Sábado, 31 Março 07, 05:48 PM
O blog era para ser futebol cairoca, mas é difícil manter-se num só tópico. Enfim...
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O blogueiro Rfevero iniciou uma série de textos sobre como seria se ele fosse presidente da CBF. É lógico que opinião é opinião e cada um tem a obrigação de respeitar e tal, mas teve uma coisa no texto dele que não desceu. E é a história que o Brasil inteiro repete dia após dia, sem sequer se preocupar em conhecer a verdade, de que Dunga e Ronaldinho se odeiam de morte, por causa de dois dribles há oito anos atrás. O que vou escrever abaixo NÃO é suposição. É fato. Como sei? O jornalista não precisa revelar suas fontes hehehe....
Antes de começar, pergunto quantas vezes Ronaldinho foi Ronaldinho pela Seleção? Ok, vamos lá.
Quando Dunga assumiu, nos primeiros dois jogos, contra Noruega e Argentina, ele não convocou o Gaúcho. Dizia que os jogadores teriam que provar, na Seleção, que mereceriam a vaga de volta, sendo
que Ronaldinho estaria dispensado naquele momento por estar de férias e fora de forma, vocês lembram?
Kaká entendeu o recado e acabou com o jogo contra a Argentina. Todos bateram palmas para Dunga pela sua atitude, pois era a volta da autoridade na Seleção. Aí veio o jogo contra País de Gales e Ronaldinho jogou. Jogou? O mesmo se repetiu contra a fraquíssima seleção (sic) do Kuwait.
Depois veio o Equador, Ronaldinho entrou no segundo tempo e jogou bem. Parecia estar de volta à forma. Contra a Suíça, foi o velho Ronaldinho de sempre, na Seleção.
Nos dois últimos jogos, jogou muito bem o primeiro e garantiu a escalação no segundo, onde não jogou nada do que sabe. Mas aí, tiraram a 10 dele e deram pro kaká. Pronto! Polêmica!! Dunga odeia Ronaldinho. O cara não joga bem, fica levantando questão se joga ou não a Copa América e não demonstra a mínima intenção de melhorar. Aí entra o que eu sei de fonte fortíssima, que a imprensa não divulga e as pessoas fazem as suas suposições.
Dunga colocou o Ronaldinho no banco para que ele acendesse. Não funcionou. Se nem isso serviu, tirou-lhe a 10 e deu ao Kaká que sempre está jogando bem. No primeiro jogo foi bem, no segundo não. Só que Dunga vai continuar agindo assim, até que Ronaldinho acorde e jogue. Não para ele, Dunga, mas para a Seleção. isso é importante, inclusive, pro jogador, que precisa provar que pode mandar bem com a camisa amarela.
Se há alguém fazendo a cabeça do Ronaldinho, ninguém sabe, só acham mas não podem provar nada. Mas ninguém também consegue explicar, como ele é incapaz de jogar minimamente o que sabe.
Posicionamento? Parreira já colocou ele em tudo o que é lugar.
Entrosamento? Kaká também não joga com os demais na Seleção arrebenta.
Físico? Então que seja claro e diga que não está em condições, em vez de ficar como tudo que é jogador pausterizado, repetindo a mesma ladainha de sempre que "jogar pela Seleção é uma honra".
Eu sei que não sou nenhum Kfouri, Rizek ou sei lá o que, para ter a confiabilidade deles, mas posso lhes garanir que Dunga não tem NADA contra Ronaldinho, muito pelo contrário. Só quer que ele volte a jogar tudo pela Seleção.
E quem crucifica o Dunga, esquecendo do fato de que ele ainda não teve tempo de mostrar trabalho técnico, eu lembro que Parreira, treinador experiente, carimbado e campeão do mundo, também não conseguiu extrair nada do Ronaldinho. Em quatro anos comandando a Seleção, apenas por um mês, na Copa das Confederações, Ronaldinho jogou bem. E isso era o Parreira. Deram quatro anos a ele. Ao Dunga não deram nem um.
