Proibido para menores

Sexta-feira, 29 Fevereiro 08, 03:58 PM

Texto de Valido Platero para o blog Cariocas. Já disse e repito: quando crescer, quero ser o Valido. Sei que o assunto já deu um pouco, mas não podia deixar passar. O original foi devidamente censurado, mas, ainda assim, esse tá bem forte. Senhoritas d'OleOle, desculpem.

-------------------------------------------

Tenho acompanhado, aqui do meu retiro do Cosme Velho – de onde só saio para rápidas missas na Igreja de São Judas Tadeu – a balbúrdia canina que vem se insurgindo desde que o inconseqüente e molecóide time do Mengão Fodaralho mais uma vez arrebentou até a última prega do inexpressivo Botafogo (um clube, convenhamos, que sequer sabe se é de 1904 ou de 1940). Vi pela paulista eSPn o alarido dos homens (?) de preto e branco, presenciei o sr. Carlos Augusto Montenegro (certamente um bastião da moralidade deste país, principalmente perto das eleições) discursar em defesa daquela alcatéia mijada em fraldas, vi os chiliques como sempre histriônicos do sr. Bebeto de Freitas e tive o desprazer absoluto de ver o sr. Alex Stival (conhecido pela pavorosa alcunha de Cuca) bostejar sandices sobre arbitragens como se naquele domingo tivesse acontecido uma verdadeira hecatombe na arbitragem.

Ora, mas que besteira, de todos eles – que, juntos, reunidos, com torcida e tudo, não somam o suficiente nem para que eu possa usar a palavra "todos". Quando estão todos, ainda parecem que estão pela metade.

Não vi nenhum dos especialistas em arbitragem citar o fato do sr. Castillo ter saído na porrada com o tatuado Souza. Nem mesmo vislumbrei declaração daquele canil sobre o carrinho assassino do perna-de-pau por convicção Ferrero em cima do nosso selecionável Cristian.

E, curiosamente, nem mesmo da resenha rubro-negra vi o registro do quanto aquele time se aproxima da maneira olariana ou madureirense de jogar: todo fechadinho, com contra-ataques e cavando pênaltis e, claro, sempre fazendo o papel de time pequeno, que vem a ser....reclamar do juiz. Reclamar que o juiz favorece os grandes, com história e torcida, em detrimento dos pequenos, como o Alvinegro, cuja torcida não consegue lotar um estádio de atletismo na Zona Norte e cuja história é obscura a ponto de não sabermos quem é quem. Se o Futebol e Regatas nasceu no início do século, se fundiu com o Futebol Clube, enfim, essas coisas típicas de papo de barnabé, preocupado com a mudança do nome da repartição e os devidos proventos de aposentadoria relativos às gratificações pela supracitada mudança.

E cheguei a uma terrível conclusão: que a diversão é infinitamente maior quando se ganha daquela gente com algum erro de arbitragem – ainda que no caso do jogo de domingo o maior erro tenha sido a permanência do tal Ferrero em campo.

É absurdamente mais gostoso foder o Botafogo com o Botafogo mexendo, assim, gostoso, reclamando.

Na verdade, a Botafogo.

A minha conclusão é a de que, do mesmo jeito que, na concepção do imortal Nelson Rodrigues Flamengo e Fluminense sejam os Irmãos Karamazov do futebol brasileiro (ainda que eu ache ruim a idéia de ter irmão "flor"), eu diria que Flamengo e Botafogo são o casal Bodas de Prata da nossa nação. É um casamento que consiste no Flamengo dar uma semanal, até mensal, "terminar dentro", de vez em quando, dar uns tapas na cara e pronto, virar-se pro lado e dormir, enquanto a esposa se volta para o último número de Seleções do Reader's Digest. Essa rotina só pode ser quebrada quando o casal resolve dar uma variada. Quando a esposa sorri malandramente e anuncia, como se fosse uma vovó falando pro netinho que tem sorvete na geladeira:

- Amo-or. Hoje é atrás.

Pois foi o que aconteceu domingo. A Botafogo quis variar, sair da rotina, e resolveu mexer gostoso, fazendo uma ordenha caprichada com o anel rugoso. Só que até agora não conseguem nem sentar. Então choram e reclamam.

Filtrar por Tag: Brasil, choradeira
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (2)

Venceu o melhor

Segunda-feira, 25 Fevereiro 08, 02:02 AM

O Flamengo não foi melhor em campo, mas tem mais time. As alterações surgiram mais efeito. Do banco saiu o gol do título.

O elenco do Flamengo não deixa nada a dever à ninguém no Brasil. É claro que muita gente prefere repetir o discurso de chamar o time de mulambada. Okay. Façam melhor.

O Botafogo atacou mais no primeiro tempo e abriu o marcador. No segundo teve mais posse de bola, porém foi menos ofensivo. O Fla foi mais decisivo.

A torcida do Botafogo gritou mais, só não foi suficiente para calar a massa que entupiu o Maracanã.

Cuca fez um ótimo trabalho e consegue ter os jogadores na mão, porém Joel tem mais time e também conta com a confiança dos jogadores.

