Quinta-feira, 24 Setembro 09, 02:14 PM
Dunga convocou seu time para os cumpre-tabela das Eliminatórias. Uma ova. Esse jogo será importantíssimo para alguns jogadores e para o próprio treinador. E como ele mesmo adiantara, não teve muitas novidades. Aos nomes!
GOLEIROS
Julio Cesar (Internazionale)
Victor (Grêmio)
Só tem uma vaga aí para a Copa, a de terceiro goleiro, e acho que ficará com Doni mesmo, que o Dunga gosta. Tão fazendo lobby para ele chamar o Marcos, mas como Palmeiras disputando o título brasileiro, teria necessidade disso agora? E Marcos precisa ser testado?
LATERAIS
Maicon (Internazionale)
Daniel Alves (Barcelona)
André Santos (Fenerbahçe)
Filipe (Deportivo La Coruña)
Enfim o Kléber perdeu sua vaga. Teve todas as chances do mundo e nunca correspondeu. Dizem que o Dunga demora a mexer, mas mexe e aí, amigo, perdeu preiboi. Só que aqui eu ainda me arrisco a dizer que está em aberto a lateral esquerda. O Marcelo pode jogar.
ZAGUEIROS
Lúcio (Internazionale)
Juan (Roma)
Luisão (Benfica)
Miranda (São Paulo)
Naldo (Werder Bremen)
O Naldo é extra por causa das contusões constantes do Juan. O zagueirão não tem jogado ultimamente pela Seleção e como é peça essencial pro Dunga, continua sendo convocado e olhado de perto pelo Runco. Mas quem tem ido a campo é o reserva. E Naldo já foi chamado algumas vezes, não há novidade aí. Miranda é o primeiro representante do topo da tabela do Brasileirão.
MEIAS
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Sandro (Internacional)
Lucas (Liverpool)
Josué (Wolfsburg)
Elano (Galatasaray)
Ramires (Benfica)
Alex (Spartak Moscou)
Kaká (Real Madrid)
Diego Souza (Palmeiras)
Atenção Diego Souza, Alex e Lucas: última chamada para a Copa. Mas cada um com uma particularidade. Diego é o novato que está comendo a bola. Há um tempo atrás, no twitter, eu disse que ele seria convocado. O Cleiton Xavier não foi porque seriam dois desfalques para o Muricy. E Dunga pegou mais um dos líderes. Alex jogará com a sombra Diego (da Juventus), que os especialistas impacientes não sabem esperar. Diego voltará à Seleção tão logo recupere-se de contusão. Mas é mais fácil fazer barulho, né? E o meu xará precisa urgentemente voltar a encantar o treinador. A vaga está aberta. Nove foram chamados, mas oito irão pra Copa. E tem um pessoal à espreita do lado de fora. Quem sobrevive? Ronaldinho Gaúcho? Alguém ainda fala nisso?
ATACANTES
Luís Fabiano (Sevilla)
Adriano (Flamengo)
Nilmar (Villareal)
Diego Tardelli (Atlético Mineiro)
Pois é, seu Pato, até o Falcão admitiu que você não jogou absolutamente NADA na Seleção. Ficar nessa de fazer coraçãozinho pra esposa não garante sua vaga. E temos aí 3 nomes que quando vestiram a camisa amarela, cumpriram com suas obrigações. Nilmar não poderia ficar fora depois do último jogo. Luis Fabiano é o 9. Adriano é uma arma de muita confiança de Dunga. Diego Tardelli hoje é o substituto do Robinho, machucado. Quer dizer, eu acho que é. Pois essa é a corda que o pedaladeiro tem que se agarrar se quiser ir para a Africa. Ronaldo? Me poupe....
Sábado, 05 Setembro 09, 09:29 PM
Dunga recebeu uma missão com algumas tarefas: classificar o Brasil para a Copa, resgatar a raça dos jogadores e renovar a equipe. Fez exatamente as três coisas.
É fácil falar agora, mas, desculpa aê, eu posso. Desde o início eu acreditei e disse que o Brasil chegaria na Copa. Comprei a briga e hoje eu ouço fogos em São Paulo para os gols da Seleção, quando até bem pouco tempo o que eu escutava eram vaias, críticas e torcida contra. Muita.
Aqui nesse OleOle então foi demais. Eu não vejo mais os cornetas que só sabiam criticar e apontar os mesmos argumentos batidos e surrados da imprensa anti-Dunga. Argumentos esses todos derrubados, um a um, tal qual cada seleção favorita nos confrontos contra nós. Não? Vejamos.
Sobre os times, segundo a imprensa nós já entramos derrotados contra Itália, Argentina, Portugal, Uruguai, Chile e várias outras equipes. O Brasil venceu e atropelou.
Diziam que um "time com a cara de Dunga" demoraria a se classificar, mas ficaria com a vaga porque é fácil demais. Classificou-se com três rodadas de antecedência. Três! Ninguém JAMAIS fez isso antes. NINGUÉM!
Quanto aos jogadores...
