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FlaMundo - Parabéns Nação.

Quinta-feira, 13 Dezembro 07, 02:07 PM

O goleiro Raúl, que entrou pra nossa história, Leandro, Marinho e Mozer também não saem da memória. Andrade, Adílio, Nunes, Tita, Júnior e o Lico, trouxeram nosso caneco junto com o Galinho Zico.

O funk Rap do Centenário composto pelos MC's Júnior e Leonardo em 1995, relembrou o maior time que o Rio de Janeiro já viu em todos os tempos. Máquina Tricolor? Façam-me o favor. Dois míseros estaduais não se comparam a um tri-carioca, um brasileiro, Libertadores e o Mundial, que hoje nós FLAMENGOS comemoramos 26 anos da conquista.

Nunca antes uma junção tão perfeita de craques entrara em campo, sendo completa em todos os setores. Lógico que o arco-íris vai dar faniquitos histéricos e lembrar escretes-escrotos, mas apresentar um que tenha vencido essa equipe, isso jamais farão.

Até hoje falam que aquele Flamengo era um time que só vencia no Maracanã. Esqueciam que para ganhar o Brasileiro era necessário sair do Rio de Janeiro. Além disso, gostam de ignorar que 20 dias antes o time vencera a Batalha de Montevidéu, que valeu a Libertadores numa época que jogadores sulamericanos entravam em campo com pedras nas mãos e não era essa coisinha bonitinha de hoje.

Mas isso é papo de recalcado, invejoso. De quem não tem. Também gostam de dizer que eu não tinha idade pra ter visto, como se isso diminuisse a conquista. Os católicos comemoram o Natal e duvido que alguém estivesse em Belém há 2007 anos atrás.

Naquele 13 de dezembro, o Flamengo enfrentaria o Liverpool, decantado no mundo inteiro como uma das melhores equipes do mundo. Na década anterior havia vencido a Liga dos Camepões em 1977 e 1978, além, claro, de 1981. Era também o então campeão inglês e da Copa da Liga Inglesa. O capitão Thompson não aguentava mais levantar taças.

Talvez por isso, tanta soberba ao entrar em campo. Se até hoje eles se acham superiores, naquela época era pior ainda. Viam os brasileiros com seus cabelos black-power e corpos magros como um bando de refugiados de uma guerra qualquer. Acreditavam que aquele jogo no Japão era pro forma para o mundo conhecer o melhor time da época. E foi o que ocorreu.

Em 45 minutos, os ingleses já haviam apanhado mais do que em toda a Segunda Guerra Mundial. Tomaram uma surra que destruiu por completo seu ar de superioridade, mostrando ao mundo que era futebol de verdade. O segundo tempo, esse sim, foi mera formalidade, pois o título já estava decidido.

Comemoremos pois, o dia que o mundo se pintou de Vermelho e Preto.

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Alguém chamou?

Domingo, 09 Dezembro 07, 09:23 PM

Olha ela aí. Não que o Pachuca seja uma equipe daquelas de meter medo em alguém, mas perder prum time da Tunísia?!?!?! No outro post eu coloquei "naquele jogo com temporal onde um chute despretensioso entra e depois o mais forte não consegue empatar". Hoje não choveu, mas o tal chute rolou e o Pachuca disse adeus ao sonho. Futebol tem dessas coisas, faz parte, mas fica o alerta pro Milan: A previsão para quinta feira em Yokohama é de chuva forte durante todo o dia.

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Agora é Rumo à.....à.... onde?

Sexta-feira, 07 Dezembro 07, 05:26 PM

Alguém aqui viu o clássico Sepahan x Waitakere United, nas abertura do Mundial de Clubes da Fifa? Típica pelada que mostrou mais uma vez como são ruins os times da Oceania. Terminou 3x1 pros iranianos mas ninguém se importa, já que o Sepahan (deve ser Cepacol em "iraniano") vai encarar o Urawa Red Diamonds para conquistar o direito de apanhar feio do Milan. E a quem interessa esse show de horrores? Só à Fifa, claro. Eu confesso que adoro essa competição, porém temo pelo futuro dela.

