Quarta-feira, 21 Janeiro 09, 12:27 PM
Eu fico puto quando dizem que não posso cornetar meu time. Ficam repetindo que devo apoiar, apoiar e apoiar. Pra que? Já não tem um milhão de pessoas que apóiam no estádio? Eu torço, mas apoiar um bando de sacripanta que finge que corre atrás da bola? As pessoas torcem pro Brasil dar certo, mas não apóiam o Lula. Ele que faça seu trabalho. Aí quando alguém reclama é logo considerado um CORNETEIRO.
Uma pena não morar mais no Rio. Eu pagava ingresso pro Maraca e cornetava mesmo, com vontade. Afinal, não é o próprio clube que fala "no estádio você pode xingar à vontade"? Então, eu pago lá 20 contos, encaro polícia mais mau-humorada (ou mau humorada? odeio a reforma) do que a Gestapo, tomo suco de suor fedorento de torcedor descamisado na catraca, sou mais apalpado na revista do que atriz em gang-bang, o mate acaba, a coca vem quente, não tem lugar marcado pra sentar, o cachorro-quente só tem mostarda e catchup na salsicha fria, e eu ainda preciso gritar "VAMO LÁ, NILDOVAL!!"???? Ú cacete!
Ele que corra e resolva. Eu vou berrar e cornetar mesmo. A escalação não é a que eu quero, a camisa tá feia, o presidente é gagá, tem diretor montado na grana e o time ainda me toma sacode de 3x0 de equipe sem dinheiro pra pagar quentinha de jogador. Podem citar o torcedor do Boca que apóia o tempo todo. Legal, mas o Boca corre atrás e faz. Se meu time fosse assim, aí beleza, eu apoiaria mais.
Só acho uma graça torcedor cheio de não-me-toques reclamar quando tem alguém cornetando. E jogador de futebol é criança para ser paparicado? É bom saber que tem gente de fora olhando e xingando. Assim o fdp pelo menos 1) mostra que não tá afim e vai embora ou 2) se borra todo e começa a produzir algo.
A cornetagem é uma prática saudável. Não há quem o faça que fique mal depois. Você se alivia, coloca pra fora os problemas e as tensões. Basta não exagerar, aí fica parecendo um chato mesmo. Existem regras para uma boa cornetagem, que se forem quebradas, você corre o risco de não ser mais levado a sério.
1) Cornete todo jogador que seu time contratar, mas foque-se só nos que possuírem algum currículo. Mesmo que seja num campeonato quixeramobense, você deve cornetar. Diga que ele terá que provar que aguenta a pressão da camisa nova e que agora vai disputar campeonato sério. Jogador sem currículo você não corneta, deixa ver o que vai acontecer, mas fala do dirigente.
2) Enquanto sua boca é um extremo da corneta, o dirigente é a outra. Cai dentro mesmo, fala horrores do cara. Tenha sempre em mente que todas as ações dos cartolas visam primeiro o benefício próprio. Se o cara trouxe o Kaká, é porque tem visão política, quer ser senador ou deputado e ainda vai entregar a publicidade do jogador para empresas de amigos onde levará algum de comissão. Se trouxe o Kokô, é porque tem grana de empresário no meio e ele tá levando algum de comissão.
3) A torcida também deve ser alvo da corneta. Podem ser as novas músicas ou as divisões existentes na arquibancada. Já chegue falando que tá dividido, que cada um canta uma coisa e que é impossível apoiar assim. No momento que o estádio começar a cantar música para aperecer na Globo, você já reclama dizendo que isso não empolga jogador e tem que gritar o nome do time. Quando começarem, já sabe, né? Basta dizer que todo mundo já sabe o nome do time que há anos gritam isso sem levar a lugar algum. Mas lembre-se, não insista muito, pois começará a ser chamado de chato.
4) Não esqueça da imprensa. Ela é a maior corneteira, mas utiliza táticas sutíi. E contra ela é preciso estar preparado. Entenda logo a primeira premissa: NENHUM JORNALISTA TORCE PARA O SEU TIME. Mesmo os que dizem torcer, são olho-duplo e trabalham pro inimigo. Partindo desse princípio, escolha os nomes mais conhecidos e ataque qualquer linha que for escrita. Mesmo que o cara mostre com fotos, filmes, testemunhas, exames de laboratório, CPI ou te leve para ver que a sede do clube está destruída, sempre diga que ele faz isso para denegrir a imagem do time e que o dono do jornal possui interesses por trás. Assim, qualquer outra matéria, você já manda antes de ler que "sabe que será algo mentiroso e direcionado". Porém, a imprensa também pode ajudar. A mesma notícia pode ser usada para cornetar o clube. Mas use-as com parcimônia. Escolha bem as notícias e não confunda reclamando da mesma coisa pros dois lados.
