Quinta-feira, 24 Setembro 09, 02:14 PM
Dunga convocou seu time para os cumpre-tabela das Eliminatórias. Uma ova. Esse jogo será importantíssimo para alguns jogadores e para o próprio treinador. E como ele mesmo adiantara, não teve muitas novidades. Aos nomes!
GOLEIROS
Julio Cesar (Internazionale)
Victor (Grêmio)
Só tem uma vaga aí para a Copa, a de terceiro goleiro, e acho que ficará com Doni mesmo, que o Dunga gosta. Tão fazendo lobby para ele chamar o Marcos, mas como Palmeiras disputando o título brasileiro, teria necessidade disso agora? E Marcos precisa ser testado?
LATERAIS
Maicon (Internazionale)
Daniel Alves (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)
Filipe (Deportivo La Coruña)
Enfim o Kléber perdeu sua vaga. Teve todas as chances do mundo e nunca correspondeu. Dizem que o Dunga demora a mexer, mas mexe e aí, amigo, perdeu preiboi. Só que aqui eu ainda me arrisco a dizer que está em aberto a lateral esquerda. O Marcelo pode jogar.
ZAGUEIROS
Lúcio (Internazionale)
Juan (Roma)
Luisão (Benfica)
Miranda (São Paulo)
Naldo (Werder Bremen)
O Naldo é extra por causa das contusões constantes do Juan. O zagueirão não tem jogado ultimamente pela Seleção e como é peça essencial pro Dunga, continua sendo convocado e olhado de perto pelo Runco. Mas quem tem ido a campo é o reserva. E Naldo já foi chamado algumas vezes, não há novidade aí. Miranda é o primeiro representante do topo da tabela do Brasileirão.
MEIAS
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Sandro (Internacional)
Lucas (Liverpool)
Josué (Wolfsburg)
Elano (Galatasaray)
Ramires (Benfica)
Alex (Spartak Moscou)
Kaká (Real Madrid)
Diego Souza (Palmeiras)
Atenção Diego Souza, Alex e Lucas: última chamada para a Copa. Mas cada um com uma particularidade. Diego é o novato que está comendo a bola. Há um tempo atrás, no twitter, eu disse que ele seria convocado. O Cleiton Xavier não foi porque seriam dois desfalques para o Muricy. E Dunga pegou mais um dos líderes. Alex jogará com a sombra Diego (da Juventus), que os especialistas impacientes não sabem esperar. Diego voltará à Seleção tão logo recupere-se de contusão. Mas é mais fácil fazer barulho, né? E o meu xará precisa urgentemente voltar a encantar o treinador. A vaga está aberta. Nove foram chamados, mas oito irão pra Copa. E tem um pessoal à espreita do lado de fora. Quem sobrevive? Ronaldinho Gaúcho? Alguém ainda fala nisso?
ATACANTES
Luís Fabiano (Sevilla)
Adriano (Flamengo)
Nilmar (Villareal)
Diego Tardelli (Atlético Mineiro)
Pois é, seu Pato, até o Falcão admitiu que você não jogou absolutamente NADA na Seleção. Ficar nessa de fazer coraçãozinho pra esposa não garante sua vaga. E temos aí 3 nomes que quando vestiram a camisa amarela, cumpriram com suas obrigações. Nilmar não poderia ficar fora depois do último jogo. Luis Fabiano é o 9. Adriano é uma arma de muita confiança de Dunga. Diego Tardelli hoje é o substituto do Robinho, machucado. Quer dizer, eu acho que é. Pois essa é a corda que o pedaladeiro tem que se agarrar se quiser ir para a Africa. Ronaldo? Me poupe....
Quinta-feira, 24 Setembro 09, 10:02 AM
Quem não viu o Arena Sportv da última terça-feira perdeu uma ótima chance de acompanhar uma das mais aguardadas lavagens de roupa suja da atualidade. Sentado à mesa (no sentido figurado, já que não havia nenhuma) com algumas pessoas que não lhe inspiram confiança, Dunga passou por uma sabatina e disse sem meias-palavras diversas coisas que estavam entaladas em sua garganta.
E garanto a vocês: estive há pouco tempo com o próprio e ele é aquilo ali mesmo, sem tirar nem por. Não muda uma vírgula.
Fica cada vez mais claro que há uma Guerra-Fria entre determinados setores da imprensa e o treinador. O que é péssimo, pois uma guerra não determina quem está certo, apenas quem sobrou. E nem Dunga, nem a imprensa estão certos ou errados o tempo todo.
Naquele bate-papo não havia nenhum garoto. Apenas cobras-criadas e com muito tempo de casa. Dois ou três ali não descem nem com whisky e Dunga deixa isso claro. Mas os tratou com fidalguia, sem deixar de mandar uma ou outra farpa.
E mostrou também que precisa aprender muita coisa no trato com jornalistas. Ou precisaria, uma vez que na sua idade dificilmente mudará o seu modus operandi.
