Segunda-feira, 24 Agosto 09, 02:18 PM
O Flamengo entrou em campo contra o Avaí com um time composto de garotos da base e alguns “estrangeiros”. É lógico que não há equipe no mundo que se sustente dessa forma, estando sem treino, sem experiência e muito menos sem entrosamento. O que a gente vê no final é garoto dando entrevista feliz porque vai dar a camisa pro irmão, de uma derrota por 0x3.
Ninguém descobre a cura da doença no primeiro experimento. Mas falar é fácil, né? O que fazer então?
Há tempos que eu questiono nesse mesmo blog como são feitos os testes da molecada. Não questiono no tom de “é tudo uma merda”, mas na ignorância mesmo. Eu não sei. Já fiz teste no Flamengo, joguei até os 15,16 anos, sei lá, mas na época meus pais decidiram que era melhor estudar e eu não tinha idéia do que se tornaria o futebol hoje. Como não passava necessidade nem era a esperança da família por um mundo melhor, caí fora.
O meu teste foi simples. Me destaquei numa escolinha naquela quadra de salão inclinada ao lado da bocha e fui levado pro pré-mirim. Fiz dois treinos onde hoje são as quadras de tênis, à noite e quase sem luz, e um jogo contra o Monte Líbano. Fiquei e segui. Moleza, não? Sem peneiras no Riocentro, sem empresários, sem duzentos pais torcendo do lado de fora, sem mãe fazendo teste do sofá (ou até mesmo o garoto!) e sem quatrocentos guris com chuteiras vagabundas sonhando com o impossível.
Não me considero craque, mas será que eu teria futuro no Flamengo? Ou seria vendido na primeira oportunidade? Depende muito. Se me destacasse (e dada a minha idade – hoje 31), talvez eu fizesse dois estaduais e um brasileiro. Daí iria pro mundo, pois a Lei Pele ainda não teria nascido e meu passe seria do clube. Isso com dois ou três anos de profissional.
Entendam: se eu tivesse me destacado, teria saído. Fato. Ponto e acabou. Se não tivesse, também teria, mas com mais tempo de casa e não exatamente para onde eu gostaria de ir.
É aí que eu quero chegar.
Li um comentário num blog dedicado ao Flamengo a respeito das pratas-da-casa e o histórico no Flamengo. De fato, como ele mencionou, somente uma deu certo como desejamos – a da década de 80. Que foi “criada” uma década antes.
Zico “nasceu” pro Flamengo em 1971, mas só se firmou como titular em 1974. Ganhou, com pouca participação, o estadual de 72 e com mais presença o de 74. Quatro anos se passaram até que levantasse a taça de 78. Desde a sua estréia até o primeiro brasileiro, foram nove anos. E o time jamais havia sido campeão nacional antes.
Três anos sem estadual.
Nove anos até o Brasileiro.
Vocês esperariam esse tempo por alguém hoje?
O Flamengo espera?
Não falando de Zico, mas o Flamengo esperaria por Júnior, Leandro, Andrade, Adílio...? Não querem citar os fora-de-série? Ok. Então pergunto se esperaram por Marcelinho, Djalminha, Paulo Nunes... Não. Foram todos vendidos à preço de banana e quando atingiram a maturidade, brilharam em outros campos. A frase “craque o Flamengo faz em casa” ganhou o complemento sarcástico e cruel “e vende”.
O Flamengo já obteve sucesso com times caseiros. A equipe campeã da Mercosul de 99 possuía seis “crianças” da Gávea: Juan, Athirson, Lê, Rodrigo Mendes, Leonardo Inácio e Reinaldo. Todas começaram a aparecer em 96, 97 por ali. Reinaldo ficou conhecido em 99 mesmo, com a responsabilidade de substituir ninguém menos do que Romário.
Esse mesmo time venceu o poderosíssimo Vasco duas vezes no Estadual. E não lutou contra o rebaixamento jamais. Em 2001, recheados de craques, a coisa degringolou (literalmente) e os garotos pagaram o pato.
Dois ou três anos depois dessa conquista (sob o comando do maior técnico que o Flamengo já teve, Carlinhos) todos foram embora. Todos. Não sobrou um. Craques? Juan, sim. O resto de mediano pra bom, com potencial se devidamente trabalhado.
Mas o Flamengo não teve paciência. Como não teve com Sávio. Como não teve com Djalminha. Não teve com o atual 10, Adriano. Esse foi embora tão logo apareceu. E por um jogador que faz graça do Flamengo até hoje. É a ânsia por contratar nome.
Mas teve com Zico, para a nossa sorte, que só foi embora em 83, doze anos depois da estréia.
De 90 para cá, com ênfase em 1995, o clube meteu-se numa cultura de contratações a torto e a direito, sem critérios técnicos, onde o marketing é mais importante do que o a precisão no chute. Treinadores e jogadores vêm e vão como gente na rodoviária. O Flamengo, diria Marc Augé, tornou-se um não-lugar. Ninguém fica, todos passam e não se cria identidade.
