Quarta-feira, 04 Julho 07, 10:09 PM
É, tá feia a coisa. Nem mesmo quatro volantes serviram para guiar o time à uma vitória decente. Um mísero pênalti colocou o Brasil na próxima fase. Fora isso, um jogo sonolento, sem nenhuma criatividade ou qualquer coisa que possa ser lembrada no futuro.
A Seleção foi, de novo, mal escalada e sem motivação. Com raras exceções, os jogadores continuam mal e agora têm um jogo difícil contra o Chile.
Dunga precisa urgentemente colocar esse time para frente, seja com mais um atacante, seja com mais um meia ofensivo. Entrar prendendo o jogo contra o Chile, é carimbar o passaporte na aduaña venezuelana e voltar para os churrascos em Porto Alegre.
Doni: Quase infartei numa saída doida que ele fez. Fora isso, uma defesa aqui, outra acolá e nada mais. Nota 6.
Daniel Alves: Errou tudo, TUDO que tentou. Nota 3. Entrou Alex Pirulito que não fez pior, mas não fez melhor. Não fez nada. Nota 5.
Juan: Existe um abismo entre a sua seriedade e calma, para o resto da zaga inteira. Sobra no time. Nota 7.
Alex: Eu sempre gostei muito desse zagueiro, mas ele ainda não jogou bem na Copa América. Mas hoje não foi muito bem. Nota 6.
Gilberto: Péssimo. Inútil. Nota 2. Entrou Kléber que foi ruim e inútil. Nota 3.
Gilberto Silva: A regularidade de sempre. Como sempre, pragmático. Nota 5.
Mineiro: Corre e tem muita vontade. E só. Nota 6.
Josué: Um pouco melhor do que Mineiro. Nota 7.
Julio Batista: Fez um bom primeiro tempo, mas caiu demais no segundo. E não pode ser o cara de criação. Nota 6.
Diego: Entrou e levou um cartão amarelo. Nota 3.
Robinho: Tentou algumas jogadas, fez um gol de penalti, mas não estava em seu melhor dia. Nem num bom dia. Mas, mesmo assim, é o melhor do time. Tal como Juan, está muito acima da média. Nota 7.
Vagner Love: Eu continuo perguntando: Por que o Corinthians e o Palmeiras choraram tanto por esse cara???? Nota 3.
Dunga: Nenhum time com quatro Dungas no meio campo jamais venceu um campeonato. Por favor, mexa nesse meio campo. Nota 3.
Quarta-feira, 04 Julho 07, 09:41 AM
E lá o Dunga colocou quatro volantes no meio campo. Gilberto Silva, Mineiro, Josué (Elano) e Julio Batista. Isso para enfrentar o Equador. A Seleção Brasileira corre um risco sério hoje. Se tomar um gol, vai encontrar uma verdadeira muralha e pode ser que não consiga virar à tempo.
É complicado entender o que quer o treinador. Tivesse ele sido um camisa 10 daqueles de armar o jogo, talvez ele escalasse o meio com Íbson, Juninho Pernambucano, Alex e Diego. De fato, uma equipe deveras ofensiva e temerosa para os adversários. Mas seria um escândalo para os pragmáticos e defensivistas de plantão, também conhecidos como italianos. Mas Dunga foi um jogador taticamente perfeito, porém tecnicamente apenas bom. Tinha um passe seguro, seja longo ou curto e um chute forte. Nada que o diferenciasse dos demais. Na carreira venceu muito pela Seleção, mas poucos nos clubes. E na Seleção, venceu com times que privilegiavam a defesa, em primeiro lugar. Nos clubes, fez sucesso na Itália e na Alemanha, países que são conhecidos pela virilidade e segurança, além do Internacional, como todo gaúcho, um time que marca pesado. Talvez isso tenha feito a sua cabeça.
O grande problema é passar isso para dentro de campo. Um treinador deve ter suas convicções, todos têm, e a torcida nem sempre concorda com elas. Luxemburgo, um espécie de Bernardinho do futebol, viu o Flamengo clássico da década de 80 e nele se inspirou para criar seus times ofensivos. Armou no Corinthians um meio campo com Rincón, Vampeta, Marcelinho e Ricardinho e ganhou um Brasileiro que tinha Dinei e Mirandinha no ataque (corintianos, me corrijam). No Palmeiras, já teve César Sampaio, Mazinho, Zinho e Edílson, além de Edmundo e Evair na frente. Foi bi-campeão nacional. Essa é a cabeça do Luxa. A mesma cabeça que armou Fabinho, Preto, Elano e Ricardinho, com Robinho na frente, para ganhar em 2004, pelo Santos, o campeonato brasileiro. Um armador nato, Ricardinho, foi o suficiente.
