Quarta-feira, 06 Fevereiro 08, 04:50 PM
É costume lá pelas bandas do IRA o pessoal não jogar nada de futebol e se embebedar com cerveja quente. Aquela camisa verde da Irlanda sempre funcionou para mim como o melhor sonífero do mundo. Nem uma caixa de Frontal consegue o mesmo efeito. Eu bem pensei que, no momento que colocassem a Seleção sem treino contra os branquelos, o resultado não poderia mesmo ser outro: jogo chato, modorrento, chovendo em São Paulo e em Dublin. Pelo menos nisso estávamos sintonizados. No final, 1 a 0 graças à Robinho, a única estrela inquestionável que sempre honrou a Camisa Amarela e defendeu a Seleção, onde quer que fosse.
Os MacCarthys do time irlandês tentaram alguma coisa, mas quando chegaram no gol, tinha uma parede-humana que atende pela alcunha de Júlio César, o Imperador da Pequena Área. Goleiro, torno a dizer, é isso. É para fechar o gol, não para tocar violão e brigar com comentarista de TV. Mas a grande incógnita mesmo era sobre o comportamento dos laterais. Duas das maiores torcidas do Brasil estavam de olho em apenas dois jogadores.
A Nação observava Léo Moura com um sentimento dúbio. Todos queriam ver o cara arrebentar com a camisa da Seleção, tal como vem fazendo no Flamengo, mas, ao mesmo tempo, tinham que uma atuação de gala provocasse a ida do lateral para a Europa, como ocorre com muitos convocados, mesmo os que não jogam. Porém, entretudo, todatanto, convia, jogar no verão carioca é ligeiramente diferente do inverno celta. Quase nada. Assim, não dá nem para usar como desculpa o fato dele atuar num time entrosado, sob temperatura de 35, 40 graus e, do nada, cair numa equipe onde praticamente teve que se apresentar a todo mundo, para disputar um porrada-ou-ball num campo cuja maior temperatura era 3 graus dentro do fogão do restaurante. O cara foi um pouco tímido, mas não comprometeu e mostrou talento.
Muito mais desinibido foi Richarlyson. Quase nas mesmas condições, o meia-ala-lateral-queer-eye do São Paulo foi um dos melhores em campo e mostrou mais uma vez que sabe controlar a bola e colocá-la onde quer. Acho que o Gilberto deveria começar a coçar a cabeça e jogar um pouquinho mais, pois pode estar pintando mudança nessa posição.
No mais, o mesmo. O meio campo tentou furar a muralha de 7 backwards que os irlandeses colocaram para "jogar" e só conseguiu parcos ataques infrutíferos com Luis "sou foda, melhor do mundo e cala a boca geral" Fabiano. Mas tinha Robinho. Esse já mandou o passaporte para o Consulado Chinês e está só aguardando o carimbo.
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Notei esses dias que todos lamentaram as ausências de Kaká e Pato. Justo. Mas... e Ronaldinho? Sério mesmo, alguém sente falta? Ele tem feito por onde para ser titular no Barcelona e/ou na Seleção? É nisso que dá essa imprensa ficar batendo na mesma tecla, repetindo discursos velhos e furados. Hoje o cara é uma sombra do que foi. Por culpa dele. Que antes acerte sua cabeça para depois discutirmos sua condição.
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Júlio Cesar - Função do goleiro = agarrar. Titular do bicampeão italiano há mais de dois anos. Mas só fez uma defesa hoje. Nota 7.
Léo Moura - Sentiu o frio, a estréia e a falta de entrosamento. Podia ter abusado mais. Nota 5.
Alex - Sempre achei um bom zagueiro e para esse tipo de jogo sem importância, tá valendo. Nota 6.
Luisão - Ler Alex. Nota 6.
Richarlyson - Melhor do que Léo Moura, mais presente e útil pro time. Nota 7.
Gilberto Silva - Deixa passar as Olimpíadas e o Lucas vir com o ouro que esse roda. Burocrático demais. Nota 5.