O moleque que procurou a Gávea, passou perrengue pra treinar e ama o time de torcer na arquibancada é exatamente aquele com quem os dirigentes têm menos paciência. Preferem passar a mão na cabeça de primadonas desleixadas.
Lógico que os tempos mudaram, os empresários agem como falcões procurando uma presa para engordar seu ninho e a garotada está louca para conhecer as maravilhosas capitais da Letônia, Bósnia, Vietnam e Romênia. Mas o Flamengo, esse aí não muda. Ao invés de engrossar como Renato Augusto e dar tempo ao tempo, preferiu fazer a “maior venda da sua história” e ficou apenas com pequenas fatias da pizza. O dinheiro já era.
De fato, como disse o tal comentarista do blog, uma única vez na história deu certo montar um time da base. Na única vez que o Flamengo não foi Flamengo e teve paciência. Hoje, o Zico não ficaria dois anos no clube e seria vendido por um décimo do valor. Para pagar o salário do Bruno, do Juan, do Léo Moura...
Quarta-feira, 04 Fevereiro 09, 02:07 PM
Assisti ontem a uma matéria no Sportv sobre o primeiro jogo do Brasil de Pelotas após a tragédia. O estádio estava lotado e houve uma série de homenagens para os mortos. Com certeza, torcedores de Grêmio e Inter estiveram entre os presentes e juntos choraram os que iam embora. A matéria era puxada por uma música tentando ser comovente e um texto que não deixa lembranças. Mas uma imagem me chamou a atenção. Durante o minuto de silêncio, os torcedores xavantes gritavam o nome dos jogadores. Entendo a reação, mas acho completamente inadequada.
Acho que foi Nelson Rodrigues quem disse "no Brasil vaia-se até minuto de silêncio". Uma frase que mostra a educação de seu povo perante acontecimentos que para algumas pessoas são importantes e dolorosos. O cenário é mesmo a cada jogo. O juiz solicita a pausa e as torcidas bradam seus cantos de guerra com palavras apropriadas ao momento como "Porra! Caralho! Vai tomar no Cu! Quem manda nessa porra é a torcida do Urubu".
Não era o caso ontem, claro, mas os leitores entendem o que quero dizer. Quando se vê um minuto de silêncio na Europa, de fato ouve-se o silêncio. Os jogadores se reunem no meio-campo e o estádio fica de pé, quieto, não importando o time para o qual o morto torcia ou quem fosse o homenageado. Isso se chama respeito. Não só com o falecido, mas com os parentes e amigos.
Como no Brasil tudo é nas coxas, o minuto de silêncio já começa desrespeitado pelo árbitro. Puxe pela memória e tente lembrar da última vez que o minuto de silêncio durou de fato 1 minuto. Quando chega a 30 segundos é muito. Os jogadores até respeitam, ficam quietos, alguns rezam, mas as torcidas solenemente ignoram.
A única vez que vi esse momento ser respeitado como deveria foi na ocasião da morte do Papa João Paulo II. A morte aconteceu em 02 de abril de 2005 e para o dia seguinte um Fla-Flu estava marcado no Maracanã. Era final da Taça Rio e inflada pela morte do João de Deus, a torcida tricolor compareceu em enorme número. Não suficiente para tomar o espaço dos rubro-negros, mas via-se nos olhos dos torcedores daquele time uma confiança maior do que o normal. Algo como se o Papa estivesse com a 10 naquele dia.
Antes do jogo começar, a Young Flu puxou umas três ou quatro vezes "à benção João de Deus..." pedindo pela proteção divina. A torcida do Flamengo fazia seu barulho de costume. Com as equipes em campo, deu-se a homenagem e o lado tricolor silenciou. Não se via uma bandeira, um braço erguido, nenhum movimento mais intenso do que uma ajeitada no corpo em busca de conforto. No lado à esquerda das cabines de transmissão, a torcida do Flamengo ainda cantava seu hino quando foi silenciando aos poucos. Alguns revoltados da Jovem continuavam a cantar, mas eram compelidos pelos próprios amigos. E nos 30 segundos finais da homenagem, o silêncio tomou conta do Maracanã como só Giggia havia feito 55 anos antes. Depois, o que se ouviu foi um mar de palmas dos 60 mil presentes ao estádio. Rubro-negros e tricolores ao mesmo tempo homenageando o Papa que ia encontrar seu chefe.
Eu não sou católico, e como eu, muitos estavam naquele dia no Maracanã, além dos praticantes das outras religiões. Mas todos nós prestamos a homenagem como deveria, em respeito à fé do próximo. O respeito que esse país perdeu há muito tempo foi retomado naquele 1 minuto (de verdade, com 60 segundos) no Maracanã.