Em 2007 todos queriam Rogério Ceni no gol. Isso porque naquele ano o São Paulo tinha uma defesa que funcionava muito bem e o bom goleiro estava em ótima fase, mas esqueciam que a Copa seria dali 3 anos, quando o mesmo goleiro estaria consideravelmente mais velho em anos-futebol. Dunga colocou alguns goleiros, mas esprava JC que estava machucado. Desde que o Imperador do Gol assumiu a posição, o mundo passou a considerá-lo o melhor do mundo. Menos no Brasil. Hoje já começam a rever seus conceitos.
Nas laterais Dunga precisou fazer testes e mais testes até encontrar seus nomes. Além do correto Maicon (que come a bola na Itália, mas ninguém lembra), tem o polivalente Daniel Alves que sempre que sai do banco aumenta o volume do time. Na esquerda, depois de uma luta para encontrar alguém, Dunga achou André Santos, mas terá que ouvir até o primeiro jogo da Copa os pedido pela convocação do Fabio (quem?) Aurélio, um cara que NINGUÉM lembrava dele até um ano atrás.
Se em algum lugar o time apanhou mais do que o treinador, foi exatamente na posição que consagrou Dunga. Muita, mas muita porrada mesmo foi dada nos volantes, tanto nas novidades quanto nos veteranos. E até ontem pediam Pierre. Vejam vocês: PI-ER-RE! Aquela porcaria do Palmeiras era o novo preferido da imprensa para jogar no meio. Sim, porcaria mesmo e não me encham o saco. Ainda bem (pro Brasil, não pro jogador) que se machucou e não volta mais esse ano.
Elano provou que toda a confiança nele depositada por Dunga foi válida. Peça fundamental nas jogadas aéreas ensaiadas exaustivamente na Granja Comary, ainda hoje ouço e leio as críticas diretas ao jogador. Foi dele o cruzamento para o gol de Lúcio no título da Copa das Confederações. Foi dele o cruzamento do primeiro gol contra a Argentina.
O outro foi Felipe Mello. Esse ouviu demais, porém calou a boca dos críticos logo de cara. Quem fala mal dele?
Entre os armadores do time Dunga teve dificuldades, mas sempre tentou colocar um time que atacasse. Só não conseguiu porque o Ronaldinho Gaúcho jamais jogou bulhufas na Seleção e o Diego (que agora virou o melhor do mundo segundo uns cronistas aí) jamais correspondeu também. Kaká sempre foi aquele que assumiu a responsabilidade e depois das Olimpíadas ganhou mais vontade.
E no ataque sempre lembrarão do Afonso. É aquela coisa de procurar um motivo qualquer para criticar. Dunga testou muita gente e encontrou seu 9 em Luis Fabiano. Robinho parou de jogar e precisa melhorar, Dunga sabe disso, mas ainda não encontrou alguém que faça o seu papel. Como Pato não consegue render bem quando solicitado, fica em campo enquanto der. Mas a imprensa vai pedir Ronaldo porque já esqueceram 2006.
E para os comentaristas...
É dose ouvir um André Rizek, um erro cometido por algum editor lá atrás dizer que o Dunga está brabo. Ou seja, a imprensa pode dizer o que quiser, malhar, ridicularizar, atacar e sempre terá a desculpa de "estamos apenas fazendo nosso trabalho". Mas quando o treinador que apanha desde 1990 responde, é um grosso, um arrogante, um despreparado. O que é o Muricy então?
E para os cornetas de sempre...
Todos os que criticaram, zoaram, pediram a saída do cara, chamaram de burro e o resto vocês sabem, quero ver se são homens agora. Vamos lá, assumam o que falaram. Quer dizer, o que repetiram da imprensa, pois não tinham capacidade para pensar por conta própria. É isso mesmo. Não gostou? Foda-se. Eu pelo menos tenho minha opinião e não preciso agir como um babaca recalcado.
Quinta-feira, 20 Agosto 09, 03:03 PM
Faço um pedido ao Flamengo. Parar de falar em jogadores de ponta. Contratar apenas porcarias e refugos. Não trazer mais jogadores de Seleção porque, ao serem convocados, os torcedores dão chiliques e mimimis extremos que enchem o saco!
O clube repatria o Adriano, um dos maiores e mais conhecidos atacantes do mundo na atualidade, recupera o cara (ainda não totalmente, na minha opinião), e era lógico!, óbvio!, certo! que ele seria chamado tão logo fosse possível. E foi. Para as eliminatórias e contra a Argentina.
O que vi na torcida do Flamengo? Ao invés de se vangloriarem pelo clube ter recuperado o cara a ponto de servir para a Seleção, estão dando pitís incomensuráveis internet afora porque o cara não jogará contra o Atlético Paranaense, jogo que desde o início dos tempos é considerado derrota certa para o rubro-negro carioca.
Mas, digamos que o Dunga tivesse chamado o Washington. O que diriam os rubro-negros? Que é um absurdo!, que Adriano é o artilheiro do campeonato!, que joga muito mais! e, claro, que o Dunga é burro.