Julio Baptista - Pelo um tanque nós tínhamos que ter para enfrentar os celtas. Jogou bem, nada de mais. Nota 6.
Josué - Tomou o lugar do Mineiro. Dificilmente sai do time. Nota 6.
Diego - Uma boa partida pela Seleção como há muito não se via. Nota 7.
Robinho - Decidiu. Nota 8.
Luis Fabiano - Pra quem falou tanto depois do jogo contra o Uruguai (leiam a Placar, por exemplo), ficou devendo. Nem tanto assim, vai, não serei exigente. Nota 6.
Anderson - Entrou e deu um passe ou dois. Podia ter jogado mais tempo. Nota 5.
Rafael Sóbis - Sem tempo para nada. Sem nota.
Lucas - Sem tempo para nada. Sem nota.
Dunga - Poderia ter colocado a garotada antes, mas procurou os três pontos e conquistou a primeira vitória brasileira em Dublin. Se tivesse escalado os moleques, poderia não ter vencido e aí ouviria poucas e boas da imparcial imprensa golpista brasileira. Nota 6.
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Terça-feira, 22 Janeiro 08, 02:01 PM
Nós alemões somos mesmo muito burrrras!
Pois é. Não faz muito tempo e uma federação de sei-lá-o-que elegeu o Anão Mais Odiado do Brasil como o Melhor Treinador do Mundo. Baseado em que?? Só porque ganhou a Copa América e ainda deu outro sacode na maravilhosa-espetacular-sensacional-incrível-invencível Argentina? O melhor treinador do mundo é o Muricy, afinal, ele escala o Rogério Ceni.
Hoje o Dunga fez mais uma convocação e acabou com as férias da imprensa golpista que já estava procurando Eurico pra se coçar enquanto a Seleção não fazia nada. Só que agora, para alergia geral da Nação que o odeia, Dunga apresentou mais uma de suas listas malucas com nomes que jamais deveriam vestir a camisa amarela.
Alexandre Pato, Anderson, Breno, Hernanes, Lucas, Marcelo, Rafinha, Rafael Sobis, Renan e Thiago Neves. E daí que temos Olimpíadas? Isso é jogador de Seleção onde?? Talvez no Camboja, Sri Lanka, Marte... Acho que o Dunga já está bêbado das cervejas que entornará no célebre The Duke em Dublin.
Como me irrita essa coerência do treinador que deu chance ao Richarlyson (teve um maluco aqui d’OleOle que pediu no fim do ano.... quem foi mesmo?) que se comeu com a bola no Brasileirão, chamou de volta o Luis Fabiano, provável-futuro reserva de Ronaldo, não convocou o Adriano pelos golaços-aços-aços que fez contra o...o....o... esqueci, e continuou convocando o frangueiro Julio César. Mas que coisa! O Rogério já fez 75 gols esse ano, todo do meio campo de bicicleta e não foi chamado. Por isso que sou mais o Muricy.
MOMENTO FALANDO SÉRIO
Tricoletes, antes de dar seus tradicionais chiliques rogéricos, vejam que já são dois jogadores do time convocados: Hernanes e Richarlyson. Se Dunga levasse mais um, qualquer um, o Tricolor poderia entrar com ação na CBF pedindo adiamento de jogos por ter três convocados e zoaria tudo no calendário.
MOMENTO FALANDO SÉRIO II
Kaká e Robinho são os nomes para as Olimpíadas. É meio cedo para cravar, mas se eu fosse apostar, seria neles. Acho que o Dunga está decidindo apenas se leva um goleiro, zagueiro ou cabeça de área. Falando sério, NESSE CASO eu levaria o Rogério e já expliquei porque, mas tem fanatismo demais em algumas pessoas para entender. “Melhor goleiro do mundo” hehehe...boa essa. Agora a do papagaio, por favor.
