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Não acabou, mesmo.

Quarta-feira, 02 Dezembro 09, 08:11 AM

Acompanhando os canais de tv aqui de São Paulo, praticamente todos são unânimes em dizer que o Flamengo já é o campeão. Normal. Nem considero isso secar o time, já que rola o ano todo, mas os torcedores já consideram perseguição, claro. Tudo está sempre contra o seu time.

Mas não acabou. Qual o único time do país que consegue perder uma Copa do Brasil no Maracanã para o Santo André? Qual o único time do mundo que perde uma vaga na Libertadores podendo perder para um descompromissado América mexicano por até 2x0?

Entre outros vexames.

Esse time, claro, é o Flamengo.

Não se iludam. O Grêmio, mesmo com fraldinhas entupidos de churrasco e urinando chimarrão a cada cinco minutos, ainda é o Grêmio. Um dos times mais perigosos do Brasil. Claro que também não sou maluco e sei que alguns jogadores importantes não vão a campo, como Réver, Tcheco e Rochemback, mas os outros precisarão mostrar serviço para o ano que vem. Ainda mais diante de um Maracanã entupido de gente e com transmissão para todo o país.

Mas e se isso der o título pro Inter? Sinceramente, os caras tão cagando. A torcida vai reclamar, mas esquece. Pode ser, pode ser, que nos bastidores, na encolha, a diretoria diga “entrega essa porra, mas não passa vergonha”. Pode ser...

O problema é mesmo o Flamengo. Já se fala de “Fan Zones” pela cidade para ajudar quem não conseguiu ingresso. Porra, precisa? Todos os bares estarão na Globo. Quem não conseguir ingresso, que se arruma pra ver sem problema. Nunca teve disso e se forem pensar dessa forma em cada decisão, dêsmelivre.

Impressionante como tem palhaçada perto de decisão do Flamengo. Já vi Proibida do Funk dançar antes de goleada do Vasco; time de estrelas rubro-negras contra craques do passado na preliminar da Copa do Brasil de 1997, vencida pelo Grêmio; festa pra Poeira de Ivete Sangalo antes do 30/06; Sandra de Sá cantando (sic) hino; paraquedista e festinha pra treinador que abandonava o time antes da eliminação patética pro América.

Estavam naquele dia, aliás, Bruno, Juan, Léo Moura e Ronaldo Angelim. “Só” a zaga do Flamengo. Aprenderam a lição?

Aparentemente, a direção do FUTEBOL sim. Já isolou a equipe em Vargem Longe pra fugir do clima da Gávea e ainda vai levá-la para a Granja Comary. Ótimo. Acabou com as palhaçadinhas de entrevistas e especiais de televisão. Perfeito.

O mais difícil o time já fez, chegar na última rodada precisando só de si para ser campeão. Eu não acredito em quem diz que já acabou. Só domingo às 19hrs.

Até lá, no sapatinho e humildade máxima.

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Postado por LucasDL | Comentários (15)

Só um recado

Domingo, 29 Novembro 09, 06:17 PM

Texto sobe o jogo, rodada e qq coisa, eu deixo para amanhã. Mas o nosso amigo Mautargino escreveu certa vez aqui nesse OléOlé uma daquelas coisas que a gente não esquece.

Passo a palavra ao querido parceiro:

O sabadão começou beleza. Torcida do Sport comemorando, mais uma vez o Campeonato Brasileiro de 1987. Aniversário da conquista? Não. Apenas o reconhecimento (tá lá desde 15 de maio, mas o escriba rei do delay só viu no sábado) do globoesporte.com, que não põe mais Flamengo-RJ como campeão ou "co-campeão". Tá lá, pode entrar na página e você verá que o craque do campeonato foi Ribamar, o vice-campeão foi o Guarani e o Flamengo-RJ foi terceiro colocado, ao lado do Inter-RS.

Assim, o Campeonato Brasileiro de 1987 se torna o título mais comemorado por uma torcida em toda a história do futebol. Desde fevereiro de 1988, ano após ano, conquista após conquista, polêmica após polêmica, 1987 ainda rende. E só agora a justiça foi feita, pois todos sabem que Ribamar foi melhor que Zico, Bebeto e Renato Gaúcho juntos. Se ainda duvida, pode ir lá no globoesporte.com e procurar sobre o Campeonato Brasileiro de 1987.

Tá.

Vim aqui hoje só para mostrar ao amigo como são as coisas. Vejam abaixo a capa do mesmo site, hoje, logo após mais uma vitória sobre o Curintcha, dentre as muitas que sempre conquistamos diante dos gambás.

Amanhã eu falo do jogo.

Não acabou ainda.

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Postado por LucasDL | Comentários (4)

Estrutura ou fé?