Por um minuto, o Rio foi civilizado.
Sexta-feira, 30 Janeiro 09, 10:45 AM
Em primeiro lugar, é claro que salários devem ser pagos. Isso é primordial em qualquer lugar do mundo. Dito isso, vamos ao texto.
Marcelinho Paraíba não foi barrado porque reclamou. Essa posição foi comprada por quem gosta de polemizar. Ele não jogou nada na estréia, vinha mal nos treinamentos enquanto outros estavam melhores. O Flamengo não tem o hábito nem o costume de barrar jogadores que falam demais. Muito pelo contrário, sempre deu uma abertura às vezes excessiva nesses casos. Como também não costuma pagar salários, logo se habituou a não ganhar nada. Erros que vêm de cima e se alojam na parte debaixo.
Marcelinho entrou contra o portentoso Bangú e ajudou o time a virar a partida. Ele e o juiz, mas isso é outro papo. Só que agora chamam isso de cala a boca do jogador para o clube. Provocam essa situação. Jogador barrado não fica nem no banco e Marcelinho ficou. Depois entrou e foi melhor do que o substituído. Só isso. Que o Flamengo é uma bagunça generalizada, até os mortos sabem, mas não é preciso aumentar o que não existe.
A culpa é sempre da instituição? Para os acomodados é melhor dizer que sim. É mais fácil dar porrada em quem tem 100 anos de histórias e confusões do que nos jogadores, que fazem diariamente um rodízio das mesmas palhaçadas. Por exemplo, Thiago Neves.
O cara era o 10 do Fluminense recém-vice da Libertadores. Era rei para a torcida. Recebia seu salário (alto) em dia. E resolveu ir para o Hamburgo da Alemanha. Hoje, menos de um ano depois, quer voltar. Alega as mesmas desculpas de sempre: o frio, a comida, a língua, o técnico... Como se nunca tivesse nevado no inverno da Bavária, como se o chucrute não tivesse repolho desde que o mundo é mundo, como se os alemães falassem daquele jeito para sacaneá-lo e como se todo treinador do mundo fosse suscetível e paizão como os cariocas. Mas Thiago Neves quer voltar e ainda reclama que os dirigentes hamburguenses estão dificultando sua liberação. Queria o que? Mais de 7 milhões de euros gastos e vão devolver assim de graça? E o contrato que será rasgado?
Por que só vemos essa história de jogador que quer voltar, partindo daqueles que foram para Shaktar, Hamburgo, Olympiakos, Rosberg, Steua, Dinamo, mas nunca de quem foi pro Milan, Barcelona, Chelsea? E agora não estão respeitando nem mais o primeiro ano do contrato. Querem voltar logo no primeiro floco de neve.
Jogadores e imprensa vivem clamando pelo profissionalismo dos clubes, mas acham graça quando um chega e fala "fingem que pagam e eu finjo que jogo". Pera aê!! O cara faz de palhaços a torcida, a própria imprensa, os companheiros e todo mundo que acompanha o futebol e o povo ri? Por que não viram pra ele e dizem "fica em casa"? Tá no seu direito, relaxa no sofá, vai sair com a família, vai dormir, mas deixa lá quem quer jogar.
É lógico que a reclamação de quem não recebe é justa, não importa o valor combinado. Eu já passei por isso e não era nem 5% do que o Marcelinho reclama. Eu não sou rico, ele é. Não sou famoso, ele é. Meu mercado é muito menor do que o dele, mas quando aconteceu comigo, simplesmente fiquei em casa. Obviamente que houve conversa, pacífica, mas eu determinei que só voltaria ao trabalho no dia que recebesse pelo meu esforço no mês anterior. A empresa não tinha grana. Me deram um computador e fui embora. Com Marcelinho, Flamengo e os valores envolvidos, o caldo engrossa, mas o jogador está em seu pleno direito de não jogar, até porque confessou estar desanimado e preocupado com outras situações. Então que chegue na imprensa e aprenda a dar uma declaração dizendo que não está em condições de jogar e outro melhor preparado estará no lugar. Simples e profissional. E o clube que se vire para pagar.
Mas eu gostaria muito de saber a reação da torcida e imprensa se um jogador tomar a atitude acima. É logo considerado mercenário. Ninguém nunca agradará gregos e troianos nesse negócio chamado futebol. Mas o chato mesmo é quando os gregos e troianos concordam que não querem ser agradados. Aí é osso.
Segunda-feira, 26 Janeiro 09, 01:59 PM
Os dirigentes e os atletas. Os dirigentes gostam de ser amadores. Para eles é melhor mexer com os cheques sem precisam prestar contas. Imagino se o presidente de um clube de futebol não exige diploma e experiência profissional em qualquer um de seus negócios fora do clube, mas passa por cima desse detalhes até em benefício próprio quando é para administrar seu time de coração.