Eu juro que não entendo essa impaciência. A Copa América está aí e poderíamos esperar um pouco.
Desculpem, mas essa mania de torcer contra, como fizeram em 94, só pode ser bairrismo, síndrome de Juarez Soares ou Scolarismo agudo. Eu prefiro chamar de birra mesmo.
Sexta-feira, 30 Março 07, 02:27 PM
Que o time do Flamengo não é nenhuma maravilha, isso até o fã mais ardoroso do Obina sabe. Mas a Nação deve estar preocupada, e com razão.
Ontem, o Flamengo perdeu para o Fluminense, de virada, e encerrou sua participação nos dois turnos do estadual, sem vencer um clássico sequer. Além disso, com a derrota, comprovou o que muitos temiam: o time não é tudo isso para esnobar a Taça Rio e escalar "reservas". Com essa atitude, que sou radicalmente contra, o Flamengo apenas fez atiçar os rivais que se sentiram desprezados e responderam em campo. Durante o segundo turno do estadual, o Flamengo só enfrentou o Paraná na Libertadores, numa viagem que está acostumadíssimo a fazer, durante o brasileiro. Inflou os egos dos seus "titulares" e mexeu com os brios dos demais times. Taí o resultado. Tivesse levado a sério, poderia sim vencer a Taça Rio e não precisaria jogar as oitavas da Libertadores durante as finais do Estadual.
Já tem torcedor do Flamengo pedindo a cabeça do Ney Franco. Novamente "disconcordo", como diria o universitário. Acho que já está mais do que provado que futebol se vence com continuidade. Medidas movidas pela raiva só fazem atrasar o time. Pode dar certo por um breve tempo, mas o ano ainda está no início. Trocar o Ney agora, não vai adiantar nada por 1) quais as opções? 2) qual a culpa dele se o time não tem ataque? e 3) o Flamengo não tem elenco.
Me digam um treinador que poderia assumir o lugar do Ney Franco agora e mudasse o time. Também, me expliquem porque o Léo Lima foi contratado, se não há vaga para ele no time e na verdade o Flamengo precisa de um atacante eficiente. E saibam que os reservas do Flamengo são esse bando que vimos na Taça Rio, mas não faz um elenco para Campeonato Brasileiro, quiçá Libertadores.
Então, antes de achar que o time virou o fio, pensem que ele nunca foi uma imponente carruagem. Mas está bem melhor do que o calhambeque de anos atrás.
Quarta-feira, 28 Março 07, 07:31 PM
Dunga barrou Ronaldinho para atiçar no jogador a vontade de jogar bem pela Seleção. Para lhe fazer ter gana (sem trocadilhos) e ser decisivo pro time. Ao que parece, está conseguindo.
Agora lhe tirou a 10 e deu como prêmio ao Kaká, esse sim, sempre compenetrado e com vontade de atuar na Seleção. Mas sua intenção é fazer Ronaldinho conquistar isso também. Convenhamos, ter um Ronaldinho com vontade, raça e técnica é 70% de título em qualquer competição.
Dunga está certo e parem de procurar cabelo em ovo.
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Rogério Ceni??? Zé Roberto???????? Sério mesmo, ROGÉRIO CENI e ZÉ ROBERTO????? Pra quê? Olimpíadas? Copa 2010? Amistosos que não valem NADA? Falam que o Dunga não é coerente ao não levar o Rogério e o Zé Roberto. PELAMORDEDEUS!! Estamos no Brasil, onde temos dezenas de jogadores para todas as posições e não na Alemanha, onde quase colocaram o Klismann no ataque na última Copa. Temos centenas de opções nascendo todos os dias
O treinador precisa testar todo mundo, além do que, arrumar um jeito de Ronaldinho, Robinho e Kaká jogarem juntos. Isso é importante. Convocar Rogério Ceni para agradar o Arena Sportv não tem importância nenhuma!