5) E os blogueiros? Tanto quem escreve quanto quem comenta são alvos certos de sua corneta. Cara, na boa, ninguém sabe mais do que você. Todos seus argumentos estão corretos, ou você já viu alguém dizer "eu tenho certeza de que estou errado" numa discussão? Se te chamarem de corneteiro, diga que é realista e que tem pena do alienado com quem conversa.
Entenda esses pontos acima e feliz cornetagem. Você se sentirá muito melhor com o tempo e como seu time não ganhará nada mesmo, você sempre poderá dizer que tinha razão. Uma hora reconhecerão seu valor e você já poderá ir para o próximo nível: o cara da palavra final nas discussões que escreve mais de 20 linhas para dizer o que caberia em 3 e termina com "próximo assunto, por favor".
texto sem revisão, to sem saco, e quem cornetar vai pra pqp. você encontra esses e outros no meu blogui.
Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 01:24 PM
Vocês estão acompanhando essa onda de contratações dos paulistas para cima dos cariocas, certo? A cada jogador que pega a Dutra, ouvimos um lamento ou uma indireta de um dirigente do Rio magoado como marido traido. O que me intriga, é que nenhum cartola tenha capacidade para uma reflexão dos motivos que levaram o jogador a sair da praia para o cimento.
O Fluminense perdeu o Washington e o Junior Cesar, e ainda corre sério risco de dizer adeus pro Arouca. O presidente dos 2 neurônios ficou chateado com o atacante do coração, acusando-o de ser interesseiro e dizendo que quando ele estava mal, o Flu o ajudou. É uma mentira deslavada que a péssima imprensa carioca não se dignificou a desmontar. Washington simplesmente trocou o Flu pelo atual tricampeão brasileiro e favorito à Libertadores. Só isso. Mas para o tricolor do Rio, essa é uma atitude condenável como se o atacante tivesse a obrigação de disputar o carioquinha e a Copa do Brasil.
O Flamengo fez pior. Dada a consagrada incompetência administrativa, Kléber Leite veio com a pérola que o Botafogo estava proibindo jogadores de assinar com o Flamengo para justificar a perda do Renato Silva. Claro, como esse dirigente pensa que somos todos otários, ele ignora o fato de que o jogador colocou na balança "um clube que paga em dia, está na Libertadores, possui estrutura, já é favorito ao Brasileiro de 2009, pode ir pro Mundial, é sério" contra o que "não paga em dia, não está na Libertadores, ninguém sabe sequer com que time vai disputar o Estadual, quiçá o Brasileiro, ninguém sabe quem manda e o maior orgulho estrutural de 2008 é a aquisição de um ônibus com ar-condicionado".
E o Botafogo? Esse está desmontando meio-time. A outra metade já foi. Cansados de não ganharem nada - nem títulos, nem salário - partem para outros rumos onde podem chorar de alegria. Não ouvi muitas lamúrias dos dirigentes alvinegros, confesso, mas também vão dizer o que quando três símbolos (Lucio Flavio, Túlio e Diguinho) vazam quase que ao mesmo tempo? Ora, vão dizer que tem estádio - que não paga o aluguel - e segundo o VP do Flamengo, podem ir para qualquer lugar, menos pra Gávea. Felizes estão os torcedores.
Já o primo B da turma nem pode reclamar tanto. O rebaixado Vasco terá que conviver com sobras mesmo. Todo mundo irá para a ceia enquanto os portugueses ficarão ali no canto esperando alguma coisa cair da mesa. Mádson falou que ama o Vasco, mas caiu fora. Leandro chorou o rebaixamento, mas deverá partir. O goleiro Tiago também. Por mais que a torcida goste desses jogadores, o lado profissional deles fala mais alto. O clube não dá condições, é uma bagunça administrativa, salários são surpresa, o presidente está perdido entre um monte de oportunistas e é melhor mesmo para o atleta procurar um lugar mais sadio.
Resumindo, o Rio reclama sem razão. Seus quatro times gostam de historinhas e bravatas, mas os jogadores finalmente perceberam que o sucesso e as vitórias estão fora dos limites da Baía de Guanabara. Com um Campeonato Brasileiro tendo seis paulistas e três cariocas, o futuro em 2009 pode ser bastante perigoso para o pessoal da praia. A mentalidade atrasada ainda reina por aquelas bandas, mas quem sabe um milagre de Natal não muda alguma coisa?