O atleta também. Apesar de fazer do jogo a sua profissão, ele sempre se submete a esses caprichos ao invés de formar um sindicato forte que de fato brigue por seus direitos. Não força que alguém pague a conta.
No caso Flamengo x olímpicos, é difícil dizer quem tem razão. O clube reclama que o COB não repassa verbas para os atletas que treinam em suas dependências e depois representam o Brasil nos jogos. Justo, de certa forma. Jogadores de futebol também não recebem da CBF ou equivalente quando disputam uma Copa do Mundo. E não vejo dirigente brigando por isso.
O grande ponto é que antes de fazer o dever de casa, o presidente do Flamengo já quis tirar 10 na prova. Ele prometeu em suas campanhas que separaria o futebol do social e esportes olímpicos. Não o fez. Pelo contrário, prendeu o clube a um contrato que para receber depende de uma certidão que perde sua validade a cada seis meses. Quem não acredita, basta ver como estão os salários do futebol, novamente atrasados.
Por que Marcio Braga simplesmente não mudou o patrocinador, incluindo verba para os olimpicos no contrato, em caso contrário dando a liberdade para estes buscarem seus sponsors? Por que a Petrobras precisa dominar o Flamengo como é hoje?
Não entro no mérito de quanto é destinado ou não é para cada área, mas a meu ver, o problema seria solucionado em parte com uma postura avançada do Flamengo em relação ao seu patrocinador. Mas o clube prefere sempre jogar na retaguarda. Não há quem me convença nesse mundo que o único patrocinador que o Flamengo possa arrumar seja a Petrobras.
Para Marcio Braga é muito conveniente colocar a culpa no governo, como o fez em 2004 para justificar o não recebimento das verbas da BR, quando a culpa era do Flamengo qu enão honrava seus compromissos. A culpa é sempre do governo, para o comando do clube. O Flamengo dá o espaço para atletas treinarem e o governo pode sim ajudar. Mas antes disso, o Flamengo é que tem que saber se pode ou não dar esse espaço. Se não tem como, não adianta inventar desculpas.
Quanto custa um jogador do time profissional, por mês? Há no elenco alguma sumidade, algum Zidane? Não, né? Então por que não tirar um que seja? Além da economia que teria no futebol, usaria apenas parte da verba para bancar esses atletas, considerando, claro, os valores baixos pagos anteriormente. Se for para cortar na carne, que corte no filet mignon mesmo, na parte mais cara. Nunca vi ninguém economizar cortando o bife de fígado.
Quarta-feira, 21 Janeiro 09, 12:27 PM
Eu fico puto quando dizem que não posso cornetar meu time. Ficam repetindo que devo apoiar, apoiar e apoiar. Pra que? Já não tem um milhão de pessoas que apóiam no estádio? Eu torço, mas apoiar um bando de sacripanta que finge que corre atrás da bola? As pessoas torcem pro Brasil dar certo, mas não apóiam o Lula. Ele que faça seu trabalho. Aí quando alguém reclama é logo considerado um CORNETEIRO.
Uma pena não morar mais no Rio. Eu pagava ingresso pro Maraca e cornetava mesmo, com vontade. Afinal, não é o próprio clube que fala "no estádio você pode xingar à vontade"? Então, eu pago lá 20 contos, encaro polícia mais mau-humorada (ou mau humorada? odeio a reforma) do que a Gestapo, tomo suco de suor fedorento de torcedor descamisado na catraca, sou mais apalpado na revista do que atriz em gang-bang, o mate acaba, a coca vem quente, não tem lugar marcado pra sentar, o cachorro-quente só tem mostarda e catchup na salsicha fria, e eu ainda preciso gritar "VAMO LÁ, NILDOVAL!!"???? Ú cacete!
Ele que corra e resolva. Eu vou berrar e cornetar mesmo. A escalação não é a que eu quero, a camisa tá feia, o presidente é gagá, tem diretor montado na grana e o time ainda me toma sacode de 3x0 de equipe sem dinheiro pra pagar quentinha de jogador. Podem citar o torcedor do Boca que apóia o tempo todo. Legal, mas o Boca corre atrás e faz. Se meu time fosse assim, aí beleza, eu apoiaria mais.
Só acho uma graça torcedor cheio de não-me-toques reclamar quando tem alguém cornetando. E jogador de futebol é criança para ser paparicado? É bom saber que tem gente de fora olhando e xingando. Assim o fdp pelo menos 1) mostra que não tá afim e vai embora ou 2) se borra todo e começa a produzir algo.
A cornetagem é uma prática saudável. Não há quem o faça que fique mal depois. Você se alivia, coloca pra fora os problemas e as tensões. Basta não exagerar, aí fica parecendo um chato mesmo. Existem regras para uma boa cornetagem, que se forem quebradas, você corre o risco de não ser mais levado a sério.
