Quinta-feira, 07 Junho 07, 06:51 PM
Sem esse papo de nova ordem e o carvalho à 4. O Fluminense foi grande e de acordo com suas tradições, sofreu, mas ganhou. Já temos um time grande na Libertadores do ano que vem.
Ah, nem todos disputaram? E daí? Estavam lá Palmeiras, Corinthians, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Atletico PR, Botafogo, Vasco.... O Flu não tem nenhuma culpa pelas idéias ridículas da CBF, fez o seu papel e já está com o ano ganho. Resta saber agora, se vai fazer como todo time carioca, ou se vai pensar direito. O que quero dizer com isso:
É comum no Rio, uma vez que uma meta é atingida, esquecer que ainda exite ano pela frente. O Flamengo, em 2006, teve cinco meses para preparar o time para a Libertadores. A primeira contratação veio em fevereiro, Souza. A grande preocupação era não cair no Brasileiro. Pensaram pequeno e não superaram o medíocre Defensor.
O Flu não tem problemas financeiros, mas sim, de inteligência. Como o clube é refém da Unimed, corre o sério risco de contratar a esmo, sem montar time nenhum. Para o plano de saúde, a Libertadores é uma ótima vitrine. Contratar é preciso. Contratar certo, é imprescindível. E o Flu é pródigo em trazer bondes sem nenhum critério. E aposto meu nome como Roger Galisteu é o primeiro da lista. E ainda dobro a aposta, com o meu sobrenome, que o Carlos Alberto e ele vão se dar muito bem, até a primeira derrota. Duas estrelinhas para uma camisa 10. Ah sim, tem o Felipe, Fabiano Eller...tanta gente que vai querer mamar na Unimed agora.
Mas é hora de comemorar. O Flu conseguiu um título importante depois de 23 anos (terceirona não, pelamordedeus). Dane-se o que dizem os recalcados que sempre querem diminuir os feitos dos demais. E o Rio já está na Libertadores 2008. Quanto ao Figueira, tem que comer muito arroz com feijão para ser alguma coisa...
Quinta-feira, 31 Maio 07, 05:32 PM
Final de Copa do Brasil, primeiro jogo no Maracanã. O time de fora equilibra as ações, a torcida fica tensa com o passar do tempo e a não materialização da vantagem de jogar em casa. Os "estrangeiros" abrem o marcador, com um belo gol, no segundo tempo. O desespero começa a tomar conta do anfitrião e de sua torcida.
Faltando pouco, muito pouco para o fim do jogo, os donos da casa empatam. Um camisa 9, centro-avante típico, com pouca habilidade mas presença e oportunismo, marca o gol e enche a torcida e a equipe de esperanças. A decisão fica para a outra semana, fora de casa. O gol criou a ilusão perigosa.
Isso ocorreu ontem, certo? Também! Mas aconteceu em 2003, na final da mesma CdB entre Flamengo e Cruzeiro. No primeiro ato, no Rio, Alex, de letra, abriu o marcador para os mineiros. Fernando Baiano, o 9 rubro-negro, empatou para o Fla no último minuto. A torcida se encheu de esperanças, afinal não havia perdido e o time correu atrás do resultado. O gol no finalzinho, diziam os torcedores, teria abalado o Cruzeiro. No Mineirão, o time de Alex e Luxemburgo enfiou 3x1 e ficou com a taça.
O grande problema dessa história, foi o gol. De Baiano naquela ocasião e de Magrão ontem. É claro que o gol é necessário, mas nas condições que nasceu, cria uma ilusão, uma esperança que mascara a verdade. Tivesse o jogo terminado 1x1, mas o gol do Flu ocorrido aos 38 do segundo tempo, a sensação seria outra, tal como naquele jogo de 2003. Os tricolores estariam mais aliviado, porém mais aborrecidos, pois havia tempo para o segundo e ele não veio. O mesmo em 2003, se Fernando Baiano tivesse marcado aos 30, 35. E essa mesmíssima sensação foi experimentada pelos vascaínos em 2004, quando Coutinho fez um gol que parecia salvador, ao final do primeiro jogo contra o Flamengo, na descisão do Estadual. Ali, o placar marcaria 2x1 para o Fla e fez com que o time de São Januário visse uma missão menos difícil à frente. O final, 3x1 Flamengo, campeão no segundo jogo.
O meu ponto é que não se deve achar que pelo gol no final, o time vá mostrar atitude na próxima partida. Cada jogo é um jogo e o Flu perdeu a chance de abrir vantagem, tal como fez o Grêmio. Talvez respeito excessivo, que o Grêmio não teve, mesmo contra um adversário muito mais forte. O Fluminense deixou o Figueirense se acostumar com campo, torcida e temperatura. Erro crasso. Agora, na maravilhosa Floripa, o Flu periga não ter o mesmo tempo.
Ainda acho que ganha, precisa se impor, mas esse time tem vocação para deixar tudo mais sofrido. E não pode acreditar no gol mentiroso durante a semana.