Felipão montou o time de 2002 no 3-5-2 com Kléberson, Gilberto Silva e Ronaldinho Gaúcho. Já Parreira, aliado e defensor do 4-4-2 clássico, ganhou em 94 com Dunga, Mauro Silva, Mazinho e Zinho. Por mais defensivo que fosse esse meio, pensava (e jogava) muito mais do que o atual.
Só que o atual meio campo de Dunga não é ruim, individualmente. Gilberto Silva é "craque" no Arsenal e não sei se temos outro melhor para a posição. Mineiro é grita generalizada desde o ano passado e sabe jogar. Josué vem no embalo, mas se jogasse na Turquia ou na Islândia, todos achariam um absurdo ele ser convocado. Elano e Julio Batista é que são os problemas. No qual eu concordo plenamente. E Dunga prefere esses jogadores a Diego, o cara que todos contavam como substituto do Zé Roberto. Diego, por sinal, está prester a ser um novo Raí ou Giovani. Levado como solução e escorraçado.
Falta o pensador nesse meio campo. Seria Zé Roberto, mas este deserdou. Seriam Diego ou Anderson, mas Dunga não quer. Seriam Marcelinho Carioca, Edílson ou Ricardinho, nos exemplos anteriores. Dunga, pelo que aprendeu em sua vida, prefere gente mais forte, que marque melhor e evite o gol. Na frente os atacantes que resolvam. Funcionou com Romário e Bebeto em 94.
Conversei com ele certa vez e o próprio me disse que a Seleção de 82 tinha excelentes jogadores, mas não tinha conjunto. Por isso perdeu para a Itália. Eu discordei. Se o Brasil jogasse 10 vezes
contra a Itália, perderia aquela, ganharia 8 e empataria a última, pois os italianos se fechariam completamente atrás com medo de goleada. Eu penso que é no meio campo que se ganha um jogo. Dunga,
como muito técnicos mais concentuados (Muricy, Leão, Parreira...), acham que é no meio que não se perde uma partida. É a cabeça do Dunga. Ele foi doutrinado dessa forma e sempre
poderá dizer que ganhou uma Copa jogando dessa maneira.
Eu ainda prefiro acreditar que se trata de uma opção do treinador, exclusivamente para um jogo que ele considera perigoso. Já falei com ele algumas vezes e sei que ele gosta de times que saibam atacar e de jogadores talentosos entre os titulares. Possui, inclusive, uma admiração de fã por Robinho e Ronaldinho Gaúcho, que as pessoas talvez não saibam.
Talvez ele ache que contra o Equador, um time mais forte fisicamente se fará representar melhor. Como a grande maioria das pessoas, nesse caso eu discordo plenamente. O pequeno em campo é o Equador. Esse é o time que deveria pensar em se fechar. Mas Dunga vai usar os jogadores nos quais ele confia. Se morrer, será abraçado com esses caras. Mas que ele poderia ter convocado um meio campo com Gilberto Silva, Íbson, Diego e Alex, ahhh...isso podia.
Segunda-feira, 02 Julho 07, 02:47 PM
O papo aqui sai de Dunga e Seleção e entra no campo dos estádios, literalmente. Maurício, que está na Venezuela, pode falar muito mais do que eu sobre o assunto, mas vou tentar abordar pelo que vejo na TV e minha experiência nos campos brasileiros.
Antes de mais nada, vale salientar que comparo o Brasil com a Venezuela, não com os europeus, onde não temos nem chances.
O Brasil disputou suas partidas em dois estádios muito bonitos, pela televisão. São novos, com desenhos modernos, arquitetura típica dos que estão sendo construídos mundo afora e todos os lugares sentados. Não sei como são ao vivo, como é a entrada/saída, banheiros, serviços, comida, etc etc etc...
Vejo que na Venezuela, um país que não tem aspiração nenhuma no futebol, onde o beisebol, o basquete e os concursos de Miss vêm na frente do nosso amado ludopédio, lá, como em qualquer lugar onde competições serão realizadas, o governo (ou quem quer que seja) ergueu monumentos ao esporte. Pode ter política no meio, o que for, mas foi feito. E aqui?