Segunda-feira, 08 Dezembro 08, 07:24 AM
O Palmeiras foi rebaixado longe de sua torcida. O Fluminense idem. O Corinthians teve sua amargura transmitida em rede nacional direto do Olímpico, em Porto Alegre. Os três times não deram aos seus torcedores o dissabor de ver ao vivo a tragédia-mor de suas histórias. O Vasco não.
O Vasco caiu em casa, diante de sua torcida, diretoria e no centenários estádio que os portugueses criaram com o próprio dinheiro lá pelo idos de 20. O estádio que já recebeu Getúlio Vargas, já sediou desfiles de escolas de samba, jogos da Seleção, momentos históricos como a Libertadores de 1998, o gol 1000* do Romário e o recorde de gols em uma partida por Edmundo, entre outros, agora tem marcado em sua laje a data 07-12-2008 como "o dia que o Vasco caiu".
Razões para tal e discussões mil serão criadas ao longo dos dias, até a estréia do time na segunda divisão contra um pequeno qualquer. O torcedor não precisa se desesperar, pois lições recentes já mostraram que basta fazer o dever de casa que a volta à elite é questão de tempo.
Gozação, picardias e muita coisa o torcedor vai ouvir. Mas serve inclusive como aprendizado que no futebol tudo tem um preço. Da mesma forma que palmeirenses e corintianos se vangloriaram das parcerias que tiveram, já que os títulos vinham, mas não pensavam no futuro do clube e estavam sempre apoiando os dirigentes, os vascaínos devem lembrar que foram eles que criaram o Eurico. Eles colocaram Eurico no Vasco e depois em Brasília.
Eles criaram o monstro e agora a caravela afundou. Avisos não faltaram, mas acho que aprenderam a lição.
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E a *&%$#@ do Flamengo?
Eu não sou mulher de malandro, por isso não perdi meu tempo vendo esse bando de barangas comandadas por um Brancaleone do século XXI apanhando como barata na cozinha para um dos piores times da história do Atletico Paranaense.
O saco para Flamengo já explodiu, já foi pro espaço há muito tempo. E nesse ritmo, em breve se juntará aos renegados da primeira divisão também. Não duvido nada.
Nem vou perder meu tempo falando de Kléber Leite, esse... esse.... esse.... que assumiu o clube em 1995, três anos após o penta, e hoje, ATÉ HOJE, não conseguiu porcaria nenhuma além de míseros estaduais e desculpinhas escrotas para torcedor cego, burro e alienado.
Um ano de vexames só poderia terminar da mesma forma. Todas as metas previstas foram pro espaço. TODAS! O que falta para mudar tudo no Flamengo????? O rebaixamento?
Mas taí. O Flamengo já pode dizer de novo "todo mundo tenta, mas só o Mengão é Penta".
Domingo, 07 Dezembro 08, 07:51 AM
Vou escrever rapidinho o que sei e o que me passaram ontem sobre o caso. Preciso pegar a estrada para um show em Mogi.
1 - Segundo o SPORTV, o tal envelope continha dinheiro, mas ninguém sabe o valor e como a CBF interceptou.
2 - Segundo a BAND, eram ingressos para o show da Madonna e o nome do Tardelli apareceu da seguinte forma. A secretária de Juvenal Juvêncio ligou para a correpondente no cargo de Marco Polo Del Nero (que nome é esse? No que os pais tavam pensando???). Ela possuía uma lista de nomes que receberiam ingressos para o show e apenas precisou confirmar com a colega os convidados da federação. Por algum motivo sabe-se lá qual, ela citou o Tardelli e o árbitro entrou na lista de VIPs, ou já estava e não se sabe porque, já que o SPFC não gosta do mesmo.
3 - Dinheiro ou ingressos, ainda não se sabe. Mas se for por causa de ingressos e se essa m... se deu através de secretárias, pelamordedeus pra quem acredita.
4 - O envelope possuía um remetente. Me digam que remetente seria imbecil o bastante para assinar de onde veio o suborno e ainda o mandaria com possibilidades da CBF inteceptar?
5 - As informações de parte da imprensa dão conta que a CBF interceptou esse envelope. Essa mesma imprensa não se decide se foi dinheiro ou ingresso. A CBF ainda não falou para a imprensa. A imprensa tira suas conclusões e o povo vai atrás. É muito fáicl dizer "apurei com uma raposa felpuda, um homem-morcego e um passarinho verde" e depois colocar o rabinho entre as pernas quando dá barriga.
6 - A CBF resolve retirar o árbitro cujo nome foi envolvido e realizar novo sorteio. São Paulinos dão escândalo, mas estão trocando o árbitro que eles mesmos não queriam. Parece aquele cara "sensível" que pinta a sala da casa de begue para depois decidir que queria laranja.
