Home > Blogs > Cariocas

Essa nova mania...

Sexta-feira, 10 Julho 09, 07:24 PM

 

Agora é assim.

Virou moda.

Hoje, jornalista esportivo bom escreve por linhas.

Não se usa mais parágafo.

Cosme Rímoli é o mais conhecido.

Mas existem vários outros. 

Depois de dizem independentes e únicos.

Quando não conseguem ser originais nem em seus textos.

E assim nascem os posts sem sentido algum.

Um saco.

Mas façamos como eles então.

Uma péssima mania da nova imprensa.

Mas que se espalha pelos não-criativos.

Será que é economia?

Mas não há celulose no computador.

Será que é uma representação de como falam ao vivo?

Então corram para um fonoaudiólogo a fim de se corrigirem.

Será um conluio por uma nova ordem no jornalismo esportivo?

Ou apenas uma mania irritante e inútil?

Não sei.

E não me interessa saber.

Já que o conteúdo é sempre o mesmo.

As mesmas intrigas e suposições e quase nenhuma informação prática.

Dizia Drummond que "escrever bem é a arte de cortar palavras".  

Agora inventam de cortar parágrafos inteiros.

Por isso jamais chegarão a ser Drummond.

Nem Kfouri.

Muito menos Saldanha ou Rodrigues.

Serão apenas jornalistas.

E blogueiros.

Mas não necessariamente nessa ordem.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (1)

Valeu, Íbson.

Terça-feira, 07 Julho 09, 07:22 PM

Esse texto não é uma crítica ao já tão metralhado planejamento (ou falta de) rubro-negro. Muito menos mais uma ode à incapacidade dos dirigentes. Mas um lamento. Fico triste a cada vez que um potencial ídolo vai embora do clube, tal como Íbson está partindo nesse momento.  

Não o considero craque, nem nunca o fiz, porém muitos já vestiram aquela camisa sem o ser e deixaram seus nomes marcados na história. Íbson era um ótimo jogador e se sobressaía ainda mais com o péssimo nível atual, tanto no time quanto no país inteiro. Não havia torcedor de outras plagas que o considerasse mais um. Pena que Íbson era apenas um.  

Fará uma falta enorme para o time, pois pensava antes de agir. Não era um cachorro que apenas corre atrás da bola para depois devolver ao dono e correr atrás de novo. Ele tinha o cuidado de tentar entregá-la para os companheiros. Seria, com certeza, o fator de desequilíbrio que muitos treinadores desejam ter no seu time e que penderia a favor do Flamengo em diversas partidas.

Íbson eu colocarei num patamar dos jogadores que poderiam ter sido, junto com Juan e Sávio. Talento de sobra os três possuem e também muita identificação com o Flamengo. Renato Augusto ficou pouco tempo para que eu pudesse ter uma idéia mais certa do que poderia se tornar.  

Mas não foram porque as condições financeiras atrasadas de nosso país não foram capazes de segurá-los. Os gélidos europeus agora admiram o futebol desses talentos nascidos nos esburacados gramados da Gávea. 

Enfim, o camisa 7 vai nos deixar. Mas não se engane, torcedor. Ele não foi embora agora. Foi em 2005, quando Anderson Barros o trocou por créditos em euros sob a justificativa de que “depois iria embora de graça”, para contratar reforços inúteis na época. O Íbson que estava conosco até o último jogo era outro. Era um Íbson amadurecido, europeu e caro. Muito caro.

O Flamengo fez sua parte. Uma oferta até digna, eu achei. Porém, não sei se concordaria que ela fosse levada adiante. Pode soar contraditório, pois acho Íbson um ótimo jogador e importantíssimo pro Flamengo, mas vendo o clube como está, devendo até ‘alma, esses nove milhões (quase três vezes mais do preço de venda), poderiam ser aproveitados de outra forma, como no CT, essa bandeira que sempre defenderei, pois considero pensar no futuro muito mais importante do que vangloriar o passado (viu, museu?).  

Aliás, de onde viriam? Da OLK? De investidores? Engenharia financeira? Ou da venda de mais camisas, essa que parece ser a única idéia do marketing rubro-negro, como se fôssemos um bando de flagelados precisando de roupa pra vestir. 