O árbitro marcou pênalti porque foi pênalti. Depois não marcou a favor do Botafogo porque NÃO foi. E não tem essa de "acontece todo jogo e nunca marcam". Então vamos crucificar quem acerta e aliviar quem erra?

Lúcio Flávio já tinha amarelo e fez falta para cartão. 1+1 = 2, dois cartões = rua.

O goleiro deveria ter sido expulso. Souza foi bem expulso, é um idiota que não tinha nada que ir pegar a bola depois do gol.

Ferrero sentiu inveja do inglês e quase operou o Christian. Os botafoguenses acham que não era para expulsão? Se o juiz era tão tendencioso, não deveria ter expulsado?

Túlio diz que o torcedor não deveria ir mais ao Maracanã. Tudo bem, que vá ao Engenhão, mas sem o jogador, que adora chorar e mentir quando quase arrebenta o adversário e nega depois.

Bebeto quer renunciar? Tudo bem. Acho que fará justiça à vergonhosa final da mesma Taça Guanabara de 2006, contra o América. Ou pela arbitragem "perfeita" do Simon na Copa do Brasil do ano passado.

E Montenegro poderia ir junto, por 1995.

Se a arbitragem é rubro-negra, como foi que o Flamengo perdeu de 4 para o Flu? Ou como puderam marcar aquele pênalti no Morais, que o Edmundo desperdiçou?

Também foi um árbitro que colocou porcaria no café do Dodô?

Pior do que perder, é não saber lidar com isso. O choro é normal, mas pedir para sair é coisa de criança. Ou de torcedor emotivo. Vindo do presidente é vergonha.

Imagina se o Eurico renunciasse a cada vice?

Em São Januário a tensão toma conta. Já sabem quem será o rival em caso de final. Eurico já repensa suas recentes palavras sobre o campeão.

Nas Laranjeiras, apreensão e inveja. Tem time chegando na hegemonia e os outros conseguiram se livrar da Taça Rio para pensar apenas na Libertadores. Enquanto isso, Renato não sabe nem qual time escalar.

Já são 18 guanabaras. Faltam dois jogos para os 30 estaduais.

Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (16)

Por que a Taça Guanabara é tão importante?

Domingo, 24 Fevereiro 08, 02:27 PM

Já cansei de ter que explicar a todo mundo porque a Taça GB é importante, comemorada e querida no Rio. Os mais lúcidos apenas querem saber o que realmente está em jogo. Os mais bairristas, recalcados e nervosos de plantão tentam denegrir, rebaixar e atacar uma taça cheia de história e charme. Mas, enfim, o que diabos é e pra que serve a Taça Guanabara, que hoje Flamengo e Botafogo disputarão como se fosse a última taça do mundo?

A Taça Guanabara nasceu em 1965 e na época definia o representante do Estado da Guanabara na Taça Brasil. O torneio acabou em 1968, mas a Taça GB continuou a ser disputada e tornou-se tradição no futebol carioca. Em 1972, ela passou a valer como o primeiro turno do Campeonato Carioca. Sua irmã menor, a Taça Rio, chegou apenas em 1981 e assim fez-se o sistema que até hoje é seguido no Estadual do Rio de Janeiro, com algumas alterações na realização, mas nunca na concepção.

A Taça GB marca o diferencial do Campeonato Carioca pros demais. Sem querer bancar o fodão, mas somente no Rio não se discute o regulamento do ano seguinte. Podem colocar mais ou menos times, o que ninguém muda é o sistema de disputa com dois turnos e final. Já nos outros estados, é um tal de inventar regulamento assim ou assado para tentar colocar alguma emoção no campeonato, que vou te contar... Os mais bairristas, recalcados e nervosos de plantão dirão que é a única alegria do carioca. Ok, seus times devem estar ganhando taaaaaaaanto para dizer isso. Mas por que comemorar o que é um turno apenas?

Em alguns países da Europa existe o tal Troféu Inverno dado ao time mais bem colocado no primeiro turno de seus campeonatos. Na prática, o tal troféu não valhe bulhufas, pois o que conta é a posição final mesmo. Mas no Rio, o campeão senta no camarote e passa a ver os demais se matarem pelo direito de enfrentá-lo no final. Mais ou menos como um chefão de videogame, saca? O cara fica lá mandando menores antes dele, só para não ter que sujar as mãos. Enquanto isso, fica se preparando melhor, acertando detalhes e até pensando em outras competições. Quando chega a hora da final, atropela sem dó nem piedade o rival. Em 25 ocasiões de 42 campeonatos, o vencedor do primeiro turno foi o campeão no final, contando aí épocas com Taça Rio ou não.

Vencer a Taça GB não é garantia de nada, apenas uma boa chance de sacanear o rival, invariavelmente outro grande, após mais uma final. É um troféu a mais na sala dos clubes e uma corrida atrás de estatísticas. O Flamengo lidera com folgadas 17 conquistas, seguido pelo Vasco (claro, em segundo) com 11. O Fluminense tem 8, mostrando que sua superioridade nos títulos estaduais vem mais da ausência de rivais no início dos tempos do que o que foi propriamente feito dentro de campo. O Botafogo possui apenas 4 e mesmo na época de seca de títulos não ganhou nenhuma sequer.