Lógico que vão lembrar de cara do Engenhão. De fato, um belo estádio, para uma competição amadora. Sim, o Pan é amador. Prova disso é que os resultados obtidos nesse monte de esporte, não chegam nem perto dos olímpicos. O Brasil deita e rola no Pan para pagar mico nas Olimpíadas. E por isso, fizeram um estádio caríssimo, que ficou mais caro ainda no final, e que projeta milhões de problemas desde o lugar onde foi enfiado, até quem vai ficar com ele no fim (e pagar a conta).
Numa eventual Copa do Mundo aqui, nascerão estádios por todos os cantos. De uma hora para outra, todas as praças serão inúteis, segundo os critérios da Fifa. Podem alegar que na África do Sul estão construindo arenas a torto e a direito, mas a Africa é um país muito pobre e precisa da Copa para diversos investimentos sociais posteriores. E sempre será segundo escalão no futebol mundial profissional (não me venham com os gatos nigerianos nas Olimpíadas).
Na Europa, os estádios construídos são dos clubes e têm movimentação o ano todo. Para a Copa da Alemanha, por exemplo, nem foi preciso construir muito, porque o futebol por lá é um esporte nacional, como no Brasil.
Só que aqui, nós vemos estádios fugirem da obrigação de colocar cadeiras, diminuindo sua capacidade para menos de 20 mil, como fez o Vasco. Mas para mandar um clássico em São Januário, o clube diz que cabem 40 mil pessoas. E ninguém, lógico, fala nada.
O Morumbi, um dos maiores estádios do país, foi reprovado pela CBF que já mandou fazer outro. O governo diz que fará metrô e estacionamento, algo muito mais útil para a cidade, do que subir outro monstro de concreto, que acabará ficando obsoleto. Ah, o Corinthians, pode assumir o estádio depois? Mas o Corinthians já tem um estádio, logo, o Pacaembu ficará obsoleto. E assim será pelo Brasil todo.
Isso tudo, por causa de uma Copa que nem é garantido que será aqui. Se não for, continuaremos vendo estádios da idade da pedra, enquanto qualquer outro país constrói maravilhas. Os clubes estão tão falidos e quebrados que não conseguem melhorar o que possuem. Não vêem que é melhor um estáido novo, para sempre, do que um jogador caro, por dois, três anos. A marca dos clubes poderia conseguir os patrocínios, mas é tanta lama e obscuridade, que ninguém se mete a pagar por isso. Os próprios clubes não se tocam que com estádios próprios, conseguirão melhores contratos de todos os lados.
Flu e Bota já querem o Engenhão. Desesperado com a perda de receita, o governo carioca já acena com a possibilidade de repassar o Maracanã para o Flamengo, depois de anos e anos abusando nas taxas. Tudo isso, por causa de um estádio a mais no Rio. Imagina no Brasil todo.
O Atletico construiu o seu no Paraná e já mudou até o nome para o da empresa coreana por alguns milhões de dólares. Hoje cobra preços altos, mas o estádio está lá, com ótimos públicos e pelo que sei, dá lucro.
O Inter e o Grêmio estão pensando na remodelação dos seus e aproveitam os projetos com sócios. Agora, Palmeiras e Vasco. Dois times que têm estádios, mas que sequer disputam clássicos em casa, de tão arcaicos e ultrapassados que são os campos. Melhorias? Talvez uma estátua do Romário atrás de um gol de São Januário e olhe lá. Pior estão Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro e Atletico Mineiro que possuem torcidas de massa, mas pagam aluguel para mostrar seu futebol. E ficam mendigando esmolas do governo, ou iludindo a torcida com promessas vãs de arenas. Os cariocas estão felizes com o Pan, mas se este tivesse sido em Goiás, aí eu queria ver.
Eu já me convenci que no Brasil, as coisas só andam na base da obrigação. É mais fácil ver filhote de pombo do que dirigente que pensa profissionalmente e no futuro. O cara quer ser campeão do mundo e a conta quem paga é o próximo. E nome na posteridade é homenagem pra morto, não satisfaz o ego. Para vermos maravilhas de estádio, só com a Copa aqui, ainda assim, sei não. Mas sem ela, continuaremos sentando no cimento.
Domingo, 01 Julho 07, 05:18 PM
Riquelme? Tevez? Sim, bons jogadores, com certeza, mas de todos os atletas participando da Copa América, apenas um pode ser considerado Classe A mundial. E esse cara é Robinho. Joga num dos maiores times do mundo, acabou de ser campeão por uma das mais importantes ligas européias e é titular absoluto e incontestável da mais vitoriosa seleção do planeta. E hoje, Robinho salvou o Brasil.
