Quarta-feira, 07 Outubro 09, 01:08 PM
Me responda rapidamente: Qual a diferença entre ser casado com uma pessoa da Bahia ou do Rio, sendo você um soteropolitano, por exemplo? Vai ferir o seu orgulho de ser baiano, ter um filho misturado com uma pessoa do sudeste? Por acaso o amor escolhe estado? Então por que um torcedor não pode escolher um time de outra localidade para torcer?
Hoje tem Vitória x Flamengo, no Barradão. E como já é de costume naquelas plagas, estará presente no estádio uma faixa com enorme conotação xenófoba e que aponta os torcedores do rubro-negro carioca como "Vergonha do Nordeste". Não sei o que pensam dos demais torcedores, mas essa faixa somente aparece quando o Flamengo joga por lá. E não é só na Bahia. A primeira vez que vi a dita-cuja foi em Recife, na torcida do Sport, e se espalhou como verme pelo Nordeste.
O Flamengo incomoda, claro. É sabido que sua torcida supera qualquer outra da região. E essa simples liberdade de escolha do time não é aceita por uma parcela considerável de nordestinos. Ao invés de aproveitarem o momento de um estádio cheio com uma torcida visitante para curtir o futebol, preferem mostrar o ódio ao seu próximo numa atitude patética que só gera mais violência. Daí para o espancamento e morte de um conterrâneo que por acaso esteja com o camisa do Flamengo, é um pequeno e rápido passo.
O ódio e o futebol estão lado a lado nos dias de hoje e os clubes não fazem muito para evitar. O Vitória é dono do Barradão. A diretoria sabe que pode impedir essa faixa. Pedir desculpas após o jogo não adianta nada. A imagem já foi atingida e a mensagem difundida.
Nordestinos que mostram uma faixa onde se lê "vergonha do nordeste" para um pessoal da mesma terra que apenas escolheu ser Flamengo, não são num um pouco diferente dos alemães nazistas que cuspiam nos alemães judeus, gays e negros, e os chamavam de vergonha da raça humana. Você pode pensar que é diferente, mas não é.
Esse tipo de ataque ao povo de outro estado é inconcebível e de uma pequenez tão absurda que deveria ser desconsiderado até que sumisse do mapa. Mas pelo contrário, vai aumentando e se intensificando. É de uma imbecilidade tal qual a de um paulista que ataca os nascidos em outros estados e que por inúmeros motivos acabaram trabalhando em São Paulo. E nesse caso, são muitos os nordestinos. São também enquadrados como vergonha?
Lula, nascido em Pernambuco e de carreira feita em São Paulo, é uma "vergonha do nordeste"?
Não são poucos os blogs espalhados por aí que passam adiante a idéia. Esse aqui (desculpem por linkar esse lixo) então cita uma raiva com Edmundo para justificar o caso. Esquece-se que o jogador era do Vasco quando proferiu aquelas besteiras, além de não ser exemplo de gente decente para ninguém. Ou quase ninguém, porque a gente sempre acha um anormal que gosta dele.
O pior de ler isso no estádio do Vitória é que os próprios idiotas que fizeram a faixa não conhecem a história de seu clube. O uniforme rubro-negro foi instituído pelo time após sugestão de um ex-remador do FLAMENGO, César Godinho Espínola, em 1901. Antes, o Vitória era um clube alvinegro. O Flamengo nunca teve nenhum tipo de celeuma com esse time. Também jamais conseguimos grandes conquistas sobre eles, já que o máximo de glória que o Vitória conseguiu, apesar do nome, foi uma final de Campeonato Brasileiro contra outra equipe.
Essa faixa é um erro. Um absurdo que se repete ano após ano sem que ninguém faça nada. Até o dia que um morrer por conta dessa imbecilidade. E o Flamengo não deveria ficar quieto. Pelos seus torcedores e pela racionalidade, chamem o MP, façam barulho, o que for!, mas impeçam que esse ultraje apareça na televisão dos brasileiros mais uma vez.
Quarta-feira, 07 Outubro 09, 09:38 AM
Hoje o Flamengo joga uma importante e complicadíssima partida contra o Vitória, em Salvador. E se a torcida do Mais Querido possuía algum tipo de esperança dada a boa fase da equipe, ela se mostra muito apreensiva já que o motivo dessa esperança está em Teresópolis.