7 - A CBF anuncia que só se pronunciará após as investigações. A CBF não é imprensa e não sai falando tudo antes de saber o que houve exatamente. Todos estamos ávidos por informações, mas é melhor apurar antes de sair falando besteira.
8 - Grêmio pede adiamento da rodada. Cale a boca, Grêmio. Eu tenho certeza que essa história surgiria após o jogo, dependendo do resultado. Grêmio, você ainda não está envolvido. Nem vou comentar o absurdo físico da sugestão. Pessoas viajaram para ver o SPFC e um jogo quarta à noite seria uma forma perfeita de esvaziar o Bezerrão.
9 - Alguém, em algum lugar, fez uma besteira aí. Apure-se e que a imprensa, ao invés de ficar formentando polêmicas e teorias conspiratórias que não levam a lugar nenhum, faça o seu papel e não deixe cair no esquecimento, como o caso do Edílson Pereira de Carvalho que só é lembrado em tempos como esse.
10 - E até agora eu quero entender o que diabos o Flamengo ganha com isso.
Quarta-feira, 08 Outubro 08, 03:06 PM
Epa, e aí leitores? Finalmente de volta, mesmo que ninguém estivesse sentindo falta. E não to escrevendo isso pra chegarem dizendo "pô, que isso, a gente sentiu sua falta sim". Deixa de caô que ninguém sente saudades de um defensor de anões, flamengueiro e que acha Load, Reload e St. Anger do Metallica três merdas. Tá, o Load é bonzim...
Bom, depois de férias forçadas e merecidas, volto pra bodega sabendo que eles estão às portas do inferno. O que mais impressiona que elas também. Deve ser fruto da vontade louca do Renight em brincar de queda-livre no brasileirão. O Flor cansou e ele se mandou para além'túnel para brincar com os bigodudos. Mais do que isso, leio estarrecido que tem gente se perguntando se vale a pena torcer para aquilo cair, visto que isso pode significar a volta do eterno vice-presidente.
Pera um minuto!!! Estamos mesmo discutindo isso? Estamos mesmo com medo do Seu Barriga?
Parabéns, dona imprensa, você conseguiu deixar todo mundo apavorado. Que mané Eurico, o que! Qual a força de Eurico hoje em dia? Há quanto tempo que o Vasco não ganha nada, dentro ou fora de campo? O Eurico de outrora não existe mais, fica só essa sombra aí que a imprensa não deixa esquecer. O cara sabe disso muito bem, aí dá suas declarações e ficam todos de cabelo em pé.
Rebaixamento não provoca impeachment e se o Vasco cair o Roberto continuará normalmente. Eurico não pode tomar o poder. E mesmo que tome, e daí? Isso é problema do Vasco. O Vasco criou Eurico, então o Vasco que se vire. “Ai meu Deus, ele vai voltar mais forte, mais malvado, mais gordo”, fala sério!!! Ele é contra os pontos corridos e não conseguiu impedir. É contra o Estatuto do Torcedor e não conseguiu barrar. Teve que se curvar diante da Timemania depois de anos dizendo que não faria parte. Teve que aceitar o adiamento da final da Copa do Brasil 2006, o que foi muito melhor pro Flamengo do que pro Vasco. O time dele não saía daquele lote que compreendia o 12º e o 15º lugar nos brasileiros.
Que Eurico é esse? Nem no clube ele manda mais, quem pede seu nome é tudo pau-mandado frustrado. E se a torcida do Flamengo chamou o Junior de burro, duas vezes, é lógico que iria protestar contra o Roberto em caso de resultados ruins. Mas aí já falam “EURICO VAI VOLTAR. TREMEI!!”.
Brincadeira ter que aturar isso. Que o Vasco caia e caia bonito. Depois sobe, como todo time grande, e com o Roberto no comando. Rebaixamento não provoca impeachment e Eurico não voltará. Só se o Roberto quiser.
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Torcer para um time cair? E os amigos nessa hora? Bom, sem hipocrisia e discurso politicamente correto, que eu resolvi chutar pra bem longe a partir de uns dias atrás, o que eles diriam se fosse o Flamengo? Então, que sofram. Caiam e sofram.
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Trivela é coisa para quem sabe. Gérson, Zico, Falcão, Mautex e até o Dunga, como mostrou em 94 naquele passe de 30 metros pro Romário, contra Camarões. Quando não sabe, fica feio. Aí eu leio o Caio Maia (the famous fucking who?) na revista homônima. Nem vou discorrer sobre os dois textos do cara, se você quer saber o teor (ou terror), vá e compre a revista. Mas eu recomendo utilizar papel higiênico Neve. É mais apropriado para o uso final.