Domingo, 15 Novembro 09, 07:14 PM

Estão dizendo por aí que ficou mesmo entre Flamengo e São Paulo. Sei não, esse negócio de desconsiderar os outros não me agrada. Vejam vocês, o Palmeiras caiu uma posição apenas e está a três pontos do Internacional, que já jogou a toalha. Em um campeonato tão louco quanto esse, vai que os caras voltam à liderança na semana que vem?

Mas, por enquanto, e na opinião da especializada geral, o tricolor paulista e o Mais Querido deverão mesmo brigar pela taça até a última rodada. Há quem diga que o Fla joga melhor, mais bonito, tem os craques e é a sensação. Concordo, claro. Mesmo que o São Paulo vença no final, o Oscar de melhor ator do campeonato já é do Mengão. Só que ele quer o de melhor filme também.

Porém, se há um time que não se pode desconsiderar é o tal do hexampeão nacional. Mais uma vez eles chegaram e na reta final assumiram a dianteira. Podem conquistar o quarto título seguido e abrir uma vantagem nos moldes que o próprio Flamengo fez em 1992. Porém, numa época onde o futebol fora de campo parece muito mais influente do que dentro, ficará difícil para alguém pegar um clube tão à frente. E não falo de tramóias e esquemas de bastidores. Por favor, já passei da idade de acreditar em conto de fadas com bruxas e dragões. Falo da já conhecida estrutura mesmo.

Tricolores enchem o peito para dizer que "quem ganha é o São Paulo". Tanto que o Muricy saiu e o time é líder, enquanto o Palmeiras vai charfundando na lama (embora eu ainda tenha ressalvas). Talvez seja isso mesmo. O clube está preparado e aprendeu lá atrás a ganhar essa competição. Como clube, não como o Santos e o Cruzeiro que cederam aos caprichos de um treinador e depois não conseguiram mais nada (nem o técnico). Isso faz diferença e no ano que vem ja podemos colocar o São Paulo como favorito.

E como pode o Flamengo que essa semana mesmo estava nas páginas dos jornais com notícias sobre briga a respeito de bicho, pendências jurídicas e sei lá mais o que envolvendo o seu grande jogador e o próprio clube?

O torcedor não se ilude. O Flamengo não tem e nem terá nos próximos anos uma estrutura perto da que precisa para disputar títulos de verdade. Acontece que esse Flamengo é um danado para se pegar na fé. Antes de cada jogo importante lá estão centenas de torcedores rezando para São Judas Tadeu. A magnética no estádio não canta "A benção" pro Papa, mas usa como poucos o ditado "a voz do povo é a voz de Deus" e empurra o time com uma força sem igual. Inclusive, vem fazendo a alegria dos times de fora do Rio com as rendas gordas que estão arrecadando.

Mesmo com todos os vexames recentes, o torcedor do Flamengo sempre esteve lá no Maraca para torcer pro algum milagre. Esquece rápido as vergonhas e já pensa no futuro. Acredita que um time mediano pode ir com a força da torcida. Mas não é o caso DESSA equipe. De mediana não tem nada. Depois de anos fingindo que não devia nada a ninguém, mas não passava de décimos lugares, finalmente o Flamengo tem um time titular e um banco. E vontade. Os jogadores acreditam mesmo. Não há brigas, não há ciúmes, todos querem a taça, ao passo que no rival paulista há um quê de orbigação no ar. Um sentimento de déjà vu.  

Houve momentos em que as tabelinhas que os jogadores do Náutico fizeram na entrada da área acabariam em gol, outro gol e goleada. Hoje não. O Flamengo crê na vitória e no título na base da garra e superação. O São Paulo, que de santo só tem o nome, trabalha com a cabeça na Terra e se guiando na ciência do planejamento.

Uma guerra que a humanidade ainda não conheceu vencedor e que agora chega ao Campeonato Brasileiro de futebol. Conseguirá a fé da massa superar o pragmatismo competente?

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Postado por LucasDL | Comentários (4)

Por que o .... não pode ser campeão!

Domingo, 01 Novembro 09, 09:15 PM

O Flamengo está em quarto. Está sacramentado que luta pelo título, mesmo com uma tabela indigesta e a maioria dos jogos fora de casa. Mas está lá e ninguém duvida que possa chegar.

Por outro lado, pode não conseguir. E aí? Quem poderia ser o campeão?

Nós, rubro-negros, temos todos os motivos do mundo para não aceitar que nenhum time dos que estão disputando o título possa levantar a taça. Nenhum. Só que uns mais e outros menos. E se não der Flamengo, vai ser outro.

Me desculpe os torcedores dos demais, só que eu não tenho meio-termo. Se não for o meu, o seu também não pode ser. Não me leve a mal. Quero que você seja feliz, mas não seu time.