Domingo, 30 Dezembro 07, 07:26 AM
Quando Lula foi eleito pela segunda vez, logo a elite se apressou em chamar o povo brasileiro de burro, esquecendo que o mesmo povo havia votado DUAS VEZES em Fernando Henrique Cardoso. Talvez a burrice tenha vindo daí. Na verdade, a eleição se deu porque a população estava cansado dos almofadinhas que jogavam para poucos deixando o resto na míngua. E forçando um pouco a barra, o cargo de treinador da Seleção é quase como o de Presidente do Brasil. Mais uma vez, o povo escolheu aquele que trabalha sério e não fica dando regalias a quem já as tem demais.
Em pesquisa realizada pelo Instituto DataFolha e publicado pela Folha de São Paulo, notório jornal anti-Dunga, o atual treinador teve o trabalho aprovado pela torcida. Duvido que a amostragem seja encomendada, pois não é do feitio da Folha dar notícias que vão de encontro ao seu editorial. Mas numa atitude de jornal sério, divulgou o resultado e calou a boca de quem insiste em dizer "o povo brasileiro não gosta do Dunga e isso e aquilo".
Mais uma vez eu repito: pense por você. Dê a SUA opinião e não generalize. Se fizerem uma pesquisa sobre os pontos corridos, o resultado será o mesmo.
Para 2008, a tarefa de comandar a Seleção será beeeeeem mais difícil. Dunga terá que cortar um dobrado para conseguir manter a boa avaliação. Mas o grande teste será mesmo em Pequim. A medalha é quase um fetiche da CBF e no caso de insucesso, não sei não... Mas a aposta do Ouro Chinês tá de pé e até agora, só um se manifestou.
Segue a notícia abaixo do Globo Esporte.com.
Dunga supera Scolari e Parreira
Pesquisa do Data Folha aponta que 44% da população considera bom ou ótimo o trabalho
O fim de 2007 se aproxima com boas notícias para Dunga. Apesar do jeito sisudo e da inexperiência à beira do gramado, o técnico da seleção conseguiu cativar a torcida brasileira. Uma pesquisa
nacional do Data Folha realizada entre 26 e 29 de novembro aponta que 44% dos 11.786 entrevistados avaliam como bom ou ótimo o trabalho de Dunga. As informações são do jornal Folha de São
Paulo.
E os números revelam um detalhe ainda mais importante: o atual comandante, após 16 meses de trabalho, é mais bem avaliado do que em momentos semelhantes das gestões de Carlos Alberto Parreira e
Luiz Felipe Scolari, os dois últimos treinadores da equipe.
Parreira foi aprovado por 39% dos entrevistados em sua primeira pesquisa, em 2003, um ano após assumir o comando da seleção. Felipão, por sua vez, foi avaliado na sua segunda temporada como ótimo
ou bom por 37% das pessoas. No seu caso, a pesquisa logo depois de ele ter obtido a classificação para a Copa do Mundo de 2002.
Domingo, 09 Dezembro 07, 03:06 PM
Felipe, Leonardo Moura, Thiago Silva, Miranda, Juan, Hernanes, Richarlyson, Ibson, Jorge Wagner, Acosta, Josiel. Guardem esse time. Esses são os jogadores que destruiram o sonho da medalha de ouro. Graças a esse time, o Brasil mostrou hoje que não tem capacidade nenhuma de conquistar a medalha, que o técnico é um lixo, que a equipe convocada para a missão é uma vergonha e que devemos trocar tudo agora e já pensarmos em Londres-2012.
Bom, isso aí em cima é o que já li em vááááários blogs espalhados pela rede. Mas como o meu não é caminhão da Comlurb, nem faço questão de citar as fontes. Mesmo se tratando de um jogo completamente atípico, já vaticinaram que a medalha está perdida. Eu continuo apostando, mas até agora ninguém se voluntariou (a perder).
Desculpa de perdedor? Ora vejamos:
1 - calor fenomenal - quem foi o gênio que marcou essa partida pro Rio, num domingo, onde o carioca deveria decidir entre os 50º de Engenho de Dentro ou a praia refrescante?
2 - motivação x festa - um bando de garoto desesperado com as sombras da Europa contra um bando de neguinho experiente, rodado e descompromissado, apesar do batido discurso de querer mostrar serviço pro treinador da Seleção.