O time não esteve bem. Jogadores nervosos, erros primários e nenhuma criatividade. Culpa do Dunga? Para os xiitas de plantão sim, mas, mesmo técnicos "mais experientes" não conseguiram fazer a Seleção jogar, não faz muito tempo. Algo muito estranho se passa com o time. São bons jogadores, daqueles que gostaríamos de ter em nossos times e como titulares. Mas simplesmente não estão conseguindo jogar. Ninguém está fora da posição ou mal fisicamente. São todos jovens e titulares em seus clubes. Dunga deu-lhes a chance que talvez outro não desse. Mas eles não conseguem corresponder.
Salvo Robinho, claro. Ele hoje fez o que sempre esperamos de Ronaldinho Gaúcho, na Seleção. No segundo tempo, ficou lá na ponta, abrindo o campo do ferrolho chileno e dando mais oportunidades. Com a completa incapacidade de Elano e cia, pelo meio, só havia essa possibilidade. Num mundo ideal, Kaká fica pelo meio, Ronaldinho na esquerda e Robinho na direita com um matador na área. Kaká já fez isso. Robinho também. Só Ronaldinho é que não consegue. E isso desde sempre.
Sobre a escalação, acho que o Dunga errou ao manter Elano e não usar mais o Diego. Precisando vencer, ele fechou o meio campo e deixou o Anderson, que não acertou nada, sozinho para criar. Óbvio que não daria certo. Aí colocou o Júlio Batista. Nisso, ele prova que errou de novo, ao não convocar um criador para o lugar do Zé Roberto. Mas ou menos como Zagallo (muito mais experiente) fez em 98 ao levar o Émerson para o lugar do Romário. Mas ali, o técnico ainda tinha Edmundo, Bebeto e Ronaldo. Dunga tem apenas Diego e Anderson. E ninguém para bater uma simples falta.
Para o Equador, espero que o time venha com mais tranquilidade. Os erros são de time pequeno. Se não é o Robinho, e se o Chile não fosse um time muito pequeno, as coisas estariam feias.
Notas:
Doni: Não foi muito exigido e defendeu bem as bolas que foram no gol. Nota 6.
Maicon: Uma negação. Sua contusão, embora seja uma baixa no elenco, veio em boa hora. Nota 4. Daniel Alves entrou e se não fez uma grande partida, pelo menos se movimentou muito mais. Nota 6.
Juan: Sereno, calmo e como sempre, um zagueiro completo. Nota 7.
Alex: Ainda um pouco afobado, mas melhor do que no jogo passado. Nota 6.
Gilberto: Tem gente melhor no banco. Precisa se soltar mais, jogar mais, se apresentar mais. E acertar um cruzamento. Nota 5.
Mineiro: No primeiro tempo errou muitos passes, mas tem vontade demais e não pára. Mas eu pergunto: Esse Mineiro aí é o que o São Paulo chora a perda até hoje? Nota 6.
Gilberto Silva: Muito burocrático. Nota 6.
Elano: Mais burocrático ainda do que Gilberto Silva. Tem uma capacidade enorme em conseguir estragar as chances que recebe. Nota 5.
Josué: Conseguiu ser mais participativo do que o Elano em 15 minutos. Nota 6.
Anderson: Não pode assumir sozinho a tarefa de armar o time. Uma coisa é o Grêmio na segunda divisão, outra é a Seleção. Nota 6.
Julio Batista: Um tanque. Criatividade zero, mas põe respeito pela força. Melhorou a marcação. Nota 6.
Vagner Love: Alguém me diz por que diabos Palmeiras e Corinthians choraram tanto por esse jogador? Um passe de dois metros pro gol do Robinho e só. Isolado? Ok, mas nem procura o jogo. Fica lá, mortão... Nota 6.
Robinho: Três gols. Nota 9.
Dunga: Precisa ousar e escalar um time mais para frente. Elano já teve suas chances e não mostrou nada. Diego e Anderson deveriam começar jogando contra o Equador. E percebe agora, que não tem batedor de falta no time. Nota 5.
Quarta-feira, 27 Junho 07, 09:59 PM
E o México ganhou mais uma vez. Não jogaram bem, mas foram eficientes e marcaram dois gols. O Brasil, que tentou muito mais, não soube fazer. Resultado: para domingo o desespero será a tônica do jogo. Para o Chile, um simples empate será fantástico.