 Por que o Palmeiras não pode ser campeão?

1. Não pode ser penta. Não pode mais um time alcançar essa marca antes que conquistemos o hexa.

2. Time de colônia como o Vasco. Torcida parceira do Vasco. Edmundo é ídolo, como no Vasco. Muita proximidade com o Vasco.

3. Muricy Ramalho. Chega desse cara ganhar o Brasileiro.

4. Pela saúde desse OleOle.

5. Obina não pode ser campeão no ano que saiu do Flamengo.

Por que o São Paulo não pode ser campeão?

1. Quarto título seguido? Não, né? Precisa dizer mais?

2. Rogério Ceni. É um vencedor, mas é chato pra carvalho.

3. O SPFC não enche o estádio, sua torcida nunca é citada como criativa ou festiva, mas tem comemorado demais. Só que suas comemorações acabam em um dia. Parece que nem teve campeonato.

4. Já teve camisa de 4-3-3, 5-3-3 e 6-3-3. Imagina uma 7-3-3? Ou pior 7-4-4?!?!

5. Se ganharem, virão com aquele papo de “quem ganha é o São Paulo, a estrutura, o Reffis”. O futebol não vence mais!

Por que o Atlético Mineiro não pode ser campeão?

1. Já começa por ser o pavoroso Galo Mineiro.

2. Apesar da torcida, é pequeno e só tem uma taça. Criará aquela mentirosa impressão de que é um time vencedor, tantas vezes campeão e blá blá blá.

3. Celso Roth. Vê-lo campeão brasileiro é um desserviço para o futebol nacional.

4. Diego Tardelli. Ler o item acima com o agravante que ainda pode ser artilheiro.

5. O Milton Neves vai encher o saco. Tudo bem, eu não vejo, mas vai encher o saco assim mesmo.

Por que o Internacional não pode ser o campeão?

1. O gol do Andrezinho na Copa do Brasil já bastaria.

2. Mas tem o Mario Sergio. Não sei o que é pior: ele ou Roth campeão.

3. Vai crescer tanto que será talvez um novo São Paulo, com a diferença que a torcida enche o estádio.

4. Não lutam com o Flamengo pelo reconhecimento da final que perderam em 1987.

5. É o ano do Centenário. Se não ganhamos nada no nosso, ninguém pode.

Por que o Cruzeiro não pode ser o campeão?

1. Se der Cruzeiro, provavelmente ele empurrará o Flamengo para fora da Libertadores. E aí serão dois paulistas e dois mineiros na competição.

2. A Copa do Brasil de 2003 ainda está bem viva na memória. E já ganharam um campeonato de pontos corridos.

3. Feche os olhos e pense na imagem Wellington Paulista campeão brasileiro.

4. Não serviu? Então imagine os irmãos Perrella campeões.

5. Quer mais? Pense em Aécio Neves comemorando o título do seu Cruzeiro.

Não sei se Inter ou Cruzeiro chegarão. Dentre os cinco acima, só pela questão geográfica (está bem longe) eu ainda aceitaria que o Inter vencesse. Até para irritar os torcedores do Grêmio (time odioso).

Preciso enumerar os motivos porque vocês não querem ver o Flamengo campeão?

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Postado por LucasDL | Comentários (7)

Dia do Flamenguista? Hoje é DIA DE JOGO

Quarta-feira, 28 Outubro 09, 08:59 AM

Trinta e cinco milhões de pessoas estão comemorando uma data criada em ato político por um prefeito botafoguense que eu particularmente nunca mais quero ver à frente do Rio de Janeiro. Bonito, legal, edificante e bom para o ego. Mas existe um detalhe mais importante que esse.

Hoje tem um jogo importantíssimo. E é isso que tem que estar na cabeça dos jogadores. 

Toda essa festa é capaz de desviar completamente o foco. Quantas vezes já não vimos esse filme? Festa grande, imprensa badalando, jogo crucial contra time pequeno e no final uma porrada humilhante.

Portanto, calma nessa hora.

O torcedor rubro-negro é, sem dúvida, o mais festivo de todos. Desculpem, mas é sim. Mesmo com anos de fome, a torcida só cresce e bastam três vitórias seguidas em qualquer competição para que entupam o Maracanã.

Ao invés de gritar o MENGO, criam uma música nova por jogo e esta invariavelmente acaba sendo imitada pelos estádios afora. Sempre lidera com folgas os rankings de maiores públicos e mesmo em épocas de vacas somalianas lá estavam 25, 30 mil flanáticos. 

Porém, a quantidade de vexames e vergonhas recentes não fez jus a tanta paixão e deslumbramento. Já perdemos a conta de quantas vezes a massa saiu chorando do estádio por causa de um time que não correspondeu o amor. A última, e mais cruel, foi aquela contra o America mexicano. E alguns daqueles jogadores estarão em campo hoje. 

