Esse tem Q.I.

Domingo, 30 Dezembro 07, 01:58 AM

Tava indo tão bem. O torcedor fluminensista estava feliz da vida. Era atacante entrando pela porta das Laranjeiras que nem paulista em feirão de automóvel. Muita grana rolando, vontade de fazer bonito e de sair com o melhor contrato. Toda a imprensa nacional elogiando e os demais times apavorados com a concorrência tricolor. Aí...

Numa boa, como é que o Gustavo Nery consegue emprego? O que tem no currículo dele? Não deixou saudades em absolutamente nenhum clube por onde jogou e agora recebe mais uma chance no Fluminense. Logo para encarar uma Libertadores!

O Renight já disse que "ou se enquadra, ou vai pra vala", regra que todos os técnicos anteriores já haviam passado, mas que nenhum tivera sucesso em aplicar.

Desde que a Unimed chegou ao Flu vários esquadrões foram montados, mas faltava sempre o controle e o equilíbrio necessários para fazer a barca andar. Era estrelismo demais junto e, invariavelmente, o time afundava. Se não me engano, apenas dois estaduais (sendo que o de 2002, vamos combinar que...) e uma Copa do Brasil vencida nos moldes do Flamengo - desfalcada de tudo e de todos. Fora isso, só os títulos de "Melhor do Rio" que não valem taça alguma.

Para 2008 a expectativa é grande. Parece que o Branco colocou ordem na casa e o patrocinador não vai mais apadrinhar esse ou aquele jogador. Além do mais, a Libertadores é A vitrine. Aí eu pergunto: não tinha MESMO ninguém melhor? Como um presente de Natal atrasado, Gustavo Nery consegue mais uma bocada graças ao seu poderoso Q.I. Vamos ver a que preço.

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Sempre Ele

Sexta-feira, 28 Dezembro 07, 03:28 PM

Privilegiados somos nós que pudemos ter em nossa história alguém como ZICO. Coitados são aqueles que o consideram um "Iranildo melhorado". Para esses, uma dose de Valido de manhã e outra antes de dormir. Só mesmo um ZICO para juntar em pleno 27 de dezembro, na calorenta cidade do Rio de Janeiro, mais de 30 mil pessoas para assistir um jogo que não valia nada. Opa! Como assim?!?!? Valia muito!!! Uma viagem para um tempo que não volta mais.

Zé Carlos, Leandro, Aldair, Edinho e Leonardo. Andrade, Aílton, ZICO e Zinho. Flávio (na ausência de Bebeto) e Renato Gaúcho. Tudo isso treinado por Carlinhos. O verdadeiro campeão de 1987. Para quem quiser ficar com suas falácias "cbfnianas" e de taças de pompoarismo, que fiquem. Ó Deus, como fico abalado! Pode pegar aquele Sport, juntar com os melhores de hoje e colocar contra esse time. A ONU é capaz de intervir tamanho o massacre que se dará.

Até me coube a dúvida: por que o Sport não junta sua torcida para uma comemoração dos 20 anos de seu título? Vai lá, chamem o Guarani e desfilem com Macaé, Ribamar e Neco, estrelas de sei lá que grandeza diante do esquadrão acima citado. Tão vendo aqueles nomes? Quatro campeões mundiais por clubes e três pela Seleção, sem contar o Bebeto que não jogou. Isso é história. Venham com FIFA, CBF, FBI, KGB, APAE, CET e o que mais quiserem de siglas. O povo e aqueles que honram o que assinam já escolheram seus vencedores.

Mas voltando à célebre noite e um momento antológico. Durante semanas se falou do passe que ZICO daria para Obina marcar. E vimos o contrário. Obina serviu-O, que deixou Gamarra de bunda no chão e marcou o mais belo gol da partida. Não sei não, mas o Eto'o não daria aquele passe.
 
ZICO mais uma vez mostrou como é uma pessoa diferente. No intuito de conseguir mais ajuda para as pessoas carentes, Ele mudou a festa de lugar para onde poderia angariar mais doações . Durante três anos o jogo foi no CFZ, acanhado campinho de peladas no Recreio. Ontem, a partida que já está inserida no calendário carioca de fim de ano tinha que ser no Maracanã. Só o Maracanã para reverenciar mais uma vez o Maior de Todos.