1) Cornete todo jogador que seu time contratar, mas foque-se só nos que possuírem algum currículo. Mesmo que seja num campeonato quixeramobense, você deve cornetar. Diga que ele terá que provar que aguenta a pressão da camisa nova e que agora vai disputar campeonato sério. Jogador sem currículo você não corneta, deixa ver o que vai acontecer, mas fala do dirigente.
2) Enquanto sua boca é um extremo da corneta, o dirigente é a outra. Cai dentro mesmo, fala horrores do cara. Tenha sempre em mente que todas as ações dos cartolas visam primeiro o benefício próprio. Se o cara trouxe o Kaká, é porque tem visão política, quer ser senador ou deputado e ainda vai entregar a publicidade do jogador para empresas de amigos onde levará algum de comissão. Se trouxe o Kokô, é porque tem grana de empresário no meio e ele tá levando algum de comissão.
3) A torcida também deve ser alvo da corneta. Podem ser as novas músicas ou as divisões existentes na arquibancada. Já chegue falando que tá dividido, que cada um canta uma coisa e que é impossível apoiar assim. No momento que o estádio começar a cantar música para aperecer na Globo, você já reclama dizendo que isso não empolga jogador e tem que gritar o nome do time. Quando começarem, já sabe, né? Basta dizer que todo mundo já sabe o nome do time que há anos gritam isso sem levar a lugar algum. Mas lembre-se, não insista muito, pois começará a ser chamado de chato.
4) Não esqueça da imprensa. Ela é a maior corneteira, mas utiliza táticas sutíi. E contra ela é preciso estar preparado. Entenda logo a primeira premissa: NENHUM JORNALISTA TORCE PARA O SEU TIME. Mesmo os que dizem torcer, são olho-duplo e trabalham pro inimigo. Partindo desse princípio, escolha os nomes mais conhecidos e ataque qualquer linha que for escrita. Mesmo que o cara mostre com fotos, filmes, testemunhas, exames de laboratório, CPI ou te leve para ver que a sede do clube está destruída, sempre diga que ele faz isso para denegrir a imagem do time e que o dono do jornal possui interesses por trás. Assim, qualquer outra matéria, você já manda antes de ler que "sabe que será algo mentiroso e direcionado". Porém, a imprensa também pode ajudar. A mesma notícia pode ser usada para cornetar o clube. Mas use-as com parcimônia. Escolha bem as notícias e não confunda reclamando da mesma coisa pros dois lados.
5) E os blogueiros? Tanto quem escreve quanto quem comenta são alvos certos de sua corneta. Cara, na boa, ninguém sabe mais do que você. Todos seus argumentos estão corretos, ou você já viu alguém dizer "eu tenho certeza de que estou errado" numa discussão? Se te chamarem de corneteiro, diga que é realista e que tem pena do alienado com quem conversa.
Entenda esses pontos acima e feliz cornetagem. Você se sentirá muito melhor com o tempo e como seu time não ganhará nada mesmo, você sempre poderá dizer que tinha razão. Uma hora reconhecerão seu valor e você já poderá ir para o próximo nível: o cara da palavra final nas discussões que escreve mais de 20 linhas para dizer o que caberia em 3 e termina com "próximo assunto, por favor".
texto sem revisão, to sem saco, e quem cornetar vai pra pqp. você encontra esses e outros no meu blogui.
Sexta-feira, 26 Dezembro 08, 07:55 PM
Para entenderem melhor o que está escrito abaixo, sugiro a leitura desse post de Arthur Muhlenberg, guru meu e do muslim Gustones.
O texto está aqui.
Leu? Bom, vamos lá.
Muito interessante esse texto. Minha pergunta é: por que não parte da diretoria uma campanha dessas? O próprio KL fez no biênio 96/97 uma campanha bem sucedida (quem não lembra do SOU SÓCIO nas
camisas?). Mas por que não fazem?
Como o Arthur colocou, imagina a grana que 40 mil associados não trariam pro Flamengo?
Eu penso nas seguintes hipóteses:
1) Medo - todo dirigente do Flamengo sabe que mais sócios = maior chance de serem banidos da Gávea. Então é melhor ficarem quietinhos sem mexer em ninho de marimbondo.
2) Vergonha - como pedir para alguém pagar lá uma quantia mensal para usufruir da Gávea, que parece uma versão carioca de Pompéia, quando por menos (ou o mesmo valor) pode-se pagar mensalidades
em outros clubes, ou até mesmo de graça curte-se uma praia na ensolarada Rio de Janeiro?
3) Não sabem - a mais simples e óbvia de todas as constatações. Não sabem como, nem onde, nem porquê fazer. Não tem como arrumar parceiro pra isso então é preciso pensar sozinho e assumir os
custos.