Era uma festa. Um jogo ganho. Um estádio cheio. Mas uma partida importante. Vital. 

E o Flamengo perdeu. 

Alguns jogadores e muitos torcedores do tipo “ganhou, passou” já esqueceram. Mas tem gente que não esquece. E às vezes o Flamengo faz questão de relembrar. 

Uma derrota hoje pode ser o adeus ao sonho. Tenho fé que não. Acredito na vitória, mas ainda se trata de um jogo. 

Então que esse Dia do Flamenguista termine com a noite do Flamengo e um motivo real para comemorações.

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Postado por LucasDL | Comentários (10)

Pitacos sobre as Olimpíadas 2016

Terça-feira, 29 Setembro 09, 11:19 AM

Sexta-feira nós saberemos onde ligar a TV no inverno de 2016 (se o mundo não acabar antes, em 2012, como dizem alguns). Em Copenhagen, a bela capital da Dinamarca, os velhos do COI decidirão entre a inovação ou o conservadorismo. Entre uma novidade ou o mais do mesmo que provou-se eficiente ao longo dos anos.

Se o Rio de Janeiro for eleito, uma porção dos falados tabus será colocada abaixo e as Olimpíadas acontecerão abaixo do Trópico de Capricórnio pela segunda vez na história. Caso contrário, o mundo civilizado terá mais uma vez os Jogos Olímpicos e nós veremos pela televisão, dividindo o tempo entre o trabalho, o sono e o recalque do “pô, queria estar lá”.

Mas será que bom trazer uma Olimpíada para cá? Por que as xingam tanto um projeto desses, quando da Copa todos, ou grande maioria, são a favor? Será que é porque acontecerá em uma única cidade, ao ponto que o Copa é do país todo (ou de quem pagou mais por isso).

São questões subjetivas e aí vai da opinião de cada um. Tem quem diga que o Rio não pode receber porque é violento, que precisa de mais investimentos em outras áreas, que o Brasil tem mais com o que se preocupar, ou até mesmo porque é o Rio e pronto. “Não pode ser lá porque eu não gosto da cidade”. Sei que são poucos que pensam assim (espero eu), mas esses trouxas existem, paciência.

Eu sou carioca e gostaria de ver os jogos na cidade, mas não por serem no Rio, e sim por acontecerem no Brasil. Imagino quantas pessoas passarão suas vidas amando o esporte, mas sem condições de vê-los perto de si. Imagina você ir a um estádio e assistir aos saltos de Yelena Isinbayeva, ou estar lá quando Phelps destruir marca por marca nas piscinas. Que tal ver uma autêntica aula de basquete com o Dream Team de Michael Jordan e Magic Johnson? Essas coisas não acontecerão em 2016, mas teremos outros candidatos a Phelps, Isinbayeva e Jordan, ou até revelações onde jamais imaginaríamos.

Particularmente penso que Curitiba ou Porto Alegre mereceriam mais receber esses jogos, pois estão mais alinhadas com o pensamento do COI de ajudar a promover e crescer cidades. E também para sair do eixo Rio-SP que tanto atrasa esse país. Só que escolheram o Rio do Nuzman e assim será.

É pensamento comum que ao invés da escolha de uma sede, nós estamos vendo na verdade o nascimento de um Banco do Esporte onde muita gente vai fazer saques diários até 2016 do nosso dinheiro sem fazer nada. Aqui em São Paulo então, eu ouço isso demais. O que é contraditório, pois uma cidade que por anos elegeu o Maluf e agora ama o tal do Serra, não pode falar muito de gente que não faz, ou pode? Mas... E SE fizer?

O Rio precisa de hospitais. E SE as Olimpíadas ajudarem a melhorar os hospitais?
O Rio precisa de segurança. E SE as Olimpíadas ajudarem a deixar a cidade mais segura?
O Rio precisa de transporte público. E SE as Olimpíadas ajudarem a melhorar o sistema carioca?
O Rio precisa de um melhor aeroporto. E SE as Olimpíadas ajudarem nessa construção?
O Rio precisa de praças esportivas. E SE as Olimpíadas ajudarem na criação desses espaços?

Não sei se vai acontecer e são muitos “e se” no meio. Além do medo do uso do dinheiro público exagerado. Olha, tirando Atlanta-96 que a Coca Cola bancou, isso é assim no mundo todo. Lógico que podemos argumentar que em grandes cidades européias e americanas há mais dinheiro e os hospitais já estão prontos. Sim, é verdade, mas se for essa a única maneira de conseguir as tais melhorias, porque não tentar? E SE der certo? Aliás, se a única condição para conseguir realizar essas melhoras for levar os jogos para o Rio, por favor, que o façam logo. A cidade precisa do desenvolvimento.