Bom, o cara foi convocado e agora tão todos desesperados. Lógico, pois se o Flamengo já ia perder para o Atlético, agora então só será derrotado por um placar maior. E colocarão a culpa disso na convocação, como se pudessem garantir a vitória. É mais fácil e é o mal da magnética. Sempre mira onde não deve, esquecendo de onde vem a maior parte dos problemas.
Aliás, o torcedor perguntou se o Adriano está feliz com a convocação?
O torcedor se perguntou se o Adriano não estava trabalhando para isso?
Não. O torcedor quer dar chilique. E eu me recuso a comentar qualquer coisa a mais desse assunto.
De burrice programada, incoerência e jogo pra torcida eu to de saco cheio.
Adriano, parabéns e leve o nome do Flamengo para o mundo. Arrebente. Você retornou ao Brasil dizendo que queria ser feliz, jogar no Flamengo e voltar à Seleção para a Copa.
Só esqueceu de perguntar para a torcida do Flamengo se ela permitiria isso.
Sexta-feira, 17 Julho 09, 02:48 PM
A copa de 1994 não foi a que mais vi. Mas com certeza é aquela que mais lembro. Apesar do final apoteótico, concordo quando dizem que foi chata. Preferi a seguinte, na França, até mesmo por ter sido na França, o que dava um toque especial aos jogos. Era disputada num país que conhecia a lei do impedimento e sabia traduzir football para “esporte jogado com os pés” e não com as mãos.
Mas “uzamericanu” tiveram sua chance e realizaram uma competição espetacular, até hoje um case de organização para Copas do Mundo.
Com o fim da URSS no início da década de 90, os EUA eram a única super-potência mundial e podiam brincar de donos da Terra sem ninguém para incomodar. Nós brasileiros nem sabíamos direito quem era Osama Bin Laden, e o atentado de 1993 ao WTC era apenas mais um dos milhares da história.
Os caras adaptaram praças feitas para o football deles e sete dos seus 50 estados puderam assistir as partidas. O Brasil ficou a maior parte do tempo na Califórnia, saindo apenas para enfrentar a Suécia, em Detroit, e a Holanda, em Dallas.
Não lembro porque, mas eu não vi tanto os demais jogos. Tanto que o filme “Todos os Corações do Mundo” me mostrou vários momentos que até então eram inéditos. Duelos que perdi e hoje me arrependo.
Os jogos do Brasil, por outro lado, vi todos. Em casa. Não fui a um bar sequer, até porque tinha apenas 16 anos. Ficava no sofá assistindo pelo Sportv porque meu pai não agüentava os óbvios comentários de Pelé e o ufanismo do Galvão na Globo, muito menos o insuportável Juarez Soares da Band.
E que jogos nervosos. O calor era tanto que saía fumaça da TV. Aquele primeiro jogo contra a Suécia, o terceiro da fase de grupos, foi uma tortura. E comecei a ficar de saco cheio daquilo. A gota d’agua foi a partida no 4 de julho contra os donos da casa. Jogo ruim, lento, quente e com dois uniformes pavorosos em campo. O mais engraçado era o bode barnabé grunge Lalas pensando que sabia jogar. Mal conseguia ficar em pé aquele cornerback fajuto.
Devo reconhecer que a partida contra a Holanda foi especial. Naquela hora eu estava aprendendo a tocar alguma música do Master Of Puppets, a bolacha clássica do Metallica. Não sei qual, só que era esse cd, porque me recordo bem de ter ido comprar com minha mãe na C&A exatamente naquele dia. Enchi o saco dela e saí com o cd.
No gol do Branco, me lembro de estar tocando diante da TV no quarto, esta com som no Mute. Tava nem aí. Mas a bola entrou e eu gritei um “caralho” esquecendo da guitarra. Dali acompanhei até o fim atentamente. Tão logo terminou, voltei a torturar os vizinhos.
E a final?
Ah, essa eu vi inteira. Sem dormir. Na sala, com meus pais. Até hoje eu acho que a bola do Romário no cruzamento do Cafú vai entrar. Até hoje eu acho que o Baggio vai fazer um e estragar tudo. E até hoje eu olho aquela disputa de pênaltis e me emociono. Rio um pouco quando mostram o cartaz “Sena, esse tetra é nosso” errando na grafia do nome do piloto, mas aquele pênalti subindo na lua como diversas vezes fez Edmundo, o Boçal, é lindo.
E lembro-me de ter virado para trás e visto meu pai esfregando os olhos. O cara não via um título desde 1970. Passou seis copas se desesperando pela conquista e não agüentava mais. Quase me jogou no teto no gol do Nelinho, em 78. Viu a mágica Seleção de 82 perder. Xingou de tudo quanto era nome o goleiro francês Bats, em 86. Se irritou com aquele bando de mercenários que foram expulsos da Itália por Maradona, em 90. Mas agora tudo havia acabado.
Graças a jogadores que dignificaram a camisa brasileira.
Sexta-feira, 26 Junho 09, 09:54 AM
Eu não vou me delongar sobre a Seleção. Todo meu histórico aqui já mostra o quanto eu acreditava no trabalho antes e não será agora que vou repetir tudo. Mas lendo a Internet Brasil afora, eu acabei de pensar num novo modelo de gestão, convocação e treinamento da Seleção Brasileira.
