Alguém, em algum lugar, fez uma besteira aí. Apure-se e que a imprensa, ao invés de ficar formentando polêmicas e teorias conspiratórias que não levam a lugar nenhum, faça o seu papel e não deixe cair no esquecimento, como o caso do Edílson Pereira de Carvalho que só é lembrado em tempos como esse.
10 - E até agora eu quero entender o que diabos o Flamengo ganha com isso.
Quinta-feira, 07 Fevereiro 08, 01:42 PM
Quando a gente pensa que viu de tudo, lá vamos nós de novo. "Nós", eu me refiro à raça humana. Quando o Vasco estava se acertando, Romário jogou m... no ventilador e caiu fora do clube. Atitude infantil do Baixinho que, de uma hora para outra, teve um ataque de ética e profissionalismo criticando a imposição do dirigente para escalar um jogador. Ok, bonito, mas não era o próprio Romário que só jogava por ordem direta do presidente Eurico?
Essa história está cheirando mal. Já começou com a chegada do Edmundo, que todos sabiam que não se dava com Romário. Depois, o próprio atacante-treinador avisou que pararia no dia 30 de março e nem técnico seria mais. Isso do nada, assim, de sopetão. Agora teve essa confusão com o Allan Kardec, que no final não foi vendido pelo Vasco, mas custou o cargo do Baixinho. Não vou nem mencionar os contratos de patrocínio que foram divulgados como milionários, mas informações dão conta que não são nem metade do anunciado.
A imprensa se lambuzou no melado. Logo plantaram a notícia que Romário jogaria no Flamengo, ou pelo menos faria o jogo de despedida no Mais Querido, um antigo sonho da Globo que odiava a idéia de transmitir uma partida onde Eurico apareceria o tempo todo. Acontece que ninguém no Fla sequer cogitou isso antes e já encheu o saco essa mania dos jornalistas de sempre colocar o jogador no time da Gávea. Basta Romário anunciar que vai se mudar do Golden Green, que logo anunciam sua ida para a Selva de Pedra. Mudem o disco.
O Flamengo deveria aceitar? Não. Uma Libertadores está em jogo e mesmo uma simples partida de despedida é algo inútil agora. Não há data para o jogo e cansaria os jogadores apenas para massagear o ego de uma pessoa que pouco fez pelo clube e alimentar a besta rivalidade Kléber - Eurico com mais picuinhas. No final, o time faria a despedida célebre para um jogador que fez torcedores rasgarem a foto do Zico, numa dos maiores atos de profanação explícita da história do mundo.
Só terminando, não me venham, vascaínos, com aquele papo de "pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão", como se o Vasco tivesse feito caridade ao aceitar Romário de volta e ninguém mais quisesse. O Fluminense queria, mas alguém lá teve bom senso na medida certa. Vocês deram a mão ao Eurico. Ele afundou o Vasco até o pescoço.
Domingo, 20 Maio 07, 05:28 PM
Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. Romário. 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Romário.
Mil vezes a bola cruzou a linha do gol e o nome foi dito.
Concorde, discorde, são oficiais os gols ou não, na boa, dane-se. O melhor atacante que vi jogar, um do melhores do futebol de todos os tempos.
Segunda-feira, 14 Maio 07, 08:02 AM
Bom, deu-se início a largada do Brasileirão-07 e os times cariocas fizeram o que deles se espera. Um a um, cito abaixo minhas impressões sobre cada time, mas desde já afirmo que a primeira rodada só serva para gozações mesmo, porque não dá para tirar conclusão nenhuma das equipes.
O Rio que funciona
Os alvinegros hoje estão sorrindo. Vasco Sem Romário e Botafogo começaram bem, com vitórias importantes. O Vasco Sem Romário venceu pelo magro 1x0 o América-RN, mas devido ao potencial do time da Colina, ao estado do gramado (que dizem, estava péssimo) e o fato da partida ter sido fora de casa, foi goleada. Não puder ver o jogo, nem o gol, pois estava na sala de embarque do Santos Dumont, ouvindo pelo rádio. Desde já NÃO recomendo ouvir pela Transamérica Rio. Foi a pior, de longe, transmissão de qualquer esporte que eu já tenha escutado.