Claro que muita gente já sacramenta que não dará certo. Só esquecem que o Brasil tem histórico de conseguir realizar eventos importantes quando quer. Desde shows como o Rock in Rio, que mudou a forma dos grandes festivais mundo afora, até uma Copa em 1950 que gerou o maior estádio de futebol do planeta, não me lembro de vexames brasileiros. O Pan teve problemas, o dinheiro rolou solto e tudo foi mais caro do que o planejado. Mas as instalações construídas foram de primeiro mundo. Resta saber aproveitar depois.

Por fim, todos os argumentos são importantes, quando não providos do bairrismo ou recalque exacerbado e é mesmo uma situação muito complicada. Moradores de Chicago não estão muito afim de ver os jogos por lá. Existem cariocas que não querem por causa da conta a ser paga. Com certeza temos japoneses e espanhóis no mesmo barco.

Eu que não sou adepto desse complexo de vira-latas de achar que o Brasil é pior do que todos os outros países, quero mais é que Olimpíadas, Copa e o que mais for seja realizado aqui. No Brasil, no país que eu vivo. Quanto mais, melhor. Nossa auto-estima sobe, viramos o centro do mundo, todos falam do país, nossa imagem melhora, tem tudo isso.

Roubalheira, atravessamentos, politicagem, me desculpem os puritanos, mas isso acontece até nos estaduais. Basta ao povo fiscalizar, ficar em cima mesmo ao invés de escrever suas raivas em blogs e twitters. Mas se for esperar que todos sejam honestos, é melhor destruir a Terra e começar de novo. Se bem que 2012 está logo ali.

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Postado por LucasDL | Comentários (10)

Valeu, Íbson.

Terça-feira, 07 Julho 09, 01:22 PM

Esse texto não é uma crítica ao já tão metralhado planejamento (ou falta de) rubro-negro. Muito menos mais uma ode à incapacidade dos dirigentes. Mas um lamento. Fico triste a cada vez que um potencial ídolo vai embora do clube, tal como Íbson está partindo nesse momento.  

Não o considero craque, nem nunca o fiz, porém muitos já vestiram aquela camisa sem o ser e deixaram seus nomes marcados na história. Íbson era um ótimo jogador e se sobressaía ainda mais com o péssimo nível atual, tanto no time quanto no país inteiro. Não havia torcedor de outras plagas que o considerasse mais um. Pena que Íbson era apenas um.  

Fará uma falta enorme para o time, pois pensava antes de agir. Não era um cachorro que apenas corre atrás da bola para depois devolver ao dono e correr atrás de novo. Ele tinha o cuidado de tentar entregá-la para os companheiros. Seria, com certeza, o fator de desequilíbrio que muitos treinadores desejam ter no seu time e que penderia a favor do Flamengo em diversas partidas.

Íbson eu colocarei num patamar dos jogadores que poderiam ter sido, junto com Juan e Sávio. Talento de sobra os três possuem e também muita identificação com o Flamengo. Renato Augusto ficou pouco tempo para que eu pudesse ter uma idéia mais certa do que poderia se tornar.  

Mas não foram porque as condições financeiras atrasadas de nosso país não foram capazes de segurá-los. Os gélidos europeus agora admiram o futebol desses talentos nascidos nos esburacados gramados da Gávea. 

Enfim, o camisa 7 vai nos deixar. Mas não se engane, torcedor. Ele não foi embora agora. Foi em 2005, quando Anderson Barros o trocou por créditos em euros sob a justificativa de que “depois iria embora de graça”, para contratar reforços inúteis na época. O Íbson que estava conosco até o último jogo era outro. Era um Íbson amadurecido, europeu e caro. Muito caro.

O Flamengo fez sua parte. Uma oferta até digna, eu achei. Porém, não sei se concordaria que ela fosse levada adiante. Pode soar contraditório, pois acho Íbson um ótimo jogador e importantíssimo pro Flamengo, mas vendo o clube como está, devendo até ‘alma, esses nove milhões (quase três vezes mais do preço de venda), poderiam ser aproveitados de outra forma, como no CT, essa bandeira que sempre defenderei, pois considero pensar no futuro muito mais importante do que vangloriar o passado (viu, museu?).  

Aliás, de onde viriam? Da OLK? De investidores? Engenharia financeira? Ou da venda de mais camisas, essa que parece ser a única idéia do marketing rubro-negro, como se fôssemos um bando de flagelados precisando de roupa pra vestir. 