Em primeiro lugar, deveríamos abolir o técnico. Ele não serve para nada. Zagallo, Parreira, Luxa, Felipão, e agora o Dunga, todos passaram pela mesma pressão e questionamentos provocados por rixas bestas e bairristas de jornalistas recalcados ou de mal com a vida. Então, acabemos com isso.
A partir de agora, a Seleção será convocado por uma Comissão de Notáveis. Rodrigo Paiva organizará um simpósio com especialistas dos principais veículos do país. O Globo mandará Renato Maurício Prado, com seu padawan Gilmar Ferreira, e Fernando Calazans. Da ESPN Brasil irão Juca Kfouri, José Trajano e Fernando Calazans. Sim, de novo. Ele é tão chato que consegue ir duas vezes.
O Sportv, ah, o Sportv, esse enviará um séquito. Liderados pelo sábio André Rizek, os jornalistas Mauricio Noriega, Milton Leite, Telmo Zanini, Sidney Garambone e Marcelo Barreto representarão o canal campeão. A Globo, TV, não poderia ficar fora dessa e mandará ninguém menos do Galvão Bueno, que acumulará as funções de conselheiro, mediador e voto de minerva. Afinal, o que o Galvão fala é lei. Falcão e Mauro Naves acompanharão para concordar com tudo e Arnaldo Cézar Coelho será o responsável por definir o menu do jantar. Também comparecerão os frilas ou jornalistas que ninguém dá muita atenção, como Alberto Helena, Michael Laurance, Flavio Prado e outros famosos quem?.
O evento deverá ocorrer duas semanas antes do jogo e será sempre na sede d'O Globo, no Rio, para manter a crítica de que a Seleção privilegia os cariocas. Durante o simpósio, ironicamente fechado para a imprensa, os cardeais da mídia debaterão sobre todos os jogadores em atividade que podem servir à Seleção. Passarão dois dias analisando as condições físicas, os últimos jogos, o histórico a ser respeitado, se tem gente no Brasil melhor, os que agradam a torcida da cidade que receberá o jogo, os que tem R no começo do nome para o Galvão berrar, quem sabe dar entrevista ao final do jogo e aqueles que preencherão a cota fixa da Nike.
Os critérios que definirão o time convocado não poderão ser questionados por ninguém. Afinal, a própria imprensa os apontou. O povo terá certeza que foram convocados os melhores, após minuncioso estudo dos jornalistas que passam o dia inteiro acompanhando futebol. Nenhum atleta será convocado para atender interesses de empresários. Um livro de regras deverá ser criado e seguido por todos os cardeais. Algumas das ordens eu já posso adiantar.
1) Futebol é momento. Portanto, convocaremos apenas os melhores jogadores da última rodada do Brasileiro, segundo a pontuação apresentada no Cartola FC. Os estrangeiros serão convocados baseando-se nos resultados da rodada, dando prioridade àqueles cujos gols e propagandas passam no Jornal Nacional.
2) Uma experiência por convocação, mas precisa ser um jogador que quando estava no Brasil era horroroso e hoje é campeão, na reserva, por uma equipe de ponta do futebol mundial. De preferência com passagem no Expresso da Bola.
3) O goleiro precisa ter a mídia ao seu lado. Preferencialmente tem que dar entrevistas bombásticas ou ameaçar (em rede nacional) processar jornalistas que pensam que sabem alguma coisa.
4) Tem que ter um jogador do Flamengo.
5) O artilheiro do Brasileirão, se for do Rio ou de São Paulo, precisa ser convocado sempre. Mesmo que seja na primeira rodada. O artilheiro do Campeonato Paulista também deverá ser convocado constantemente. Caso o jogador seja superado por alguém durante o período que estiver na Seleção, ele deverá sair e dar seu lugar ao novo goleador máximo.
6) Só dois volantes por convocação, sendo um deles reserva. O time só pode jogar bonito, mesmo que perca até do Olaria.
7) Convocar jogadores que não aceitem comparações com os antecessores e causem polêmicas nas entrevistas.
8) Será feita uma renovação inicial, mas ao final, serão convocados jogadores de 2006, 2002 e, se bobear, até de 1994.
9) Convocar sempre um jogador da cidade onde a Seleção jogará.
10) Chamar o Ricardo Rocha para dar palestra e animar o time.
Essas serão algumas regras, mas um ponto precisa ser discutido. Quem será a virgem que colocarão na boca do vulcão? O distribuidor de coletes, ou representante técnico (seu cargo oficial) também será definido nesse conclave e precisa ser alguém de pulso firme (com o time, mas suscetível aos pedidos da imprensa), com muitos títulos e experiência para montar esquemas, mesmo que reúnam os jogadores apenas um dia antes da partida. Precisa ter esse gabarito, ou a Seleção vai ser representada por um qualquer?
Definidos jogadores e técnico, Tino Marcos entrará ao vivo no Globo Esporte e dará a notícia. Em seguida, todos os portais e demais programas poderão fazer o mesmo.