Rogério é goleiro e não precisa de esquema, entrosamento ou ser testado. É mais importante agora para o São Paulo do que para amistoso da Seleção. E o Zé Roberto, vai escalar onde??? No lugar do Kaká? Ronaldinho? Se for pra ficar no banco, pra que levar e desfalcar o Santos, envolvido em competições importantíssimas??? Não sei se vocês sabem, mas no Brasil os jogos não param quando a Seleção joga, ao contrário da Europa. Só que ninguém fala isso. Só sabe criticar por criticar.
É muita má vontade com o Dunga. Na boa. A raiva (ou recalque, sei lá) chega a cegar as pessoas.
Terça-feira, 27 Março 07, 03:59 PM
Não quero entrar na discussão dos 1000 gols de Romário, mas tocar em outro ponto. Com a despedida do Baixinho, cada vez mais próxima, o futebol vai perder uma personagem especial. Fora de campo.
Romário sempre foi expert em tiradas e frases de efeito. Mas seu grande mérito sempre foi saber o que falar. É claro que algumas vezes disse algumas besteira, todos nós fazemos, mas sempre que abriu a boca, Romário foi assunto. E ontem no programa do SporTV, não foi diferente.
Minha esposa é setorista de um clube daqui de São Paulo e quando cobriu o Vasco, sempre me disse: "quando o Romário fala, esqueçam os demais. Ele sempre dá uma boa matéria". De fato, Romário faz parte de um tipo de jogador cada vez mais raro hoje em dia. Como ele, talvez tenhamos em atividade apenas o Edmundo. São aqueles jogadores que falam mesmo o que querem, não se importando com o que venha a seguir. Vampeta foi outro. Tivemos também o Edílson, Renato Gaúcho, Túlio e alguns outros.
Hoje, como bem definiu o Milton Leite, os jogadores são pasteurizados. São robóticos mesmo. É "professor" pra cá, "resultado positivo" pra lá, "torcida maravilhosa" acolá... Um porre. Já com Romário, tivemos momentos especiais. Bons ou ruins, dispenso as avaliações. Mas Romário já treinou o Vasco no lugar do Dário Lourenço, já chamou Edmundo de bobo, bateu em Simeone, consegui fazer torcedores do Flamengo rasgar fotos do Zico, prometeu e trouxe Copa do Mundo e diversas outras situações. Se isso só já não bastasse para diferenciá-lo dos demais, também o destaca diante dos outros que citei acima. Ele nunca coloca a culpa pelo que disse na boca, ou no texto dos outros. Sempre assumiu suas palavras. Isso falta para muita gente nos mais diversos segmentos. Além de saber fazer gols, a autenticidade de Romário é seu grande legado. E nós ficaremos com os jogadores de manual que recebem passes em progressão aritmética e perdem em progressão geométrica.
Segunda-feira, 26 Março 07, 01:08 AM
O fim de semana perfeito para o pessoal que mora no além túnel Rebouças. O primeiro foi o Fluminense que apanhou do Madureira, no sábado, praticamente dando adeus ao Estadual-07. Hoje, mais cedo, o Botafogo caiu diante do América e teve que esperar o domingo acabar na torcida pelo Vasco para não ver sua liderança ameaçada na Taça Rio. E foi o Vasco que encerrou a rodada suburbana.
O dia foi todo vascaíno. A história dos 1000 gols já mexia com a cidade que mesmo em dia de sol, já ia para o Maracanã por volta de duas da tarde. A maior torcida do Brasil já havia encerrado a sua cota de ingressos para ver o time levar dois gols. Isso mesmo, para ver o time levar dois gols. Antes de começar a partida, todas as atenções estavam no artilheiro do Vasco. Durante, idem. Depois, uma certa decepção pairou no ar carioca. Ficou para outro jogo.