Exemplo claro foi quando resolveu comparar uma matéria do Mauro Naves com o Tino Marcos (de quem é fã). Erro crasso. Mexeu com o que os jornalistas mais odeiam – diminuir seu trabalho citando o de outra pessoa. Desnecessário e errado, já que o Mauro explicou bem a diferença entre um boletim de 30 segundos e uma matéria de 3 minutos. Além do que, nem Mauro nem Tino são moleques.
Digo isso porque Dunga citou algo que acontece inclusive nos clubes. Os jornalistas vão aos treinos e ficam de papo o tempo todo. Quando chegam às coletivas, é um show de perguntas imbecis e repetitivas. Isso É verdade e acontece em qualquer lugar. Muricy já falou a respeito. Luxemburgo e Felipão idem. E depois os repórteres falam o que não sabem. Como a pergunta imbecil da zaga da Argentina logo após o jogo. Naquele dia todos bateram no Dunga pela resposta. No programa reconheceram a idiotice do jornalista.
O trabalho de treinador envolve além de passar orientações ao time, saber lidar com o externo, afinal, o cara é o para-raio da equipe. Até o fim da Copa do ano que vem Dunga não aprenderá isso, até porque não quer. Ele não esquece o que apanhou e sua frase célebre “quem bate, esquece” será repetida diversas vezes. O cara tem sim ranços com alguns jornalistas, mas esses pensam que podem falar o que quiserem, pois o diploma que têm na parede lhes dá esse direito, inclusive desrespeitando as pessoas sem pudor algum.
O programa serviu também para um mea-culpa do pessoal que citou o exemplo do Luis Fabiano, sempre elogiado, mas ao mesmo tempo com a sobra de 200 atacantes que os jornalistas gostariam de ver no time. O Falcão foi preciso quando disse “nós não respeitamos o Luis Fabiano quando pedimos outros no seu lugar, ainda mais com ele jogando tão bem”. Isso mesmo, e eu já havia escrito tal coisa aqui nesse blog. Quero ver é se vão lembrar disso no futuro, principalmente os amigos do Falcão que quiseram enfiar o Muricy na Seleção não faz muito tempo.
Foi um bom programa e com certeza houve conversas em off que fizeram o Dunga pensar algumas atitudes. E também servirá para que a Globo veja que é melhor trabalhar junto com o cara, pois até julho de 2010 ele será o cara no cargo.
Quarta-feira, 16 Setembro 09, 02:37 PM
Toquinho que me perdoe... o ritmo é de sua linda Aquarela (aquela da Faber Castell, seu bando de inaculturados). Cliquem aqui e deixem o som rolar.
Num jornaleco qualquer
Me irrito e me descabelo
Preciso de algo, pode ser um pereba
Mas vai vestir amarelo
Com um Grafite nas mãos
Tiro idéias que vêm lá da bunda
Não me importa se o time
Vai perder ou ganhar
É pau no c* desse Dunga
Se um anãozinho irritado
Nervoso e estressado
Faz besteira e derrapa
Num instante imagino
O Luxa subindo
Pra treinar o time na Copa
Vou cornetando
Mentindo e aloprando
Inventando
Eu não tenho
Mais nenhum argumento conciso
Então invento
Peço jogador ruim e esquecido
Só pra depois a torcida chamar o cara
De jumento
Meus coleguinhas
Vão me ajudar
Vamos juntos
Um nome arrumar
Falo pro Dunga convocar
E não me importo
Com o que vai dar
Basta eu blogar e o lobby criado está
Agora é sentar e esperar
Eu vou criticaaaar!
Se um dia a imprensa nacional fosse fazer uma música sobre Seleção, ela poderia ser assim.
A moda agora é pedir o Grafite. Gra-fi-te! Já foi o Amauri. Não colou. Agora é um cara que saiu do São Paulo sem deixar nenhuma saudade e que boa parte do país conheceu só por causa do racismo daquele arghentinho.
O Grafite é ruim? Pra mim, normal, mas bastou fazer 3 gols numa Bambala russa que chovem as perguntas "quando vai pra Seleção?". Fica claro que certos jornalistas não descansarão. Estarão sempre procurando algo para cornetar e perturbar, porque não são eles que pagam a conta depois se o time perder.
A pergunta que faço é simples: No lugar de quem?
Luís Fabiano, que pegou a nove, não cansou de fazer gols e é o principal atacante?
Do Adriano, artilheiro do Campeonato Brasileiro?
Do Robinho que conquistou a Copa América e sempre esteve na Seleção, mesmo quando alguns tiraram férias?
Ou do Nilmar, que acabou de fazer 3 gols num jogo (também), mas contra o Chile, terceiro colocado nas eliminatórias, à frente da Arghentinha.
Não sei. E se perguntar, ninguém saberá. Mas pedirão, claro, porque precisam de algo para chatear.