Porém, o Porto não aceitou a repetição do Pacto Colonial oferecido pelo Flamengo e ficou com a matéria-prima já lapidada. Ao invés de revender para a colônia, o fará para seus primos ricos e esnobes do Velho Continente.

Íbson ficou o quanto pode, mas agora é hora de seguir seu caminho e deixar bons momentos na lembrança. Ele respeitou o Flamengo. Não faltava a treinos, não fingia contusões e, principalmente, não criava polêmicas idiotas via imprensa. Pensava antes de falar e sabia da sua importância dentro e fora de campo. Mesmo assim, e com muito mais bagagem no clube do que qualquer jogador do elenco atual, jamais chorou pela faixa de capitão ou qualquer número que fosse na camisa. Inclusive, Íbson deu a sua ao goleiro que pegou aquele que seria seu último gol pelo time.

Íbson, vá e presenteie o mundo com seu profissionalismo, seriedade e ótimo futebol. E faça cada vez mais aqueles europeus perguntarem “mas o que esse Flamengo tem que não para de fazer jogador bom?”.

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Postado por LucasDL | Comentários (29)

Um minuto de silêncio, por favor

Quarta-feira, 04 Fevereiro 09, 02:07 PM

Assisti ontem a uma matéria no Sportv sobre o primeiro jogo do Brasil de Pelotas após a tragédia. O estádio estava lotado e houve uma série de homenagens para os mortos. Com certeza, torcedores de Grêmio e Inter estiveram entre os presentes e juntos choraram os que iam embora. A matéria era puxada por uma música tentando ser comovente e um texto que não deixa lembranças. Mas uma imagem me chamou a atenção. Durante o minuto de silêncio, os torcedores xavantes gritavam o nome dos jogadores. Entendo a reação, mas acho completamente inadequada. 

Acho que foi Nelson Rodrigues quem disse "no Brasil vaia-se até minuto de silêncio". Uma frase que mostra a educação de seu povo perante acontecimentos que para algumas pessoas são importantes e dolorosos. O cenário é mesmo a cada jogo. O juiz solicita a pausa e as torcidas bradam seus cantos de guerra com palavras apropriadas ao momento como "Porra! Caralho! Vai tomar no Cu! Quem manda nessa porra é a torcida do Urubu".

Não era o caso ontem, claro, mas os leitores entendem o que quero dizer. Quando se vê um minuto de silêncio na Europa,  de fato ouve-se o silêncio. Os jogadores se reunem no meio-campo e o estádio fica de pé, quieto, não importando o time para o qual o morto torcia ou quem fosse o homenageado. Isso se chama respeito. Não só com o falecido, mas com os parentes e amigos. 

Como no Brasil tudo é nas coxas, o minuto de silêncio já começa desrespeitado pelo árbitro. Puxe pela memória e tente lembrar da última vez que o minuto de silêncio durou de fato 1 minuto. Quando chega a 30 segundos é muito. Os jogadores até respeitam, ficam quietos, alguns rezam, mas as torcidas solenemente ignoram.

A única vez que vi esse momento ser respeitado como deveria foi na ocasião da morte do Papa João Paulo II. A morte aconteceu em 02 de abril de 2005 e para o dia seguinte um Fla-Flu estava marcado no Maracanã. Era final da Taça Rio e inflada pela morte do João de Deus, a torcida tricolor compareceu em enorme número. Não suficiente para tomar o espaço dos rubro-negros, mas via-se nos olhos dos torcedores daquele time uma confiança maior do que o normal. Algo como se o Papa estivesse com a 10 naquele dia. 

Antes do jogo começar, a Young Flu puxou umas três ou quatro vezes "à benção João de Deus..." pedindo pela proteção divina. A torcida do Flamengo fazia seu barulho de costume. Com as equipes em campo, deu-se a homenagem e o lado tricolor silenciou. Não se via uma bandeira, um braço erguido, nenhum movimento mais intenso do que uma ajeitada no corpo em busca de conforto. No lado à esquerda das cabines de transmissão, a torcida do Flamengo ainda cantava seu hino quando foi silenciando aos poucos. Alguns revoltados da Jovem continuavam a cantar, mas eram compelidos pelos próprios amigos. E nos 30 segundos finais da homenagem, o silêncio tomou conta do Maracanã como só Giggia havia feito 55 anos antes. Depois, o que se ouviu foi um mar de palmas dos 60 mil presentes ao estádio. Rubro-negros e tricolores ao mesmo tempo homenageando o Papa que ia encontrar seu chefe.

Eu não sou católico, e como eu, muitos estavam naquele dia no Maracanã, além dos praticantes das outras religiões. Mas todos nós prestamos a homenagem como deveria, em respeito à fé do próximo. O respeito que esse país perdeu há muito tempo foi retomado naquele 1 minuto (de verdade, com 60 segundos) no Maracanã. 