Relevância mundial, ou até mesmo nacional, a Taça GB tem pouca, mas no Rio é superimportante. Se uma pessoa de fora não consegue entender, só pode ser muita birrice aguda ou vontade de ser chato. É algo carioca, da cidade e histórico. E hoje, dois dos melhores times do ano até agora disputarão com todas as forças mais uma Taça Guanabara. Tá bom, quase todas as forças já que o Botafogo está capenga. Mas nem isso será predominante na hora da partida. O Flamengo é favorito pelo time melhor que possui. Como se isso ganhase jogo.

 

Filtrar por Tag: Brasil, Botafogo, Flamengo, guanabara, Taça
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (9)

Por que vai dar.......... ?

Quinta-feira, 21 Fevereiro 08, 07:25 PM

1 - O time está mais entrosado;

2 - Possui mais jogadores decisivos;

3 - Não sofre pressão por resultados no Carioca;

4 - A equipe está completa e Joel pode escolher entre todos os jogadores;

5 - O goleiro é MUITO melhor;

6 - Os dois laterais são eficientes;

7 - A torcida continua a lua-de-mel;

8 - É o maior vencedor da Taça Guanabara;

9 - Tem Joel Santana, o Senhor Estadual;

10 - Não perdeu nenhuma pro Botafogo no ano passado;

11 - Eles são fregueses. 

1 - O time tem mais gana;

2 - Lúcio Flávio é um clássico algoz do Flamengo;

3 - "Vice de novo" é grito de outro time;

4 - Mesmo desfalcado, o time se segura na raça;

5 - O meio campo é mais marcador e criativo;

6 - Um raio não cai duas vezes no mesmo campo;

7 - A torcida confia mais no time hoje do que no ano passado;

8 - Eliminou as ervas daninhas e os jogadores querem vencer pelo clube;

9 - Chegou a hora de Cuca ser campeão;

10 - Não perdeu nenhuma pro Flamengo no ano passado;

11 - Existem coisas que só acontecem ao Botafogo.

De que vale tudo isso aí? O Flamengo é favorito sim, mas isso não significa absolutamente nada. Só sei que mais um empate não vai rolar. O campeão sai nos 90 minutos.

Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
1
Postado por LucasDL | Comentários (0)

Eurico e Fidel, tudo a ver

Terça-feira, 19 Fevereiro 08, 05:12 PM

Hoje o mundo acordou com uma notícia daquelas que marcam o início de uma nova era. Depois de 49 anos, Fidel Castro anunciou sua renúncia ao cargo de dono da paradisíaca Cuba, encerrando uma luta contra o mais forte que nem Vercingetórix conseguiu manter por tanto tempo. Castro conseguiu sobreviver, mesmo que a duras penas, ao avanço dos “porcos capitalistas”, como ele mesmo dizia, vivendo a ilusão de um mundo que há muito havia sido dizimado. A URSS já não existe há quase duas décadas e Cuba era um sopro de socialismo ao meio de países submissos aos EUA.

O que Eurico tem a ver com isso? Ora pois pois. Qual o único clube brasileiro que se orgulha até hoje de ser uma lembrança da colônia de 500 anos atrás? Qual a torcida que possui dois países para vibrar em Copa do Mundo, sem ordem de preferência? Qual o clube que é comandado com mão de ferro por um ditador que ainda vive num período de amadorismo e já prepara seu discípulo para assumir e prolongar a dinastia eternamente?

Guardadas as devidas proporções, o Vasco da Gama é a Cuba do futebol. “A Cuba”, por favor, leiam direito. Há anos que vive nas trevas por causa de um dirigente que se recusa a largar o osso e abrir as portas do clube para a modernidade. As semelhanças são muitas. Em Cuba, as eleições presidenciais eram facilmente manipuladas. Um número X de congressistas era eleito pelo povo e apontavam que Fidel continuaria presidente. Até aí, tudo bem, não fosse o fato que não existia oposição. Todos os congressistas era pró-regime e abstenções não eram bem vindas (leia-se: paredão).

No Vasco, três chapas disputam a eleição, porém DUAS são do mesmo candidato (Eurico) e, às vésperas do pleito, todos aqueles pró-Miranda que possuíam débitos, não tinham a situação cadastral regularizada ou mesmo os que estavam mortos (!!!) podiam votar sem problemas. Já os de oposição enfrentavam filas intimidadoras, fiscais que olhavam o voto sem nenhuma discrição e ainda saíam marcados do clube, como o repórter do jornal carioca que denunciou as fraudes. Ao final, tanto em Havana quanto em São Januário, o resultado era previsível.