O amor pelo clube é grande e imensurável em cada torcedor. Mas o dinheiro corre em direção oposta. Há os que podem pagar e os que não podem, seja qual valor for. Só que uma coisa é sangrar os
vencimentos mensais por um bem essencial como água, luz e comida. Outro caso é mandar dinheiro para quem notoriamente não possui a confiança do torcedor. Entendam que não chamo ninguém disso ou
daquilo, apenas é uma constatação. Eles não contam com a confiança do torcedor. Só se conquista um público trabalhando forte para ele, ao invés de fazerem como hoje que esperam resultados em
campo antes de tomarem qualquer atitude.
Algumas idéias (boas) foram mal-conduzidas e isso satura quem deveria comprar a idéia. Por que as pulseiras não continuam bombando? Moda? Eu perdi a minha há um tempo atrás e queria uma nova.
Agradeço, de verdade, se me falarem onde posso adquirir novas. Se for só na Fla-Boutique, é, perdi playboy. Isso não é bom.
Para não dizer que não elogio, o KL teve idéias ótimas no seu primeiro mandato, mas que caíram no esquecimento devido aos péssimos resultados obtidos em campo. O Fla-Bingol mantinha o Flamengo
na TV o tempo todo. As camisas "Sou Sócio" foram, posso apostar, um dos modelos mais vendidos e conseguiam barrar bem a pirataria. Foi uma pena que não tenham vingado por causa do time. Mas por
que não retomar, com novo desenho e o aprendizado das outras campanhas? By the way, KL, assuma o marketing. Você é melhor nisso do que no futebol. E muito melhor do que o atual no cargo.
Acho o texto do Arthur ótimo, mas não é ele quem tem que fazer. É o Flamengo. Não é o torcedor que tem que dizer "compre o produto", mas o vendedor, no caso, o clube. Tem que ser de forma
incisiva, como fazem Inter e Grêmio no sul. Precisa massacrar, colocar nas camisas, o time entrar com faixas antes do jogos, criar planos que facilitem o processo, sei lá!! PENSAR
MARKETING.
Mas por que não fazem, essa é a pergunta de 1 milhão de sócios.
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Desculpem se não escrevi desejando boas festas. Não foi indelicadeza e nem falta de respeito. É que para mim, Natal e ano novo são dois dias no calendário como outros qualquer. Tá, o ano novo é diferente pois ele muda o numeruzinho ali no final do calendário.
Mas entendo o significado da coisa e por isso, desejo de coração a todos aqui n'OleOle, o melhor Natal possível, com muita fartura, presentes, família e alegria. Até para os que por motivos religiosos passam longe da data.
Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 01:24 PM
Vocês estão acompanhando essa onda de contratações dos paulistas para cima dos cariocas, certo? A cada jogador que pega a Dutra, ouvimos um lamento ou uma indireta de um dirigente do Rio magoado como marido traido. O que me intriga, é que nenhum cartola tenha capacidade para uma reflexão dos motivos que levaram o jogador a sair da praia para o cimento.
O Fluminense perdeu o Washington e o Junior Cesar, e ainda corre sério risco de dizer adeus pro Arouca. O presidente dos 2 neurônios ficou chateado com o atacante do coração, acusando-o de ser interesseiro e dizendo que quando ele estava mal, o Flu o ajudou. É uma mentira deslavada que a péssima imprensa carioca não se dignificou a desmontar. Washington simplesmente trocou o Flu pelo atual tricampeão brasileiro e favorito à Libertadores. Só isso. Mas para o tricolor do Rio, essa é uma atitude condenável como se o atacante tivesse a obrigação de disputar o carioquinha e a Copa do Brasil.
O Flamengo fez pior. Dada a consagrada incompetência administrativa, Kléber Leite veio com a pérola que o Botafogo estava proibindo jogadores de assinar com o Flamengo para justificar a perda do Renato Silva. Claro, como esse dirigente pensa que somos todos otários, ele ignora o fato de que o jogador colocou na balança "um clube que paga em dia, está na Libertadores, possui estrutura, já é favorito ao Brasileiro de 2009, pode ir pro Mundial, é sério" contra o que "não paga em dia, não está na Libertadores, ninguém sabe sequer com que time vai disputar o Estadual, quiçá o Brasileiro, ninguém sabe quem manda e o maior orgulho estrutural de 2008 é a aquisição de um ônibus com ar-condicionado".
E o Botafogo? Esse está desmontando meio-time. A outra metade já foi. Cansados de não ganharem nada - nem títulos, nem salário - partem para outros rumos onde podem chorar de alegria. Não ouvi muitas lamúrias dos dirigentes alvinegros, confesso, mas também vão dizer o que quando três símbolos (Lucio Flavio, Túlio e Diguinho) vazam quase que ao mesmo tempo? Ora, vão dizer que tem estádio - que não paga o aluguel - e segundo o VP do Flamengo, podem ir para qualquer lugar, menos pra Gávea. Felizes estão os torcedores.