3 - mas depois de quase uma semana treinando, poderia ter acontecido algo melhor, convenhamos.
Mas o que está escrito é que os Mascotes perderam 9feio) e vão passar o fim de ano com a cabeça inchada. Não terão muitas oportunidades quando os testes de verdade começarem e a turma de CDFs da bola comparecer para as provas. São apenas 18 vagas para uma centena de candidatos e não tem ENEM que salve esse pessoal. E o pofessor Dunga, ainda um calouro na profissão, terá que ralar muito com a garotada para receber o upgrade para Mestre. Mas eu continuo apostando. Alguém encara?
Terça-feira, 27 Novembro 07, 08:25 AM
E Dunga finalmente divulgou sua primeira lista de aprovados para uma vaga na Seleção Olímpica. São milhões de candidatos para 22 vagas, sem mencionar e Lei de Cotas para os idosos. A
Universidade Federal da Seleção Brasileira ainda fará algumas provas antes do exame final, marcado para Pequim e os nomes de agora só têm uma vantagem aos demais: vão jogar primeiro. Só
isso.
É só uma pré-pré-pré-lista mas como não poderia deixar de ser, alguns nomes já são "afonsados" e parte da imprensa golpista já declara como perdida a medalha de ouro. Estamos falando de um
vice-medalhista olímpico no comando da Seleção e uma meta que o Brasil jamais alcançou. Mas ao invés de trabalhar em conjunto, continuam batendo, batendo, batendo... Isso antes do primeiro
jogo, que não valerá absolutamente nada.
Eu prefiro pensar que se trata de um primeiro teste, valendo mais fora de campo do que dentro, visto que terá formato de festa para o adversário. Dunga quer mais é olhar alguns jogadores,
conhecer e ver como se portam no dia a dia. Sentir como se saem em ambiente de Seleção. O ano olímpico começará mesmo apenas no amistoso contra a Irlanda, em Janeiro, e o técnico já disse que
pretende mesclar jovens e coroas.
Para esse jogo em clima de festa e fim de ano ele julgou não ser necessário trazer força máxima. Tem time lá fora que precisa de seus jogadores, tanto que o Pato é o único estrangeiro, já que
não pode jogar pelo Milan ainda.
Dunga também pegou uns jogadores na Série B que segundo dizem, tiveram boas atuações. Confesso a vocês que não faço idéia porque não assisti um minuto da segunda divisão. Ignorância minha. E
acho que as pessoas deveriam esperar antes de falar. Tudo bem que estamos num país livre e cada um tem o pleno direito de emitir sua opinião, mas essa Seleção nunca foi nem será considerada a
final. Muita água ainda vai andar por baixo da ponte até Pequim.
Esqueci de colocar antes, mas existem nomes como Lucas, Marcelo, Hernanes, Renato Augusto, Ilsinho, Jô, Anderson, Diego e muuuuuuuuuuuitos outros que não foram chamados agora, porém são nomes quase certos para o ano que vem.
E minha aposta está de pé. Alguém quer bancar?
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A quem votou, MUITO OBRIGADO. Sério mesmo, nem acreditava que tinha gente que gostava de mim hehehe.... Mas valeu mesmo, pessoal. E sem hipocrisia, parabéns aos demais brasileiros e que um de
nós quatro seja um dos vencedores. Haroldo e Lucastro eu conheço dos textos daqui e sei que estaremos muito bem representados no Japão. Manogil eu não conheço bem, mas desejo a mesma sorte.