Durante as partidas, o representante técnico ficará com um ponto ligado ao som da TV Globo e ouvirá do Galvão, com o "de acordo" do Falcão, as instruções e comandos para substituir algum jogador. O primeiro a sair será sempre o volante, independente do resultado.
Após o jogo, em caso de vitória, ele será criticado e demitido por não ter goleado o adversário. Outro com mais experiência assumirá o cargo. Se golear, seus méritos serão diminuídos pela "fragilidade do adversário" ou "desinteresse do rival na partida". Será demitido, pois só ganha de galinha morta.
Em caso de derrota, demissão e exílio. Será criada uma "Era" com seu nome que marcará o fracasso do seu trabalho. E os cardeais se reunirão de novo para definir o que é melhor para a Seleção Brasileira de futebol.
Tenho certeza que dessa maneira, o Brasil caminhará para um futuro brilhante no esporte. Se a imprensa ditar as regras não tem para ninguém. Afinal, temos um exemplo de como eles sabem o que é melhor para o povo. Ou vocês já esqueceram das eleições presidenciais de 1989?
Segunda-feira, 08 Junho 09, 11:50 AM
Quarta-feira, 11 Fevereiro 09, 10:36 AM
Navego por esse deserto de criatividade que é a crônica esportiva brasileira e vejo que alguns ranzinzas de costume estão pegando mais leve com o treinador da Seleção. É claro que isso ocorre apenas na parcela dita "inteligente" da nossa população, aquela que reclama de tudo, faz porra nenhuma e acha que a culpa é sempre do outro.
Após a coça sobre a porcaria travestida de time chamada Portugal, li e ouvi que os patrícios venderam a partida. É, isso mesmo. Todo mundo adora tomar viajar 20 mil km e tomar seis gols na bunda. Agora, depois de uma atuação muito boa e convincente contra os atuais campeões do mundo, o que vejo? Que deu pro gasto, que infelizmente vamos aturar o treinador e que o Brasil já está eliminado na Copa de 2010. Até "a Itália não jogou tudo isso" e "o Leslie Nielsen escalou o time errado" eu ouvi. Méritos para o vencedor nunca. Ganhou porque o outro perdeu, é a lógica dos derrotistas.
A frase "treinador sem experiência" já deve ser comando rápido dos computadores por aí. Daqueles que você manda ao mesmo tempo CTRL+@+P+Q+P e sai o texto, sem precisar repetir redundantemente o mesmo texto (sic). Li ontem que "ele não treinou nem dente de leite e assumiu a Seleção". Boa essa. Mas querem ex-jogadores que não tinham futebol digno para figurar no campeonato de porteiros do Aterro e, quando atletas, ganharam tanto quanto o Barreira de Bacaxá.
Franz Beckenbauer, o Kaiser, o Furher, como queiram, não possuía experiência alguma como treinador antes de assumir a Alemanha em 1984. O que ele tinha era experiência de campo, de vivência nos bastidores, trato com jogadores, competições, visão, disciplina e conhecimento tático adquiridos em sua estrondosa carreira. Na sua primeira copa, levou o time à final. Na segunda foi campeão, além de levantar uma Eurocopa, equivalente à nossa Copa América, que o Brasil de Dunga também ganhou.
Dunga não jogou como ele, segundo já me disseram e acredito, mas também aprendeu bastante em campo, e não no banco de reservas. Absolutamente todo e qualquer treinador brasileiro, tirando o Telê, gostaria de ter um Dunga em campo. Os que resolveram partir para uma linha diferente perderam. Todos, inclusive Telê.
Se Dunga nunca treinou um time, basta dizer que jogou na Itália, Alemanha, Japão, São Paulo, Rio, Porto Alegre e cruzou o mundo pelo Brasil, sempre vestindo a camisa com respeito e dignidade, além dos resultados plenamente favoráveis à sua carreira e pessoa. Algo que Felipão e Luxa jamais conseguiram dentro de campo. Excepcionais técnicos, ambos fracassaram em suas carreiras no exterior. O gaúcho até alcançou certa relevância com Portugal, mas teve seu momento Santo André naquela que seria a final da vida do país. O outro conseguiu não ser nem campeão espanhol pelo Real Madrid, um feito e tanto. Até Vicente Del Bosque foi.
Já disse antes que considero a volta de Luxemburgo ao cargo como uma reeleição de Fernando Collor. Luxa consegue hoje seus empregos milionários, como o ex-presidente se elegeu senador, mas que fique assim, tá de bom tamanho. Felipão é um nome que me agrada demais, porém não acredito nessa história de "deu certo uma vez, vai dar de novo". É outro mundo, outra realidade desde 2002 e o Brasil foi para aquela Copa tão ou mais desacreditado do que hoje. Como sempre, eu pergunto, me digam quando esses dois deram show pela Seleção? Quando perderam para Camarões com dois a mais em campo? Quando foram surrados por Chile, Bolívia e Equador? Quando aparanharam de Honduras? Ou o show foi dado quando o espetáculo ficou de lado dando espaço à eficiência nas Copas de 1994 e 2002, vencidas sem espetáculo algum pelo Brasil?