Um exemplo de profissional, de homem de família e de ídolo das massas. Como ele, poucos existiram no futebol. O Flamengo é um dos pouquíssimos clubes brasileiros, quiçá do mundo, que têm definido seu ídolo sem nenhuma dúvida. O Inter abraça Falcão, aquele que foi embora e depois voltou...pro São Paulo. O Fluminense não sabe se decidir entre Castilho, Rivelino ou Romerito. O Palmeiras brada sua idolatria por Ademir, mas os de hoje amam o Marcos, com toda a justiça do mundo. O Vasco se vê na cruz de opções por Roberto, Edmundo, Romário e Eurico. Talvez o São Paulo tenha em Rogério, o que o Flamengo teve no ZICO. Com a vantagem para o tricolor que ainda possui carreira pela frente nos fartos tempos de marketing. E qual o grande bônus técnico do goleiro? Bater faltas. Pode perguntar a ele quem foi sua inspiração.

ZICO. Quem teve, teve. Quem não teve, chora ou bate palmas. Não ganhou uma Copa? Como diria Fernando Calazans, azar da Copa.

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Vascaíno, você está feliz?

Terça-feira, 18 Dezembro 07, 09:44 PM

Esse post eu dedico aos torcedores desse clube que é grande, mas que teimam em deixá-lo pequeno, graças a uma administração tacanha, desprovida de criatividade, credibilidade e moral. Como todos aqui sabem, sou torcedor do Flamengo e normalmente eu torceria mais pela queda definitiva do Vasco da Gama. Mas poucos sabem que esse não é meu pensamento. Eu adoro ver o Vasco perder, só estou de fato incomodado com a atual situação do clube.

Há quanto tempo que o time não entra em uma competição para vencer? Quantos jogadores não saíram do clube brigados com a diretoria e depois fizeram sucesso em outras praças? Digam-me outra equipe brasileira que conseguiu atrair tanta negatividade ao longo dos anos e uma imagem tão prejudicial, como o clube da Colina?

Os torcedores vascaínos sofrem com o destino que lhes foi imposto, mas poucos são os que admitem a culpa no cartório. Não faz muito tempo que cantavam a quem quisesse ouvir que o Eurico era o melhor dirigente do Brasil. Orgulhavam-se em ter no comando alguém mais esperto que os outros e ouviam de muitos rivais, que gostariam de ter um Eurico no seu time. Mas o futebol mudou e todos pudemos ver o quão mal essa pessoa fez ao clube. Enquanto era Vice-presidente numa época amadora e sem responsabilidade do nosso futebol, ele imperou graças à camisa, torcida, estádio e tradição do time. Hoje ele rema contra a maré.

Cada vez menos são os vascaínos que o apóiam. Já impediram que fosse eleito deputado, numa amostra que se dependesse da torcida, ele jamais seria o presidente do clube. Apenas 13 mil puxa-sacos e devedores de favor votaram nele. O Vasco possui muito mais torcedor do que esses módicos 13 mil, que sequer lotam São Januário. Mas ele se perpetua no comando do clube graças à sua influência com os portugueses. Esses não se importam mais que o time perca consecutivas finais para o arqui-rival, não estão nem aí com o fato de os melhores jogadores do país não procurarem o Vasco nem para encerrar a carreira e, para eles, a camisa estar sem patrocínio não é problema algum.

Já deixou de ser engraçado e assumiu ares de mendigagem a atitude de alguns torcedores em inventar "campeonatos à parte" em cada jogo contra o Flamengo, na vã tentativa de ganhar alguma coisa. Até título de xadrez está valendo como final de Mundial Interclubes. Atacam a imprensa com teorias conspiratórias que fazem do 11 de setembro um conto infantil. Mas isso vem de uns poucos vascaínos. Como em todos os segmentos da vida, existem os bons e os maus. No caso do Vasco, felizmente esses maus são poucos. Mas, infelizmente, são os que mandam.

Ainda em 2000, eu ouvia de pessoas de fora do Rio que o futebol carioca se resumia ao Vasco, único que conseguia disputar tudo ao invés dos demais que estavam rebaixados, ou pavimentando o caminho para a segundona. Sete anos depois, o time se transformou numa assombração. O símbolo dessa mudança se deu na semifinal da Taça Guanabara de 2004, quando o time simplesmente se recusou a enfrentar o Flamengo. Entrou em campo sem nenhuma vontade e com cerca de três mil torcedores na arquibancada. Parecia resignado com a derrota e tomou um baile que só não foi maior do que os 2x0, por pena e uma senhora pisada no freio do rival. Foi o dia que o Vasco foi menos Vasco que eu já vi. E assim foi seguindo.

O Eurico está conseguindo um fenômeno que é acabar com a paixão vascaína. Em nenhum lugar do mundo um torcedor admitiria passivamente que seis finais consecutivas para o maior rival fossem perdidas, inclusive estando com times muito melhores na maioria delas. Eu duvido que um torcedor do River deixasse passar dois vices para o Boca, quiçá seis. Mas o vascaíno se resignou e apenas diz "enquanto o Eurico estiver lá, nada muda".