Dunga tentou mexer no time, mudou três posições, mas não soube fazer a equipe vibrar. O time foi lento e sem garra. Teve várias chances (peguem o vt), mas em nenhum momento eu senti que poderíamos empatar. Começou mal, muito mal....E seria pior se o México soubesse fazer mais gols. É a velha mania dos pequenos das Américas. Quando estão ganhando, não sabem aumentar e ficam enfeitando. Isso já lhes custou centenas de eliminações.
E por favor, sem essa de Kaká e Ronaldinho fizeram falta. Estavam na Copa das Confederações e também perderam pro México na estréia. Viramos fregueses mesmo.
Doni: Péssimo. Fez uma grande defesa mas não inspira segurança nenhuma. E tentou tirar a falta com o olho. Nota 2.
Maicon: E mais uma vez na vida, nada jogou. Nota 4. No seu lugar entrou Daniel Alves para cometer uma falta e levar um cartão amarelo. Nota 3.
Alex: Não teve muita culpa nos lances dos gols e não teve maior trabalho. Nota 5.
Juan: Não foi tão bem como costuma ser atrás e nem tentou nada na frente, como às vezes faz. Ficou travado. Nota 5.
Gilberto: Jogou? Nota 3.
Mineiro: Meu grande medo sobre o Mineiro era de que um dia ele deixasse de ser o jogador que encantou no São Paulo e voltasse a ser o Zé Ninguém que foi durante boa parte da carreira. Hoje ele foi o Zé Ninguém. Tentou cruzar, tentou correr, tentou passar...não acertou nada. Nota 4.
Gilberto Silva: Sangue de barata em campo. Um capitão tem que pelo menos vibrar mais, acender o time. Nem isso, nem jogar bola ele fez. Nota 5.
Elano: Não vem jogando bem faz tempo e nem nas bolas paradas ele acertou. Nota 5. Saiu para entrar o Afonso que deu lá um belo chute, fez um bom trabalho de pivô em outro lance, mas nada além disso. Pelo menos mostrou presença. Nota 6.
Diego: Não sei, mas me parece que entrou com medo. Nervoso, sei lá. Fez um gol que foi anulado e não acertou escanteios, passes, dribles, nada. E ainda fez a falta idiota que originou o segundo gol, mais idiota ainda. Nota 4. Saiu e entrou o Anderson que apareceu bem mais, só que se enrolou com Robinho várias vezes. Nota 6, pela vontade.
Robinho: O melhor do time. Por vezes fominha, mas com certeza, o mais objetivo e perigoso jogador. Bons chutes e jogadas. Mas faltou pelo menos outro Robinho. Nota 7.
Vagner Love: A melhor partida que eu vi esse cara fazer, foi numa festa de fim de ano no CT do Zico. Fora isso, eu juro que nunca vi nada nesse jogador, que justificasse tamanha badalação. Artilheiro na Série B? Depois falam do Afonso...Nota 3.
Dunga: Errou na escalação, ao colocar o Doni e não usar o Fred na frente. Errou nas substituições ao tirar os jogadores das bolas paradas e na convocação, quando perdeu Zé Roberto, um titular absoluto, e levou o inútil Julio Batista, para ficar no banco. E o Alex de férias... Vai ter muito trabalho agora. Vejamos domingo. Nota 4.
Quarta-feira, 27 Junho 07, 12:29 PM
Todos arrepiaram os cabelos com a declaração de Zico no programa do Galvão. Acharam o maior furo do mundo e muitos se perguntaram por que ele não havia dito tudo aquilo na época. "Só agora? Depois de 10 anos?", eu li e ouvi por aí.
Esse é o problema. A falta de memória do povo brasileiro não permitiu lembrar que Zico apenas repetira o que havia dito na CPI e ao Cremerj, nas ocasiões de investigações realizadas para saber o que ocorreu naquele dia. Só que, na época, o povo estava tão fulo da vida, que qualquer palavra dita na ocasião soaria como mentira, omissão ou conluio geral dos envolvidos.
Segue abaixo texto que mostra o Zico disse à CPI. Os grifos são meus:
"
- Você esteve com Ronaldinho antes da crise? Como foi o dia da decisão?