Já o primo B da turma nem pode reclamar tanto. O rebaixado Vasco terá que conviver com sobras mesmo. Todo mundo irá para a ceia enquanto os portugueses ficarão ali no canto esperando alguma coisa cair da mesa. Mádson falou que ama o Vasco, mas caiu fora. Leandro chorou o rebaixamento, mas deverá partir. O goleiro Tiago também. Por mais que a torcida goste desses jogadores, o lado profissional deles fala mais alto. O clube não dá condições, é uma bagunça administrativa, salários são surpresa, o presidente está perdido entre um monte de oportunistas e é melhor mesmo para o atleta procurar um lugar mais sadio.
Resumindo, o Rio reclama sem razão. Seus quatro times gostam de historinhas e bravatas, mas os jogadores finalmente perceberam que o sucesso e as vitórias estão fora dos limites da Baía de Guanabara. Com um Campeonato Brasileiro tendo seis paulistas e três cariocas, o futuro em 2009 pode ser bastante perigoso para o pessoal da praia. A mentalidade atrasada ainda reina por aquelas bandas, mas quem sabe um milagre de Natal não muda alguma coisa?
Terça-feira, 16 Dezembro 08, 11:17 AM
Goleiros: Lugão e Bruno
Laterais Direitos: Reginaldo Araujo, Valentim, China, Ricardo Lopes, Léo Matos, Leonardo Moura, Rafael e Luizinho.
Laterais esquerdos: Nielsen, André Santos, Athirson, Júlio Cézar, Juan, Roger, Gerson Magrão, Eltinho e Fernando.
Zagueiros: Valdomiro, Dimitri, Renato Silva, Ronaldo Angelim, Emerson, Junior Baiano, Fernando, Moisés, Irineu, Tiago, Fábio Luciano, Rodrigo, Leonardo, Fabiano e Didinho.
Volantes: Da Silva, Douglas Silva, Augusto Recife, Léo, Goeber, Paulinho, Marabá, Clayton, Jailton, Leandro Salinas, Advald, Christian, Kleberson, Colace, Jonatas e Gavilan.
Apoiadores: Juliano, Adrianinho, Marcio Guerreiro, Caio, Renato Abreu, Assunção, Souza, Diego Souza, Rodrigo, Toró, Deni, Walter Minhoca, Léo Medeiros, Zinho, Leo Lima, Saraiva, Thiago Coimbra, Juninho Paulista, Luciano Sorriso, Íbson, Roger, Marcinho, Everton e Sambueza.
Atacantes: Rafael Gaúcho, Flávio, Marcelo Bangu, Negreiros, Wellington, Dimba, Dill, Marcos Dener, Alessandro, Obina, Fábio Junior, Ramirez, Josafá, Marcelo Moscatelli, Éder, Peralta, Luizão, Diego Silva, Jajá, Leonardo, Roni, Souza, Sávio, Jean, Josiel, Max Biancucchi, Diego Tardelli, Marcelinho Paraíba, Fierro e Vandinho.
Técnicos: Abel, Andrade, PC Gusmão, Ricardo Gomes, Julio César Leal, Waldermar Lemos, Joel Santana, Cuca, Celso Roth, Espinoza, Ney Franco e Caio Junior.
Esses nomes acima são todos aqueles que foram contratados pelo Flamengo de 2004 pra cá. São mais de 100, se não errei a conta. Outros também jogaram, mas já estavam no clube antes desse período, como o meia Felipe e os prata-da-casa. Contratados por Junior, Anderson Barros, Gerson Biscotto e Kléber Leite, cada um a seu tempo. Esses nomes acima foram responsáveis por três títulos estaduais e uma Copa do Brasil. Também foram responsáveis, à sua maneira, pelo 30/06, duas lutas contra rebaixamento, a derrota para o America, goleada pro Madureira, duas eliminações de Libertadores e outros percalços que cabem aos times de futebol.
Entendam que não coloco toda a culpa, nesse caso, sobre o Kléber Leite. Seria leviano de minha parte. Também não posso dizer que o Marcio Braga errou completamente já que foi ele quem chamou seus gerentes/diretores/VPs de futebol ao longo desse tempo. Cada um tem sua responsabilidade, dadas as condiçõe$ na época.
Porém, Marcio Braga errou sim. Errou em não fazer valer seu papel de presidente ao exigir critério nas contratações. E cada subalterno direto seu errou também ao imputar sempre aos treinadores a culpa por cada jogador. Quantas vezes não ouvimos "contratei quem o técnico pediu"? Mas aí a culpa é do chefe sim, pois ele mostra que não tem nenhum tipo de cuidado ou estudo sobre quem comprar. Traz o jogador e espera para ver no que dá. Como a chance de não vencer é bem maior do que o oposto, logo vemos um treinador indo embora e deixando seus antigos comandados à deriva. O próximo que entra promove sua limpa e lá vamos nós de novo.