E Muricy? Realiza um ótimo trabalho no São Paulo, onde tem tempo e autoridade para colocar suas idéias e filosofias, essa praga tão adorada pelos treineiros. Na Seleção não terá e todos sabemos que seus times não jogam bonito, jogam de forma eficiente, para vencer. Seja 1x0 ou 10x0, não importa. Porém, ninguém lembra que a cada início de temporada o técnico é colocado em suspeição no SPFC. Até conquistar o brasileiro no final do ano e ser endeusado. Noves fora que ele também não é conhecido pelo bom temperamento com a imprensa, mas como possui currículo, vão dizer o que os jornalistas melindrados e orgulhosos?
Já são sete jogos sem perder. Apenas dois gols sofridos e enfrentamos adversários como Argentina (a favorita do mundo), Portugal (que dizem que é bom), Chile (naquela que seria a primeira despedida de Dunga da seleção) e a Itália. Eu gostaria muito que meu time tivesse um restrospecto desse, mas não tem como. Está lá no Flamengo um treinador cheio de experiência e que age exatamente como os outros lotados de sapiência. Eu prefiro o que experimenta o novo, como Felipe Melo. Eu prefiro o que empolga jogadores como Elano, Ronaldinho e Robinho que notadamente preferem jogar pela Seleção do que em seus clubes. Eu prefiro o que não cede a pressões e possui debaixo das traves do melhor goleiro do mundo, que está lá para agarrar e não bater faltas e pênaltis.
Dunga cometeu uma série de erros, claro. Afonso, Gilberto Silva, Kléber e outros, mas os corrigiu ou está fazendo. Pode ter demorado um pouco, concordo. Marcelo cada vez mais é titular na esquerda. Os atacantes estão praticamente fechados e são poucas as dúvidas que ainda restam. O que também está demorando é o povo parar de ser reclamão e começar a torcer um pouco mais. Se o pessoal adora dizer que 'terá que aguentar o cara" até 2010, que tal começar a se acostumar com isso e observar que o trabalho está sendo feito corretamente, ou pelo menos com mais critérios e lógica do que antes? Talvez devêssemos aprender com os alemães que esperaram por longos 16 anos até conquistar o tri mundial.
Da Seleção de estrelinhas mimadas que em 2006 se apresentou pesando mais de uma tonelada para a de hoje, com jogadores afim de jogar e respeitando o treinador (pois sabem que vão pro banco mesmo), qual vocês preferem? Eu fico com a atual e sempre estive. Não sou elogiador de ocasião. Erros acontecem e cada um de nós 180 milhões de brasileiros possuímos uma escalação diferente. Mas a que conta no final das contas é a do treinador. E a atual está vencendo. É o que importa.
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Sábado, 31 Janeiro 09, 11:36 AM
Pronto, o Malauri foi convocado. Ê! Festa no Bixiga. Com a contusão do Luis Fabiano, o cara ganhou uma vaguinha ali no ataque e agora terá "só" que ser um Romário-93 contra o Uruguai para ficar com a vaga. Por que tanta exigência? Ora, não pediram tanto? Então se não fizer chover, não terá justificado. Vamos aos fatos.
Acabou sua chance de ir pela Itália para a próxima Copa. Considerando as safras e a renovação do futebol brasileiro e italiano, onde ele teria mais chances de ir para a África? Eu imagino Itália. Mas tem quem já o convocou para defender o Brasil em 2010 aqui mesmo nesse OleOle.
O que acontece agora? Amauri terá 90 minutos e uma pressão monstruosa nas costas. Se não funcionar, ninguém poderá culpar o treinador. Falta de entrosamento e treino é algo que sempre existirá na Seleção, a não ser em competições, e Amauri nunca sequer jogou com qualquer um dos outros 10 em campo. Se ficar no banco, provável pois está chegando agora, será pior ainda. Terá menos tempo, isso se entrar.
Luis Fabiano é o 9 de Dunga por enquanto. Se estiver em condições, será convocado para o próximo jogo, mesmo jogando mal. Dunga sempre dá chances àqueles que corresponderam, segundo seus critérios. Eu acho justo e coerente, porém podemos discutir os critérios. Mas Dunga ainda se pega a lealdade. Desta feita, e considerando os nomes Robinho, Pato e Adriano, Amauri já joga perto de ser cortado na próxima. A menos que seja o Romário-93.
Alguns ranzinzas dirão que Dunga torcerá pelo fracasso do atacante, mas isso significa problemas para o treinador também. Ele está sempre "no último jogo" e será demitido após a derrota, quando ela acontecer. Pelo menos é o que diz a imprensa. As pessoas possuem uma dificuldade enorme em entender que Dunga está cagando para isso e só quer realizar seu trabalho em paz.
Mas aí temos que bater sim. Dunga errou. Ele disse que não queria convocar o Amauri por causa da pressão. Ok, justo. Mas aí o LFabiano se machuca e quem ele convoca? O Amauri!! Com mais pressão!!! Terá que substituir o 9 da hora e é o quinto ou sexto na opção do técnico, se muito. Dunga, na moral, vacilou aí. Falta de coerência braba.