Romário pouco tocou na bola e viu o Flamengo começar bem melhor. Mas o ataque rubro-negro era composto por Souza e Roni. E não há ataque nenhum no mundo que possa viver de Roni e Souza. O que? O Goiás? Pois é...Dill, Túlio e Dimba também foram artilheiros pelo time lá das pradarias. Alguém quer algum desses jogadores no seu ataque hoje? Talvez se mudarem a camisa do Fla para um negócio verde, quem sabe....
Era visível o nervosismo do Flamengo em não tomar os dois gols. A questão não era um apenas, mas se levassem os dois, seria, pelo menos, Vasco 2x0, o que, por si só, já é um placar horrível num clássico.
Mas quando Leandro Amaral fez o primeiro dos cruzmaltinos, o Flamengo temeu pelo pior. Agora, o placar poderia ser 3x0. Menos mal que acabou o primeiro tempo. É?
Começa a segunda etapa e Abedi faz mais um. Agora, seria 4x0. Além do gol 1000, seria goleada. Aí já era demais. E o vascaíno sabia disso. O domingo perfeito estaria se desenhando. O rascunho terminou quando Romário fez 999º ao seu melhor estilo. Livre, na pequena área. Faltava um. A tinta que completaria o quadro estava pronta e no tom. Conca achou Romário na área. Livre, sem marcação. A bola caiu na perna esquerda. A respiração parou. Quarenta mil pessoas nem ousaram piscar. E Bruno evitou o momento histórico. Dizem que teve gente que o vaiou. Muitos o aplaudiram. Romário o cumprimentou. E o gol foi adiado. A goleada não veio. O placar, para o Vasco foi ótimo. O time do Flamengo, que desprezou a Taça Rio achando que basta colocar os titulares e a vitória é certa, tomou uma pancada daquelas difíceis de levantar. Mas acabou o jogo. E agora fica a pergunta.
O gol 1000, pelas contas tão discutidas do Romário, será marcado contra o Americano, time do falecido Caixa D'Agua, que tantas vezes ajudou o Vasco, ou contra o Botafogo, no 1º de abril?
E o pessoal do lado das praias vai dormir de cabeça muito inchada.
Sexta-feira, 23 Março 07, 05:30 PM
A foto do header do blog é de um camarada meu e foi tirada no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.
É num lugar assim que poderíamos encontrar verdadeiros craques, mas os clubes hoje abandonaram esse processo, preferindo receber jogadores de empresários.
Mais fotos em: http://www.flickr.com/photos/bernardocox/
Sexta-feira, 23 Março 07, 02:27 PM
O caso do zagueiro Renato Silva é muito compicado. Pego no anti-doping, teve seu contrato encerrado pelo Fluminense e ainda pode ser punido por pelo menos dois anos, por ter dado "um dois" nas férias. Já tem gente dizendo que em vez de mandar embora, o Fluminense deveria ajudar o jogador, pagando um tratamento e recolocando-o nos trilhos. Outros, afirmam que o clube já fez o que tinha que fazer e que o cara é um atleta, depende do corpo e não pode dar um mole assim.
É muito complicada essa situação e os dois lados têm razão. Realmente o Renato não poderia fazer isso, ainda mais que depende de estar bem para jogar e a maconha reduz os reflexos. Mesmo que tenha feito nas férias, ele tem que dar o exemplo como pessoa pública e representante de um grande clube brasileiro. Por outro lado, o Fluminense não pode dar uma de Pilatos e deixar o cara à própria sorte. Tenho cá minhas dúvidas se fariam o mesmo, caso fosse um craque em questão. Edmundo já bateu o carro inúmeras vezes, se envolveu em brigas, trouxe problemas mil, mas sempre teve uma segunda, terceira, décima chance. E sua imagem é um péssimo exemplo para crianças. Renato Silva, garoto que nada ganhou, agora é escorraçado do Flu.
Não quero escrever que o tricolor deve algo a ele. Mas é inegável que é mais fácil mandá-lo embora, do que internar. Só que a imagem do clube ficaria muito melhor se desse apoio ao atleta. Poderiam mostrar que se preocupam com esse tipo de situação e que as crianças de Xerém também podem contar com assistência no futuro. Além disso, parece que o caso deu-se nas férias do jogador, ou seja, não influenciou em nada o seu desempenho em campo. Mas como Renato Silva é ralé, manda embora. Vai apertar em outro clube. Mais um que sumirá...