Quinta-feira, 24 Maio 07, 05:11 PM
Definida a final da Copa do Brasil e o Fluminense, pela terceira vez na sua história, tentará o título. Na primeira oportunidade, quando a Copa do Brasil ainda podia se chamar assim, foi roubado e perdeu para o Internacional. Na segunda, quando a competição já havia se tornado uma baderna, apanhou do Paulista de Jundiaí e viu a taça fugir mais uma vez.
Desde 2003 um time carioca faz a final. Isso é bom? Para quem vive uma ilusão, sim, é ótimo. Para quem sabe como a Copa do Brasil funciona, não.
Com essa idéia ridícula de limar da competição os times que estão na Libertadores, o nível de dificuldade diminuiu consideravelmente, abrindo espaço para times pequenos aparecerem. Para as equipes cariocas isso se tornou um paraíso. Com grandes torcidas espalhadas pelo país, onde quer que jogue, está em casa. E há, no Rio, uma verdadeira fome por essa taça, que só o Flamengo possui. Enquanto outros estados correm de ganhar a Libertadores, o Rio ainda quer chegar nela. É o reflexo do atraso do futebol carioca em relação ao resto da primeira divisão nacional.
No campeonato brasileiro, continuo afirmando, o nível dos times é parecido. Com as prováveis saídas no meio do ano, pode equilibrar mais. Só que para o pessoal da praia, ainda é mais fácil chegar lá pela Copa do Brasil. E assim será, enquanto não mudarem o calendário, permitindo que toda a elite participe dessa competição.
Voltando ao presente....
O Fluminense se classificou graças ao FMI no primeiro jogo. Fez o resultado em casa e foi para Brasília bem confortável. Nem corria muitos riscos, o Brasiliense não é time para virar placar tão adverso. Era previsível essa final pro Flu. Agora, o Renight terá sua segunda chance de consquistar a CdB. Sem mencionar que ele saiu do Vasco ainda nessa competição, nesse ano. Virá o primeiro e tão sonhado título, justo no clube onde ele começou como treinador?
E o Botafogo? Ora bolas, é o que eu sempre venho dizendo. O time não sabe vencer! Fica lá, se doando, correndo, se matando aí ganha um jogo heróico. Enchem a cara de sorrisos e caem na realidade no jogo seguinte. E a porrada sempre é forte. O time nem é fraco, mas precisa ser mais macho. O Brasileirão é longo e não dá para ficar nessa de jogar bonitinho aqui e ali mas na hora do "vamú vê", ficar com medo.
A arbitragem errou? Se tinha mesmo uma conspiração pró-Rio para a final, não avisaram a Ana Paula. Eu ainda prefiro acreditar que a juizada é ruim mesmo. Seja no Maracanã, seja em Interlagos.
E Júlio César de verdade está na Europa. É o número 1 do campeão italiano. Esse aí é bonzinho, mas tem que ralar muito ainda.
Sexta-feira, 11 Maio 07, 02:14 PM
Nem vou perder meu tempo falando do crime em praça pública, que aconteceu ontem, no Maracanã. Foi pênalti, o Simon viajou e o Atlético Mineiro agora vai comprar TV para ver a Copa do Brasil. Mas isso acontece no futebol, embora quando seja contra seu time, o torcedor não aceite e crie todas as teorias conspiratórias possíveis. O torcedor fazer isso, tudo bem, mas o dirigente? Aí tem algo errado... Enfim.
O que importa é que temos boas chances de mais uma final carioca na Copa do Brasil (CdB). Isso é bom? Eu só acho bom pros times envolvidos. Há muito tempo que a CdB virou uma caricatura de si mesma. Um torneio que já foi bastante atraente para os grandes e pequenos, hoje é só aquele velho atalho. Tem torcedore que fica mais ansioso em ver seu time entre os TOP5 do Brasileiro, do que na CdB, quando é muito mais fácil conseguir a vaga. Por que isso? Fácil explicar. É a ausência de todos os grandes do Brasil. A ausência do desafio.
O primeiro grande absurdo é a proibição do campeão de defender seu título. Onde já se viu isso? Como prêmio pela conquista, você é alijado de disputá-la no ano seguinte. Isso porque, a CdB ocorre no mesmo período da Libertadores da América, deixando seis meses inúteis para um monte de times. Vejam só. Depois, vem a própria concorrência. É claro que moleza todos querem, mas é muito mais sem graça ganhar a Copa do Brasil sobre um Brasiliense da vida, do que conseguir a vaga na Libertadores ali, na última rodada, pau a pau contra grandes rivais nacionais. Sem diminuir a importância do título da Copa do Brasil, claro.
Mas por que não disputar a CdB no segundo semestre? Em paralelo com o Campeonato Brasileiro, contaria com todos os times da primeira divisão (e agregados) ávidos por conseguir a vaga, já que é muito mais fácil do que no Brasileiro. A final seria entre a última semana do campeonato nacional e os dois campeões seriam conhecidos ao mesmo tempo. Fora isso, não teríamos mais aquele time que deixou o Brasileirão de lado, por já estar na Libertadores. Quem estiver mal em um, se matará no outro. Teremos os famosos estádios cheios por todos os cantos, uma vez que todas as grandes torcidas marcarão presença.