Porém, o Porto não aceitou a repetição do Pacto Colonial oferecido pelo Flamengo e ficou com a matéria-prima já lapidada. Ao invés de revender para a colônia, o fará para seus primos ricos e esnobes do Velho Continente.

Íbson ficou o quanto pode, mas agora é hora de seguir seu caminho e deixar bons momentos na lembrança. Ele respeitou o Flamengo. Não faltava a treinos, não fingia contusões e, principalmente, não criava polêmicas idiotas via imprensa. Pensava antes de falar e sabia da sua importância dentro e fora de campo. Mesmo assim, e com muito mais bagagem no clube do que qualquer jogador do elenco atual, jamais chorou pela faixa de capitão ou qualquer número que fosse na camisa. Inclusive, Íbson deu a sua ao goleiro que pegou aquele que seria seu último gol pelo time.

Íbson, vá e presenteie o mundo com seu profissionalismo, seriedade e ótimo futebol. E faça cada vez mais aqueles europeus perguntarem “mas o que esse Flamengo tem que não para de fazer jogador bom?”.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (23)

Gostou?

Quinta-feira, 02 Julho 09, 03:55 PM

Eis aí o novo Manto Sagrado. As opiniões são diversas. Tem quem amou, quem odiou e quem não permite que se fale mal só porque é do Flamengo.

Eu..... me acostumarei.

Tá, gostei. Não que a gola seja a dos meus sonhos, odeio inovações, mas o fato de não ter um BR escroto na barriga e nada nas mangas (por pouco tempo) já ajuda bastante. O que me incomoda são as listras mais finas do que os modelos dos anos 80 e o CRF em cima do preto e não do vermelho, como nas camisas clássicas. Mas isso é fruto da falta de um manual da marca Flamengo. A fornecedora deita e rola e o clube decide se aprova ou não.

Como toda novidade, gera discussões, mas é questão de costume. Quando a Nike entrou era comum ouvir críticas à manga completamente preta. Lembro também que houve um problema com a Petrobras por causa dos pequenos BRs nas mangas e não no peito. Claro, o Flamengo faz e depois comunica. Ninguém se fala no clube.

O lançamento desse novo Manto já veio com polêmicas e problemas. O primeiro diz respeito ao patrocínio Bozzano. Se você quiser a camisa assim, semi-limpa, corra. O acordo já foi fechado e em breve as mangas estarão tomadas.

A logística de lançamento também não foi das melhores. Uma camisa jogada no mercado em pleno inverno que não tenha uma versão de manga longa é meio coisa de português. Além disso, não há venda com nome e número inclusos. Essa mania que pegaram dos europeus me irrita profundamente. Não faz muito tempo e nós comprávamos os uniformes já com o 10 nas costas. Agora, pagando o mesmo que antes, levamos um pijama do time e ainda temos que desembolsar um extra para colocar o número!! Tudo bem que o faça para nome, mas número?!?!?!? Enfim...

O segundo problema, mais sério, diz respeito à promoção que fizeram com o Adriano. O marketing do clube criou um hotsite onde os torcedores diriam com qual camisa o Imperador jogaria e concorreriam a prêmios. Eis o resultado:

Perfeito, não? Não. É Flamengo. Adriano já reclamou. Quer a 10 que seria do Pet. Sabe o que o VP de futebol disse, nas internas?

"Adriano irá jogar com a que escolher. Não vou contrariar o craque do time."

Isso, nas internas. Fontes (o tal porteiro da Gávea, sabe?) minhas. E assim ficamos sabendo quem é o verdadeiro chefe do futebol. Mas alguém duvida que o discurso pra fora será outro?

O marketing está incomunicável hoje. Devem estar decidindo como agir numa hora dessa. Era tão simples ter acertado tudo com o Adriano lá atrás, antes de fazer a promoção. Mas o clube não se fala. O futebol e o marketing não se falam. O clube não se comunica. E como diria Chacrinha, quem não se comunica...

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (6)

OFF-TOPIC: São Paulo

Sexta-feira, 19 Junho 09, 03:29 PM

Soberba ou cegueira?