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O Neto deu a letra do que eu já vinha dizendo aqui há muito tempo. Leiam no blog dele.
Só sei que para o bem do próprio Dunga, seria bom ele levantar o caneco do Mundial da África no ano que vem. Se isso não acontecer a popularidade dele vai ser mais negativa que em 1990. E repito: de cada 10 profissionais de imprensa que conheço nove não gostam dele.
Mais claro ainda, nove em cada 10 torcem contra para poder descer a porrada depois. Desde quando que eu escrevo isso? Mas cadê um com coragem para admitir?
E dizem nas faculdades de jornalismo que o profissional não pode tomar partido, tem apenas que noticiar, sempre em cima do muro.
Sexta-feira, 14 Agosto 09, 09:19 AM
Após a contusão do Kléberson em mais um amistoso chamado caça-níquel da Seleção, a torcida do Flamengo vociferou contra o treinador Dunga e protestou porque o jogador ficará, num prazo otimista, 12 semanas fora de campo. Isso é muito tempo.
Os torcedores estão revoltados e não aceitam que a Seleção desfalque a equipe para joguinhos despretensiosos e agora cobram uma “volta” financeira da CBF para o prejuízo de ter um atleta sem condições de jogo.
Normalmente eu diria que isso é justo, mas não é. Em lugar nenhum do mundo isso é praticado e faz parte da carreira de um jogador de ponta ser chamado para a sua seleção. Não, o Kléberson não é de ponta, mas já foi campeão do mundo e cabe no atual elenco nacional. Se machucar ou não, é o ônus de ser bom. Paciência. A CBF deveria fazer um seguro pros atletas convocados? Isso é outra discussão. Talvez, mas alguma seleção do mundo faz? A FIFA determina que faça? O jogador convocado não é valorizado, além de levar o nome do clube para o exterior?
Uma grita constante é a respeito da qualidade dos adversários. Oras, o Dunga já mostrou que é em jogos como esse que elemonta seu time. É a chance de alguém agarrar uma vaga, mostrando contra Arimatéias e Bambalas a mesma vontade que apresentaria contra uma Itália da vida. E vão se acostumando, pois como o Brasil não disputará eliminatórias para 2014, vai chover jogo assim.
O que me intriga é a posição da torcida. Quando o cara é convocado, reclamam que desfalcará a equipe, mas esquecem que não é o Dunga que faz o calendário. O Atlético Mineiro, que perdeu o Tardelli para jogo contra o Palmeiras, deveria berrar com a TV que mudou o horário do jogo. Tivessem mantido o cronograma, não teria havido prejuízo nenhum.
E quando não é convocado? O que já vi de chilique, briguinha e mimimi de blogueiro pela não convocação de determinado jogador do time, não é brincadeira. Então cadê a coerência?
O Adriano pediu para ser convocado. Em entrevista recente deixou bem claro que deseja ir para a Seleção em breve. O peso do desfalque de um Adriano em comparação ao do Kléberson é absurdamente maior. A torcida ficará quieta ou reclamará se o Imperador for chamado?
O cara quer ir. Se for campeão, ao lado do seu nome estará escrito “CLUBE: FLAMENGO”. O atleta ficará feliz e renderá mais, o que é muito bom pro clube. Mas os valores se inverteram. Com o Flamengo na míngua, a torcida fica apavorada com a chance de perder um qualquer e sai atirando para todos os lados. Só esquece que jogador de futebol tem sua vontade também. E se ele joga para se destacar e ir para a Seleção, é bom respeitar. Dizer que o clube está acima de todos é lindo, mas nenhum torcedor se coloca no lugar do jogador nesse momento.
Eu duvido que num ambiente de trabalho alguém recusasse uma promoção ou uma viagem para um evento especial da empresa, se desfalcasse a equipe com quem trabalha num projeto normal de dia a dia.
E, convenhamos, uma torcida se desesperar porque perdeu o Kléberson? Sinceramente...
Sexta-feira, 17 Julho 09, 02:48 PM
A copa de 1994 não foi a que mais vi. Mas com certeza é aquela que mais lembro. Apesar do final apoteótico, concordo quando dizem que foi chata. Preferi a seguinte, na França, até mesmo por ter sido na França, o que dava um toque especial aos jogos. Era disputada num país que conhecia a lei do impedimento e sabia traduzir football para “esporte jogado com os pés” e não com as mãos.
Mas “uzamericanu” tiveram sua chance e realizaram uma competição espetacular, até hoje um case de organização para Copas do Mundo.
Com o fim da URSS no início da década de 90, os EUA eram a única super-potência mundial e podiam brincar de donos da Terra sem ninguém para incomodar. Nós brasileiros nem sabíamos direito quem era Osama Bin Laden, e o atentado de 1993 ao WTC era apenas mais um dos milhares da história.