Eu também não sou ninguém, não escrevo em lugar algum e muito menos pagam para ler meus textos. Exatamente por isso, eu não tento ser o que não sou. E não dou de Trivela. Carbonell e Mautex conhecem meu futebol e sabem bem disso. Trivela é para quem sabe. Quem não sabe, manda de canela.
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Falam que eu só defendo o cara, mas ele dá umas burradas homéricas. Dunga disse que o tal do Amauri (quem????) precisa mostrar mais e provar que está á altura de jogar na Seleção. Além do que, segundo o treinador, existem outros atacantes mais cotados na sua frente e citou uma pá de nomes. Tá, tudo bem, concordo. Mas explica aí o Afonso? Não tinha atacante na frente dele também não? Mas cadê jornalista para perguntar isso? Nada, tudo com medo do marido da Maitê Proença.
Sexta-feira, 13 Junho 08, 04:24 PM
Por Oswaldo Tinhorão, especial pro Blog.
Foi no ano da Graça de 1988, há duas décadas completas. O Presidente da República atendia pelo nome de José Ribamar Sarney, mas ninguém tinha votado nele: não se votava para Presidente havia
exatos 28 anos. A União Soviética estava viva e bulindo, e o Muro de Berlim era um impávido colosso. Em Roma, Sua Santidade, o Papa João Paulo II, ainda se fazia chamar "o Papa-Atleta", para
vocês terem uma idéia de quanto tempo faz. O aiatolá Khomeini era figurinha fácil nos noticiários, e seus cornos furibundos estampavam uma bandeira insólita da Torcida Jovem do Flamengo ("a
bênção, aiatolá / nosso povo te abraça").
Cá no Brasil, a moeda da semana era o cruzado, mas não ia demorar a ser substituída pelo cruzado novo. Em Brasília, 559 ilustrados cavalheiros (entre eles o sr. Márcio Braga) elaboravam uma
Constituição que legislou até sobre o Colégio Pedro II, e que estabelecia bases tão adequadas para o desenvolvimento nacional que teve de ser emendada 62 vezes em vinte anos. O Prefeito da mui
leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro atendia pelo nome de Roberto Saturnino Braga, e um belo dia, com a cara mais lavada deste mundo, decretou a falência do município que
ele próprio administrava.
Por esses dias, assunto de mulher era a novela Mandala, com uma Vera Fischer inteiraça a merecer as melhores homenagens dos que andávamos pela casa dos doze, treze anos. Ouviam-se coisas
esquisitas no rádio, do gênero A-Ha, RPM ou Suzanne Vega -- que cantava, segundo consta, sobre uma moça a quem apetecia levar porradas do namorado. Havia também Killing Moon, do Eccho and the
Bunnymen, e o excelente The Joshua Tree, do U2, para equilibrar um pouco a coisa.
No esporte, fora do futebol, o grande ídolo pátrio era Ayrton Senna da Silva, que conquistaria, muito brevemente, seu primeiro campeonato mundial. Houve também espaço para os quinze minutos de
Aurélio Miguel Fernández, o único brasileiro a voltar da Coréia com uma medalha de ouro no pescoço.
No futebol, Diego Maradona e Ruud Gullit disputavam o posto de melhor do mundo, e aqui ainda reinava soberano, apesar do joelho, Sua Majestade, o Rei Arthur Antunes Coimbra. O técnico da
seleção brasileira era Carlos Alberto Silva, cujas grandes façanhas foram empatar com a Noruega e voltar de Seul com uma medalha de prata, pequeno consolo para o esforço de jovens promessas
como Taffarel, Bebeto e Romário.
E foi nesse mundo distante e esquisito que, pela última vez, em 12 de junho de 1988, faz duas décadas, o Club de Regatas Vasco da Gama conquistou seu último título em cima do Flamengo.
De lá para cá, foram derrotados por nós em quatro finais de carioca, mais uma final de turno que valeu o estadual para nós e o vice para eles, mais uma final de Copa do Brasil que, para eles,
era o jogo de todos os tempos, a mãe de todas as batalhas, e que nós vencemos sem muito esforço. Em muitas dessas ocasiões, o pândego dirigente deles garantia que o título estava no papo e que
o chope já estava comprado (deve ter azedado, depois de duas décadas).
Este dia há de ser a data nacional do Vasco da Gama, é o Grito do Ipiranga deles, está para a história deles assim como os 3 x 0 sobre o Liverpool estão para a nossa. Nessas condições, manda a
educação e a boa vizinhança que os cumprimentemos por façanha tão maiúscula, que ora completa seu jubileu de porcelana.