Há quem critique a convocação, pois o clube deveria vir em primeiro lugar. Aí esquecem da vontade do jogador. Outros atacam o calendário dizendo, com razão, que na Europa não há jogos em datas próximas às Eliminatórias. E os treinadores sofrem para descobrir como montar suas equipes que ficam severamente desfalcadas. Como resolver isso?
Não sei se é de conhecimento geral, mas basta o clube solicitar que a CBF desconvoca. Um simples e-mail e pronto. Por que então não fazem, se torcedores e o time ficariam muito felizes? Porque afeta o jogador, que será obrigado a ver a Seleção pela TV e sabe lá se terá outra chance. E qual clube quer ver um atleta seu insatisfeito?
Vamos falar do Flamengo.
Adriano é o melhor atacante do Campeonato Brasileiro. Claro que os corintianos virão com papo de Ronaldo, mas compara aí o rendimento de cada um e depois a gente discute. Ele é tão importante para o Flamengo que já li em diversos lugares que sua ausência será determinante para a derrota do time. Nem jogaram e já perderam. Será que o Flamengo não poderia pedir uma liberação do cara?
Digamos que o tivesse feito.
Adriano voltou da Europa deprimido e querendo voltar à Seleção. Ele deixou claro para todo mundo que visava a Copa de 2010. Começou a meter gols e foi convocado. Para algumas pessoas, antes da hora. Essas mesmas que pediam o tal Ronaldo gordo.
Não fez nenhuma grande partida desde que voltou a jogar no time do Dunga, mas possui a confiança do treinador. Porém, precisa provar em campo que pode ir para 'África. Com Luis Fabiano e Robinho garantidos, Nilmar metendo gol em cada partida que joga e até o Tardelli em boa fase, uma convocação perdida é uma senhora chande dada aos demais.
Por outro lado, o Flamengo precisa provar que pode jogar sem o Imperador. Reclamaram e choraram a ausência do Kléberson, mas o time não toma gol há seis jogos, conseguiu boas vitórias e ninguém lembra dele. Quando Adriano foi pela primeira vez, quase fizeram passeata na Lagoa. Depois do resultado e da consequente animação do atacante, agora a torcida é só sorrisos.
Então, dá para o clube dizer não? O Palmeiras poderia pedir que Diego fosse liberado, mesmo sabendo que isso provocaria um certo rancor no meia, o que poderia influenciar o seu desempenho?
Vocês todos sabem a resposta. Não tem como criticar uma convocação nesses novos tempos onde o jogador manda no clube. É assim e pronto. O jogador quer ir e vai. O time que se dane no momento, mas ganhará no futuro com a venda do atleta. Em caso de título, será o "Adriano, do Flamengo", o "Diego Souza, do Palmeiras" e o "Miranda, do São Paulo". Então, não é de todo ruim.
O que Palmeiras, Flamengo, Inter, São Paulo e outros poderiam fazer (ou deveriam) é começar uma séria briga para que as datas fossem respeitadas e não tivéssemos jogso do Brasileiro no sábado e Seleção no domingo.
Mas essa briga, desculpem, não é com a CBF. É a TV que monta o circo. Ela paga e quer ter produto para transmitir. Muito convenientemente, ninguém vê os programas levantarem a bandeira para o caso.
Segunda-feira, 25 Maio 09, 04:40 PM
HA HA HA
Voltamos à programação normal.
Segunda-feira, 20 Abril 09, 03:40 PM
Quarta-feira, 15 Abril 09, 09:38 AM
Hoje faz 20 anos da maior tragédia do futebol inglês (e olha que eles são cheios delas). Quase 100 torcedores do Liverpool morreram esmagados ou sufocados contra as grades do estádio Hillsborough, em Sheffield. O país chorou seus mortos, mas não deixou que se fossem em vão. Casos como esse e o aumento constante da violência dos hooligans mostravam que assistir um jogo de futebol naquele país era tarefa de herói. Algo precisava ser feito com urgência.
Os times ingleses foram banidos de competições internacionais. Os estádios passaram por uma enorme reformulação, onde o principal ponto foi a remoção das grades que mataram tanta gente. Os ingressos ficaram bem caros e leis específicas foram criadas para punir qualquer palhaço que tentasse aparecer mais do que os outros. Obviamente que os hooligans ainda existem, mas em número menor e hoje não é mais aquele bundalelê.