Na ilha, tudo começou quando Fidel reuniu um grupo de amigos e depôs o presidente, pau-mandado dos EUA, colorindo de vermelho o regime político. Lógico que os ianques odiaram e meteram um tenebroso embargo comercial que afundou o país na miséria. Os inteligentes leitores da Veja (por mais contraditório que isso possa soar) ignoram isso e preferem comparar Fidel com Átila, o Huno, enquanto engolem as aventuras de Mickey Mouse e do Capitão América. Eu gosto dos EUA, mas não sou alienado e sei como as coisas aconteceram.

No Vasco, o início da draga deu-se em 2000 na final da Copa João Havelange. Depois da queda do alambrado de São Januário, a Globo viu ali a arma perfeita para começar a derrubar Eurico Miranda, até então, inatacável deputado-federal. Só num país como o Brasil que alguém como Eurico se elege deputado, mas vamos pular essa parte. A TV fez uma campanha forte para que o título fosse para o São Caetano, no que previa o regulamento, diga-se, e provocou uma atitude de igual criatividade e burrice por parte dos portugueses. Desfilaram com o símbolo do SBT na nova partida que foi marcada, obrigando a Globo a expor para o Brasil inteiro a marca de sua principal concorrente na época. Numa provocação sem precedentes na história do futebol brasileiro, o Vasco começou a desabar.

Eurico se achou o Rei, mas o time foi decaindo em campo. Os patrocinadores não apareciam mais e os títulos foram rareando. Concordo que a imprensa tem certa má-vontade com o Vasco, mas isso não é culpa do clube e sim de seu presidente. Um jornal venderia muito mais uma capa com “Vasco Campeão” do que “Romário não faz o Gol 1000 e Vasco é eliminado da Copa do Brasil pelo Gama no Maracanã”. Só que Eurico procurou isso, como Fidel. Ele vive num mundo onde acredita que o amadorismo ainda pode vencer. Onde uma entidade sem fins lucrativos possa controlar um time de futebol que visa mais o lucro do que as taças. Os demais times do Brasil, deficitários que são, já não brigam mais com a TV e sabem que dependem dela. Precisam lucrar para sobreviver.

Muitos sustentam o fracasso de Fidel apontando para os balseiros que saem da ilha em direção à Miami, onde são bem recebidos para lavar pratos, aparar gramas e morrerem de medo com o dia que o governo os deportará de volta. Alguns são tratados como refugiados políticos. Não é lindo o poder da mídia? O que ninguém fala é que tal como existem os fugitivos, também existem os contentes e isso é assim em qualquer lugar do mundo. No Brasil não foram poucos os que a apoiaram a ditadura militar. No Iraque, Saddam tinha milhares e milhares de seguidores fiéis. No Vasco não é diferente. E os que fogem do Brasil por não receberem educação, saúde, respeito e qualidade de vida, o que são? Se escondem de que ditadura?

Comparo os balseiros com aqueles torcedores que trocaram os jogos de domingo pelas praias ou shoppings. Tristes e desenganados com a equipe fraca e o com a política imperialista dos Miranda, preferem se ocupar de outros afazeres. Em jogos decisivos contra o Flamengo nem comparecem mais ao estádio. Porém, também temos os vascaínos que brigam por Eurico e defendem seu regime como um prato de comida diante de um somaliano. Acreditam que o presidente está sempre certo, que o Vasco precisa lutar contra os opressores e que os resultados dentro de campo são manipulados de forma a prejudicar o clube que não pode vencer nunca. Para eles, estamos todos contra o Vasco.

Eurico gosta desse jogo e se mantém no comando já preparando seu filhote. Sempre disse que só sairá do Vasco quando achar alguém igual ou melhor do que ele, ou seja, que mantenha a postura fechada e arredia ao progresso, por motivos que todos desconhecemos. O Vasco vai perdendo e Eurico não renuncia. Cuba também perdeu e Fidel deveria ter renunciado antes.

A sua luta contra a dominação americana foi linda, romântica e vitoriosa. Os EUA não conseguiram seu objetivo. Invadiram o deserto Afegão para detonar bombas em cavernas inabitadas. Estão atolados no Iraque onde foram atrás de armas que nunca existiram e enforcaram um presidente que jamais os havia atacado. Mas Cuba eles nunca invadiram. Um avião militar americano certa vez foi derrubado e quando os seus donos o pediram de volta, ouviram a resposta de Fidel “venham buscar”. Tudo muito bonito, mas se perdeu com o tempo. O regime não se sustentava mais, devido ao embargo mundial que não deixava Cuba crescer.

Hoje Fidel se despediu. Com certeza ele sabe que os americanos foram derrotados. Só mesmo o tempo poderia levá-lo e preferiu em vida do que morto sem poder se defender. Bushinho filho, o presidente dos EUA, certa vez disse que Deus levaria Fidel um dia. A frase é engraçada, pois Bushinho, católico fervoroso daqueles que só transam vestidos e de luz apagada, deveria ter dito que o Diabo levaria Fidel, já que, segundo ele, o barbudo nada mais era do que um ditador.