Sinto-me à vontade para escrever essas linhas, uma vez que não torço para o São Paulo, mas para um time me transformou em expert em eliminações doídas em casa.

No calor da derrota é muito fácil achar um culpado. Costumamos dizer que o futebol é coletivo, mas, na derrota, apenas pegamos um para Judas. Sei que é um paradoxo eu escrever isso depois culpar o Kléber Leite até pela lâmpada que queimou lá em casa, mas são coisas diferentes.

Você, que não torce pro São Paulo, responda: gostaria que fosse o seu time a gritar campeão brasileiro nos últimos três anos? Não me venha com balelas recalcadas de desserviço ao futebol, enganação devido à mediocridade alheia e blábláblá. O São Paulo ganhou três brasileiros seguidos.

Com o mesmo treinador.

Esse que agora querem ver longe do clube.

Normal, o brasileiro é assim. Quando Lula foi eleito, todos esperavam que o país mudasse já no primeiro dia. Alguns, mais pacientes, esperaram uma semana. Não se passaram seis meses depois de o São Paulo assumir a hegemonia completa do futebol nacional, e já pedem a cabeça do treinador por causa de mais uma eliminação na Libertadores.

Bom, o São Paulo perdeu a final de 2006 pro futuro campeão do mundo. Em 2007, para o finalista Grêmio e em 2008, para o finalista Fluminense. Três times nacionais, três eliminações. Coincidência? Ou esses times souberam enfrentar o Tricolor no tiro-curto, mas não se garantiam na prova de longa distância?

Ontem foi a quarta e aí o torcedor já não agüenta mais. Compreensível, mas esse torcedor não estaria exagerando?

Alex Ferguson assumiu o Manchester em 1986 e demorou seis anos para ganhar o campeonato inglês, que o time não levantava há longos 26. Muricy chegou no São Paulo em 2006 e no mesmo ano foi campeão. O tricolor não conquistava a taça desde 1991. Ferguson é rabugento, mal humorado, egocêntrico, prepotente e dominador. Isso no dia a dia, com qualquer pessoa. Resumindo, é um inglês. Muricy é assim, no trabalho. Depois de anos de insucessos e vexames, Ferguson conseguiu um título e a história diz o resto. Muricy ganhou os três brasileiros que disputou e é crucificado diariamente.

Lógico que Muricy não é Ferguson. Nem a cultura brasileira se equipara à inglesa ou européia em geral. Aqui, técnico que dura um ano é herói e todos reclamamos da constante mudança nos clubes. Mas quando aparece um que fica três temporadas e levanta três nacionais, o povo reclama da mesma forma. 

Brasileiro não gosta de vencedor. Gosta é de ver o vitorioso se ferrar. Senna, Pelé, Zico, Guga e outros. Sempre questionados. Fossem norte-americanos, seriam endeusados.

Esse monte de "Fora Muricy" é coisa de jornalista que não gosta de levar patada em coletiva. Vários coleguinhas odeiam o treinador por causa de sua rabugice e fazem campanhas para que o presidente o remova do cargo. Claro, dá matéria. Como no futebol é mais fácil perder do que ganhar, as chances de ouvirmos mais as críticas são bem maiores do que os elogios. E a torcida vai na onda.

Mas para fazer melhor, quero ver aparecer um. Depois, é o torcedor do Flamengo que chamam de arrogante. Sabem qual a resposta para tantas Libertadores disputadas seguidamente e três brasileiros na bagagem?

É Muricy.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (9)

Mais do mesmo.

Segunda-feira, 15 Junho 09, 12:11 AM

Agora, de uma vez por todas, deu.

Ele voltou pro Flamengo em 2005 para livrar o time do rebaixamento. De uma hora para outra, arbitragens começaram a nos olhar como amigos e o Flamengo escapou da vergonha.

Em 2007, na Libertadores, contratou o esquecido e minúsculo Juninho Paulista. Esse mini-jogador arrumou uma briga abissal no vestiário e acabou com o time antes da surra por 3x0, diante do Defensor do Uruguai.