Os caras adaptaram praças feitas para o football deles e sete dos seus 50 estados puderam assistir as partidas. O Brasil ficou a maior parte do tempo na Califórnia, saindo apenas para enfrentar a Suécia, em Detroit, e a Holanda, em Dallas.
Não lembro porque, mas eu não vi tanto os demais jogos. Tanto que o filme “Todos os Corações do Mundo” me mostrou vários momentos que até então eram inéditos. Duelos que perdi e hoje me arrependo.
Os jogos do Brasil, por outro lado, vi todos. Em casa. Não fui a um bar sequer, até porque tinha apenas 16 anos. Ficava no sofá assistindo pelo Sportv porque meu pai não agüentava os óbvios comentários de Pelé e o ufanismo do Galvão na Globo, muito menos o insuportável Juarez Soares da Band.
E que jogos nervosos. O calor era tanto que saía fumaça da TV. Aquele primeiro jogo contra a Suécia, o terceiro da fase de grupos, foi uma tortura. E comecei a ficar de saco cheio daquilo. A gota d’agua foi a partida no 4 de julho contra os donos da casa. Jogo ruim, lento, quente e com dois uniformes pavorosos em campo. O mais engraçado era o bode barnabé grunge Lalas pensando que sabia jogar. Mal conseguia ficar em pé aquele cornerback fajuto.
Devo reconhecer que a partida contra a Holanda foi especial. Naquela hora eu estava aprendendo a tocar alguma música do Master Of Puppets, a bolacha clássica do Metallica. Não sei qual, só que era esse cd, porque me recordo bem de ter ido comprar com minha mãe na C&A exatamente naquele dia. Enchi o saco dela e saí com o cd.
No gol do Branco, me lembro de estar tocando diante da TV no quarto, esta com som no Mute. Tava nem aí. Mas a bola entrou e eu gritei um “caralho” esquecendo da guitarra. Dali acompanhei até o fim atentamente. Tão logo terminou, voltei a torturar os vizinhos.
E a final?
Ah, essa eu vi inteira. Sem dormir. Na sala, com meus pais. Até hoje eu acho que a bola do Romário no cruzamento do Cafú vai entrar. Até hoje eu acho que o Baggio vai fazer um e estragar tudo. E até hoje eu olho aquela disputa de pênaltis e me emociono. Rio um pouco quando mostram o cartaz “Sena, esse tetra é nosso” errando na grafia do nome do piloto, mas aquele pênalti subindo na lua como diversas vezes fez Edmundo, o Boçal, é lindo.
E lembro-me de ter virado para trás e visto meu pai esfregando os olhos. O cara não via um título desde 1970. Passou seis copas se desesperando pela conquista e não agüentava mais. Quase me jogou no teto no gol do Nelinho, em 78. Viu a mágica Seleção de 82 perder. Xingou de tudo quanto era nome o goleiro francês Bats, em 86. Se irritou com aquele bando de mercenários que foram expulsos da Itália por Maradona, em 90. Mas agora tudo havia acabado.
Graças a jogadores que dignificaram a camisa brasileira.
Domingo, 28 Junho 09, 10:13 PM
Duas competições, dois títulos. Os mais ranzinzas (do que eu) dirão que teve as Olimpíadas. Mas aí eu pergunto: troquemos os resultados, dando o ouro olímpico mas sem as Copas América a Confederações, vocês não diriam que o que vale é o resultado da principal? É, diriam sim e quem negar que enfie uma vuvuzela no rabo.
Campanha invicta e título incontestável. Humilhou a campeã do mundo, passou alguns sustos, jogou bem e mal durante as partidas, mas, no final, deu Brasil. Como tinha de ser. A história mostra: sempre que o Brasil jogou como Brasil, se impondo, colocando a camisa na cara dos adversários e tomando conta do jogo, perdeu pouquíssimas vezes. E o Brasil, em diversos momentos da competição, jogou como Brasil. E quem não concordar, que enfie uma vuvuzela no reto.
Jogar bonito ou feio, eu já disse que me lixando pra isso. Quer jogar bonito e entrar para a história como uma Holanda? O torcedor e o jogador querem ser campeões. O mundo mudou. Não temos mais um Mozart compondo, mas ninguém deixa de ouvir música. A beleza ficou para o pasado. Hoje o que vale é o resultado. Vejo muita gente que mal tem espinhas na cara dizendo que quer ver um futebol bonito, só porque o pai velho quer, mas vai pro estádio acompanhar Obinas, Dentinhos e afins. Amigo, quer ver um futebol bonito? Então passe baton e laquê numa vuvuzela antes de enfiá-la no ânus.