Quem quiser encaminhar estas minhas considerações a quantos amigos vascaínos quiser, sinta-se à vontade.
Quarta-feira, 19 Março 08, 03:39 PM
Eurico disse logo após o fim da Taça Guanabara que "o Vasco seria o campeão da Taça Rio. Podem cobrar".
Em 12 rodadas do Campeonato Caricatura (uma brincadeira que tenta ser Carioca), foram 13 penaltis a favor do time de São Januário, sem considerar um que Edmundo perdeu, claro, e mandaram voltar.
Aí tem coisa ou nada a ver?
Eu acho que é coincidência. Tem quem veja armação.
Para pensar.
Segunda-feira, 10 Março 08, 08:20 AM
O mega-previsível Campeonato Carioca teve outra uma rodada no estilo "mais do mesmo". O grandes ganharam e os pequenos se acovardaram. Como não poderia deixar de ser, o quatro sinistrões quase complicaram suas partidas por não ter entrado em campo com vontade. Sempre precisam tomar um susto para acordar e meter gols em progressão geométrica.
Resumindo o resumo da história.
O Vasco venceu o Vasco de Caxias graças à atitude covarde, absurda, desencabida e pequena como a mentalidade que impera naquela região inóspita de São Cristóvão, de barrar jogadores emprestados.
O Bobo da Corte deveria desistir de vez dos penaltis.
Vasco x Leandro Amaral, o clube está certo, mas o jogador conseguirá jogar em breve pelo Flu. Podem esperar.
Falando em Flu, o time só acordou depois da expulsão do Everton. Antes, era de uma chatice só.
Estão preocupados com a lesão do Dodô? Esperem para ver o que a Fifa vai aprontar.
Quando o Botafogo não chora, vence. Os caras estão babando pelo clássico de domingo. Eu aposto que farão a final contra o Flamengo.
Enfiaram um pedaço de pano no gramado e já tem jornalista dizendo que o Engenhão está ficando com a "cara do Fogão". Bandeirinhas penduradas dão um aspecto de Festa Junina de escola e duas placas vagabundas à beira do campo terminam o serviço. Para quem administra o estádio há seis meses, chamar isso de "cara do Fogão", mostra que acham o clube bem feio.
O Flamengo eu não vi. Tinha coisa melhor pra fazer. O placar mostra apenas que o ianques de Campos não assustam mais ninguém. E Joel pretende colocar os titulares quarta, contra o Mesquita, para preparar o time pro clássico de domingo. Tinham que jogar TODAS as partidas. Mas é início de temporada, os jogadores estão cansados, exaustos de tantos jogos, né?
Tá muito chato esse esse estadual. Que decidam logo o finalista para ter algo interessante para conversarmos.
Terça-feira, 19 Fevereiro 08, 11:12 AM
Hoje o mundo acordou com uma notícia daquelas que marcam o início de uma nova era. Depois de 49 anos, Fidel Castro anunciou sua renúncia ao cargo de dono da paradisíaca Cuba, encerrando uma luta contra o mais forte que nem Vercingetórix conseguiu manter por tanto tempo. Castro conseguiu sobreviver, mesmo que a duras penas, ao avanço dos “porcos capitalistas”, como ele mesmo dizia, vivendo a ilusão de um mundo que há muito havia sido dizimado. A URSS já não existe há quase duas décadas e Cuba era um sopro de socialismo ao meio de países submissos aos EUA.
O que Eurico tem a ver com isso? Ora pois pois. Qual o único clube brasileiro que se orgulha até hoje de ser uma lembrança da colônia de 500 anos atrás? Qual a torcida que possui dois países para vibrar em Copa do Mundo, sem ordem de preferência? Qual o clube que é comandado com mão de ferro por um ditador que ainda vive num período de amadorismo e já prepara seu discípulo para assumir e prolongar a dinastia eternamente?
Guardadas as devidas proporções, o Vasco da Gama é a Cuba do futebol. “A Cuba”, por favor, leiam direito. Há anos que vive nas trevas por causa de um dirigente que se recusa a largar o osso e abrir as portas do clube para a modernidade. As semelhanças são muitas. Em Cuba, as eleições presidenciais eram facilmente manipuladas. Um número X de congressistas era eleito pelo povo e apontavam que Fidel continuaria presidente. Até aí, tudo bem, não fosse o fato que não existia oposição. Todos os congressistas era pró-regime e abstenções não eram bem vindas (leia-se: paredão).