A Força Jovem segue o dinheiro e facilmente muda de opinião, agredindo inclusive aqueles que um dia pensaram de outra forma. Romário e Edmundo já criticaram a postura desse pessoal e, dependendo da ocasião, foram amados e odiados. Por causa do Romário um ano inteiro foi desperdiçado. Graças à pantomima do gol 1000, foram para o lixo o Campeonato Estadual e a Copa do Brasil, esta numa vergonhosa eliminação diante do Gama, no Maracanã, aos berros de “Edmundo, Edmundo”, o que jamais ocorreria se tivessem jogado em São Januário como mandava o script.

Quando finalmente o gol saiu, o Vasco deslanchou pois também saiu do time o Romário. Leandro Amaral se destacou no Campeonato Brasileiro, dando parcas alegrias ao torcedor que voltou a encher o estádio e a gritar o nome do time em plenos pulmões. Mas agora, o que fez o Eurico? Ele brigou com o Leandro e promoveu de vez Romário ao cargo de diretor-geral do futebol cruzmaltino, dando-lhe o inédito cargo de jogador, treinador e estátua, não necessariamente nessa ordem.

Há os que elogiam e continuam vivendo no "Mundo Maravilhoso dos Miranda". Atacam a imprensa e os rivais que já os deixaram para trás, numa espécie de ópio para fugir da realidade. No estadual do Rio de Janeiro, o Vasco é, se muito, a quarta força. O próprio Eurico já percebeu que seu poder não é mais o mesmo e hoje já não atua com tanta pujança como antigamente, mas está treinando seu filho para seguir perpetuar a dinastia.

Enquanto isso, Roberto Dinamite, o maior jogador da história do clube e exemplo de pessoa séria que fez muitos vascaínos amarem a camisa, é expulso das cadeiras sociais e apanha nas eleições de um clube que gosta de se auto-proclamar democrático. Ao perder o segundo pleito, ouviu os capangas de Eurico gritarem "Vice de novo" como se fossem a própria Raça Rubro-Negra no Maracanã. Já Romário fez gols e dívidas e ganhou uma estátua. Nada contra o Baixinho, uma dos maiores de todos os tempos e o melhor que vi jogar na posição, mas eu acho que tem alguma coisa errada nisso aí.

Uma pena. Eu sempre disse aos meus amigos que considero o Vasco como o ímpar do par que é o Flamengo, o pólo negativo da pilha onde somos o positivo o vice (claro) do versa. Ou seja, o oposto essencial. Fluminense e Botafogo não estão no mesmo patamar de rivalidade e por mais estranho que pareça, fico chateado em ver o Vasco afundar. Não tem mais graça e o torcedor tem que acordar para a realidade, mas sempre lembrando que foram eles mesmos que alimentaram o monstro há 10 anos atrás.

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Quando Blatter descobriu o mundo

Domingo, 16 Dezembro 07, 12:12 AM

Para ter um natal feliz, os corintianos vão esfregar na cara dos rivais uma declaração do Blatter que dá conta de que antes de 2000, não havia Planeta Terra. O que existia apenas eram dois continentes que se encontravam para um amistoso beneficiente e nada mais. Daí, num belo dia de verão, ele inventou a roda e definiu que tudo começaria naquele ano de 2000, quando Real Madrid e Al Nassr começaram a primeira partida do campeonato. Naquele momento, Blatter apagou a história, vestiu a manta da hipocrisia e criou a mais idiota polêmica já vista no futebol.

Mas ele está no seu direito. Criou uma competição (que já eu já disse - adoro ver) e tem que valorizar. Durante anos e anos o mundo discutiu o desprezo que a Fifa dava ao confronto entre os melhores dos principais continentes do futebol. Mas ninguém em sã consciência ousava dizer que os vencedores não eram os campeões do mundo, visto que ABSOLUTAMENTE TODOS OS CLUBES sonhavam vencer a partida. E o Blatter apenas disse que o Corinthians é o primeiro campeão da Fifa. Claro! O primeiro do primeiro campeonato. Só isso. A Fifa não considera os antigos? Azar o dela.

Quem é a Fifa para desmerecer o que fizeram Pelé, Zico, Renato Gaúcho e Raí? Por acaso o Blatter acha mesmo que alguém dirá "tudo bem, eu não sou campeão", só porque ele quer? Num poço de contradições, a tal Fifa colocou sua competição no Japão dizendo que finalmente daria o valor devido à disputa, dando uma encorpada. Ao mesmo tempo, o próprio Blatter declarou para quem quisesse ouvir que os demais clubes também poderia se considerar campeões do mundo, se assim o quisessem, mas que o primeiro DA FIFA era o Corinthians. O mundo mudou? Vai mudar agora? Não. O Blatter não tem o poder de apagar nenhuma conquista.