O ser humano tem em sua natureza a necessidade de se sentir melhor do que o outro, seja no que for. Até o mais humilde está sempre competindo, mesmo sem admitir. E no futebol não poderia ser diferente. Desde priscas eras já havia a necessidade de se saber quem era o melhor da cidade, do estado, do país e do mundo. Nos tempos românticos, os times atravessavam o Atlântico para se encarar em verdadeiras guerras étnicas. Além do futebol, estava em jogo a supremacia européia contra a precocidade americana e os jogos nem sempre terminavam nos 90 minutos. Ou nem começavam. O que teve de europeu se recusando a vir disputar uma peladinha nas Novas Índias não foi brincadeira.

Mas o mundo evoluiu e algum ser "inteligente" sugeriu que os embates deveriam ser em campo neutro. Neutro uma ova. Para os sulamericanos (quem realmente importa no futebol do continente), encarar o rigoroso inverno nipônico e depois chamar de neutro só pode ser piada. Só que o pessoal daqui não se importou e acabou se apaixonando pela competição. Na verdade, um jogo só nem pode ser chamado de competição, né? Mas eram, sem dúvida, os melhores do mundo e campo. E com a empolgação que nós tupiniquins dávamos ao negócio, não tinha como não empolgar.

Alguns diziam que os europeus não davam a mínima. Balela! Os caras venciam e comemoravam. Lembro até hoje da festa nas ruas de Madrid quando Raúl fez sushi de bacalhau em 1998, ou o Leitão a Pururuca que o Manchester United assou em 1999. Eles só não encaram como o "jogo da vida", mas levam à sério, sim senhor.

E assim foi seguindo ano a ano, até que chegou a vez da Fifa se meter onde não foi chamada e transformar uma disputa entre times de verdade, num circo com equipes que não servem para preliminar de campeonato do Aterro do Flamengo. Começou em 2000, convidando times de países onde muitos nem sabem apontar onde ficam no mapa, além de campeões de dois anos antes. Através de manobras políticas jamais explicadas, enfiaram o campeonato no Brasil e graças a outras manobras escrotas jamais esclarecidas, "esqueceram" que o campeão continental daquele ano era brasileiro, deixando o Palmeiras fora da festa. Quem jogou fez o seu papel e graças à justiça divina, o Assassino confundiu futebol com rúgby e deu o título pro Curintia, em pleno Maracanã. O primeiro campeão do Mundo com selinho "Made in Fifa" havia nascido, mas seria filho único por um bom tempo.

Aquela competição nasceu tão confusa que acabou sumindo do mapa por cinco anos, até que alguém "inteligente" sugeriu à Fifa que fizesse uma nova lá no Japão. Mas que dessa vez chamasse os campeões do ano, para não dar motivo pra reclamações. E então ficou marcada para dezembro de cada ano a realização de um novo mundial. Pronto, estava remodelada a competição.

O São Paulo venceu, depois o Inter e agora Boca e Milan disputarão. Mas como tudo no que a Fifa se mete, não poderia ser perfeito. Para incluir um time do país-sede, a organização enfiou o tal do Urawa, uma equipe tão forte e expressiva que não disputa mundial nem no Winning Eleven. Mas para enfrentar o Urawa, tiveram que armar esse patético jogo de hoje de manhã e já decidiram que no ano que vem será em outro lugar, com outro time do país sede. provavelmente será no Dubai ou Austrália, esses lugares onde o futebol é business e não um esporte sério.

Não tenho dúvidas de que não vai parar por aí. Se aqui nós já temos uma Copa SULAMERICANA com times mexicanos e americanos, quanto vai demorar para que a Fifa não decida que a competição será de dois em dois anos, juntando os campeões no período? Ou que vá abrir vaga pros vices? Daí a liberar para o vencedor da Copa da Uefa e da já citada série B da Libertadores é um passo. Depois é só marcar para julho, nas férias européias, em anos que não tenham Eurocopa nem Confederações e voilá: a Fifa cria sua Copa do Mundo de clubes e enche o rabo de dinheiro colocando as equipes para jogar em praças futebolísticas como Detroit, Viena, Vladsvostok e Laos. Tudo para disseminar o futebol mundo afora. E nós ouviremos dos nossos queridos dirigentes os lemas "Rumo à Botsuana", "Agora é vencer a Libertadores e carimbar o passaporte para Tonga", "Projeto Marraquesh-2012"...
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Postado por LucasDL | Comentários (22)