"Não o vi pela manhã. Eu fiquei lá na sala de almoço até quase umas 15h30 ou 16h. Quando voltei para o meu quarto fui informado do que tinha ocorrido. O pessoal não queria 'dar mais alarde', não
quis que a coisa se alastrasse para os que ainda não estavam sabendo. Queriam antes ver como o Ronaldinho ia se comportar. No lanche, ele estava apenas um pouquinho mole. Não sabia o que tinha
acontecido e lanchou normalmente. Nós fizemos a reunião e foi aí que o Lídio nos disse que ia tomar todas as providências, fazer os exames. Ele foi para o hospital e nós, para o estádio. E foi aí
que o Zagallo definiu a substituição pelo Edmundo. Só que, no estádio, veio a informação de que os exames tinham dado negativo. Quando o Ronaldinho chegou, fui chamado para uma reunião em que se
informou que ele estava bem, que queria jogar e que o Lídio tinha liberado. E foi aí que o Zagallo liberou."
- Foi correto? Por que Zagallo o escalou?
"Porque houve a liberação do departamento médico. Ele teve problemas, mas fez todos os exames, que não deram nada. Lídio garantiu que o Ronaldinho estava em condições de jogo e o
liberou. Portanto, Zagallo escalou."
- Ronaldinho quis jogar?
"Ele quis jogar. Fez todo o aquecimento normalmente junto com os outros jogadores. Mas é aquele negócio: jogador sempre vai querer jogar uma final de Copa do Mundo. Mas a gente notou claramente que
dentro do campo ele não tinha a menor condição..."
- Então por que não foi substituído?
"É muito difícil tomar a decisão -- e acredito que até passou pela cabeça do Zagallo -- de tirar um jogador da importância dele numa final. Mas ficou claro que ele não estava bem e que, mesmo sendo
o melhor jogador do mundo, quando a gente não está 100% não consegue realizar nada dentro do campo. Ficou uma lição muito grande para todos de que, principalmente numa Copa, você tem que estar
100%."
- O problema de um só jogador provocou todo o colapso na equipe?
"É claro. É muito duro ver um companheiro -- ainda mais sendo quem foi -- nessa situação. Nós tivemos jogadores que estavam muito emocionados."
- Quem ficou mais abalado?
"Os que viram, o Leonardo... A seleção não se encontrou em campo e eu acho que tem relação direta com o episódio."
Sexta-feira, 15 Junho 07, 02:16 PM
No córner merengue:
Ele está errado.
O seu campeonato espanhol vai terminar depois de todos os outros no mundo.
Há um lei que manda o jogador de seu time se apresentar à Seleção dentro do prazo.
Nunca ouve fax algum da Fifa dando razão alguma ao clube espanhol.
Sempre atrapalhou a Seleção e nunca quis conversar em qualquer hipótese.
Provável campeão espanhol da temporada 2006-2007...Rrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrealllllllllll Madrid!!
No córner amarelo:
Principal seleção de futebol do mundo.
Respaldada pela lei que ordena a apresentação dos seus jogadores no prazo.
Patrocinada pela principal concorrente que veste o rival.
Não gosta de conversa. Quer briga sempre.
Renovada, desfalcada, uma incógnita....Seeeeeeeeeeeeeeeeeleção Brasileiiiiraaaaa!
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Bom, a briga parece estar se encerrando. O Real admitiu que não tinha razão nenhuma e que foram eles que criaram problemas. A CBF estava apenas no seu direito. Foi intransigente? Talvez pudessem ter conversado antes. Mas o Real nunca quis o acordo, quis se impor. Passaram por cima da lei, nunca pediram oficialmente essa dispensa e acharam que a Fifa os apoiaria. Agora pedem penico e por favor pela liberação do Robrinho.
Cabe a CBF engolir o orgulho e deixar o garoto ganhar a taça para depois vir cheio de moral e empolgado.
Vejamos como terminará essa história.
Quinta-feira, 14 Junho 07, 09:40 PM
Não vou perder meu tempo defendendo a Seleção ou o treinador ou qualquer coisa que seja. Essa semana foi bem conturbada e apresentou uma nova faceta desse time, que até então não existia. Todos nós aqui no OléOlé escrevemos na base de suposições. Adoramos advinhar as coisas. A Mega Sena ninguém acerta, mas o que se passa na cabeça dos outros, isso é mole.
Mas o ponto aqui é o caso Robinho. Não exatamente o caso em si, mas o que ele provoca. Vou tentar ilustar com um exemplo.
Na década de 80, o Brasil tinha bons jogadores em seu plantel da Seleção. Todos jogavam no Brasil, com raríssimas exceções. Os que estavam aqui, não ganhavam as fábulas estratonômicas que hoje convenhamos chamar de salários. Havia um mercado lá fora, muito mais competitivo, rico e vislumbrado do que aqui. Só que por uma lei qualquer, quem para lá fosse, não poderia jogar pela Seleção. O maior jogador de todos os tempos do Brasil disse "não" e ficou por aqui mesmo, jogando perto da torcida.