Segunda-feira, 26 Novembro 07, 11:19 AM
Eu não estou bêbado! Calma, explico. Eu me refiro à Seleção Olímpica. Acredito piamente que para essa seleção, o Rogério Ceni poderá ser deveras útil. Como Dunga terá três opções acima dos 23 anos, acho que deveria considerar levar o goleiro do São Paulo e enumero os motivos abaixo:
1 - É preciso alguém com experiência para controlar a garotada e Rogério tem ascendência sobre os jogadores mais jovens. Eles querem ter uma carreira como a do goleiro e estão acostumados a vê-lo vencer no Brasil;
2 - O goleiro pode formar uma base sólida e sóbria com os outros jogadores com mais dos 23, pelo respeito que tem, dependendo de quem for convocado;
3 - Rogério poderá ajudar bastante com a vontade de conquistar um título inédito e ainda tirar parte do peso das costas do Dunga;
4 - Não estará de férias como os "europeus";
5 - Se for para convocar Felipe ou Diego, que se leve o Júlio César, o número 1 da principal;
6 - Não há desculpa de idade para uma competição no ano que vem;
7 - Nenhum dos goleiros existentes para a categoria é confiável o suficiente e como dizem por aí, "todo time começa....";
Além do Ceni, eu chamaria o Juan e o Kaká. O zagueiro porque é o melhor do mundo e por mais que Alex Silva e Breno estejam muito bem, a experiência é importante na posição. Breno é o Juan "amanhã" e jogar ao seu lado pode ser muito interessante para o Brasil.
Quanto ao Kaká, basta dizer que ele está em vias de ser eleito o melhor do mundo. Temos bons jogadores para o meio, mas ainda inexperientes e que precisam de uma referência, um modelo. O Kaká se encaixa aqui como o Rogério no quesito "exemplo de carreira a se ter".
Quanto ao resto, temos bons nomes. Abaixo segue uma penca de sugestões. Eu formaria meu time titular com: Rogério, Ilsinho, Juan, Breno e Marcelo. Arouca, Lucas, Kaká e Diego. Sobis e Pato.
Goleiros: Renan (Inter), Edson (Atlético-MG), Cássio (PSV)
Lateral-direita: Jonathan (Cruzeiro), Rafinha (Schalke 04), Ilsinho (Shaktar Donetsk)
Zagueiros: Breno (São Paulo), Alex Silva (São Paulo), Thiago Heleno (Cruzeiro), Edcarlos (Benfica), Luizão (Vasco)
Lateral-esquerda: Marcelo (Real Madrid), Ronny (Sporting - ex-Corinthians), Carlinhos (Santos)
Volantes: Arouca (Fluminense), Lucas (Liverpool), Makelele (Palmeiras), Rômulo (Flamengo), Diego Souza (Grêmio)
Meio-campistas: Diego (Werder Bremen), Renato Augusto (Flamengo), Anderson (Manchester United), Leandro Lima (São Caetano), Toró (Flamengo), William (Shaktar Donetsk - ex-Corinthians), Thiago Neves (Fluminense), Danilinho (Atlético-MG), Leandro Lima (Porto) e Wagner (Cruzeiro)
Ataque: Carlos Eduardo (Hoffenheim - ex-Grêmio), Tchô (Atlético-MG), Jô (CSKA), Alexandre Pato (Milan), Luiz Adriano (Shakhtar Donestk - ex-Inter), Guilherme (Cruzeiro), Diego Tardelli (São Paulo), Everton Santos (Corinthians), Rafael Sobis (Betis), André Lima (Herta Berlim - ex-Botafogo)
Sexta-feira, 23 Novembro 07, 06:20 AM
Puxando pela memória, meu primeiro jogo da Seleção no estádio foi a final da Copa América de 1989, contra o Uruguai. Ganhamos de 1x0, gol do Romário. Desde lá até cá, acho que fui a mais dois ou
três e só. Por "n" motivos. Talvez eu não estivesse na cidade, falta de grana, trabalho na hora do jogo.... Sempre que pinta um jogo da Seleção eu faço o possível para ver. Gosto de ver o time. Não
me importam os nomes, sinceramente. Gosto da camisa. Meu sentimento pelo Brasil é diferente do que tenho pelo Flamengo. Sou mais rubro-negro, claro, mas aí é paixão, sangue vermelho e preto,
infância imitando o Zico e tardes de domingo no Maracanã. Da Seleção, eu tenho orgulho. Foda-se o Ricardo Teixeira. Eu gosto de dizer que estivemos em todas as Copas e ganhamos cinco delas. Feio ou
bonito? E daí?, enchi a cara de cerveja da mesma forma. Os outros querem ser a gente. Corram atrás.