Por um minuto, o Rio foi civilizado.

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Postado por LucasDL | Comentários (6)

Corneta!!!

Quarta-feira, 21 Janeiro 09, 12:27 PM

Eu fico puto quando dizem que não posso cornetar meu time. Ficam repetindo que devo apoiar, apoiar e apoiar. Pra que? Já não tem um milhão de pessoas que apóiam no estádio? Eu torço, mas apoiar um bando de sacripanta que finge que corre atrás da bola? As pessoas torcem pro Brasil dar certo, mas não apóiam o Lula. Ele que faça seu trabalho. Aí quando alguém reclama é logo considerado um CORNETEIRO.

Uma pena não morar mais no Rio. Eu pagava ingresso pro Maraca e cornetava mesmo, com vontade. Afinal, não é o próprio clube que fala "no estádio você pode xingar à vontade"? Então, eu pago lá 20 contos, encaro polícia mais mau-humorada (ou mau humorada? odeio a reforma) do que a Gestapo, tomo suco de suor fedorento de torcedor descamisado na catraca, sou mais  apalpado na revista do que atriz em gang-bang, o mate acaba, a coca vem quente, não tem lugar marcado pra sentar, o cachorro-quente só tem mostarda e catchup na salsicha fria, e eu ainda preciso gritar "VAMO LÁ, NILDOVAL!!"???? Ú cacete!

Ele que corra e resolva. Eu vou berrar e cornetar mesmo. A escalação não é a que eu quero, a camisa tá feia, o presidente é gagá, tem diretor montado na grana e o time ainda me toma sacode de 3x0 de equipe sem dinheiro pra pagar quentinha de jogador. Podem citar o torcedor do Boca que apóia o tempo todo. Legal, mas o Boca corre atrás e faz. Se meu time fosse assim, aí beleza, eu apoiaria mais.

Só acho uma graça torcedor cheio de não-me-toques reclamar quando tem alguém cornetando. E jogador de futebol é criança para ser paparicado? É bom saber que tem gente de fora olhando e xingando. Assim o fdp pelo menos 1) mostra que não tá afim e vai embora ou 2) se borra todo e começa a produzir algo.

A cornetagem é uma prática saudável. Não há quem o faça que fique mal depois. Você se alivia, coloca pra fora os problemas e as tensões. Basta não exagerar, aí fica parecendo um chato mesmo. Existem regras para uma boa cornetagem, que se forem quebradas, você corre o risco de não ser mais levado a sério.

1) Cornete todo jogador que seu time contratar, mas foque-se só nos que possuírem algum currículo. Mesmo que seja num campeonato quixeramobense, você deve cornetar. Diga que ele terá que provar que aguenta a pressão da camisa nova e que agora vai disputar campeonato sério. Jogador sem currículo você não corneta, deixa ver o que vai acontecer, mas fala do dirigente.

2) Enquanto sua boca é um extremo da corneta, o dirigente é a outra. Cai dentro mesmo, fala horrores do cara. Tenha sempre em mente que todas as ações dos cartolas visam primeiro o benefício próprio. Se o cara trouxe o Kaká, é porque tem visão política, quer ser senador ou deputado e ainda vai entregar a publicidade do jogador para empresas de amigos onde levará algum de comissão. Se trouxe o Kokô, é porque tem grana de empresário no meio e ele tá levando algum de comissão.

3) A torcida também deve ser alvo da corneta. Podem ser as novas músicas ou as divisões existentes na arquibancada. Já chegue falando que tá dividido, que cada um canta uma coisa e que é impossível apoiar assim. No momento que o estádio começar a cantar música para aperecer na Globo, você já reclama dizendo que isso não empolga jogador e tem que gritar o nome do time. Quando começarem, já sabe, né? Basta dizer que todo mundo já sabe o nome do time que há anos gritam isso sem levar a lugar algum. Mas lembre-se, não insista muito, pois começará a ser chamado de chato.

4) Não esqueça da imprensa. Ela é a maior corneteira, mas utiliza táticas sutíi. E contra ela é preciso estar preparado. Entenda logo a primeira premissa: NENHUM JORNALISTA TORCE PARA O SEU TIME. Mesmo os que dizem torcer, são olho-duplo e trabalham pro inimigo. Partindo desse princípio, escolha os nomes mais conhecidos e ataque qualquer linha que for escrita. Mesmo que o cara mostre com fotos, filmes, testemunhas, exames de laboratório, CPI ou te leve para ver que a sede do clube está destruída, sempre diga que ele faz isso para denegrir a imagem do time e que o dono do jornal possui interesses por trás. Assim, qualquer outra matéria, você já manda antes de ler que "sabe que será algo mentiroso e direcionado". Porém, a imprensa também pode ajudar. A mesma notícia pode ser usada para cornetar o clube. Mas use-as com parcimônia. Escolha bem as notícias e não confunda reclamando da mesma coisa pros dois lados.