Quanto a essa imprensa dita especializada, ela está sim se tornando PhD em errar tudo o que fala e mestres supremos na arte de inventar desculpas com a cara mais lavada do mundo. Dizem torcer a favor, mas é notória a sua felicidade nas derrotas. A satisfação quase sádica em escrever tratados atacando o treinador é comparada à de romanos vendo humanos serem devorados por leões. Mas quando o resultado é pró-Brasil, chove texto dizendo que foi por culpa disso ou daquilo. A credibilidade desses jornalistas está indo pro ralo e o povo está sacando. Os brasileiros estão aos poucos comprando a Seleção e está ficando claramente constrangedor para os críticos manterem suas críticas. Os corneteiros sempre existirão. Para eles, eu recomendo que atochem uma vuvuzela, uma corneta, um apito, um sino, uma buzina de navio e o que mais fizer barulho, no meio do c*.
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Sobre o time, o que dizer? O Brasil está quase formado. Tenho a conviccão de que Dunga já sabe o que quer, mas em alguns lugares ainda não encontrou o jogador ideal.
De cara, o problema quase crônico da lateral-esquerda. André Santos se portou melhor do que o Kléber, mas isso não significa muito. Seu concorrente foi tão ruim que conseguiu perder a vaga para o lateral-DIREITO. Todos pressionam Dunga para que convoque logo o Fábio Aurélio. Concordo que é preciso dar uma chance pro cara, mas não porque ele joga no ganha-nada Liverpool, e sim porque não há opções por aqui.
O resto da zaga está fechado. Eles tem seus nomes na direita, Lúcio e Juan formam a melhor dupla do mundo protegendo o mais espetacular goleiro do planeta. Se algum louco ainda pensa que Júlio César – o Imperador de verdade, não esse Brancaleone do Flamengo – não é o goleiro, favor pegar uma vuvuzela e....
O meio é e será sempre o setor mais crítico. Falam dos volantes, dos meias, mas ninguém pensa num cabeludo dentuço. Ronaldinho teve todas as chances da vida. Dadas por Dunga ou impostas pela CBF, o Brasil inteiro pediu esse jogador que jamais havia feito nada pela Seleção. E Dunga insistiu até onde deu, em se tratando de um ex-melhor do mundo. Mas hoje eu acredito que tenham colocado uma lápide em seu lugar no time com os dizeres “aqui jaz um bom pagodeiro”.
Nem tudo são flores no time campeão, claro, e eu não seria louco de dizer o contrário. Se Ronaldinho já foi é bom que Robinho deixe suas barbas de molho. Jogar num time que compete para não cair já é um problema sério para manter-se no nível dos melhores. Ainda mais quando não quer jogar nesse time! Há quanto tempo que Robinho é apenas o cara que aparece nas comemorações dos gols, sem ter tido participação efetiva neles? Sua última boa jogada foi contra a Itália, no amistoso!! Muito, mas MUITO pouco para quem se considera um dos melhores do mundo.
A sorte de Robinho é que o Pato fica de patati-patacolá com a menina que dá ibope no Fantástico e na Seleção que é bom nada, como um autêntico representante da ave. Mas deixa aparecer alguém com mais sangue de barata do que o Nilmar que o príncipe do Dunga vai começar a visitar o banco, se continuar a jogar essa bolinha vagabunda.
Finalizando, queria que todos aqueles que um dia disseram que o Brasil não ganharia a Copa América, que não venceria Portugal, Itália, ou levantaria a Copa das Confederações e o que mais quisessem com aquele discursinho besta de “falta experiência ao técnico”, ou “o Dunga é um idiota e quem gosta dele é idiota”, mas que hoje se escondem com vergonha e ficam como abutres esperando a próxima derrota, que passem no RH e peguem suas vuvuzelas. Vocês sabem o que fazer com elas. Mas não tem KY. Eu sei que vocês preferem assim.
#chupa.
Segunda-feira, 22 Junho 09, 05:23 PM
Pode parecer dramático, mas eu encaro dessa forma a partida contra a África do Sul. Dunga já mostrou que sabe armar um time para enfrentar os grandes e com isso fazer boa campanha a partir das oitavas da Copa. A partir das oitavas, onde entram os grandes, pois até lá serão três jogos contra muralhas que pensam apenas em sobreviver ao Brasil. Aí é que a porca torçe o rabo.
Obviamente que Dunga não será demitido caso perca na quarta. Nem mesmo uma goleada massacrante é capaz de fazê-lo, uma vez que o time já provou seu valor, mas Joel Santana é esperto e sabe que se a sua África do Sul partir para o confronto direto contra o Brasil, periga se tornar em cervo diante do leão. Sua esperança reside em aguentar o tranco e levar para os pênaltis (mais ou menos como os americanos diante da Espanha), onde precisará apenas superar Julio Cesar.
Se ao menos os Bafana tivessem conseguido a classificação com folgas, poderíamos contar com a clássica displicência africana que tantos times derrubou até hoje. Mas como entraram na base do atropelo e pela incompetência dos demais, aliado ao fato de jogarem em casa e poderem realizar um feito, é bom respeitar esse time.