E para terminar, vejam os times que estão nesse link e uma notinha que está no site da Fifa hoje:

The only trophy missing from his haul is the FIFA Club World Cup, and as a member of the Milan team which lost to Boca Juniors in the Toyota Cup in 2003 (3-1 on penalties after a 1-1 draw), Gattuso is out for revenge.

Revanche do que, se em 2003 não era Mundial segundo disse o Blatter? Dá para levar a Fifa à sério? O Corinthians é o primeiro da Fifa, mas não da história. E se vier me encher o saco, mando logo que é o primeiro campeão do mundo rebaixado. 

FIFA - Fanfarrões Idiotas Fazendo Asneiras

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Ética no dos outros é refresco

Sexta-feira, 14 Dezembro 07, 08:23 PM

Imaginemos a cena:

Você está doente do coração e se interna no Hospital Albert Einstein, referência mundial em cardiologia. Fica lá um mês e se recuperando de forma espetacular, dada a fantástica qualidade no atendimento e o profissionalismo ímpar dos médicos e enfermeiros.

Enquanto o processo todo acontece, profissionais do hospital fala que adorariam tê-lo como funcionário como eles, que o hospital é maravilhoso e que lá você encontraria a alegria necessária para trabalhar. Por outro lado, existe o seu emprego, pelo qual lutou muito para conquistar, seu empregador entende a importância do seu trabalho e lhe paga ótimo salário, além de ter bancado todo esse tratamento.

O pessoal do Albert Einstein não fala com seu patrão, mas com a sua família, querendo de todo jeito que você fique com eles, onde ganhará menos e será benéfico apenas para o hospital. Seu chefe, que não abre mão de seu trabalho e investiu caro na sua pessoa, diz que não libera afinal você é empregado dele e há um contrato a cumprir.

O que você faz?

Falando por mim, eu jamais me trataria nesse hospital novamente. Teria ido procurar um serviço e poderia deixar a alma. Isso é o que o São Paulo faz com todos os jogadores que pintam no Reffis querendo se recuperar. Isso é que o São Paulo faz agora com o Adriano.

É lógico que o time está no seu direito de procurar peças para as posições mais carentes, mas isso não lhe dá o direito de escancaradamente aliciar atletas em recuperação no clube. Já está ficando chato e conhecido esse meio tricolor de arrumar jogadores. Não é a primeira vez e, em breve, nenhum clube voltará a mandar seus lesionados para o CT da Barra Funda.

O pior é o São Paulo já falava que ia tentar manter o jogador ANTES d'ele chegar para se tratar. Quando começaram a falar da vinda do Adriano, já pipocavam nos jornais notícias e declarações dando conta que ele interessava para a Libertadores e que veriam as possibilidades. Que isso?!?!?! Esse é o exemplo que o São Paulo dá?

Bom, vindo de um clube que contratou um jogador do Botafogo momentos antes duma partida entre os dois clubes e também ignora de forma patética um documento assinado há 20 anos atrás, só porque o patrocinador que fazer camiseta besta, não sei se me surpreende tanto. A ética passa longe do Morumbi.

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Um detalhe sobre a Taça de Bolinhas. Vocês viram alguma declaração da CBF sobre entrega do troféu? Ou tudo o que leram veio da boca do São Paulo que dizia "a CBF informou que...."? Era para ser contra o Botafogo e não foi. Era para ser na festa do Brasileirão e não foi. Vai ser em janeiro, mas isso segundo um dirigente do São Paulo. A CBF não falou nada até agora.

No Arena Sportv de terça feira, o Marco Aurélio Cunha declarou com todas as letras que "o Flamengo é cinco vezes campeão nacional" e posteriormente admitiu que, por causa de patrocinador, ele hoje precisa dizer que o São Paulo é Penta Único. Deprimente ter que se submeter a isso. O patrocinador passa mas a honra fica. Mas só em alguns casos...

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Por que ainda insistem em fazer finais entre Flamengo e Vasco? Seja qual for o esporte, o resultado será sempre o mesmo. Aí os vascaínos falam "na disputa de vices, o Flamengo tem mais do que o Vasco". Tudo bem, pode ser. Mas em toda disputa é preciso que haja um campeão e um perdedor. Se nessa o Flamengo é o vencedor, quem é o Vice? Ora pois pois...

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FlaMundo - Parabéns Nação.

Quinta-feira, 13 Dezembro 07, 02:07 PM

O goleiro Raúl, que entrou pra nossa história, Leandro, Marinho e Mozer também não saem da memória. Andrade, Adílio, Nunes, Tita, Júnior e o Lico, trouxeram nosso caneco junto com o Galinho Zico.