No Vasco, três chapas disputam a eleição, porém DUAS são do mesmo candidato (Eurico) e, às vésperas do pleito, todos aqueles pró-Miranda que possuíam débitos, não tinham a situação cadastral regularizada ou mesmo os que estavam mortos (!!!) podiam votar sem problemas. Já os de oposição enfrentavam filas intimidadoras, fiscais que olhavam o voto sem nenhuma discrição e ainda saíam marcados do clube, como o repórter do jornal carioca que denunciou as fraudes. Ao final, tanto em Havana quanto em São Januário, o resultado era previsível.
Na ilha, tudo começou quando Fidel reuniu um grupo de amigos e depôs o presidente, pau-mandado dos EUA, colorindo de vermelho o regime político. Lógico que os ianques odiaram e meteram um tenebroso embargo comercial que afundou o país na miséria. Os inteligentes leitores da Veja (por mais contraditório que isso possa soar) ignoram isso e preferem comparar Fidel com Átila, o Huno, enquanto engolem as aventuras de Mickey Mouse e do Capitão América. Eu gosto dos EUA, mas não sou alienado e sei como as coisas aconteceram.
No Vasco, o início da draga deu-se em 2000 na final da Copa João Havelange. Depois da queda do alambrado de São Januário, a Globo viu ali a arma perfeita para começar a derrubar Eurico Miranda, até então, inatacável deputado-federal. Só num país como o Brasil que alguém como Eurico se elege deputado, mas vamos pular essa parte. A TV fez uma campanha forte para que o título fosse para o São Caetano, no que previa o regulamento, diga-se, e provocou uma atitude de igual criatividade e burrice por parte dos portugueses. Desfilaram com o símbolo do SBT na nova partida que foi marcada, obrigando a Globo a expor para o Brasil inteiro a marca de sua principal concorrente na época. Numa provocação sem precedentes na história do futebol brasileiro, o Vasco começou a desabar.
Eurico se achou o Rei, mas o time foi decaindo em campo. Os patrocinadores não apareciam mais e os títulos foram rareando. Concordo que a imprensa tem certa má-vontade com o Vasco, mas isso não é culpa do clube e sim de seu presidente. Um jornal venderia muito mais uma capa com “Vasco Campeão” do que “Romário não faz o Gol 1000 e Vasco é eliminado da Copa do Brasil pelo Gama no Maracanã”. Só que Eurico procurou isso, como Fidel. Ele vive num mundo onde acredita que o amadorismo ainda pode vencer. Onde uma entidade sem fins lucrativos possa controlar um time de futebol que visa mais o lucro do que as taças. Os demais times do Brasil, deficitários que são, já não brigam mais com a TV e sabem que dependem dela. Precisam lucrar para sobreviver.
Muitos sustentam o fracasso de Fidel apontando para os balseiros que saem da ilha em direção à Miami, onde são bem recebidos para lavar pratos, aparar gramas e morrerem de medo com o dia que o governo os deportará de volta. Alguns são tratados como refugiados políticos. Não é lindo o poder da mídia? O que ninguém fala é que tal como existem os fugitivos, também existem os contentes e isso é assim em qualquer lugar do mundo. No Brasil não foram poucos os que a apoiaram a ditadura militar. No Iraque, Saddam tinha milhares e milhares de seguidores fiéis. No Vasco não é diferente. E os que fogem do Brasil por não receberem educação, saúde, respeito e qualidade de vida, o que são? Se escondem de que ditadura?
Comparo os balseiros com aqueles torcedores que trocaram os jogos de domingo pelas praias ou shoppings. Tristes e desenganados com a equipe fraca e o com a política imperialista dos Miranda, preferem se ocupar de outros afazeres. Em jogos decisivos contra o Flamengo nem comparecem mais ao estádio. Porém, também temos os vascaínos que brigam por Eurico e defendem seu regime como um prato de comida diante de um somaliano. Acreditam que o presidente está sempre certo, que o Vasco precisa lutar contra os opressores e que os resultados dentro de campo são manipulados de forma a prejudicar o clube que não pode vencer nunca. Para eles, estamos todos contra o Vasco.
Eurico gosta desse jogo e se mantém no comando já preparando seu filhote. Sempre disse que só sairá do Vasco quando achar alguém igual ou melhor do que ele, ou seja, que mantenha a postura fechada e arredia ao progresso, por motivos que todos desconhecemos. O Vasco vai perdendo e Eurico não renuncia. Cuba também perdeu e Fidel deveria ter renunciado antes.