Ainda em 2007, o cara demitiu o treinador que trouxeram menos de um ano antes e sem lhe dar a chance de contar com reforços que mudariam a cara do time.

Ele prometeu que o Flamengo não jogaria na altitude. Calou a boca e jogou, já que no mundo sério ninguém lhe dá atenção.

Na Libertadores de 2008 teve o América do México. A culpa foi do imponderável.

Trocou o treinador e trouxe um que teria até cargo na diretoria. Eu disse que era essa a filosofia do Flamengo e apanhei mais do que Judas em sábado de malhação.

O time liderava o Brasileiro e sonhos de contratação como Felipe e Vagner Love povoaram a cabeça da torcida.

A maior venda de um jogador na história do clube serviu para pagar salários e alguns empréstimos, as contratações milionárias se transformaram num envelhecido Marcelinho Paraíba e o time despencou em queda livre. A culpa foi da camisa Freddy Krueger.

Perdeu por 3x0 para o Atletico Mineiro, no Maracanã.

Após estar vencendo o Goiás pelos mesmos 3x0, entregou o jogo.

Apanhou horrorosamente para o Atlético Paranaense e deu adeus a mais fácil vaga na Libertadores que o time já teve nas mãos.

O treinador, claro, foi o único que caiu.

Chegou outro que fôra BI-VICE estadual pro mesmo vergonhoso Flamengo e que jamais havia conquistado NADA.

Marcelinho Paraíba, a grande contratação, deu adeus ainda no estadual de 2009.

Diego Tardelli deixou o clube reclamando que não lhe davam o devido respeito. Não para de fazer gols no Atlético, enquanto Émerson e Josiel não sabem fazê-los.

Aliás, NENHUMA contratação foi proveitosa.

Roger chegou para vestir a 10 e saiu fora logo. Ninguém no clube consegue fazer Jônatas jogar, mas lhe pagam um alto salário. Fierro, Sambueza, Primo do Messi, Josiel, Émerson, “El Tigre” Ramirez, Peralta e muitos outros fracassos.

A meta do dirigente, para 2009, era o estadual e ele deixou claro.

O time foi surrado pelo RE-SEN-DE, na semi-final da Taça Guanabara, por, claro, 3x0.

Ganhou o estadual e tudo se apagou. Afinal, a meta foi atingida.

No Brasileiro, o Flamengo já coleciona dois vexames em seis jogos: Cinco a zero para o Coritiba, após levar quatro gols do Sport em oito minutos.

Outro fantasma de 95, o tal do Plínio, que só consegue lugar mesmo nessa gestão, vem a público dizer que agora será treino em regime integral. Só agora, e não depois do último domingo.

Como? Perguntaram pro Juan? Ele deixou?

Mas a culpa é do Cuca, do Dunga (que levou o Kléberson), do imponderável e da camisa. Ou dos treinadores que ele cansa de mandar embora a cada seis meses.

E ainda vem gente dizer que sou pessimista ou que tenho interesses por trás de minhas críticas.

As mesmas, desde que o inominável voltou em 2005.

Ganhando ou perdendo, meu discurso contra esse cara sempre foi o mesmo. 

Para mim, a culpa é do time - que ele montou. Do Cuca - que ele contratou. A culpa é dele.

Muitos times, técnicos e jogadores depois, os vexames continuam. Ele continua.  

Repito o que disse antes e fui chamado de covarde. Já vi time ser rebaixado por muito menos e o Flamengo, do Kleber Leite, conseguirá a proeza de acabar com a graça da queda do Vasco.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (9)

De onde veio? Essa é mole....

Sexta-feira, 12 Junho 09, 06:51 AM

O seu país tem uma nação incrustada que deseja a independência, seus habitantes não gostam de falar a língua nacional, possui uma própria seleção e ainda por cima sediou uma Olimpíada.

Nessa nação há um time forte o suficiente para fazer frente à equipe da capital, que, por sinal, tem Real no nome.

O time do estado "brigão" ganhou, pela primeira vez na história, o campeonato nacional, a Copa do Rei e a Liga dos Campeões. 

Incluindo aí, uma goleada de 6 no time real, dentro do "castelo" real, diante do Rei.