Só peço que nem o Dunga, nem imprensa ou torcida avaliem o Amauri por um jogo amistoso. Eu sou daqueles que acha que jogador em Seleção, dada a falta de tempo para treinar e entrosar, precisa ser convocado 3 ou 4 vezes antes de dizer a que veio. A não ser os craques, mas isso o Amauri não é.
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Aposta: alguém quer valer que a Placar ou o Renato Mauricio Prado dirão que Amauri foi convocado por ordem da CBF e Dunga teve que engolir?
Quinta-feira, 18 Dezembro 08, 08:29 AM
Às vezes me confundo e penso "será que estamos na Hungria, Bélgica, Romênia ou Noruega?". Sim, porque nesses países é normal torcida/imprensa apelar para qualquer nome que surja da noite pro dia como a salvação de tempos bizarros.
Mas aí eu falo uma palavra, sai um "porra", e lembro que estou no Brasil, país pentacampeão do mundo e que a cada seis meses monta uma seleção capaz de enfrentar qualquer equipe do planeta. Normal, até que uma hora começa a perder a graça e as pessoas passem a apelar.
O nome da vez é Amauri. Com já foi Élber. Como já foi França. E como já foi Sony Anderson, lembram dele? Pois é. Igualzinho a esse Amauri, o cara não fez bulhufas no Brasil e começou a meter gol em progressão geométrica na Europa. Zagallo, coitado, técnico "inexperiente", foi bombardeado com pedidos pela convocação do artilheiro com nome de aparelho de som. E deu lá sua chance pro cara. Alguns amistosos contra mortos-vivos asiáticos, poucos gols, futebol feio, falta de ousadia e o cara virou história. Mudou de time na zorópa e hoje já parou. Alguém sentiu saudades? Foi até para uma Copa das Confederações, em 2001, mas o time do "inexperiente" técnico Leão ficou com o quarto lugar.
Por que Anderson não deu certo na Seleção? Sei lá. Porque era ruim? Será que não teve chance ou tempo para se entrosar com os jogadores como fazia em seus clubes? Será que não era jogador de Seleção? Ou será que teve apenas uma boa fase, mas os imediatistas de plantão que só sabem repetir o que lêem em jornais acreditavam estar diante do novo Careca?
Fico com a última opção.
E aponto que a situação do Amauri é a mesma. Aproveito e reproduzo abaixo as linhas de Gian Oddi, editor de esportes do iG, não é fã do Dunga, pelo contrário, mas escreveu um comentário sensacional no seu blog A Bola na Bota.
"Até porque, pelo que tem dito, Dunga não parece nada inclinado a chamar o atacante para a seleção brasileira, que conta com sua preferência. Dunga, aliás, tem sido correto nesse sentido. Porque, se o treinador vê poucas chances de Amauri ficar para valer na seleção brasileira, seria sacanagem convocá-lo apenas para impedi-lo de atuar pela Itália mais pra frente.
Podemos discutir os critérios técnicos de Dunga ao convocar jogadores que vivem momentos muito inferiores ao de Amauri. Mas sua postura, por outro lado, é digna de elogios".
Perfeito. Eu nem tinha pensado nisso e não vi em lugar nenhum. Mas é isso mesmo. O cara não é a preferência do treinador. Existem dezenas de opções e outras surgirão até 2010. Por que diabos então acabar com as chances do cara de jogar na Azzurra, só para satisfazer meia-dúzia de reclamões?
Treinadores, todos eles, possuem suas preferências e devem ser julgados ou analisados depois do resultado. Mas o brasileiro tem a irritante mania de prever o futuro e sacramentar que vai dar m... antes do jogo. Depois, quando quebra a cara, diz que a culpa é do time derrotado que não teria se esforçado com devia. A Copa de 2002 é a maior prova disso e eu ainda leio que "na maioria das vezes que fala que vai perder, perde mesmo". Pelamordedeus.
Voltando ao caso, apresentei um exemplo não tão antigo, mas que essa geração de Internet não deve lembrar. O Anderson foi igualzinho, idêntico e no final mostrou a porcaria que era. Acredito que o Amauri será nada mais do que um Jardel, se muito. Esse metia gol até dormindo, mas ninguém queria na Seleção. Pediam só para encher o saco do técnico, porque vontade mesmo de ver o cara com a 9 era nenhuma. A história vai contar quem foi Amauri.
O Gian colocou outro ponto, mais interessante e justo.
Mas o que leio por aí é "o cara fez dois gols no Milan". Pronto, fazer gol no Milan virou requisito para jogar na Seleção. Quando alguém fizer três gols no Milan então é o que? Estátua ao lado de Pelé?
Quinta-feira, 19 Junho 08, 01:19 PM
Brincadeira comum com o técnico da Seleção é a de afirmar que a CBF pegou o anão errado. Chamam de Soneca, Zangado, Burro, Asno (sei lá quais são os anões)... Tudo um equívoco só. Dunga, na
verdade, é outro anão, o Frodo. Sim, aquele mesmo de O Senhor dos Anéis.