Quinta-feira, 22 Março 07, 03:06 PM
Quem já passou por isso, sabe o que é. Eu já. Trabalhei o mês inteiro, ralando como um corno para dar o meu melhor e fazer o possível, impossível e lendário para agradar o chefe e conseguir os resultados. Chega no dia 1º, cadê a grana? Passam 5, 10 dias e neca de pitibiriba. Você ainda tem reservas ou família que te ajudem, mas a coisa começa a apertar. Lá vem o segundo mês sem ver a grana e a cabeça pára de funcionar como deve. Foco? Já era. Você não sabe se faz a planilha de gastos da empresa ou se calcula os melhores juros das financeiras que ficam ao seu redor como abutres esperando sua morte para comer a carcaça.
É mais ou menos o que se passa com o Botafogo. É claro que eu não recebia lá 20, 30 mil reais/mês como eles, mas isso não importa. O que importa, é que nas arquibancadas são 20 mil patrões exigindo o melhor em campo, no país são mais 2 milhões. E o cara ainda tá lá, pensando na escola do filho e em como passar vivo por aquele tanque que alguns chamam de zagueiro. E é nesse eterno "se vira nos 30" que os Botafoguistas encaram hoje o Ceará.
A situação é de certa forma cômoda. Até uma derrota por 1x0 os classifica. Dodô joga e tenta seu centésimo gol pelo time. O Ceará não é nenhuma aberração que meta medo, mas o grande problema está fora de campo. Uma derrota e lá vêm os gritos de "mercenários". Engraçado é que mercenário é aquele que recebe e os caras não recebem. Por isso, eu prefiro chamar de missionários mesmo, como fez, na geral do Maracanã, aquele tricolor carioca num longíquo 1984, se referindo ao Romerito. Talvez ele não quisesse, mas aqui cabe a alcunha para esse nobres botafoguistas. Com um time nada mais do que acertado, tiram leite de pedra para se manter no rumo e tentar seguir em frente nas duas competições.
Quarta-feira, 21 Março 07, 05:24 PM
Hoje a maior torcida do Brasil joga a sua classificação para as oitavas na Libertadores da América, em casa. Ao mesmo tempo, o São Paulo tentará manter contra o forte Necaxa, no México, uma invencibilidade que já perdura quase 6 meses (ou 29 partidas). Só por isso, as TVs já teriam duas opções fantásticas para logo mais. Porém, há um terceiro jogo, em tese menos importante, mas que o mundo inteiro estará de olho. Sim, é o Gama x Romário em Brasília.
Flamengos e São Paulos podem afirmar que não estão nem aí pra esse jogo, mas a curiosidade é mais forte e aposto que mudarão de canal. Ver o "gol 1000" em replay só vale pro do Pelé mesmo. Hoje pode ser a primeira chance de ver ao vivo.
O único detalhe que pode mudar isso é o horário. Gama e Romário se enfrentam às 20:30, horário da novela e só acessível para os que tem TV a cabo. Às 21:45, quando começarem os jogos de Fla e São Paulo, Romário deverá estar se aquecendo para entrar no segundo tempo. Pode nem entrar.
Mas o jogo já ganhou os contornos de histórico. O presidente Lula deverá comparecer. Romário já falou que se tiver que marcar, o fará sem problemas (marketing?). Um evento sobre a Síndrome de Down já está programado e o Baixinho comprou a causa, em homenagem à sua pequena Ivy, acometida pela doença. Os jornais do Brasil já enviaram seus repórteres, vem imprensa do mundo inteiro e a capital federal, pela primeira vez em muito tempo, é motivo de assunto não pelas tristezas do congresso, mas pela alegria do povo.