Como resultado de um trabalho sério para acabar com os problemas, o campeonato inglês se tornou o mais rico e disputado do mundo, com alguns dos melhores jogadores e segurança para a torcida em qualquer estádio/jogo. Não foram medidas paliativas ou que mascaravam os verdadeiros culpados. A Inglaterra é um país como o Brasil deveria ser. Lá, pune-se com rigor qualquer pessoa que cometa um crime. Inclusive a rainha, ou quer punição pior do que ser casada com um grego, ter um filho nazista e outro baitola e ainda por cima ter uma coroa e não mandar em porcaria nenhuma?
Isso lá. Cá, é outra história.
Sabe o que aconteceu quando a grade do Maraca cedeu na final de 1992 e cerca de 30 torcedores do Flamengo cairam na geral? Trocaram a grade e a torcida do Vasco criou uma música zoando. Só. Ninguém, absolutamente ninguém pagou a conta. E quando marginais do Palmeiras e São Paulo se porraram numa partida de campeonato de juniores? Um morto e mais nada.
Várias ações mandrake foram tomadas e nenhuma mostrou um resultado prático. O estatuto do torcedor virou papel higiênico que sempre usam como arma para as m.. que acontecem, só que acaba rasgando e a bunda permanece suja.
A última moda é um cartão do torcedor. Não me interei sobre o o assunto completamente, mas pelo que vi, só vai entrar no estádio quem tiver esse negócio, é isso mesmo? Então morreu a possibilidade do cara decidir ir em cima da hora, a não ser que os organizadores tenham um surto de modernidade instalem máquinas que criem o bagulho em questão de minutos.
Teoricamente, com esse cartão a polícia conseguirá identificar o torcedor agressor. Eu penso que só fará isso se pegar o cara, ou não? E se pegar, não existe um negocinho chamado carteira de identidade? Ela já não faz o serviço de identificar as pessoas?
A Inglaterra pensou nesse cartão, na gestão da Dama de Ferro Margareth Thatcher, mas foi recusado prontamente pelo governo porque ele não resolveria absolutamente nada, além de ser um gasto alto para sua criação, divulgação e confecção. A Kate Mahoney britânica preferiu sacar a magnum.44 e baixou normas que puniam os clubes, ao invés de torcedores inocentes.
É o que sempre apontei. Por que não punir o clube? Há um exemplo claro de que isso funciona. Quando começaram a tirar mando de campo por causa de garrafinha jogada no gramado, os próprios torcedores passaram a denunciar o sniper que mandava o objeto na cabeça do juiz. Isso melhorava a situação do clube na súmula e só o irresponsável em questão era punido.
Pois bem, se uma torcida destrói um estádio, por que o time não pode ser responsabilizado com perda de pontos? Os torcedores já deixaram claro que não ligam para a polícia e justiça para eles é coisa de filme americano. A única coisa que importa é o time ser campeão. Que façamos como os ingleses então: a torcida perdeu a linha, o clube será punido exemplarmente. Isso vale para a compra de ingressos, onde os clubes ficariam obrigados a criar meios facilitadores para a aquisição destes. Ter venda pela internet deveria ser lei e não opção. Só vagabundo fica em fila de estádio na tarde de dia útil apanhando de polícia.
Nada de carteirinha inútil ou estatuto fantasma. Ação imediata é o que precisamos.
Mas eu corto um dedo se um Flamengo, um Curintia, um Grêmio perder um ponto que seja por conta de torcedor. Isso aqui é Brasil... Podem morrer 1000 na final do carioca, mas a culpa não será dos organizadores, da polícia, do governo ou da torcida. Um acusará o outro e ninguém será responsabilizado. Talvez, quem sabe, o Coronel Mostrada, na biblioteca, com a chave inglesa.
Domingo, 22 Março 09, 04:00 PM
LEIA OS EPISÓDIOS ABAIXO ANTES. O PRIMEIRO EPISÓDIO ESTÁ AQUI
Os acontecimentos narrados aqui ocorrem em tempo real na véspera do clássico entre Flalido e Vice, pelo campeonato carioca de 2009.
18:00 – 19:00 – O jogo começa. O exame da bala comprova que Jack não matou Leoplácio. A bala é a mesma encontrada no jornalista Nato. Jack é absolvido e se desloca para o Maracanã. Perguntado sobre Cowdrink não ter sido encontrado, ele apenas diz "é sempre assim. Ele some, se finge de morto e um dia volta. O Flalido sempre aceita o cara de volta. Mas eu estarei esperando. O que importa agora é ver o jogo" e segue para o estádio consciente que resolveu o caso em prol do time e limpou a sua barra. No caminho ele pega o telefone e liga para um velho amigo.