O funk Rap do Centenário composto pelos MC's Júnior e Leonardo em 1995, relembrou o maior time que o Rio de Janeiro já viu em todos os tempos. Máquina Tricolor? Façam-me o favor. Dois míseros estaduais não se comparam a um tri-carioca, um brasileiro, Libertadores e o Mundial, que hoje nós FLAMENGOS comemoramos 26 anos da conquista.

Nunca antes uma junção tão perfeita de craques entrara em campo, sendo completa em todos os setores. Lógico que o arco-íris vai dar faniquitos histéricos e lembrar escretes-escrotos, mas apresentar um que tenha vencido essa equipe, isso jamais farão.

Até hoje falam que aquele Flamengo era um time que só vencia no Maracanã. Esqueciam que para ganhar o Brasileiro era necessário sair do Rio de Janeiro. Além disso, gostam de ignorar que 20 dias antes o time vencera a Batalha de Montevidéu, que valeu a Libertadores numa época que jogadores sulamericanos entravam em campo com pedras nas mãos e não era essa coisinha bonitinha de hoje.

Mas isso é papo de recalcado, invejoso. De quem não tem. Também gostam de dizer que eu não tinha idade pra ter visto, como se isso diminuisse a conquista. Os católicos comemoram o Natal e duvido que alguém estivesse em Belém há 2007 anos atrás.

Naquele 13 de dezembro, o Flamengo enfrentaria o Liverpool, decantado no mundo inteiro como uma das melhores equipes do mundo. Na década anterior havia vencido a Liga dos Camepões em 1977 e 1978, além, claro, de 1981. Era também o então campeão inglês e da Copa da Liga Inglesa. O capitão Thompson não aguentava mais levantar taças.

Talvez por isso, tanta soberba ao entrar em campo. Se até hoje eles se acham superiores, naquela época era pior ainda. Viam os brasileiros com seus cabelos black-power e corpos magros como um bando de refugiados de uma guerra qualquer. Acreditavam que aquele jogo no Japão era pro forma para o mundo conhecer o melhor time da época. E foi o que ocorreu.

Em 45 minutos, os ingleses já haviam apanhado mais do que em toda a Segunda Guerra Mundial. Tomaram uma surra que destruiu por completo seu ar de superioridade, mostrando ao mundo que era futebol de verdade. O segundo tempo, esse sim, foi mera formalidade, pois o título já estava decidido.

Comemoremos pois, o dia que o mundo se pintou de Vermelho e Preto.

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Carta para Neto

Quarta-feira, 12 Dezembro 07, 11:33 PM

Achei extremamente oportuno o post do Rei e resolvi postar aqui, a íntegra do e-mail que enviei à Rádio Transamérica, aos cuidados do Neto, que não sei se vocês sabem, é comentarista do Papo de Craque. O tema é mais ou menos o mesmo.

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Prezado Neto,

No programa da última segunda feira, ouvi estarrecido uma opinião sua a respeito de uma sugestão que o Sócrates dera para a criação de uma lei que obrigaria o jogador de futebol a terminar pelo menos o ensino médio e assim ficar mais preparado para a vida.

Você simplesmente porque não gosta do Sócrates, seu rival em idolatria corintiana, descascou-o e disse para toda a rede, que "jogador de futebol não precisa de escola para ser bom". No país que vivemos hoje e na situação que você se encontra como formador de opinião, isso é de um absurdo sem tamanho. De fato o jogador de futebol não precisa da escola para ser bom com a bola, precisa para ser bom na vida! Escola é essencial para qualquer ramo e no esporte não pode ser diferente. O talento é um algo que o guiará rumo à carreira, mas se ele não estiver preparado, será apenas uma marionete na mão de espertos.

Num show de contradições, você citou a si mesmo dizendo que demorou a aprender como as coisas funcionavam, mas que de tanto tomar pancada, enfim se acertou. Entendi que você não terminou a escola, corrija-me se estiver enganado. Mas se tivesse concluído o ensino médio, não teria tomado metade das porradas. Basta ver quantos jogadores da sua geração hoje estão bem e não tiveram problemas com empresários vigaristas. O próprio Sócrates mesmo se formou e por mais que não goste das opiniões dele, eu reconheço que vem de alguém ciente do que fala.

Qualquer pessoa na sociedade precisa da escola. Ninguém sugeriu faculdade, mas é inconcebível que um profissional que movimenta milhões a cada jogo, não saiba escrever ou dizer uma frase. Com escola, um garoto de 18 anos não aceita a primeira proposta que lhe surge de ir para país como Ucrânia, China ou Emirados Árabes. Aprende que são países complicados, com culturas e clima bem diferentes e podem esperar um pouco até pintar algo melhor. E saberão, inclusive, ler os contratos e negociarem melhor.