Agora Cuba viverá seu futuro e provavelmente se tornará um balneário americano. Seu povo será fotografado com sorrisos enquanto recebe os turistas com colares de flores e oferece bebidas refrescantes aos endinheirados branquelos. O mundo achará bom e ignorará o que a submissão dos capitalistas fez esse mesmo povo passar. Fidel errou no tratamento, mas não era a doença.

Talvez o mesmo acontecesse com o Vasco. Poderia ser mais bem tratado pela imprensa, os times não teriam mais ódio do clube, apenas a rivalidade sadia do futebol, os cariocas teriam novamente quatro equipes fortes no cenário brasileiro e os vascaínos retornariam aos estádios. Mas Eurico prefere seguir sua linha, como fez Fidel. Uma colônia soviética e outra portuguesa. Fidel venceu a sua luta particular. Renunciou porque quis e vai dizer para todos que não se subjugou ao mais forte. Ninguém teve sua coragem. Cuba, porém, estava perdendo e agora terá uma chance de começar nova era. Eurico não venceu. O Vasco está perdendo e o futuro que se desenha é pior. Já avisou que a dinastia continuará. A seca, provavelmente, também.

Filtrar por Tag: Brasil, eurico, Vasco
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (10)

A justa final

Domingo, 17 Fevereiro 08, 11:28 PM

2 x 1

 

Que jogo. Só mesmo um Flamengo x Vasco para proporcionar tamanha emoção. O Rubro-negro tinha que mostrar a todos que a atuação de quarta-feira fôra um acidente de percurso. E o Vasco contava com a re-re-re-estréia de Edmundo, aquele que dirige tão bem quanto bate pênaltis. O Maraca teve mais de 50 mil pessoas para ver o melhor jogo do Estadual até o momento. Mas, com certeza, no domingo que vem será ainda melhor.

A vitória do Flamengo faz justiça à campanha do time titular. Não teve nenhum grande problema fora de campo e sobrou dentro. Só perdeu para o Flu quando escalou reservas e achou que tinha elenco. Não tem, mas os 11 de Joel não devem nada a ninguém no Brasil.

Já o Vasco continua a sua saga para encontrar uma equipe razoável, com o agravante de mais uma derrota para o arqui-rival numa partida decisiva. Como é comum por aquelas bandas, as desculpas e os desmentidos começaram a surgir logo na saída do campo. Edmundo falou que não queria jogar e o técnico Sampaio colocou a culpa na pré-temporada. Convenhamos que até Romário criticara a aventura nas Arábias, mas essa do Edmundo eu não engulo. Ele deitou na história e no retrospecto e foi pro campo. Até bater o pênati, cobrado com sua tradicional habilidade, vinha jogando bem. Depois sumiu completamente. Não só ele, mas o Vasco como um todo. O time ficou vendo o Flamengo jogar e só não levou mais por causa do goleiro e de preciosismo do Juan e do Cristian em jogadas de contra-ataque daquelas de matar o jogo.

Agora é aguardar o jogão da final. Flamengo e Botafogo farão a decisão mais justa, mais correta, devido o que os times apresentaram no campeonato. O Flu precisa aprender a jogar com os 3 atacantes em todas as partidas e não apenas contra os pequenos. O Vasco tem que se reerguer da derrota, juntar os cacos e se preparar para um segundo turno mais difícil ainda. Na Taça Rio, os grandes jogarão dois clássicos e disputarão uma vaga para três.

--------------------------------------

Thiago Neves pediu e foi atendido. Durante a semana, enquanto era tratado como a nova Rainha do Baile de Formatura, disse que queria ver o Flamengo na final da Taça GB. Bom, o Flamengo lá está. Thiago verá pela tv e ainda teve que ouvir botafoguenses e flamenguistas o mandarem calar a boca e ser mais humilde. Depois da confusão com o Palmeiras e a atual situação do Flu, é melhor ele ficar quieto mesmo.

--------------------------------------

Impressionante como Renato nunca erra, né? Ele jogou durante um mês com uma formação, jamais testou outra e, na hora do clássico, resolveu mexer no time por medo, puro medo. Mas a culpa nunca é dele. Tão jovem na profissão e já se acha o Muricy.

--------------------------------------

Falando em Muricy, só um detalhe do outro lado da Ponte Aérea. Em conversas com amigos, desde o início do ano eu venho dizendo que o São Paulo vai virar o fio. Todos os times se reforçaram, se prepararam para enfrentar o Tricolor e a única coisa que mudou no Morumbi foi o humor do Muricy. Conseguiu ficar mais rabugento e mal-humorado.

Mas tudo bem. Ronaldo se machucou e o Reffis já está com uma bicicleta ergométrica à sua espera. Mas sem segundas intenções. Só pela bondade de ajudar...

--------------------------------------

Dez anos sem troféus. Se não vencer a Taça Rio, Edmundo completará 11, a não ser que o Vasco vire O time no Brasileirão. Vascaíno, eu repito a pergunta: você está feliz?