A responsabilidade de Dunga é absurda. Mesmo vivendo uma, não diria Lua de Mel, mas um meteorito de mel com a mídia, enfim, um bom momento, a vitória é a única coisa que interessa. Caso contrário voltarão todos os questionamentos sobre como furar retrancas, mas esquecendo que sua defesa também é bastante segura.
A Itália tem uma história de retaguardas fortes, mas no que decidiu sair para o jogo contra o Brasil, seus decanos zagueiros mostraram que não tinham pernas para correr atrás da garotada canarinha. Além disso, cabe salientar aqui, que esse papo de experiência de treinador não vale porcaria nenhuma. Afinal, com bondes como Luca Toni e Iaquinta no ataque, nada do Marcello Lippi pensar no Amauri. Era naturalizar e levar. Mas talvez o tal do Amauri não seja isso tudo que falam mesmo, não sei....
Se o futebol tiver um mínimo de lógica, o Brasil vence fácil e pegará uma Espanha com algumas sequelas do confronto contra os sempre complicados estadunidenses. E vale ressaltar que a Fúria ganhou bem o primeiro jogo e só. Os dois seguintes foram bem aquém do que se espera do time.
O papo é esse para o Brasil. O povo está satisfeito. Vitórias estão vindo na sequência e com a equipe jogando bem. Quase todas as posições estão fechadas, o treinador tem o elenco nas mãos e se a Copa fosse agora, o Brasil não entraria tão favorito como em 2006, porém muito mais forte como time e grupo. Mas a África é traiçoeira e você nunca sabe o que pode vir na sua frente.
Quinta-feira, 18 Junho 09, 05:20 PM
Nem Rá (o Deus do Sol, e não o grito do Mallandro) poderia esperar. Finalmente, mais de 2000 anos depois, eis que as múmias egípcias sobrepujaram os romanos numa batalha e podem rir ao som de harpas e flautas à beira do Nilo. Agora, Tóóótti, Canavaaaaarro, Zambróóóta (VANUCCI, Fernando, de porre em 2006) e outros grossos precisarão comer muita pizza ruim italiana para superar o Brasil do sortudo e estrelado Dunga.
Afinal, alguém esperava que o Brasil, e não a Itália, estivesse classificado com boas chances de ser líder, com uma rodada de antecedência? Claro que não. Depois do empate com o Egito, a imprensa (com diploma, tá?) já estava contando as horas para anunciar Muricy Ramalho como o novo treinador. Após a hehehe eliminação hahaha Pal-hoho-meiras ontem, até o nome do Luxa deve ter sido cogitado.
Mas, contrariando todos os prognósticos, a seleção de Dunga (favor não confundir com Seleção Brasileira ou a do povo. Essas têm Rogério Ceni no gol) está com a macarronada e o queijo nas mãos para enfrentar Iraque ou África do Sul, enquanto a Espanha se matará contra Itália ou Egito.
Tem por aí quem esteja esperando um empate ou derrota domingo para dizer a clássica diarréia “com esse time não dá” ou coisa como “viu? pegou um grande e perdeu”. É, como se o Brasil perder para a Itália fosse um absurdo.
Bom, se bem que... A Itália não ganha do Brasil desde 1982. Dois amistosos, dois jogos oficiais e um olímpico, nenhuma derrota nossa.
Em 1984, no primeiro confronto Brasil x Itália, mas pelas Olimpíadas, nós ganhamos por 2x1 e o time jogou com Gilmar III [Internacional], Pinga [Internacional], Mauro Galvão [Internacional], André Luís [Internacional], Ademir II [Internacional], Dunga [Internacional], Gilmar Popoca [Flamengo], Tonho [Internacional] (Mílton Cruz) [Internacional], Kita [Internacional], (Chicão II) [Ponte Preta], Silvinho [Internacional]. Os gols foram marcados por Gilmar Popoca e Ronaldo, jogador do Corinthians que entrou no segundo tempo.
Depois um que lembro-me bem. Em 1989, ganhamos por 1x0 com um golaço de falta do Andre Cruz. O time foi a campo com Taffarel [Internacional], Jorginho [Bayer Leverkusen], Aldair [Benfica], (André Cruz) [Ponte Preta], Mauro Galvão [Botafogo], Ricardo Rocha [São Paulo], Mazinho [Vasco], Dunga [Fiorentina], Alemão [Napoli], (Geovani) [Vasco], Silas [Sporting], (Tita) [Vasco], Müller [Torino] e Careca [Napoli].
Já observamos que entre os titulares, há 20 anos atrás, a predominância de “estrangeiros” não era incomum e nem uma exclusividade da atual seleção. Nada menos do que sete jogavam foram do país.
Aí veio a final da copa de 1994, que todos lembramos bem (e tinha um Dunga lá em campo). Em seguida, um jogaço pelo Torneio da França, uma espécie de embrião da Copa das Confederações, disputado na sede da Copa de 1998. O placar de 3x3 foi a síntese de uma partida nervosa e que os italianos chegaram a estar vencendo por 3x1.
