Quinta-feira, 31 Maio 07, 05:32 PM
Final de Copa do Brasil, primeiro jogo no Maracanã. O time de fora equilibra as ações, a torcida fica tensa com o passar do tempo e a não materialização da vantagem de jogar em casa. Os "estrangeiros" abrem o marcador, com um belo gol, no segundo tempo. O desespero começa a tomar conta do anfitrião e de sua torcida.
Faltando pouco, muito pouco para o fim do jogo, os donos da casa empatam. Um camisa 9, centro-avante típico, com pouca habilidade mas presença e oportunismo, marca o gol e enche a torcida e a equipe de esperanças. A decisão fica para a outra semana, fora de casa. O gol criou a ilusão perigosa.
Isso ocorreu ontem, certo? Também! Mas aconteceu em 2003, na final da mesma CdB entre Flamengo e Cruzeiro. No primeiro ato, no Rio, Alex, de letra, abriu o marcador para os mineiros. Fernando Baiano, o 9 rubro-negro, empatou para o Fla no último minuto. A torcida se encheu de esperanças, afinal não havia perdido e o time correu atrás do resultado. O gol no finalzinho, diziam os torcedores, teria abalado o Cruzeiro. No Mineirão, o time de Alex e Luxemburgo enfiou 3x1 e ficou com a taça.
O grande problema dessa história, foi o gol. De Baiano naquela ocasião e de Magrão ontem. É claro que o gol é necessário, mas nas condições que nasceu, cria uma ilusão, uma esperança que mascara a verdade. Tivesse o jogo terminado 1x1, mas o gol do Flu ocorrido aos 38 do segundo tempo, a sensação seria outra, tal como naquele jogo de 2003. Os tricolores estariam mais aliviado, porém mais aborrecidos, pois havia tempo para o segundo e ele não veio. O mesmo em 2003, se Fernando Baiano tivesse marcado aos 30, 35. E essa mesmíssima sensação foi experimentada pelos vascaínos em 2004, quando Coutinho fez um gol que parecia salvador, ao final do primeiro jogo contra o Flamengo, na descisão do Estadual. Ali, o placar marcaria 2x1 para o Fla e fez com que o time de São Januário visse uma missão menos difícil à frente. O final, 3x1 Flamengo, campeão no segundo jogo.
O meu ponto é que não se deve achar que pelo gol no final, o time vá mostrar atitude na próxima partida. Cada jogo é um jogo e o Flu perdeu a chance de abrir vantagem, tal como fez o Grêmio. Talvez respeito excessivo, que o Grêmio não teve, mesmo contra um adversário muito mais forte. O Fluminense deixou o Figueirense se acostumar com campo, torcida e temperatura. Erro crasso. Agora, na maravilhosa Floripa, o Flu periga não ter o mesmo tempo.
Ainda acho que ganha, precisa se impor, mas esse time tem vocação para deixar tudo mais sofrido. E não pode acreditar no gol mentiroso durante a semana.
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Lucas, a nova enciclopédia do futebol. Sua memória futebolística e análise fria são um deleite para os leitores.
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[]s