5) E os blogueiros? Tanto quem escreve quanto quem comenta são alvos certos de sua corneta. Cara, na boa, ninguém sabe mais do que você. Todos seus argumentos estão corretos, ou você já viu alguém dizer "eu tenho certeza de que estou errado" numa discussão? Se te chamarem de corneteiro, diga que é realista e que tem pena do alienado com quem conversa.

Entenda esses pontos acima e feliz cornetagem. Você se sentirá muito melhor com o tempo e como seu time não ganhará nada mesmo, você sempre poderá dizer que tinha razão. Uma hora reconhecerão seu valor e você já poderá ir para o próximo nível: o cara da palavra final nas discussões que escreve mais de 20 linhas para dizer o que caberia em 3 e termina com "próximo assunto, por favor".

texto sem revisão, to sem saco, e quem cornetar vai pra pqp. você encontra esses e outros no meu blogui

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Postado por LucasDL | Comentários (7)

Quando o Rio fala demais...

Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 01:24 PM

Vocês estão acompanhando essa onda de contratações dos paulistas para cima dos cariocas, certo? A cada jogador que pega a Dutra, ouvimos um lamento ou uma indireta de um dirigente do Rio magoado como marido traido. O que me intriga, é que nenhum cartola tenha capacidade para uma reflexão dos motivos que levaram o jogador a sair da praia para o cimento.

O Fluminense perdeu o Washington e o Junior Cesar, e ainda corre sério risco de dizer adeus pro Arouca. O presidente dos 2 neurônios ficou chateado com o atacante do coração, acusando-o de ser interesseiro e dizendo que quando ele estava mal, o Flu o ajudou. É uma mentira deslavada que a péssima imprensa carioca não se dignificou a desmontar. Washington simplesmente trocou o Flu pelo atual tricampeão brasileiro e favorito à Libertadores. Só isso. Mas para o tricolor do Rio, essa é uma atitude condenável como se o atacante tivesse a obrigação de disputar o carioquinha e a Copa do Brasil. 

O Flamengo fez pior. Dada a consagrada incompetência administrativa, Kléber Leite veio com a pérola que o Botafogo estava proibindo jogadores de assinar com o Flamengo para justificar a perda do Renato Silva. Claro, como esse dirigente pensa que somos todos otários, ele ignora o fato de que o jogador colocou na balança "um clube que paga em dia, está na Libertadores, possui estrutura, já é favorito ao Brasileiro de 2009, pode ir pro Mundial, é sério" contra o que "não paga em dia, não está na Libertadores, ninguém sabe sequer com que time vai disputar o Estadual, quiçá o Brasileiro, ninguém sabe quem manda e o maior orgulho estrutural de 2008 é a aquisição de um ônibus com ar-condicionado". 

E o Botafogo? Esse está desmontando meio-time. A outra metade já foi. Cansados de não ganharem nada - nem títulos, nem salário - partem para outros rumos onde podem chorar de alegria. Não ouvi muitas lamúrias dos dirigentes alvinegros, confesso, mas também vão dizer o que quando três símbolos (Lucio Flavio, Túlio e Diguinho) vazam quase que ao mesmo tempo? Ora, vão dizer que tem estádio - que não paga o aluguel - e segundo o VP do Flamengo, podem ir para qualquer lugar, menos pra Gávea. Felizes estão os torcedores.

Já o primo B da turma nem pode reclamar tanto. O rebaixado Vasco terá que conviver com sobras mesmo. Todo mundo irá para a ceia enquanto os portugueses ficarão ali no canto esperando alguma coisa cair da mesa. Mádson falou que ama o Vasco, mas caiu fora. Leandro chorou o rebaixamento, mas deverá partir. O goleiro Tiago também. Por mais que a torcida goste desses jogadores, o lado profissional deles fala mais alto. O clube não dá condições, é uma bagunça administrativa, salários são surpresa, o presidente está perdido entre um monte de oportunistas e é melhor mesmo para o atleta procurar um lugar mais sadio.

Resumindo, o Rio reclama sem razão. Seus quatro times gostam de historinhas e bravatas, mas os jogadores finalmente perceberam que o sucesso e as vitórias estão fora dos limites da Baía de Guanabara. Com um Campeonato Brasileiro tendo seis paulistas e três cariocas, o futuro em 2009 pode ser bastante perigoso para o pessoal da praia. A mentalidade atrasada ainda reina por aquelas bandas, mas quem sabe um milagre de Natal não muda alguma coisa?

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Postado por LucasDL | Comentários (9)