Jogamos com Taffarel [Atlético-MG], Cafu [Palmeiras], Célio Silva [Corinthians], Aldair [Roma], Roberto Carlos [Real Madrid], Mauro Silva [La Coruña], (Flávio Conceição) [La Coruña], Dunga [Jubilo Iwata], Denílson [São Paulo], Leonardo [Paris Saint-Germain], Romário [Flamengo], Ronaldinho [Barcelona]. Marcaram para o Brasil Roberto Carlos, Romário e Ronaldo, quando ainda era "inho" ao invés de "ão", como hoje, no Corinthians.
Passou-se um bom tempo. Brasil e Itália só voltaram a se pegar em 2009 mesmo e com show de Robinho, derrotamos os carcamanos por 2x0, em Londres, a sede dessa nova Seleção. O treinador? Preciso falar?
Não sou jornalista (mas tenho diploma) esportivo, muito menos isso aqui é um canal oficial, mas tenho quase certeza de que Dunga jamais perdeu para a Itália, jogando pelo Brasil. Como treinador ganhou de novo. O jogo será no dia da comemoração do tri. Perfeito. Para uma tragédia. Ou não é o futebol que adora pregar essas peças?
Segunda-feira, 27 Abril 09, 08:56 AM
Antes de mais nada, por favor, cliquem neste link aqui. Clicaram? Leram? Viram a data? Disseram "ah, vai se ferrar, blogueiro escroto"? Tá, eu poderia vir com a expressão "falo nada", mas não venho.
Aparentemente o Ronaldo voltou. Descontando os ranzinzas de plantão que dizem "ah, voltou para campeonato paulista, blábláblá", sim, voltou para o paulista metendo gol nos três rivais. Duas vezes na casa deles e decisivos para a vitória gambaniana.
Não sou flamengueiro com dor de cotovelo. Qualquer coisa que eu possa dizer no futuro "culpa do Kléber Leite" é coisa boa. Então se o R9 foi pro Curintia e desandou a meter bola na rede enquanto todos os atacantes do Flamengo juntos só comemoram gols-contra do zagueiro adversário, culpa do Kléber Leite e vida que segue.
Ronaldo é Ronaldo, mas existem mais coisas entre a sua volta definitiva e a idolatria geral que supõe sua vã filosofia, caro leitor. Qual Ronaldo voltou e para onde? Se ele almeja ser um ídolo de massa no Brasil apenas para encerrar dignamente (como merece) sua vitoriosa carreira, que assim seja e vamos torcer. Mas se quiser passar aquela imagem antiga de bom moço, de garoto perfeito ou Fantástico-boy para voltar à Seleção, aí vou ser do contra. O caráter de Ronaldo já foi colocado à prova inúmeras vezes. Felipão, o técnico que lhe deve a vida por causa do penta, já disse que se trata de um jogador mimado. E é. Ou as coisas acontecem à sua maneira, ou bate o pé, prende a respiração e vai embora. E na Seleção, em 2006, foram bem ao seu gosto. Deu no que deu.
Já tem jornalista em nome da audiência pedindo o gordo no escrete nacional. Os mesmo que pediram sua cabeça após o gol do Henry. Hoje todos esqueceram o vexame e a vergonha que a atitude patética daquele jogador nos fez passar. Posso soar injusto colocando a culpa em Ronaldo, já que se trata de um time. Mas ao comparar com Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, temos um jogador que estava mal tecnicamente após uma temporada estafante, contra outro que se apresentou ao apogeu futebolístico pesando quase 20 quilos a mais do que o devido, por pura irresponsabilidade particular.
Lógico que R9 fez gols e mostrou que era o melhor - tecnicamente - da Copa. Eu mantenho o que sempre disse a seu respeito: com uma perna, mas querendo, é melhor do que o resto multiplicado por dois ao cubo. Só que hoje, Ronaldo tem duas pernas e um abdômen. É gritante a diferença de seu tamanho pros demais jogadores. Parece professor de creche. E para a Seleção, não dá. Na boa, não dá. Ainda. Antes de falar que sou incoerente, vejam o que escrevi aqui. Ainda não dá.
Quanto a dizer que o que faz fora de campo não importa, ok, desde que isso não atrapalhe seu rendimento dentro de campo. Ronaldo fuma, bebe, dorme tarde e come muito. Romário não bebia nem fumava. Porém, a imagem de badboy era do Baixinho, que sempre dizia fazer o que quisesse, mas em campo correspondia (até uam certa época, mas aí já estava velho e com 1000 idéias na cabeça). Ronaldo, por sua vez, nega tudo, faz pose de moço e as pessoas compram. Depois reclamam para futuramente esquecerem novamente.
Dêem tempo. A Seleção não precisa de Ronaldo ainda e ele não pode serví-la como deveria. Mas eu realmente acho que seu tempo nela acabou. Ainda mais em se pensando em Copa do Mundo, mas o povo só vive de passado.