Copa Sul-Americana? Essa competição é disputada apenas pelos times que NÃO podem jogar a Libertadores. Então porque diabos não disputá-la AO MESMO TEMPO que a Libertadores? Nós teremos muitos times na ativa no primeiro semestre em competições internacionais e no segundo, todos focados para conhecer os campeões nacionais. Como os calendários da América do Sul não estão carregados como no Brasil e os times não podem também jogar as duas simultaneamente. Quem disputa uma, não joga a outra. Fácil.
Mas preferem complicar e ainda sugerir que o calendário aqui mude para se adaptar com o de lá. Fala sério. Isso não vai impedir a saída de ninguém pra Europa, além de fazer os jogadores disputarem partidas em plenas férias de verão, quando todos viajam e sob o sol das 16hrs, mas tirarem férias no inverno, quando o Brasil inteiro funciona e quer ver futebol.
Quinta-feira, 22 Março 07, 03:06 PM
Quem já passou por isso, sabe o que é. Eu já. Trabalhei o mês inteiro, ralando como um corno para dar o meu melhor e fazer o possível, impossível e lendário para agradar o chefe e conseguir os resultados. Chega no dia 1º, cadê a grana? Passam 5, 10 dias e neca de pitibiriba. Você ainda tem reservas ou família que te ajudem, mas a coisa começa a apertar. Lá vem o segundo mês sem ver a grana e a cabeça pára de funcionar como deve. Foco? Já era. Você não sabe se faz a planilha de gastos da empresa ou se calcula os melhores juros das financeiras que ficam ao seu redor como abutres esperando sua morte para comer a carcaça.
É mais ou menos o que se passa com o Botafogo. É claro que eu não recebia lá 20, 30 mil reais/mês como eles, mas isso não importa. O que importa, é que nas arquibancadas são 20 mil patrões exigindo o melhor em campo, no país são mais 2 milhões. E o cara ainda tá lá, pensando na escola do filho e em como passar vivo por aquele tanque que alguns chamam de zagueiro. E é nesse eterno "se vira nos 30" que os Botafoguistas encaram hoje o Ceará.
A situação é de certa forma cômoda. Até uma derrota por 1x0 os classifica. Dodô joga e tenta seu centésimo gol pelo time. O Ceará não é nenhuma aberração que meta medo, mas o grande problema está fora de campo. Uma derrota e lá vêm os gritos de "mercenários". Engraçado é que mercenário é aquele que recebe e os caras não recebem. Por isso, eu prefiro chamar de missionários mesmo, como fez, na geral do Maracanã, aquele tricolor carioca num longíquo 1984, se referindo ao Romerito. Talvez ele não quisesse, mas aqui cabe a alcunha para esse nobres botafoguistas. Com um time nada mais do que acertado, tiram leite de pedra para se manter no rumo e tentar seguir em frente nas duas competições.
Quarta-feira, 21 Março 07, 05:24 PM
Hoje a maior torcida do Brasil joga a sua classificação para as oitavas na Libertadores da América, em casa. Ao mesmo tempo, o São Paulo tentará manter contra o forte Necaxa, no México, uma invencibilidade que já perdura quase 6 meses (ou 29 partidas). Só por isso, as TVs já teriam duas opções fantásticas para logo mais. Porém, há um terceiro jogo, em tese menos importante, mas que o mundo inteiro estará de olho. Sim, é o Gama x Romário em Brasília.
Flamengos e São Paulos podem afirmar que não estão nem aí pra esse jogo, mas a curiosidade é mais forte e aposto que mudarão de canal. Ver o "gol 1000" em replay só vale pro do Pelé mesmo. Hoje pode ser a primeira chance de ver ao vivo.
O único detalhe que pode mudar isso é o horário. Gama e Romário se enfrentam às 20:30, horário da novela e só acessível para os que tem TV a cabo. Às 21:45, quando começarem os jogos de Fla e São Paulo, Romário deverá estar se aquecendo para entrar no segundo tempo. Pode nem entrar.
Mas o jogo já ganhou os contornos de histórico. O presidente Lula deverá comparecer. Romário já falou que se tiver que marcar, o fará sem problemas (marketing?). Um evento sobre a Síndrome de Down já está programado e o Baixinho comprou a causa, em homenagem à sua pequena Ivy, acometida pela doença. Os jornais do Brasil já enviaram seus repórteres, vem imprensa do mundo inteiro e a capital federal, pela primeira vez em muito tempo, é motivo de assunto não pelas tristezas do congresso, mas pela alegria do povo.
Enfim. Eu vou me ligar no jogo do Flamengo, até porque não estarei em casa na hora do Gama x Romário. Mas confesso que o controle remoto passará por maus bocados.
On Desculpa aí, mas.....