Pera aí. De quem o Lucas tá falando? Pois é. Não estou me referindo ao futebol, mas ao basquete. Para quem não sabe, nos 80's, se um jogador brasileiro fosse para o melhor mercado do mundo, a NBA, ele estaria automaticamente fora da Seleção, pois a FIBA não aceitava jogadores profissionais nas Olimpíadas, caso da NBA. Eram 60 mil dólares/ano (Magic Johnson ganhava algo em torno de 80 mil/ano) e Oscar, para não deixar de jogar pela Seleção, recusou.
Romário sempre foi um fantástico artilheiro. Quando ainda não era O Romário, ele foi expulso da Seleção pelo técnico Gilson Nunes e jurou que voltaria para se consagrar. Romário fez o seu papel e em 93, nos colocou no mundial dos Estados Unidos. Isso depois de ter dito que não viajaria para o Brasil para ficar no banco. Se viesse para Seleção, seria para jogar e aparecer. Zagallo, Parreira, Felipão, Pelé, Zico, Romário, Ronaldo, no futebol, Oscar, Paula, Hortência, Marcelo Negrão, Bernardinho, Tande, Aurélio Miguel, Gustavo Borges, Robert Scheidt, em outros esportes.... todos esses nomes se consagraram e tiveram seus ápices servido o que? O Brasil.
Por favor, não estou apelando para patriotismo. Daqui a pouco vão dizer que estou pedindo que raspem a cabeça, vistam a farda e vão todos marchar. Pelamordedeus NÃO. O ponto é outro.
É a desvalorização da Seleção, como instituição. E isso não é de agora, mas o Cafú, Ronaldo e Roberto Carlos já pediram dispensa uma vez da Copa América. Depois usaram o nome para "jogar" (sic sic sic) a Copa. Mas já desprezaram. Outros já pediram dispensa também, só que, atualmente, parece que a Seleção conseguiu chegar perto do fundo do poço.
Os jogadores não tem mais nenhuma identificação. Quando são jovens e querem jogar com a camisa amarela, já falam abertamente que visam uma valorização. Antes até mentiam direitinho, mas hoje jogam na cara que é isso o que importa. Não os culpo. Também gostaria de ter um contrato milionário num país de primeiro mundo. E em alguns casos, a Seleção significa sair de um clube onde não estão bem, para outro melhor, como tentou fazer o Elano, depois de ressuscitado pelo Dunga. Um caso que achei mais bizarro ainda, foi a condição do Felipão para dirigir a Seleção (quanto ão). Ele falou que aceitaria, se pudesse trabalhar na EUROPA. Até o treinador??!?!?!?!
O time não joga mais no Brasil, exceto nas Eliminatórias, quando a Globo faz sua festinha estilo Banco do Brasil-em-jogo-de-vôlei. Mas, ainda assim, é muito pouco. Quando Zagallo dirigia a Seleção, ainda tínhamos aqueles jogos contra a Islândia, no calor de 50 graus do Maranhão. Não era muito, mas era a Seleção Principal em terras brasilis. E lembro que os jogadores não vinham com a maior das vontades não... Aí veio o absurdo de fixar os jogos na Europa. Algo que a CBF acatou com estranha benevolência.
Por isso eu acho que tem que se repensar esse metódo de hoje em dia. Eu chego a pensar em algo meio absurdo. Jogador na Europa não ser mais convocado pela Seleção. Não me venham com o papo de que aqui não se paga bem. Jogador nacional com nível de Seleção ganha em um mês algo que eu vou demorar até cinco anos para receber. Sem mencionar bondes como o time do Flamengo. Os jogadores que representariam a Seleção jogariam aqui, sempre, diante de suas torcidas. O palmeirense poderia zoar o corintiano por ter jogador convocado e o outro não. Um jogador selecionado não seria mais alvo de comentários de favorecimento à empresários, mas parabenizado pelos méritos atingidos.
É muito complicado, sei. Acho até que to viajando mesmo, já que os melhores, ou boa parte, estão lá fora. Mas para a Copa América, um ótimo time poderia ser armado com o pessoal daqui. Como o único adversário é a Argentina, não vejo porque temê-los com um time formado por Bruno, Ilsinho, Tiago Silva, Miranda e Junior. Josué, Lucas, Zé Roberto e Pato. Dodô e Fernandão. São só nomes sugestivos, paliativos, mas para jogar na Venezuela está bótimo e teria muito mais torcida e identificação, pelo menos eu acho.