Acho que o Vasco Sem Romário vai sofrer ao longo do campeonato devido à falta de elenco. É um time de 11, mais um ou outro no banco. É até um problema crônico de todos os times do Rio, ao longo dos anos. Mesmo com o regulamento de pontos corridos já consolidado, ninguém aprende. Vida que segue.
O próximo jogo do Vasco é contra o Sport, em casa, e por enquanto, ainda é Sem Romário. Boa chance de fazer seis pontos.
O Botafogo começa como favorito o Campeonato Brasileiro, segundo boa parte da imprensa especializada. A Placar, por exemplo, tascou lá o selo de "Rumo ao Título". Bom, eu discordo. Para começar, como pode um time que possui um treinador virgem, ser favorito ao dificílimo Brasileirão? Além disso, o Botafogo tem problemas sérios fora de campo e joga na empolgação. Se for eliminado na Copa do Brasil, o choque pode derrubar feio o time.
A vitória de ontem, claro, foi importante e valorosa. Ganhar do Inter em Porto Alegre nunca foi fácil. Mais uma estréia e mais uma vitória do Glorioso. E sem Dodô. Parabéns ao Botafogo. Minha dúvida é, até quando?
O Rio que não funcionou
Queriam o que? A história mostra que nos jogos Flamengo x Edmundo, a partida começa sempre 1x0 para o time do Sem Licença Para Dirigir. O Palmeiras, treinado, equilibrado e motivado, contra um Flamengo em frangalhos e despedaçado moralmente, o resultado não poderia ser outro. Além disso, depois de contar com mais de 100 mil pessoas apoiando o time nos dois últimos jogos, ontem não tinham nem 10 mil no estádio.
Devido ao nível do futebol atual, o Flamengo não deve muito a ninguém, exceto, claro, aos paulistas soberbos, com seus esquadrões maravilhosos e invencíveis. Como são apenas quatro times do estado, a quinta vaga da Libertadores está em aberto para os demais, segundo a lógica das pessoas aí.
Ontem foi feio demais. Começou com uma goleada para uma equipe que sempre se prepara, sempre é favorita, mas não renova sua sala de troféus há longos 9 anos. E que não vai ser agora que vai ganhar. Os porcos hoje são como Juventude, Paraná ou Figueirense. Ganham 3 pontos aqui ou ali e dão a volta olímpica. Em outubro já começam o planejamento do ano que vem.
Mas serve para o Kléber Leite calar a boca e deixar o time jogar. Quando ele fala, seja lá o que for, o time desanda. Shut Up, IceMan.
O Rio que não vai funcionar
Não adianta. O Fluminense não vai disputar o título simplesmente porque o presidente e o patrocinador são os mesmos. Vai mudar de técnico uma ou duas vezes, os jogadores vão ficar mais machucados do que jogando, vai trazer "craques" como Roger e Felipe para levantar tudo e só vai piorar. É triste a situação desse time.
Quinta-feira, 12 Abril 07, 11:39 AM
É lógico que sempre vai ter o do contra, dizendo que o jogo foi bagunçado, sem tática, sem técnica, só confusão e expectativa por gol fajuto.
Eu poderia simplesmente dizer que o Manchester x Roma também foi sem tática, apenas um ataque contra defesa. Ou que a vitória do Vasco sobre o Palmeiras em 99, no Porco Antartica também não passou de um acaso da vida. Mas não.
Prefiro sempre agradecer por ter presenciado esses momentos, nem que seja ao vivo, TV ou computador. E o jogo de ontem, foi mais um.