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Complemento: Em 1995, quando tinha o melhor jogador do mundo (de fato e de direito na época), o Flamengo estraçalhou no estadual, mas acabou vice num acaso e despencou no brasileiro. Não é nada, não é nada, mas a diferença com o Curintia, é que o Kléber Leite deles foi mandado embora em Ribeirão Preto. O nosso tá lá até hoje na decisão de mais um estadual, o seu Everest.
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Alguém reparou que os dois gols foram com a canhota? Lembram qual joelho arrebentou na última contusão? A medicina é algo realmente espantoso.
Quarta-feira, 29 Outubro 08, 08:01 AM
Os apressadinhos de plantão já comparam a experiência dos dois treinadores das principais seleções sul-americanas, afirmando categoricamente que tal como o Brasil, a Argentina também não ganhará nada com Maradona treinando o time. O grande hit do disco de uma faixa só é que o gordo não tem experiência como treinador para comandar o time.
Já começa errado. Embora seja pouco, Maradona já trabalhou como treinador algumas vezes em times pequenos de seu país. Lógico que não se compara a treinar 'Argentina, mas só isso já o difere de Dunga. O grande ponto, porém, é a idéia por trás de cada escolha.
Dunga foi chamado graças a seu passado vibrante e fiel à Seleção. Sempre foi um brigador que honrou a camisa e nunca perdeu uma oportunidade de usá-la. Um jogador à moda antiga no que diz respeito a profissionalismo e dedicação ao selecionado nacional.
Ricardo Teixeira concluiu após o fiasco de 2006, que o que faltava ao time era essa vibração, uma forma de esconder seus erros e da comissão técnica que preferiu encobrir banhas e privilegiar recordes a convocar e botar para jogar quem de fato estava bem na época.
Empolgado com o exemplo alemão, RT chamou Dunga e o colocou como treinador de fato, sem nunca ter sido. Jorginho seria seu auxiliar, mas sua experiência se baseava apenas em treinar o Mequinha do Rio e tentar mudar o símbolo de Diabo para águia. Fracassou com o time e com sua proposta evangélica.
Maradona é diferente. Tal como Dunga, ele sempre serviu a seleção argentina, mas numa posição diferente. Enquanto Dunga seria o Dr Jekyll, Maradona agia como Mr. Hyde. Ambos lutavam suas guerras, mas o gordo não costumava seguir as regras, ao contrário do brasileiro que sempre primou pela boa imagem. Na hora do aperto, porém, o time procurava um jogador como o 10 argentino e não o 8 dos Pampas.
Nessa fase de treinador, "El Pibe" será mais um estandarte do que um "prancheteiro". Grondona pretende utilizar mais a sua imagem perante a torcida, do que sua experiência distribuindo coletes. Por isso, a escolha de Billardo para compro sua comissão técnica. Esse entende do riscado. O que a AFA deseja é que Maradona utilize sua influência para unir os dois principais jogadores do time - Messi e Riquelme - além de trazer a torcida e imprensa pro seu lado. Maradona não é facilmente questionado e estreará contra a Venezuela, em Buenos Aires, presa perfeita para qualquer início de trabalho.
Não esperem táticas e revoluções dentro do time. Isso ficará a cargo de seus auxiliares, muito mais tarimbados do que ele. Porém, não há um jogador na equipe que ouse se levantar contra o chefe, visto que pela faixa etária, muitos foram seus fãs imitadores quando criança e escolheram a carreira graças ao que fez em campo. Messi, por exemplo, quer ser Maradona e contrariá-lo não seria a mais lúcida das opções nesse momento.
A torcida é que será o fiel da balança. Não é totalmente verdade esse endeusamento que acreditamos que exista. Maradona é um ídolo real do país, mas não são todos os torcedores que o vêem como um Deus propriamente dito. Os do River, por exemplo, o consideram mais um demônio.
Diferentemente de Dunga, cujo talento futebolístico, embora reconhecido, não tenha feito dele um ás do meio-campo. Kaká é muito mais jogador, tecnicamente falando. Talvez se Zico assumisse a Seleção, os jogadores pudessem encará-lo como os nossos vizinhos verão o seu comandante a partir de agora. Dunga nunca foi um ídolo técnico, como Romário no seu tempo, e representa uma época que não existe mais, de jogadores sérios e compenetrados com o trabalho.
Hoje o tempo é dos garotos-rebeldes que se acham a oitava maravilha do mundo e não aceitam ser contrariados. É o tempo dos "Maradonas". E só por isso, a Argentina escolheu muito bem o seu "treinador".
Esse e outros textos você lê em Dois Rios e Uma Ilha de Concreto. É de graça, o layout é mais bonito e ainda faz uma criança feliz ajudando a ONG BQNL (Blogs Que Ninguém Lê). Passa lá...
On Campeão. De novo.