Mas não. Hoje não sabem apontar no mapa o continente onde fica o país e seis meses depois já querem voltar. O empresário, que estudou direitinho, quer o dinheiro e sabe lograr a família do rapaz, fazendo “escola” para trambiqueiros no Brasil, com perdão do trocadilho.

Cito para você o exemplo do Juan, zagueiro da Seleção. Ele se formou no Colégio Pedro II, tradicional escola pública carioca e não saiu do Flamengo até terminar o segundo grau. Eu o conheci pessoalmente, joguei peladas com ele e vi o quanto é instruído e lúcido. Isso acabou se tornando ótimo até para o futebol, pois o ensinou a raciocinar e pensar rápido. Para a carreira foi fundamental, pois sempre esteve centrado e soube escolher bem o caminho. O estudo é importante para a formação do caráter e para ensinar o garoto a ser alguém por conta própria e não apenas uma camisa prostituta que se vende por qualquer trocado.

E como todo brasileiro-revoltado-que-não-faz-porra-nenhuma-a-não-ser-culpar-o-governo-por-tudo você diz a frase célebre "o governo é que tem que dar educação" e depois fala "que é de cada um ter a iniciativa de estudar". Você tem noção do que é isso? Para ser comentarista de futebol uma pessoa precisa estudar e ainda assim eu ouço um apanhado de gerúndios e erros absurdos de concordância verbal no programa que você trabalha que fariam um operador de telemarketing se sentir orgulhoso. Estudar não vem de iniciativa, é uma necessidade para sobreviver dignamente no Brasil e no Mundo. Quem consegue passar sem isso, é exceção. Não perca seu tempo pensando em um ou outro nome que conseguiu, pois lhe apresento cem que fracassaram. Basta olhar nas ruas.

O jogador de futebol é um exemplo para crianças e jovens, mas pensando como você - que o talento basta - ele vive uma ilusão milionária e não diz nada que presta além de não saber pensar sozinho. O povo ignorante vai atrás, pois é o caminho mais fácil. Só que nem todos conseguem e como abandonaram o estudo para tentar fazer gol, acabam sem perspectiva de vida. O final do filme é bem conhecido por todos nós.

Eu gostaria de saber se você tiraria seus filhos da escola, caso visse neles um talento para algum esporte. Veja bem: tirar da escola, não da faculdade. Nem falo para fazermos como os americanos que exigem jogadores formados na NBA, por exemplo, mas gostaria que os clubes fizessem como o Vasco, que dentro de São Januário oferece uma escola completa para todos os atletas adolescentes. O cara pode nem seguir carreira esportiva, mas sairá fazendo contas e num rumo mais correto.

Um absurdo, Neto. UM ABSURDO o seu comentário. Se você pensa assim, que o faça dentro de casa ou entre os seus. Numa rádio, onde quase todos estudaram e ralaram para conseguir um emprego, ouvir um cara mandar uma dessa é o cúmulo. Um desrespeito. Você sabe mais do que ninguém que uma mínima porcentagem de jogadores ganha essas fortunas que vemos nos jornais. A enorme maioria é pobre e semi-analfabeta. E mesmo quando ficam ricos, preferem gastar com a vaidade, ao invés de contratar um professor para ensiná-los a não dizer "nós vai tentar o resultado positivo".

Isso não é culpa do governo, Neto. É culpa de comentários como o seu que o pobre e menos instruído compra como verdade absoluta. Em quem ele vai acreditar? No Lucas, um ilustre desconhecido, ou no Neto, que ficou rico jogando futebol, merecidamente?

Desculpe, mas eu não passei 12 anos na escola e depois mais quatro na faculdade para ouvir isso. Eu não quero que meu filho ouça isso de um jornalista, comentarista ou ídolo de uma massa de pessoas. Se ele ouvir de um bandido, tudo bem, pois saberá que a criminalidade é o caminho mais fácil para quem não estudou. Mas de um comunicador de uma das maiores rádio brasileiras, isso beira o insulto.

Gosto de suas opiniões e respeito todas, pois a democracia é a base de uma sociedade de sucesso, mas nessa, me desculpe, você pisou feio na bola. Reitero o que escrevi acima: jogador não precisa de faculdade, mas de escola, não há um brasileiro que possa abrir mão.

Atenciosamente,

Lucas Dantas Loureiro, sempre um estudante, nunca um ex-tudante.

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Alguém chamou?