Filtrar por Tag: Brasil, Campeonato, Carioca, guanabara, Taça
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (8)

Quem é quem no Rio

Sábado, 16 Fevereiro 08, 02:47 PM

As quatro torcidas estão nervosas, no bom sentido. Hoje começam a ser definidos os finalistas da Taça Guanabara, com o jogão Botafogo x Fluminense. Apesar de regulamento não permitir jogos fora do Rio para os grandes, só mesmo esse estadual para colocar na prática a tal rivalidade, que os defensores da competição gostam de lembrar para manter um negócio deficitário. O quatro principais times se enfrentarão e no domingo que vem ainda teremos mais um jogão na final.  E o que esperar da primeira semifinal de logo mais?  Vejamos abaixo.

FLUMINENSE

Embalado pela goleada acachapante sobre o Flamengo, o Tricolor vem pronto e modificado pro clássico. Renato já confirmou que Dodô não joga e vai só com dois atacantes. Claro. Contra o Boavista é mole. Era notório que ele não entraria com essa formação, o que poderia ser fatal. Teve uma semana para treinar o novo esquema e conta com a boa fase de Thiago Neves.

Será o primeiro grande desafio do Flu no ano - os reservas do Flamengo não contam -  e sua torcida sabe que a equipe entra favorita no jogo. Elenco por elenco, o de Renato é muito superior ao de Cuca, mas em campo é 11 contra 11. Só que o Flu tem mais jogadores que podem decidir do que o Botafogo. Além de Thiago, os atacantes Washington e Leandro Amaral estão muito bem e o próprio Dodô é uma ótima opção pro segundo tempo. Os volantes Maurício e Arouca, sempre seguros no meio, dão a base necessária para  zaga não passar por dramas. Renato, porém, já está pensando em escalar três marcadores, deixando Conca no banco. Diz que é para liberar Thiago Neves. Mentira. Tem é medo. Esse medo idiota dos treinadores. Vai pra cima, Renato.

 

BOTAFOGO

Tem medo a torcida do Botafogo? Receosa, talvez. Os últimos dois jogos foram lamentáveis e agora o time precisa provar sua força. Justo contra uma equipe sedenta pela vaga na final e que vem com equipe melhor. Por mais que os jogadores alvinegros estejam passando por boa fase e o time tenha entrosamento, são poucos os decisivos, de fato. No meu ponto de vista, apenas Lúcio Flávio nas bolas paradas mesmo. Jorge Henrique eu acho fraco e e ainda precisa provar muito. Contra time pequeno é fácil. 

O Botafogo ainda tem outro problema. Levante as mãos quem confia no goleiro. Já é um situação crônica esse azar alvinegro para encontrar alguém capaz de passar segurança ao time e à torcida. Além desse temor, há outro fantasma. O time tem que provar que é melhor do que o do ano passado e que esse papo de joga bonito também pode combinar com títulos. É a segunda chance do Botafogo. A segunda de Cuca. A derrota hoje pesará muito mais em General Severiano do que na Laranjeiras. Eles lá ainda têm a Libertadores.   

Filtrar por Tag: Brasil, Botafogo, Fluminense
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (0)

E agora, Renato?

Domingo, 10 Fevereiro 08, 11:58 PM

Essa pergunta vai martelar a cabeça de Renato por um bom tempo. Eu não faria, mas quem vive de polêmica e precisa vender, não perderá a chance. Eu costumo dizer que é impossível fazer uma análise com apenas um jogo. Seria muito cômodo e mentiroso chegar agora e falar que o Fluminense é o bambambam só porque goleou o Flamengo, que vinha com 100%. Também não posso dizer que o Mais Querido é uma porcaria e até agora só havia batido em bêbado. Para completar, não vou fazer como muitos por aí e determinar por A+B que o Tricolor é melhor sem os três atacantes. Não tem nada a ver uma coisa com a outra.

O Flu entrou para o jogo de hoje mais motivado e empolgado. Vencar e acabar com invencibilidade do maior rival já é motivo de empolgação suficiente para qualquer um. Quando estamos falando de jogadores que querem buscar espaço e sabem que essa é a única chance, aí então sai da frente. Já o Flamengo contou com reservas do goleiro ao ponta-esquerda e todos os jogadores estavam com sono e sem vontade. Não é desculpa, seria desmerecer a ótima atuação de Thiago Neves, mas sim a confirmação de um temor de Joel Santana, que sabe que não tem um elenco assim tão forte.

Suas substituições são sempre as mesmas: entram Marcinho, Obina e Maxi. Mostra que para as demais posições, o time está com uma grande diferença entre os titulares e os reservas. Sem os laterais, se mostrou uma equipe acéfala. O meio campo só sabia bater e o ataque mal chutou. Tudo bem, foi só um jogo, mas ele sempre podeprecisar dos demais jogadores e já na partida contra o Volta Redonda ficou clara a falta que Léo Moura faz na direita. Hoje se confirmou.