Aliás, esse time insolente poderá ser campeão do mundo.

E tem aquele que será escolhido o melhor jogador do planeta. 

Como parar esse absurdo?

Contrate os dois melhores do mundo nos anos anteriores. 

Mas como, se há uma dívida de 300 milhões?

Oras, para um clube que vendeu o CT para a prefeitura por um valor três vezes maior do que o "de tabela" e depois recebeu de volta esse mesmo CT para treinar pagando um aluguel simbólico, isso é fácil. 

Basta falar com o principal torcedor desse time Real.

Você ainda se pergunta de onde veio a grana?

E se alguém reclamar, é capaz de ouvir desse torcedor apaixonado um "porque no te callas?".
 

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (7)

Duas medidas de Adriano

Quarta-feira, 10 Junho 09, 03:51 PM

Sabe qual a diferença entre um clube que ganha três brasileiros na sequência e outro que levanta três estaduais? Vou lhes contar.

No ano passado, SPFC berrou a plenos pulmões a alegria de ter contratado Adriano, o tal Imperador, para a disputa da Libertadores e do Estadual. O disfarce era usar o Reffis para recuperar o atleta, mas o objetivo final não era outro senão ter o atacante reforçando o time e o caixa. Justo.

Não ganhou nem uma, nem outra competição. O jogador foi artilheiro, vendeu camisas e arrumou UMA confusão. Uma, mas houve resposta.

Na primeira vez que chegou atrasado a um treino, Adriano foi multado e mandado de volta para casa. Deu uma entrevista nervosa dizendo que era o Imperador e queria ser tratado como tal. Convencido posteriormente que estava errado, reconheceu, abaixou a cabeça e começou a trabalhar.

Depois teve a história da batida do carro, que ele jura não ter nada a ver, o time foi eliminado, sua condição física já era boa novamente e acabou a parceria. O SPFC também contratara o bipolar Carlos Alberto, outro que saiu sem deixar saudades, após aprontar mil e uma confusões com uma galerinha do barulho.

No final do ano, o SPFC ganhou o seu terceiro brasileiro seguido, sem nenhuma estrela problemática no grupo e com um time que entendeu o recado: aqui tem comando.

Por outro lado, na Gávea, naquele clube onde os dirigentes do São Paulo foram em 1982 para aprender com Marcio Braga como realizar uma gestão vencedora, o atual vice-presidente de futebol declarou em rede nacional que está armando há muito tempo para trazer Adriano de volta. O jogador entra numa depressão enorme e assim que rompe com a Inter está feliz e sorridente jogando pelo Fla.

Gordo e fora de forma.

O Flamengo não tem Reffis.

O Flamengo não paga os salários dos jogadores há tempos e ainda faz um acordo esdrúxulo com Petkovic, envolvendo uma grana que seria muito útil para manter a folha em dia.

Adriano estréia, gordo, contra o lanterna do campeonato e faz um gol. Festa na favela. No dia seguinte, ele falta ao treino. Vamos aos fatos publicados.

Cuca não sabia.
Kléber Leite não sabia.
Isaias Tinoco não sabia.
Gilmar Rinaldi afirmou que o jogador havia combinado com o clube.
Ninguém sabia.
Adriano, por sua vez, disse que tentou falar com Isaias, mas não conseguiu. Ele só tentou falar com Isaias.
Nada aconteceu.

Depois do segundo jogo do Imperador no clube, a vexatória e pavorosa derrota para o Sport, eis que novamente ele falta. Segundo o jogador, e o empresário Gilmar, havia uma audiência familiar que estava marcada para a parte da tarde. O treino era em dois períodos. Ele não foi a ambos. Vamos aos fatos publicados.

Adriano estava na praia, em frente a sua casa, tomando água de coco às 8:30 da manhã.
Havia treino às 9.
Segundo seu empresário, ele tinha uma audiência à tarde, às 17:30.
Realmente teve, mas no final do dia. Bem depois do primeiro treino.
Cuca não sabia.
Kléber Leite não sabia.
De novo, ninguém sabia.
Nada aconteceu nem acontecerá.