A sua luta contra a dominação americana foi linda, romântica e vitoriosa. Os EUA não conseguiram seu objetivo. Invadiram o deserto Afegão para detonar bombas em cavernas inabitadas. Estão atolados no Iraque onde foram atrás de armas que nunca existiram e enforcaram um presidente que jamais os havia atacado. Mas Cuba eles nunca invadiram. Um avião militar americano certa vez foi derrubado e quando os seus donos o pediram de volta, ouviram a resposta de Fidel “venham buscar”. Tudo muito bonito, mas se perdeu com o tempo. O regime não se sustentava mais, devido ao embargo mundial que não deixava Cuba crescer.
Hoje Fidel se despediu. Com certeza ele sabe que os americanos foram derrotados. Só mesmo o tempo poderia levá-lo e preferiu em vida do que morto sem poder se defender. Bushinho filho, o presidente dos EUA, certa vez disse que Deus levaria Fidel um dia. A frase é engraçada, pois Bushinho, católico fervoroso daqueles que só transam vestidos e de luz apagada, deveria ter dito que o Diabo levaria Fidel, já que, segundo ele, o barbudo nada mais era do que um ditador.
Agora Cuba viverá seu futuro e provavelmente se tornará um balneário americano. Seu povo será fotografado com sorrisos enquanto recebe os turistas com colares de flores e oferece bebidas refrescantes aos endinheirados branquelos. O mundo achará bom e ignorará o que a submissão dos capitalistas fez esse mesmo povo passar. Fidel errou no tratamento, mas não era a doença.
Talvez o mesmo acontecesse com o Vasco. Poderia ser mais bem tratado pela imprensa, os times não teriam mais ódio do clube, apenas a rivalidade sadia do futebol, os cariocas teriam novamente quatro equipes fortes no cenário brasileiro e os vascaínos retornariam aos estádios. Mas Eurico prefere seguir sua linha, como fez Fidel. Uma colônia soviética e outra portuguesa. Fidel venceu a sua luta particular. Renunciou porque quis e vai dizer para todos que não se subjugou ao mais forte. Ninguém teve sua coragem. Cuba, porém, estava perdendo e agora terá uma chance de começar nova era. Eurico não venceu. O Vasco está perdendo e o futuro que se desenha é pior. Já avisou que a dinastia continuará. A seca, provavelmente, também.
Quinta-feira, 07 Fevereiro 08, 01:42 PM
Quando a gente pensa que viu de tudo, lá vamos nós de novo. "Nós", eu me refiro à raça humana. Quando o Vasco estava se acertando, Romário jogou m... no ventilador e caiu fora do clube. Atitude infantil do Baixinho que, de uma hora para outra, teve um ataque de ética e profissionalismo criticando a imposição do dirigente para escalar um jogador. Ok, bonito, mas não era o próprio Romário que só jogava por ordem direta do presidente Eurico?
Essa história está cheirando mal. Já começou com a chegada do Edmundo, que todos sabiam que não se dava com Romário. Depois, o próprio atacante-treinador avisou que pararia no dia 30 de março e nem técnico seria mais. Isso do nada, assim, de sopetão. Agora teve essa confusão com o Allan Kardec, que no final não foi vendido pelo Vasco, mas custou o cargo do Baixinho. Não vou nem mencionar os contratos de patrocínio que foram divulgados como milionários, mas informações dão conta que não são nem metade do anunciado.
A imprensa se lambuzou no melado. Logo plantaram a notícia que Romário jogaria no Flamengo, ou pelo menos faria o jogo de despedida no Mais Querido, um antigo sonho da Globo que odiava a idéia de transmitir uma partida onde Eurico apareceria o tempo todo. Acontece que ninguém no Fla sequer cogitou isso antes e já encheu o saco essa mania dos jornalistas de sempre colocar o jogador no time da Gávea. Basta Romário anunciar que vai se mudar do Golden Green, que logo anunciam sua ida para a Selva de Pedra. Mudem o disco.
O Flamengo deveria aceitar? Não. Uma Libertadores está em jogo e mesmo uma simples partida de despedida é algo inútil agora. Não há data para o jogo e cansaria os jogadores apenas para massagear o ego de uma pessoa que pouco fez pelo clube e alimentar a besta rivalidade Kléber - Eurico com mais picuinhas. No final, o time faria a despedida célebre para um jogador que fez torcedores rasgarem a foto do Zico, numa dos maiores atos de profanação explícita da história do mundo.
Só terminando, não me venham, vascaínos, com aquele papo de "pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão", como se o Vasco tivesse feito caridade ao aceitar Romário de volta e ninguém mais quisesse. O Fluminense queria, mas alguém lá teve bom senso na medida certa. Vocês deram a mão ao Eurico. Ele afundou o Vasco até o pescoço.
On C de campeão