O Flu não tinha nada com isso e jogou sua bola. O time também estava desfalcado mas tinha um ótimo jogador para fazer a diferença. Como Renato fez em 2006 e o Flamengo ganhou por 4 a 1, Thiago Neves repetiu. Dois gols de falta e o mesmo placar no final. Mas é impossível dizer que a equipe esteve melhor sem o trio de frente. Os mais otimistas já pregam que se os três estivessem lá, teria sido de mais. Os rubro-negros rebatem que jogaram com os reservas. Eu prefiro esperar o jogo à vera, que pode ser na final da Taça Guanabara. Renato também sabe que hoje foi completamente atípico, já que nem o seu time, nem o adversário, estavam com as equipes completas. Só que ele terá que aturar a pergunta até o próximo jogo. É mole? Nem quando um cara vence um clássico por 4 a 1 ele consegue ter paz.

-------------------------------------------------

O Botafogo diz que "perdeu quando podia perder". Mas já são dois jogos sem vencer na Taça Guanabara e agora vem o Fluminense pela frente. Cuca terá uma semana de trabalho duro para acertar a equipe, que terá pela primeira vez, um ataque forte para enfrentar. Abre o olho, Cuca. Acorde seu time antes que seja atropelado.

-------------------------------------------------

O Vasco renasceu de vez. Confirmou seu vice-favoritismo no grupo e conseguiu a vaga. Mas terá time para enfrentar o Flamengo - completo - e depois vencer outro clássico contra Flu ou Bota, equipes bem melhores tática e tecnicamente? Futebol é futebol, mas milagre não é bem a praia vascaína.

-------------------------------------------------

Esse papo de fazer embaixadinhas....humm..... Isso já custou título do Vasco perante o Flamengo em 2000.  

Filtrar por Tag: Brasil, Campeonato Carioca
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (6)

Quando a vaidade come a história

Domingo, 10 Fevereiro 08, 12:01 AM

Kleber Leite é um dos mais famosos rubro-negros que se tem notícia. Desde sua época de trepidante já exalava “flamenguismo” por todos os poros. Ficou rico graças ao seu talento com placas publicitárias ao redor do campo e ficou mais Flamengo ainda quando assumiu a presidência do clube, em 1995. Tinha ali a grande chance de sua vida para realmente ajudar a instituição com seu trabalho. Então ele trouxe Romário.

Romário passou pelo Flamengo, foi embora por causa de dinheiro (que já naquela época não precisava), voltou, queimou bons jogadores, brigou com ídolos, fez mais de 200 gols e não ganhou nada além de dois Campeonatos Estaduais. Durante a sua passagem, o Flamengo não ganhou muitas taças nem muito dinheiro.

Os dois se tornaram grandes amigos.

Hoje, Romário está em litígio com o maior rival do Flamengo, o Vasco, clube onde ganhou um Brasileiro e a Copa Mercosul, marcou seus 1000 gols, ganhou uma estátua e inaugurou uma franquia do Estrelinha, o time que seu pai lhe deu quando criança. Já havia combinado em encerrar a carreira por lá, até que o presidente-interino da padaria ressurgiu da tumba e bagunçou o coreto. Romário, então, caiu fora. O que acontece? Eis que Kleber Leite o chama de volta.

Utilizando como escudo a velha e surrada máxima que o “jogador é rubro-negro” e que “os torcedores do Flamengo o aceitam de braços abertos”, Kleber Leite ignora que o atleta (sic) tenha causado uma das maiores vergonhas que uma torcida pode fazer com um ídolo seu.

Em 1998, Romário foi cortado da Seleção que disputaria a Copa do Mundo, pois estava com uma lesão incurável no tempo que se dispunha na ocasião. Na primeira entrevista que deu após o ocorrido, acusou a comissão técnica de traição. O alvo, por mais que não tenha sido explícito, era, principalmente, o coordenador-técnico e declarado desafeto, Zico. Desta feita, ao desembarcar no Rio de Janeiro, Romário foi recebidos por torcedores do FLAMENGO que rasgavam fotos e pôsteres do seu maior ídolo. Aquele que nos dera entre inúmeras conquistas, quatro brasileiros, uma Libertadores e um Mundial, agora era um pária, um inimigo, uma persona non grata.

Kleber Leite, à época presidente do Flamengo e brigado com Zico, aproveitou a deixa e inventou um patético amistoso, sob ordens de Romário, para provar que o jogador teria condições de atuar na Copa. Como se o Internacional de Porto Alegre, com reservas e sem torcida, jogando por qualquer R$ 50 mil, fosse um desafio do nível da Escócia, na estréia da maior competição mundial de futebol.

Romário jogou e “respondeu”. A quem? Não sei. Para a imprensa, ávida por polêmicas, o Baixinho teria calado a comissão técnica brasileira. Para mim, ele apenas deu mais uma amostra de que não era apenas baixinho, mas pequeno mesmo, como homem. Mais do que ninguém, ele sabia que não teria condições de jogo, mas mimado que sempre foi, tratava a seleção como uma extensão das boites que freqüentava após cada derrota humilhante do Flamengo. E Kléber Leite, que devia as maiores glórias do Flamengo a Zico, assistiu a tudo com olhar de vingança consumada. O Galinho apenas lamentava tal atitude. Esperava que pelo menos o Flamengo o defendesse.