Bom, voltando ao tema aqui. Desde aquele jogo do Maracanã, passando pelos que vi até chegar o de quarta feira, percebi uma mudança absurda no público ao longo desses anos. Naquela época, nem tão
longe assim, os ingressos não eram assustadoramente mais caros, com preços chegando perto dos maiores espetáculos mundiais. O torcedor que ia era basicamente o mesmo dos jogos de fim de semana e as
pessoas inclusive procuravam ficar nos mesmos lugares que ocupavam nos clássicos regionais. Como a violência não era tão descabida, havia menos polícia e o povo entrava fácil no estádio. O total de
presentes sempre passava dos 100 mil e ainda cabia mais. Não havia transmissão de Globo ou Band para a cidade e TV à cabo nada mais era do que um aparelho sendo puxado por um fio grosso de um
cômodo ao outro da casa.
Camisas de times se misturavam sem problemas à da Seleção, ainda um pano que coçava horrores quando suávamos e com apenas três estrelas acima do escudo. Ricardo Teixeira era um ilustre
desconhecido, ao contrário dos jogadores. Alguns ainda jogavam no Brasil ou tinham acabado de sair. Quem já pegou um Maracanã cheio deve lembrar-se das perninhas que ficavam penduradas na
arquibancada e que espíritos de porco ficavam puxando ou batendo o pau da bandeira. Ah... As bandeiras... Não havia um que não levasse uma enorme do Brasil. Bandeiras, almofadas, bolas de futebol
para jogar no intervalo e não essas porcarias de "Filma eu, Galvão" que emporcalham as torcidas.
Eu era pequeno e mal conseguia ver os gols. Ainda me perguntava "cadê o narrador?", acostumado que era a ver jogo pela TV. Como eu ia saber quem eram os jogadores? Ficava sempre olhando os
vendedores do cachorro Geneal, esse um remanescente dos velhos tempos, olhando o jogo e ignorando os chamados dos torcedores. Morria de medo da arquibancada tremendo sobre a minha cabeça (quase
sempre ia de cadeiras com meu pai) e ao mesmo tempo ria da raiva dos geraldinos que eram acertados na cabeça por copos plásticos com o “misterioso” líquido amarelo, vindos da massa lá de
cima.
O hino nacional era impossível de ser escutado, tamanho o barulho da torcida. Apenas cachorros conseguiriam ouvir os avisos do sistema de áudio do Maracanã, precário naquela época e ainda ruim hoje
em dia. O jogo sempre começava às 17hrs, não tinha essa coisa de televisão escolhendo o horário. O mundo e o Brasil passavam por mudanças drásticas e acontecimentos que serão lembrados eternamente,
o que refletia inclusive no comportamento e no pensamento das pessoas.
Em 1989 caiu o muro de Berlim. Naquele ano em que os romenos começaram sua revolução, um estudante chinês parou à frente de tanques na Praça da Paz Celestial e um terremoto devastou São Francisco.
No Brasil, muitos como os meus pais votaram pela primeira vez para presidente da república. E diferentemente dos meus pais elegeram um caçador de marajás que acabou cassado.
Tudo era diferente, claro. Mas o que vi quarta deixou a saudade e uma ponta de tristeza. A Seleção Brasileira virou uma mega-banda que faz turnês pelo mundo e nós aqui no Congo sempre ficamos
esperando a chance de vê-la. Acompanhamos os jogadores brasileiros pela TV, como fazemos com nossos artistas internacionais preferidos. O público mudou demais. Hoje é preciso ter grana para ver a
Seleção e quem vai se arruma como para uma festa. Salto-alto, maquiagem, perfumes, camisas caras, carrões, cabelinhos com gel e tudo o que vemos nos restaurantes e bares por aí, estava no Morumbi.
Enquanto em 1989 era um parto regular a câmera, pegar a luz certa e ajustar o diafragma para bater uma foto no estádio lotado, hoje os celulares piscam a cada segundo para captar, em péssima
resolução diga-se, os momentos do jogo.