Com cinco minutos, eu já estava me perguntando: é basquete ou futebol? Os dois times estavam muito mordidos, os olhos vermelhos de raiva um do outro. Durante a semana tivemos a confusão dos ingressos e novamente, a pantomima dos 1000 para se colocar em primeiro plano, sobre um clássico decisivo. O Botafogo, time de campanha irrepreensível na Taça Rio, atual campeão e mais forte candidato ao título, encarava de novo o Vasco, que precisava mostrar estar acima de Romário e lutava pelo direito de encarar o Fla, em mais uma final.
O primeiro tempo foi primoroso. Se 7 gols em 45 minutos significam "não teve tática", por favor demitam os treinadores. Público quer gol. E isso teve de monte ontem. Correria, raça, vontade. Todos os torcedores pensaram "eu queria ver meu time assim sempre". Imagina, tomar dois de cara, empatar, tomar mais um e virar? Tem time que leva o primeiro e já arreia as calças. O Botafogo foi primoroso. O trabalho que Cuca vem fazendo é digno dos maiores elogios, mas só enxergam Luxa, Muricy e Leão, fazer o que?
Esse é o grande problema. São tantos erros do lado de fora, que cegam as pessoas para o que ocorre dentro. Pegam o presidente do Vasco, ou da Federação, tão éticos e transparentes como um poço de petróleo e transformam isso numa visão geral do futebol carioca. Erro crasso.
Todos os clássicos do Rio foram fantásticos. O Maracanã sempre recebeu bons públicos. O público carioca está animado. Falta muito o que fazer para a limpeza geral, mas o primeiro passo, dentro de campo, está sendo dado. Se o Vasco segue na contramão, azar o dele, mas as eleições de 12 de maio poderão mudar tudo.
Que venha a finalíssima agora. Flamengo e Botafogo têm tudo para levar a decisão para a história. Volta Redonda? Cabofriense? Façam-me o favor. Isso não dá nem pro cheiro. A final do Estadual 2007 terá de volta os times grandes.
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Perguntar não ofende:
Jogo 4x4. O Vasco faz o quinto, através de Romário, aos 44 do segundo. O juiz permitiria a festa, mesmo sabendo que do outro lado estaria um ensandecido Botafogo, com uns 3 ou 4 minutos para decidir seu futuro?
Pelé fez o gol 1000 durante uma excurção do Santos. Romário, marque um amistoso, resolva isso e vá pra praia descansar.
Quarta-feira, 04 Abril 07, 02:35 PM
De hoje não passa, to falando. Romário, no primeiro tempo, vai marcar o seu 1000ésimo gol e a história será escrita. Talvez não seja como os vascaínos queriam. Não será o Flamengo do outro lado, nem um outro time grande. Mas isso é irrelevante, na boa.
Alguém lembra contra quem o Oscar bateu o recorde do Kareem Abdul-Jabbar? Alguém escala o time do Vasco que levou o gol 1000 do Pelé, além do goleiro? Quem foi o segundo lugar na prova que consagrou Schumacher como o recordista em títulos na F1?
Mas daqui 50 anos, lembrarão que o Romário fez o 1000 contra o Gama e o goleiro se chamava Juninho. O resto do time? Pfff...Se o Vasco jogou de branco ou preto? Pffffffffffff.... Teve uma vez, naquele programa Show do Milhão, que o Senor Abravanel perguntou a uma pessoa o dia da semana que ocorreu o gol 1000 do Pelé. O jogo foi quarta, mas o gol, depois da meia-noite, logo, quinta feira.
Não sei ao certo, mas acho que a pessoa disse quinta e o Senor apontou quarta, eliminando o candidato. Ou foi o contrário, mas a pessoas saiu sem levar a grana. Deu-se a polêmica, pesquisas foram feitas, Pelé consultado e o mundo seguiu. O que isso importou? Nada. O que todo mundo já sabia, se manteve.
Pelé fez o 1000ésimo gol, num jogo que ocorreu na noite de uma quarta feira, contra o Vasco da Gama, no Maracanã, de pênalti, em cima do goleiro Andrada.