Domingo, 09 Dezembro 07, 09:23 PM

Olha ela aí. Não que o Pachuca seja uma equipe daquelas de meter medo em alguém, mas perder prum time da Tunísia?!?!?! No outro post eu coloquei "naquele jogo com temporal onde um chute despretensioso entra e depois o mais forte não consegue empatar". Hoje não choveu, mas o tal chute rolou e o Pachuca disse adeus ao sonho. Futebol tem dessas coisas, faz parte, mas fica o alerta pro Milan: A previsão para quinta feira em Yokohama é de chuva forte durante todo o dia.

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Agora é Rumo à.....à.... onde?

Sexta-feira, 07 Dezembro 07, 05:26 PM

Alguém aqui viu o clássico Sepahan x Waitakere United, nas abertura do Mundial de Clubes da Fifa? Típica pelada que mostrou mais uma vez como são ruins os times da Oceania. Terminou 3x1 pros iranianos mas ninguém se importa, já que o Sepahan (deve ser Cepacol em "iraniano") vai encarar o Urawa Red Diamonds para conquistar o direito de apanhar feio do Milan. E a quem interessa esse show de horrores? Só à Fifa, claro. Eu confesso que adoro essa competição, porém temo pelo futuro dela.

O ser humano tem em sua natureza a necessidade de se sentir melhor do que o outro, seja no que for. Até o mais humilde está sempre competindo, mesmo sem admitir. E no futebol não poderia ser diferente. Desde priscas eras já havia a necessidade de se saber quem era o melhor da cidade, do estado, do país e do mundo. Nos tempos românticos, os times atravessavam o Atlântico para se encarar em verdadeiras guerras étnicas. Além do futebol, estava em jogo a supremacia européia contra a precocidade americana e os jogos nem sempre terminavam nos 90 minutos. Ou nem começavam. O que teve de europeu se recusando a vir disputar uma peladinha nas Novas Índias não foi brincadeira.

Mas o mundo evoluiu e algum ser "inteligente" sugeriu que os embates deveriam ser em campo neutro. Neutro uma ova. Para os sulamericanos (quem realmente importa no futebol do continente), encarar o rigoroso inverno nipônico e depois chamar de neutro só pode ser piada. Só que o pessoal daqui não se importou e acabou se apaixonando pela competição. Na verdade, um jogo só nem pode ser chamado de competição, né? Mas eram, sem dúvida, os melhores do mundo e campo. E com a empolgação que nós tupiniquins dávamos ao negócio, não tinha como não empolgar.

Alguns diziam que os europeus não davam a mínima. Balela! Os caras venciam e comemoravam. Lembro até hoje da festa nas ruas de Madrid quando Raúl fez sushi de bacalhau em 1998, ou o Leitão a Pururuca que o Manchester United assou em 1999. Eles só não encaram como o "jogo da vida", mas levam à sério, sim senhor.

E assim foi seguindo ano a ano, até que chegou a vez da Fifa se meter onde não foi chamada e transformar uma disputa entre times de verdade, num circo com equipes que não servem para preliminar de campeonato do Aterro do Flamengo. Começou em 2000, convidando times de países onde muitos nem sabem apontar onde ficam no mapa, além de campeões de dois anos antes. Através de manobras políticas jamais explicadas, enfiaram o campeonato no Brasil e graças a outras manobras escrotas jamais esclarecidas, "esqueceram" que o campeão continental daquele ano era brasileiro, deixando o Palmeiras fora da festa. Quem jogou fez o seu papel e graças à justiça divina, o Assassino confundiu futebol com rúgby e deu o título pro Curintia, em pleno Maracanã. O primeiro campeão do Mundo com selinho "Made in Fifa" havia nascido, mas seria filho único por um bom tempo.

Aquela competição nasceu tão confusa que acabou sumindo do mapa por cinco anos, até que alguém "inteligente" sugeriu à Fifa que fizesse uma nova lá no Japão. Mas que dessa vez chamasse os campeões do ano, para não dar motivo pra reclamações. E então ficou marcada para dezembro de cada ano a realização de um novo mundial. Pronto, estava remodelada a competição.

O São Paulo venceu, depois o Inter e agora Boca e Milan disputarão. Mas como tudo no que a Fifa se mete, não poderia ser perfeito. Para incluir um time do país-sede, a organização enfiou o tal do Urawa, uma equipe tão forte e expressiva que não disputa mundial nem no Winning Eleven. Mas para enfrentar o Urawa, tiveram que armar esse patético jogo de hoje de manhã e já decidiram que no ano que vem será em outro lugar, com outro time do país sede. provavelmente será no Dubai ou Austrália, esses lugares onde o futebol é business e não um esporte sério.