O público diminuiu absurdamente e o Brasil conseguiu a proeza de encolher cimento. Por conta de inexplicáveis normas de segurança, 80 mil pessoas é recorde em estádios que comportavam mais de 100
mil com espaços sobrando. Mesmo assim, não podemos mais vestir as camisas de nossos times e levar bandeiras decentes que não aquelas feitas de camisinhas e entregues na porta do estádio. Mas a
grande diferença é no modo de torcer.
Como os jogadores não estão mais no Brasil, perde-se muito da identidade com o público presente. Boa parte de quem vai ao jogo não está acostumado a torcer no fim de semana e nem sabe como se
comportar, puxando gritos que já morreram há mais de 10 anos. Não passam vibração porque não há paixão. Eu acredito que se o técnico da Seleção (qualquer um que for) escalar um time com pelo menos
uns cinco que atuem por aqui, o comportamento já será outro. Poderemos ver uma torcida mais participativa e identificada com o time em campo. Hoje ela faz apenas uma festa quase européia com palmas
e u-hús.
O mundo mudou demais. As coisas ficaram mais fáceis com a Internet e as novas tecnologias. O futebol mudou devido à globalização dos clubes e jogadores e o novo estilo de jogo. Aquele povão
vibrante e nitidamente brasileiro de 1989 não vai mais aos estádios. A Seleção Brasileira também mudou, para pior, ao longo de todos esses anos. E assistir um jogo do Brasil ao vivo ficou chato. Eu
irei porque gosto de ver a camisa amarela, mas realmente ficou bem chato. Quanta diferença...
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Veja o que você ganha se votar em mim para ir ao Japão:
1) Não lerá textos sobre o Flamengo por um tempo;
2) Não lerá textos defendendo a Seleção pelo mesmo tempo;
3) Não lerá nada meu e nem terá que aturar meus comentários!!;
4) Como eu confio nas pessoas, quem me disser que votou em mim, ganha um voto de volta!
Melhor que isso, só promessa de político. Participe você também da campanha "Mande um chato pro Japão" e dê o seu voto.
Quinta-feira, 22 Novembro 07, 09:00 AM
Quarta-feira, 21 Novembro 07, 08:56 AM
Como diria Galvão Bueno, "é amigo... acredite". Não é que a melhor seleção do mundo segundo a Imprensa Golpista brasileira perdeu ontem? E de virada??? Como pode isso? Um absurdo, um acinte. O jogo foi roubado. Os colombianos estavam cheirados. A bola era ruim. Não pode ser!!
Mas foi. Os argentinos tomaram uma trolha e hoje podem perder a liderança para o Paraguai. Sim, o mesmo Bangú-cover que as pessoas falavam em "até o Paraguai goleou o Equador". O Brasil meteu cinco
nos amarelos de Quito, mas deveria ter sido 20. Se os muambeiros vendedores de mercadorias originais conseguirem alcançar o topo da tabela logo mais, veremos matérias em todos os
lugares decantando a renovação pós-Chilavert (o Ceni que todo mundo gostava).
Ontem mesmo eu vi uma entrevista com um periodista portenho dizendo que a seleção deles é igual à nossa: muito nome e pouco time. Além disso, ganharam dos timaços Chile, Venezuela e da poderosíssima Bolívia, disparada a pior equipe da disputa, só de 2x0 em casa!!!
Mas... E o Brasil? Bom, o Brasil tem que fazer sua parte logo mais. Na falta do que falar do time, das roupas ou da falta de experiência do mini-técnico, a IG prefere gastar laudas com as vaias, como se o Morumbi nunca tivesse "úúúúúzado" algum selecionado nacional. Não há estádio no país que não tenha vaiado a Seleção uma vez na vida. Nesses jogos, o que mais vemos são torcedores que quase nunca sentam numa arquibancada e que só querem saber de vaiar, xingar e cantar em-cima-embaixo-puxa-e-vai, trajando camisas de patrocinadores de ocasião. Fui a poucas partidas do Brasil (todas no Maracanã) e sempre foi a mesma história, por isso nem levo a sério esse papo de vaia.