Começando mais uma temporada de contratações, o Flamengo joga nomes no ventilador e vai alimentando manchetes com a maestria adquirida lá pelos idos de 1995. Uma cultura que nada trouxe de benéfico ao clube. Apenas dívidas monstruosas e um time novo a cada seis meses.
Se Kléber Leite disse abertamente que os direitos dos jogadores são em boa parte do clube e possuem contratos longos, por quê não mantê-los, uma vez que a base está formada, e contratar apenas peças realmente carentes? Por que fala-se na saída do Juan, se ele tem contrato até 2010? De que adianta renovar, se o cara vai embora dois anos antes? Vem um dinheiro de multa rescisória? Mas e o entrosamento, quem paga? Quanto tempo para um novo lateral se acertar, se é que vai? Esse dinheiro vai pagar dívidas, resolver os problemas do clube, ou vai apenas trazer mais um teste para seis meses?
Eu, Lucas, acho, minha opinião, que ao Flamengo falta um atacante de verdade melhor do que o Obina (por consequência, melhor do que o Eto'o) e um cara para pensar jogadas. O time não tem isso faz tempo. Nem mesmo um batedor de faltas. Eu sei que um 10 é difícil de encontrar, mas existem opções.
Cuca sugeriu Lucio Flavio. Ele viu essa carência. Conca não é esse jogador, embora seja um ótimo atacante. Mas não matador. O SPFC sabia dessa deficiência e por isso pegou o Washington. Eles possuem um 9. O Flamengo tinha o Souza, que era fraco, mas era a referência. Fernando Baiano passou pelo clube em 2003 e fez gols, serviu esse papel ao lado de Edílson e com Felipe armando. O time terminou em oitavo.
Para esse 10, ou algo próximo, imagino que a solução esteja mais perto do que pensam. Jônatas pode ser alguém para pensar o futebol, mas precisa ser motivado. Trabalho para Cuca e Kléber Leite. Para cobrar faltas que peguem alguém no time ou tragam o Lucio Flavio. É uma arma importante e o Flamengo só fez DOIS GOLS dessa maneira em todo o ano de 2008. Desde a saída de Renato que não sabemos mais o que é perigo em bola parada.
Critério, só isso. Que façam contratações para as posições certas. Não sei se minha idéia é a melhor, nem sou o cara mais indicado para isso, mas gostaria que alguém pudesse me responder o que Diguinho pode fazer que Cristian, Kléberson, Jaílton, Íbson, Toró e Jonatas também não façam, até melhor.
Sexta-feira, 12 Dezembro 08, 02:31 PM
Quinta-feira, 11 Dezembro 08, 11:47 AM
Aliás, ela decidiu agora que o goleiro do São Paulo é o craque do Brasileirão. Apenas ela. Na eleição da CBF, feita por jornalistas e treinadores, ele não foi sequer o melhor goleiro. Há muito que a Bola de Ouro caiu no ostracismo.
Através de matérias sensacionalistas, como estampar problemas pessoais de ex-jogadores, ou escritas com fontes buscadas na boataria, a Placar foi colecionando fracassos que o povo vai percebendo ao longo dos meses. Antes da Copa América de 2007, a revista publicou extensa matéria mostrando como e porque o Brasil seria eliminado cedo para ver a Argentina levantar a taça no final.
Eis que após esse comportamento, a publicação ainda reclama quando o treinador não lhe dá uma entrevista. O mesmo faz Romário, porque a Placar resolveu que o jogador não estava perto dos 1000 gols. Na ausência de um critério oficial para a contagem, a citada fez o seu e se recusou a aceitar o que Romário dizia. Resultado: o mundo inteiro noticiou o fato, menos a principal revista mensal de futebol do Brasil. Porque ela não quis.
A mais nova errata é a contratação de Ronaldo. Placar estampou a capa acima. Como se sabe hoje, errou feio. As fontes da revista precisam se atualizar, pois faz tempo que não acerta uma. E pior, a revista, numa autêntica atitude Veja de ser, se colocou acima do resto da imprensa, esnobando os jornalistas que davam a notícia. Essa capa mostra claramente a humildade da revista. A mesma que publica um dossiê sobre a convocação de Ronaldinho Gaúcho baseada numa fonte que teria ouvido, em algum momento dos 90 minutos de Brasil x Argentina, Ricardo Teixeira dizer "assim não dá". A revista, inclusive, deve estar espumando de raiva por não ter inventado a troca de treinadores antes de Renato Maurício Prado, outro pródigo contador de histórias.
Espero que ao fim dessa história, a Placar realmente cumpra o que diz em seu título e trate o assunto Ronaldo - Corinthians como ela julga ser merecedor. Ignore e vá procurar outros textos porque ela não tem direito de abordar essa questão. No campo da moral e do jornalismo, a revista acabou de dar uma barriga fenomenal. Com trocadilho.
On C de campeão