Jack Bauer - "Opa! É Jack, blz? Cara, preciso de uma ajuda sua. To aqui no Flalido e com um dirigente sumido. Mas é que nesse clube é complicado trabalhar e sai da minha capacidade. Sou um só e acho que é uma tarefa mais pro seu tamanho".
Chuck Norris - "Manda".
Domingo, 22 Março 09, 03:00 PM
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Os acontecimentos narrados aqui ocorrem em tempo real na véspera do clássico entre Flalido e Vice, pelo campeonato carioca de 2009.
17:00 – 18:00 – Jack chega na Polinter e é interrogado. Néscio não intervém a seu favor, pois quer saber como Leoplácio morreu. Jack explica que não matou o jogador e o jornalista e que pode provar ao entregar sua arma. Cross chega à polícia e tenta ajudar o agente. No estádio, o time está pronto para entrar em campo, quando Muca entra no vestiário. O treinador explica tudo o que se passou, que Jack é inocente e que o Vice entrará em campo sabendo o que o Flalido vai fazer. Uma tática improvisada começa a ser arquitetada pelo técnico que só então fica sabendo da morte de Leoplácio, juntamente com os jogadores, através do seu auxiliar. Um exame de balística é solicitado enquanto Jack precisa aguardar na polícia. Cross e Néscio vão para o estádio.
Domingo, 22 Março 09, 02:00 PM
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Os acontecimentos narrados aqui ocorrem em tempo real na véspera do clássico entre Flalido e Vice, pelo campeonato carioca de 2009.
16:00 – 17:00 – A polícia informa a Cross que Cowdrink não foi encontrado, mas que Viana entregou toda a armação, além da prisão de Jack e que Néscio foi resgatado. Dabos repassa a história do dinheiro para a Globo e a morte de Leoplácio na tentativa de cancelar o jogo. A emissora informa que “ou entregam Jack Bauer ou nada será divulgado”. Dabos informa à polícia a exigência, mas o delegado responsável se nega e Bauer vai para a Polinter. Cross também se dirige para o local. Muca está no Alto da Boa Vista, preso no trânsito indo para o Maracanã.
Domingo, 22 Março 09, 01:00 PM
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Os acontecimentos narrados aqui ocorrem em tempo real na véspera do clássico entre Flalido e Vice, pelo campeonato carioca de 2009.
15:00 – 16:00 – Jack chega ao aeroporto e vê de longe o avião de Cowdrink preparando para decolar. Ele manda o piloto saltar e assume o controle do helicóptero. Dabos consegue transferir a grana e manda uma mensagem para o celular de Cross, que informa aos jogadores na chegada ao estádio. Jack desce o helicóptero na pista de decolagem no momento que o avião ganhava velocidade atrapalhando a subida. A aeronave não consegue levantar vôo e cai no lago ao final da pista. A polícia chega e prende Viana, que confessa os crimes. Jack também é preso pela morte de Leoplácio. Ao verificar o avião, Néscio é encontrado com vida, enquanto o piloto e o co-piloto são achados mortos. O corpo de Cowdrink não é encontrado. O time está se aquecendo para começar o jogo. Numa falha da segurança dos seqüestradores, Muca consegue fugir perto da praia de Grumari e arranja um taxi para ir ao jogo.
Domingo, 22 Março 09, 12:00 PM
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Os acontecimentos narrados aqui ocorrem em tempo real na véspera do clássico entre Flalido e Vice, pelo campeonato carioca de 2009.
14:00 – 15:00 – Os jogadores não sabem que o presidente foi seqüestrado e Cross comanda a ida deles para o estádio. Enquanto isso, Dabos informa a Jack sobre a fuga de Cowdrink e o agente manda o helicóptero seguir para a Barra, mas sabe que não deverá chegar a tempo. O agente avisa à fiel funcionária que possui Eduardo Viana em custódia e pede que a polícia se locomova para o local para efetuar a prisão. Os jogadores saem para o estádio com a torcida na porta exigindo a vitória e percebem finalmente que Leoplácio não está no grupo. Ninguém sabe dele. Jack pede a Dabos que invada as contas da empresa de Viana e faça uma transferência para os jogadores. Cowdrink chega ao aeroporto, mas não pode embarcar por causa do clima. A imprensa quer saber onde está Leoplácio Neves e Cross diz que ele fugiu da concentração.
On Acabou? Não, não acabou.