Mas pera aí! Frodo tinha uma missão absurda para cumprir e conseguiu!! Pois é, mas a semelhança entre os dois é gritante. Só não vê quem não quer.
O principal mote é o fardo que os dois são obrigados a carregar. Frodo, um anão ridículo de uma aldeia patética de repente se vê diante de um desafio que muitos mais experientes fracassaram. O
pior: ele não faz idéia de como conseguirá. Ao seu redor estão várias pessoas que dizem torcer pelo seu sucesso, pelo bem geral da nação, mas na verdade querem que ele caia para se apoderar do
anel. Enquanto isso, Dunga ouve de todas as partes a imprensa e os treinadores dizerem que o apóiam, mas na verdade querem a sua desgraça.
Frodo se uniu a um amigo de longa data para tentar cumprir a missão, mas acabou tendo a ajuda de onde menos esperava e no final acabou traído pelo tal de Gollum, uma figura ultrapassada, velha
e corcunda de grande importância na história, que ninguém confia, e que já teve o anel e o quer de novo a qualquer custo, com o intuito futuro de dominar o mundo. Alguma semelhança com o
tal Ricardo Teixeira? Pode-se dizer que o Samwise Gamgee de Dunga é Jorginho, a única pessoa em quem ele confia.
Frodo, como Dunga, arrumou um pessoal aí para formar uma aliança e assim conseguir seu objetivo. Frodo queria jogar o anel no fogo e Dunga almeja os anéis olimpicos. Os amigos de Frodo eram
cheios de flores no início da história, mas um deles, o essencial Boromir, acabou virando a casaca e trabalhou contra. Não chegou a pedir dispensa de nenhuma luta como o Kaká, mas era bom de
discurso e cheio de garra, só que na luta contra os Orcs ficou devendo e morreu. Parecido com a dupla Kaká e Ronaldinho, que na hora de jogar sempre nega fogo.
Quem leu o livro sabe a total inutilidade de Tom Bombadil na história. Eu comparo com os amistosos caça-níquel que a Seleção faz mundo afora.
Eis que Frodo ficou sozinho e com a tarefa de jogar o anel no buraco da montanha. Enquanto ele andava por pântanos fedorentos, seus amigos se valorizavam disputando guerras mais excitantes em
outras praças. Claro, afinal Aragorn e os humanos lutavam por quem pagava seus salários, o Regente de Gondor.
Dunga foi perdendo jogadores importantes ao longo de sua jornada. Os dois já citados, Zé Roberto, e agora parece que vai para Pequim com um timeco meia-bomba, enquanto os principais craques
disputarão os torneios europeus, mais importantes para quem paga seus salários.
Mas a grande semelhança mesmo é o fardo que coloquei lá em cima. Tal como Frodo, Dunga parece não ter capacidade e não desmonstrou nenhuma experiência anterior para cumprir a tarefa. Ninguém
acredita nos dois e ambos não mostraram em momento algum também um comportamento digno de quem precisa ser especial. Frodo, um bebê chorão de pés-peludos, ficava se lamentando o tempo todo e
preferiu culpar o mundo a reconhecer que estava perdido e tomando decisões erradas. Acabou entrando na cova da Laracna sozinho. Dunga começou bem, mas brigou com metade da imprensa que ainda o
apoiava e ontem colocou no árbitro a culpa pelo 0x0. Vai adentrar os muros da Cidade Proibida em Pequim apenas com suas convicções e Sam "Jorginho" Gamgee para lhe apoiar. Bom, isso nem Frodo
teve.
O anão de Tolkien aprendeu a usar a espada pelo menos? Não. Não matou um simples orc em todos os três filmes. Só faz berrar escandalosamente. Dunga sim arrancou a cabeça de alguns orcs
(Argentina duas vezes, México, Noruega) e ainda conseguiu algo comparável com a salvação do Abismo de Helm: ganhou a Copa América, uma competição complicada como a guerra do livro e onde somos
sempre os fracos, mas no final os orcs portenhos sempre apanham.
No resumo geral, infelizmente, Dunga realmente não demonstra estar preparado para assumir a função. Ele nunca se disse técnico, como Frodo jamais mencionou que seria um guerreiro, porém aceitou
a missão e pretende cumprí-la mesmo que o revés signifique o fim do mundo. Não do mundo-mundo, mas do seu mundo como personagem do futebol. O peso dessa obrigação talvez lhe seja maior do que
suas costas possa suportar. Dunga é valente, ninguém pode negar, mas o trabalho é difícil e outros mais experientes e calejados já fracassaram.
Para ele, eu lembro uma frase de Gandalf, pouco antes do ataques das tropas de Mordor à Cidade-Branca, respondendo uma pergunta de Merry. Ao mago branco foi questionado "E se Frodo não
conseguir, Gandalf?", que respondeu "Nunca houve esperança em Frodo". No final, como nós sabemos, o anão do livro tacou o anel no fogo e ainda levou o Gollum Teixeira consigo. Será que
Dunga terminará sua missão? O que sei é que o Gollum continuará...
On Campeão. De novo.