O que eu não aceito mais é que um jogador de futebol, um esporte movido pela paixão do torcedor, ache que o Barcelona é mais importante do que a Seleção do seu país, onde está devendo e muito. Tenho cá minhas dúvidas se tal jogador sequer fosse torcedor do time catalão quando criança. Ainda mais quando tem 25 anos e milhões na conta para usar quando for descansar ao se aposentar aos 35.
Se for para ser assim, na boa, paremos com Seleção e fiquemos reduzidos ao nosso campeonato. Essa Seleção é tudo, menos Brasileira. E não é culpa do técnico, embora adorem dizer que tudo isso apareceu agora. Essa história é antiga, mas agora é que o caldo está entornando.
Sexta-feira, 08 Junho 07, 08:44 PM
Mais um que pula fora da Seleção. Agora foi o Zé Roberto que disse tchau pra Copa América e pediu dispensa. Isso depois de o Brasil inteiro pedir sua convocação e depois que o Dunga chamou com a responsabilidade de liderar os jovens. Se esse já era um pensamento antigo, por não o expressou antes? Pelo contrário.
Uma vez, convidado no Arena Sportv, disse com todas as letras que se fosse chamado jogaria tranquilamente, embora ache que seja melhor abrir espaço para os mais jovens. Dunga o chamou e agroa pula fora. Com a deserção dos dois lá da europa, Zé Roberto era disparado o melhor jogador para desempenhar a função no meio, ao lado do Diego. Pois bem, agora a Seleção está manca. Julio Batista é a opção.
Porra?!?! Julio Batista? O que é Julio Batista?
Eu realmente gostaria de saber qual o critério para não chamar o Alex, se isso se confirmar. Eu também critico a Seleção, acreditem, e Julio Batista é um acinte. Perder um pensador como Zé Roberto para trazer um tanque é como, deixa ver... perder um Romário e colocar um Emérson.
Tem também o Ricardinho, adorado por técnicos e pela CBF. Mas não joga metade do Alex, na minha modesta opinião.
Espero sinceramente que Dunga e cia acertem. Mesmo sabendo que a turma do amendoim vai dizer "nunca chamou o cara e chama agora, por que??". Nunca estão satisfeitos.
Quarta-feira, 06 Junho 07, 09:19 AM
Nasceu a lista.
Goleiros: Doni (Roma) e Helton (Porto);
Por pura falta de JC em condições. Dunga definitivamente quer arrumar novos goleiros. Concordo plenamente com isso. Dida, Rogério e Marcos são ótimos goleiros, mas precisamos pensar no futuro.
Zagueiros: Alex Silva (São Paulo), Alex (PSV), Juan (Bayer Leverkusen) e Naldo (Werder Bremen);
Eis aí o Alex, que pediram aqui, o Alex Silva, que pediram aqui e só não tem o Lúcio porque está machucado.
Laterais: Daniel Alves (Sevilla), Gilberto (Hertha Berlim), Kleber (Santos) e Maicon (Inter de Milão);
Bom, aí confirma o que coloquei. Marcelo era aposta olímpica. Kleber (que eu disse que iria!!!!) e Gilberto farão boa disputa. Gilberto leva vantagem pela experiência, mas tecnicamente, sou mais o Kléber.
Meio-campistas: Diego (Werder Bremen), Elano (Shakhtar Donetsk), Fernando (Bordeaux), Gilberto Silva (Arsenal), Mineiro (Hertha Berlim), Josué (São Paulo) e Zé Roberto (Santos);
Gilberto Silva, Mineiro, Diego e Zé Roberto. Esse será o meio campo titular. Descontando os desertores, está ruim? Mas eu só não concordo mesmo é com o Fernando. É o Doriva do Dunga.
Atacantes: Afonso (Heerenveen), Fred (Olympique de Lyon), Robinho (Real Madrid), Vágner Love (CSKA Moscou), Anderson (Porto)
Ó o Afonso aí! Mas antes dele teremos uma ótima dupla com Robrinho e Fred. O Anderson tá jogando muito, mas eu ainda preferiria o Liédson.
Helton, Daniel Alves, Juan, Alex e Kléber. Gilberto Silva, Mineiro, Diego e Zé Roberto. Robinho e Fred. Coloca esse time para treinar e tenho certeza que ganharemos a Copa América.
On Campeão. De novo.