Entenderam a diferença? Por isso que um é tri-nacional, está nas quartas da Libertadores e pode chegar ao mundial, enquanto o outro é tri-estadual, eliminado com gol de Andrezinho na Copa do Brasil e não sabe nem como pagará os salários no mês que vem.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (5)

Cadê a caixa preta?

Segunda-feira, 08 Junho 09, 12:22 AM

No dia que o Flamengo resolveu jogar com uma fita preta homenageando os falecidos no acidente aéreo da Air France, eis que o time seguia um vôo em céu de brigadeiro, pegou um cúmulus nimbus pela frente e despencou em queda livre rumo ao abismo chamado realidade. A queda, como deveria ser, foi rápida. Coisa de minutos e apenas pedaços de urubu foram vistos espalhados na cova do leão, como prova de que um dia houve vida ali.

Eu mereço....

Mas falando sério agora, não querendo soar como um mau perdedor, o texto zoando o genérico nordestino foi apenas para apimentar as coisas nesse OleOle e mexer com  um cara que é sangue-bom. Provocação é uma coisa sadia no futebol e esse site está repleto de carmelitas que só sabem ficar nos posts politicamente corretos.

Além disso, serve como uma resposta aos vislumbrados que me visitaram e criticaram durante a semana, só porque eu não entrei na euforia do Imperador. Eis aí.

Em determinado momento do jogo, o comentarista disse que o Adriano havia dado seu primeiro chute em muito tempo. Emendei com "sim, somando os 45 minutos do primeiro tempo, os cinco do segundo e mais o final do jogo anterior, é mesmo bastante tempo".

Os torcedores estavam eufóricos com esse papo de "habemus atacantis", mas esqueceram-se que não habemus meuis, zagueirus e principalmente, tecnicus. Tem na verdade um bando de outra coisa que termina com "ú".

É fácil ser um deslumbrado, principalmente se você for flamenguista. O problema é assumir a porrada e levantar depois. Já são quantos vexames desse time aí? Resende, América-Mex, Goiás, Atletico-MG, e agora o Ixpór.

Contando o fato dessa equipe ter sido eliminada por times inferiores em duas libertadores e também ter liderado o Brasileiro por duzentas rodadas e terminar comprando televisão para assistir a disputa continental, já temos uma cota excedida de "deu, né?".

Na minha modesta e nervosa opinião, já deu há muito tempo. O Flamengo atual segue uma fórmula que não funcionou antes e jamais irá. Um clube desse tamanho não pode ter um incêndio por semana, ainda mais em ano eleitoral. Quando temos o VP de futebol trabalhando em chapa política diferente do presidente, não há como esperar resultados melhores do que o título no famigerado estadual.

Mas tem torcedor que não concorda. Para esses, basta apenas uma "vitoriazinha" besta contra o pior time da tabela e o título já tem dono. E aí vem me encher o saco quando eu digo que um Adriano só não faz verão.

Taí. Me mandou tomar prozac? Então vai comprar uma aspirina pra dor de cabeça.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (4)

Uma constante lição de moral

Terça-feira, 02 Junho 09, 03:34 PM

Toda regra possui sua exceção. Nessa minha auto-self-punição que me priva de assistir jogos do Mais Querido enquanto a corja comanda o clube, existem os jogos que são mais importantes do que tudo. Na ausência dos portugas no campeonato de futebol dos adultos, o confronto contra os cangaceiros ganha uma proporção maior do que normalmente merecia.

Longe de mim insinuar que o Ixpór seja um time a provisionar tamanha importância por parte do Flamengo, esteja esse Flamengo em qualquer situação, mas o assalto de 1987 os colocou na condição de nerd da escola que apanha todo dia dos mais fortes. Sabe aquele garoto que apanha só de ir pra aula? Fala, apanha. Anda, apanha. Respira, apanha. Às vezes se refugiam na salinha dos rebaixados e conseguem passar um ano sem que os joguem no chuveiro ou sofram um wedgie na frente das gostosinhas no pátio, mas teimam em voltar para apanhar.