Não tenho dúvidas de que não vai parar por aí. Se aqui nós já temos uma Copa SULAMERICANA com times mexicanos e americanos, quanto vai demorar para que a Fifa não decida que a competição será de dois em dois anos, juntando os campeões no período? Ou que vá abrir vaga pros vices? Daí a liberar para o vencedor da Copa da Uefa e da já citada série B da Libertadores é um passo. Depois é só marcar para julho, nas férias européias, em anos que não tenham Eurocopa nem Confederações e voilá: a Fifa cria sua Copa do Mundo de clubes e enche o rabo de dinheiro colocando as equipes para jogar em praças futebolísticas como Detroit, Viena, Vladsvostok e Laos. Tudo para disseminar o futebol mundo afora. E nós ouviremos dos nossos queridos dirigentes os lemas "Rumo à Botsuana", "Agora é vencer a Libertadores e carimbar o passaporte para Tonga", "Projeto Marraquesh-2012"...
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Postado por LucasDL | Comentários (22)

O Peixe no comando do Bacalhau

Quinta-feira, 06 Dezembro 07, 06:37 PM

Romário é o novo técnico do Vasco. Esperar o que? Experiência como treinador ele não tem nenhuma. Mas moral no clube tem até de sobra. A princípio, a idéia é fazer de Romário o treinador do Vasco apenas para o Estadual e tentar terminar com um título que não vem desde 2003. Na minha visão, é mais uma amostra de como Eurico trata o clube e sua história, brincando de "Dono" e ignorando os sentimentos de milhões de torcedores Brasil afora.

Graças ao projeto Gol 1000, o Vasco perdeu todas as competições que disputou no primeiro semestre. O tal tento especial não saiu no Carioca nem na Copa do Brasil e o que se viu foi o contrário. Derrotas e uma humilhante eliminação para o Gama, num Maracanã gritando "Edmundo" a plenos pulmões enquanto Romário fracassava ao tentar atingir sua marca. O feito só foi realizado no Campeonato Brasileiro e deu ao time a paz necessária para desenvolver o bom trabalho no primeiro turno. Mas Eurico não pensa assim e, devedor que é do Baixinho, lhe dá todas as benesses possíveis no clube, mesmo contra uma torcida inteira.

Romário ganhou bastante no Vasco. Um estadual, um Brasileiro e uma Mercosul, além de ter sido artilheiro em diversas competições. Emprestou fortunas para pagar salários e livrou a cara do chefe uma pá de vezes da insatisfação dos jogadores. Ao mesmo tempo, brigou com a principal torcida organizada cruzmaltina, foi ídolo no arqui-rival Flamengo marcando gols e tripudiando do Vasco com declarações infames, além de cobrar R$ 130 mil mensais de dívidas antigas, pagos religiosamente em dia pelo clube enquanto salários atrasam. Uma grana que bancaria um jogador de ótimo nível no futebol brasileiro atual. Agora é o treinador, mas terá time?

Eurico jura de pés juntos que, para 2008, dinheiro não será problema e o Vasco terá um timaço. Se bem que ele vem prometendo isso há três anos, no mínimo, e até agora ninguém sabe sequer se o Leandro Amaral continuará no clube. Caso a grana venha mesmo, o Vasco será franco-favorito ao vice do Carioca. O título será consequência de uma final que não seja contra o Flamengo. Assim, Romário poderá abandonar o time antes do Brasileirão, pois esse ritmo de viagens e concentrações não é mais a dele.

Analisando o grau de dificuldade do estadual, vemos que não é necessário um estrategista master para ganhar o título. Basta ter mais motivação do que os outros e não perder pontos bestas para pequenos. Romário atuou como treinador uma única vez em 2007 e o time esteve bem. Para os "casaquistas" (ou euriquistas, como queiram) é o suficiente para atingir o vice-campeonato, principal meta do clube nos últimos anos.

O ex-craque tem um ponto forte: muita moral para falar de futebol. Como faz o Renato Gaúcho no Flu, ele poderá mostrar na prática como quer que o time se comporte. E exatamente por ver o ótimo trabalho do Renato, que eu prefiro me resguardar antes de sair rindo por aí. Mas se esse é um ponto bom, o péssimo é a sua presença em campo com os jogadores, conforme está sendo cogitado. Colocar o técnico para jogar não é inédito e muito menos se provou frutífero. O mesmo Renato treinou/jogou com o Flu que acabou rebaixado no Brasileirão de 1996. Se Romário jogar de fato, terá desde já um problema para contornar: terá que decidir quem será seu parceiro de ataque e descobrir como motivar alguém que sabe que nunca será utilizado. No caso, o seu reserva.
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Postado por LucasDL | Comentários (5)