O tempo passou e Romário continuou batendo em Zico. O humilhou em porta de banheiro e sempre que pode ataca, mesmo quando o assunto passa longe. Não só Zico, mas toda a geração de 82, que incluía mais dois lendários craques rubro-negros, Leandro e Junior. Romário usa o argumento da Copa do Mundo, que ele venceu e os outros não. Assim sendo, Romário, cale-se perante Ronaldo que possui duas na conta, mais três títulos de Melhor do Mundo para a Fifa e um mundial interclubes, aquele que você perdeu em 1988.

Eu posso definir a diferença entre os dois como Zico sendo o cara para quem eu daria a mão de minha filha em casamento e Romário como a pessoa com quem eu só falaria através de um advogado.

O que vemos hoje? Estarrecido, eu leio nos jornais que Kléber Leite, para saciar a fome de sua enorme vaidade, fala “em nome da torcida do Flamengo” e convida Romário para encerrar sua já finada carreira com o Manto Sagrado. Esboça um plano de realizar partida pelo Brasil afora, com o time disputando uma Libertadores da América e depois de muito tempo com um elenco montado corretamente e elogiado por todos. Antes de fazer um monumento para os campeões de 81, sempre lembrados pela torcida e nunca pela diretoria, prefere alugar o Manto para esse cidadão. Tudo isso apenas para fazer graça perante o Vasco. Desculpe-me, Kléber, mas quando diz que o verdadeiro torcedor do Flamengo quer isso, você mente ou não conhece esse torcedor. Eu não quero e sou um verdadeiro torcedor. Não quero mais essa pessoa que nos enfiou duas goleadas de 5x1 no nosso time. O cara que nos sangra em mais de R$ 100 mil por mês, graças à sua gestão presidencial que não conseguia pagar os salários. Esse pequeno homem que atacou impunemente o maior jogador que já passou pela Gávea.

Você aproveita que o torcedor do Flamengo, brasileiro que é, tem memória curta e prefere zoar o amigo no trabalho a lembrar das coisas tal como elas ocorreram. E quando Eurico diz que o pai do Romário cospe ao falar do Flamengo, ele está enganado. Quem está cuspindo é você. Na história, na honra, nas glórias e na torcida rubro-negra. O Flamengo não é asilo. Deixe Romário terminar sua carreira no Caça e Pesca e vamos pensar no belo ano de 2008 que se desenha.

Filtrar por Tag: Brasil, Flamengo
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
1
Postado por LucasDL | Comentários (19)

Romário queria Abuda, mas Eurico não cedeu

Quinta-feira, 07 Fevereiro 08, 07:42 PM

Quando a gente pensa que viu de tudo, lá vamos nós de novo. "Nós", eu me refiro à raça humana. Quando o Vasco estava se acertando, Romário jogou m... no ventilador e caiu fora do clube. Atitude infantil do Baixinho que, de uma hora para outra, teve um ataque de ética e profissionalismo criticando a imposição do dirigente para escalar um jogador. Ok, bonito, mas não era o próprio Romário que só jogava por ordem direta do presidente Eurico?

Essa história está cheirando mal. Já começou com a chegada do Edmundo, que todos sabiam que não se dava com Romário. Depois, o próprio atacante-treinador avisou que pararia no dia 30 de março e nem técnico seria mais. Isso do nada, assim, de sopetão. Agora teve essa confusão com o Allan Kardec, que no final não foi vendido pelo Vasco, mas custou o cargo do Baixinho. Não vou nem mencionar os contratos de patrocínio que foram divulgados como milionários, mas informações dão conta que não são nem metade do anunciado.

A imprensa se lambuzou no melado. Logo plantaram a notícia que Romário jogaria no Flamengo, ou pelo menos faria o jogo de despedida no Mais Querido, um antigo sonho da Globo que odiava a idéia de transmitir uma partida onde Eurico apareceria o tempo todo. Acontece que ninguém no Fla sequer cogitou isso antes e já encheu o saco essa mania dos jornalistas de sempre colocar o jogador no time da Gávea. Basta Romário anunciar que vai se mudar do Golden Green, que logo anunciam sua ida para a Selva de Pedra. Mudem o disco.

O Flamengo deveria aceitar? Não. Uma Libertadores está em jogo e mesmo uma simples partida de despedida é algo inútil agora. Não há data para o jogo e cansaria os jogadores apenas para massagear o ego de uma pessoa que pouco fez pelo clube e alimentar a besta rivalidade Kléber - Eurico com mais picuinhas. No final, o time faria a despedida célebre para um jogador que fez torcedores rasgarem a foto do Zico, numa dos maiores atos de profanação explícita da história do mundo. 

Só terminando, não me venham, vascaínos, com aquele papo de "pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão", como se o Vasco tivesse feito caridade ao aceitar Romário de volta e ninguém mais quisesse. O Fluminense queria, mas alguém lá teve bom senso na medida certa. Vocês deram a mão ao Eurico. Ele afundou o Vasco até o pescoço.  

Filtrar por Tag: Brasil, eurico, romario, Vasco
Ir para o Tópico: Brasil
Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (1)