Eis que domingo agora será mais um desses dias. Vamos bater no Ixpór. Sei que é cruel espancar os mais fracos, porém existem aqueles que merecem. Ao assaltar o Mengão pagador, legítimo e único campeão masculino e honesto de 1987, o genérico nordestino assumiu seu papel de sparring convencional para todos os momentos. Sempre aparece quando o Flamengo precisa manter sua moral lá em cima, quando é necessário fazer saldo de gols ou algo simples como matar a fome do Imperador. E o rubro-negrão agradece com vitórias que deixam o torcedor cazá feliz por perder de pouco.

É uma questão de colocar ordem na casa e mostrar quem manda. Não é só porque veste rubro-negro que pode se considerar time. O próprio Milan sacou a responsa e colocou listras verticais na camisa. Conseguiram grandes feitos, mas já passearam pela segundona umas duas ou três vezes. Sabe que as horizontais só formam uma bastilha inexpugnável.

Por isso tudo, eu já vislumbro o cenário domingo. Adriano pegará o leão acuado, colocará suas mãos no peito da criança e gritará de uma vez por todas “TIRA ESSA CAMISA RUBRO-NEGRA. TIRA ESSA CAMISA! TU NÃO É TIME!! TU É MULEQUE! TU É IXPÓRT!”

E tenho dito.

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (17)

O Imperador voltou!.... e também a fanfarronice

Segunda-feira, 01 Junho 09, 04:40 AM

O Flamengo finalmente tem um atacante. Pronto. É isso. Assim se resume a chegada do garoto-propaganda de Prozac, Adriano. Já escrevi aqui mil vezes que sempre o achei um bom atacante, do nível de muitos no mundo, mas nada excepcional.

Lógico que Adriano é absurdamente melhor do que todos os atacantes que passaram pelo Flamengo desde o Romário, talvez pau a pau com Edílson. Só não sei se é mérito ser melhor do que Negreiros, Roma, Lúcio e outros lixos.

Comparando os feitos da carreira com os demais centroavantes brasileiros na atualidade, fica atrás de Ronaldo e só. Antes de sua chegada, a Inter não ganhava o título nacional desde 1989. Depois, ganhou três. Pela Seleção, virou pesadelo para os argentinos. Ele impõe respeito nos adversários, dá moral e leva gente ao estádio e ainda é um cara legal. Então eu deveria estar deslumbrado com sua vinda pro Flamengo, não?

Não, exatamente porque se trata do Flamengo de hoje.

Antes que venham me chamar de "o pessimista", lembro que quando Adriano saiu ele não era Imperador. Era baixo clero da pior qualidade. Foi expulso do clube pela torcida e trocado por um Vampeta e alguns trocados. Para vocês verem o nível. Então eu não sou muito adepto desse papo de Imperador voltou. É típico da fanfarronice flamenga que leva o clube para esse abismo atual. Uma vitória enche de otimismo aqueles que acreditam que a camisa ainda ganha jogo. Uma vitória sobre o lanterna do campeonato, diga-se. 

O meu otimismo referente a Flamengo é o mesmo de dias atrás. Temos um atacante muito melhor do que o estava lá antes. O time agora tem uma referência na área, um 9 autêntico. Mais experiente em campo e bombástico fora dele. Mostrou no curto tempo de São Paulo que está no topo da cadeia goleadora nacional e parece muito motivado, ao mesmo tempo que dá oi para as noites cariocas e suas maravilhas com frequência típica de craques animais.

Espero mesmo que melhore muito, pelo bem do meu Flamengo. Só não sei se o Flamengo, na atual conjuntura e o seu conhecido histórico paternalista, é a melhor clínica de recuperação. Eu preciso ver muito mais antes de começar a acreditar que esse Flamengo possa dar certo. O time ainda é o mesmo dos vexames do ano passado. A diretoria idem. E os problemas...

Um Adriano só não faz verão e o clube ainda precisa de uma mudança completa. Para quem está deslumbrado e soltando fogos pelo Leblon, só digo que um Romário não fez o que espera-se que Adriano faça. E o Adriano ainda é só o Adriano. O cara que largou o futebol sério para ser feliz na favela onde nasceu.  

Espalhe este link: Facebook Diggicon Reddit Delicious

Spacer Spacer
0
Postado por LucasDL | Comentários (8)