Romário fará o 1000ésimo gol, numa quarta-feira à noite, contra o Gama (pelo Vasco da...), no Maracanã, de (preencha a lacuna), em cima do goleiro Juninho. E daqui 50, 100, 1000 anos, o mundo lembrará só disso. O que realmente importa.
Domingo, 01 Abril 07, 06:30 PM
Mais uma batalha pelo Carioca e Romário não conseguiu marcar seu 1000ésimo gol. A rigor da verdade, nem muitas chances ele teve. E o goleiro vascaíno ainda fechou o gol. Tomou dois? Sem culpa alguma.
Mas o Botafogo, o grande vencedor, entrou mordido e na raça se colocou acima do Vasco. Hoje, com a vontade demonstrada, me arrisco a dizer que o Botafogo ganharia até do Barcelona. Ousadia? Quem viu o jogo, sabe do que falo.
Não só o Gol 1000, mas a questão dos ingressos foi crucial. Fizeram de tudo para colocar o Botafogo como um espetáculo secundário, pano de fundo para Romário brilhar. O jogado, aliás, está sendo bastante feliz em escolher times expressivos para tentar seu 1000ésimo gol, porém precisa saber que quanto mais expressivo, mais difícil. Mas vem aí a chance de ouro.
Em São Januário, no meio de favelas perigosas e ruas escuras, longe de toda pompa e glamour e sob os olhos de Eurico, o embuste vascaíno se encerrará e somente os portugueses participarão da festa, que tentaram transformar em algo brasileiro.
Eis no que a festa se transformou. Se só os vascaínos acreditam nessa história, então, que apenas os vascaínos celebrem a marca.
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O Léo Medeiros já acertou duas faltas esse ano e continua se dedicando aos treinos. E o Renato, o xerifão das faltas da Gávea? Continua mascarando...
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Fluminense? Pelamordedeus. Se seriedade, profissionalismo e favoritismo é isso....
Terça-feira, 27 Março 07, 09:59 AM
Não quero entrar na discussão dos 1000 gols de Romário, mas tocar em outro ponto. Com a despedida do Baixinho, cada vez mais próxima, o futebol vai perder uma personagem especial. Fora de campo.
Romário sempre foi expert em tiradas e frases de efeito. Mas seu grande mérito sempre foi saber o que falar. É claro que algumas vezes disse algumas besteira, todos nós fazemos, mas sempre que abriu a boca, Romário foi assunto. E ontem no programa do SporTV, não foi diferente.
Minha esposa é setorista de um clube daqui de São Paulo e quando cobriu o Vasco, sempre me disse: "quando o Romário fala, esqueçam os demais. Ele sempre dá uma boa matéria". De fato, Romário faz parte de um tipo de jogador cada vez mais raro hoje em dia. Como ele, talvez tenhamos em atividade apenas o Edmundo. São aqueles jogadores que falam mesmo o que querem, não se importando com o que venha a seguir. Vampeta foi outro. Tivemos também o Edílson, Renato Gaúcho, Túlio e alguns outros.
Hoje, como bem definiu o Milton Leite, os jogadores são pasteurizados. São robóticos mesmo. É "professor" pra cá, "resultado positivo" pra lá, "torcida maravilhosa" acolá... Um porre. Já com Romário, tivemos momentos especiais. Bons ou ruins, dispenso as avaliações. Mas Romário já treinou o Vasco no lugar do Dário Lourenço, já chamou Edmundo de bobo, bateu em Simeone, consegui fazer torcedores do Flamengo rasgar fotos do Zico, prometeu e trouxe Copa do Mundo e diversas outras situações. Se isso só já não bastasse para diferenciá-lo dos demais, também o destaca diante dos outros que citei acima. Ele nunca coloca a culpa pelo que disse na boca, ou no texto dos outros. Sempre assumiu suas palavras. Isso falta para muita gente nos mais diversos segmentos. Além de saber fazer gols, a autenticidade de Romário é seu grande legado. E nós ficaremos com os jogadores de manual que recebem passes em progressão aritmética e perdem em progressão geométrica.
On Valeu, Íbson.