Engraçado mesmo é ler os bastiões da moralidade escrita nacional posando de donos da verdade e defendendo o sacro-santo direito da vaia. Tem um maluco aí, dum embrulha-peixe vendido nas bancas, que hoje mesmo escreveu "por que o torcedor não pode vaiar?". Claro que pode. Por 100 reais o ingresso, o cara pode até dançar o cancan se quiser. O que pega é que esse jornaleiro escreve para milhares de pessoas a sua opinião e faz a cabeça de todo mundo, que compra a raiva recalcada do infeliz e transforma no "desejo do torcedor brasileiro". É como os tais pontos corridos que a cada ano aumentam a média de público, mesmo "sem ter caído no gosto do torcedor" ou "não ser da cultura do futebol do brasileiro", sabe? Essas coisas aí....
Como fez o torcedor baiano nas eliminatórias de 93, que vaiou a Seleção de cabo à rabo pela não convocação do Charles, os tricolores daqui também abrir o berreiro se quiserem protestar pela não inclusão do melhor batedor de faltas do Brasil entre os 22. Principalmente quando o Ronaldinho errar uma cobrança na entrada da área. Que palmeirenses e corintianos queiram chorar por Diego e Felipe para a vaga do imperador do gol, JC, também é do seu direito. Isso sempre vai acontecer em qualquer campo do país.
E o Dunga que te prepare. O estádio estará lotado mas nem todos o apóiam. As pessoas vão mais pela oportunidade rara de ver os jogadores, do que pelo futebol até então apresentado pela Seleção. Dunga, calejado que é, sabe que vai ouvir bastante caso o time não jogue bem. E a IG terá um prato cheio no dia seguinte. Às vezes penso até que é a vontade desses jornaleiros. Tudo para depois babar o ovo dos argentinos.
Mas se o time entrar com Amor eu campo, eu também vaiarei.
Segunda-feira, 19 Novembro 07, 10:00 AM
Eu desisto. Enquanto ninguém mais aguenta o treinador, dói nos olhos ver o Vagner Love com a camisa da Seleção. É lógico que o Dunga tem sua parcela (enorme, diga-se) de culpa em não enxergar a
incapacidade desse jogador, para atuar numa posição onde reinaram Romário, Ronaldo, Careca e outros. Vagner Love não serve nem para o banco. Eu continuo sem ter visto uma única atuação sua que
prestasse. Mas os cabelinhos style e a marra-de-jogador-que-se-acha-o-craque continuam lá. E esse nome.........
Se o Dunga diz que precisa ser coerente e continuar dando chances a quem está jogando bem, eu não entendo porque manter o Cabelinho do Amor, ainda mais como titular. Vejamos, ora pois.
Qual a função primordial do atacante, senão meter gols? Tudo bem que ele pode trabalhar de pivô, pode abrir espaços, pode ser uma opção de tabela ou até ajudar na marcação da saída de bola adversária. Amor faz gol? Amor é pivô? Alguém tabela com Amor? O Amor ajuda na contenção?
As outras áreas do time estão funcionando, algumas mais, outras menos, mas não comprometem. Os zagueiros estão muito bem. É lógico que as tricolettes vão começar os seus faniquitos pela convocação do Breno, mas a gente abstrai. Os laterais trabalham em alguns jogos mas somem em outros. Normal, pois já era assim desde a época de Cafu e Roberto Carlos. Kaká, Ronaldinho e Robinho ainda carecem de entrosamento maior, que conseguirão com o tempo.
Mas o ataque é ruim e a situação é crônica. Eu realmente não aguento mais jogar com Amor na frente. Um grande atacante de Seleção Brasileira não tem que ter amor, mas ódio dos adversários. Do jeito que tá, eu até aceito a convocação do Rogério Ceni. Bota ele ali na frente que faz melhor. Chega de Love! Arrumem um Nove!
On Campeão. De novo.