Enfim. Eu vou me ligar no jogo do Flamengo, até porque não estarei em casa na hora do Gama x Romário. Mas confesso que o controle remoto passará por maus bocados.
Terça-feira, 20 Março 07, 06:58 PM
Joel Santana é uma figura ímpar, um cara engraçado, com muita fama no Rio de Janeiro pelos estaduais conquistados e pelas suas histórias pra lá de folclóricas. Mas, e no Brasil? Talvez por ser essa figura diferenciada, com linguajar de um matuto e cara de bêbado, o Natalino não seja respeitado país afora, a não ser nas praias cariocas e apimentadas esquinas baianas. Além disso, dizem, faltam a ele os chamados títulos de "expressão", que o coloquem no patamar de grandes treinadores. Pode ser, sei lá.... vejamos.
Joel trabalhou em São Paulo no Corinthians em 1997 e nada conquistou. Sem sucesso também foi sua passagem pelo Guarani em 2004. Além de São Paulo, esteve na Bahia (pelo tricolor e Vitória), Internacional, Brasiliense, Coritiba e treinou umas coisas lá na Arábia e no Japão.
Seus títulos vieram dos quatro grandes do Rio, numa sequência impressionante na década de 90 e na Bahia, o que corrobora, pra alguns, a tese de que Joel é movido à praia e caipirinha.
Numa breve comparação com um "técnico de ponta", Leão, podemos ter um pouco da idéia da injustiça ou preconceito com que Joel é tratado.
Atuando desde 1987, o Leão ganhou, até hoje, um Brasileiro pelo Santos, duas Copas da Confederação Mexicana de Boliche, (também conhecida como Conmebol) por Santos e Atlético Mineiro, um paulista pelo São Paulo e algumas coisas lá no Japão.
Joel já venceu nove estaduais, um Brasileiro e uma Mercosul. Leão salvou o Corinthians do rebaixamento? Joel fez o mesmo com o Flamengo, em 2005, numa missão que até Jesus Cristo já havia jogado a toalha. Joel se dá extremamente superbem com craques e escroques. Leão tem aversão a todos que ganham mais do que ele e ocupam mais páginas nos jornais. Enquanto Joel deixa saudades nos jogadores com quem trabalhou, Leão deixa sequelas.
Para completar, Joel nunca omite nem inventa títulos e méritos. Leão diz ter revelado Robinho e Diego (balela) e se auto-proclama campeão de 87, quando nem era mais o técnico do Sport naquela patética disputa por pênaltis com o Guarani. Pra quem não sabe, era Jair Picerni. E Joel gosta de ver mulheres em apertados uniformes à beira do campo como árbitras. Leão, aparentemente, não.
Enfim, por que Joel é taxado de palhaço e Leão de magnânimo? Deve ser o linguajar lazaronesco que o atual técnico do Corinthians usa. Joel usa as frases de efeito para ganhar o grupo. Leão profere enigmas "esfíngicos" e sua posição para intimidar a todos, do porteiro aos jornalistas que cobrem o time. Acha-se o dono do clube.
Quando Joel chega para salvar um time, ele o faz, sem contrato e sabe que vai embora mais cedo ou mais tarde. Calejado, já percebeu que hoje em dia o espaço é para os novos técnicos, com novas idéias, arejados, recém saídos dos campos. Já Leão chega, pede ab$urdo$ que geram multas gigantescas, briga com tudo e com todos e nunca perde um jogo. O time deixa de vencer porque os outros não quiseram.
Mas na hora que um clube grande está desesperado atrás de um treinador "de ponta", logo correm atrás de quem? Leão ou Joel? Do que brigou com o profissional-exemplo Dunga no Inter, expulsou Tevez do Corinthians, ou procuram aquele que traz humor, tranquilidade e bom ambiente, tudo o que um time em crise precisa?
Com Joel é sempre Natal. Com Leão, quase sempre é uma segunda feira chuvosa depois de um 4x0 para o maior rival.
On Desculpa aí, mas.....